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Texto bíblico: APOCALIPSE 9 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
APOCALIPSE 9 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/9
Enquanto Apocalipse 6 descreve os juízos de Deus sobre os rebeldes dentro de Seu reino, as sete trombetas (Ap 8:7-13; 9:1-21; 11:15-17) descrevem o julgamento divino sobre os opressores de Seu povo. O pano de fundo das sete trombetas é o texto de Números 10:8-10. O soar das trombetas lembrava os Israelitas de que Deus os salvaria de seus inimigos. A cena introdutória para o soar das sete trombetas (Apocalipse 8:1-6) focaliza a intercessão de Cristo no Céu e enfatiza o cuidado divino por Seu povo. Mesmo sendo afligidos pelos inimigos, o Senhor ouve a oração de Seus filhos e age para protegê-los e livrá-los.
A sexta trombeta (v. 13-21) está ligada ao contexto da descrição dos 144.000 (Ap 7:1-3). Mencionam-se os quatro anjos e as ações de segurar e soltar. De um lado, os salvos são contados; do outro, os inimigos de Deus são contados. A expressão “eu ouvi o seu número” aparece em ambos os textos. Assim, a sexta trombeta mostra o tempo em que o selamento mencionado em Apocalipse 7 acontece. Enquanto a descrição dos 144.000 mostra seu status diante de Deus, os próximos dois capítulos (Ap. 8 e 9) mostram o que o povo escolhido estará realizando nos últimos momentos da história do mundo.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/9
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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429 palavras
A quinta trombeta usa a imagem de um ataque demoníaco para demonstrar o poder torturante de Satanás na vida dos maus (5, 6), mas também sua impotência diante do fiel povo de Deus (v. 4). Esta seção pode simbolizar a realidade e as consequências espirituais do secularismo e do ceticismo evolucionista, que vêm se tornando cada vez mais dominantes desde o século 19. Ela também é interpretada como o impacto político e militar de não cristãos militantes sobre o cristianismo apóstata. Bíblia de Estudo Andrews.
Vários comentaristas identificam a quinta e a sexta trombetas com os ataques dos sarracenos e turcos. Argumentam que as guerras entre os persas, liderados por Cosroe II (590-628 d.C.), e os romanos, sob Heráclio I (610-641), enfraqueceram os dois impérios, preparando o caminho para a conquista muçulmana. Sugerem que a chave foi a queda de Cosroe, cuja retirada do trono e assassinato, em 628, marcou o fim do império persa e abriu espaço para o avanço das forças árabes. CBASD, vol. 7, p. 875.
1 estrela caída. Referência à estrela da terceira trombeta (8:10). Os acontecimentos da quinta trombeta são consequências da primeira. Bíblia de Estudo Andrews.
A estrela descrita aqui não é vista caindo, como na terceira trombeta (Ap 8:10), mas já e mostrada caída na Terra. A figura de uma estrela caída do céu também ocorre na literatura apocalíptica judaica para descrever Satanás [citação omitida]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 875.
foi-lhe dada. Passivo divino: a voz passiva expressando ação de Deus. Ele tem controle total desta praga (ver também 9:3, 5). Bíblia de Estudo Andrews.
Isto sugere que o poder representado pela chave não era intrinsecamente dele, mas lhe foi concedido por um poder superior. CBASD, vol. 7, p. 875.
poço do abismo. Onde os demônios são confinados (Lc 8:31). O lugar de onde vêm as bestas (Ap 11:7; 17:8). Bíblia de Estudo Andrews.
Na comparação com os muçulmanos, o escurecimento do sol pode ser compreendido como o obscurecer do cristianismo. Esse foi o efeito da disseminação da religião islâmica. CBASD, vol. 7, p. 875.
2 fumaça […] fornalha. Lembra Sodoma e o Sinai (Gn 19:28; Êx 19:18). Bíblia de Estudo Andrews.
5, 6 cinco meses […] Naqueles dias […] não acharão. Esta praga resulta em tormento psicológico, não físico. Bíblia de Estudo Andrews.
10 cauda. Instrumentos de tortura. Simbolizam os profetas mentirosos de Is 9:15. Satanás usa falsas crenças para atormentar o povo. Bíblia de Estudo Andrews.
11 anjo. Provavelmente Satanás. As ações de Satanás e dos demônios estão sujeitas a limites e ao controle divino. Gafanhotos literais não têm líder (Pv 30:27), portanto os gafanhotos mencionados mencionados aqui têm sentido figurado. Bíblia de Estudo Andrews.
Abadom […] Apoliom. Nomes grego e hebraico que significam “destruidor”. Bíblia de Estudo Andrews.
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“O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais” (v.12).
Ao soar a quinta trombeta, João viu “uma estrela caída do céu na terra” (v.1). Segundo a maioria dos teólogos, a quinta trombeta descreve o surgimento do Islamismo. Sabendo que estrela significa anjo ou mensageiro, esta estrela simboliza um falso mensageiro, neste caso, aplicado a Maomé, último profeta do Islamismo e autor do Alcorão. Segundo os muçulmanos, Maomé recebeu revelações do anjo Gabriel, da parte de Allah (Deus em árabe). Desde então, da Arábia, “o poço do abismo” (v.2), os muçulmanos se espalharam, como gafanhotos (v.3), por todo o Oriente e parte da Europa.
Como já vimos, que em profecia um dia equivale a um ano, os “cinco meses” (v.5) equivalem a 150 anos (30×5=150). Segundo alguns estudiosos, esse período se refere à invasão do Império Otomano no território da Nicomédia, entre 27 de julho de 1299 a 27 de julho de 1449. Exatamente no fim dos 150 anos, Constantino XII, imperador grego, chegou ao trono. Seus súditos, os turcos otomanos, simbolizados pelos “gafanhotos” (v.7), foram responsáveis por devastar as províncias do Império Romano do Oriente. Assim passou o primeiro “Ai” (v.12).
“O sexto anjo tocou a trombeta” (v.13) e eis que uma voz vinda do altar de incenso do Santuário Celeste deu uma ordem ao sexto anjo: “Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates” (v.14). Esta profecia tem sido compreendida como uma sequência da anterior. Os quatro anjos soltos se aplicam aos sultanatos da região do Eufrates: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá. E o período de “a hora, o dia, o mês e o ano” (v.15), equivalente a 391 anos e 15 dias, ocorreu de 27 de julho de 1449 à 11 de agosto de 1840, quando o poder otomano foi abatido.
Observem que “aqueles que não foram mortos por esses flagelos” causados pela sexta trombeta, “não se arrependeram das obras de suas mãos” e continuaram adorando “os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar” (v.20). Continuaram com suas práticas pagãs, e afeiçoados às suas más obras (v.21). Nós vivemos em um tempo de oportunidade qual nunca houve. A longanimidade de Deus se estende nestes últimos dias como uma das maiores declarações do Seu amor pela humanidade. Que o Senhor não nos encontre com o coração endurecido, mas que às vésperas do tempo de angústia qual nunca houve (Dn.12:1), guardemos firme a confissão de nossa fé e aceitemos a perfeita obra do Espírito Santo em nossa vida:
“Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos, e os executem; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Ez.11:19-20).
Nosso Pai Celestial, o Senhor nos deixou no livro de Apocalipse a história final deste mundo escrita para os que leem, ouvem e guardam as profecias, a fim de prepará-los para as últimas cenas desta Terra. O grande conflito está se afunilando, e nós queremos estar bem seguros em Ti, pois Tu és o nosso refúgio e fortaleza. Senhor, o nosso eu precisa morrer para que Cristo habite em nós. Estamos cercados por tantas distrações e a impressão que dá é que estamos nos acostumando com este mundo e com defeitos de caráter como se a Tua graça fosse tolerá-los no Céu. Ó, Senhor, não! A Tua graça tem o poder de nos transformar por completo. E no Céu não existirá um só traço imperfeito de caráter. Não nos deixes cair na tentação de acharmos normal conviver com um coração cobiçoso, invejoso, irascível ou qualquer outra raiz de amargura que nos afaste da Tua presença e da presença dos Teus santos anjos! Concede-nos a mente de Cristo, pois Ele Se alegrava com os que se alegravam, chorava com os que choravam, se importava com as necessidades e sensibilidades dos Seus pequeninos irmãos. Precisamos desesperadamente do caráter de Jesus! Socorre-nos, Senhor! Nós clamamos nos méritos e no nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo transformado pela graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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2678 palavras (inclui texto bíblico)
A 5ª e a 6ª trombetas
9:1 O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caíra sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
A quinta trombeta – “Os sarracenos (tropas islamíticas) invadiram a parte oriental do Império Romano (sétimo século).” – LES892, p. 125.
“Ao ser observada no palco da história humana, a quinta trombeta tem sido relacionada com a difusão da fé muçulmana, no sexto século da Era Cristã em diante. Este conceito é apresentado por Uriah Smith em As Profecias do Apocalipse, págs. 139-152; por Stephen N. Haskell, em The Story of the Seer of Patmos, págs, 161-173; por W. A. Spicer, em Beacon Lights of Prophecy, págs. 225-233; e por Roy Allan Anderson, em O Apocalipse Revelado, págs. 103-105.”
Estrela caída do Céu – “Pode referir-se a um falso profeta ou a Satanás.” – LES892, P. 135.
A estrela representaria o islamismo, fator que uniu esses homens do deserto como uma poderosa máquina militar, a qual em poucos anos conquistou a Pérsia, Síria, Egito, África e Espanha. Esses guerreiros converteram com sua guerra santa dois terços dos cristãos da África em muçulmanos. Com seu Alcorão e sua guerra santa exerceram tão grande influência que ameaçaram apagar a luz do Evangelho. Basicamente suas guerras afetaram Roma oriental.” – SRA/EP, p. 139 e 140.
A estrela=uma pessoa – “A devastação sobre a Terra, que João viu como resultado do toque da quinta trombeta, foi muito mais terrível do que aquilo que ele presenciou nas cenas relacionadas com as primeiras quatro trombetas. Mais uma vez precisamos lembrar-nos de que as cenas contempladas pelo profeta são descritas em linguagem simbólica, e não devem receber, portanto, uma interpretação literal. João quer salientar que por trás dos acontecimentos da História está a funesta atividade do diabo e seus anjos.
“Em Apocalipse 9:1 e 2, João declara que viu uma estrela cair do Céu. Ele deduz que a estrela representa uma pessoa a quem foi dada a chave para abrir o poço do abismo.” – LES892, p. 134
Poço do abismo – “As vastas extensões dos desertos da Arábia; ou a habitação de Satanás.” – LES892, p. 136.
“O poço do abismo representaria a vasta região do deserto do Saara, na Arábia, de onde vieram os guerreiros que representam as trombetas. Seria referente à conquista sangrenta do maometismo.” – SRA/EP, p. 139.
“O toque da quinta trombeta desvia a atenção do reino da Natureza para o abismo dos demônios – o poço do abismo. Os juízos proclamados pelas primeiras quatro trombetas foram descrito simbolicamente como calamidades cósmicas. A quinta e a sexta trombetas prevêem ataques satânicos contra professos seguidores de Cristo.
”Os textos que seguem contêm referências ao poço do abismo. … Apoc. 9:1 Apoc. 9:2 Apoc. 9:11 Apoc. 11:7 Apoc. 20:1 e 3.” – LES892, p. 134.
9:2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar.
Trevas – “O obscurecimento do sol da cristandade ou as trevas da quinta praga.” – LES892, p. 135.
9:3 Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra.
Gafanhotos – “Eles têm sido identificados com a difusão do poder dos árabes muçulmanos. Também podem ser equiparados às hostes da destruição, no Dia do Senhor (Joel 1:6 e 7; 2:4-11).” – LES892, p. 135.
“Os gafanhotos simbolizariam os árabes nômades.” – SRA/EP, p. 139.
9:4 Foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na fronte o selo de Deus.
Dano aos que não tem o selo – “Sob a quinta trombeta, foi ordenado que as forças da destruição não deviam causar dano aos que tinham o selo de Deus em suas frontes (Apoc. 9:4). Ellen White diz o seguinte quanto ao que acontecerá durante as sete últimas pragas: ‘O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas conquanto perseguidos e angustiados, conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão abandonados a perecer.’ – O Grande Conflito, pág. 634.” – LES892, p. 139.
“Através de Apocalipse 9:4 sabemos que durante a quinta trombeta é dada a ordem de proteger os que têm o selo de Deus em sua fronte, o que mostra Deus atuando em favor de Seu remanescente fiel e cumprindo Sua promessa do Salmo 119:165: ‘Grande paz têm os que amam a Tua lei; para eles não há tropeço.’ “ – SRA/EP, p. 109.
“Os que terão na fronte o selo de Deus no fim do tempo são crentes que permanecem fiéis a Cristo em meio à apostasia. Eles observam o verdadeiro dia de descanso. Em todas as épocas Deus teve pessoas que honraram o sábado do quarto mandamento, recusando a transigir com a grande maioria dos cristãos. Pouco antes de Jesus voltar, aqueles que, por Sua graça, forem vencedores espirituais, serão fiéis observadores do sábado. (Ver Ezeq. 20:12 e 20; Apoc. 14:7, última parte.)” – LES892, p. 139.
9:5 Foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem. E o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.
Cinco meses – “Período profético de 27 de julho de 1299 a 27 de julho de 1449.” – LES892, p. 135.
“Os cinco meses proféticos (5 x 30 = 150 dias proféticos), mencionados aqui são 150 anos que começam em 27 de julho de 1200 d.C., com a invasão da Nicomédia pelos otomanos, e terminam em 27 de julho de 1449 d.C. Exerceram tanto poder, que o imperador grego, Constantino, teve que pedir autorização deles para estabelecer seu trono.” – SRA/EP, p. 140.
“Os cinco meses são um importante período profético que estabelece a cronologia profética de modo maravilhoso. Reconhecendo o bem provado princípio em cronologia profética de que um dia representa um ano, temos o seguinte: 5 meses de 30 dias cada, seriam 150 dias. Mas reconhecendo um dia como um ano (Núm. 14:34; Ezeq. 4:6), este período de 150 dias torna-se de 150 anos literais, tempo esse em que o Império Otomano atormentaria e destruiria os homens. O historiador E. Gibbon diz: ‘Foi a 27 de julho, no ano 1299 da Era Cristã, que Otman invadiu primeiro o território da Nicomédia; e a singular exatidão das datas parece indicar alguma previsão do rápido e destrutivo crescimento do monstro.’…
“Partindo, portanto, dessa data, contamos 150 anos, e isto nos leva a 1449 A. D. Durante esses 150 anos o Império Otomano empenhou-se em quase contínua guerra contra o Império Grego [Império Romano Oriental]. Ele não o conquistou antes de 1449 A.D., quando o último dos imperadores gregos, Constantino [Paleólogo], assumiu o trono, mas somente depois de obter permissão do sultão do Império Otomano! – palpável cumprimento da profecia segundo a qual eles deviam ferir os homens por cinco meses, ou 150 anos. Seu crescente poder agora capacitá-los-ia a ‘matar’ sob a próxima trombeta, o que fizeram até seu declínio.” – O Apocalipse Revelado, p. 105.
9:6 Naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.
Forças demoníacas – “Nos primeiros seis versículos do capítulo, o apóstolo nos informa da origem da origem e missão das forças que se opõem ao cristianismo. Afinal de contas, elas recebem suas ordens de Satanás. Nos versos 7 a 11, João descreve as forças demoníacas. Sua aparência é grotesca. Têm cabelo comprido, seu aspecto é semelhante a cavalos, parecem ser gafanhotos com caudas de escorpiões, usam coroas de ouro, têm rostos de homem e dentes de leões. Por meio desse simbolismo estranho, João representa eventos bélicos que ocorreriam na História.” –LES892, p. 139.
9:7 A aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia como que umas coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.
9:8 Tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como os de leões.
9:9 Tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros de muitos cavalos que correm ao combate.
Descrição dos conquistadores – “Notai a acurada descrição desses conquistadores em Apoc. 9:7-9. ‘Os seus rostos eram como rostos de homens’ (Usavam barba). ‘Tinham cabelos como cabelos de mulheres’ (Cabelos longos). Em suas cabeças havia ‘coroas semelhantes a ouro’ (Referência aos turbantes brilhantes que usavam). ‘Seus dentes eram como dentes de leões’ (Guerreiros destemidos). A semelhança dos gafanhotos era como de ‘cavalos aparelhados para a guerra’ (Os cavalos árabes são ainda sinônimo de qualidade entre os entendidos). Quão exata é a Palavra de Deus!” – O Apocalipse Revelado, p. 104.
9:10 Tinham caudas com ferrões, semelhantes às caudas dos escorpiões; e nas suas caudas estava o seu poder para fazer dano aos homens por cinco meses.
Cinco meses – “Eles deveriam ferir os homens ‘por cinco meses’ (verso 10). Por centenas de anos, as tribos maometanas e tártaras foram divididas em bandos sob líderes distintos, com pouca ou nenhuma organização. Próximo ao século treze, Otman fundou um governo que desde então tem sido conhecido como o Império Otomano. Este se desenvolveu até que se estendeu sobre todas as principais tribos maometanas, consolidando-as numa monarquia.” – O Apocalipse Revelado, p. 104.
9:11 Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego Apoliom.
Rei – “Alguns acham que isto se refere a Osmã (ou Otman) I, o tradicional fundador do Império Otomano.” – LES892, p. 136.
Abadom ou Apoliom – “A destruição personificada.” – LES892, p. 136.
9:12 Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais.
9:13 O sexto anjo tocou a sua trombeta; e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus,
A sexta trombeta – “Tropas turcas destroem o Império Romano Oriental (séculos catorze e quinze).” – LES892, p. 125.
9:14 a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que se acham presos junto do grande rio Eufrates.
Soltar os quatro anjos atados junto ao Rio Eufrates – “Assim como em Apocalipse 7:1-3 os anjos segurariam os ventos, na sexta trombeta estão soltos favorecendo o avanço do Império Otomano. Poder-se-ia interpretar que está falando dos quatro sultões do Império Otomano que exerceram o controle do império.” – SRA/EP, p. 140.
“O toque da sexta trombeta põe em movimento os esquadrões de cavalaria que agora têm permissão para destruir a terça parte dos habitantes da Terra. Com o soar da trombeta, é dada a ordem para soltar os quatro anjos atados junto ao Rio Eufrates. Assim como a quinta trombeta assinalou a soltura dos gafanhotos diabólicos do poço do abismo, a sexta trombeta liberta os quatro anjos para que cumpram sua missão de destruição.
Estas passagens contém referências ao Rio Eufrates. Resuma cada uma das passagens […]
Gen. 15:18
Deut. 11:24
Isa. 8:5-8
Apoc. 16:12-16
“O Rio Eufrates marcava o limite entre Israel e seus principais inimigos. Isaías 8:5-8 retrata a invasão assíria de Judá como grande inundação que se alastrou pelo país com pavorosa intensidade. O Eufrates também assinalava os limites orientais do Império Romano. O Eufrates também assinalava os limites orientais do Império Romano. A referência a cavaleiros invasores era um indício de destruição para a Igreja Cristã, visto que ela se volvia para o Estado em busca de amparo e proteção. ” – LES892, p. 140.
Invasão do turcos – “Quando a sexta trombeta soou, João declara que quatro anjos, que estavam presos junto ao Rio Eufrates, foram libertados. Verso 14. Os estudiosos têm entendido esta expressão como se aplicando aos quatro sultanatos principais: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá, que compreendiam o Império Otomano. Eles estavam situados na região do Rio Eufrates. Deviam ser libertados por um período específico: uma hora, um dia, um mês e um ano.” – O Apocalipse Revelado, p. 105 e 106.
“Na profecia bíblica, o Rio Eufrates simboliza a terra do inimigo, a residência do paganismo, um lugar que está que está contaminado espiritualmente, e dominado por forças satânicas. O diabo não está livre para mover esses poderes pagãos à vontade. Ele ainda se acha sujeito à suprema soberania do Senhor.” – LES892, p. 141.
9:15 E foram soltos os quatro anjos que haviam sido preparados para aquela hora e dia e mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.
Hora, Dia, Mês e Ano – “Hora, dia, mês e ano proféticos, seriam 391 anos e 15 dias. O Império Otomano foi estabelecido no dia 27 de julho de 1449. Se lhe acrescentarmos os 391 anos e 15 dias chegaremos a 11 de agosto de 1840. Nesse dia a Turquia aceitou, por meio de seus embaixadores, a proteção das potências aliadas da Europa e se colocou sob a tutela das nações cristãs. O acontecimento se cumpriu com exatidão.” – SRA/EP, p. 140.
“391 anos e quinze dias de tempo profético. ‘Esta supremacia dos maometanos sobre os gregos devia continuar…por trezentos e noventa e um anos e quinze dias. Começando, terminados os cento e cinqüenta anos, em 27 de julho de 1449, o período devia estender-se até 11 de agosto de 1840. A julgar pela maneira como começou a supremacia otomana, que foi por um voluntário reconhecimento por parte do imperador grego de que reinava só com permissão do sultão turco, devíamos naturalmente concluir que a queda ou perda da independência otomana se efetuaria da mesma maneira; que no fim do período indicado, isto é, em 11 de agosto de 1840, o sultão submeteria voluntariamente a sua independência às mãos dos poderes cristãos, justamente como, havia trezentos e noventa e um anos e quinze dias, o tinha recebido das mãos do imperador cristão, Constantino XIII.’ – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 157.” – LES892, p. 142.
“No ano de 1840 outro notável cumprimento da profecia despertou geral interesse. Dois anos antes, Josias Litch, um dos principais ministros que pregavam o segundo advento, publicou uma explicação de Apocalipse 9, predizendo a queda do Império Otomano. Segundo seus cálculos esta potência deveria ser subvertida ‘no ano de 1840, no mês de agosto’; e poucos dias apenas antes de seu cumprimento escreveu: ‘Admitindo que o primeiro período, 150 anos, se cumpriu exatamente antes que Deacozes subisse ao trono com permissão dos turcos, e que os 391 anos, quinze dias, começaram no final do primeiro período, terminará no dia 11 de agosto de 1840, quando se pode esperar seja abatido o poderio otomano em Constantinopla.’ …
‘No mesmo tempo especificado, a Turquia, por intermédio de seus embaixadores, aceitou a proteção das potências aliadas da Europa, e assim se pôs sob a direção de nações cristãs. O acontecimento cumpriu exatamente a predição.” – O Grande Conflito, p. 334.
9:16 O número dos exércitos dos cavaleiros era de duas miríades de miríades; pois ouvi o número deles.
“’Vinte mil vezes dez milhares‘ (ou 200 milhões) de cavaleiros: Exército inumerável que avançava rapidamente.” – LES892, p. 142.
9:17 E assim vi os cavalos nesta visão: os que sobre eles estavam montados tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre.
Fogo, Fumaça e Enxofre – “Alguns consideram isto uma representação do uso de fogo de artilharia.” – LES892, p. 142.
9:18 Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre, que saíam das suas bocas.
Pragas (ou flagelos) – “Possível ligação com as sete últimas pragas.” – LES892, p. 142.
9:19 Porque o poder dos cavalos estava nas suas bocas e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas eram semelhantes a serpentes, e tinham cabeças, e com elas causavam dano.
9:20 Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.
Ídolos – “Outra alteração que o papado fez na lei de Deus foi tirar do catecismo o mandamento que proíbe adorar ou reverenciar as imagens (êxodo 20:4-6). Durante a sexta trombeta, junto com uma série de graves pecados, é apresentada a adoração de imagens (Apocalipse 9:20, 21). Deus é muito claro em dizer que não aceita que O adorem por meio de imagens (Isaías 42:8). Por isso é que em Apocalipse 21:8 e 22:15 se diz que os idólatras não se salvarão. Deus é Espírito e só aceita uma adoração espiritual (São João 4:23, 24).” – SRA/EP, p. 107.
9:21 Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.
5ª e 6ª trombetas: Uma analogia – “A quinta e a sexta trombetas predisseram a devastação causada por forças opostas ao cristianismo na Idade Média e no período moderno. Essas forças podem ser consideradas como figura ou analogia das instrumentalidade satânicas que afligirão os seguidores de Cristo antes de Sua Segunda Vinda.” – LES892, p. 142 e 143.
Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-9.html
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APOCALIPSE 9 – Este capítulo refere-se ao cenário das trombetas, representando juízos progressivos de Deus sobre um mundo rebelde. A linguagem apocalíptica aqui tem fortes paralelos com as pragas do Egito (Êxodo) e profecias de Joel 2, ilustrando a natureza simbólica e o impacto espiritual dessas cenas.
O propósito deste capítulo vai além de revelar eventos históricos, ele enfatiza o chamado ao arrependimento diante do juízo divino.
• A mensagem da quinta trombeta (Apocalipse 9:1-11) – O juízo divino revela que quando as pessoas rejeitam a verdade de Deus, acabam caindo em engano e sofrimento espiritual. O tormento aqui simboliza o vazio e a angústia que acompanham a separação de Deus.
• A mensagem da sexta trombeta (Apocalipse 9:12-21) – Assim como Faraó endureceu o coração diante das pragas enviadas por Deus como juízos, muitos continuam rejeitando a Deus no tempo do fim, mesmo em tempo de crise. O verdadeiro problema não é a falta de evidências, mas a recusa em abandonar o pecado.
“A quinta trombeta foi um aviso conforme o fim se aproximava, refletindo a situação deste mundo, que é caracterizada por um aumento na atividade demoníaca. Na quinta trombeta as forças demoníacas estavam bastante ativas, mas seu poder ainda estava limitado e contido por Deus (9:4-6). No entanto, com o toque da sexta trombeta, as forças do mal são liberadas para realizar suas atividades prejudiciais sob a direção de Satanás. A profecia apresenta as pessoas que não têm o selo de Deus como estando indefesas contra os poderes demoníacos. É durante essas intensas atividades satânicas que Deus fez um esforço especial para alcançar os corações humanos por meio da proclamação do evangelho eterno (14:6-13)” (Ranko Stefanovic),
Apocalipse 9 representa um cenário solene de juízos que acompanham a pregação do evangelho e a resistência humana à verdade. Ele nos ensina que:
• O afastamento de Deus leva ao engano e ao tormento espiritual.
• Deus permite juízos para despertar os pecadores, mas nem todos respondem.
• A perversão da religião e a rebelião persistente impedem o arrependimento.
Diante dessas realidades, a mensagem para nós hoje é a necessidade de buscar a Deus antes que seja tarde!
Deus nos chama a permanecer firmes na fé e a fugir dos enganos que obscurecem a verdade. O tempo para arrependimento é agora! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: APOCALIPSE 8 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/8
Apocalipse 8:1 encerra a série de sete selos do livro. Em seguida, no verso 2, João vê um grupo de sete anjos que se preparam para tocar sete trombetas. Antes que isso aconteça, o profeta é novamente levado a contemplar o santuário celestial, desta vez focalizando o altar de incenso. Para entender a descrição feita em Apocalipse 8:3-6 é necessário lembrar o que acontecia no ritual do santuário terrestre. Esta compreensão é que dá o tom para os eventos descritos pelo soar das sete trombetas entre os capítulos 8 e 9.
O fim das atividades diárias no santuário era anunciado pelo toque de trombetas. O cordeiro do sacrifício contínuo era colocado sobre a grelha, seu sangue aspergido à base do altar e o sacerdote designado se colocava diante do altar de ouro no lugar santo para oferecer incenso. No santuário celestial, após ter feito Seu sacrifício eterno em prol da nossa salvação (Hb 7:27), nosso Sumo-Sacerdote Jesus intercede por nós. Nossas orações sobem como incenso perante o trono (Ap 5:8).
Há um Deus vivo no céu atento para ouvir e responder às suas orações, pelos méritos de Cristo.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/8
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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993 palavras
1 Sétimo selo. Apocalipse 6 relata a abertura dos seis primeiros selos, de um total de sete. O cap. 7 é um parêntese, pois interrompe a abertura dos selos para mostrar que Deus tem um povo verdadeiro, que conseguiria resistir aos terrores retratados (ver com. de Ap 6:17). Então, a visão volta para a abertura dos selos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 871.
Silêncio. Uma vez que o sétimo selo será aberto após a segunda vinda, como indicado pelo fato de o texto de Apocalipse 6:12-17 ser uma descrição desse evento, sugerimos que o silêncio no Céu ocorrerá no contexto do juízo final e da conclusão do grande conflito. “Meia hora” refere-se aqui a um período relativamente curto de tempo. Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 679.
2-6 Introdução às sete trombetas, que representam juízos sobre os ímpios em resposta às orações dos santos em 6:9, 10 (ver 9:4, 20, 21). Bíblia de Estudo Andrews.
2 Nos dias do AT, a trombeta servia para anunciar acontecimentos importantes e dar sinais em tempo de guerra. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI.
3, 4 O texto se baseia no serviço diário do santuário antigo, que ocorria no átrio e no lugar santo (Êx 29:38-42; 30:1-8).
incensário. Braseiro usado para queimar incenso. Bíblia de Estudo Andrews.
6 Sete trombetas. A perspectiva favorecida pelos adventistas do sétimo dia é de que as trombetas retomam, em grande medida, o período da história cristã abrangido pelas sete igrejas (Ap 2-3) e pelos sete selos (Ap 6; 8:1), enfatizando os acontecimentos políticos e militares mais marcantes desse período. CBASD, vol. 7, p. 872.
7 Terra. O flagelo é visto como representativo da invasão do império romano pelos visigodos, sob a liderança de Alarico. Essa foi a primeira das incursões teutônicas ao império romano, as quais desempenharam um importante papel em sua queda final. A partir de 396 d.C., os visigodos dominaram a Trácia, Macedônia e Grécia, na parte oriental do império. Posteriormente, atravessaram os Alpes e saquearam a cidade de Roma, em 410 d.C. Também saquearam boa parte do território que hoje é a França até se estabelecerem na Espanha. CBASD, vol. 7, p. 872, 873.
Terça parte. É provável que signifique uma parte substancial, mas não a maioria. CBASD, vol. 7, p. 873.
8 Mar. A catástrofe anunciada pela segunda trombeta é vista como sendo as depredações dos vândalos. Expulsos de suas moradas na Trácia, por ataque dos hunos, da Ásia central, os vândalos migraram pela Gália (a atual França) e Espanha até a parte romana do norte da África, onde estabeleceram um reino em torno de Cartago. De lá, dominaram o Mediterrâneo ocidental, com uma frota de piratas que saqueavam as costas da Espanha, Itália e até mesmo a Grécia, e atacando navios romanos. O auge de suas depredações ocorreu em 455 d.C., quando pilharam a cidade de Roma por duas semanas. CBASD, vol. 7, p. 873.
10 caiu […] uma grande estrela. Esta declaração é interpretada como uma descrição da invasão e das pilhagens dos hunos, sob a liderança do rei Átila, durante o 5º século. Entrando na Europa, pela Ásia Central, por volta de 370 d.C., os hunos se estabeleceram primeiro no baixo Danúbio [na Romênia, na foz do rio Danúbio]. Três quartos de século depois se mudaram mais uma vez e, por um breve período, devastaram várias regiões do cambaleante império romano. Eles atravessaram o Reno, em 451 d.C., mas foram detidos por uma aliança de tropas romanas e germânicas, em Chalons, no norte da Gália. Após uma curta temporada de saques na Itália, Átila morreu em 453 d.C., e os hunos desapareceram da história. A despeito da breve duração de seu domínio, os hunos foram tão vorazes em suas destruições que o nome deles entrou para a história como sinônimo de extermínio e destruição da pior natureza. CBASD, vol. 7, p. 873.
11 Absinto. Do gr. apsinthos, uma erva bastante amarga, a Artemisia absinthium. Nesta passagem, as próprias águas se transformam em absinto.CBASD, vol. 7, p. 874.
Planta de sabor amargo, uma metáfora para a idolatria (Dt 29:17, 18). Pode significar a apostasia da igreja na Idade Média. Bíblia de Estudo Andrews.
12 Sol. Os corpos celestes são interpretados como representantes dos grandes luminares do governo romano ocidental: seus imperadores, senadores e cônsules. Com a morte do último imperador, em 476, começou a extinção de Roma ocidental […]. Posteriormente, o senado e o consulado também chegaram ao fim. CBASD, vol. 7, p. 874.
12, 13 A quarta trombeta pode descrever a condição do mundo no período pós-Idade Média. A Reforma do século 16 restaurou a Bíblia como regra de fé e ensino. No entanto, a vibrante geração de reformadores foi sucedida por uma escolástica protestante sem vida, caracterizada por polêmicas e controvérsias teológicas. A revolução intelectual europeia dos séculos 17 e 18 levou ao surgimento do racionalismo, do ceticismo, do humanismo e do liberalismo, que, por fim, deram origem ao secularismo. Apesar de seu impacto positivo na ciência, na política, na liberdade religiosa, nas artes e na educação, com sua orientação materialista e negação do sobrenatural, o secularismo gradualmente erodiu a fé cristã e roubou de milhões de pessoas a esperança de salvação. A cena da quarta trombeta descreve assim as terríveis consequências do escurecimento da fonte espiritual da verdadeira luz sob a influência predominante do secularismo. Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 684.
13 Águia. Pode-se conceber a águia como um presságio de destruição (ver Mt 24:28; cf Dt 28:49; Os 8:1; Hc 1:8). CBASD, vol. 7, p. 874.
Na Bíblia, águia, ou abutre, é símbolo de juízos iminentes (Dt 28:49; Os 8:1). Isso nos lembra a fala de Jesus, de que, no contexto de Sua vinda escatológica, as águias (ou abutres) se ajuntarão sobre os vadáveres (Mt 24:28). O pior ainda está por vir sobre os habitantes da Terra. Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 684.
Meio do céu. Isto é, no zênite, para que todos possam ouvir sua mensagem. CBASD, vol. 7, p. 874.
Ai! Ai! Ai! O ai é repetido três vezes por causa dos juízos que ainda sobreviriam com o toque das três trombetas restantes. CBASD, vol. 7, p. 874.
Dos que moram. Isto é, os ímpios. CBASD, vol. 7, p. 874
[Para uma visão complementar do estudo de Apocalipse 8 à luz do serviço do santuário no AT e outras interpretações quanto às trombetas entre os historicistas adventistas, veja Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 680 – 684.]
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“Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora” (v.1).
O Céu ficou em silêncio diante da iminência do que estava para acontecer. A abertura do sétimo selo inaugura uma nova sequência de sete. João viu “sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas” (v.2). Veremos que as sete trombetas se assemelham às sete pragas, porém, o toque de trombeta na Bíblia representa Deus convidando o Seu povo para se reunir. No Antigo Testamento, a trombeta anunciava as assembleias solenes, as batalhas, além de preceder anúncios importantes (Nm.10:2-12; Jr.4:19-20). No Novo Testamento, tornou-se um símbolo do segundo advento de Cristo (1Co.15:52; 1Ts.4:16). As sete trombetas, portanto, não se referem às sete últimas pragas, mas às advertências de Deus para que o Seu povo reconheça que é chegado o tempo de que profetizou Joel: “Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembleia solene” (Jl.2:15).
Quando os anjos saíram do Santuário Celeste, “outro anjo […] ficou em pé junto ao altar, com um incensário de ouro […] com as orações de todos os santos” (v.3), representando o ministério de intercessão de Cristo e que Sua obra intercessora ainda não havia acabado. Como um prelúdio das sete últimas pragas, o sonido de cada trombeta não é um anúncio de destruição, mas um convite ao arrependimento. Através da história, o Senhor nos deixou revelados os Seus mistérios:
1ª trombeta: O juízo divino sobre Jerusalém, em 70 d.C., cumprindo-se o que o próprio Jesus profetizou ao contemplar Jerusalém: “Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt.24:2). “Porque o Senhor dos Exércitos, que te plantou, pronunciou contra ti o mal, pela maldade que a casa de Israel e a casa de Judá para si mesmas fizeram” (Jr.11:17).
2ª trombeta: Montanha, na Bíblia, é símbolo de poder ou nação (Ez.35:2; Dn.2:35). Mar significa multidões, povos (Ap.17:15). Sangue significa guerra, morte. Portanto, trata-se de um povo numeroso sendo morto pela guerra. Isto ocorreu quando o Império Romano foi subjugado pelas dez tribos bárbaras, em 352 a 476 d.C.
3ª trombeta: Assim como vimos que as estrelas representam os sete anjos ou mensageiros das sete igrejas, João viu “uma grande estrela, ardente como tocha” (v.10). Só que, desta vez, não se trata de um mensageiro de Deus, mas de uma contrafação. Com o passar dos anos, a igreja cristã foi se afastando do propósito divino, permitindo que uma falsa estrela contaminasse as puras águas da verdade, marcando um período de incredulidade e afastamento da Bíblia. Sobre estes falsos ensinadores, Judas escreveu: “estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre” (Jd.1:13).
4ª trombeta: O toque da quarta trombeta revela o período de trevas morais e espirituais da igreja cristã. Alguns estudiosos acreditam ser a fase da Idade Média, quando a verdade havia sido lançada por terra (Dn.8:12) e uma densa escuridão tomou conta do cristianismo. Ainda na quarta trombeta, surge “uma águia, que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!” (v.13). A preeminência dos três últimos ais é anunciada com pressa e em alta voz, o que deixa bem claro que se trata de algo urgente e muito sério.
Todas estas trombetas já foram tocadas e veremos que estamos no toque da sétima e última trombeta. O Senhor nos deixou revelado em Sua Palavra diversas advertências a fim de que não sejamos pegos de surpresa. Eis “o tempo sobremodo oportuno” de tomarmos uma decisão ao lado de Cristo Jesus, “eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Que, pelo poder do Espírito Santo, nossas orações subam “à presença de Deus” (v.4) como aroma suave e agradável a Ele. E que, por Sua graça e misericórdia, Ele nos guarde para o Seu reino de paz e justiça.
Pai querido, muitos podem alegar que as profecias são difíceis e que não há interpretação precisa acerca de muitas coisas, mas nós cremos que o mesmo Espírito que inspirou os profetas a escreverem é Aquele que pode iluminar a nossa mente para a devida compreensão da Tua Palavra. O Senhor disse que “os sábios entenderão”. Então, nos momentos finais desta Terra, Te pedimos sabedoria para compreendermos não somente as profecias, mas o nosso papel como Teus servos em resposta a esse conhecimento. Almejamos ver Jesus voltar em nossa geração, Pai! Mas necessitamos de muito mais do que temos até então experimentado. Necessitamos nos livrar de todo impedimento. Necessitamos nos humilhar, orar, buscar a Tua face e nos converter dos nossos maus caminhos. Então, o refrigério do Teu Espírito virá. Ajuda-nos, Senhor! Conduze-nos ao reavivamento da verdadeira piedade! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100