Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 10 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
4 de abril de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

Após a sexta trombeta, encontramos profecias que antecedem o toque da sétima e última trombeta. João viu “Outro anjo forte” (v.1) e a descrição deste anjo se assemelha à visão que teve de Cristo no capítulo um. O arco-íris é um símbolo da aliança de misericórdia e justiça de Deus para com a humanidade, quando prometeu nunca mais destruir o mundo através de um dilúvio (Gn.9:12-15). Portanto, Jesus desceu pessoalmente para dar a João uma revelação sobremodo importante para o tempo do fim. Seus pés entre o mar e a terra simbolizam uma mensagem universal. Mas mesmo que Apocalipse seja uma revelação de Jesus para o homem, nem tudo nos é permitido compreender. Sobre “os sete trovões” (v.4) não foi permitido a João escrever, mostrando que Deus tem muito mais a nos revelar, mas que só a eternidade poderá explicar.

Jesus “tinha na mão um livrinho aberto” (v.2). O fato de estar aberto, mostra que é uma mensagem acessível a todos. Quando Daniel recebeu as visões e as terminou de escrever, foi-lhe dito: “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (Dn.12:4). Ou seja, a mensagem do livro de Daniel só seria estudada e plenamente compreendida no tempo do fim. Portanto, “nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a sétima trombeta” (v.7), no tempo que antecede o retorno de Cristo à Terra, o livro de Daniel deixaria de ser um livro selado e passaria a ser um livro estudado e compreendido. Porém, quando João pediu que o anjo lhe desse o livrinho, foi-lhe dada uma ordem inusitada: “Toma-o e devora-o” (v.9). No que ele tomou o livrinho e o comeu, em sua boca, o sabor “era doce como mel”, mas ao chegar ao “estômago ficou amargo” (v.10). Era uma mensagem sobremodo doce, agradável, mas o resultado causaria amargor, decepção.

Esta profecia se cumpriu com precisão após a profecia dada a Daniel de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (1260 anos, como vimos no estudo de Daniel, capítulo doze). Após 1798, com o fim da supremacia papal, houve um despertamento entre homens e mulheres de Deus que se dedicaram a estudar com minucioso cuidado as profecias do “livrinho” de Daniel. Os acontecimentos do aprisionamento do papa Pio VI, do grande terremoto de Lisboa, do dia escuro (19 de maio de 1780) e da queda de estrelas (13 de novembro de 1833), despertaram a muitos a estudar a Bíblia, especialmente as profecias de Daniel. Mas porque a mensagem deste livro é descrita como se o seu entendimento resultasse em amargor, decepção? Por que seria exatamente isto que aconteceria.

Em meados de 1800, dentre os que se dedicaram a estudar, com minúcia, o livro de Daniel, estava um fazendeiro batista chamado Guilherme Miller. Com profundo e sincero interesse, este homem do campo se dedicou ao exame deste livro e chegou à conclusão de que a profecia de Daniel 8:14 se referia ao segundo advento de Cristo. Apesar da sua descoberta, Miller passou muitos anos sem revelar a outros seu entendimento, até que Deus lhe confirmasse de que ele deveria pregar esta mensagem. Embora o cálculo do tempo das duas mil e trezentas tardes e manhãs estivesse correto, o evento não se referia à volta de Jesus como Miller havia concluído. Certo de que deveria propagar esta revelação, sua voz foi ouvida e a mensagem espalhada. Foi quando Samuel Snow, estudando a purificação do santuário à luz do estudo sobre o santuário terrestre, concluiu que Jesus voltaria à Terra em 22 de outubro de 1844, conforme o calendário judaico apontava este dia como o dia da expiação (Lv.23:26-32). Houve grande comoção entre os crentes e o movimento milerita ganhou milhares de adeptos.

Então chegou o tão aguardado dia. Famílias inteiras abriram mão dos seus bens, comerciantes deixaram seus negócios; todos olhavam para o Céu na expectativa de logo avistar o seu Senhor e Salvador nas nuvens do céu. Mas quão grande foi a decepção ao perceberem que Jesus não voltaria! Choro, angústia e profunda amargura marcaram aquele fatídico dia! Muitos abandonaram a fé tão rápido quanto a aceitaram, outros, porém, convictos de que Deus não os deixaria na escuridão, dedicaram-se à oração e ao diligente exame das Escrituras a fim de entender o que havia acontecido. A partir deste incidente, Deus levantaria um povo para proclamar ao mundo o Seu último chamado. Foi assim que Hiram Edson recebeu de Deus a compreensão de que a purificação do santuário não se referia à Terra, mas ao santuário celeste. Jesus havia passado do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário do Céu, dando início ao tempo do grande dia da expiação profético. Os registros de cada ser humano, desde então, seriam analisados e julgados, e apagados com o sangue do Cordeiro os pecados daqueles que se arrependeram, creram no Filho de Deus e buscaram viver conforme está escrito em Sua Palavra.

O último versículo explica porque haveria decepção, porque Jesus não voltou naquele tempo: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (v.11). Isto é, ali não era o fim, mas o início do tempo do fim. Hoje nós alcançamos este tempo de misericórdia antes que seja dado o último sonido da sétima trombeta. E estamos, de fato, vivendo no fim do tempo do fim. Jesus, finalmente, está às portas e “já não haverá demora” (v.6). Qual tem sido a nossa atitude frente de estarmos às vésperas de contemplar o Rei da Glória? Miller não foi enganado por uma mensagem falsa, mas foi instrumento de Deus para o cumprimento de uma profecia que culminaria no surgimento de uma igreja, do último movimento profético, que, como fez João Batista na primeira vinda de Jesus, despertaria o mundo para a Sua segunda vinda. Alcemos a voz e proclamemos em toda a Terra o derradeiro chamado, o último clamor de um Deus que nos diz: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7).

Santo Deus e Pai, bendito seja o Senhor que ilumina a nossa jornada rumo aos Céus com a luz da Tua Palavra! Já estamos no tempo em que não haverá demora. E a nossa maior e mais urgente necessidade é de um reavivamento da verdadeira piedade entre nós. Assim como o Senhor despertou Miller e tantos outros para estudar a Tua Palavra com oração e humildade, desperta-nos a vivermos assim, Pai, sempre escavando na mina da verdade e sendo preenchidos do Teu maravilhoso conhecimento. Estamos para encerrar este ciclo de estudos da Bíblia, mas Te pedimos que o Teu Espírito nos motive a perseverar no estudo das Escrituras e na oração até que se cumpra o que os mileritas tanto almejavam, que é o Dia da Tua volta. Prepara-nos para Te encontrar, nosso Deus! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, igreja do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.