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Que maravilha!
Amanhã começaremos a ler mais um das cartas de Paulo, que tem como tema principal a unidade.
Que você seja abençoado com seu estudo.
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: apoio mútuo, circuncisão, comunidade, vida de fé
Comentário devocional:
Em sua reflexão final, Paulo fala sobre o tipo de comunidade que deveria existir na igreja chamada para ser o corpo de Cristo. Esta era a mensagem que os Gálatas desesperadamente precisavam ouvir. A comunidade dos crentes na Galácia, como muitas igrejas hoje, tinham ficado muito aquém do propósito de Deus para a igreja. Por trás da insistência de que os homens gentios convertidos se submetessem à circuncisão havia uma mentalidade crítica e julgadora que estava destruindo a vida espiritual da igreja. A situação tornou-se tão hostil que Paulo lhes advertiu: “se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente” (Gl 5:15 NVI).
Em vez de ser uma comunidade onde apenas “os mais aptos sobrevivem”, Paulo diz que a igreja deve ser um lugar onde aqueles que lutam para viver a vida cristã devem encontrar incentivo, esperança, amor e restauração quando caem (v. 1). A única maneira na qual esta atitude pode ser manifestada em relação aos outros é se reconhecermos que nós também não estamos imunes à tentação do pecado (v. 1b). Afinal, nenhum de nós é mais digno do que outra pessoa. Somos todos pecadores, completamente dependentes do perdão e da graça (v. 3) de Cristo. Como podemos, portanto, não oferecer aos outros o perdão e a graça que Cristo nos deu (cf. Gal 5: 2; Rm 3:23-26; Mt 18:23-35)? Você pode imaginar o tipo de lugar que a igreja poderia ser hoje, se fosse um lugar onde fizéssemos “o bem a todos, especialmente aos da família da fé” (v. 10)?
Paulo conclui sua carta com um apelo final aos Gálatas, para manterem-se firmes a favor do evangelho. O que mais importa, diz ele, não é a circuncisão – ou até mesmo a falta dela – mas o poder transformador do Cristo ressuscitado que muda o coração e a vida das pessoas (v. 15). Nesta esperança, a última palavra de Paulo aos Gálatas é a mesma palavra de bênção, com que ele começou a sua carta – graça (v. 18).
Carl P. Cosaert
Universidade Walla Walla
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/6/
Traduzido por: JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Gálatas 6
Comentários em áudio
1 Se alguém for surpreendido. Isto é, se cai é porque a tentação é muito forte. A linha de pensamento do cap. 5 continua sem interrupção. Paulo se refere ao fato de que um cristão pode, em um momento de debilidade ou de descuido espiritual, baixar a guarda. Não é um hipócrita obstinado. Seu propósito era “andar no Espírito”, porém caiu, vencido pela tentação. Havia se empenhado para que o “fruto do Espírito” fosse evidente na sua vida, porém, para sua tristeza, descobriu que retornara a algumas das antigas “obras da carne”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1090.
Brandura. Jesus foi um exemplo de mansidão (Mt 11:29), e aqueles que seguem Seu exemplo serão amáveis e tolerantes ao lidar com seus irmãos. Não criticarão, nem censurarão, nem se apressarão a aplicar sem piedade a disciplina da igreja sobre os que erram, seu zelo pela justiça será temperado com misericórdia. CBASD, vol. 6, p. 1091.
Guarda-te. Não podemos restaurar os outros a menos que sejamos corretos, e não podemos saber se somos corretos, a menos que verifiquemos constantemente nossa vida pelo padrão divino e participemos diariamente da vida de Jesus. Quando procuramos corrigir os defeitos alheios, devemos fazer uma autoanálise. Os que desejam resgatar a seu próximo da correnteza do pecado devem ter seus próprios pés bem plantados em terra firme. A preocupação com nossa posição espiritual diante de Deus é um requisito indispensável antes que nos dediquemos aos quem necessitam de ajuda. CBASD, vol. 6, p. 1091.
5 Fardo. Do gr. phortion, “carga”, “fardo”, algum objeto que se deve transportar. Os “fardos” do v. 2 podem ser deixados de lado com certa facilidade, se for necessário, ao passo que o “fardo” do v. 5 é de tal natureza que, não importa quais sejam as circunstâncias, deve continuar a ser suportado. Cada soldado deverá levar seu próprio equipamento; esta é sua responsabilidade. As vezes, talvez ajude a outros a levar seus fardos. Ele será chamado a dar contas de seu próprio fardo, mas não necessariamente dos fardos dos outros. E digno de louvor aquele que leva os fardos dos outros, mas é indesculpável negligenciar os próprios. CBASD, vol. 6, p. 1092.
7 Zomba. Do gr. muktêrizõ, “zombar”, “levantar o nariz para”. Os que zombam de Deus, considerando levianamente o conselho que Ele envia, terão que sofrer as consequências de sua conduta. CBASD, vol. 6, p. 1092.
9 Se não desfalecermos. Só quem perseverar até o fim pode esperar receber a recompensa por haver praticado o bem. Com frequência, muitos que pareciam ser soldados da cruz têm renunciado à luta cristã e desistido. Vencidos pela tentação ou desanimados no caminho, eles se cansaram de seguir o Mestre. CBASD, vol. 6, p. 1093.
11 Com que letras grandes. O fato de que Paulo escrevera com “letras grandes” sugere que, pelo menos no momento em que ele escreveu aos Gálatas, sua caligrafia estava imperfeita. A grande erudição de Paulo exclui a possibilidade de que o apóstolo não soubesse escrever de modo aceitável. Alguns têm sugerido que sua má caligrafia era o resultado da visão deficiente (2Co 12:7-9; Gl 4:15); outros, que suas mãos tinham sofrido lesões mais ou menos permanentes devido aos maus tratos infligidos pelos seus perseguidores (2Co 11:24-27). CBASD, vol. 6, p. 1094.
14 Longe esteja de mim. Literalmente, “que não seja”, uma afirmação muito vigorosa. CBASD, vol. 6, p. 1095.
O mundo está crucificado. O “mundo” aqui é equivalente a “carne” (Gl 5:16-21). Estes não tinham mais influência sobre o pensamento e a conduta de Paulo. Era como se já não existissem. CBASD, vol. 6, p. 1095.
17 Marcas. Do gr. stigmata, “marca”, assinalando escravos ou outra propriedade com o nome do proprietário ou símbolo de identificação. Por “marcas de Jesus”, Paulo se refere às cicatrizes deixadas em seu corpo pela perseguição e pelo sofrimento (2Co 4:10). Seus opositores insistiam em obrigar seus conversos gentios a aceitar a marca da circuncisão como sinal de sua submissão ao judaísmo. Contudo, Paulo tinha marcas que indicavam de quem ele havia se tornado escravo, e para ele não havia outra lealdade a não ser a Cristo (Gl 6:14). CBASD, vol. 6, p. 1096.
18 Graça. Ao longo da epístola, Paulo destacou o fato de que somente se alcança a salvação por meio da graça, e que ela nunca pode ser conquistada pelas obras. Não há outra maneira de estar em paz com Deus. A graça é mais do que um atributo passivo de Deus; é o amor divino e a bondade divina em ação. Paulo conclui assim seu apelo às igrejas da Galácia, cujos membros ele amava e pelos quais sentia uma solícita preocupação. CBASD, vol. 6, p. 1096.
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Desculpem a demora pelos comentários, essa semana foi atribulada. Bom sábado a todos e que Deus os abençoe em seus estudos.
1 Não vos submetais. Ou, “não sejais seduzidos”. Os gálatas tinham saído da escravidão aos ídolos quando receberam o evangelho de Paulo. Porém, aceitar os princípios do judaísmo seria retornar a um estado semelhante de escravidão. Isso significava praticamente renunciar por completo a Cristo. Negar ou abandonar a verdade deixa a pessoa vulnerável ao erro e ao pecado. É pecado não fazer o que sabemos ser correto (Tg 4:17). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1079.
6 A fé que atua. Fé tem obras, mas estas não são as “obras da lei” (Gl 2:16). Assim, excluem-se todas as “obras” realizadas com o propósito de obter justiça. As “obras” que acompanham a fé genuína são inspiradas pelo espírito de gratidão pelo dom da graça divina, pelo amor a Deus e ao próximo (Mt 22:34-40). Tiago fala de obras como essas quando declara que “a fé sem obras é morta” (Tg 2:26). Neste ponto, concordam os ensinamentos de Paulo e de Tiago. Os dois não estão em conflito, como alguns apressadamente concluem. A fé que não produz o “fruto do Espírito” na vida é falsa. A suposta fé que leva a pessoa a se considerar eximida de obedecer à vontade de Deus tal como se expressa no decálogo, que é simplesmente uma breve descrição de como se deve demonstrar o amor a Deus e ao ser humano, é uma falsificação. CBASD, vol. 6, p. 1082.
9 Fermento. A influência dos judaizantes havia começado de forma aparentemente restrita, porém, alcançou proporções surpreendentes. Quando Paulo cita esse provérbio em sua epístola aos Coríntios (ICo 5:6), refere-se ao exemplo contagioso de alguns membros cuja conduta Paulo se sentia compelido a repreender. Se o movimento na Galácia continuasse, com o tempo, toda a igreja cristã teria voltado à prática dos ritos e cerimônias do judaísmo. CBASD, vol. 6, p. 1083.
17 Contra o Espírito. A guerra aparentemente interminável continua, ou seja, a luta entre a inclinação para fazer o bem e a inclinação para fazer o mal. Quando Paulo analisou esse conflito em sua experiência passada, ele viu que a vitória só é possível por intermédio de Jesus Cristo. CBASD, vol. 6, p. 1086.
18 Não estais sob a lei. Paulo adverte aos gálatas que o Espírito Santo nunca leva as pessoas a buscar a salvação mediante a conformidade com os requisitos do sistema ritual judaico, ou por qualquer sistema de justiça legal. Por outro lado, os que se submetem a uma religião legalista estão em guerra com o Espírito Santo (ver com. de GI 2:16). CBASD, vol. 6, p. 1086.
24 Crucificaram a carne. Ou seja, renunciaram completa e irrevogavelmente a cada tendência natural que não estava em harmonia com a vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1088.
26 Possuir de vanglória. Ou, “vaidade”, “egoísmo”. Os cristãos não devem se orgulhar nem mesmo em seu coração de suas realizações espirituais, mas humildemente considerar os outros superiores a si mesmos (Fp 2:3). CBASD, vol. 6, p. 1088.
Provocando uns aos outros. Nada pode ser mais ofensivo aos outros do que a presunção de que somos mais virtuosos ou superiores do que eles. CBASD, vol. 6, p. 1088.
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1 Ó gálatas insensatos! Os gálatas haviam demonstrado sua falta de entendimento ao ceder à influência dos falsos mestres. Não havia nenhuma razão válida para a decisão de renunciar à salvação pela fé. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1053.
Quem vos fascinou […]? Eles haviam sido enganados. Paulo lhes escreve na esperança de que eles vissem a incoerência e se afastem do erro evidente em que tinham caído. Eles deviam ter sido submetidos a alguma influência além da razão, pois a razão condenaria esse procedimento. Sua escolha, não pode ter resultado do julgamento sóbrio baseado em fatos. CBASD, vol. 6, p. 1053.
7 Filhos de Abraão. Ou seja, seus descendentes espirituais, e não necessariamente segundo a carne. Todos os que têm a mesma fé inabalável de Abraão são considerados seus herdeiros espirituais; são justificados como ele o foi e estão em condições de receber todas as bênçãos prometidas a ele. CBASD, vol. 6, p. 1055.
10 Maldição. A lei de Moisés continha bênçãos maravilhosas para os obedientes (Dt 28:1-14) e terríveis maldições para os desobedientes (Dt 27:15-26; 28:15-68). A mais leve violação das ordenanças da lei era suficiente para resultar em maldição. Mais tarde, o legalismo foi desvirtuado em um minucioso esforço para evitar incorrer na maldição da lei. Porém, mesmo evitando a maldição da lei, na melhor das hipóteses, o indivíduo só conseguiria obter uma justiça legal. Ele ainda não teria alcançado a justificação diante de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1056.
Livro da lei. “A lei” era o título comum aplicado pelos judeus dos tempos do NT aos escritos de Moisés. Esta referência provavelmente seja ao livro de Deuteronômio, em particular, que, às vezes, era chamado de Livro da lei. A citação é de Deuteronômio 27:26, na forma negativa: “aquele que não confirmar”. Paulo a torna positiva: “todos quantos são das obras da lei”. Aqueles que rejeitam o plano divino de salvação por meio da fé nunca poderão atender aos requisitos mínimos da lei. Seus esforços estão fadados ao fracasso. CBASD, vol. 6, p. 1056.
13 Fazendo-Se […] maldição. Nosso Senhor nasceu sob a lei (Gl 4:4) a fim de poder “resgatar os que estavam sob a lei”. Sua morte na cruz expiou as “transgressões que havia sob a primeira aliança” (Hb 9:15), bem como aquelas praticadas depois da cruz. Por isso, Ele tomou sobre Si “a maldição” em que incorreram aqueles que, embora vivendo “sob a lei”, confiavam na expiação que Ele um dia haveria de proporcionar. CBASD, vol. 6, p. 1057.
16 Ao teu descendente. O objetivo da aliança de Deus com Abraão foi a vinda do Messias e a salvação da humanidade. Todas as outras promessas eram acessórias. Havia grandes bênçãos para os israelitas, caso cooperassem com Deus, mas, infelizmente, não cumpriram com sua parte. Por essa razão, perderam o direito de desempenhar sua missão como instrumentos divinos para a salvação do mundo. Apesar de tudo, Deus superou a falha deles, de tal maneira que o Messias veio à Terra na plenitude dos tempos, como filho de Abraão. CBASD, vol. 6, p. 1058.
19 Adicionada. Do gr. prostithêmi, literalmente, “juntar”, “acrescentar”. E por que a lei foi “adicionada” se a aliança abraâmica era suficiente para a salvação? A resposta é: “por causa das transgressões”. A diferença entre os tempos de antes do Sinai e depois não era quanto à existência das grandes leis de Deus, mas quanto à revelação explícita delas. No Sinai, houve uma apresentação concreta da lei moral em duas tábuas de pedra e de outras leis no “Livro da lei”. Mas, nos séculos anteriores ao Sinai, os patriarcas de Deus possuíam, em grande medida, a lei moral escrita em seu coração, portanto, eram conscientes dos elevados padrões morais de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1060.
21 Contrária às promessas. A lei parece incompatível com a aliança. Pode até dar a impressão de ter substituído a promessa da salvação pela fé por um plano de salvação pelas obras. CBASD, vol. 6, p. 1062.
De modo nenhum! Ou seja, “pereça este pensamento!”, “uma coisa dessas nunca poderia acontecer!” Deus foi o autor tanto da lei como das promessas, e Ele não repudiaria Sua promessa incondicional de salvação pela fé em Cristo (Hb 6:17-20). Se assim fizesse, negaria Sua integridade como Deus e demonstraria ser incoerente e indigno de confiança. CBASD, vol. 6, p. 1062.
28 Um em Cristo Jesus. À medida que se põem em prática os preceitos divinos de amor a Deus e ao próximo, os corações humanos se unem em um vínculo íntimo de comunhão mútua, sob a guia de seu Pai, celestial. CBASD, vol. 6, p. 1065.
29 Herdeiros. Os cristãos, como filhos espirituais de Abraão, se tornam “coerdeiros com Cristo” (Rm 8:17). Como Filho de Deus, Cristo é também herdeiro da honra e glória do Céu, e aqueles que creem nEle se tornam herdeiros de uma posição de honra no universo que nunca teria sido possível aos seres criados desfrutar se o Verbo não Se tivesse feito carne (Jo 1:1, 14). CBASD, vol. 6, p. 1065.
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1 Apóstolo. Habitualmente, Paulo fala de si mesmo como apóstolo sem tentar justificar sua reivindicação ao título. Aqui, no entanto, a defesa prolongada de seu apostolado indica que as igrejas às quais ele se dirigia tinham dúvidas a esse respeito. Seu evangelho era de origem divina. Ele era genuinamente convertido e tinha sido recebido à comunhão das igrejas da Judeia. Sua posição sobre a circuncisão fora aprovada pelos líderes de Jerusalém. Seu chamado como apóstolo aos gentios fora reconhecido por eles. Sua autoridade como apóstolo era igual à dos doze. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1034.
Não da parte de homens. Seus oponentes negavam sua pretensão de autoridade apostólica, alegando que ele não havia sido, nomeado nem comissionado pelos doze. Isso ele admite, mas, ao mesmo tempo, reivindica urna ordenação ainda mais importante. CBASD, vol. 6, p. 1035.
7 Perturbam. Do gr. tarassõ, “agitar”, “perturbar”, “confundir” a mente com relação a alguma coisa. Neste caso, sugerindo dúvidas e escrúpulos acerca da validade do evangelho proclamado por Paulo. CBASD, vol. 6, p. 1037.
8 Anátema. Do gr. anathema, “uma coisa amaldiçoada”, isto é, dedicada ao castigo merecido. Neste caso, a sofrer a ira de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1037.
10 Servo de Cristo. Como servo de Cristo, Paulo devia fazer todo o possível para salvar as pessoas, não para agradá-las. Se ele tentasse “agradar as pessoas”, sem considerar sua obrigação como pregador do evangelho, ele não seria fiel à sua vocação como servo de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 1037.
16 Não consultei. Outra evidência da origem divina de sua comissão era o fato de que ele não teve nenhum contato com os líderes em Jerusalém por três anos, após sua conversão, e que não recebeu nenhuma instrução deles a respeito de como pregar sobre Jesus. CBASD, vol. 6, p. 1039.
19 Tiago, o irmão do Senhor. Alguns identificam esse Tiago com o filho de Alfeu, explicando que “irmão” deve ser entendido no sentido geral de “primo”, ou algum outro parente próximo. Essa identificação se baseia na crença de que Paulo se referia a esse Tiago como a um apóstolo. A linguagem, no entanto, não exige essa conclusão, e a identificação é improvável. CBASD, vol. 6, p. 1040.
23 Aquele que […] nos perseguia. Paulo tinha sido sincero na perseguição à então odiada seita (At 26:9, 10). Não satisfeito com desarraigar o cristianismo de Jerusalém e das cidades da Judeia, continuou com o seu propósito nas regiões fora da Palestina. CBASD, vol. 6, p. 1041.
24 A meu respeito. Ou seja, eles encontravam em Paulo, em sua conversão e no seu ministério, um motivo para louvar a Deus. CBASD, vol. 6, p. 1041.
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1 Se é necessário que me glorie. Novamente Paulo expressa relutância em se envolver no que muitos considerariam uma ostentação. No entanto, as circunstâncias tornaram necessário que ele agisse dessa forma para vindicar seu apostolado e sua mensagem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1015.
2 Conheço um homem. É evidente que Paulo fala de si devido a: (1) esta referência às visões estar no meio de um relato de eventos ligados a seu ministério e vida pessoal; (2) no v. 7, ele designar essas visões e revelações como feitas diretamente a ele; e (3) usar a terceira pessoa para evitar a aparência de ostentação. João, por conta da modéstia e humildade cristãs, de modo semelhante evitou se identificar. CBASD, vol. 6, p. 1016.
Há catorze anos. Cerca de 20 anos antes, Paulo encontrara Cristo na estrada de Damasco (At 9:1-7). A data desta epístola é cerca de 57 d.C. Catorze anos antes seria a época aproximada em que Barnabé levou Paulo a Antioquia. CBASD, vol. 6, p. 1016.
Terceiro céu. Ou , “paraíso”. O primeiro “céu” da Escritura é a atmosfera, o segundo céu refere-se ao espaço onde as estrelas estão, e o terceiro céu, à morada de Deus e dos seres celestiais. Paulo foi “arrebatado” à presença de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1016.
4 Não é lícito. Literalmente, “não é permitido” ou “não é possível”. Paulo tinha sido instruído a não revelar o que viu e ouviu, ou a linguagem humana era inadequada para descrevê-lo. CBASD, vol. 6, p. 1016.
7 Não me ensoberbecesse. Uma afirmação que Paulo repete, para enfatizar, no final do versículo. Deus considerou adequado proteger Paulo de si mesmo. CBASD, vol. 6, p. 1016.
Espinho. Do gr. skolops, “uma peça de madeira indicada”, “um piquete”. Os papiros também utilizam a palavra para se referir ao estilhaço ou lasca deixada sob a pele e impossível de ser removido. CBASD, vol. 6, p. 1017.
Na carne. A enfermidade era física, não era mental nem espiritual. Era algo evidente, e lhe causava considerável constrangimento bem como desconforto e inconveniência (Gl 4:13-15). CBASD, vol. 6, p. 1017.
Mensageiro de Satanás. Ou, “um anjo de Satanás”. A aflição vinha de Satanás, com permissão de Deus. Do mesmo modo ocorreu com Jó. É da natureza e obra de Satanás infligir sofrimento físico e doença. CBASD, vol. 6, p. 1017.
Para me esbofetear. Literalmente, “golpear com o punho”. O propósito de Satanás era angustiar Paulo e impedir sua obra. O propósito de Cristo em permitir a aflição era proteger Paulo do orgulho. CBASD, vol. 6, p. 1017.
9 Basta. No grego, esta palavra está na forma enfática. A prece não libertou o apóstolo da aflição, mas lhe proporcionou graça para suportá-la. Paulo apelou para a libertação da enfermidade, pois cria que ela era um obstáculo a seu ministério. Cristo mais que supriu sua necessidade com uma provisão abundante de graça. Deus nunca prometeu alterar as circunstâncias ou livrar as pessoas dos problemas. Para Ele, enfermidades físicas e circunstâncias desfavoráveis são questões de preocupação secundária. A força interior para suportar é, de longe, mais manifestação da graça divina do que dominar as dificuldades internas da vida. Externamente, uma pessoa pode estar despedaçada, exausta, esgotada e quase enfraquecida; no entanto, internamente, tem o privilégio de desfrutar perfeita paz, em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 1017.
10 Então, é que sou forte. O paradoxo cristão é que ocasiões de fraqueza podem ser transformadas em situações de força. A derrota sempre pode ser transformada em vitória. A verdadeira força de caráter surge da fraqueza, que, desconfiando do eu, é entregue à vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1017.
20 Orgulho. Ou, “arrogância”, “desdém. Este era um dos pecados proeminentes de alguns coríntios. CBASD, vol. 6, p. 1020.
21 Indo outra vez. Paulo teme uma repetição da vergonha e humilhação da visita anterior, muito embora a maioria dos membros estivesse arrependida do modo como procedia. CBASD, vol. 6, p. 1020.
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1 Minha loucura. Os críticos de Paulo fizeram parecer que o apóstolo era um insensato, então, como “insensato”, ele se gloria de suas “fraquezas” (2Co 11:30). Paulo também fala, apologeticamente de sua glória como “loucura”. Gloriar-se como os críticos de Paulo “faziam era, para ele, a mais grave loucura, uma glória que ele considerava incompatível com sua humildade, dignidade e responsabilidade apostólicas. Tal glória era oposta ao espírito de Cristo. Paulo se sentia ridículo em ser colocado numa posição na qual, para defender sua autoridade apostólica, parecia necessário fazer o que seria considerado autoglorificação. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1002.
8 Salário. Paulo não afirma que tomou algo da igreja de Filipos de modo desonesto. As doações que havia recebido foram feitas voluntariamente e representavam um sacrifício real por parte dos doadores. Essas doações possibilitaram que ele devotasse mais de seu tempo a Corinto, para estabelecer a igreja ali. De certo modo, os coríntios foram beneficiados pelos macedônios; a pregação do evangelho nada custou aos coríntios, pois Paulo era sustentado por outras pessoas (2Co 11:9). CBASD, vol. 6, p. 1006.
13 Falsos apóstolos. Eram, nominalmente, judeus cristãos e alegavam ser apóstolos de Cristo. Eles se uniram à igreja cristã, no entanto eram impostores, meros pretendentes que haviam usurpado a autoridade, os direitos, ofícios e privilégios dos verdadeiros apóstolos de Cristo. Na ausência de credenciais genuínas, recorreram a disfarce e subterfúgio. CBASD, vol. 6, p. 1007.
17 Não o falo segundo o Senhor. Paulo nega que o que está prestes a dizer seja por ordem divina. Ele fala apenas em defesa própria. Caso ele não tivesse deixado claro esse ponto, ele poderia parecer ter justificado a jactância de seus inimigos. A razão de Paulo para se gloriar seria claramente compreendida. De um ponto de vista exterior, talvez a autodefesa de Paulo pode parecer tola, o que ele mesmo reconhece. No entanto, do ponto de vista de seus motivos, está plenamente justificado em agir assim. CBASD, vol. 6, p. 1008.
23 São ministros […]? Professando ser judeus conversos, alegavam ser porta-vozes de Cristo. Paulo negava essa afirmação. Como judeu, Paulo era igual a eles. No entanto, quanto ao relacionamento com Cristo (que é o teste fundamental em qualquer tempo), Paulo afirmava ser melhor do que os falsos apóstolos, o que se confirma pela própria autoavaliação deles. Como evidência, Paulo salienta as obras que de longe ultrapassam as deles, quanto a abnegação, a extensão e os resultados. Eles procuravam usurpar os frutos das obras de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 1011.
32 Aretas. Registros históricos revelam que a Síria, incluindo Damasco, tinha sido uma província romana desde aproximadamente 64 a.C, antes de estar sujeita aos nabateus. Não se sabe como Aretas IV, um rei independente de Nabateia, que reinou de 9 a.C. a 39 d.C. (ver, vol. 5, mapa, p. 26, 51, 52), estaria no controle de Damasco na época à qual Paulo se refere. E possível que o imperador tenha designado a cidade a Aretas na época para assegurar amizade, ou por outras razões políticas desconhecidas. Aretas dificilmente a teria tomado à força dos romanos. CBASD, vol. 6, p. 1013.
Para me prender. Isto é, por influência dos judeus. CBASD, vol. 6, p. 1014.
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Comentário devocional:
As palavras “eu, Paulo” compõem uma introdução pessoal e contundente a este capítulo. Muitos estudantes desta epístola veem aqui uma notável mudança de tom quando Paulo volta a defender vigorosamente seu ministério. Ele começa com um apelo pessoal (v. 1), porque alguns membros de Corinto tinham insinuado haver uma diferença entre a sua apresentação pessoal tímida e o tom severo de suas cartas (vs. 1, 10). No entanto, ele insiste que suas ações (v. 11) se harmonizam com sua autoridade.
“Embora vivamos como homens”, Paulo admoesta, “não lutamos segundo os padrões humanos” (v. 3 NVI). Em vez disso, o nosso poder vem de Deus (v. 4). Como cristãos, um dos nossos desafios é a tentação de recorrer à nossa própria força, em vez de nos voltarmos para Deus.
“Não quero que pareça que estou tentando amedrontá-los com as minhas cartas”, argumenta o pastor Paulo (v. 9). Sua vida se mostra em contraste gritante com relação aos seus adversários “que se recomendam a si mesmos” (v. 12 NVI). Em vez disso, diz Paulo, “não nos gloriaremos além do limite adequado”, porque fomos os primeiros a pregar em Corinto (vs. 13-14).
Em um artigo recente na revista Christianity Today, Andy Crouch observa que estamos a lidar com novos tipos de problemas com a mídia social. É cada vez mais comum nos preocuparmos em quantos “Curtir” ou comentários nossas postagens conseguem. Embora a sociedade ocidental se orgulhe de ser muito individualista, Crouch afirma que, de certa forma, estamos desenvolvendo um fenômeno da “cultura fama-vergonha”, que se torna “uma moeda poderosa de status” (The Return of Shame [O retorno da vergonha], março de 2015). Em muitos aspectos, o princípio que o pastor Paulo estabelece é muito útil a respeito de quanta “fama” temos buscado no mundo online. Não caiamos nesta armadilha. Em vez disso, usemos nossa atuação na mídia social para exaltar a Jesus Cristo e incentivar outras pessoas.
Michael Campbell
AIIAS
Filipinas
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/10/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: II Coríntios 10
Comentários em áudio