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“Porque para com Deus não há acepção de pessoas” (v.11).
Chamando o pecado pelo nome, Paulo deixou muito claro de que não há desculpas para o erro; que o raciocínio humano é loucura quando estabelecido sobre os ditames de uma consciência obscurecida pela insensatez. Mas o que vimos no capítulo de hoje é que loucura maior comete aquele que condena o outro por coisas que ele mesmo pratica. Paulo iguala aos ímpios todo aquele que possui uma vida dupla. Julgam sem piedade aqueles cujos pecados se tornam públicos enquanto acumulam para si mesmos “ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” (v.5). A estes, Jesus chamou de hipócritas (Mt 15:7).
Deus sempre dá o primeiro passo na direção do homem. É Ele quem sempre toma a iniciativa. É a Sua bondade que nos “conduz ao arrependimento” (v.4), e não o contrário. Seríamos incapazes de discernir entre o certo e o errado não fosse a Sua bondade nos revelando esta diferença. E no dia do justo juízo de Deus não haverá desculpas para o pecado. Todos serão julgados conforme a luz que receberam. “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (v.13). Diante do Senhor, mesmo os que não têm o conhecimento de Sua lei e ainda assim andam como se a conhecessem, “estes mostram a norma da lei gravada no seu coração” (v.15). A transformação é feita de dentro para fora e grande luz é manifestada na vida para a salvação de outros e para a glória de Deus.
Quando avançamos para o livro de Hebreus, capítulo onze, percebemos a perfeita coerência entre a fé e a obediência. Discorrendo desde Abel até aos profetas, a Bíblia apresenta as obras de homens e mulheres de Deus que ganharam destaque na galeria dos heróis da fé. “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício” (Hb 11:4). “Pela fé”, Enoque foi trasladado porque agradou a Deus. “Pela fé”, Noé construiu a arca conforme as orientações dadas por Deus. “Pela fé”, Abraão saiu de sua casa e seguiu viagem conforme Deus lhe ordenara. E lá se vai uma lista de pessoas que provaram da confiança em Deus e de seus resultados; que, por sua influência, revelaram o caráter de Deus e a manifestação do Seu poder.
Era esta a obra que o Senhor desejava realizar por meio de Seu povo. Que Israel fosse “guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças” (v.19 e 20). A realidade, porém, era que “o nome de Deus [era] blasfemado entre os gentios” por causa do mau procedimento dos israelitas (v.24). Ao mesmo tempo em que ensinavam a lei, não a cumpriam. Viviam conforme o famoso ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Sobre esta incoerência, Jesus advertiu aos Seus ouvintes: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt 23:3).
Infelizmente, não estamos livres desta condição. Mahatma Gandhi certa vez desabafou o seguinte: “Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos.” Se trocarmos a palavra “judeu” por cristão, veremos que Paulo dissertou sobre a mesma ideia: “Porque não é [cristão] quem o é apenas exteriormente… Porém [cristão] é aquele que o é interiormente” (v.28 e 29). Cristão não é o legalista ou o moralista, mas o que, pela fé, de coração, é obediente à Palavra de Deus, porque a sua intenção não é angariar o louvor de homens, “mas de Deus” (v.29). E suas obras exteriores, naturalmente, refletem a constante obra interior realizada pelo Espírito Santo.
Deus não nos criou para “ira e indignação” (v.8.), mas para “a vida eterna” (v.7) em Cristo Jesus, nosso Senhor. Também não fomos chamados por Deus para condenar nossos irmãos, mas para fazer o bem, atender à justiça, repreender ao opressor, defender o direito do órfão e pleitear a causa das viúvas (Is 1:17). Podemos sim, como Paulo, proferir palavras de advertência, desde que, antes, examinemos o nosso próprio coração para que Deus não seja desonrado por nosso “sobrenome [cristão]” (v.17).
“Tornai-vos, pois, “praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1:22).
Bom dia, praticantes da Palavra!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Romanos2 #RPSP
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“Porque os atributos de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (v.20).
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“Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão” (v.28).
Salvos do naufrágio, Paulo e os demais duzentos e setenta e cinco tripulantes do navio, conseguiram chegar à ilha de Malta. “Os bárbaros” daquela ilha “trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio” (v.2). Paulo auxiliava aqueles homens quando, de repente, “uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão” (v.3). Aquele incidente era para os supersticiosos habitantes de Malta um mau presságio. Paulo, pensavam eles, deveria estar recebendo alguma espécie de castigo. Contudo, quando perceberam que nada lhe aconteceu e que não teve sequela alguma, “mudando de parecer, diziam ser ele um deus” (v.6).
Ali, muitas curas foram realizadas e formados muitos laços de amizade. Observem que a Bíblia não relata que Paulo pregou naquele lugar, nem que houveram conversões. Simplesmente diz que muitos foram curados por intermédio de Paulo e que este e os demais foram recompensados “com muitas honrarias” (v.10). Naquele lugar, Paulo usou a linguagem que eles conseguiriam compreender. Atendendo-lhes as necessidades, refletiu o caráter de Cristo e com as mãos pregou mais do que o faria com a boca. Instruído pelo Espírito Santo, Paulo usou de sabedoria e bom senso. E muitos, como Paulo, em lugares isolados ou austeros, iluminados pelo Espírito, têm irradiado a luz de Cristo através de uma vida altruísta, ainda que não profiram palavra alguma.
Já em Roma, a realidade era outra. Perante um povo instruído acerca da Palavra, Paulo precisou usar de severo discurso a fim de alguma forma despertar-lhes da decadência espiritual. A mesma linguagem usada entre os bárbaros de Malta não seria compreendida pelos judeus de Roma, assim como o seu discurso em Roma não seria compreendido em Malta. Em prisão domiciliar, Paulo recebeu “os principais dos judeus” (v.17), e durante todo o dia procurou “persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas” (v.23). Alguns foram convencidos, outros porém permaneceram incrédulos. E diante de grande discordância, cumpriu-se, novamente, a profecia de Isaías (Is 6:9-10).
Recebendo “todos que o procuravam” (v.30), Paulo, apesar de limitado entre quatro paredes, não teve limitada a sua voz e nem o seu desejo de servir, pois continuou “pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (v.31). E é assim que termina este livro de Atos (do Espírito Santo). Em que cadeias humanas e nem estratégias satânicas podem impedir a perfeita obra que Deus planejou desde a fundação do mundo e que há de completar quando fizer “novo céu e nova terra” (Ap 21:1). Que o testemunho de Paulo e dos demais apóstolos não tenha sido apenas a biografia de homens e mulheres da antiguidade, mas o chamado do Espírito Santo para que façamos a diferença como discípulos de Cristo hoje, como derradeiros trabalhadores da vinha do Senhor. Com sabedoria e bom senso, avancemos com fé nAquele que em breve voltará, “e não tardará” (Hb 10:37).
Bom dia, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos28 #RPSP
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“Portanto, senhores, tende bom ânimo! Pois eu confio em Deus que sucederá do modo porque me foi dito” (v.25).
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“E, agora, estou sendo julgado por causa da esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais” (v.6).
A defesa pessoal de Paulo, com a devida permissão do rei Agripa, redundou em reações diversas. O início de seu discurso revela um Paulo feliz e culto. A serenidade de sua fisionomia misturava-se com o olhar penetrante de quem sabia o que estava falando. Cheio de santa convicção, apresentou aos seus ouvintes o testemunho de sua vida antes e depois de Cristo. A esperança que lhe arrebatava o coração de alegria, era o motivo pelo qual foi feito prisioneiro.
De perseguidor a perseguido, Paulo não omitiu seus “crimes religiosos”, de modo que, além de prender cristãos, também consentia com a morte deles. Sua severa formação religiosa o tornou insensível e irremediavelmente comprometido em proteger a igreja de Deus daqueles “hereges”. Mas na hora mais clara do dia, seus olhos se tornaram em escuridão. Caindo em si, se deu conta de que sempre estivera cego. As palavras de Jesus lhe causaram grande temor e profundo arrependimento. Creio que foi ainda ali, na estrada de Damasco, que Paulo aceitou a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.
Imagine que você vivesse no tempo do holocausto, e que Adolf Hitler, de repente, aparecesse em um palanque declarando que havia se arrependido do que fez e que amava os judeus. Qual era o judeu, em sã consciência, que acreditaria nisso? Foi uma situação semelhante a esta que Paulo teve de enfrentar tanto em Damasco como em Jerusalém. No começo, os cristãos pensaram que Paulo estivesse blefando, até que perceberam o poder atuante do Espírito Santo em sua vida. Não é fácil lidar com mudanças e, principalmente, quando se trata de transformação de vidas.
Ninguém que tenha experimentado a pessoa de Jesus Cristo pode permanecer do mesmo modo. As curas e milagres que Ele realizou definem bem esta ideia. Os leprosos eram purificados, os coxos passavam a andar, aos cegos devolvia a visão, aos mudos fazia ouvir. Ou seja, ninguém ia até Jesus para sair de Sua presença da mesma forma. Aqueles que conheciam a Paulo desde a infância, percebiam nitidamente a sua mudança. O Saulo de Tarso ficou para trás e deu lugar ao Paulo de Jesus Cristo; ao apóstolo totalmente comprometido a dar testemunho, “nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer” (v.22).
Interrompido de maneira abrupta, foi chamado de louco pelo governador, quando na verdade era o mais são dentre todos os que ali estavam. Com “palavras de verdade e de bom senso” (v.25), Paulo simplesmente falou “com franqueza” (v.26) as coisas que já lhes eram notórias. Os apóstolos não pregavam uma mensagem estranha, mas, em Jesus, confirmavam o que já estava escrito na Lei e nos Profetas. O povo, portanto, não rejeitava uma mensagem nova, mas as verdades da Palavra de Deus. E ainda que convencidos da verdade, muitos, como Agripa, não estão dispostos a negar o próprio eu em detrimento de Cristo. Até simpatizam e defendem os pregadores da justiça, mas não tomam uma decisão genuína de fazer parte deste povo.
Jesus está às portas! Não desperdicemos o tempo da oportunidade que se chama hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3:15), nem “o tempo sobremodo oportuno” (2Co 6:2), que se chama agora. O Espírito Santo nos chama e “intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!” (Jr 22:29), este é o Seu constante apelo. Por favor, não te demores a aceitar este chamado de Deus. Pode ser a tua última chamada para entrar na embarcação de Cristo rumo à vida eterna.
Feliz semana, tripulantes da embarcação de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos26 #RPSP
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“Então, Agripa disse a Festo: Eu também gostaria de ouvir este homem. Amanhã, respondeu ele, o ouvirás” (v.22).
Mostrando mais dignidade do que os próprios religiosos, Festo proporcionou a Paulo e seus acusadores um interrogatório justo e imparcial. Apesar de apresentarem contra Paulo “muitas e graves acusações” (v.7), não tendo como prová-las, não conseguiram alcançar seu objetivo final: a morte de Paulo. A este foi dada a oportunidade de defesa e a possibilidade de retornar a Jerusalém para ali ser julgado. Contudo, munido de uma consciência tranquila de que “nenhum pecado” cometeu “contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César” (v.8), ele apelou para o órgão máximo da justiça humana de sua época: “Apelo para César” (v.11).
Seu apelo foi concedido e ali permaneceu preso até que fosse enviado à suprema corte. “Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia a fim de saudar a Festo” (v.13). Eram comuns essas visitas e trocas de formalidades entre as autoridades e governantes. Era uma forma de fortalecer os laços políticos ou de cortar relações caso a cordialidade não fosse mútua. Neste caso, vimos que entre Festo e Agripa havia simpatia e que a visita do rei seria de grande utilidade para o governador, que ainda não conseguira chegar a uma conclusão acerca de Paulo.
Percebam que, mesmo com a intenção de angariar palavras que pudesse escrever em documento oficial, Festo despertou em Agripa a curiosidade de ouvir o que Paulo tinha a dizer. Era tudo o que o governador queria. Mesmo com a intenção errada, Festo encaminhou Agripa na direção certa. Aquela oportunidade foi dada não apenas ao rei, mas a todos os que estavam presentes naquela audiência extraordinária. Ao declarar: “vedes este homem” (v.24), outra vez, mesmo sem intenção, Festo apontou para o único naquele recinto que verdadeiramente era livre. Não era apenas curiosidade o que despertava todos a desejarem ver a Paulo e ouvir as palavras do apóstolo, e sim a realidade de corações carentes por algo melhor e maior do que uma religião formal.
O que Paulo pregava e o evangelho que vivia não tinha a ver com “certo morto” (v.19), mas com Aquele que é “a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). E mesmo que mal compreendido ou ignorado, aquele servo de Deus permanecia firme na certeza de que sua postura estava em pleno acordo com o “Assim diz o Senhor”. A prisão temporária daquele “réu” primário não foi suficiente para calar a sua voz e apagar o seu bom testemunho. Deus atua para salvar a todos. Desde o mais humilde servente até o mais honrado rei, Ele busca a todos. Àquelas autoridades foi dada a oportunidade de conhecer o Caminho e de escolher segui-Lo ou não. Porém, mesmo sentindo o coração arder e percebendo que nas verdades da Palavra de Deus conseguem enxergar a luz que tanto almejavam, quantos têm dado para trás quando confrontados a abandonar as concupiscências deste mundo.
Deus sempre teve na Terra um povo para chamar de Seu. Nem que este seja composto de apenas oito pessoas, como o foi no dilúvio ou de apenas um homem levado a um tribunal por causa de sua fé. Deus possui Seus representantes hoje também. Homens e mulheres que, semelhante a Paulo, têm se esforçado por manter uma “consciência pura diante de Deus e dos homens”; que não temem em chamar o pecado pelo nome e que têm reconhecido a sua condição dependente do Espírito Santo a cada dia. Cristãos que têm despertado em seus semelhantes o desejo de conhecer o Senhor e dEle se aproximar.
Ser cristão, amados, não é ser esquisito, e sim atrativo. É ser uma ímã que atrai pessoas a Cristo. Que pelo poder do Espírito Santo, nossas palavras e ações andem em perfeita coerência. E ainda que chegue o tempo em que, fechada a porta da graça, alguns manifestem não ter nada de positivo para dizer a nosso respeito (v.26), há um Deus no Céu que milita a nosso favor e que em breve, muito em breve, nos dará recompensa eterna.
Feliz sábado, representantes de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos25 #RPSP
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“Porém, confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” (v.14).
Este versículo resume bem tanto a visão que tinham os de fora com relação ao movimento cristão, quanto em que se baseava a doutrina dos apóstolos. Denominado de “seita”, o cristianismo sofreu uma forte perseguição por parte dos judeus simplesmente porque acreditava que em Jesus foi cumprida a tão aguardada profecia messiânica. Considerado “o principal agitador da seita dos nazarenos” (v.5), Paulo era constantemente acusado de traição e apontado como um homem perigoso e semeador de discórdias.
Perante Félix, o apóstolo apresentou defesa inquestionável, de modo que o governador, não tendo do que acusá-lo e conhecendo mais “com respeito ao Caminho” (v.22), mandou prender a Paulo até que tomasse melhor ciência de seu caso. A bajulação de Tértulo e o firme caráter de Paulo apresentaram contraste claramente perceptível, cumprindo-se a promessa do Salvador: “Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo” (Mc 13:11).
O Caminho apresentava uma coerência entre o ensino e a prática que nada tinha a ver com a religião dos judeus. Ambos os grupos acreditavam nas mesmas Escrituras, mas apenas um a vivia. O esforço de Paulo por manter a “consciência pura diante de Deus e dos homens” (v.16) não era mediante apresentação de salvação por obras, mas pela fé em Cristo que, mediante o Espírito Santo, o conduzia às boas obras. Ele quis dizer que procurava viver piedosamente as verdades da Palavra de Deus e que tudo o que fizera em Jerusalém fora simplesmente observar a lei com inteireza de coração.
O estudo deste episódio deve causar em nós dois tipos de questionamentos:
- Minha fé está “de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” (v.14)?
- Tenho me esforçado “por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (v.16)?
Pouco importa para Deus se a nossa fidelidade é chamada de seita ou algo semelhante. Mas assim como o Espírito Santo foi concedido a Paulo e aos demais apóstolos, a Sua concessão possui uma condição: “Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que Lhe obedecem” (At 5:32). Se a obedecer à Palavra do Senhor é considerado uma seita, então prefiro, como os discípulos de Jesus, “obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29). O homem que foi dotado por Deus com sabedoria inédita, após uma análise acurada sobre a vida neste mundo, chegou à seguinte conclusão: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec 12:13). Percebem? De todo homem, e não apenas de todo judeu.
Na “revelação de Jesus Cristo” (Ap 1:1), é-nos dito que, nos últimos dias, Deus tem um remanescente especial, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Ora, se o Espírito Santo é concedido aos que obedecem a Deus, como conservar uma consciência pura enquanto negligencio as verdades eternas das Sagradas Letras? Félix e Drusila tiveram a oportunidade ímpar de ouvir da boca de Paulo palavras do Espírito Santo. Contudo, ao ouvirem “acerca da justiça, do domínio próprio e do Juízo vindouro” (v.25), foram tomados de medo, e não de temor. Era mais fácil recusarem-se a ouvir do que aceitar as verdades que chocavam com o estilo de vida que os agradava.
O apelo do Espírito Santo “aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6), continua sendo o mesmo: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7). O fato de que o único mandamento que apresenta a assinatura do Senhor Deus como o nosso Criador é o sábado (Êx 20:8-11), não desperta em você a curiosidade de estudar mais a respeito deste tema? Amados, não devemos nos preocupar com o título dado à nossa fé, mas em que ela esteja de acordo com a vontade de Deus. Que pelo estudo sincero das Escrituras, apresentemos diante de Deus e dos homens uma consciência purificada pelo Espírito Santo.
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos24 #RPSP
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“Na noite seguinte, o Senhor, pondo-Se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a Meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (v.11).
Perante a cúpula religiosa dos judeus, Paulo iniciou nova defesa. Contudo, mal pudera pronunciar a primeira frase e logo foi ferido com uma bofetada na boca a mando do sumo sacerdote. Proferindo-lhe imediatamente uma resposta ousada, dirigindo-se ao mandante, disse: “Deus há de ferir-te, parede branqueada! Tu estás aí sentado para julgar-me segundo a lei e, contra a lei, mandas agredir-me?” (v.3). A expressão usada por Paulo, “parede branqueada”, tem o mesmo sentido do termo tão usado por Jesus ao referir-se aos líderes judeus: “hipócritas”. Ananias estava na posição de juiz, mas na verdade estava ali como acusador.
Ao tomar conhecimento, porém, de que falara contra o sumo sacerdote, Paulo se retrata mostrando maior respeito à lei do que aqueles que diziam estar ali para defendê-la. É certo que o apóstolo pôde se valer de suas raízes para amenizar a fúria de seus inimigos e livrar-se de castigos injustos. Perante a guarda romana, declarou-se cidadão romano. Já perante o Sinédrio, declarou-se fariseu. Sua cidadania e seu título religioso, no entanto, não o livraria do perigo que o aguardava. Nenhum argumento humano poderia livrá-lo da morte certa. Levado de volta à fortaleza, foi na noite seguinte que ele recebeu a visita do Único capaz de livrá-lo.
Imagino a angústia daquele homem de Deus em sua cela escura, quando, de repente, sentiu uma presença ao seu lado que encheu o seu coração de uma paz indescritível. Ao ouvi-Lo falar: “Coragem!”, reconheceu-Lhe a voz. Era o seu amado Mestre! Jesus viera novamente ao seu encontro e estava ao seu lado para confortá-lo. A promessa dada por Cristo a Seus discípulos foi experimentada por Paulo de forma visível e audível: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). Nenhuma cilada maligna poderia frustrar os planos de Cristo na vida de Paulo. Deus sempre possui Seus representantes em lugares estratégicos e os usa no devido tempo. E muito maior do que o exército romano que escoltava o apóstolo, era o exército celestial que o cercava.
Enviado de um lugar a outro, Paulo testemunhava de Cristo e mostrava plena convicção no que de fato acreditava. Com intrepidez apresentava em sua defesa uma fé prática que nada tinha a ver com as acusações que recebera. Mas também tinha plena ciência de que nem todos aceitavam as suas palavras. A sua única certeza era de que, ao seu lado, estava Alguém mais poderoso do que os juízes e governantes; e que a decisão final a respeito de sua vida não estava em mãos humanas. Estava disposto a viver por Jesus, e a morrer por Ele também. Grande batalha travou aquele servo de Deus. Batalha que denominou de “bom combate” (2Tm 4:7).
Podemos nos valer das posições ou das coisas deste mundo por algum momento, mas esta segurança é temporária. Nada e nem ninguém pode garantir a nossa chegada e a nossa saída. O salmista declarou: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl 121:1). Creio que estamos vivendo nos últimos instantes deste mundo. Basta dar uma olhada nas últimas notícias e perceber o número de situações inéditas que estão acontecendo. As maiores catástrofes já registradas. A maior crise econômica. As maiores epidemias. Coisas que nunca haviam acontecido. Enfim, todo o mundo se transformou numa bomba relógio prestes a explodir. E parece que estamos nos acostumando com tudo isso. Aproxima-se o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn 12:1) e estamos mais preocupados com quem vai ganhar a Copa do que com o nosso destino eterno.
As profecias se cumprem uma após a outra, o Espírito Santo apela com veemente urgência e a nossa rotina não difere da rotina dos ímpios! Está tudo errado! Aqueles que pensam que sua religiosidade rasa e alicerçada nas areias de suas obras vazias será suficiente para sustentar sua fé no tempo da derradeira prova, perceberá tarde demais que suas lâmpadas estão apagadas. “Mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (Dn 11:32). Revestidos de toda a armadura de Deus, estarão prontos para a última grande batalha. Em defesa deles “Se levantará Miguel, o grande Príncipe” (Dn 12:1) e cumprir-se-á a profecia do salmista: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido” (Sl 91:7). Jesus está ao seu lado e te diz, agora: “Coragem! Eu sou contigo!” Tomemos posse desta palavra e marchemos para a vitória final!
Bom dia, exército do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos23 #RPSP
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“E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle” (v.16).
Emudecidos por um instante, as multidões “guardaram ainda maior silêncio” ao ouvirem que Paulo “falava em língua hebraica” (v.2). Seu discurso foi um resumo de seu testemunho. De como fora, desde a infância, educado “segundo a exatidão da lei de [seus] antepassados” (v.3) e de como o encontro com Jesus mudou a sua vida. Paulo demonstrou, antes de tudo, compreensão àqueles que agiam como dantes ele mesmo agia, ao dizer: “sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje” (v.3).
Seu histórico de vida incluía uma formação religiosa rigorosa e uma firmeza de propósito sinceramente errada. A luz que o envolveu na estrada de Damasco revelou as trevas que o guiavam a perseguir a Quem julgava servir. Jesus, o grande EU SOU, o fez cego para que finalmente ele pudesse ver. Foram três dias de uma dura batalha espiritual até que Ananias lhe restituísse a visão. A ordem foi clara: Sê tu uma testemunha de Jesus a todos os homens. E não bastasse isso, o próprio Jesus Se mostrou a Paulo e pessoalmente lhe ordenou: “Vai, porque Eu te enviarei para longe, aos gentios” (v.21).
E com a palavra “gentios”, cessou o silêncio e gritando, diziam: “Tira tal homem da terra, porque não convém que ele viva!” (v.22). O argumento do povo, no entanto, era vago e confuso, não sendo suficiente para condenar Paulo à morte. A fim de conter os ânimos e pôr fim ao tumulto instalado em toda Jerusalém, o comandante mandou açoitar o apóstolo até que este confessasse o motivo pelo qual “clamavam contra ele” (v.24). Declarando, porém, sua cidadania romana, “imediatamente, se afastaram os que estavam para o inquirir com açoites” (v.29). Observem que era questão extremamente grave punir um cidadão romano sem um justo julgamento. Mas aqueles que se orgulhavam de fazer parte da nação eleita de Deus não faziam caso de matar seus irmãos com as próprias mãos usando de seus injustos critérios.
No limiar dos últimos instantes deste mundo, surgirá, do meio do povo de Deus, uma classe que perseguirá os santos de Deus com tanto furor quanto os de fora. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm 4:1). Estes serão precisamente os piores inimigos do povo de Deus, conforme está escrito: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt 24:10). Sobre este tempo, revela a palavra profética:
“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” (EGW, O Grande Conflito entre Cristo e Satanás, 608).
O álibi da cidadania usado por Paulo não valerá de nada quando o mundo for agitado pela última tempestade. Pelo contrário, ao declararmos a nossa cidadania celestial e a firme esperança de que muito em breve, “de um sábado a outro” (Is 66:23), estaremos adorando ao Senhor pelos séculos eternos, despertaremos a derradeira fúria de Satanás que tentará esmagar a nossa fé. Portanto, amados, hoje, agora, é tempo de buscar ao Senhor enquanto podemos achá-Lo e invocá-Lo enquanto ainda está perto. Logo, o Espírito Santo encerrará a Sua obra e somente os “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” na Terra (Ez 9:4), receberão o selo que abrirá para eles os portais eternos. Então, “porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome” de Jesus! Não perca mais tempo! Pode ser a sua última chance!
Bom dia, cidadãos do Reino dos Céus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos22 #RPSP
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“Então, ele respondeu: Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).
A terceira viagem missionária de Paulo foi cheia de expectativa e de forte comoção entre os irmãos. Sabendo que Paulo estava seguindo para Jerusalém, temeram por sua vida, de forma que, por mais de uma vez, alguns irmãos foram usados pelo Espírito Santo para alertar a Paulo acerca do perigo que o aguardava naquela cidade. Decidido, porém, a prosseguir viagem, tomado de um ânimo e confiança sobrenaturais, Paulo procurou confortar os irmãos com a coragem de quem estava disposto a dar a vida se preciso fosse “pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).
A chegada do apóstolo em Jerusalém causou uma alegria geral entre os irmãos e após seu minucioso discurso sobre “o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério” (v.19), deram todos glória a Deus, mas também demonstraram sincera preocupação com a sua segurança. A notícia de que Paulo e os demais apóstolos não exigiam dos gentios a circuncisão se espalhou em falsos boatos, de tal forma que os zelosos judeus esperavam apenas uma oportunidade para lançar mão de Paulo e matá-lo. Na cerimônia de purificação, porém, pensaram os irmãos ser a chance de Paulo demonstrar a seus patrícios que ele respeitava sim “os costumes da lei” (v.21).
No entanto, quase no findar dos sete dias de purificação, alguns judeus da Ásia, reconhecendo a Paulo no templo, causaram grande tumulto entre o povo, acusando o apóstolo de apostasia. Agarrado pela multidão, Paulo foi arrastado “para fora do templo, e imediatamente foram fechadas as portas” (v.30). Acho que os judeus tinham uma forma bem estranha de zelar por seus costumes. Pensavam que das portas para fora do templo podiam usar de violência contra seus semelhantes se estes não andassem conforme seus próprios critérios. Não foi a favor das leis escritas por Moisés que tão covardemente agrediram a Paulo, este foi apenas mais uma vítima do zelo infundado de um povo que vendo não via e ouvindo não ouvia.
A violência é a manifestação mais eficaz de covardia. É o grito de quem não está disposto a ouvir. Sem direito de defesa algum, Paulo teria morrido espancado não fosse a intervenção de Deus através “do comandante da força” (v.31). Carregado escada acima pelos soldados, o apóstolo chegou a um ponto em que pediu a palavra ao comandante. Gravemente ferido, aquele fiel servo de Cristo pediu permissão para falar aos seus agressores. Interessante observar que, ao fazer sinal com a mão, logo cessou o tumulto e “fez-se grande silêncio” (v.40). Falando na língua dos hebreus, Paulo apresentaria sua defesa com vibrante e audível voz como quem estivesse em perfeito estado físico, sendo que as marcas da violência que sofrera eram bem aparentes a todos que, espantados, pararam para ouvi-lo.
Temos uma ideia muito rasa quanto ao valor de sermos chamados de cristãos. Os cristãos primitivos não tinham uma vida livre de problemas, pelo contrário, diante de uma sociedade tradicionalista eles eram o problema. Perseguidos, desprezados e maltratados, muitos, como Paulo, arriscavam a própria vida por amor a Jesus a fim de salvar nem que fosse uma só pessoa. Cheios do Espírito Santo, suas palavras e atitudes incomodavam os intolerantes que, movidos de inveja, só possuíam a “linguagem” da violência. Este cenário tem se repetido ao longo da história e está prestes a alcançar o seu cume final, cumprindo-se a profecia dada por Cristo: “Então, sereis atribulados, e vos matarão: Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome” (Mt 24:9).
Quando as fogueiras forem reacendidas e os tribunais de inquisição novamente mostrarem sua força, revelar-se-á ao mundo quem na verdade são os verdadeiros adoradores. O mundo todo será como o campo de Dura, e os fiéis como os três jovens hebreus que diante de uma multidão que se curvava à falsa adoração, permanecerão em pé mesmo em face da fornalha da morte (Dn 3). A preparação para este tempo deve ser feita hoje, hoje e hoje! E quando a grande controvérsia for finalmente decidida, cumprir-se-á em nossa vida o mesmo que aconteceu com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43:2), porque o Senhor da Glória estará conosco.
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
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