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“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (v.16).
Assistindo a um sermão, o pregador iniciou falando sobre a agitação dos nossos dias. Vivemos em uma época de corrida contra o tempo. Corremos de um lado para o outro em um ritmo tão frenético que a impressão que dá é que 24h por dia é pouco para a quantidade de atividades a serem realizadas. E o pior é que parece que isso se tornou motivo de orgulho ou uma necessidade de adaptação. Ou nos adequamos a esta rotina, ou somos chamados de desocupados ou inúteis. É necessário mostrar aos outros o quanto estamos ocupados, estressados, cansados ou até mesmo doentes para provar que fazemos parte dos “super-homens” e “mulheres-maravilhas” dos últimos dias. Mas será que isso pode ser considerado um motivo de orgulho ou a causa de nossa ruína?
A descrição feita por Paulo sobre os nossos dias responde a este questionamento: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobreviverão tempos difíceis” (v.1). Conforme estudamos nas profecias de Daniel, estamos vivendo nos últimos dias. Irmãos, vivemos em tempos muito difíceis, onde os valores estão distorcidos e onde as coisas e o trabalho valem mais do que pessoas. A vida tem se tornado um fardo para muitos e os propósitos de Deus esquecidos ou ignorados. A sociedade cobra de nós uma postura idêntica à maioria e acabamos caindo como presas fáceis nas estratégias do Maligno. Notem a primeira característica destacada pelo apóstolo: “pois os homens serão egoístas” (v.2).
O egoísmo é a mola propulsora para todas as demais características medonhas que descrevem o último quadro da humanidade. O egoísta pode até aparentar se importar com outros, mas as suas reais intenções são voltadas para o exibicionismo e satisfação do próprio “eu”. E lá se vai uma lista em que ninguém, em sã consciência, gostaria de estar incluso. Na verdade, creio que o aspecto final da lista é bem mais assustador do que o restante: “tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (v.5). Paulo já havia orientado o jovem Timóteo a fugir “das paixões da mocidade” (2Tm 2:22), e agora orientou para que fugisse de todos os que apresentassem aquelas características e ainda assim aparentassem ser piedosos. Isso é realmente assustador. Até porque estamos limitados às aparências.
Apesar desses nomes não aparecerem no Antigo Testamento, na tradição judaica, “Janes e Jambres” (v.8) representam dois dos magos de Faraó que imitaram através das ciências ocultas alguns dos milagres que Deus realizara através de Moisés (Êx 7:11). O engano daqueles charlatães era tão semelhante ao que Moisés realizava, que acreditar em Moisés tornou-se uma questão de fé. A comparação feita por Paulo nos concede uma luz maior sobre a finalidade do texto, de que precisamos estar atentos e alicerçados na verdade a fim de que não façamos parte dos “que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade” (v.7). O engano tem entrado “sorrateiramente nas casas” (v.6) e conduzido as pessoas a falsos ensinamentos. Mas assim como o Senhor desmascarou e deixou evidente a farsa de Janes e Jambres e dos demais encantadores de Faraó, no Seu devido tempo, a insensatez dos falsos mestres dos últimos dias “será a todos evidente” (v.9) e esses “homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (v.13).
“Viver piedosamente em Cristo Jesus” (v.12), requer tempo de qualidade e dedicação ao estudo da Bíblia e à oração. Daí eu volto para a questão inicial de nossa conversa: a falta de tempo. Amados, Deus não nos chamou para sermos semelhantes ao mundo, mas para sermos o sal da Terra e a luz do mundo para a glória do Seu nome. Ele também não requer de nós as 24h do dia dedicados à comunhão pessoal. Mas se tão somente reservarmos pelo menos uma hora do nosso dia para parar e ouvir a voz de Deus, certamente o nosso labor não seria um fardo a fim de se adequar à maioria, mas uma oportunidade de colocar em prática o que aprendemos no estudo das Escrituras. Creio que Paulo usou a expressão “mulherinhas sobrecarregadas de pecados” (v.6) para descrever a triste realidade daquelas que deveriam edificar as suas casas com sabedoria (Pv 14:1), mas que pelo mau uso do tempo, ou pela ociosidade, ou pela sobrecarga de afazeres, são facilmente conduzidas ao engano.
Timóteo é exortado a permanecer naquilo que havia sido instruído “desde a infância” (v.15). Novamente, Paulo destacou a importância da educação no lar e o papel bem desempenhado de Eunice e Loide na vida de Timóteo através do exame das Escrituras. Viver na contramão do mundo realmente requer muita fé e renúncia. Não é fácil lidar com as críticas e perseguições quando escolhemos viver os propósitos de Deus. Acabamos sendo taxados de indolentes e retrógrados. Coloque-se sob o governo do Espírito Santo para ser ensinado, repreendido, corrigido e educado, e a sua vida se tornará uma afronta aos falsos piedosos, porém, aos olhos de Deus, perfeita e perfeitamente habilitada “para toda boa obra” (v.17). Encontre tempo para Deus e o Senhor te livrará de todas as perseguições (v.11).
Feliz semana, piedosos em Cristo Jesus!
Recadinho especial: Desejo um feliz dia dos pais a todos os papais reavivados! Que filhos, pais e mães tenham tempo de qualidade e se amem não somente em ocasiões especiais, mas todos os dias. Que de sua casa reflita a luz de uma família bem ordenada e instruída nas Sagradas Escrituras. Gaste tempo nisso, e, dentro em breve, Deus lhe recompensará com os tempos eternos.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Timóteo3 #RPSP
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“Lembra-te de Jesus Cristo…” (v.8).
De todas as orientações dadas por Paulo a Timóteo, certamente esta foi a mais importante delas. Lembrar-se de Jesus e dEle aprender é o segredo do sucesso na vida cristã. Ele mesmo falou: “Aprendei de Mim” (Mt 11:29). Buscando forças “na graça que há em Cristo Jesus” (v.1), Timóteo deveria ser um replicador do evangelho, mas também deveria transmitir o evangelho “a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (v.2), assim como Jesus preparou os Seus discípulos. Três analogias são apresentadas por Paulo:
- Soldado;
- Atleta;
- Lavrador.
Como “bom soldado de Cristo Jesus” (v.3), devemos combater “o bom combate da fé” (1Tm 6:12), a fim de “satisfazer Àquele que [nos] arregimentou” (v.4). A nossa postura definirá de que lado estamos neste grande conflito. Semelhante a um atleta que “não é coroado se não lutar segundo as normas” (v.5), um cristão que não busca viver segundo as normas estabelecidas pela Palavra de Deus, jamais receberá a coroa da vida. A fidelidade a Cristo e Suas palavras redundará na vitória final: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:10). E, por último, aquele que lavra a Terra com as boas-novas da salvação em Cristo, mesmo que na fadiga de um labor sujeito a sofrimentos e renúncia, desfrutará de uma colheita abundante. Em todas estas coisas precisamos ponderar, certos de que “o Senhor [nos] dará compreensão em todas as coisas” (v.7). Pois todo aquele que se coloca a serviço de Deus, por Ele é guiado e fortalecido.
Independente de nossa decisão, o Senhor “permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-Se a Si mesmo” (v.13). Como fruto do Espírito Santo, a fidelidade não pode ser adquirida por nossas próprias forças ou obras, mas é um dom divino que só pode ser adquirido mediante uma entrega total e constante. Ao evitar “contendas de palavras” (v.14) e, “igualmente, os falatórios inúteis e profanos” (v.16), e decididamente buscar “apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (v.15), o cristão é blindado pelo Espírito Santo contra as mentiras que “estão pervertendo a fé de alguns” (v.18). No entanto, “o Senhor conhece os que Lhe pertencem” (v.19); cada soldado, atleta e lavrador que luta, treina e labuta para apartar-se “da injustiça” (v.19) e ser “utensílio para honra, santificado e útil” a Deus, “estando preparado para toda boa obra” (v.21).
Finalmente, amados, “é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem” (v. 24-25). Precisamos seguir “a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor” (v.22). Nossas amizades íntimas devem ser estabelecidas com aqueles que sinceramente buscam caminhar na direção de Deus, mas também não podemos ignorar aqueles que estão seguindo por caminho perigoso e nem nos deixar enganar por falsos mestres. Manejar bem a Palavra de Deus, estudando-a com dedicação e esforço, é a nossa segurança contra o engano e o nosso manual de como ajudar a outros, “na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo” (v.25-26).
“Lembra-te de Jesus Cristo” (v.8), de Suas palavras e atos, de Seu amor abundante e de Sua fidelidade no cumprimento das profecias. Lembra-te de Sua submissão ao Pai e de Seu sacrifício que pagou o preço de nosso resgate. Lembra-te que ser um discípulo de Jesus é ser Sua testemunha, seguindo os Seus passos, sendo obediente como Ele o foi. Não se envolva em contendas “que para nada aproveitam” (v.14). Que “o seu objetivo” seja o de “satisfazer Àquele que o arregimentou” (v.4).
Feliz sábado, “bom soldado de Cristo Jesus” (v.3)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Timóteo2 #RPSP
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“Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós” (v.14).
Encarcerado e ciente de que logo seria morto, Paulo demonstrou ansiedade por rever seu irmão e amigo Timóteo. Sua amizade e “fé sem fingimento” (v.5) era uma fonte de regozijo para o saudoso apóstolo. Ao conviver com Timóteo, percebeu que sua educação fora forjada pelos ditames das Escrituras. Não, ele não fora educado nas escolas dos rabis, mas na escola do lar, ante os pés de sua mãe e de sua avó. Eunice e Loide são o típico exemplo de esforço e dedicação sob o governo do Espírito Santo de que este mundo tanto necessita. Em acentuada dificuldade, elas tiveram que conviver com o desprezo de seu próprio povo, com a opressão do império romano e com as trevas morais que irrompiam em repugnantes espetáculos a céu aberto. Manter o menino Timóteo livre das influências negativas e das baixas paixões demandava uma obra de caráter prioritário e santo. Obra esta que culminou em aprovação da parte de Deus e em grande bênção à humanidade.
Realmente a ansiedade de Paulo por rever seu pupilo ficou evidente. Creio que o apóstolo enxergava em Timóteo o sucessor de sua fé, e a imposição de mãos iria conferir-lhe tal privilégio. A dedicação de Paulo em escrever tantas orientações a este irmão especial foi justamente uma forma de fortalecê-lo e encorajá-lo a fim de que fosse reavivado “o dom de Deus” que nele estava (v.6). Com espírito “de poder, de amor e de moderação” (v.7), o jovem Timóteo deveria seguir sua “santa vocação” (v.9), sendo um exemplo para os demais. Sua pouca idade não deveria ser uma barreira, mas uma força a ser considerada por onde quer que fosse. O seu reencontro com Paulo certamente reavivaria a sua fé e firme convicção em servir o “nosso Salvador Cristo Jesus” (v.10).
Quão maravilhoso é partilhar a fé em Jesus e compartilhar experiências espirituais com amigos e irmãos que comungam da mesma “fé sem fingimento” (v.5). Paulo foi grandemente atribulado por situações de perseguições e ameaças por parte de muitos que, por não aceitar viver piedosamente como ele, o oprimiam. Mas também teve motivos de muita alegria e gratidão pelo consolo que Deus lhe concedia através de irmãos sinceros e de honesto procedimento que o amavam genuinamente e tinham prazer em desfrutar de sua singular companhia e de ouvir seus sábios e inspirados ensinamentos. Sem dúvida, Timóteo foi um desses irmãos queridos, cuja vida fora eleita por “Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (v.9).
Os sofrimentos e prisão de Paulo não deveriam ser motivo de vergonha, e sim de perseverança e confiança no poder de Deus. Onesíforo também recebeu o reconhecimento de seu irmão Paulo por seu amor que não mediu esforços para percorrer os calabouços de Roma até encontrá-lo e de como foi solícito em prestar auxílio ao seu ministério “em Éfeso” (v.18). Todo aquele que deseja viver um reavivamento genuíno da verdadeira piedade tem experimentado as amargas decepções de ser um alvo de críticas e perseguições. Na verdade, mais a frente, Paulo mesmo afirmou: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3:12). Assim como a piedade de Cristo era considerada pelos líderes judeus como uma terrível afronta, os fiéis servos do Senhor são apontados como fanáticos e perturbadores da paz.
Sendo confortados pelo Senhor pelo reavivamento que há em Sua Palavra e pela companhia de irmãos sinceros, guardemos “o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós” (v.14). Afinal, Jesus nos denominou de bem-aventurados (Mt 5:11-12). De mim mesma, não confio em obra alguma que proceda de meu coração corrupto, mas eu “sei em Quem tenho crido e estou [certa] de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (v.12). Aleluia! “Vem, Senhor Jesus!” (Ap. 22:20).
“O Senhor lhe conceda, naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor” (v.18).
Bom dia, habitação do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Timóteo1 #RPSP
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“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (v.10).
Nenhum ser humano está imune à cobiça e à inveja, porque são obras da carne (Gl 5:19). A menos que se apeguem à forte destra da Onipotência, mente alguma pode manter-se livre da corrupção que há no mundo. E todos os males existentes derivam de um amor maltrapilho pelas riquezas. O “amor do dinheiro” (v.10), ou cobiça material, tornou-se a primazia no coração daqueles que não conhecem a Deus. Até mesmo sobre aqueles que repousa a sagrada missão de ensinar ao mundo as verdades eternas, têm se privado de conhecê-las a fim de garantir que seu raso conhecimento da Palavra se resuma em sermões que rendam grande lucro. Igreja cheia, bons negócios.
Muitos têm se enveredado por caminho sobremodo tortuoso, sustentando uma triste “mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim” (v.4-5), que em nada edificam a própria vida e nem a de outros, a fim de lucrarem com isso. Deus pedirá contas de cada palavra dita “por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (v.5). Mas recompensará todo aquele que considera “a piedade com o contentamento” a sua “grande fonte de lucro” (v.6) e vive feliz com o que tem. O problema não está na prosperidade, mas em fazer dela o objetivo da fé.
Paulo exortou Timóteo a fugir “destas coisas” e a seguir “a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão” (v.11). A maioria não se interessa por conhecer o plano da salvação, mas deseja usufruir de seus benefícios. A religião cristã tornou-se a mais eclética. Tem igrejas para todos os gostos. A vontade humana é colocada acima da vontade divina e muita confusão se estabelece. Literalmente, o homem fica sem saber para onde ir ou em quê acreditar. Todas sustentam a posição de que a Bíblia é a sua única regra de fé e prática, mas nem todas ensinam seus membros a combater “o bom combate da fé” mediante uma vida livre de avareza e instruída em “toda a Escritura” (2Tm 3:16).
Na era das redes sociais, está mais do que comprovado que o ser humano sente um prazer doentio em mostrar aos outros o que possui. A fim de ostentar uma imagem criada pelo ego, compartilhar a vida tornou-se praticamente um labor diário. Sendo assim, o “bom combate da fé” (v.12) é trocado pela competição transitória por “likes” e comentários que afagam a vaidade e despertam a inveja. O “amor do dinheiro” é muito mais do que possuir riquezas ou desejá-las. Pois existem muitos ricos “generosos em dar e prontos a repartir” (v.18), e muitos pobres cheios de si e avarentos. O que define esse amor exacerbado é a ganância de possuir a fim de exibir-se perante o mundo.
O fato de Paulo ter destacado a confissão de Cristo “diante de Pôncio Pilatos” (v.13), possui uma finalidade na qual todo cristão deve estar firmado. Ao ser questionado pelo governador romano se Ele era um rei, Jesus lhe respondeu da seguinte forma: “Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz” (Jo 18:37). Paulo advertiu e exortou Timóteo a não dar ouvidos a “falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam (v.20), a fim de que permanecesse na verdade. Pois “alguns, professando-o, se desviaram da fé” (v.21). Quando ocupamos nossa atenção com o que não edifica, paulatinamente petrificamos o nosso coração e deixamos de dar ouvidos à voz divina.
O “bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade” (v.15-16), nos concedeu o privilégio de sermos Seus embaixadores na Terra. Como representantes de uma pátria superior, nossa missão consiste em seguir os passos de Jesus, dando testemunho da verdade; em acumular para nós “mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de” nos apoderarmos “da verdadeira vida” (v.19). E a maior riqueza que podemos adquirir aqui é um caráter semelhante ao de Cristo, a única aquisição que levaremos para o Céu.
“A graça seja convosco” (v.21).
Bom dia, embaixadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Timóteo6 #RPSP
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“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (v.8).
O doutrinamento de Timóteo foi realizado por Paulo de forma pessoal e também escrita. As viagens e experiências que tiveram juntos os unia mais e mais no elo dourado do amor de Deus. O jovem discípulo tornou-se uma referência quanto ao procedimento e suas palavras deveriam segui-lo. A cada classe de pessoas, foi-lhe orientado manter a cortesia e o princípio de que precisamos respeitar cada fase da vida. Ao repreender os idosos como a pais, as idosas “como a mães”, e aos moços e moças como a irmãos e irmãs, foi expresso o ardente desejo de Deus: que o Seu povo esteja unido como uma só família.
Na tentativa de evitar injustiças, Paulo fez distinção entre viúvas. As “viúvas verdadeiramente viúvas” (v.3) deveriam ser auxiliadas pela igreja, enquanto que as que tinham “filhos ou netos” deveriam ser assistidas por estes, “pois isto é aceitável diante de Deus” (v.4). O exercício da piedade dentro do lar é o maior formador de caráter, ao passo que o descaso para com os membros da família provoca revolta, dor e profunda tristeza. As viúvas e os órfãos sempre foram objeto de particular afeto de Deus. A morte lhes roubara os entes queridos e em seu sentimento de desamparo, o Senhor lhes oferece a mão.
A conduta das viúvas também deveria ser avaliada para a sua inscrição como beneficiadas das ofertas de irmãos generosos. Na verdade, elas deveriam ser recomendadas “pelo testemunho de boas obras”, criação de filhos, exercício da hospitalidade, humildade, benignidade e “se viveu na prática zelosa de toda boa obra” (v.10). Paulo não condenou o casamento de uma viúva mais jovem, mas o mau procedimento de algumas que desonravam “o seu primeiro compromisso” (v.12). Casavam-se para viver na ociosidade, “falando o que não devem” (v.13). Logo após, ele aconselha “que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência” (v.14).
Os presbíteros, por sua vez, também deveriam ser assistidos pela igreja financeiramente. Seu serviço e dedicação exclusiva devem ser compreendidos como dignos de justa remuneração. Como líder da casa de Deus, sua reputação deve ser preservada e nenhuma denúncia lhe deve recair “senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas” (v.19). Aos transgressores declarados, no entanto, é-nos dito que a repreensão pública deve ser feita “para que também os demais temam” (v.20). Timóteo deveria ser imparcial e sábio. Suas mãos jamais deveriam investir alguém cuja conduta não fosse claramente ilibada.
De uma coisa precisamos estar certos: idosos, moços, viúvas, presbíteros, dentro em breve, todos estaremos perante o Senhor de toda a Terra. E enquanto “os pecados de alguns homens são notórios e levam a juízo”, “os de outros só mais tarde” hão de ser manifestados (v.24). Que a nossa vida revele as boas obras do Espírito Santo e quer como membros do lar, ou como membros do corpo de Cristo, possamos cumprir com fidelidade a parte que nos corresponde: “Conserva-te a ti mesmo puro” (v.22).
Bom dia, purificados em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Timóteo5 #RPSP
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“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (v.16).
Em Seu sermão profético, Jesus proferiu várias advertências, dentre elas, que surgiriam “falsos cristos e falsos profetas”, operando sinais e maravilhas a fim de enganar a muitos (Mt 24:24). Mas também comparou os últimos dias com os “dias de Noé… Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam… assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt 24:37-39). Jesus não apresentou o casamento, ou o comer e beber como problemas, mas em como eles seriam praticados no fim dos tempos. A Bíblia contém princípios sobre o matrimônio segundo a vontade de Deus e, da mesma forma, princípios de saúde que o Senhor nos deixou a fim de que tenhamos saúde e qualidade de vida.
O extremo oposto apresentado por Paulo a Timóteo diz que “nos últimos tempos” também surgiriam muitos mentirosos, que ele chamou de “espíritos enganadores”, e que alguns iriam apostatar da fé (v.1). A fim de selar suas palavras com inconfundível autoridade, iniciou dizendo: “o Espírito afirma expressamente” (v.1). No entanto, apesar de também falar do casamento e da comida, os problemas eram outros: a castidade e a “abstinência de alimentos” (v.3). Notem que tanto Cristo quanto Paulo se referiram ao mesmo tempo, mas falaram dos mesmos assuntos sob perspectivas completamente distintas. Por quê? Porque ambas as situações ocorreriam. Dois extremos que não têm nada a ver com os planos do Senhor para a humanidade.
O gnosticismo defendia a ideia de que o casamento era uma desculpa para desfrutar dos prazeres da carne e, portanto, era pecado, rejeitando o fato de que o casamento entre um homem e uma mulher foi instituído pelo Senhor no Éden, antes mesmo do pecado (Gn 2:24). Os rituais, cerimônias e tradições exigiam a completa abstinência de certos alimentos em determinados dias e datas. Em nenhum momento Paulo afirmou que “pela palavra de Deus e pela oração” tudo o que escolhemos comer “é santificado” (v.5), e sim os “alimentos que Deus criou para serem recebidos” (v.3). E o que Deus criou para ser recebido como alimento? Em Gênesis 1:29 encontramos a dieta original do Éden. Em Levítico 11, a permissão divina quanto ao consumo de algumas carnes e proibição quanto a outras. Em 1Coríntios 6:19-20 e 10:31, os princípios que devem reger o cuidado com o nosso corpo. Os fiéis e todos “quantos conhecem plenamente a verdade” (v.3), nem irão se enredar nas orgias dos antediluvianos, muito menos deixar-se enganar por “ensinos de demônios” (v.1).
O exercício pessoal “na piedade” (v.7) será o grande aliado do remanescente no tempo de angústia. A rejeição de fábulas e discussões que nada edificam é o caminho mais eficaz para aquele que deseja empregar suas energias “à leitura [das Escrituras], à exortação, ao ensino” (v.13), a fim de tornar-se “padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (v.12). Timóteo não deveria ser desmerecido devido à sua juventude, mas um jovem modelo de alguém que estava progredindo em sua vida cristã (v.15). Por isso, sobre ele repousava esta responsabilidade: “Ordena e ensina estas coisas” (v.11). “Não te faças negligente para com o dom que há em ti” (v.14). Paulo orientou seu pupilo a ser cuidadoso consigo mesmo e com o estudo das Escrituras, permanecendo nesses deveres, perseverando dia após dia, para a sua salvação e de todos que o ouvissem.
Devemos examinar a Bíblia por nós mesmos, mediante um coração submisso à voz do Espírito Santo. Deus deseja ardentemente ter conosco uma conversa sincera: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is 1:18). A verdade liberta. A liberdade em Cristo cura. E a cura de Jesus salva. Você deseja ser liberto, curado e salvo? Vá às Escrituras. Seja este o seu primeiro hábito da manhã, encontrar-se com Deus através da oração e do cuidadoso estudo das Escrituras. E se ainda lhe restar alguma dúvida, o Espírito Santo enviará Seus servos para lhe explicar. Que como o eunuco etíope, sejamos sempre humildes para aceitar as verdades do Céu e tomar uma firme decisão ao lado de Jesus (At 8:26-31), pois os dias aos quais Jesus e Paulo se referiram, nós estamos vivendo.
Bom dia, fiéis de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Timóteo4 #RPSP
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“Para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (v.15).
Novamente, Paulo exortou a fidelidade da Palavra de Deus. Desta vez, para instruir Timóteo acerca do procedimento que deveria ser seguido na escolha dos bispos e diáconos da igreja. Paulo listou algumas características que devem ser vistas na vida desses dirigentes:
- Irrepreensível: Aquele que por sua conduta ilibada, não merece ser censurado ou repreendido;
- Esposo de uma só mulher: Deve ser alguém que mantém uma vida pura e fiel, respeitando os laços do matrimônio;
- Temperante: O que é sóbrio, rejeitando o que é mau e sendo equilibrado no que é bom;
- Sóbrio: Que não vive de forma desregrada;
- Modesto: É despretensioso e age com pudor;
- Hospitaleiro: Tem prazer em acolher pessoas e atendê-las em suas necessidades;
- Apto para ensinar: É capacitado para o ensino. Sua vida reflete o que ensina;
- Não dado ao vinho: Tem uma vida livre de vícios;
- Não violento, porém cordato: Age com mansidão, mas também é sensato;
- Inimigo de contendas: Não se envolve em brigas. É um defensor da paz;
- Governa bem a própria casa: Assume com fidelidade o seu papel de sacerdote do lar, instruindo os filhos com disciplina e “com todo o respeito” (v.4).
Diante dessas características, percebemos a seriedade quanto a assumir uma posição de liderança na casa de Deus. Não deve ser algo realizado conforme eleição de vontade humana, mas sob o governo e direção do Espírito Santo. A igreja de Deus sofre quando homens e mulheres assumem a frente de batalha destituídos da armadura e das virtudes necessárias para se vencer o Maligno. O “bom testemunho dos de fora” (v.7) deve ser a consequência de uma vida completamente entregue à vontade de Deus. Por analogia, podemos aplicar tudo o que vimos a todos os que assumem cargos na igreja, inclusive, às mulheres, pois “é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo” (v.11).
O diaconato foi um cargo de elevada importância na igreja primitiva. O primeiro diácono eleito, Estêvão, tornou-se o primeiro mártir da igreja. Sua abnegação e serviço, fé e coragem despertaram um respeito ainda maior por esta função. Aqui, Paulo incluiu as mulheres no serviço do diaconato e igualmente exortou para que sejam cristãs genuínas. Apesar do sagrado e indispensável papel da mãe dentro do lar, percebam que os homens, antes de assumirem liderança na casa de Deus, devem “governar bem seus filhos e a própria casa” (v.12). A Bíblia apresenta uma escala de prioridades onde a família sempre vem antes de qualquer outra obra. Foi por sua negligência no governo do lar, que Eli, antes de morrer, perdeu seus dois filhos e viu o santuário de Deus sendo profanado e saqueado pelos inimigos de Israel. Ou seja, a sua dedicação à igreja e descaso para com a família causou opróbrio tanto para a sua própria casa, quanto para a casa de Deus (1Sm 2-4).
O Senhor nos deixou orientações sobre “como se deve proceder” em Sua casa. A comissão que Ele nos faz envolve compromisso, fidelidade e amor, mas, sobretudo, uma fé viva e atuante que quebre o paradigma do presente século de que a família é uma instituição falida. Somos chamados a fazer parte da “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (v.15), cada um desempenhando a sua função como membro do lar de forma ordenada. Na verdade, Deus espera que sejamos esta igreja, resgatando a verdade que se perdeu e elevando-a ao seu patamar de sustentáculo de Sua igreja. Mas àqueles que estão no posto de liderança, o Senhor os convida a serem servos e experimentarem o real sentido de sua eleição: viver como Jesus viveu. Porque “o mistério da piedade” (v.16) nos revela um Deus que Se fez carne para servir e tudo entregar para que, dentro em breve, façamos parte de Sua grande e eterna família.
Se Jesus for o Líder de nossa vida, “com a consciência limpa” (v.9), ouviremos a Sua voz a nos dizer: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21).
Bom dia, famílias que servem a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Timóteo3 #RPSP
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“Porquanto, há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (v.5).
São dois blocos de assuntos que não são completamente distintos entre si, mas cuja ligação apresenta uma questão que vai de encontro com o presente século. “Antes de tudo” (v. 1), ou seja, antes de fazer qualquer coisa, a oração deve preceder as nossas ações. A oração teve um papel fundamental na igreja cristã primitiva e deve continuar sendo uma prática constante. Uma igreja que não ora, é uma igreja que não prospera. A “prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças” (v.1), terá uma influência tão poderosa nestes últimos dias quanto o foi no Pentecostes. Foi quando os discípulos e os seguidores de Jesus se uniram num mesmo propósito, em constante oração, que a promessa do Espírito Santo se cumpriu e, num só dia, o Senhor acrescentou à Sua igreja quase três mil pessoas (At 1:14 e 2:41).
Se ao invés de protestar e falar mal dos líderes e governantes, orássemos em favor deles, quão grande seria a bênção que o Senhor nos concederia. Uma “vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” (v. 2) seria a nossa recompensa. Porque “isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador” (v. 3). Porque foi em oração que Jesus venceu o diabo no deserto. O sol não dava a sua claridade sem que os primeiros raios atingissem o Salvador prostrado em oração. “Antes de tudo”, antes de dar qualquer passo em direção aos necessitados e sofredores, Jesus ascendia aos Céus Suas súplicas e ações de graças, intercedendo ao Pai “em favor de todos os homens” (v. 1).
Cristo, o único “Mediador entre Deus e os homens” (v. 5), deve ser o nosso sublime exemplo. Seu ministério público era composto, portanto, de uma vida de oração e de serviço, sendo que o serviço era sempre o resultado de Sua comunhão com o Pai. De igual modo, homens e mulheres são chamados para que, unidos num mesmo propósito, possam engrandecer o testemunho de Jesus “em tempos oportunos” (v. 6). A distinção feita por Paulo entre homens e mulheres no culto público não fere, de modo algum, a participação e importância da mulher na obra de Deus. O apóstolo simplesmente apresentou princípios que devem reger a vida da mulher cristã de todas as épocas, e costumes que, para aquele tempo, seria uma pedra de tropeço para uma igreja que estava em fase de desenvolvimento.
Quais são os princípios apresentados que devem ser aplicados na vida de homens e mulheres ainda hoje? Paulo deixa claro que os homens de oração devem erguer “mãos santas, sem ira e sem animosidade” (v. 8). Não é o púlpito que torna uma pessoa santa, e sim uma pessoa limpa de mãos (Sl 24:4) que torna o lugar santificado. A oração pública feita por alguém que mantém uma vida impura, ou que sustente um espírito de inveja e de vingança, é abominável diante de Deus (Pv 28:9). Não se trata de impecabilidade, mas de manter, como disse o próprio Paulo, uma “boa consciência” diante de Deus (1Tm 1:19). “Da mesma sorte” (v. 9), às mulheres foi expressamente orientado que o seu exterior reflita o seu interior. As “mulheres que professam ser piedosas” (v. 10), devem seguir três princípios basilares em sua conduta: decência (ou autorrespeito), modéstia (ou discrição, bom gosto) e bom senso (ou domínio próprio). Paulo não instituiu uma só forma de se vestir, nem tampouco um só penteado, mas em que as nossas escolhas pessoais (e não somente o que vestimos) não firam os princípios estabelecidos pelo Espírito Santo.
A submissão feminina, por mais que seja alvo de ataques e discussões, também não deveria gerar nenhum tipo de indisposição na mulher cristã. Leia o louvor da mulher virtuosa em Provérbios 31:10-31, e você entenderá que a mulher tem sim um papel fundamental na igreja e na sociedade em geral, a partir de uma função bem desempenhada no seio do lar. Apesar dos empecilhos quanto às funções públicas da mulher naquela época, ainda assim as mulheres tiveram uma participação crucial para o crescimento e estabelecimento da igreja primitiva. Paulo só pediu que agissem com cautela, que não passassem por cima dos costumes daquela sociedade para que a pregação do evangelho não fosse prejudicada.
Para acalmar os ânimos, o plano original de Deus foi exaltado e a primeira queda lembrada a fim de que homens e mulheres permanecessem no que o Senhor mesmo estabeleceu. Mas então Paulo encerra o capítulo com um dos versos bíblicos que mais amo: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (v.15). E o jovem Timóteo era um exemplo do sucesso de duas mães que aceitaram o chamado de Deus em suas vidas para serem edificadoras de caráter. Eunice e Lóide (2Tm 1:5), mãe e avó, cumpriram com fidelidade a sua sagrada missão, e a vida de Timóteo, os resultados de sua educação, coroaram as cabeças daquelas que se despiram de si mesmas para vestirem-se das brancas vestes do caráter de Cristo. Se toda mãe aceitasse este santo chamado e a ele se dedicasse como se dedica ao serviço secular e ao serviço da igreja, creio que o nosso mundo não estaria enfrentando nem um terço dos problemas que tanto nos afligem.
Homens e mulheres podem, ainda hoje, ter funções distintas na pregação do evangelho, mas todos nós, sem distinção, somos chamados à uma vida de oração: “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres” (At 1:14). Se nos unirmos como um só povo que serve a “um só Deus” (v.5) em perseverante oração e súplica, certamente o Senhor nos concederá o poder do Seu Espírito para que as nossas obras sejam tão somente os resultados de Sua perfeita vontade. Quando nos entregarmos inteiramente nas mãos de Deus confiando em Seus propósitos, iremos experimentar o gozo do Céu ainda que nos reveses da Terra.
Oremos!
Feliz semana, homens e mulheres de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Timóteo2 #RPSP
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“Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (v.15).
Iniciamos as cartas de Paulo dirigidas não mais às igrejas, mas cartas pessoais destinadas a irmãos na fé. Filho de pai gentio e mãe judia, Timóteo foi educado, desde a infância, por sua mãe e por sua avó, nas Sagradas Letras. Dentre os contemporâneos de Paulo, provavelmente ele foi o que mais viajou com o apóstolo, tornando-se uma companhia sobremodo confortante. E sendo ainda jovem, Paulo não poderia deixar de orientá-lo e confirmá-lo na fé, para que tudo o que aprendera desde menino continuasse progredindo e dando muito fruto. Timóteo, que aos olhos dos judeus era considerado um bastardo, foi o exímio exemplo de que o “verdadeiro filho na fé” (v.2) não é o herdeiro de um título religioso, mas o eleito pela herança da graça de Cristo Jesus.
A confissão de Paulo demonstra o seu profundo apreço e grande consideração pelo jovem Timóteo e por todos “quantos hão de crer [em Jesus] para a vida eterna” (v.16). Além de grato pelo ministério que lhe foi confiado, Paulo confessou a sua indignidade ao chamado de Deus, pois que “era blasfemo, e perseguidor, e insolente” (v.13). Seu título de doutor da lei e sua privilegiada instrução religiosa, portanto, não teriam nenhuma razão de ser não fosse a sua experiência pessoal com Jesus. Paulo precisou ficar cego para enxergar. E foi quando seus olhos se abriram para contemplar a transbordante “graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus” (v.14), que compreendeu “que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”, e, olhando para dentro de si, declarou-se o principal dentre eles (v.15).
É “por esta mesma razão” (v.16) que Deus concede misericórdia aos que julgamos como casos perdidos. Foi por esta mesma razão que Cristo conviveu com “publicanos e pecadores”, porque a Sua graça os atraía (Lc 15:1). Jesus exalava amor e, ao mesmo tempo, declarava as verdades de Sua Palavra. A lei que o povo ouvia da boca dos mestres da lei era a mesma que ouvia da boca do Salvador. A diferença estava em que aqueles declaravam a lei com a finalidade de acusar os que julgavam estar perdidos, e Jesus lhes apresentava a real finalidade da lei: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10).
Quando Paulo disse que “a lei é boa” (v.8.), e, logo após, que “não se promulga lei para quem é justo” (v.9). Confirmou a fiel palavra “e digna de toda aceitação” (v.15), de que Cristo veio salvar os “transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros” e a todos “que se opõem à sã doutrina” (v.9-10). Jesus assumiu sobre Si todos estes pecados e os encravou na cruz, a fim de nos oferecer a cura para todos eles. Ninguém que cometa tais pecados entrará no reino dos céus, mas todo aquele que os confessa e os abandona, será perdoado e salvo.
Ao expor o naufrágio na fé de “Himeneu e Alexandre” (v.20), Paulo não tornou público os pecados destes, mas falou do que a igreja já estava ciente. A expressão “os quais entreguei a Satanás” (v.20) não se refere à rejeição a esses irmãos, mas ao respeito pelo livre arbítrio deles. Assim como o pai permitiu que o filho pródigo seguisse o caminho que escolheu para si, Deus não nos impede de viver em pecado, e espera pacientemente que os terríveis resultados de nossa insanidade nos faça cair em si e voltar para o lugar do qual nunca deveríamos ter saído (Lc 15:17-18).
Aos que estão segurando firme na esperança adventista, o Senhor diz: “Este é o dever de que te encarrego, ó filho(a) _______, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado(a) nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (v.18-19). Mas o Senhor ainda possui ovelhas e dracmas que ainda precisam ser encontradas, e filhos pródigos que ainda precisam cair em si e voltar para os braços do Pai. Quem sabe, muitos “Himeneus” e “Alexandres” que estão sofrendo os castigos de suas más escolhas, mas que, no devido tempo, como Paulo, através de uma grande queda, terão o encontro com Jesus que mudará para sempre as suas vidas. Que Jesus reine em nosso coração e que o Espírito Santo faça de nós verdadeiros filhos na fé.
“Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (v.17).
Feliz sábado, verdadeiros filhos na fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Timóteo1 #RPSP
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“Todavia, o Senhor é fiel; Ele vos confirmará e guardará do Maligno” (v.3).
Ainda que ciente da fidelidade e do amor dos irmãos tessalonicenses, Paulo ficou sabendo que estava infiltrando-se no meio deles irmãos que viviam desordenadamente, “porque a fé não é de todos” (v.2). A desordem quanto ao labor e ao serviço cristão provoca ociosidade, que é preenchida com preguiça e maledicência. Quando Paulo pediu oração para que o Senhor os livrasse “dos homens perversos e maus” (v.2), não se referia aos incrédulos, mas aos falsos crentes que disseminavam uma forma de vida contrária aos ensinamentos paulinos. Ao dizer: “convém imitar-nos” (v.7), Paulo não usou de soberba, mas da autoridade de quem vivia o evangelho de Cristo.
Notem que Paulo não os exortou, nem os aconselhou, mas lhes deu uma expressa ordem, em nome de Jesus, para que eles se apartassem dos irmãos que não estavam buscando viver o evangelho; não somente com a finalidade de não sofrerem influência, mas também para que os irmãos infiéis, envergonhados, pudessem reconhecer o seu pecado. Paulo não os considerava como inimigos, mas como irmãos que necessitavam ser advertidos acerca de seu mau procedimento (v.15). A genuína conversão dos tessalonicenses os fazia viver piedosamente conforme o exemplo que encontramos no livro de Atos: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2:44). Isto os unia, mas também era um risco à medida que alguns, aproveitando-se da generosidade dos fiéis, deixavam de trabalhar para viver às custas da liberalidade de outros, e ainda se achavam no direito de intrometer-se “na vida alheia” (v.11).
Precisamos levar em grande consideração o pedido inicial de Paulo, quando disse: “orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada” (v.1), para que não só oremos pelos pastores e obreiros de nossa igreja, como também a nossa vida seja uma manifestação das verdades do evangelho, “por termos em vista” oferecer ao mundo “exemplo em nós mesmos” (v.9) para nos imitarem assim como buscamos imitar a Cristo. Eu sei que este é um padrão no qual nenhum de nós cogita conseguir alcançar, mas é justamente por isso que precisamos que “o Senhor conduza o [nosso] coração ao amor de Deus e à constância de Cristo” (v.5). E esta é uma obra do Espírito Santo. A nossa parte é apenas aceitar esta obra em nossa vida, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:5). “Quando, porém, vier o Consolador, que Eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dEle procede, Esse dará testemunho de Mim”, disse Jesus (Jo 15:26).
Quanto a nós, não nos cansemos “de fazer o bem” (v.13), procurando seguir o incomparável exemplo de Cristo. E, tendo em mente que todos nós somos pecadores e que, igualmente, carecemos da graça de Jesus, nos acheguemos, “portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4:16). Pois ali, no lugar Santíssimo do santuário celeste, Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, intercede por todos nós, de onde está a assinatura de Deus, “de próprio punho” (v.17). “Este é o sinal” (v.17), que o Criador nos deixou nas “tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx 31:18). Que quando for revelado “o homem da iniquidade” (2Ts 2:3), nossa fé prática seja um testemunho de nossa aceitação e obediência “a toda a verdade” (Jo 16:16) e, seguindo os passos do Salvador (Jo 15:10), façamos parte do seleto grupo dos “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Tessalonicenses3 #RPSP