Reavivados por Sua Palavra


Josué 06 – Comentado por Rosana Barros
25 de julho de 2022, 0:45
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“Então, entraram os jovens, os espias, e tiraram Raabe, e seu pai, e sua mãe, e seus irmãos, e tudo quanto tinha; tiraram também toda a sua parentela e os acamparam fora do arraial de Israel” (v.23).

Cercado pelos exércitos de Israel, o povo de Jericó buscou fortalecer sua segurança e cerrar as portas da cidade a fim de que ninguém entrasse ou saísse de lá. Terrível sensação de incapacidade tomou conta dos corações que desmaiavam de ansiedade e de medo. Do lado de fora de seus muros podiam avistar a jovem e robusta comitiva de Israel que deixava bem clara a sua intenção de tomar a cidade.

Contudo, algo inesperado aconteceu. Ao perceberem os inimigos a aproximação dos homens armados de Israel, tremeram e temeram, mas tudo o que viram foi um desfile com direito a “fanfarra” de trombetas. De alguma forma, porém, aquela primeira ação de Israel causou grande desconfiança e perturbação ao povo de Jericó. No dia seguinte, imagino que os muros, uma vez evitados, ganharam novos espectadores para assistir ao desfile marcial de Israel. E assim aconteceu durante sete dias.

No sétimo dia, porém, ao notarem que o desfile que antes era limitado a apenas uma volta ao redor da cidade, se estendeu por uma volta a mais, e outra, e de novo; até que, no final da sétima volta, o toque das trombetas soou diferente e, pela primeira vez, Jericó ouviu a voz dos filhos de Israel que, gritando a plenos pulmões, testemunharam o poder de Deus derrubando os imponentes muros de Jericó como se fossem feitos de gravetos.

Ninguém daquela cidade seria poupado, a não ser por Raabe e sua família. “Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu em paz aos espias” (Hb.11:31). E mediante a sua confiança em Deus e disposição em servi-Lo, além de ter salvado toda a sua casa e de ter sido incluída na ilustre galeria dos heróis da fé, Raabe faz parte da mais privilegiada genealogia de todos os tempos: a genealogia de Jesus Cristo (Mt.1:5).

Mas além de Raabe, gostaria de destacar também a atitude daqueles dois espias, que mesmo sendo anônimos, a Bíblia relata que se tratavam de dois jovens (v.23). Aqueles jovens certamente haviam compreendido o real significado da misericórdia divina. O ultimato de Deus de destruir as ímpias nações de Canaã poderia tê-los feito negar o pedido de Raabe, mas o relacionamento que mantinham com o Senhor não os permitiu deixar de reconhecer naquela mulher uma verdadeira adoradora do Deus a Quem serviam.

Todos, adultos, jovens, velhos e crianças, podem ter participação ativa na obra do Senhor. Nossa influência pode estar a colaborar ou prejudicar no bom andamento desta obra. Quantas “Raabes” estão ao nosso redor apenas aguardando que entremos em suas casas e lhes apresentemos o cordão escarlata da salvação em Cristo Jesus. Raabe não apenas recebeu dois espias em sua casa, ela recebeu uma dupla missionária que soube identificar a necessidade daquela mulher e de sua família e ajudá-los a encontrar o verdadeiro Deus.

Você ainda não possui uma dupla missionária? Ore ao Senhor e peça que lhe mostre alguém de espírito voluntário. Lembrando aos casados, que vocês já são uma dupla missionária; e aos solteiros, que procurem, preferencialmente, alguém do mesmo sexo para este fim. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14). Vigiemos, oremos e apressemos o grande Dia do Senhor!

Bom dia, missionários de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Josué6 #RPSP

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Josué 05 – Comentado por Rosana Barros
24 de julho de 2022, 0:45
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“No dia imediato, depois que comeram do produto da terra, cessou o maná, e não o tiveram mais os filhos de Israel; mas, naquele ano, comeram das novidades da terra de Canaã” (v.12).

Após a morte da geração “que tinha saído do Egito, os homens, todos os homens de guerra” (v.4), uma nova geração estava diante de Canaã. A aliança do Senhor feita com Abraão foi relembrada na ordem divina de circuncidar aqueles que, nascidos no deserto, não haviam sido circuncidados. Mais do que um símbolo, a circuncisão era uma consagração, o meio dado por Deus de estreitar os laços especiais com o Seu povo a fim de que fosse uma nação peculiar entre as demais nações.

A celebração da Páscoa também era um símbolo. Representava a libertação de Israel e como o Senhor havia poupado a vida dos primogênitos do Seu povo; além de apontar para Cristo, o Cordeiro Pascal. Naquela ocasião, celebrada a Páscoa em Gilgal, no dia seguinte, podendo fartar-se “do produto da terra, cessou o maná” (v.12).

Deus cuidou da dieta de Seu povo enquanto no deserto, e lhe deixou leis de saúde que promoveriam o seu bem-estar e qualidade de vida. Habituados às panelas de carne no Egito, certamente sem restrições quanto à gordura e ao sangue, chegaram ao ponto de chamar o maná de “pão vil” (Nm.21:5). Daí a necessidade de um tipo de “detox” celestial para limpar não somente o corpo, mas preparar a mente e o coração a fim de estarem mais receptivos à voz de Deus e Sua vontade.

Sem dúvida alguma, Josué foi grandemente beneficiado nesse processo de mudança. Sob a forte pressão de liderar Israel no lugar de Moisés, o novato mostrou um caráter construído sobre base sólida e inabalável, de modo que teve o privilégio de, como Moisés, conversar face a face com Jesus, o “príncipe do exército do Senhor” (v.14). Ali, prostrado “com o rosto em terra” (v.14), Josué fez uma pergunta que deveria fazer parte integrante de nossas conversas diárias com Deus: “Que diz meu Senhor ao Seu servo?” (v.14).

Para os que creem na luz que temos da verdade presente, sabem que as nossas escolhas referentes à alimentação e estilo de vida, tem sim impacto em nossa saúde e influência direta no bom ou mau funcionamento da nossa mente e na edificação do nosso caráter. Deus nos ama tanto, que Se preocupa em que desfrutemos de saúde em todos os aspectos da vida. Aceitar e buscar viver o estilo de vida que Ele mesmo estabeleceu, também é um ato de adoração: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31).

Hoje, o Senhor deseja circuncidar o nosso coração, retirar de nós o opróbrio do mundo (v.9) e nos preparar para um dia comermos “das novidades da terra de Canaã” (v.12). Você já se encontrou com Deus hoje? Não vá a fontes humanas falíveis, antes de ir à Fonte inesgotável de vida. Estude a Bíblia e fale com o seu Criador antes de qualquer coisa. Em oração, tome emprestado as palavras de Josué: “Que diz meu Senhor ao Seu servo?”. Que estejamos dispostos a descalçar “as sandálias dos pés” (v.15), e, então, viveremos experiências reais e incríveis com o nosso Deus. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, servos do Senhor Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Josué5 #RPSP

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Josué 04 – Comentado por Rosana Barros
23 de julho de 2022, 0:45
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“E disse aos filhos de Israel: Quando, no futuro, vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que significam estas pedras?, fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão” (v.21).

Visando transmitir à posteridade de Israel aquele grande feito, o Senhor ordenou que Josué separasse doze homens, “um de cada tribo” (v.2), a fim de que tomassem doze pedras do meio do Jordão, de onde os sacerdotes haviam permanecido firmes com a arca da Aliança, e levassem essas pedras ao alojamento onde passariam a noite. Essas pedras, que simbolizavam as doze tribos de Israel, foram erigidas em coluna por Josué, tornando-se um marco histórico do início de sua liderança e da entrada do povo em Canaã.

Era plano do Senhor que cada família do Seu povo fosse instruída e edificada sobre o firme fundamento de Sua Palavra. Um claro e sonoro “assim diz o Senhor” deveria ser não apenas o discurso, mas o estilo de vida de cada lar. Ao dar testemunho do Senhor e de Seus sinais e prodígios, os pais inculcavam em seus filhos sábias e duradouras lições de confiança no poder de Deus e em Seu amor, “à vista de todo o povo” (v.11). Assim como “o povo se apressou e passou” (v.10) o Jordão, fazendo tudo “como Josué ordenara” (v.8), cumpria aos pais ter sobre seus filhos a mesma autoridade, e aos filhos, a mesma disposição para obedecer.

O resultado de famílias bem ordenadas seria este: “Para que todos os povos da Terra conheçam que a mão do Senhor é forte, a fim de que temais ao Senhor, vosso Deus, todos os dias” (v.24). O método de Deus continua sendo o mesmo. Quando compreendemos e buscamos vivê-lo em nossa casa, colocando o Senhor em primeiro lugar todos os dias, através do estudo da Bíblia, do culto familiar e de uma vida de oração, estamos nos revestindo da armadura de Deus. E se há a necessidade de uma armadura, é porque há guerra.

Há uma grande obra a ser realizada no final deste grande conflito. E esta obra deve começar em nossa família, onde o inimigo mais deseja triunfar. Portanto, erga a “coluna” das bênçãos em sua casa. Ame seu cônjuge! Ame seus filhos! Faça da sua família o seu primeiro ministério e a sua equipe missionária. Mesmo que nossas lutas diárias sejam diferentes, temos o mesmo Deus Todo-Poderoso em nossa defesa. Passemos “diante do Senhor para a batalha” (v.13) com as armas de Sua providência, “orando em todo o tempo” (Ef.6:18), e, certamente, receberemos o poder do Espírito Santo para sermos testemunhas de Jesus, de modo que outros nos digam: “Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zc.8:23). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, famílias vitoriosas em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Josué4 #RPSP

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Josué 03 – Comentado por Rosana Barros
22 de julho de 2022, 0:45
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“Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (v.5).

Após o relatório animador dos dois espias, Josué entendeu que era hora de avançar para mais perto do cumprimento da promessa. Às margens do Jordão, deu instruções ao povo e aos sacerdotes para que, perante a arca, o símbolo da aliança do Senhor com o Seu povo e receptáculo da Lei de Deus, iniciassem a marcha para a possessão da terra. Os primeiros a pisarem nas águas do Jordão seriam os líderes espirituais de Israel, carregando “a arca da Aliança” (v.6). Assim que seus pés pisassem nas águas, estas seriam contidas e afastadas, abrindo um caminho para deixar o povo passar “defronte de Jericó” (v.16).

Como o Senhor havia dito a Josué, assim aconteceu, e este grande sinal foi como prova diante de Israel de que Josué realmente era o líder escolhido pelo Senhor. As ordens de Josué ao povo possuem uma sequência lógica que caracterizam a jornada cristã:

1. “Quando virdes a arca da Aliança do Senhor, vosso Deus, e que os levitas sacerdotes a levam, partireis vós também do vosso lugar e a seguireis” (v.3). A arca simbolizava um compromisso de fidelidade e continha as tábuas dos dez mandamentos, a expressão do caráter santo de Deus. Seguir os sacerdotes e a arca significava, portanto, submissão à vontade de Deus. Este é o caminho;

2. “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (v.5). A submissão à vontade de Deus, através da obediência aos Seus mandamentos e à Sua Palavra, constitui o processo de santificação. Em Sua oração sacerdotal, Jesus mesmo declarou: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). Jesus é o nosso Sumo Sacerdote que está diante da arca da aliança no Santíssimo do santuário celeste (Ap.11:19). Sigamos, pois, as Suas pisaduras (1Pe.2:21), e estaremos sendo santificados à semelhança do caráter de Cristo. Esta é a verdade;

3. “Chegai-vos para cá e ouvi as palavras do Senhor, vosso Deus” (v.9). Todo aquele que busca ao Senhor de todo o coração, visando a santificação diária, encontra alegria em ouvir as palavras do Senhor. A ordem de Deus ao Seu povo: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16), não exige de nós uma vida sem defeitos, e sim uma vida que, mesmo defeituosa, se entrega a Ele sem reservas para que sejamos cobertos pelas vestes santas da justiça de Cristo. Esta é a vida.

Amados, temos um caminho a percorrer, uma verdade a viver aqui e uma vida eterna a alcançar. Eis o mapa para a Canaã celeste:

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6). Jesus Cristo é a resposta! Que possamos, a cada dia, refletir em Sua vida e em Sua atual obra intercessora. “Hoje” (v.7), Deus deseja realizar uma obra extraordinária em sua vida. Se você permitir, “o Senhor de toda a Terra” (v.13) te fará passar “a pé enxuto” (v.17) pelas águas turbulentas de sua experiência, e te guiará em segurança para o Seu porto seguro. Pela fé, já podemos avistar Canaã. Aleluia! Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Josué3 #RPSP

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Josué 02 – Comentado por Rosana Barros
21 de julho de 2022, 0:45
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“Ouvindo isto, desmaiou-nos o coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra” (v.11).

Fortalecido e animado pelo Senhor e por seus irmãos, Josué decidiu iniciar o preparo para avançar à terra prometida. Diferente de quarenta anos atrás, quando Moisés enviara doze espias, obtendo o trágico resultado de um relatório desanimador, Josué decidiu enviar a Jericó apenas “dois homens, secretamente” (v.1). Esses homens certamente faziam parte de seu círculo de maior confiança e gozavam do mesmo espírito que um dia moveu a ele e a Calebe como os únicos espias da antiga leva a retornar com boas-novas.

Como se tratava de uma cidade cuja população havia se envolvido em total corrupção e imoralidade, as casas de prostituição eram algo comum e aceitável. Pode ser que os espias não tivessem opção quanto à sua hospedagem. Pode ser também que o fato de ali se hospedarem fosse estratégico para não levantar suspeitas. Ou, gosto de pensar que o Senhor os guiou para a casa de Raabe, porque ali havia uma família para ser salva. De qualquer modo, Deus tinha um propósito especial naquela visita incomum.

Se os dois israelitas desejavam não levantar suspeitas, o tiro saiu pela culatra, porque onde há filhos de Deus, é impossível não notar. Logo, a notícia chegou aos ouvidos do rei, que já estava sob forte tensão por tudo o que tinha ouvido sobre os prodígios do Deus de Israel. Raabe escondeu os seus hóspedes, despistou os servos do rei e iniciou um diálogo com os espias que deixou bem claro que o povo que é guiado pelo Senhor não tem o que temer. Apesar dos muitos deuses aos quais serviam, os cananeus não encontraram conforto e segurança alguma em nenhum deles e Raabe percebeu naquele episódio a última oportunidade de salvação para ela e para a sua casa.

O “cordão de fio de escarlata à janela” (v.18) representa a salvação em Cristo Jesus. Raabe precisava conservar a sua fé no Deus de Israel, fazendo com que sua família permanecesse dentro deste mesmo refúgio. Diferente de Ló, que não conseguiu reunir toda a sua família e salvá-los da destruição de Sodoma e Gomorra, Raabe conseguiu salvar toda a sua casa da destruição de Jericó. O afastamento de Ló do convívio de seu tio Abraão, resultou em tragédia e em uma descendência ímpia e inimiga do povo de Deus. O afastamento de Raabe de sua nação ímpia para unir-se ao povo de Deus, resultou em bênção e no privilégio de fazer parte da genealogia do Messias (Mt.1:5).

Como os espias, temos sido reconhecidos como “filhos de Israel” (v.2), discípulos de Cristo? Não se trata apenas de aparência ou de conhecimento teológico. De modo algum! Trata-se de atitudes que exalam o bom perfume de Cristo. Sem dúvida alguma, aqueles espias mostravam em seu modo de vestir, em seu modo de falar, e até mesmo em seu semblante, algo que não se via mais naquele lugar. Por mais que tentassem ocultar-se, não o poderiam porque a presença de Deus os acompanhava. Que assim como aqueles espias, sejamos instrumentos do Senhor para levar salvação às famílias e, como Raabe, que o cordão escarlata da salvação esteja sempre em nosso coração e em nosso lar, “e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Josué2 #RPSP

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Josué 01 – Comentado por Rosana Barros
20 de julho de 2022, 0:45
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“Não to mandei Eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (v.9).

Apesar do mistério quanto à morte e sepultamento de Moisés, de alguma forma os filhos de Israel souberam de sua morte e lamentaram o seu luto durante trinta dias. Passado esse período de luto, “Josué, filho de Num, [que] estava cheio do espírito de sabedoria” (Dt.34:9), assumiu a função de seu mestre. Em nenhum momento o Senhor o comparou ao antigo líder e nem lhe exigiu similar liderança. Pelo contrário, suas primeiras palavras ao novato revelaram a singularidade de cada ministério: “Moisés, Meu servo, é morto” (v.2). A partir dali, era a vez do servo Josué deixar escrito a sua própria história com Deus.

Moisés enfrentou o deserto. Josué enfrentaria as milícias de Canaã. Os dois tinham um mesmo objetivo, mas cada um agiu no tempo e na disposição orientados por Deus. A característica marcante na vida de Moisés foi a mansidão. Na vida de Josué, a coragem e a fidelidade. Cada qual foi usado pelo Senhor para o Seu serviço em benefício de todo o Israel. Mas o que sustentaria Josué em sua difícil missão seria justamente a comunhão diária com Deus. Como servo de Moisés, ele viu no exemplo de seu senhor a bênção de um relacionamento real e constante com Deus.

Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (v.8). Esta não foi uma orientação dada apenas a Josué, mas a todos os que são nascidos de Deus. Nas palavras cheias de convicção e intrepidez de Melody Mason: “Devemos nos apegar à Palavra a todo custo! Ou isso, ou morreremos!” (Ouse Pedir Mais, CPB, p.275). A disposição das duas tribos e meia em avançar com seus irmãos os limites do Jordão, mesmo que já estabelecidas em suas moradas, reconhecendo a liderança de Josué e animando o novo líder, revela que acima de qualquer posição de liderança, todos nós temos a responsabilidade de cuidar uns dos outros, ainda que não lucremos nada com isso.

Na verdade, você e eu temos um papel a desempenhar no serviço do Senhor, e não somos vistos aos olhos de Deus como insubstituíveis, e sim como instrutores de quem possa dar continuidade à obra que tem como objetivo nos levar para o mesmo lugar: a Casa do Pai. Assim como Deus fortaleceu a Josué, Ele espera que nos animemos uns aos outros nesta jornada que não é fácil para ninguém. Imaginem que ao invés de acolhimento, Josué tivesse experimentado o desprezo de seus irmãos. Quão diferente e difícil seria o seu ministério! Ao invés disso, os filhos de Israel reconheceram nele alguém que havia sido escolhido por Deus para guiá-los em segurança para Canaã.

Como um povo que almeja ir para o mesmo lugar ao encontro do mesmo Senhor, que nossos ouvidos sejam sensíveis, à cada dia, à voz do Espírito Santo através do estudo diligente das Escrituras, e nossos olhos atentos para enxergarmos uns nos outros a nossa necessidade mútua de compreensão, compaixão e auxílio. “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos:” — disse Jesus — “se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Vigiemos e oremos!

Bom dia, discípulos de Jesus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Josué1 #RPSP

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Deuteronômio 34 – Comentado por Rosana Barros
19 de julho de 2022, 0:45
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“Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o Senhor houvesse tratado face a face” (v.10).

De uma aparição na sarça ardente à diálogos face a face, Moisés experimentou a mais íntima comunhão com Deus. O início de seu chamado, porém, não foi nada promissor. Tímido e amedrontado, por vezes procurou esquivar-se de sua missão alegando a sua notória incapacidade. Habituado à pacata vida como pastor de ovelhas, sua habilidade social era limitada à sua família e à família de sua mulher. Certamente, sua ida ao Egito após quarenta anos no deserto foi um desafio bem maior do que quando de lá havia fugido. Teria que encarar de frente o lugar de um passado que preferia esquecer.

Quarenta anos também foi o tempo em que guiou Israel pelo deserto. Como pastor, aprendeu a cultivar a mansidão, a paciência e o amor, e também a usar a vara da disciplina quando necessário. Mas nenhum dos rebanhos de ovelhas que guiou poderia ser comparado a Israel. Após tantos anos em cativeiro, muitos hábitos nocivos precisavam ser eliminados e o grande líder descobriria que teria de deixar algumas ovelhinhas pelo caminho e que nem sempre o amor do pastor é suficiente para manter a salvo as ovelhas que decidem se afastar da segurança do aprisco.

Que relacionamento pessoal e singular com Deus Moisés experimentou! Nem o seu pecado no deserto de Zim, que lhe tirou o direito de entrar em Canaã, o privou do privilégio de continuar comungando da presença pessoal do Senhor. Sua desobediência não lhe permitiu entrar na terra prometida, mas o seu arrependimento e submissão concedeu-lhe uma visão panorâmica de Canaã na companhia do próprio Deus e, uma surpresa, sem dúvida alguma, insuperável. Amparado por seu melhor Amigo, o maior profeta de Israel descansou. E assim como foi retirado do rio Nilo para uma vida terrestre de propósitos grandiosos, do coração da Terra, o Senhor o ressuscitou para propósitos eternos.

Na ocasião da transfiguração de Cristo, o próprio Moisés e também o profeta Elias, apareceram “falando com Ele” (Mt.17:3). Foi algo tão real, que Pedro se propôs a construir tendas para os profetas de Deus ali repousarem. No livro de Judas também encontramos a cena de um conflito entre Satanás e Miguel (que é Jesus) pelo corpo de Moisés (Jd.9). O que indica que em sua ressurreição, o diabo reivindicou Moisés para si por causa do seu pecado, mas, como desde a primeira batalha (Ap.12:7-9), o Senhor obteve a vitória, concedendo a Moisés a graça de desfrutar da Canaã celeste.

Amados, não há presente maior e melhor do que desfrutar da comunhão com Aquele que nos criou e que nos salvou. Andar com Deus, eis o segredo da felicidade que por tanto tempo o homem tem tentado obter pelos meios errados. Nem a sabedoria, nem a força, nem as riquezas podem preencher o espaço que foi criado para a habitação do Eterno. Porque o Senhor “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). Só em Jesus somos completos!

Foi no deserto de Zim que Moisés se deu conta de sua fraqueza e, quando mais se teve por indigno da graça divina, mais manifesta e real ela se tornou. Sua completa indignidade lançou a mais fulgurante luz sobre a graça revelada no plano da redenção. Ellen White escreveu: “Quando temos a compreensão de nossa fraqueza, aprendemos a confiar num poder que nos não é inerente […] Coisa alguma atinge tão plenamente aos mais íntimos motivos de conduta, como o sentimento do amor perdoador de Cristo” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.493).

Podemos até cometer algum deslize como Moisés, mas se estivermos em Cristo, e a Ele confessarmos o nosso pecado, Sua forte mão nos erguerá assim como ergueu Pedro das águas. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3). Busque esta intimidade diária com Deus e, como a história de Moisés, a nossa história jamais terá fim. Vigiemos e oremos!

Bom dia, amigos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Deuteronômio34 #RPSP

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Deuteronômio 33 – Comentado por Rosana Barros
18 de julho de 2022, 0:45
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“Esta é a bênção que Moisés, homem de Deus, deu aos filhos de Israel, antes da sua morte” (v.1).

Convocado pelo Senhor para subir ao monte Nebo, Moisés precisava despedir-se do povo que por tantos anos havia guiado e aprendido a amar como filhos. Não deve ter sido fácil para o idoso líder deixar para trás aquelas milhares de pessoas que tanto amava e pelas quais tantas vezes intercedeu. Um misto de sentimentos e recordações devem ter ocupado seus últimos instantes de vida nesta terra. Suas últimas palavras foram uma bênção especial à cada tribo de Israel. Como Jacó abençoou seus doze filhos (Gn.49), assim foi aflorada a paternidade de Moisés ao despedir-se dos filhos de Israel.

A bênção de cada tribo representava um pouco de sua história e de como cada uma assumiria uma função diferente em benefício de toda a nação. De Rúben a Aser, cumpria-lhes executar o que Deus havia estabelecido e viver em paz uns com os outros. As habilidades deveriam ser esquecidas ou as motivações egoístas abandonadas a fim de dar lugar à vontade de Deus, mas nem essas coisas poderiam afetar o propósito divino final. O papel central de cada tribo era o de exaltar o nome do Senhor e torná-lo grandioso entre as demais nações. Sobre este último discurso, Ellen White escreveu: “Pela última vez, Moisés achou-se na assembleia de seu povo. Novamente o Espírito de Deus repousou sobre ele, e na linguagem mais sublime e tocante pronunciou uma bênção sobre cada uma das tribos, finalizando com uma bênção sobre todas elas” (Patriarcas e Profetas, CPB, p. 344).

Semelhante à bênção dada às tribos de Israel, Deus possui uma bênção para cada filho Seu. Como membros do corpo de Cristo, somos chamados a elevar este corpo à estatura de um povo “cheio da bênção do Senhor” (v.23); que guarda a Sua Palavra e observa a Sua aliança (v.9). Contudo, como Laodiceia, corremos o risco de viver suas características como se fossem uma obrigação histórica a ser cumprida, quando, na verdade, é uma realidade que deve ser trocada por um coração no qual Cristo habita, através da constante e maravilhosa obra do Espírito Santo.

Tão perto como estamos do Grande Dia do Senhor, importa que o povo de Deus se coloque aos pés de Jesus e aprenda de Suas palavras (v.3). “Não há outro, ó amado, semelhante a Deus” (v.26), que, em Sua infinita misericórdia, nos concede a maior de todas as bênçãos: a salvação em Cristo Jesus. Portanto, “[povo] salvo pelo Senhor” (v.29), mesmo que ainda seja difícil dizer adeus para aqueles que amamos, lembremos que há uma bênção eterna reservada para nós ao lado dAquele que nos amou até à morte e morte de cruz (Fp.2:8).

Há uma promessa fiel e verdadeira para os filhos do Reino, apenas aguardando o tempo de seu cumprimento: “Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Is.35:10). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos do Reino Celeste!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Deuteronômio33 #RPSP

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Deuteronômio 32 – Comentado por Rosana Barros
17 de julho de 2022, 0:45
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“Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os Seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nEle injustiça; é justo e reto” (v.4).

Aproximando-se o dia de sua morte, Moisés recebeu do Senhor a incumbência de ensinar um cântico ao povo. Assim como lhe foi transmitida a canção, “Moisés pronunciou, integralmente, as palavras deste cântico aos ouvidos de toda a congregação de Israel” (v.1). O amor, o zelo e a fidelidade de Deus pelos filhos de Israel são exaltados e contrastados com o desprezo, a apostasia e a rebeldia do povo, que, consequentemente, redundariam em afastamento do Senhor.

Enquanto Deus os rodeava, cuidava e guardava como uma águia de seus filhotes; enquanto os cercava com Sua sebe e lhes dava o melhor da Terra; fartos e abastados, abandonaram o Seu Criador e desprezaram “a Rocha da sua salvação” (v.15). A letargia os conduziu à apostasia. Dominados por seus corações obstinados, de “porção do Senhor” (v.9) tornaram-se “raça de perversidade” (v.20); de filhos de Deus tornaram-se em “Suas manchas” (v.5). Um povo que ostentava a eleição divina, mas que rejeitava a Sua doutrina e a Sua Palavra (v.2).

Escrevendo aos coríntios, o apóstolo Paulo exaltou a importância dos exemplos da história de Israel como uma forma de advertência a “nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1Co.10:11). Paulo escreveu que Israel havia bebido da mesma fonte espiritual que os coríntios, “porque beberam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo” (1Co.10:4). Cristo, a Rocha, o “Eu Sou” (v.39), guardava Israel “como a menina dos olhos” (v.10), mas o povo O desprezou e dEle se esqueceu (v.18).

Aquele cântico tinha por finalidade despertá-los para o perigo das consequências de uma vida afastada de Deus e de Sua Palavra, e o quanto isso afeta a todos, principalmente às famílias (v.25). Estar em pé hoje não nos assegura que estaremos da mesma forma amanhã. Cada dia deve ser encarado como uma nova oportunidade de engrandecer “o nosso Deus” (v.3) e nEle andar. Confiar na própria espiritualidade é lutar com as armas erradas. Necessitamos, diariamente, nos revestir da armadura de Deus, e termos a nossa vida alicerçada em Cristo Jesus, a Rocha da nossa salvação.

Diante de uma “geração perversa e deformada” (v.5), o Senhor nos chama para proclamar as Suas palavras, aplicando-as ao coração e ordenando-as a nossos filhos (v.46). O Senhor não deseja um coral “louco e ignorante” (v.6), e sim um povo cuja vida manifeste o Espírito de Cristo. Ele não aceita a oferta externa de lábios de louvor, se estes não forem regidos por corações que O adorem “em espírito e em verdade” (Jo.4:23). Eis o que é bom e o que o Senhor pede de Seu povo: “que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq.6:8). Esta é a oferta de louvor que Deus espera que O prestemos. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, firmados sobre a Rocha!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Deuteronômio32 #RPSP

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Deuteronômio 31 – Comentado por Rosana Barros
16 de julho de 2022, 0:45
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“Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o Senhor, vosso Deus, é Quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará” (v.6).

Algumas das últimas palavras de Moisés foram especialmente dirigidas ao seu sucessor, Josué. Diante do imenso desafio de guiar um povo reiteradamente rebelde, e de enfrentar nações ímpias e cruéis, Josué precisava ter sua confiança em Deus fortalecida e seu coração preparado para lidar com as dificuldades que surgiriam. Ainda que avançado em dias, Moisés gozava de vigor e força e continuava sendo um grande líder perante Israel. A sua morte não só causaria grande comoção entre o povo, mas também desalento a Josué, que sentiria o demasiado peso de sua responsabilidade.

Não obstante as palavras de encorajamento do velho líder, o próprio Senhor dirigiu-Se a Josué com palavras de autoridade de um Deus que é fiel em tudo o que promete: “Sê forte e corajoso, porque tu introduzirás os filhos de Israel na terra que, sob juramento, lhes prometi; e Eu serei contigo” (v.23). Semelhante a Moisés, ele também enfrentaria muitas circunstâncias adversas, mas, em todas elas, seria cuidado por um Deus que, como prometido, jamais o deixaria. Ainda que Israel falhasse em instruir seus filhos conforme a orientação dada pelo Senhor às famílias (Dt.6:4-9), de sete em sete anos a leitura da lei a todo o povo seria um reforço necessário a fim de que pudessem ouvir, aprender, temer a Deus e cumprir “todas as palavras desta lei” (v.12).

A música tem um poder de influência tão forte sobre a mente, que não há meio mais eficiente de gravar informações de forma a sempre ativar a memória. Quando em minha fase escolar, por exemplo, aprendi uma música com equações matemáticas que me recordo até hoje. A onisciência de Deus a respeito da futura rebeldia de Israel não condicionou o povo a tal resultado, mas, em forma de cântico, o Senhor lhes deixou uma declaração de amor e uma advertência à ingratidão, que testemunharia contra eles (v.21). Todos os filhos de Israel deveriam aprender este cântico e transmiti-lo através das gerações.

Assim como Moisés sabia que após a sua morte o povo procederia corruptamente (v.29), Jesus sabia que após a Sua morte o Seu povo também passaria por tempos de grande crise espiritual, principalmente “nos últimos dias” (v.29). Mas aqueles que aceitarem o Seu convite de amor (Ap.3:20), muito em breve entoarão “o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro” (Ap.15:3). Aceite, hoje, o terno convite do Deus fiel que prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). Pois o “Senhor é Quem vai adiante de ti; Ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te atemorizes” (v.8). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, remanescente dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Deuteronômio31 #RPSP

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