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“Assim, alcançaram a sua herança os filhos de José, Manassés e Efraim” (v.4).
De todos os filhos de Jacó, certamente José teve uma vida de destaque. Sendo o primogênito do amor entre Jacó e Raquel, era o filho amado de seu pai e isso não era segredo para ninguém. Tal predileção, no entanto, lhe custou caras provações e anos de afastamento do seio de sua família. Mas Deus provou ter propósitos grandiosos na vida de José, que seriam estendidos à sua descendência. As tribos de Manassés e Efraim eram herdeiras não apenas de terras, mas de um histórico familiar de admirável prestígio.
Antes de morrer, Jacó abençoou seus netos na presença de José. A Efraim, porém, ergueu a mão direita como sinal de uma bênção superior. Como o foi com ele e Esaú, seria com os filhos de José, o mais moço seria maior do que o mais velho (Gn.48:19). Mas esta era uma bênção condicional, caso dessem ouvidos ao Senhor. Um grave erro foi então cometido pelos filhos de Efraim, mantendo em seu território os “cananeus que habitavam em Gezer” (v.10). A respeito disto, o próprio Deus questionou: “Que é isso que fizestes?” (Jz.2:2).
O Senhor havia sido bem claro a Israel com relação às nações de Canaã: “totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações […] pois elas fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a outros deuses” (Dt.7:2-4). A desobediência a esta ordem divina causou muito sofrimento às gerações futuras. Sofrimento que poderia ter sido evitado se apenas tivessem obedecido às ordens de Deus.
Acostumados a julgar pelo que vemos, muitas vezes nos precipitamos pensando que estamos fazendo algo bom, quando, na verdade, estamos prejudicando não apenas a nós mesmos, mas também a nossa família. Ficar com os moradores de Gezer como escravos soava melhor do que o trabalho de livrar-se deles. Permitiram assim que os costumes pagãos daquele povo fossem infiltrados no meio do povo de Deus e corrompessem as futuras gerações.
Hoje, corremos o mesmo risco, ou até pior. A tecnologia pode ser um instrumento a favor do evangelho, mas também pode ser uma arma letal quando utilizada visando fins egoístas. Estamos utilizando esta ferramenta para o avanço da obra de Deus apressando a volta de Jesus, ou ela tem sido um mal incontido infiltrando a cultura deste mundo dentro do nosso lar? Estamos tão perto de alcançar a herança prometida, amados! Seja esta a nossa oração: “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nEle” (Lm.3:24). Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Josué16 #RPSP
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“Esta, quando foi a Otniel, insistiu com ele para que pedisse um campo ao pai dela; e ela apeou do jumento; então, Calebe lhe perguntou: Que desejas?” (v.18).
Iniciou-se a distribuição de terras entre as tribos de Israel. A primeira a se apresentar foi a tribo de Judá, a qual Calebe pertencia. Tudo foi dividido “segundo as suas famílias” (v.12), de forma proporcional. A fim de avançar na conquista de sua porção, Calebe lançou um desafio que valia uma recompensa. O homem que fosse vitorioso, se casaria com sua filha Acsa. Otniel, sobrinho de Calebe, demonstrou muita coragem, mas também casou-se com uma mulher corajosa.
Acsa devia ser uma filha muito querida e amada. Seria desposada por um homem movido pela força do Senhor. E, como um pai zeloso, Calebe sabia que se sua filha casasse com um homem temente a Deus, este também a amaria com a própria vida. Sabemos que naquela época a mulher não tinha muita vez e nem tampouco voz ativa. Mas Acsa teve uma atitude corajosa, o que demonstra o grau de confiança que tinha na relação pai e filha. Isso está implícito na pergunta de Calebe: “Que desejas?” (v.18). Seu desejo era que seu pai lhe desse de presente fontes de água, e Calebe lhe deu “as fontes superiores e as fontes inferiores” (v.19).
Deus é nosso Pai. E como Pai, Ele espera ansioso por nosso pedido: “Dá-me um presente” (v.19). Calebe sabia exatamente o que dar à sua filha e deu muito mais do que ela esperava receber. Acsa aceitou o fato de casar-se com o escolhido não apenas pela vontade de seu pai terreno, mas de Seu Pai do Céu. Ela honrou a vontade de Calebe e consentiu com a vontade de Deus. O pedido de Acsa foi um pedido simples, mas grandioso. Ela pediu água e a recebeu em abundância.
Disse Jesus: “Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14). Quando vamos a Cristo, vamos também em direção ao Pai (Jo.8:19). Mas a atitude inicial de Acsa deve ser a nossa. Foi a de pedir água? Não. Foi a de aceitar a vontade do Senhor para a sua vida. Quando a mulher samaritana teve um encontro com Cristo no poço, antes de receber da Água viva, ela creu e manifestou a sua fé fazendo o que Cristo lhe mandou fazer. Semelhantemente, quando aceitamos a Cristo primeiro como Senhor e dEle nos tornamos servos, Ele nos atende na condição de filhos.
Eis o convite do Salvador para nós, hoje: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Aceite, agora, a oferta das fontes superiores do Céu e Ele fará de você “uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai do Céu!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Josué15 #RPSP
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“Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate, tanto para sair a ele como para voltar” (v.11).
Ao dar início à divisão das terras entre às nove tribos e meia de Israel, “Calebe, filho de Jefoné” (v.6), lembrou a Josué da promessa do Senhor dada a eles dois, tendo em vista a fidelidade deles em Cades-Barneia, quando relataram com ânimo e coragem a experiência de espiar Canaã. Com oitenta e cinco anos de idade, Calebe assegurou possuir a mesma saúde e a vitalidade de quarenta e cinco anos atrás. A sua perseverança em seguir ao Senhor lhe rendeu não apenas uma herança, mas também longevidade e qualidade de vida para dela desfrutar.
Calebe era conhecedor que mesmo recebendo uma porção por herança, esta deveria ser conquistada pelo poder de Deus, unido ao seu esforço pessoal: “o Senhor, porventura, será comigo, para os desapossar, como prometeu” (v.12). Com a bênção e aprovação de Josué, Calebe avançou para a conquista, e “Hebrom passou a ser de Calebe […] visto que perseverara em seguir o Senhor, Deus de Israel” (v.14). Gigante na fé, Calebe conquistou um território de gigantes. “E a terra repousou da guerra” (v.15).
O testemunho de Calebe é para nós hoje como uma mola propulsora para grandes conquistas. Ele não simplesmente esperou receber o cumprimento da promessa, mas porque confiou, agiu. Os mesmos gigantes que os primeiros dez espias viram e temeram, não intimidaram aquele que tomou a firme resolução de seguir ao Senhor e nisso perseverar. Pelo pecado da maioria, Calebe teve de aguardar 45 anos até ver o cumprimento da promessa, mas em momento algum duvidou que ela chegaria e que Deus lhe concederia a alegria de desfrutá-la.
Talvez, como Calebe, você já esteja aguardando a derradeira promessa há 45 anos ou até mais do que isso, e provavelmente você não sinta mais a vitalidade da juventude. Contudo, a promessa do Senhor para os perseverantes permanece: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (1Co.15:53).
Cristo vem! “Estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6). Que sejamos encontrados na mesma condição de Calebe, perseverando em seguir ao Senhor, nosso Deus e confiando em Suas promessas. E, muito em breve, a Terra repousará da guerra e nós estaremos a salvo para sempre. Vigiemos e oremos!
Bom dia, perseverantes de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Josué14 #RPSP
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“Distribui, pois, agora, a terra por herança às nove tribos e à meia tribo de Manassés” (v.7)
A trajetória de combates de Israel incluía a completa entrega de dois líderes que aprenderam a amar a Deus e aos seus irmãos na escola do deserto: Moisés e Josué. No tempo determinado, o próprio Deus acompanhou Moisés ao lugar de sua morte e Ele mesmo o sepultou. De forma semelhante, quando avançado em dias, Josué foi avisado pelo Senhor de que em breve descansaria. Seu labor logo acabaria. Era necessário, porém, que deixasse tudo em ordem antes de seu repouso. Mesmo que houvesse muita “terra ainda não conquistada” (v.2), Josué deveria dividir Canaã entre as tribos de Israel, “segundo as suas famílias” (v.29).
Estava praticamente chegando ao fim toda a geração que havia saído do Egito. Israel estava prestes a conquistar por completo a terra que Deus prometeu a seus pais, Abraão, Isaque e Jacó. A região em que os patriarcas foram peregrinos, aquela geração estava prestes a declarar como sua. A glória de Israel, acesa na tocha do “assim diz o Senhor”, foi para alguns luz que iluminava o caminho para Deus, e, para outros, fogo indesejável, pois condenava os pecados os quais não queriam abandonar. O Senhor desejava fazer de Sua nação eleita “coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15). A impiedade das nações que habitavam Canaã havia enchido o cálice da ira de Deus; isso não definia, contudo, o caráter pessoal da obra divina. O Senhor estava à procura de Suas ovelhinhas em apriscos diferentes, assim como foi com Raabe em Jericó.
O trágico fim de “Balaão, filho de Beor, o adivinho, com outros mais que mataram” (v.22), ilustra uma realidade que muitos têm se recusado a aceitar. A obra de Deus se faz por amor, não por preço. Balaão monetizou o que o Senhor havia dito para rejeitar. E mesmo após Deus falar com ele, fazer uma jumenta falar e, através dele, proferir bênçãos ao Seu povo, Balaão é o retrato genuíno da ganância. Se houvesse aliado ouvir com obedecer, como foi com Moisés e Josué; se houvesse aceitado unir-se a Israel em sua peregrinação à terra da promessa, certamente não teria se perdido com os perversos de Canaã.
Tanto Moisés quanto Josué eram homens como nós, sujeitos aos mesmos sentimentos (Tg.5:17), que experimentaram dores, aflições e a mais árdua batalha contra o próprio eu. Mas jamais perderam de vista o Anjo do Concerto. Tinham plena confiança e firme convicção de que Deus cumpriria as Suas promessas para com Israel. Moisés foi o líder da libertação e do deserto. Josué foi o líder das batalhas e das conquistas. Ambos assumiram suas funções conscientes de suas limitações e, buscaram caminhar nas veredas traçadas por Deus para propósitos eternos. Só o Céu revelará a grandiosidade de suas histórias e o quanto elas têm sido instrumentos divinos para encaminhar muitos a Cristo.
Você deseja ouvir a voz do Senhor? Deseja chegar no lugar que Ele nos prometeu? Então você e eu precisamos, todos os dias, não perder o Mapa Sagrado de vista. A Bíblia contém preciosos avisos, advertências, conselhos e ordens que, se cridos e obedecidos, geram bem-estar, contentamento e esperança. Ela é a fonte segura da vontade divina. É a verdade que nos santifica, fortalece e aperfeiçoa (Jo.17:17; Rm.10:17; 2Tm.3:17). É a carta de alforria a um mundo que estava condenado à escravidão do inimigo. É a voz divina nos dizendo em linguagem humana: “Eu amo vocês!”. Por favor, não percam essa preciosa verdade de vista! Não permitam que Satanás os fira de cegueira a ponto de não perceberem quão perto estamos de chegar em casa! Não desprezemos a palavra profética, como fez Israel no passado: “Porque deixaram a Minha lei, que pus perante eles, e não deram ouvidos ao que Eu disse, nem andaram nela” (Jr.9:13).
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Não saberemos o que, de fato, significa essa perseverança se não buscarmos olhar e imitar o Único que a praticou com perfeição, sem pecado: Jesus Cristo. Assim como Moisés e Josué, Balaão ouviu a voz de Deus, testemunhou milagres e proferiu as palavras do Senhor, mas lhe faltou a perseverança. Não permita que seus desejos pessoais desviem os seus olhos da oferta divina para a oferta do inimigo. Entregue, agora, a sua vida nas mãos dAquele que é especialista em transformar barro em ouro refinado. Permita que o Espírito Santo realize esta boa obra até que esteja pronta para receber “a sua herança” (v.14). Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Josué13 #RPSP
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“São estes os reis da terra, aos quais os filhos de Israel feriram […]” (v.1).
Este capítulo apresenta o relato das conquistas de guerra tanto de Moisés quanto de Josué. “Moisés, servo do Senhor” (v.6) e os filhos de Israel feriram dois reis: Seom, rei dos amorreus e Ogue, rei de Basã. Já sob a liderança de Josué, Israel feriu trinta e um reis. Mas para que deixar registradas as vitórias alcançadas? Porque Deus faz questão de mostrar as vitórias de Seus filhos quando estes confiam e se submetem a Ele. Como poderia um povo não acostumado com a guerra, despreparado, com armamento muito aquém dos povos que habitavam em Canaã, muito inferior em número, obter vitória após vitória? Somente pelo poder de Deus! “O Senhor os entregou nas mãos de Israel” (Js.11:8). E as cidades mais suntuosas e poderosas da época foram reduzidas a montões de ruínas.
Todo filho de Deus possui batalhas para enfrentar. Todo aquele que busca servir ao Senhor de coração encontra resistência, conforme advertiu o apóstolo Paulo: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Israel teve provada a sua fé em cada conflito enfrentado. O Senhor permite que sejamos lançados na fornalha, mas Ele nos promete três coisas se nEle confiarmos: Primeiro, Ele promete estar conosco (Mt.28:20). Segundo, promete nos livrar no fogo (Is.43:2). Terceiro, Ele promete que a fornalha tem prazo de validade limitado, resultando em uma recompensa eterna : “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co.4:17).
Não sei quais são os “reis” ou “fornalhas” que você está enfrentando neste momento, mas conheço o Deus que transforma grandes reinos em cinzas, e fornalhas em lugares de encontro com Cristo. Creia no Deus que não dorme! “Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará Aquele que te guarda. É certo que não dormita, nem dorme o Guarda de Israel” (Sl.121:3-4). Confie em Deus. Deposite nEle a sua força. Como Moisés e Josué, seja um bem-aventurado: “Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti” (Sl.84:5). Apegue-se ao Pai! Ele ama você!
Estamos vivendo em momentos decisivos. Como nos dias de Noé, o “Espírito [de Deus] não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Acima de guerras entre nações, os conflitos de Israel tinham o objetivo de erradicar o pecado de Canaã. Não era desejo do Senhor que aquelas multidões perecessem, mas apegando-se ao mal, foram destruídas com ele. Que nas horas finais deste grande conflito, façamos parte do exército do Deus vivo, um exército que tem “tudo em comum” (At.2:44). “Estejam preparados. Vocês lutam contra algo muito maior que vocês. Aceitem toda a ajuda que puderem, toda arma que Deus providenciou, para que no fim da batalha vocês ainda estejam de pé” (Ef.6:13, Bíblia A Mensagem). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, exército militante do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Josué12 #RPSP
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“Como ordenara o Senhor a Moisés, Seu servo, assim Moisés ordenou a Josué; e assim Josué o fez; nem uma só palavra deixou de cumprir de tudo o que o Senhor ordenara a Moisés” (v.15).
Desde Jericó, o Senhor provou a Israel a Sua fidelidade, concedendo-lhe uma vitória após outra. De forma espantosa, o jovem exército de Israel avançava com a poderosa e inabalável guia do Senhor dos Exércitos. O incidente em Ai não foi capaz de abalar a fé e a força de um povo que contemplou a queda sobrenatural dos muros de Jericó, e, sob a ameaça das ímpias nações, unidas no intuito de destruir o povo que julgavam ser um intruso, Israel continuou avançando na certeza da vitória em o nome do Senhor, seu Deus, para conquistar a terra de seus antepassados.
Outra união entre nações aconteceu. Desta vez, porém, a Bíblia contabiliza “muito povo, em multidão como a areia que está na praia do mar, e muitíssimos cavalos e carros” (v.4). Eram milhares a mais do que o exército de Israel, com forças bélicas melhor equipadas e capacitadas. Josué tinha tudo para temer. Tudo contribuía para que os exércitos de Israel recuassem. Até que novamente, a voz que transmite vida falou a Josué: “Não temas diante deles” (v.6). No dia seguinte, o “Senhor os entregou nas mãos de Israel” (v.8), pois, assim como Faraó, aquelas nações rejeitaram os apelos divinos, tendo seus corações endurecidos para qualquer tipo de arrependimento.
A natureza humana grita a corrupção. O pecado nos tornou maus e irreconciliáveis. Não há nada em nós que possamos aproveitar como meio de salvação. O nosso coração é enganoso, “e desesperadamente corrupto” (Jr.17:9). E a menos que reconheçamos a nossa condição e completa necessidade da graça de Cristo, prosseguimos enganando-nos a nós mesmos, fingindo estar tudo bem quando sabemos que não está.
A dureza de coração não sobrevém de um dia para o outro, ela é acariciada pelo ego que não admite depender de Deus. A obediência de Josué contrastava com a impiedade dos povos cananeus, que, rejeitando um longo período de misericórdia, colheram a própria ruína. Uma coisa ficou bem clara: não foi a força de Israel que derrotou seus inimigos, mas o Senhor os entregou em suas mãos. Diante desta verdade, gosto muito desta tradução do Salmo 46:10, na Nova Versão Internacional, que diz: “Parem de lutar! Saibam que Eu sou Deus”.
O mesmo Deus luta por nós hoje, e a única coisa que Ele nos pede é o nosso coração (Pv.23:26), para que possa purificá-lo, transformá-lo e torná-lo habitação do Espírito Santo. Eis a perfeita obra que Ele deseja realizar em nossa vida: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (Ez.36:26-27). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, corações segundo o coração de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Josué11 #RPSP
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“Não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, tendo o Senhor, assim, atendido à voz de um homem; porque o Senhor pelejava por Israel” (v.14).
O rei de Jerusalém, sabendo que Gibeão havia feito paz com Israel, “temeu muito; porque Gibeão era cidade grande […] e todos os seus homens eram valentes” (v.2). Então, criou uma espécie de “organização das nações unidas” com mais quatro reis a fim de irem pelejar contra os gibeonitas. Eu diria que, muito mais do que valentes, os gibeonitas foram espertos, pois provaram que o uso da inteligência vale mais do que a valentia. Ao fazerem um acordo de paz com Israel, teriam o exército do Senhor a favor deles. E cercados pelas forças bélicas daquelas nações, pediram a ajuda a Josué que, prontamente, convocou todos os homens de guerra em favor dos gibeonitas.
Percebendo que o conflito se estenderia, Josué clamou pela intervenção divina. Resultado: “O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro” (v.13). A Bíblia relata que jamais houve dia semelhante a este (v.14). O Rei do Universo atendeu a um pedido inusitado de um simples homem servo. O sol não deixou de dar a sua claridade quando em horas de escuridão. Deus é o Sol da Justiça! Ele deseja fazer em nossa vida exatamente o que fez na vida do Seu povo. Como fez Josué, o Senhor só aguarda o nosso pedido. Quantas vezes nos encontramos em situações em que tudo parece escuro e o que mais desejamos é encontrar uma luz no fim do túnel. Amados, Deus não deseja ser apenas uma luz no fim do túnel em nossa existência. Ele deseja brilhar em nós como o sol, dissipando todas as trevas. Pois onde Deus prevalece, a escuridão desvanece!
O Senhor não atendeu ao pedido de Josué porque ele era mais especial do que os outros. Mas porque, antes de ser líder de Israel, Josué era servo de Deus, fazendo tudo “como ordenara o Senhor, Deus de Israel” (v.40). Isto não significa que tudo quanto pedirmos, Deus nos atenderá conforme à nossa vontade. E sim, que aquele que deposita a sua confiança em Deus e busca servi-Lo, terá sempre a firme segurança de que Ele está no controle de todas as coisas. O apóstolo Paulo sofria com “um espinho na carne” (2Co.12:7) e, por três vezes, pediu a Deus que o livrasse daquele infortúnio. Mas, apesar de ter sido negado o seu pedido, a resposta de Jesus lhe foi suficiente: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12:9).
Até as lutas e provas desta vida são usadas em nosso favor, para fortalecer a fé, confirmar a perseverança, moldar o caráter e nos levar a reconhecer a nossa total dependência de Deus. Como escreveu Tiago: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). Josué, em sua fraqueza, foi perseverante. Paulo, em sua fraqueza, perseverou. O chamado de Deus para nós, hoje, não é diferente: “A Minha graça vos basta”, nos diz Jesus. “Sede, pois, perseverantes e Eu brilharei em vocês, ainda que nas mais densas trevas”.
Acredite: a nossa vida nas mãos de Cristo é transformada na mais clara luz, para a glória do Pai. “Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti” (Is.60:1). Vigiemos e oremos!
Bom dia, luz do mundo!
Rosana Garcia Barros
#Josué10 #RPSP
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“Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao Senhor” (v.14).
Após as conquistas contra Jericó e contra Ai, Israel tornou-se prova inequívoca de que os boatos acerca dele eram verdadeiros e que era só uma questão de tempo conquistar toda a terra de Canaã. Sabendo disso, os reis das nações daquele lugar se uniram para pelejar contra os israelitas (v.2). Porém, houve um povo que usou “de estratagema” (v.4) para enganar a Israel e livrar-se da destruição. A estratégia dos gibeonitas era fazer com Israel uma aliança, fingindo ser um povo “de uma terra mui distante” (v.9). E esta aliança uma vez firmada não poderia ser revogada. E assim se fez. Josué e os príncipes de Israel não consultaram a Deus para firmar o juramento e, quando descobriram a verdade, já era tarde demais; não pelo fato de envolver um acordo entre homens, mas um juramento que envolvia o nome do Senhor.
Quando lemos este capítulo, dá a entender que o povo de Canaã não era apenas conhecedor dos milagres de Deus, mas de Suas leis também. Podemos notar que os gibeonitas sabiam muito bem o que estavam fazendo e que, ainda que fossem desmascarados, estariam debaixo de um juramento solene e imutável. Foi assim que suas vidas foram preservadas e passaram a assumir a condição de servos em Israel (v.27). O pouco conhecimento que tinham acerca de Israel e de suas leis lhes preservou a vida. “Pois o povo que não tem entendimento corre para a sua perdição” (Os.4:14). Assim diz o Senhor: “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os.4:6).
O conhecimento segundo a Bíblia é chamado de verdade. Cristo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6). Também está escrito: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Ou seja, através do conhecimento das Escrituras conhecemos a Jesus e este conhecimento (que é a verdade) nos liberta do pecado. É uma sequência lógica e salvífica. Lutar com as nossas próprias forças só nos levará ao mesmo fim que teve Jericó e Ai: perdição. O desejo do Senhor para com Israel é o mesmo que Ele tem para conosco hoje. Que não busquemos a nossa própria vontade, e sim “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Então, Ele mesmo nos dirá: “Porque esta é a aliança que firmarei com você […] diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as Minhas leis, também no coração lhas inscreverei, Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo […] porque todos Me conhecerão” (Jr.31:33,34).
Na maioria das vezes, Jesus introduzia Seus ensinamentos com a expressão: “Em verdade, em verdade vos digo”; demonstrando por Suas palavras a essência de Seu caráter. Cristo é a própria verdade e Ele deseja revelar-Se a nós; por isso nos deixou a Sua Palavra. Vimos que é por falta de conhecimento que muitos perecem. E “não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos” (Mt.18:14). Portanto, prossigamos em estudar a Palavra de Deus, pedindo que o Espírito Santo continue nos guiando “a toda a verdade” (Jo.16:13), e ainda que o inimigo se manifeste com suas disfarçadas estratégias, não seremos enganados. Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que conhecem a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Josué9 #RPSP
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“Palavra nenhuma houve, de tudo o que Moisés ordenara, que Josué não lesse para toda a congregação de Israel, e para as mulheres, e os meninos, e os estrangeiros que andavam no meio deles” (v.35).
O mesmo povo que há pouco havia perseguido os homens de Israel e os derrotado por causa do pecado de Acã, agora teria a sua cidade tomada e destruída sob a liderança do Senhor dos Exércitos. Desta vez, Deus concedeu a Israel dos despojos da guerra. Josué então elaborou uma estratégia de combate que fez com que os inimigos caíssem em suas mãos. No versículo quatro, ele disse aos homens: “todos estareis alertas”. Ao lermos este relato, percebemos que seguir esta ordem foi fundamental para a conquista da vitória. Estar alerta, ficar atento, fez toda a diferença para o povo. Uma orientação tão útil e necessária, hoje, quanto o foi no passado.
Quando a Bíblia diz que devemos temer a Deus e guardar os Seus mandamentos, está implícita a ordem: “todos estareis alertas”! Mas alertas para quê? Para não nos encontrarmos na situação dos moradores de Ai, que “não puderam fugir nem para um lado nem para outro” (v.20). Foram facilmente enganados pelos israelitas, porque, confiantes na conquista anterior, ficaram autoconfiantes. O engano só acontece quando não conhecemos a verdade. Uma nota de trinta reais não engana ninguém simplesmente porque não existe, mas, a menos que conheçamos muito bem uma nota de cinquenta reais, a sua falsificação pode passar despercebida. Cristo mesmo nos advertiu: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito! […] Portanto, vigiai […] ficai também apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt.24:24, 25, 42 e 44).
Estes alertas de Cristo são especialmente para o tempo que antecede a Sua segunda vinda, ou seja, para os nossos dias. A mesma renovação da aliança do Senhor feita pelo povo (v. 31), Cristo espera que façamos com Ele diariamente. Cada dia é uma nova oportunidade que recebemos para renovarmos a nossa vida com Quem selou a Sua aliança com o próprio sangue. O Seu amor que salva e a Sua verdade que liberta está à disposição de todo aquele que crê. Precisamos estar atentos à Sua Palavra. Não abandonemos a nossa torre de vigia! Diante de nós está “a bênção e a maldição” (v.34). “Palavra nenhuma houve” (v.35), relevante para a nossa salvação, que o Senhor nos ocultasse. “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7).
Somente por meio das Escrituras e de uma vida de oração e testemunho, podemos nos manter alertas contra os enganos do inimigo. Assim como “toda a congregação” parou para ouvir a Palavra do Senhor (v.35), o chamado de Deus é o mesmo para nós, hoje: Pare, ouça, obedeça e esteja atento! Precisamos ser “sóbrios e vigilantes”, pois, “o diabo, [nosso] adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Portanto, vigiemos e oremos!
Bom dia, vigias do Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Josué8 #RPSP
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“Dispõe-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: Há coisas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimigos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as coisas condenadas” (v.13).
Antes do Senhor entregar Jericó nas mãos dos israelitas, Josué foi muito claro ao dizer: “Tão somente guardai-vos das coisas condenadas […] e assim torneis maldito o arraial de Israel e o confundais” (Js.6:18). Ou seja, o povo não poderia levar para si os despojos daquela cidade — exceto do que o Senhor ordenou para o Seu tesouro — provavelmente pela idolatria e licenciosidade que ali existia. Porém, Acã, da tribo de Judá, “tomou das coisas condenadas […] [e] a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel” (v.1). A desobediência daquele homem provocou o luto de cerca de 36 famílias que perderam seus homens na trágica batalha contra a cidade de Ai.
Confesso que ao ler o capítulo de hoje, fiquei muito triste pela situação. É difícil aceitar que por causa do pecado de uma pessoa todo o povo fosse prejudicado e toda uma família perecesse. São chocantes os versos que descrevem a condenação de Acã e de sua família (v.24-25). Mas não foi assim que o pecado entrou no mundo? “Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores” (Rm.5:19)? Isto me leva a uma conclusão muito séria: as minhas escolhas têm consequências que não se restringem apenas a mim. Elas podem provocar muita dor e tristeza a outros também.
Israel foi à luta e voltou derrotado por causa do pecado de Acã. Não pense que o que você faz de errado só gera consequências pessoais. Alguém que faz do seu corpo um comércio, por exemplo, pode pensar: “Faço do meu corpo o que eu quiser, e isso é problema meu!” Não é, filho(a)! O problema é seu e da pessoa que engana o seu cônjuge e do cônjuge traído; é seu e de alguém que adquiriu de você uma doença venérea; é seu e do indivíduo que lhe pagou e deixou a família a passar necessidade. Um pai ou uma mãe também podem pensar: “O filho é meu e educo como quiser. Ninguém tem nada a ver com isso!” Tem sim, papai e mamãe! Não vivemos dentro de uma redoma, vivemos em sociedade. E nossas palavras e nossas ações influenciam e muito nossa família e todo o meio em que vivemos.
Querer se eximir da responsabilidade foi o que fez Acã, a ponto de permitir que Deus mandasse convocar tribo por tribo, família por família e homem por homem, até, finalmente, chegar ao culpado. Se o Senhor simplesmente o tivesse castigado sem que Acã confessasse, ou sem as provas de sua desobediência, colocaria em dúvida o Seu julgamento justo. O mais triste de tudo é que Acã envolveu sua família naquela trama, trazendo ruína à toda a sua casa. Meus amados, precisamos atender à advertência do apóstolo Paulo: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2Co.13:5). Deus ordenou mais uma vez que Seus filhos se santificassem: “Santificai-vos para amanhã” (v.13). Deus deu a Acã um dia inteiro de prazo para se arrepender e confessar o seu pecado, mas ele não o fez. Permitiu que a desconfiança tomasse conta de todo o povo e não temeu o Deus que tudo vê.
Deus é misericórdia! Ele nos oferece oportunidades de arrependimento e confissão. E Ele nos apela, hoje: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). O Senhor nos diz como disse a Josué: “Levanta-te! Porque estás prostrado assim sobre o rosto?” (v.10). Israel havia pecado e violado a aliança do Senhor (v.11). Não adianta chorar e se lamentar, quando você sabe o que é preciso fazer e não o faz. Infelizmente, Acã não confessou o seu pecado em atitude de arrependimento. Encurralado num constrangimento que ele mesmo provocou, ele só pôde admitir o que fez.
Tome, agora, a firme decisão que tomou Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15). Porque, por um só homem entrou o pecado no mundo, mas graças a Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, porque por causa da Sua obediência, “muitos se tornarão justos” (Rm.5:19). “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co.10:12), pois a sua queda pode significar a queda da sua família e de muitas outras pessoas. Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos da misericórdia de Deus!
Rosana Garcia Barros
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