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“O Senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o Senhor, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas” (v.6).
A presença de Deus no meio do Seu povo não era um privilégio limitado ao santuário, mas do santuário para cada coração disposto a amá-Lo. Os sacerdotes eram mediadores entre Deus e os filhos de Israel, mas não eram os únicos detentores das Escrituras. Todas as palavras da Lei deveriam ser ensinadas e guardadas no coração, sendo transmitidas de geração em geração. Este era o plano divino para Israel a fim de permanecer no meio dele, e continua sendo o propósito de Deus para cada família de Seu último povo na Terra.
A misericórdia do Senhor foi ofertada não apenas a indivíduos, mas às famílias, como está escrito: “tu e teus filhos” (v.2). O Seu desejo era reunir novamente as famílias de Israel como um só povo e nelas cumprir a aliança feita a seus pais, “Abraão, Isaque e Jacó” (v.20). E, continuamente, o chamado para que o homem dê ouvidos à voz de Deus é reforçado e colocado como um dos passos mais importantes na direção da bênção e da vida. Ouvir é um dos verbos mais recorrentes da Bíblia Sagrada e, em um mundo barulhento, o maior desafio do cristão.
Com base nos direitos humanos, a maioria das nações mundiais promulga suas leis na tentativa de amenizar o sofrimento, punir o transgressor e exaltar a justiça. Dentro deste contexto, percebemos que os lugares onde estas leis são respeitadas as pessoas vivem mais e melhor. Em contrapartida, onde há crime e impunidade, há injustiça e revolta. Não é diferente com relação à Lei do Senhor. Em obedecê-la está “a vida e o bem”; em transgredi-la, “a morte e o mal” (v.15). Simples assim. Porque o mandamento do Senhor “não é demasiado difícil, nem está longe de [nós]” (v.11).
Sobre isso, o apóstolo João escreveu: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (1Jo.5:3). Mesmo que não saibamos de cor, por exemplo, os dispositivos do Código Penal Brasileiro, todos sabemos que matar, roubar, ou cometer qualquer dos crimes ali elencados é passível da aplicação das penas ali também estabelecidas. Hoje, nós temos a Bíblia à nossa disposição, onde está contida toda a vontade de Deus para o nosso bem-estar e de nossa família. O que temos feito desse tesouro sagrado?
Não basta ser um mero conhecedor das Escrituras, mas permitir que o Senhor remova do nosso coração tudo aquilo que nos impede de ouvi-Lo e conhecê-Lo. À semelhança do antigo Israel, hoje, Deus nos propõe “a vida e a morte, a bênção e a maldição”, e o Seu Espírito nos apela fortemente: “escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (v.19). Eis os passos que guiarão você e sua casa para o Lar eterno: “amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele” (v.20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias vitoriosas em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio30 #RPSP
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“As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (v.29).
Certa vez estive com minha família em um museu com algumas peças originais e réplicas da história egípcia, da antiga cidade de Pompeia e também dos povos de Canaã. A esmagadora maioria dos objetos eram esculturas dos deuses destes povos politeístas. É incrível observar nos detalhes o quanto eles investiam nisso os melhores materiais e a melhor mão de obra, principalmente no Egito, onde o ouro era a principal matéria-prima. Diante disso, dá para entender que o derramamento das dez pragas sobre aquela nação não foi apenas para libertar Israel, mas também para deixar bem claro que só há um Deus verdadeiro e digno de toda a adoração.
A aliança de Deus com “Abraão, Isaque e Jacó” (v.13) superou todas as circunstâncias adversas e chegou até aquela geração que estava prestes a entrar e tomar posse de onde havia sido o lar de seus patriarcas. O teor do quarto discurso de Moisés exigia a presença de “todo o Israel” (v.2), e a série de repetições da palavra “hoje”, o símbolo de um tempo que representa o chamado diário de Deus a Seus filhos. Como sobreviventes do Egito e do deserto, os filhos de Israel já tinham visto as abominações e os ídolos tanto da terra do cativeiro quanto das nações pelas quais tiveram que passar, além das consequências da perversidade daqueles povos.
Assim como a permanência de qualquer descendente dos povos cananeus poderia afetar a integridade de Israel a longo prazo, ignorar a impiedade que surgisse no meio do próprio povo também seria como uma raiz que produziria “erva venenosa e amarga” (v.18). Por isso a importância do “hoje”, a necessidade de uma renovação diária da aliança com o Senhor. Aquele que busca ao Senhor diariamente, de todo o coração, não se torna imune a tropeçar e cair, mas certamente, terá uma forte destra sempre disposta a levantá-lo e relembrá-lo da nova aliança assinada com o sangue do Cordeiro.
“[Assim] como foi a destruição de Sodoma e Gomorra” (v.23), Deus derramará a Sua ira sobre este mundo mau a fim de erradicar para sempre o pecado (Ap.20:9). Este fim, contudo, não foi destinado à humanidade, ele foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). Mas como seres livres, e recusando a graça e as vestes da justiça de Cristo, muitos receberão sobre si o mesmo castigo. Que não haja no meio de nós “homem, nem mulher, nem família […] cujo coração, hoje, se desvie do Senhor” (v.18). Que nenhum ídolo deste mundo ocupe em nossa vida o lugar que só a Deus pertence. “Guardai, pois, as palavras desta aliança e cumpri-as, para que prospereis em tudo quanto fizerdes” (v.9).
Existem, hoje, mistérios que não conseguimos compreender de fato, mas o Senhor nos deixou revelado em linguagem humana o suficiente para que possamos conhecê-Lo e encontrar a salvação. E isso é uma bênção que devemos compartilhar, principalmente com nossos filhos, e que será o tema inesgotável da eternidade: Como o Rei do Universo aceitou tornar-Se um de nós e tomar sobre Si o castigo que nos pertencia? Quer você entender esse amor e ter respondidos os seus mais íntimos questionamentos? Então, continue estudando a Bíblia em oração, conhecendo e prosseguindo em conhecer ao Senhor. E Ele nos revelará o que precisamos saber, como está escrito: “Invoca-Me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jr.33:3). Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor eterno!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio29 #RPSP
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“Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos” (v.2).
O terceiro discurso de Moisés faz uma clara distinção entre a bênção e a maldição, o bem e o mal, a vida e a morte. Movidos por escolhas, todos os dias precisamos tomar decisões que, pequenas ou grandes, definem os resultados. Deus deixou a Seu povo leis e estatutos que, se fielmente cumpridos, fariam de Israel uma nação próspera e feliz. Por outro lado, a desobediência resultaria em grande caos e ruína.
Desde a primeira queda, os resultados do pecado revelaram o seu salário (Rm.6:23). Sofrimento, dor, tristeza e morte envolveram o mundo que havia sido criado com a mais perfeita harmonia. Da primeira folha a cair no chão ao primeiro homicídio, tudo passou a revelar a terrível face da morte. Ainda que a natureza fale de Seu Criador, ela também nos lembra que o pecado tornou o tempo de vida nesta terra limitado. Os filhos de Israel receberiam das mãos de Deus uma terra de delícias, mas, diferente da queda do casal edênico, precisavam assumir uma atitude de obediência a fim de desfrutar das bênçãos do lugar prometido.
As mesmas bênçãos estão à nossa disposição hoje, assim como as maldições continuam a vigorar na vida de quem ignora as instruções divinas. Obediência redunda em bênção e vida, enquanto a desobediência gera maldição e morte. Há, contudo, uma falsa obediência, ou aparência de piedade, tão perigosa quanto a desobediência. Muitos há que têm confundido e oprimido os filhos de Deus com ideias fanáticas e fora do contexto divino. Alegando neles não haver pecado, tomam para si uma conquista que apenas Cristo obteve. Sobre esta perigosa influência, Ellen White advertiu:
“Provai tudo antes que seja apresentado ao rebanho de Deus. […] Em mensagens que pretendem ser do Céu serão feitas expressões ilusórias, e se a influência dessas coisas for aceita, ela conduzirá a movimentos exagerados, planos e maquinações que introduzirão as próprias coisas que Satanás quer que se generalizem — um espírito estranho, um espírito imundo, sob as vestes de santidade; um espírito forte para dominar tudo. Entrará o fanatismo, e estará tão mesclado e entretecido com as operações do Espírito de Deus, que muitos aceitarão tudo isso como proveniente de Deus, sendo assim enganados e desencaminhados” (Mensagens Escolhidas, v.3, p.403).
A verdadeira obediência tem o amor como sua essência, pois está escrito: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). Compete a nós viver esse amor, e ao vivê-lo, transmiti-lo a outros mediante o Espírito de Cristo. O orgulho, o espírito de acusação e a introdução de teorias que em nada podem ser comparadas com o puro, reto e amável exemplo de Cristo, devem ser completamente rejeitados. Sim, a obediência é resultado da salvação, e não o contrário. Primeiro, Deus libertou a Israel do Egito, e só então, proclamou a Sua Lei no Sinai. Primeiro Cristo nos oferece o Seu perdão, depois nos convida a segui-Lo. Trata-se, portanto, de um chamado, e não de uma imposição.
Sabem, amados, existem muitos princípios que Deus, por meio de Sua Palavra, instituiu para que os guardássemos. São princípios de saúde, de modéstia cristã, de educação, de comportamento, enfim, princípios que, se obedecidos de todo o coração e alma só nos geram benefícios. Mas de nada adianta apresentá-los sem que antes haja uma entrega pessoal de nossa parte. Se o amor de Cristo não for a razão de nossa obediência, ela não passa de hipocrisia. Conhecer a Deus consiste na caminhada de toda uma vida com Ele, e não em um encontro apenas. Deus não deixou escrito os resultados da desobediência para nos intimidar, mas como uma descrição real do que significa andar neste mundo sem Ele.
Precisamos esquadrinhar a Palavra de Deus como nunca antes; como em busca de um grande tesouro. Nela está a segurança que precisamos para identificar o erro e obter poder para rejeitá-lo. Mas também está a segurança da verdade em palavras que nos colocam em comunicação com o Céu e nos ensinam a linguagem e a cultura do Reino de Deus. Mediante zeloso estudo das Escrituras e fervorosa vida de oração, aliada à entrega do coração aos cuidados do Espírito Santo, certamente não participaremos da sorte dos desobedientes, mas desfrutaremos das bênçãos da salvação em Cristo Jesus, porque todas elas vêm dEle, pertencem a Ele e nEle se concretizam. Louvado seja o nome do meu Senhor e Salvador, Cristo Jesus, que ama e salva uma pecadora como eu! Amém! Louve você também ao Senhor por tão grande amor e salvação! Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela graça de Cristo Jesus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio28 #RPSP
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“Nestas pedras, escreverás, mui distintamente, as palavras todas desta lei” (v.8).
“Guarda silêncio e ouve, ó Israel!” (v.9). Talvez esta seja a principal mensagem de impacto deste capítulo. Ou seja, quando Deus fala, o homem se cala. Quantas maldições, tristezas e desastres poderiam ser evitados se tão somente aceitássemos falar menos e ouvir mais. Há grande bênção no silêncio. O profeta Elias foi levado ao deserto e passou um período inicial de solidão para melhor ouvir a voz de Deus. João Batista vivia no deserto, e era ali que fortalecia a sua comunhão com Deus para anunciar as boas-novas de salvação em Cristo. O próprio Jesus Se retirava para a solidão das montanhas a fim de orar e ser fortalecido pelo Pai.
Se a nossa rotina diária não tem nos permitido desfrutar destes momentos tão necessários de silêncio, precisamos rever as nossas prioridades. É por não ouvir que muitos estão a viver a religião como um trabalho secular que merece reconhecimento; enquanto uns poucos que passam despercebidos (geralmente porque não seguem o mesmo ritmo) são ignorados ou julgados como não-convertidos. E, prestem atenção, o silêncio de que a Bíblia fala não tem que ver com essas práticas místicas de meditação, e sim em permitir que a Palavra de Deus fale mais alto do que o meu próprio eu e do que as teorias humanas.
A salvação não está em fazer, mas em ouvir e olhar. “Se quiserdes e Me ouvirdes, comereis o melhor desta terra” (Is.1:19). “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22). Se nossos ouvidos estiverem atentos às palavras do Senhor e nossos olhos fixos em Cristo Jesus, as nossas obras serão o resultado de uma vida de intimidade com Deus, a manifestação do fruto do Espírito. Nossa vida será uma declaração de amor, e não de imposição. Nosso serviço será de cooperação e não de competição. Mas enquanto o trabalho, as atividades domésticas, os entretenimentos, as telas, e até mesmo as atividades religiosas ocuparem o tempo que deveríamos empregar primariamente para comungar com Deus através do estudo das Escrituras e da oração, como, eu pergunto, nesse ritmo tão intenso, conseguiremos ter uma clara concepção do “assim diz o Senhor”? Compreendem, amados?
O terceiro discurso mosaico foi inaugurado com uma solene promulgação da lei e com o pronunciamento das maldições referentes à desobediência da mesma. O Senhor deu instruções acerca da confecção de pedras caiadas (pedras pintadas com cal), para nelas escrever a Sua lei de forma mais visível, além da construção de um altar de pedras toscas (pedras não lavradas) para holocaustos e sacrifícios, onde os filhos de Israel comeriam e se alegrariam perante o Senhor. Tudo isso deveria ser um marco da eleição de Israel como “povo do Senhor” (v.9).
“Hoje, vieste a ser povo do Senhor, seu Deus” (v.9). “Portanto, [deveis obedecer] à voz do Senhor, teu Deus”, e cumprir “os mandamentos e estatutos que hoje te [ordena]” (v.10), para que nenhuma das maldições alcancem a sua vida e a sua casa. Como a cal nas pedras facilitavam a leitura da lei, precisamos permitir que o Espírito Santo prepare o nosso coração como pedra caiada a fim de nele escrever a lei do Senhor, e nossa vida seja uma clara revelação de Cristo que em nós habita. Mas, inicialmente, quando entregamos o nosso coração a Deus, como pedra tosca, ele não necessita de uma lapidação anterior, do jeito que está, como uma matéria-prima bruta, nas mãos do Oleiro torna-se um altar de verdadeira adoração e alegria, para que, então, seja trabalhado e modificado.
Se dermos ouvidos ao Senhor Jesus e olharmos para o Seu perfeito Exemplo, Ele mesmo nos livrará das maldições e nos cobrirá com Suas bênçãos. Por isso, não encare as proibições de Deus como restrições severas, mas como avisos de amor dAquele que, muito em breve, destruirá o mal e deseja que façamos parte do povo que estará preparado para recebê-Lo: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Dedique os primeiros momentos de cada dia para ouvir a Deus através da leitura da Bíblia e fale com Ele em oração. Há uma bênção diária para você. Vigiemos e oremos!
Bom dia, bem-aventurados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio27 #RPSP
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“Hoje, o Senhor, teu Deus, te manda cumprir estes estatutos e juízos; guarda-os, pois, e cumpre-os de todo o teu coração e de toda a tua alma” (v.16).
O tema dos dízimos e ofertas conforme a Palavra de Deus, traz consigo uma abordagem muito diferente das inúmeras que têm surgido no meio evangélico. Apesar da promessa do Senhor em levar o Seu povo para uma terra próspera, Seu real objetivo visava protegê-lo da apostasia e torná-lo uma nação santa. A devolução dos dízimos e das ofertas deveria ser um ato de adoração e de gratidão, reconhecendo que foi o Senhor que os levou para aquela boa terra, e uma proteção contra o egoísmo, a avareza e, consequentemente, contra a idolatria.
Desde a construção do santuário, Deus foi enfático em declarar que deveria ofertar “cada um, de coração disposto, voluntariamente” (Êx.35:5). Este é o princípio que deve mover o coração do adorador: “Alegrar-te-ás por todo o bem que o Senhor, teu Deus, te tem dado a ti e a tua casa” (v.11). Assim como Israel havia levado a Moisés e Arão muito mais do que o necessário para construir o tabernáculo, quando levamos ao Senhor uma porção de nossa renda, ela deve corresponder à oferta de um coração grato e feliz em fazer parte da família de Deus.
Quantas vezes não ignoramos ou negligenciamos este tema pelo preconceito formado a partir das impressões erradas que líderes religiosos têm causado. Mas quando o compreendemos à luz da Palavra de Deus, percebemos que as bênçãos prometidas para todo aquele que é fiel nem sempre redundará em riqueza, mas sempre em contentamento: “não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus” (Pv.30:8-9).
As últimas palavras do segundo discurso de Moisés exortaram os filhos de Israel a serem obedientes em tudo o que o Senhor os havia instruído, e isso, de todo o coração e de toda a alma (v.16). Quando a base da obediência é o amor, o cristão revela o inconfundível caráter de Cristo; aquele que nos foi revelado por Sua vida e entrega, como a insuperável oferta de amor. Que o meu e o seu coração sejam entregues à vontade do Espírito Santo mais este dia, e, certamente, “Aquele que começou a boa obra em [nós] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio26 #RPSP
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“Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado” (v.1).
As sanções penais instituídas em Israel correspondiam à correções respectivas à sua rebeldia. Chicotadas, amputação, exposição vexatória e até pena de morte faziam parte dos dispositivos legais, a fim de provocar no povo aversão ao mal e à injustiça. O propósito de Deus era que ficasse muito claro que o resultado do pecado é ruína e morte. Estas leis limitavam o senso de justiça dos próprios filhos de Israel, que poderia ser aumentado, causando mortes ou punições infundadas; ou ignorado, resultando em quebra de princípios e libertinagem.
A questão do casamento e da procriação era tão importante aos olhos do Senhor, que Ele suscitou a lei do levirato, a fim de dar continuidade à família; além de lidar com firmeza quanto à mulher comprometer a integridade física do homem ao “pegar pelas suas vergonhas” (v.11), na tentativa de apartar uma briga. Além de ser um ato público imoral, também colocava em risco a fertilidade masculina, que também fazia parte do plano original de Deus: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” (Gn.1:28).
Outra questão fundamental tratada neste capítulo é a honestidade nos negócios. Dois pesos e duas medidas, ou seja, negociar com injustiça, “é abominação ao Senhor” (v.16). Ser justo e honesto ainda que no meio de um mundo onde o lucro é o mais importante, é um dever do cristão em todos os negócios da vida. Desde uma simples atividade do lar até o mais promissor acordo financeiro devem ser realizados sob o sólido fundamento da justiça e da transparência.
A injustiça e a ameaça de violência sem causa são atitudes perigosas e contaminantes. Por sua atitude egoísta e perversa, Amaleque levou todo o seu povo à destruição. Por outro lado, sua liderança ímpia e corrupta também revelava o caráter perverso de seus liderados. Certamente, Deus faria justiça ao destruir os inimigos de Seu povo, antes que estes atentassem contra a nação de Israel, e a contaminasse com sua corrupção sem limites.
Amados, um dia o nosso Salvador foi exposto à grande situação vexatória, foi cuspido, açoitado e entregue à morte mais injusta de todos os tempos para que fôssemos nEle justificados. O Inocente deu a vida pelo culpado. Cada sanção sofrida deveria causar no coração dos filhos de Israel dor maior do que a dor física, a dor de ferir o Senhor com os seus pecados. O santuário deveria lembrá-los constantemente de que o Substituto logo tomaria o lugar do pecador, assumindo uma culpa que não era Sua. A mensagem do santuário deve ser para nós, hoje, um caminho para o Pai porque, antes, Jesus fez o caminho reverso, deixando a glória do Pai para tornar-se, de fato, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29).
Muito em breve Jesus voltará não mais como servo sofredor, mas como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16), “justificando ao justo e condenando ao culpado” (v.1). Jesus pagou um alto preço para que você e eu possamos receber a Sua justiça e a recompensa eterna que a Ele pertence. Logo, Cristo apagará a memória de Satanás e seus anjos “de debaixo do céu” (v.19), e nos levará para casa. Aceite, agora, a graça que ainda está à nossa disposição! Cristo te ama e te chama! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, justificados em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio25 #RPSP
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“Homem casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá qualquer encargo; por um ano ficará livre em casa e promoverá felicidade à mulher que tomou” (v.5).
A primeira cerimônia de casamento da Terra foi realizada em um jardim perfeito. Olhando para a bela mulher criada por Deus como sua auxiliadora, Adão declarou as palavras que definem a essência do casamento: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn.2:23). A impecável simetria, a pureza e a glória divina que lhes envolvia, compunha o mais admirável cenário assistido pelos anjos e abençoado pelo Criador. Este era o desejo de Deus para cada união entre um homem e uma mulher, pelas gerações sem fim.
Contudo, com a entrada do pecado no mundo, houve uma grave ruptura nos relacionamentos e, o primeiro registro de bigamia, encontra-se na genealogia de Caim, onde diz que “Lameque tomou para si duas esposas” (Gn.4:19). Portanto, foi uma prática que surgiu da descendência do primeiro homicida do mundo e se espalhou como praga para as demais gerações. Quando o Senhor ordenou que leis fossem cumpridas acerca dos relacionamentos conjugais, eram leis de caráter protetivo, a fim de zelar não só pela moral, mas também para preservar a instituição do casamento e a família.
A lei acerca do divórcio foi estabelecida visto a dureza de coração do povo. Jesus mesmo confirmou esta verdade aos fariseus: “Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mt.19:8). O princípio aqui refere-se justamente ao casamento que o Senhor estabeleceu no Éden. Ao contrário do que muitos pensam, o casamento não era um benefício apenas para o homem, mas sobre este pesava a responsabilidade de promover “felicidade à mulher que tomou” (v.5). Deus deseja que tanto o homem quanto a mulher gozem de um casamento feliz, estável e abençoado; e que sua união revele ao mundo as bênçãos do plano original divino.
Aproveitando este contexto de casamento e de família, permitam-me fazer uma analogia com as demais leis registradas neste capítulo. As “duas mós” (v.6) eram pedras de moinho que haviam nas casas dos israelitas para moer os grãos usados no preparo do pão. Era, portanto, um dos meios de subsistência da família. Penhorando o moinho ou uma das pedras, a família toda seria prejudicada. Um lar estruturado financeiramente não equivale necessariamente a uma família rica, mas a todo aquele em que o pão de cada dia não é comprometido. Por mais simples que seja a casa, a organização financeira é uma bênção no sentido de promover paz e contentamento entre os membros da família.
Sobre a lepra, o capítulo 14 de Levítico contém a lei acerca da lepra em uma casa. Uma praga de fungo ou bolor é sinônimo de uma casa mais propícia à proliferação de doenças. O pecado é lepra mortal, e quando permitida a sua presença em nossa casa, grande ruína será o resultado. Precisamos ficar atentos aos “fungos” espirituais que porventura venham surgir em nosso lar e tratar logo de erradicá-los. Nisto consiste a segurança eterna não apenas nossa, mas de toda a nossa família. Ainda que não haja transferência de culpa entre pais e filhos (v.16), os seus pecados podem causar consequências desastrosas no lar.
O resultado de um casamento conforme o plano original do Criador é um lar feliz, bem ordenado, que se desvia do mal e que é uma bênção à comunidade, principalmente àqueles que estão à margem da sociedade (v.17). Entenda o comando: “pelo que te ordeno que faças isso” (v.22), como a voz do Pai que deseja o melhor para os Seus filhos. Que o mundo olhe para o nosso lar e nos reconheça “como família bendita do Senhor” (Is.61:9). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, famílias ordenadas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio24 #RPSP
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“Porém, o Senhor, teu Deus, não quis ouvir a Balaão; antes, trocou em bênção a maldição, porquanto o Senhor, teu Deus, te amava” (v.5).
Quando o Senhor ordenou que fosse construído um santuário para a Sua habitação, limites foram estabelecidos a fim de manter a santidade daquele lugar. A determinados grupos de pessoas foi proibido o acesso tanto às assembleias santas quanto ao próprio tabernáculo. Deus reprovava a mutilação de membros, que geralmente era realizada em cultos pagãos. Por isso os eunucos eram privados de participar das reuniões santas de Israel. Isto não incluía, contudo, aqueles que eram castrados por acidente ou doença, que não haviam escolhido tal condição, ou aos que conhecessem o Senhor após a mutilação (Leia Is.56:3-5).
Os amonitas e os moabitas, descendentes da relação incestuosa de Ló com suas filhas, e os povos que negaram ajudar Israel no deserto, também não podiam participar das assembleias. Porém, a história de Rute, a moabita, revela a natureza redentora de um Deus pessoal que deseja mudar a nossa história; e o povo que era proibido de participar das assembleias solenes, através de uma mulher que resolveu fazer a diferença, foi incluído pelo Senhor na genealogia de Jesus Cristo (Leia Mt.1:5).
A limpeza do acampamento e a higiene pessoal dos filhos de Israel eram questões que deveriam ser levadas a sério. Deus estabeleceu regras que protegiam o povo contra doenças infecciosas e mantinham o acampamento limpo, simbolizando a pureza de um povo cujo Deus andava no meio dele. A prostituição e a sodomia (homossexualismo) também eram considerados por Deus como imundície e abominação, e de forma alguma poderia participar da comunhão os que tais coisas praticassem. Não podemos esquecer de que quando Jesus estendeu o perdão à mulher adúltera, Ele também lhe falou: “vai e não peques mais” (Jo.8:11).
Jesus revelou aos filhos de Israel o estilo de vida que eles deveriam ter praticado, se tão somente tivessem submetido seus corações ao governo de Deus. O Seu ministério terrestre estabeleceu o verdadeiro cumprimento da lei, que é o amor (Rm.13:10). Fosse Israel sensível à voz de Deus, e não teria se transformado na nação que desprezava os estrangeiros, que matava sem piedade e que rejeitou o seu Salvador. Israel não reconheceu o tempo de sua salvação porque não conhecia o Senhor que lhe veio salvar. Corremos o mesmo perigo a menos que busquemos conhecer a Deus e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou (Jo.17:3).
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3). Deixemos que “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5) nos purifique e nos habilite para o encontro com o Senhor nos ares. Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor e da misericórdia de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio23 #RPSP
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“A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor, teu Deus” (v.5).
Uma série de leis são relatadas neste capítulo com base em princípios que não se perdem com o tempo. Algumas leis e tradições passam, mas os princípios da Palavra de Deus são imutáveis e revelam o caráter de seu Autor. A honestidade deve ser observada em todos os aspectos da vida do povo de Deus, e, mais especificamente, quanto ao zelo dos bens materiais uns dos outros. O ditado “Achado não é roubado” nunca poderá ter harmonia com a vida cristã, pois é totalmente contrário ao caráter de Deus.
O princípio estabelecido no versículo cinco, caracteriza o cuidado do Criador em estabelecer as diferenças quanto ao modo de vestir entre o homem e a mulher; para que, de modo algum, houvesse confusão em distinguir os gêneros (masculino e feminino). Isso deixa claro que as roupas feitas por Deus para vestir nossos primeiros pais tinham esta distintiva definição. O pecado e a rejeição de Deus como Criador, no entanto, afetou “o modo natural” das relações humanas, introduzindo no mundo as “paixões infames” que têm pisoteado abertamente o princípio imutável de que o Senhor criou o homem e a mulher (Rm.1:26). “O que passar disso vem do maligno” (Mt.5:37).
Como Criador, o cuidado de Deus também é estendido para a natureza e a preservação das espécies. Através do exemplo de um ninho de passarinhos, estabeleceu o Seu povo como guardião da natureza e cooperador com Ele em sua conservação. Ao contemplar a criação, Israel deveria enxergar o amor de um Deus que cuida até mesmo dos passarinhos. Jesus reforçou esse amor e cuidado ao declarar: “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mt.6:26).
A lei seguinte é muito interessante, pois trata do cuidado com a segurança doméstica. Podemos dizer que o “parapeito” (v.8) representa as regras de segurança que devem ser obedecidas em nossa casa, tanto para preservar a integridade física dos membros da família quanto a integridade mental e espiritual. Em todos os aspectos da vida, Deus nos chama a edificarmos a nossa casa sobre a Rocha, que é Cristo. Nisto consiste a segurança eterna de nosso lar. Pois “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Sl.127:1).
Virgindade, pureza, casamento, adultério e estupro são temas de vasto estudo, mas os princípios contidos nas leis concernentes a eles também contêm um peso imutável. Deus criou o homem e a mulher para viverem em um relacionamento heterossexual, monogâmico e dentro do casamento. Os relacionamentos fora deste contexto são reprovados pelo Senhor e ponto final. E não sou eu quem diz isso, mas “Assim diz o Senhor”.
Portanto, amados, seja a nossa vida e a nossa casa dirigidas pelos princípios da Palavra imutável de Deus, que através do Espírito Santo nos diz: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio22 #RPSP
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“Sê propício ao Teu povo de Israel, que Tu, ó Senhor, resgataste, e não ponhas a culpa do sangue inocente no meio do Teu povo de Israel. E a culpa daquele sangue lhe será perdoada” (v.8).
O capítulo de hoje confirma uma verdade absoluta: Cada vida humana é preciosa aos olhos de Deus! Fosse achado “alguém morto, caído no campo, sem que [soubessem] quem o matou” (v.1), providências deveriam ser tomadas a fim de expiar aquele sangue derramado. Os sacerdotes e os anciãos da cidade mais próxima do lugar onde estava o morto deveriam seguir as orientações de Deus a fim de eliminar do meio do povo “a culpa do sangue inocente” (v.9).
Em uma cultura radicalmente machista, com homens que precisavam aprender o verdadeiro dever de um marido, o Senhor proveu meios de proteger as mulheres rejeitadas, inclusive, as estrangeiras. Há a possibilidade da rejeição quanto a ex-cativa abranger motivos culturais ou religiosos incompatíveis, como, por exemplo, a recusa da mulher em partilhar da mesma fé de seu cônjuge ou de querer incluir à religiosidade do lar os costumes pagãos de sua nação de origem. Seja qual tenha sido a causa da rejeição por parte do homem, Deus não permitiu que esta rejeição fosse seguida por escravidão e maus tratos.
Da mesma sorte, Israel admitia a poligamia, algo que foi estabelecido pelo homem e que tantos danos tem causado desde então. Apesar de também não se tratar do ideal de Deus para o casamento, Ele não permitiu que houvesse injustiça quanto aos direitos da mulher aborrecida ou menos amada, principalmente se esta gerasse o primogênito da família. O Senhor lhe daria um consolo e tranquilidade, assim como o foi com Lia, que tanto desejava o amor de Jacó.
A educação do lar era um dos assuntos de destaque na história de Israel. A ordem era clara quanto ao ensino dos pais aos filhos: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). Porém, tivesse alguém “um filho contumaz e rebelde […], dissoluto e beberrão” (v.18 e 20), que reiteradamente não desse ouvidos à voz de seus pais, a morte por apedrejamento era o seu destino. Com tristeza inexprimível, os pais entregavam aquele filho a fim de que o mal não se estendesse para o seio de outras famílias.
Como pais, não cogitamos a ideia de entregar um filho nosso que seja, ainda que rebelde, à sentença de morte. E julgamos extremamente severa a punição de um filho desobediente ou um absurdo o repúdio do marido para com sua mulher. E, de fato, eram leis duras para um povo de coração duro. Contudo, a última parte deste capítulo revela a natureza do sacrifício de Cristo, o Filho obediente do Pai. Quando lemos que “o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus” (v.23), temos um vislumbre maior do que Jesus passou por mim e por você. Ele Se fez maldito para que fôssemos abençoados. Uma verdade que rasga as cortinas do tempo e nos diz que o inocente morreu para o perdão do culpado.
Em tempo de graça e de oportunidade, que possamos escolher aceitar o sacrifício que nos trouxe a paz e vivermos em conformidade com o plano original do Criador para o casamento e a educação dos nossos filhos. E, certamente, Jesus completará a obra levando a nossa família para a Casa do Pai. Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela graça de Cristo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio21 #RPSP
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