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Texto bíblico: JÓ 12 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 12
Jó respondeu a Zofar: Então vocês são os especialistas, não são? — aqueles que sabem tudo — e quando vocês morrerem, a sabedoria morrerá com vocês.
Pois bem. Eu também tenho entendimento! Eu também tenho aprendido, durante toda a minha vida, com os mais velhos, bem como com a minha própria experiência, e com o próprio Deus – embora eu seja ridicularizado por isso. E se vocês descessem do pedestal, talvez conseguissem compreender, como eu compreendi, lições até mesmo do mundo natural.
Estudem os animais e deixem que eles lhes ensinem, e as aves, e deixem que elas lhes contem—observem atentamente a terra e ponham o ouvido no chão, e perguntem até aos peixes, e todos eles lhes declararão que a mão de Deus está envolvida nisso! A vida de todos os seres vivos é emprestada por Deus, até mesmo o fôlego de cada ser humano. Cada capacidade que possuímos é uma dádiva de Deus – o ouvido para avaliar as palavras, a boca para provar os alimentos.
Sim, aprendemos à medida que envelhecemos. Nossos anos são oportunidades para adquirir entendimento. Mas Deus é a Fonte de sabedoria e força! Ele é nosso conselho e entendimento! Ao cooperar com Ele e com as estruturas e sistemas que Ele estabeleceu, os seres humanos podem encontrar sucesso. Mas sem a Sua luz, cambaleamos como bêbados.
Virgínia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley, Spokane, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/12
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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934 palavras
12.1 – 14.22 A resposta de Jó neste longo discurso começa com uma explosão de sarcasmo contra seus conselheiros. Ele continua falando com eles até 13.19. Em 13.20 Jó se volta para Deus, causando uma grande quebra de discurso. Essa inclinação de Jó para falar com Deus (orar) contrasta com a atitude dos conselheiros, que nunca disseram uma só palavra para Deus. Eles tão-somente falavam sobre Ele (Bíblia de Genebra).
1-6 Jó, irritado com a atitude dos seus amigos, volta-se para fustigá-los resistindo à sua atitude fácil e pretensiosa, empregando as faculdades da crítica, da lógica e do sarcasmo. Bíblia Shedd.
Esse discurso final do primeiro ciclo começa com uma nota de indignação contra os amigos de Jó (12:1-6). A resposta sarcástica de Jó revelou sua irritação com a condenação doutrinária de seu caráter. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
1. Jó respondeu. Neste discurso, que abrange os cap. 12 a 14, Jó pela primeira vez usou sarcasmo ao dirigir-se aos seus amigos. O ataque verbal, porém, parece ter um propósito secundário. O principal objetivo de Jó é justificar suas afirmações prévias: (1) que o rumo tomado pelos acontecimentos terrenos, sejam eles bons ou maus, deve ser atribuído a Deus; e (2) que seus sofrimentos lhe dão o direito de defender-se diante de Deus e de exigir saber por que ele está sendo punido daquela maneira (CBASD, vol. 3, p. 594).
2 vós sois o povo. Esta linguagem expressa sarcasmo mordaz. Jó parece dizer: “Vocês são as únicas pessoas que devem ser levadas em consideração, as únicas que merecem atenção e as únicas que podem falar” (CBASD, vol. 3, p. 594).
2,3 Jó expressa sua ira à insensibilidade de seus orgulhosos amigos (Andrews Study Bible).
4 irrisão (Almeida). NVI: “objeto de riso”.
5 aquele cujos pés já vacilam. A ideia está razoavelmente clara. Jó chama a atenção para a fraqueza humana que faz com que os homens cubram de desprezo os desafortunados e deem mais um empurrão nos que já estão cambaleando (CBASD, vol. 3, p. 594).
Aqueles que estão bem zombam daqueles que estão com problemas (Andrews Study Bible).
Jó continuou a se preocupar com a injustiça da vida e observou que os criminosos prosperam sem ser perturbados (v. 6). Seus amigos se juntaram à ridicularização da pessoa justa, incluindo o próprio Jó, ignorando o próprio fato de que a maldade prospera no mundo. Os iníquos prosperam no poder que vem do mesmo Deus que eles desafiam. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
13-25 Depois de ter zombado da afirmação ingênua de seus amigos de que os ímpios sempre sofrem e os justos sempre prosperam, Jó agora retratava um Deus muito mais imprevisível em Seu poder do que o raciocínio permitia (12:13-25). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
Deus é todo-poderoso, e tudo que se opõe a Ele não pode prevalecer (vv 13-16). Jó reconhece que a plena sabedoria é privativa de Deus, e, reconhecendo que seus amigos não poderão dar uma resposta cabal às suas indagações mais profundas, pois só ensinam generalidades religiosas já conhecidas por Jó, e que nem sabem desvendar a causa específica daquilo que Jó está passando, vai encaminhando suas dúvidas para a consideração do próprio Deus. Mais tarde, outra visão sobre a sabedoria divina há de ensinar a Jó que só mediante o temor de Deus é que o homem tem acesso a essa sabedoria. Bíblia Shedd.
16 Sabedoria. Aqui, o heb tūshiyyā, frequentemente traduzido por “substância”, é muito comum no livro de Jó. Bíblia Shedd.
17 Aos conselheiros, leva-os despojados. Os conselhos dos grandes homens e dos sábios não prevalecem contra Deus. A palavra traduzida como “despojados”, literalmente, significa “descalços”. A figura é provavelmente alusiva à prática de remover as vestes exteriores dos cativos de guerra (ver Mq 1:8) (CBASD, vol. 3, p. 595, 596).
Não se deve interpretar que Deus destrói sistematicamente o que há de melhor na vida humana; o que está sendo dito aqui, e nos versículos seguintes é que: 1) Em comparação com a sabedoria divina, o melhor que os homens fazem nada é; e 2) Deus tem autoridade para dissolver os melhores planos humanos, ainda que feitos por reis, sacerdotes, sábios e juízes. Bíblia Shedd.
18 uma corda lhes cinge os ombros. A última parte do verso retrata os reis que antes aprisionaram a outros e, mais tarde, foram amarrados e levados como prisioneiros. Toda a série de observações aqui se refere aos revezes e às mudanças de situação na vida (CBASD, vol. 3, p. 596).
21 afrouxa o cinto. Os orientais usavam túnicas soltas amarradas por um cinto nos quadris. Quando eles trabalhavam, corriam ou viajavam, as túnicas ficavam amarradas. Afrouxar o cinto significava impedir a execução dessas atividades (CBASD, vol. 3, p. 596).
24, 25 Jó afirmou que nenhum líder tem verdadeira sabedoria à parte de Deus. Nenhuma pesquisa ou relatório pode prevalecer sobre a opinião de Deus. Nenhuma descoberta científica ou avanço médico O toma de surpresa. Quando buscamos orientação para nossas decisões, devemos reconhecer que a sabedoria de Deus é superior a qualquer outra que o mundo tem para oferecer. Não deixe que os conselheiros terrenos diminuam o seu desejo de conhecer melhor a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
25 Nas trevas andam às apalpadelas. Isto encerra o capítulo e, com ele, a controvérsia com respeito ao conhecimento de Jó sobre ditados proverbiais impressionantes e pertinentes. Jó demonstrou que estava tão familiarizado com provérbios sobre Deus quanto seus amigos, e que tinha ideias tão elevadas como as deles sobre o controle e o governo do Altíssimo. Os amigos interpretavam a Deus como alguém que recompensava as pessoas nesta vida de acordo com seus atos. Jó vê a Deus como alguém que governa os assuntos humanos a partir de outro critério, não por seus atos. Ele acha que sua vida tem sido irrepreensível (CBASD, vol. 3, p. 596).
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“Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas?” (v.3).
Daqueles de quem esperava ouvir palavras de conforto e de esperança, Jó encontrou mais um motivo de tristeza e de desânimo. Acusado injustamente, seus amigos tornaram-se oponentes que queriam a todo custo convencê-lo de que sua condição significava a colheita de sua impiedade. Como um tição tirado do fogo, a enfermidade o consumia, mas não machucava mais do que as palavras de depreciação em discursos especulativos.
Após tirar de Jó toda a sua prosperidade, mergulhá-lo em um terrível luto e afligi-lo com enfermidades malignas, Satanás acrescentou a tudo isso uma de suas maiores e piores armas: o próprio homem. Através de seus agentes humanos, ele persegue, aflige e maltrata a muitos, mas seu ódio homicida tem como alvo principal o fiel servo de Deus. Confiados em sua posição contrária à de Jó, aqueles homens julgaram-se sábios e suficientemente corretos para dirigirem-se a ele do alto do “pódio da santidade”.
A defesa de Jó revelou-se como um ato desesperado de não vituperar a sua fé. Ele tinha guardadas na lembrança as suas experiências com Deus por meio da comunhão. Olhando para o passado, Jó suportava o presente e visualizava o futuro. E, dia após dia, ainda que não notasse, Deus aliviava as suas aflições e colocava em seu coração a grande esperança que irrompe as barreiras das dificuldades deste mundo e que nem a morte pode conter, como expressou na sua mais célebre declaração: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).
Diante das densas trevas morais e espirituais destes últimos dias, estamos cercados de perigos que sobrepujam as enfermidades do corpo ou as intempéries do dia a dia. Maiores do que essas coisas são aquelas que põem em risco a nossa sanidade mental e até a nossa salvação. O mundo caminha para uma iminente crise que nos afetará não somente em escala política, econômica ou ambiental, mas que provará severamente a nossa fé. Se não estamos aproveitando, hoje, o tempo de oportunidade que nos é dado, e se não considerarmos o que o Senhor realizou no passado, olharemos para o futuro sem nenhuma esperança.
Mas, se como Jó confiarmos: “Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento” (v.13), podemos estar certos “de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). Satanás pode até nos atacar com suas armas falíveis, mas Deus nos põe “por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze” (Jr.1:18), pois “não há outro deus que possa livrar como Este” (Dn.3:29). Portanto: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5).
Pai Celestial, diante das injustiças deste mundo, que possamos sempre ter em mente as Tuas preciosas e fiéis promessas. Faz-nos fortes no Senhor, para que a nossa fé não desfaleça e a nossa esperança não esmoreça. E que o Teu Espírito continue nos revelando, através da Tua Palavra, a Tua sabedoria e o Teu conhecimento. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#JÓ12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 12 – Parece mais fácil fazer teologia que demonstrar solidariedade e empatia diante do sofrimento humano. Contudo, a falta de empatia dos amigos de Jó proveu-nos um livro teológico e filosófico, que auxilia-nos na compreensão das adversidades humanas e no entendimento do quê fazer – e não fazer – diante do sofrimento.
Os amigos que foram consolar Jó o irritaram com suas palavras e acusações infundadas. A frieza e falta de empatia deles tornava o “consolo” deles indesejado. Depois que os três “amigos da onça” fizeram seu discurso, Jó ficou irritado; por isso, “ele exibiu amargo sarcasmo”, afirmou Merrill Unger.
Corroborando com esta afirmação, John MacArthur ampliou, dizendo que “Jó respondeu em defesa própria usando palavras fortes… Jó respondeu com grande sarcasmo aos seus amigos sabe-tudo (v. 2), e então os lembrou de que compreendia os princípios dos quais eles falavam (v. 3), que eram irrelevantes para sua situação. Como se não bastasse, Jó desesperou diante da dor de se tornar objeto de chacota de seus amigos, embora fosse inocente (v. 4)”
• Jó reagiu aos discursos de Elifaz, Bildade e Zofar usando linguagem irônica para questionar a sabedoria deles e indicar que estavam simplesmente repetindo clichês e ideias pré-concebidas (Jó 12:2-6).
• Depois, em vez de ficar combatendo a sabedoria dos amigos, Jó optou por refletir sobre a natureza de Deus e Sua relação com Sua criação (Jó 12:7-12).
• Por fim, Jó se dispôs a ir bem além da filosofia de seus amigos, mergulhando fundo na complexidade e incertezas da vida, confiando em Deus mesmo sem entender tudo o que gostaria (Jó 12:13-25).
Duas exegeses são fundamentais no estudo e aplicação dos princípios religiosos. Além de saber interpretar o texto sagrado corretamente é importante saber interpretar o destinatário de nossas aplicações teológicas. Sem perceber a real situação do sofredor, ainda que digamos certas verdades, elas serão mal aplicadas – comprometendo, assim a verdade!
Além disso, a verdadeira sabedoria não pode ser encontrada em clichês teológicos ou ideias pré-concebidas recheadas de conceitos pré-estabelecidos. Para sair da superficialidade é necessário reconhecer a complexidade e injustiças no mundo, mantendo a fé e confiança em Deus!
Ser simplista na abordagem do sofrimento causa mais mal do que bem! Jó sofria ainda mais com o “conforto” de seus amigos…
Como carecemos de sabedoria! – Heber Toth Armí.