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“Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas?” (v.3).
Daqueles de quem esperava ouvir palavras de conforto e de esperança, Jó encontrou mais um motivo de tristeza e de desânimo. Acusado injustamente, seus amigos tornaram-se oponentes que queriam a todo custo convencê-lo de que sua condição significava a colheita de sua impiedade. Como um tição tirado do fogo, a enfermidade o consumia, mas não machucava mais do que as palavras de depreciação em discursos especulativos.
Após tirar de Jó toda a sua prosperidade, mergulhá-lo em um terrível luto e afligi-lo com enfermidades malignas, Satanás acrescentou a tudo isso uma de suas maiores e piores armas: o próprio homem. Através de seus agentes humanos, ele persegue, aflige e maltrata a muitos, mas seu ódio homicida tem como alvo principal o fiel servo de Deus. Confiados em sua posição contrária à de Jó, aqueles homens julgaram-se sábios e suficientemente corretos para dirigirem-se a ele do alto do “pódio da santidade”.
A defesa de Jó revelou-se como um ato desesperado de não vituperar a sua fé. Ele tinha guardadas na lembrança as suas experiências com Deus por meio da comunhão. Olhando para o passado, Jó suportava o presente e visualizava o futuro. E, dia após dia, ainda que não notasse, Deus aliviava as suas aflições e colocava em seu coração a grande esperança que irrompe as barreiras das dificuldades deste mundo e que nem a morte pode conter, como expressou na sua mais célebre declaração: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).
Diante das densas trevas morais e espirituais destes últimos dias, estamos cercados de perigos que sobrepujam as enfermidades do corpo ou as intempéries do dia a dia. Maiores do que essas coisas são aquelas que põem em risco a nossa sanidade mental e até a nossa salvação. O mundo caminha para uma iminente crise que nos afetará não somente em escala política, econômica ou ambiental, mas que provará severamente a nossa fé. Se não estamos aproveitando, hoje, o tempo de oportunidade que nos é dado, e se não considerarmos o que o Senhor realizou no passado, olharemos para o futuro sem nenhuma esperança.
Mas, se como Jó confiarmos: “Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento” (v.13), podemos estar certos “de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). Satanás pode até nos atacar com suas armas falíveis, mas Deus nos põe “por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze” (Jr.1:18), pois “não há outro deus que possa livrar como Este” (Dn.3:29). Portanto: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5).
Pai Celestial, diante das injustiças deste mundo, que possamos sempre ter em mente as Tuas preciosas e fiéis promessas. Faz-nos fortes no Senhor, para que a nossa fé não desfaleça e a nossa esperança não esmoreça. E que o Teu Espírito continue nos revelando, através da Tua Palavra, a Tua sabedoria e o Teu conhecimento. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#JÓ12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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