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934 palavras
12.1 – 14.22 A resposta de Jó neste longo discurso começa com uma explosão de sarcasmo contra seus conselheiros. Ele continua falando com eles até 13.19. Em 13.20 Jó se volta para Deus, causando uma grande quebra de discurso. Essa inclinação de Jó para falar com Deus (orar) contrasta com a atitude dos conselheiros, que nunca disseram uma só palavra para Deus. Eles tão-somente falavam sobre Ele (Bíblia de Genebra).
1-6 Jó, irritado com a atitude dos seus amigos, volta-se para fustigá-los resistindo à sua atitude fácil e pretensiosa, empregando as faculdades da crítica, da lógica e do sarcasmo. Bíblia Shedd.
Esse discurso final do primeiro ciclo começa com uma nota de indignação contra os amigos de Jó (12:1-6). A resposta sarcástica de Jó revelou sua irritação com a condenação doutrinária de seu caráter. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
1. Jó respondeu. Neste discurso, que abrange os cap. 12 a 14, Jó pela primeira vez usou sarcasmo ao dirigir-se aos seus amigos. O ataque verbal, porém, parece ter um propósito secundário. O principal objetivo de Jó é justificar suas afirmações prévias: (1) que o rumo tomado pelos acontecimentos terrenos, sejam eles bons ou maus, deve ser atribuído a Deus; e (2) que seus sofrimentos lhe dão o direito de defender-se diante de Deus e de exigir saber por que ele está sendo punido daquela maneira (CBASD, vol. 3, p. 594).
2 vós sois o povo. Esta linguagem expressa sarcasmo mordaz. Jó parece dizer: “Vocês são as únicas pessoas que devem ser levadas em consideração, as únicas que merecem atenção e as únicas que podem falar” (CBASD, vol. 3, p. 594).
2,3 Jó expressa sua ira à insensibilidade de seus orgulhosos amigos (Andrews Study Bible).
4 irrisão (Almeida). NVI: “objeto de riso”.
5 aquele cujos pés já vacilam. A ideia está razoavelmente clara. Jó chama a atenção para a fraqueza humana que faz com que os homens cubram de desprezo os desafortunados e deem mais um empurrão nos que já estão cambaleando (CBASD, vol. 3, p. 594).
Aqueles que estão bem zombam daqueles que estão com problemas (Andrews Study Bible).
Jó continuou a se preocupar com a injustiça da vida e observou que os criminosos prosperam sem ser perturbados (v. 6). Seus amigos se juntaram à ridicularização da pessoa justa, incluindo o próprio Jó, ignorando o próprio fato de que a maldade prospera no mundo. Os iníquos prosperam no poder que vem do mesmo Deus que eles desafiam. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
13-25 Depois de ter zombado da afirmação ingênua de seus amigos de que os ímpios sempre sofrem e os justos sempre prosperam, Jó agora retratava um Deus muito mais imprevisível em Seu poder do que o raciocínio permitia (12:13-25). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
Deus é todo-poderoso, e tudo que se opõe a Ele não pode prevalecer (vv 13-16). Jó reconhece que a plena sabedoria é privativa de Deus, e, reconhecendo que seus amigos não poderão dar uma resposta cabal às suas indagações mais profundas, pois só ensinam generalidades religiosas já conhecidas por Jó, e que nem sabem desvendar a causa específica daquilo que Jó está passando, vai encaminhando suas dúvidas para a consideração do próprio Deus. Mais tarde, outra visão sobre a sabedoria divina há de ensinar a Jó que só mediante o temor de Deus é que o homem tem acesso a essa sabedoria. Bíblia Shedd.
16 Sabedoria. Aqui, o heb tūshiyyā, frequentemente traduzido por “substância”, é muito comum no livro de Jó. Bíblia Shedd.
17 Aos conselheiros, leva-os despojados. Os conselhos dos grandes homens e dos sábios não prevalecem contra Deus. A palavra traduzida como “despojados”, literalmente, significa “descalços”. A figura é provavelmente alusiva à prática de remover as vestes exteriores dos cativos de guerra (ver Mq 1:8) (CBASD, vol. 3, p. 595, 596).
Não se deve interpretar que Deus destrói sistematicamente o que há de melhor na vida humana; o que está sendo dito aqui, e nos versículos seguintes é que: 1) Em comparação com a sabedoria divina, o melhor que os homens fazem nada é; e 2) Deus tem autoridade para dissolver os melhores planos humanos, ainda que feitos por reis, sacerdotes, sábios e juízes. Bíblia Shedd.
18 uma corda lhes cinge os ombros. A última parte do verso retrata os reis que antes aprisionaram a outros e, mais tarde, foram amarrados e levados como prisioneiros. Toda a série de observações aqui se refere aos revezes e às mudanças de situação na vida (CBASD, vol. 3, p. 596).
21 afrouxa o cinto. Os orientais usavam túnicas soltas amarradas por um cinto nos quadris. Quando eles trabalhavam, corriam ou viajavam, as túnicas ficavam amarradas. Afrouxar o cinto significava impedir a execução dessas atividades (CBASD, vol. 3, p. 596).
24, 25 Jó afirmou que nenhum líder tem verdadeira sabedoria à parte de Deus. Nenhuma pesquisa ou relatório pode prevalecer sobre a opinião de Deus. Nenhuma descoberta científica ou avanço médico O toma de surpresa. Quando buscamos orientação para nossas decisões, devemos reconhecer que a sabedoria de Deus é superior a qualquer outra que o mundo tem para oferecer. Não deixe que os conselheiros terrenos diminuam o seu desejo de conhecer melhor a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
25 Nas trevas andam às apalpadelas. Isto encerra o capítulo e, com ele, a controvérsia com respeito ao conhecimento de Jó sobre ditados proverbiais impressionantes e pertinentes. Jó demonstrou que estava tão familiarizado com provérbios sobre Deus quanto seus amigos, e que tinha ideias tão elevadas como as deles sobre o controle e o governo do Altíssimo. Os amigos interpretavam a Deus como alguém que recompensava as pessoas nesta vida de acordo com seus atos. Jó vê a Deus como alguém que governa os assuntos humanos a partir de outro critério, não por seus atos. Ele acha que sua vida tem sido irrepreensível (CBASD, vol. 3, p. 596).
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