Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 32 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevalecestes” (v.28).

Superada a tensão provocada pelo encontro com seu sogro, Jacó foi surpreendido por “anjos de Deus [que] saíram a encontrá-lo” (v.1). Como um oásis no deserto, aquele “acampamento de Deus” (v.2) tornou-se mais uma prova da bênção divina enquanto seguia “o seu caminho” (v.1). Havia um terceiro encontro pelo qual Jacó temia. Reencontrar seu irmão após tantos anos, e diante das circunstâncias que o fizeram fugir de casa, era assustador, de forma que Jacó, temendo pela segurança de sua família, a dividiu em grupos e “enviou mensageiros adiante de si a Esaú” (v.3). Acompanhado de “quatrocentos homens com ele” (v.6), Esaú, já informado de uma grande caravana que se aproximava de suas terras, certamente não tinha bem a intenção de dar as boas-vindas. “Então, Jacó teve medo e se perturbou” (v.7).

Aquele homem firme e convicto que se impôs sobre Labão como chefe de sua casa e detentor por direito de todos os seus bens; que tinha acabado de receber uma comitiva celestial, ficou extremamente abalado com a possibilidade de um confronto com Esaú. A culpa pelo que havia feito vinte anos atrás voltou à tona. A lembrança de como enganou seu pai e seu irmão, o atormentava. Jacó ainda precisava experimentar o perdão genuíno. Por isso que, antes do temido encontro, houve um que superou infinitamente o seu encontro com os anjos, pois “ficando ele só […] lutava com ele um homem, até ao romper do dia” (v.24). Seus muitos anos de trabalho árduo lhe deram uma constituição física resistente e forte, de modo que aquela estranha luta durou uma noite inteira, e, percebendo que não se tratava de uma pessoa comum, agarrou-se àquele ser celestial, de forma que nem o deslocamento da junta de sua coxa o enfraqueceu.

A dor física que estava sentindo não era maior do que a dor que carregava em seu coração durante todos aqueles anos longe de casa. Estar de volta significava encarar o passado temendo pelo futuro. Mesmo tendo enviado a Esaú mensageiros com presentes, ele estava prestes a descobrir que nenhuma estratégia humana pode superar os propósitos divinos. A luta de Jacó com o próprio Deus tornou-se um símbolo de perseverança. Toda oração fervorosa e perseverante aponta para aquela noite no “vau de Jaboque” (v.22). Olhando bem, não parece que Jacó saiu vitorioso fisicamente nesta luta. Àquela altura, estava completamente desgastado e com uma dor intensa em uma das coxas. Imagino Jacó agarrado às pernas do Senhor enquanto caído ao chão. Além disso, seu emocional foi grandemente abalado pela pergunta: “Como te chamas?” (v.27).

O nome Jacó, que significa “o suplantador”, era carregado do veneno da culpa, como um constante atestado de culpa. Acusado por sua própria consciência e por um inimigo que nos “acusa de dia e de noite” (Ap.12:10), Jacó depositou naquela luta todas as suas esperanças. E antes que desfalecesse, sua perseverança foi honrada com um nome novo e com a bênção de Cristo. Sem hesitação ou dúvida, estamos às vésperas de uma noite que, de tão escura, nos levará à experiência de Jacó. Nossos nomes, nossa história, contém a terrível nódoa de nossos pecados. E a menos que estejamos munidos da “perseverança dos santos” (Ap.14:12), tendo as nossas vestes lavadas e alvejadas “no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14), e não suportaremos o que está por vir.

O nome de nosso vexame logo será mudado para aquele que eternamente nos lembrará de nossa experiência pessoal com Cristo: “Ao vencedor […] darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Ap.2:17). Nesse sentido, nosso nome na eternidade será uma constante lembrança do cumprimento do plano da redenção em nossa vida. Uma experiência que ninguém mais pode conhecer, senão nós mesmos. Por isso que a nossa última luta antes do retorno de Jesus será contra o nosso próprio eu, até que ele esteja completamente rendido à vontade de Deus. Com o grande Dia do Senhor prestes a romper, precisamos clamar pelo Espírito Santo! E, como Jacó, suplicar: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (v.26). Então, muito em breve, poderemos declarar: “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” (v.30). Vigiemos e oremos!

Bom dia, Israel de Deus!

DEZ DIAS DE ORAÇÃO – 5° DIA: Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos por nossos cinco nomes de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis32 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


1 Comentário so far
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Excelente!
Bom dia!

Comentário por Silvio Fernandes




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