Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 22 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
3 de julho de 2021, 0:45
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“Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (v.32).

Os momentos finais do ministério terrestre de Jesus deveriam fazer parte de nossa meditação diária de forma especial, como aconselha a irmã White: “Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.83). Se Cristo é o nosso modelo e perfeito exemplo e, como cristãos, desejamos imitá-Lo, precisamos estar todos os dias em íntimo contato com a Palavra que dEle testifica; não como meros estudiosos da Bíblia, mas como aqueles que andam com Deus, sendo transformados um dia de cada vez até que o caráter amoroso do Salvador seja impresso em nós.

A Páscoa foi instituída pelo Senhor na última noite dos hebreus no Egito. O sangue do cordeiro nos umbrais das portas representava o sangue salvífico de Cristo que liberta o Seu povo da morte eterna. Mas, justamente na Páscoa – a festa da libertação – a preocupação dos “principais sacerdotes e [dos] escribas” era “em como tirar a vida de Jesus” (v.2). Aqueles que deveriam ser os primeiros a reconhecer em Jesus o cumprimento das profecias, foram os primeiros a se levantarem contra Ele. Preocupavam-se mais com a reação do povo do que com a reação de Deus. E pela união satânica entre líderes judeus e um de Seus próprios discípulos, Jesus foi entregue à humilhação e, finalmente, à morte. O Senhor também nos deixou luz sobre isso nos últimos dias: “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. […] Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos” (O Grande Conflito, CPB, p.614).

Chegada a hora” (v.14), Jesus e os apóstolos estavam reunidos à mesa no lugar determinado. O Criador “do fruto da videira” tomou um cálice de seu sumo pela última vez “até que venha o reino de Deus” (v.18). Há uma ceia no Céu preparada para os que hão de herdar a salvação e Cristo se abstém de comê-la aguardando os Seus convidados. O amoroso convite do Cordeiro pascal é para que estejamos preparados para celebrá-la com Ele: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Em memória de Cristo, participamos dos emblemas sagrados como uma forma de confirmar a entrega de nossa vida a Ele, celebrando a “nova aliança” (v.20), a confirmação da entrega de Cristo por nós. Nossas afeições, portanto, precisam estar centradas na pessoa de Jesus Cristo, no que Ele fez por nós e na confiança em Suas palavras que são “fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6). Só assim estaremos salvos do engano (v.22) e do mal de cobiçar posições e privilégios que não nos pertencem (v.26).

Como Jesus rogou por Pedro, para que a sua fé não desfalecesse (v.32), Ele, através de Seu Espírito, realiza a mesma obra por nós, agora, “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). Satanás reclama por cada vida como sendo sua pelo salário do pecado. Mas Cristo luta por cada uma delas, pois as comprou pela redenção. O inimigo nos “acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap.12:10), para nos “peneirar como trigo” (v.31), enquanto Jesus intercede por nós incessantemente a fim de que, até mesmo os nossos erros de percurso se tornem em processos de lapidação do caráter e genuína conversão. Os discípulos enfrentariam tempos muito difíceis e Jesus usou de figuras de linguagem para adverti-los a estarem preparados. A nossa espada não consiste em usar de força e violência, mas, como está escrito: “Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.4:6). A espada de que necessitamos empunhar com destreza é “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17).

Combinado a um exame constante e sincero da Bíblia, deve haver uma vida de constante intercessão. A oração nos aproxima do Pai do Céu e nos protege contra a tentação (v.40). Quando um filho de Deus se ajoelha para orar na quietude de seu refúgio de oração, “um anjo do Céu” (v.43) é enviado em seu auxílio para confortá-lo. Não podemos esmorecer, “dormindo de tristeza” (v.45) diante das angústias, mas, como Jesus, “estando em agonia, orava mais intensamente” (v.44), é hora de fazermos da oração, como disse a irmã White, a respiração da alma. Jesus pode estar clamando a muitos de nós, hoje: “Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação” (v.46). As cenas finais do grande conflito revelarão o pior contraste entre a luz e as trevas e, precisamos, agora, escolher a quem servimos, e como Josué, tomar uma firme e resoluta decisão: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15).

Não fomos chamados a decepar as orelhas dos acusadores, e sim a curá-las com o toque de Cristo na vida (v.51), ainda que não o reconheçam. Logo, chegará a última “hora e o poder das trevas” (v.53) quando o derradeiro povo de Deus sofrerá a mais terrível tribulação (Dn.12:1). Não haverá mais lugar para negativas e espírito de covardia, mas como fiéis sentinelas de Deus, muitos de nós serão levados diante das autoridades a fim de serem interrogados. E com a mesma animosidade dos três jovens hebreus diante da fornalha acesa (Dn.3:17-18) ou de Daniel diante da ameaça da cova dos leões (Dn.6:10), também tentarão nos intimidar com leis arbitrárias que ignoram qualquer liberdade de crença ou direito fundamental. Como Cristo, muitos cristãos serão levados aos tribunais como se dada a oportunidade de se defenderem, quando, na verdade, suas palavras iluminadas pelo Espírito Santo serão tidas como testemunho contra eles mesmos (v.71).

Amados, eu sinto em meu coração que não falta muito para o retorno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e os muitos sinais são uma prova disso. Mas quem sou eu para sentir ou deixar de sentir? Podemos ser facilmente enganados por nossos sentimentos. Existe, porém, algo que não se trata de sentimento, mas de convicção: seja amanhã ou num tempo em que eu já esteja no pó da terra, hoje, agora, é o tempo da minha oportunidade de estar preparada e desejosa de encontrar o meu amado Redentor. Como Jó, a minha alma declara: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. […] Vê-Lo-ei por mim [mesma], os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração” (Jó 19:25, 27). Você está preparado(a) para a extraordinária ceia da eternidade? Não é tempo de temer o que está por vir. É tempo de viver cada dia clamando pela direção do Espírito Santo a cada passo. E, como Paulo, nossa fé será diariamente fortalecida na certeza de que quer “vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, última igreja de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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