Reavivados por Sua Palavra


Dt 14:26 – “Vinho ou bebida forte” by Jeferson Quimelli
28 de dezembro de 2015, 10:04
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Amigos,

atendendo a questionamento a respeito da expressão "bebida forte" em Dt 14:26, transcrevo aqui o equilibrado texto do Comentário Bíblico Adventista, que nos ajuda, em muito, a compreender o contexto no qual a declaração foi emitida.

Um abraço a todos.

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O “vinho” e a “bebida forte” mencionados nestes versículos eram fermentados. No passado, muitas vezes Deus relevou a ignorância que motivava práticas que Ele não aprovava. Mas, finalmente chega a hora quando Deus “notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At 17:30). Então, os que persistem no erro, a despeito de conselhos e advertências, não mais “têm desculpa do seu pecado” (Jo 15:22). Antes disso, não tinham pecado e Deus não os considerava responsáveis mesmo que suas ações estivessem longe de ser ideais. Sua longanimidade se estende a todos mesmo os que “não sabem o que fazem” (Lc 23:34). Como Paulo, que perseguiu a igreja “na ignorância, na incredulidade”, eles podem obter misericórdia (1Tm 1:13).

Deus tolerou que os israelitas tivessem escravos, mas os protegia contra injustiças (Êx 21:16, 20). Mesmo na igreja cristã, a escravidão não foi abolida de imediato, mas os senhores eram instruídos a tratar bem seus escravos (Ef 6:9; Cl 4:1).

Do mesmo modo, Deus nunca aprovou o divórcio e a poligamia. “Não foi assim desde o princípio” (Mt 19:8). Deus, porém, tolerou isso por certo tempo e deu instruções designadas a salvaguardar os direitos das mulheres, para diminuir o sofrimento que resultava dessas práticas e proteger o casamento de abusos maiores (Êx 21:7-11; Dt 21:10-17). Se por um lado Deus não proibiu Abraão de ter uma segunda esposa, Agar, por outro Ele não o protegeu dos males que resultaram dessa ação.

Por intermédio de Moisés, Deus promulgou leis destinadas, não a abolir diretamente a poligamia, mas a desencorajá-la (Lv 18:18; Dt 17:17), a restringir o divórcio (Dt 22:19, 29; 24:1) e a elevar a norma da vida matrimonial (Êx 20:14, 17; Lv 20:10; Dt 22:22). Cristo deixou claro que as disposições do AT acerca da poligamia e do divórcio não eram ideais, mas sim uma solução temporária tolerada por Deus “por causa da dureza do vosso coração” (Mt 19:4-8). Cristo afirmou que o ideal de um lar cristão (Mt 19:9) sempre foi a monogamia (Mt 19:4-6; 1Tm 3:2; Tt 1:6). O cristão não deve ter dúvidas quanto à vontade de Deus nessas questões, e, portanto, não tem nem a limitada desculpa da época do AT.

O mesmo pode ser dito sobre o vinho e a bebida forte. Nenhum era estritamente proibido, exceto para quem desempenhava tarefas religiosas e também para os que se ocupavam na administração da justiça (Lv 10:9; Pv 31:4, 5). O mal do “vinho” e da “bebida forte” foi [posteriormente] claramente assinalado, e o povo foi aconselhado a se abster dessas bebidas (Pv 20:1; 23:29-33). Uma maldição foi pronunciada sobre os que incitassem outros a beber (Hc 2:15). Paulo afirma: “Quer comais, quer bebais, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31); ele adverte que Deus destruirá os que destroem o corpo (1Co 3:16, 17).

As bebidas embriagantes “destroem o santuário de Deus” e seu uso não pode ser considerado um meio de glorificar a Deus (1Co 6:19, 20; 10:31). Paulo abandonou o uso de tudo que era prejudicial ao corpo (1Co 9:27).

Não há desculpa para o argumento de que não há nada de errado em usar bebida alcoólica, alegando-se que Deus uma vez permitiu isso. Como observado, Ele também permitiu práticas como a escravidão e a poligamia. A Bíblia adverte que os “bêbados” não “herdarão o reino de Deus” (1Co 6:10). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1101.



Deuteronômio 17 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
28 de dezembro de 2015, 8:54
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1 Essas instruções dizem respeito à perfeição dos animais oferecidos a Deus, cf Lv 22.17-33. Os sacrifícios do Antigo Testamento eram tipos de Cristo, o “cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pe 1.9; cf Hb 9.14). Bíblia Shedd.

O simbolismo é claro: Deus é santo (Lv 21.23) e ele requer perfeição. Como símbolos do Salvador perfeito que viria e de seu precioso sacrifício, os animais sacrificados teriam de ser sem defeito. Bíblia de Genebra.

Um sacrifício imperfeito não simbolizaria Cristo devidamente (ver 1Pe 1;19). A lei concernente à perfeição do sacrifício dos animais é detalhada em Lv 22.17-25. Mais tarde, houve sacrifícios imperfeitos, oferecidos com a conivência de sacerdotes corruptos (Ml 1:7-12). Somente o melhor é digno de ser colocado perante Deus. Deus merece o melhor que o ser humano pode oferecer, e reter isso é manifestar desonra. É presunçoso oferecer a Deus o que tem pouco valor ou o que custou pouco ou nada. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1112.

2-7 Está aqui em vista o pecado da idolatria, cuja seriedade é indicada pela pena de morte, constantemente decretada (v. 5, cap. 13). Em tais casos, a pena judicial não era a reabilitação ou a restituição, mas expurgar a abominação da idolatria de Israel (vs 4, 7). Bíblia de Genebra.

3 sol. Heb shemesh, que, sob o nome próprio Shamash e outros nomes, era adorado por vários povos semíticos, assim como era a lua, heb yareah. É por este motivo, para demonstrar que o sol e a lua não eram divindades poderosas, e sim, apenas objetos que obedeciam aos propósitos divinos, que estas duas palavras hebraicas não são mencionadas na narrativa da criação do mundo, Gn 1.15, sendo chamados de “luzeiros”. O exército dos céus se refere à adoração dos planetas e estrelas. Bíblia Shedd.

O exército do céu. A forma principal de idolatria, e em mutos sentidos a pior, era a adoração aos corpos celestes. CBASD, vol. 1, p. 1112.

não ordenei. De preferência, “proibi”. CBASD, vol. 1, p. 1112.

5 às tuas portas. Ver Dt 16:18. Junto às portas da cidade, anciãos, juízes e o rei se sentavam para julgar em lugares designados para esse propósito (ver com. De Gn 19:1). CBASD, vol. 1, p. 1112.

6 duas ou três testemunhas. A condenação não se baseava em boatos. Duas ou três testemunhas tinham de concordar (v. 6; 19.15-19; Nm 35.30) e estar suficientemente convictas e sinceras para participar do apedrejamento, sabendo que a pena pelo falso testemunho a um crime era a mesma do próprio crime (19.19). Bíblia de Genebra.

Contudo, mesmo duas ou três [testemunhas] poderiam ser falsas, mentirosas (1Rs 21:10, 13; Mt 26.59-61). Portanto, a proibição contra falso testemunho (Dt 5:20; Ex 20.16) era também necessária. Com respeito à punição de uma falsa testemunha, veja Dt 19:16-21. Andrews Study Bible.

7 A mão das testemunhas. A confiança em seu próprio testemunho precisava ser evidenciada pelo ato de assumirem a responsabilidade de desfechar os primeiros golpes. Bíblia Shedd.

Veja também 13:9. Se a testemunha não está suficientemente convicta para desferir o primeiro golpe, ninguém mais estará convicto de que o condenado é digno de morte. Andrews Study Bible. [Ver o uso deste princípio por Jesus, em Jo 8.7].

8 (e 9-13) Os tribunais inferiores seriam espalhados pelas aldeias de Israel (16.18), mas o tribunal superior continuaria funcionando no santuário central. Bíblia Shedd.

Compare com Êx. 18. Os especialistas na lei de Deus do santuário deveriam servir futuramente como cortes judiciais superiores quando os casos fossem difíceis demais para as cortes locais. Durante o período dos “juízes”, a profetiza Débora desempenhou este serviço (Jz 4:4-5). Andrews Study Bible.

Desconhecemos os detalhes precisos do sistema judicial dos israelitas (19.15-21, nota). Havia tribunais superiores que cuidavam de casos mais difíceis (Êx 18.21-26), com sacerdotes que julgavam junto com outros juízes. Esta passagem salienta que o ofício judicial fora divinamente determinado e que os vereditos deviam ser aceitos, sob pena de morte (v. 12). Bíblia de Genebra.

Caso e caso de homicídio. Isto é, o derramamento de sangue que resultou em morte. Devia certificar-se se fora morte acidental ou premeditada (ver Êx 21:12-14). A decisão neste caso determinaria se o acusador seria admitido ou não numa cidade de refúgio. CBASD, vol. 1, p. 1113.

13 para que todo o povo o ouça, e tema. O procedimento tinha por objetivo ensinar o povo a respeitar devidamente a autoridade estabelecida. Isso inculcaria consideração pela autoridade divina e pelas instruções dadas por meio dos canais escolhidos. CBASD, vol. 1, p. 1113.

14-17 Não havia rei nos dias de Moisés, mas a possibilidade futura de haver um governante assim era óbvia, visto que todas as nações antigas tinham seus reis e até fora predita a existência de um rei em Israel, em Gn 49.10. Bíblia de Genebra.

16 não multiplicará para si cavalos. Salomão não acatou esta ordem (1Rs 4:26). A dependência da cavalaria indicava falta de fé no poder de Deus para proteger Seu povo. Isso em geral acompanhava uma tendência à rebelião e ao pecado (ver Is 2:6-8; Am 4:10). … O destino espiritual de Israel se perderia no desejo de alcançar conquistas humanas. CBASD, vol. 1, p. 1113.

16, 17 Quanto maior poder enfeixa nas mãos, maior o perigo de abusar dele. O terceiro rei de Israel, Salomão, negociava com cavalos (1 Rs 10.26-29) e teve setecentas mulheres (1 Rs 11.1-8).

Quando o rei Salomão violou esta lei ao multiplicar mulheres (1 Rs 11), ele colocou sua nação no caminho do desastre. Andrews Study Bible.

Foram exatamente esses delitos que os reis posteriores cometeram, a partir de Salomão em especial (1Rs 4:26; 11:1-4) – só que não obrigaram Israel a voltar ao Egito (v. porém, Jr 42.13-43.7). Bíblia de Genebra.

17 nem multiplicará muito para si prata ou ouro. A riqueza não é má em si. Contudo, ela pode ser uma armadilha quando ocupa o lugar de Deus no coração e na vida do ser humano. A vida pública e particular do rei deveria ser limitada por condições definidas. Nos versículos seguintes aparecem as características que um rei devia ter. CBASD, vol. 1, p. 1114.

18 escreverá para si um translado. Literalmente, “escreverá para si uma cópia”. Uma grande distinção do governante de Israel era a total devoção aos preceitos divinos (ver Js 8:32). Esta “cópia” demonstraria sua fé na Palavra inspirada e sua determinação de ser guiado por ela. Isso fortaleceria a confiança do povo na humilde submissão do rei ao Rei dos reis. CBASD, vol. 1, p. 1114.

19 o terá consigo. É bom que cada qual tenha sua própria Bíblia para uso diário. Bíblia Shedd.

Nele lerá todos os dias de sua vida. O estudo da palavra de Deus e a meditação nela deviam caracterizar o monarca (ver Js 1:8; Sl 1:2; 119:1, 2, 9, 15, 16, 36). CBASD, vol. 1, p. 1114.

Temer. Literalmente, “tremer”, não no sentido de terror, mas de respeito e reverência. Isso representa respeito supremo e profundo (ver Dt 4:10; 6:2; 14:23; 28:58; Sl 61:5; 86:11; Is 59:19; Ml 3:16; 4:2).

20 não se considere superior (NVI: ARA: “não se eleve). O rei não deveria colocar-se acima da lei de Deus, da mesma forma que seus súditos mais humildes não deveriam. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ver Dt 8:2, 14. O ser humano precisa da graça de Deus para não se tornar soberbo. Não é fácil para um rei ou líder se imaginar como servo de seu povo. CBASD, vol. 1, p. 1114.

Prolongue os dias no seu reino. Ver Dt 4:26, 40. Somente alguém verdadeiramente convertido poderia harmonizar a vida de acordo com as obrigações esboçadas para um monarca neste capítulo. Guiado pelas instruções divinas registradas no livro da lei, o rei se tornaria um modelo para o povo, uma cópia viva da vontade de Deus. CBASD, vol. 1, p. 1114.



DEUTERONÔMIO 17 – Pr. Heber Toth Armí by pastorheber
28 de dezembro de 2015, 6:55
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DEUTERONÔMIO 17 – Devemos elevar nossa vida acima da justiça deste mundo para experimentar o clima celestial neste planeta dominado pelo mal. O caminho da vida, da satisfação e prazer do coração estão na ligação do pecador com o Autor da vida.

Deus é o Criador de tudo. Ele é o Legislador que merece total atenção. Suas orientações vão além da justiça deste mundo.

· Idolatria é uma clara proibição de Deus. Adorar, venerar e cultuar pessoas ou coisas que não seja Deus é a mesma coisa que assinar a própria sentença de morte. Praticar a idolatria é cavar abismos, criar armadilhas e promover sofrimento, não apenas aos outros, mas principalmente a si mesmo (vs. 1-7).

· Questões difíceis sobre a legislação civil, casos complexos sobre homicídio, violência, litígio, etc. que não constam na lei civil instituída por Deus, devem desafiar o promotor de justiça e/ou o juiz de direito a buscar orientação religiosa junto aos líderes religiosos instituídos por Deus (vs. 8-11).

· A vontade de Deus deve estar acima de toda questão civil, de toda política e de todo governo. Em cada área da vida a vontade de Deus deveria ser buscada. Ignorar isso implica rejeitar e desprezar a Deus. Não buscar a Deus é pensar que se sabe mais que Ele. Isso é arrogância, orgulho, soberba – atitude que o soberano Legislador condena! (vs. 12-13).

· A escolha de um rei/governador não deveria ser segundo o desejo do povo, mas segundo a vontade de Deus. O líder político deveria ser consagrado a Deus, promotor dos princípios de Deus não do diabo, conhecedor da Palavra de Deus e obediente a esta Palavra (vs. 14-20).

Pedir rei humano não era plano de Deus, pois Deus era o Rei de Israel e esta nação deveria ser diferente das demais. Richard O. Lawrence comenta:

“No entanto, esta passagem tem uma mensagem especial para nós. Deus usou até mesmo a rejeição para Sua glória, e para o bem da humanidade. Quando o próprio Filho de Deus assumiu a forma humana, Ele nasceu na linhagem real de Israel. Jesus, sendo tanto Deus como homem, é exaltado como Rei dos reis e Senhor dos senhores”.

O reino de Deus interrompido pelo reino humano passa a ser restaurado quando Jesus reina em nossa vida. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



Deuteronômio 17 by Jeferson Quimelli
28 de dezembro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Para alguns pode parecer que Deus está sendo muito duro ao ordenar o apedrejamento daqueles que estavam se prostrando e adorando a outros deuses (Dt 17:3-5). No entanto, as orientações de Deus precisam ser compreendidas no contexto da aliança existente entre Israel e Deus. Além disso, Deus institui avaliações e verificações como: “duas ou três testemunhas” (v.6) e a ajuda de sacerdotes e levitas (v.9). Porém, o mais importante está no versículo 19: obedecendo “fielmente a todas as leis e a todos os mandamentos” (BLH). Todos os julgamentos deviam ser claramente baseados nas leis escritas de Deus.

As instruções de Deus para o rei eram: não multiplique (acumule) cavalos, esposas e ouro. O reinado de Salomão foi a era de ouro da monarquia israelita, ele cedeu à tentação de multiplicar todos os três e a história registra as profundezas em que ele caiu.

No entanto, quando ele se tornou um rei tolo, velho e cansado, Deus veio a Salomão e lhe pediu para escrever o livro de Eclesiastes. Com certeza há alguns elementos negativos ao longo deste livro, mas nada é mais impressionante do que a representação de Deus que ele deixa conosco: um Deus que nunca lança os nossos fracassos passados em nosso rosto. Ele ainda nos ama e continuará trabalhando conosco para nos tornar mais obedientes.

John Ash
União Missão Chinesa
Hong Kong

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/deut/17 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/deut/17 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/deut/17/
Texto original expandido em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2012/10/03/
Tradução/adaptação: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Deuteronômio 17
Comentário em áudio
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap. 29




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