I Samuel 17 – terça, 25.12.2012
by Jeferson Quimelli
Texto bíblico à I Samuel 17
1 Samuel 17 narra uma das histórias mais conhecidas da Bíblia: Davi e Golias. Golias era um campeão dos filisteus, o que significa que ele havia vencido todas as suas batalhas. De acordo com algumas estimativas ele tinha mais de 2,5 metros de altura e usava uma armadura que pesava cerca de 90 quilos. É surpreendente que o jovem Davi tenha tido a coragem de enfrentar esse gigante!
Mas olhemos para esta história com um pouco mais de profundidade. Golias desafiou os exércitos de Israel, ou seja, ele desafiou o Deus vivo de Israel. E ele fez isso, todas as manhãs e tardes, durante 40 dias antes de Deus enviar um libertador. O libertador que Deus trouxe era um jovem que com uma única pedra trouxe o gigante Golias ao chão.
Em Lucas 4:2 lemos que nosso Salvador foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. É interessante notar que no final dos quarenta dias Cristo venceu e foi vitorioso sobre as três tentações, e todas elas tinham a ver com pedras. (Relembre: 1) transformar pedras em pão x confiar; 2) uma alta montanha de pedra representando a glória do mundo x adoração; e 3) a proteção ao tropeçar o pé contra uma pedra x orgulho).
Cada tentação teve como base a presunção em relação a bondade de Deus. Ainda assim, Cristo, a Pedra Viva, a pedra angular (Ef 2:20), não abusou da bondade de Deus e derrotou a Satanás e todo o seu exército. Cristo abriu assim um caminho para cada um de nós obtermos a vitória sobre todo e qualquer “Golias”.
Davi não se abalou com a inveja dos seus irmãos, a hipocrisia de Israel, ou os palavrões e insultos de Golias. Seu interesse era apenas um: Provar a toda a terra que ainda havia um Deus em Israel que não poderia ser desafiado daquela maneira! Ele não confiava na pedra que estava em sua mão, mas na Pedra Viva, a Palavra de Deus.
Pois assim é dito na Escritura: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa, e aquele que nela confia jamais será envergonhado” (1 Pedro 2:6 NVI).
nde temos colocado a nossa confiança hoje? Nos gigantes do mundo ou na Pedra Viva?
Melodious Echo Mason
ARME Bible Camp Ministries
Trad JDS – Rev JAQ
I Samuel 16 – segunda, 24.12.2012
by Jeferson Quimelli
Com a retirada da bênção de Deus do reinado de Saul, o profeta Samuel tem agora a tarefa de procurar um novo rei. Enquanto Saul foi distinguido pela sua altura, observe, desta vez, as instruções específicas de Deus para Samuel, quando ele avalia o filho mais velho de Jessé: “Não atentes para a sua aparência nem para sua altura, porque o rejeitei. Porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração “(v. 7). Depois de ser apresentado aos que ele pensava serem todos os filhos de Jessé, e não tendo Deus ainda dado nenhum sinal a quem ungir, pode-se imaginar a perplexidade de Samuel: “São estes TODOS os seus filhos?”, perguntou ele ao pai.
Aparentemente, quando Samuel chamou a casa de Jessé para participar do sacrifício, o pequeno Davi não era considerado importante o suficiente para ser incluído. Mas apesar de ser o menor na casa de seu pai e ser deixado para trás na celebração especial, ele não estava de mau humor, mas fielmente guardando as ovelhas de seu pai. Pode-se imaginar a sua surpresa quando ele não apenas foi chamado para o sacrifício, mas quando Samuel o ungiu, e lhe deu a bênção especial de Deus. É-nos dito: “Daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apossou de Davi” (v. 13).
Davi continua a ser fiel e através do que pareceria ser quase um toque irônico, o rei Saul ouve acerca deste jovem que desenvolveu uma reputação de ser não apenas um músico talentoso, mas forte e valente homem de guerra, sábio, além de possuir boa aparência. Agora, Deus o chama do aprisco para o palácio a fim de prepará-lo para o próximo passo em sua jornada.
Assim como fez com Davi, Deus está nos preparando para o Reino Celestial. Mas as qualificações necessárias não são as mesmas que o mundo requer. Se você se sente esquecido ou ignorado, ou talvez indigno, revise as Bem-Aventuranças em Mateus 5:1-12 para ver as qualificações de Deus para o Seu Reino: humildade de espírito, sensibilidade espiritual, mansidão, ter fome e sede de justiça, misericórdia, pureza de coração, ser pacificador e amar o reino de Deus mesmo que isto nos traga perseguição e perda. Muito mais importante do que aparência ou popularidade é aonde colocamos nosso coração e o que colocamos dentro dele.
Melodious Echo Mason
ARME Bible Camp Ministries
Trad JAQ – Rev GASQ/JDS
Comentários bíblicos selecionados:
2 Saul […] me matará. A estrada entre Ramá (onde Samuel estava, 15.34) e Belém passava por Gibeá de Saul. Saul já sabia que o Senhor escolhera alguém para substituí-lo como rei (15.28). Samuel teme que os ciúmes incitem Saul à violência. Incidentes posteriores (18.10,11; 19.10; 20.33) demonstram que os temores de Samuel eram bem fundamentados
(Bíblia de Estudo NVI Vida).
14 O Espírito do Senhor se retirou de Saul. Ver Jz 16.20. Quando o Espírito se retirou de Saul e se apoderou de Davi (v.13), as respectivas careiras contrastantes dos dois foram determinadas
(Bíblia de Estudo NVI Vida).
Saul rejeitou o Espírito de Deus – cometeu o pecado imperdoável – e não havia nada mais que Deus pudesse fazer por ele. O Espírito do Senhor não se retirou de Saul de maneira arbitrária. Em vez disso, Saul se rebelou contra a orientação divina e, por vontade própria, se afastou da influência do Espírito. É preciso compreender isso em harmonia com o Salmo 139:7 e com o princípio fundamental do livre arbítrio. Se Deus, por meio do Espírito Santo, forçasse Sua presença na vida de Saul, a despeito dos desejos do monarca, estaria transformando-o numa mera máquina
(CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, Vol. 2, p. 569).
um espírito maligno, vindo da parte do Senhor. Essa declaração, e outras semelhantes nas Escrituras, indicam que os maus espíritos estão sujeitos ao controle de Deus e que operam somente dentro de limites divinamente determinados (Jz 9.23; 1 Rs 22.19-23; Jó 1.12; 2:6; cp. 2 Sm 24.1 com 1Cr 21.1) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Enquanto o Espírito de Deus estava com Davi, Saul começava a experimentar sérias desordens mentais. Espíritos malignos estão sujeitos ao controle de Deus (1Rs 22:19-23) (Andrews Study Bible).
Às vezes, as Escrituras representam Deus fazendo algo que, na verdade, Ele não impediu. Ao dar a Satanás oportunidade de demonstrar seus princípios, na verdade, o Senhor estaria restringindo Seu próprio poder. É claro que há limites que o inimigo não pode ultrapassar (ver Jó 1:12) (CBASD, Vol. 2, p. 569).
o atormentava. As crescentes tendências de Saul à depressão, aos ciúmes e à violência eram ocasionadas, por certo, pelo conhecimento que tinha da sua rejeição como rei (13.13,14; 15.22-26; 18.9; 20.30-33; 22.16-18) e por sua consciência da crescente popularidade de Davi, mas um espírito maligno também estava em jogo nessas aberrações psicológicas (ver 18.10-12; 19.9,10) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Josefo descreve o mal da seguinte maneira: “E quanto a Saul, algumas desordens estranhas e demoníacas lhe sobrevieram, provocando-lhe a sensação de sufocamento, como se estivesse pronto a estrangulá-lo” (Antiguidades, vi8.2). Com certeza, uma grave melancolia se desenvolveu à medida que ele se preocupava com o anúncio do profeta de que a coroa fora dada a um homem “melhor” do que ele (1Sm 15:28). A possessão intermitente por um espírito maligno levou Saul a se sentir e agir como uma pessoa demente (CBASD, Vol. 2, p. 569).
16 tu te sentirás melhor. Reconhece-se geralmente o efeito calmante de certos tipos de música sobre o espírito perturbado (ver 2 Rs 3.15). Além desse efeito natural da música, no entanto, parece no presente caso que o Espírito do Senhor estava ativo na música de Davi para suprimir temporariamente o espírito maligno (cf v. 23) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
A musicoterapia tinha um efeito calmante sobre Saul. Mais tarde na Bíblia, Davi é descrito como um doce cantor em Israel que compunha salmos (2Sm 23:1) (Andrews Study Bible).
harpa. Ou melhor, “lira”. Saul foi aconselhado a procurar alívio na musicoterapia. O som da lira de Davi e o canto de hinos consagrados proporcionavam a Saul libertação temporária do espírito mau que o atormentava […] Por rejeitar continuamente a orientação divina, ele se tornou como o homem da parábola que Jesus contou sobre a possessão demoníaca (Lc 11:24-26) na qual o “último estado” da alma acabou sendo muito “pior do que o primeiro” (CBASD, Vol. 2, p. 569).
21 Esteve perante ele. Esta declaração não se refere à postura de Davi na presença de Saul, mas que ele entrou no serviço do rei (ver Gn 41:46; Dn 1:19) (CBASD, Vol. 2, p. 570).
23 Saul sentia alívio. Literalmente, “”Saul respirava”. O termo ruach significa “respirar”, “soprar”. O uso do verbo sugere um exalar forte e pronunciado do fôlego, como o que costuma acompanhar o relaxamento após um período de tensão, seguido de respiração normal. Os ataques de possessão demoníaca eram, ao que parece, acompanhados de tensão física e nervosa (CBASD, Vol. 2, p. 570).
I Samuel 15 – domingo, 23.12.2012
by Jeferson Quimelli
Em seu curto tempo como rei, Saul agiu temerariamente e pecou tanto em oferecer um sacrifício ao Senhor que só os sacerdotes podiam fazer (I Sam. 13) quanto em suas ordens para o seu exército (I Sam. 14). No entanto, Deus é longânimo, e em I Sam. 15 vemos o Senhor dando outra chance a Saul para provar se ele obedeceria à voz do Senhor ou a impulsividade do seu coração.
Os amalequitas, descendentes de Esaú, Gên. 36:12, haviam sido os primeiros a fazer guerra contra os israelitas, descendentes de Jacó, em seu retorno a Canaã (Êxodo 17:8).
Isto é muito significante! Deus estava chamando Seu povo para Canaã terrena, assim como hoje Ele está nos chamando para Canaã espiritual. E hoje, o que vem sempre nos atrapalhar em nossa jornada para a Terra Prometida são os nossos pecados. Isto é o que os amalequitas representam, e é isso que temos que superar!
Por causa da idolatria amalequita e sua guerra contra Israel, o Senhor tinha há muito tempo pronunciado, através de Moisés, a sua sentença de morte: “Farei que os amalequitas sejam esquecidos para sempre debaixo do céu” (Êxodo 17:14 NVI). Agora 400 anos depois eles ainda estão perseguindo o povo de Deus, e a Saul é dada a tarefa e teste final: “É tempo de destruir os amalequitas, inteiramente!”
Pode parecer muito duro que isto incluísse até mesmo uma mulher com um bebê nos braços. Mas Deus sabia que, se esta nação ímpia fosse autorizada a permanecer (até mesmo a menor criança), ela acabaria por tornar-se tão forte que eles iriam destruir o Seu povo e sua adoração a Ele.
Infelizmente, Saul falhou no teste e seguiu as inclinações do seu coração, em vez de aos mandamentos de Deus. Embora afirmando obedecer às ordens de Deus, ele salva não só o melhor dos animais (a pretexto de usá-los para sacrifícios), como poupa a vida do rei dos amalequitas como seu troféu cativo.
Mas Deus não honra o pretenso serviço de Saul, assim como não honra o nosso hoje. Quantas vezes nós, hoje, através de uma pretensão de servir a Deus, justificamos algum pecado egoísta ou procuramos alguma glória terrena como Saul?
Como tem sido dito muitas vezes, aquilo que nós não vencemos irá nos vencer. Infelizmente, aquilo que Saul não venceu, o venceu. Alguns capítulos mais tarde (II Sam. 1:8-10), um jovem rapaz vem perante o rei Davi relatar a morte de Saul por suas mãos. Quem era este jovem? Um amalequita! Davi se alegrou? Não! Ele mandou matar o amalequita que assumiu haver matado o “ungido do Senhor” e chorou, assim como Deus chora quando os “pecados amalequitas” nos superaram hoje.
Ao encerrarmos este capítulo,investiguemos nossos corações em oração. Que “pecado amalequita” estamos nos recusando a destruir hoje?
Melodious Echo Mason
ARME Bible Camp Ministries
Trad JAQ
I Samuel 14 – sábado, 22.12.2012
by Jeferson Quimelli
Nota do tradutor:Depois de ler o capítulo de ontem, I Samuel 13, ficamos sem fôlego, na expectativa, ao perceber que não havia esperança para os israelitas. Terrível inferioridade numérica e um rei a quem Deus não mais escutava. Tudo estava perdido. Tudo? Não aos olhos de Deus. Com Deus sempre há esperança. Leia atentamente ao texto bíblico e aplique a mensagem deste capítulo à sua vida. JAQ.
Texto bíblico à I Samuel 14
No momento do iminente ataque dos filisteus, Jônatas, o filho de Saul, disse ao seu escudeiro: “Vamos ao destacamento filisteu, do outro lado” (v.1 NVI), sem contar isso a seu pai. Ele queria conhecer a real força da guarnição dos filisteus.
Assim, Jônatas e seu escudeiro seguiram pelo pequeno vale rochoso em direção ao posto avançado dos filisteus e deixaram que eles os vissem. Então Jônatas disse ao seu jovem amigo: “Se eles gritarem: ‘Esperem aí!’, então esperaremos para ver o que vai acontecer. Se eles gritarem: ‘Subam aqui!’, então vamos subir, porque o Senhor os entregará em nossas mãos. “
Quando eles ouviram o filisteus gritarem: “Subam aqui!”, os dois escalaram o desfiladeiro, usando as mãos e os pés, e a luta começou. Jônatas e seu escudeiro mataram 20 filisteus. Então desceu do Senhor grande terror sobre o exército, “o chão tremeu e houve um pânico terrível” (v. 15, NVI) entre os filisteus. Os filisteus se assustaram e saíram correndo primeiro numa direção e depois em outra.
Quando os guardas de Saul viram a agitação do exército inimigo e relataram isso a Saul, ele imediatamente pediu a seus oficiais para que contassem as tropas para ver quem estava faltando. Foi quando descobriram que Jônatas e seu escudeiro não estavam com eles. Saul, então, pediu que o sacerdote Aías trouxesse a arca, orasse e pedisse ajuda ao Senhor. Mas enquanto conversavam, o pânico entre os filisteus se intensificou. Saul imediatamente ordenou a seus homens que atacassem e quando se aproximaram do acampamento dos filisteus eles os encontraram em tamanho pânico que estavam se matando uns aos outros. Naquele dia o Senhor libertou Israel das mãos de seus inimigos.
Então Saul tomou uma péssima e precipitada decisão: ordenou que todos os seus homens jurassem que não comeriam nada enquanto os filisteus não estivessem totalmente aniquilados. Mas Jônatas não sabia nada sobre isso e quando se deparou com mel silvestre na floresta, comeu um pouco e se sentiu revigorado. “Seus olhos brilharam” (v. 27, NVI). Quando um dos homens lhe contou sobre o juramento, ele respondeu que seu pai havia feito algo muito tolo. À noite, os homens estavam tão famintos que mataram alguns bezerros e comeram a carne com sangue e gordura, o que os israelitas estavam proibidos de fazer. Então Saul pediu ao sacerdote que orasse a Deus pedindo conselho se deveria ou não perseguir os filisteus naquela noite, mas Deus não respondeu. Saul, então, supôs que alguém quebrara o juramento e quando descobriu que seu próprio filho é quem havia supostamente contrariado suas ordens, confrontou-o, e Jônatas admitiu que havia comido um pouco de mel selvagem. Seu pai quis matá-lo por isso, mas o exército levantou em defesa de Jônatas e disse a Saul: “Foi por causa dele que os filisteus foram derrotados. Nós não vamos deixar que você o mate! “Assim, a vida de Jônatas foi poupada.
Saul não podia reivindicar a honra da vitória sobre os filisteus mas esperava ao menos ser honrado por seu zelo em defender a santidade de um juramento. O amor ao poder e à ostentação, na vida de Saul, estava se tornando maior do que o amor por seu próprio filho. Incomodou a Saul perceber que seu filho Jônatas era mais apreciado pelo povo e pelo Senhor do que ele próprio Assim, ele não voltou a perseguir os filisteus, mas voltou para casa mal-humorado e insatisfeito. E durante todo o restante de seu reinado Saul teve de suportar a constante perturbação dos filisteus (cf v. 52).
Exatamente como Saul, os mais rápidos a justificar os seus pecados são muitas vezes os mais severos em julgar e condenar os outros. Muitas vezes, aqueles que estão buscando auto exaltação são colocados em posições onde seu verdadeiro caráter é revelado.
O Senhor é muito paciente com esses homens ao dar-lhes oportunidades de arrependimento, mas enquanto possa parecer que Deus faça prosperar aqueles que desprezam a Sua vontade, Ele, em seu próprio tempo, exporá os seus pecados (Ver também Patriarcas e Profetas, p. 625, 626).
Jack J. Blanco
Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ – Rev JDS
I Samuel 13 – sexta, 21.12.2012
by Jeferson Quimelli
Texto bíblico à I Samuel 13
Saul tinha cerca de 30 anos de idade quando começou a governar como rei. Um ou dois anos depois, ele teve que guerrear contra os filisteus. Para esta batalha vieram milhares de todo Israel, mas destes Saul escolheu três mil e enviou o restante para casa. Mil destes israelitas Saul colocou sob o comando de seu filho Jônatas, e dois mil ele manteve sob o seu comando. Porém os filisteus vieram contra ele com três mil carros, seis mil cavaleiros, e um exército inacreditavelmente grande. Quando os homens de Israel viram isso, perceberam o quão perigoso era ir para a batalha em tamanha desvantagem numérica. E as pessoas que viviam na área se esconderam em cavernas e buracos subterrâneos.
Samuel havia dito a Saul que ele viria em sete dias para oferecer sacrifícios ao Senhor e para orar por ele. Mas Saul ficou impaciente e na manhã do sétimo dia decidiu oferecer, ele mesmo, os sacrifícios. Na providência de Deus Samuel se atrasou um pouco, mas assim que Saul tinha acabado de oferecer os sacrifícios, Samuel chegou e Saul saiu para cumprimentá-lo.
Samuel disse: “O que você fez?” Saul respondeu: “Quando eu vi os meus homens tão assustados e a dispersão da população local, bem como as forças dos filisteus se agrupando para atacar, e você ainda não havia chegado, eu me senti compelido a oferecer os sacrifícios por mim mesmo.” Samuel disse: “Você foi muito tolo. Você não obedeceu à ordem do Senhor para esperar. Se você tivesse obedecido e esperado, Ele teria estabelecido a sua dinastia sobre Israel para sempre. Mas agora seu reino será dado a alguém que Ele escolheu, um homem segundo o seu coração.” Então Samuel partiu dali e foi para Gibeá. Quando Saul contou os homens ainda com ele, apenas 600 haviam permanecido.
O outro problema que Saul enfrentou foi a falta de ferreiros em Israel para fazer espadas e lanças. Mesmo quando eles precisavam de ferramentas agrícolas tinham que ir aos filisteus para que as fizessem e afiassem. Então, no dia da batalha, os israelitas não tinham nem espadas, nem lanças, com exceção de Saul e Jônatas. Deus havia permitido que a situação chegasse a uma crise para repreender a desobediência obstinada de Saul e ensinar a seu povo uma lição de humildade e fé.
Devemos olhar para a vontade revelada de Deus e andar de acordo com os seus mandamentos, não importa as circunstâncias que nos cercam. Deus cuidará dos resultados. Através da fidelidade à Sua palavra podemos, em tempo de provação, mostrar que o Senhor pode confiar em nós, mesmo em situações difíceis, para realizar a Sua vontade e honrar Seu nome (Ver também Patriarcas e Profetas, p. 622 e 623).
Jack J. Blanco
Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ – Rev GASQ/JDS
I Samuel 12 – quinta, 20.12.2012
by Jeferson Quimelli
Depois de salvar a cidade de Jabes-Gileade, Saul foi coroado rei. Na cerimônia de coroação, Samuel, o profeta, falou ao povo, invocando o testemunho de todos sobre sua vida de retidão e justiça. E todos testemunharam positivamente.
Samuel, então, os lembrou de todas as coisas poderosas que o Senhor havia feito por Israel no passado através de líderes como Moisés e Arão. E também depois, quando Israel orou e clamou ao Senhor por socorro, Ele usou homens como Gideão para salvá-los de seus inimigos. Samuel continuou: “E quando Naás, rei dos amonitas, ameaçou tomar a cidade de Jabes-Gileade, o Espírito do Senhor veio sobre Saul, que estava arando no campo, e ele derrotou os amonitas para você. No entanto, você insistiram em ter um rei, quando o Senhor era o seu rei e tinha feito grandes coisas para vocês. Então aqui está o rei a quem você pediram. Agora obedeçam ao Senhor e se vocês e seu rei continuarem a seguir ao Senhor tudo irá bem com vocês. Mas se não, a mão do Senhor será contra vocês, como Ele foi contra vossos pais quando eles desobedeceram. “
Para mostrar ao povo o poder do Senhor, Samuel orou por trovões e chuva. O Senhor ouviu a oração de Samuel e enviou trovões e chuva. Então o povo temeu sobremaneira ao Senhor e ao Seu profeta Samuel porque estavam na época da colheita do trigo, quando não mais havia tais tempestades. No entanto, Samuel encorajou o povo e disse: “Não tenham medo. Vocês não agiram corretamente em pedir um rei. Porém sigam ao Senhor e O sirvam de todo o coração e Ele não abandonará o Seu povo. E que Deus não permita que eu peque por não orar por vocês e continuar a lhes ensinar o caminho bom e direito.”
A primeira lição neste capítulo é óbvia. Aqueles que afirmam ter o dom da profecia, bem como todos os líderes precisam ser tão honestos e justos como Samuel. Em tudo o que fazem, todos eles devem ser capazes de dizer: “O Senhor é a nossa testemunha.”
A segunda importante lição é que devemos aceitar Jesus como nosso rei, aceitar seus profetas e acreditar que, se alguma coisa precisa ser ajustada no comando do trabalho, Ele irá acertar as coisas no Seu devido tempo.
A terceira lição é que não pequemos por não orar por nossa igreja e por aqueles que são escolhidos para pregar e ensinar o que é certo.
Jack J. Blanco
Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ
I Samuel 10 – terça, 18.12.2012
by Jeferson Quimelli
Samuel convidou Saul para a refeição sacrifical e tratou-o de uma forma muito especial. Então, na manhã seguinte, Samuel falou com ele em particular e silenciosamente o ungiu como rei. Saul deve ter pensado: “Eu sou de uma tribo pequena. As tribos maiores nunca irão me aceitar!”
Contudo, o Senhor cuidaria também desse problema, mas primeiro Ele tinha um trabalho a fazer em Saul. Sua real necessidade era aprender a confiar totalmente no Deus de Israel. Ele deveria sempre se lembrar de que havia sido o Senhor quem o escolhera e feito dele rei. E que seu sucesso como rei viria do Senhor.
Samuel contou a Saul os eventos incomuns que lhe ocorreriam naquele dia, e todas essas coisas aconteceram exatamente como Samuel lhe dissera. Saul foi “mudado em outro homem!” (v.6). O Senhor havia começado Seu bom trabalho de graça em Saul e iria completá-lo, se Saul guardasse o que lhe havia sido confiado, dedicando ao Senhor a obediência da fé (Cf. Fil. 1:6; I Tim. 6:20).
Então Samuel convocou uma assembleia nacional em Mizpá e “por sorte” (v. 20) e por Urim e Tumim, o Senhor escolheu Saul, o benjamita, como rei” (cf. v. 24). Saul foi pequeno aos seus próprios olhos e voltou para casa a esperar que Deus encaminhasse o restante do processo.
Na vida de Saul a luta havia começado, uma que todos nós enfrentamos: olharemos para Jesus e confiaremos nEle, ou assumiremos nós mesmos o controle de nossas vidas?
David Manzano
Pastor aposentado
Trad JAQ/Rev JDS
I Samuel 9 – segunda, 17.12.12
by Jeferson Quimelli
Texto bíblico: 1 Samuel 9
Texto de hoje do blog da Bíblia:
Quando os anciãos deixaram a presença de Samuel e retornaram para suas casas a notícia de que Israel teria um rei se espalhou rapidamente. Quem seria o rei? Como as doze tribos chegariam a um acordo a respeito da pessoa que seria o rei? Com certeza os anciãos de Israel que haviam pedido um rei tinham suas próprias idéias de quem deveria ser o rei, alguém de sua própria tribo é claro. Aguardando a direção de Deus, Samuel certamente estava orando por orientação e sua fé era tal que prontamente aceitaria aquele a quem Deus escolhesse.
Saul, de uma família proeminente, era alguém que alguns consideravam como uma boa possibilidade.
E o Senhor usou eventos comuns para fazer com que Saul e Samuel se encontrassem. Quando Saul e seu servo jornadearam pelo país perguntando acerca de suas jumentas perdidas, ele estava se tornando mais conhecido. A atenção das pessoas era atraída para Saul, por causa de sua altura. Ele estava bem vestido, tinha um porte nobre e levava um servo com ele. Logo ele era alguém importante e não apenas um camponês comum. Olhando para a sua aparência externa era natural que as pessoas pensassem, “Esse é o tipo de homem que precisamos para ser o nosso rei.”
Deus informou a Samuel que no dia seguinte ele iria encontrar-se com o futuro rei de Israel. Saul não havia planejado tal encontro. “Simplesmente aconteceu.” Esta é a maneira que o Senhor mais frequentemente opera.
Algumas atividades que consideramos comuns são usadas por Deus, em Sua providência, para cumprirem o Seu propósito. As pessoas de fé olham para trás e percebem esta verdade. Agradeçamos ao Senhor o fato de que, “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e vivem para realizar todos os Seus propósitos.” Toda provação trabalha para o nosso bem.
David Manzano
Pastor aposentado
Trad JDS
I Samuel 8 – domingo, 16.12.12
by Jeferson Quimelli
Texto bíblico: 1 Samuel 8
Texto de hoje do blog da Bíblia:
Samuel estava idoso. Tantas coisas boas feitas por Samuel não foram registradas. Isto é verdade para a maioria das pessoas que servem a Cristo. A luz que brilha de cada um de nós por sermos fieis a Jesus recebe pouca ou nenhuma atenção pública. Mas o nosso trabalho não é vão. Nossas obras estão anotadas no céu e muitos irão se surpreender ao verem o bom fruto que sua vida produziu. Amar e confiar em Deus, isto é o que fará toda a diferença.
As pessoas que amavam o mundo não gostavam do bom exemplo e da liderança de Samuel. Eles queriam um rei como as outras nações. Esta solicitação por um rei foi uma traição e uma rejeição da liderança de Deus, mas o Senhor não os destruiu. Ele pediu a Samuel para alertar as pessoas do que significaria ter um rei e o que esse rei faria, e depois deveria deixá-los ter o que queriam. Deus não tem prazer no serviço forçado.
Precisamos ser cuidadosos para não querer ser grandes aos olhos do mundo. Nossos centros médicos, nossas universidades são necessárias e divulgam o nosso nome perante o mundo. No entanto o que realmente toca e influencia o mundo para Cristo é a vida dos indivíduos que vivem e trabalham entre as pessoas.
David Manzano
Pastor aposentado
Trad JDS