Reavivados por Sua Palavra


Juízes 21 – terça, 04.12.12 by Jeferson Quimelli
3 de dezembro de 2012, 23:46
Filed under: Estudo devocional da Bíblia

Texto de hoje do blog da Bíblia:

Esta seção de Juízes, dos capítulos 17-21, termina com as já conhecidas declarações: “Naquela época não havia rei em Israel” (18:1, 19:1 e 21:25); e “cada um fazia o que lhe parecia certo.” (17:6 e 21:25). Os israelitas tentaram resolver seus problemas por si próprios sem umliderança espiritual e moral como a que Moisés e Josué forneceram e erraram feioEmbora o Senhor concedesse a vitória aos israelitas nas guerras, eles não buscaram a orientação de Deus nos acontecimentos subsequentes e trilharam um caminho que era direito apenas aos seus próprios olhos.

No capítulo anterior (20) os filhos de Benjamim foram derrotados por seus companheiros israelitas a quem Deus havia prometido a vitória. Os vencedores haviam tomado a decisão de proibir qualquer israelita de dar sua filha como esposa a um benjamita e selaram esta decisão com um juramento. Esta decisão foi inteiramente deles, não do Senhor, e criou um problema aos próprios israelitas para encontrar uma maneira de salvar o que restou da tribo de Benjamim. Os israelitas sentem-se agora obrigados a manter este voto a todo custo, para não trazer uma maldição sobre si mesmos (21:18).

A solução cruel a que chegam é totalmente irrazoável e revoltante. Eles decidem destruir a cidade e os habitantes de Jabes-Gileade – homens, mulheres e crianças. Entre os moradores de Jabes-Gileade encontraram 400 virgens que mantiveram vivas para se tornarem esposas para os benjamitas.

Em tudo isso, os israelitas estavam mais preocupados com as conseqüências de quebrar um juramento que tinham feito, do que com o bem-estar de seus irmãos. De maneira hipócrita, violaram o espírito do juramento sem realmente quebrá-lo. Seu temor do Senhor era cego, centrado apenas em seus próprios interesses.

 

Muitos professos cristãos de hoje têm uma “fé” egoísta. Eles fazem apenas o necessário para satisfazer os requisitos mínimos da Lei e nada mais. É uma obediência superficial, legalista, sem obedecer ao espírito de amor da Lei.

Você já se percebeu pensando e agindo desta maneira? Você obedece a Deus porque você deve ou porque você O ama?

 

Justo E. Morales

Universidade Adventista do Sul

Trad JAQ/GASQ – Rev JDS




Nota trad.: A razão apontada por muitos comentaristas para que Jabes-Gileade não tenha atendido à convocação marcial para lutar contra os benjamitas seria porque a tribo de Manassés, da qual faziam parte, tinha fortes laços com os benjamitas, por serem todos descendentes de Raquel e porque também não haviam comparecido à festa espiritual especialmente convocada  em Siló para oferecer sacrifícios ao Senhor.



Não desista! by Jeferson Quimelli
3 de dezembro de 2012, 7:51
Filed under: Sem categoria

Prezado leitor,

se você ficou um tanto abatido e assim como nós, tradutores, teve o estômago embrulhado pelas atrocidades e desvios relatados nas leituras bíblicas de Juízes deste final de semana, não desista!
Logo em frente, na inspiradora história de Rute, o Redentor é anunciado.
Por mais que não seja algo agradável de se ver, a época de Juízes reflete bem o caminho do homem quando afastado de Deus.
Faz parte da “plenitude do tempo” anunciada por Paulo em Gal:4:4-5, que mostrou claramente a desesperada necessidade que o mundo tem de Jesus.
Do mesmo modo, se a tua vida está turbulenta, não desista! Não fuja!
Confie na soberania de Deus e em Sua capacidade em transformar a sua vida num livro inspirador e de ânimo para os que estão carentes de Deus.


Juízes 20 – segunda, 03.12.2012 by Jeferson Quimelli
3 de dezembro de 2012, 0:30
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico à Juízes 20
Texto de hoje do blog da Bíblia:
Capítulo após capítulo testemunhamos a tolerância e a inércia dos israelitas em fazer algo a respeito de sua condição moral. Juízes se inicia com a morte de Josué e a apostasia subseqüente de Israel. Desde então, os filhos de Israel não somente foram oprimidos por causa da sua infidelidade: eles também se dividiram e chegaram, às vezes, até mesmo a lutar e matar uns aos outros. Neste capítulo, finalmente vemos o que não havia mais acontecido desde os dias de Josué: a nação inteira de Israel (exceto os benjamitas) se ajuntando “como um homem” (v. 8). Reuniram-se para tratar da “maldade” que havia ocorrido entre eles.
Os homens de Israel estavam unidos em sua indignação e tinham a intenção de eliminar esse mal de Israel, colocando à morte esses “homens perversos” de Gibeá. Os benjamitas, por outro lado, estavam determinados a proteger os malfeitores e se recusaram a entregar os homens maus. Confrontados com esta resposta, os israelitas foram a Betel (casa de Deus) e perguntaram não o que eles deveriam fazer, mas quem deveria lutar primeiro (20:18). Os israelitas já haviam decidido o que fazer. Infelizmente, os israelitas não buscaram a Deus suplicando por perdão e orientação. Eles não buscaram a Deus como seu rei e comandante, mas, sim, como se consulta a um oráculo a respeito de seu destino. É evidente que os israelitas não entenderam o papel de Deus em tudo isso pelo fato de terem eles trazido a Arca da Aliança de Siló para que servisse como um amuleto de boa sorte (cf. 1 Sam 4).
Deus responde aquilo que lhe haviam perguntado: Judá deveria lutar primeiro. Mas não há bênção ou promessa de vitória. Os benjamitas vencem e há uma grande matança. Desta vez, os israelitas realmente buscam o “conselho do Senhor” (20:23), mas o Senhor ainda não promete vitória. Somente após mais uma derrota colossal é que os filhos de Israel se aproximam do Todo-Poderoso da maneira que deveria ter feito desde o início: eles “jejuaram aquele dia até a tarde; e, perante o Senhor, ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas.” Só então o Senhor promete entregar os benjamitas em suas mãos (20:26-27). Então, “o Senhor derrotou Benjamim diante de Israel” (20:35 NVI).

Deus intencionalmente permitiu que Israel fosse derrotado duas vezes antes de conceder-lhes a vitória. Havia uma importante lição a ser aprendida sobre como obter a bênção de Deus. Mesmo sendo justa a causa – remover a iniquidade de Israel -, o Senhor exige arrependimento e humildade, especialmente considerando que toda a nação era merecedora da ira de Deus. Há um grande contraste entre o ultraje moral exibido em Gibeá e a completa falta de preocupação de Israel com todos os anos de aberta idolatria que eles praticaram. Sua punição contra a Gibeonitas foi a completa destruição de toda a vida e da propriedade, mas tal julgamento havia sido prescrito apenas para o pecado de idolatria (Dt 13:12-18)! Na sua hipocrisia, eles não perceberam que haviam sido mais diligentes na destruição de seus irmãos pelos pecados deles do que foram em buscar expiação pelos seus próprios pecados e extirpá-los do seu meio. Que isso sirva de lição para nós! Antes de corrigirmos a outros devemos corrigir a nós mesmos. 
Justo E. Morales
Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ – Rev JDS

Crédito mapa: Atlas Bíblico, CPAD.




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