Filed under: graça, restauração | Tags: arrependimento, Espírito Santo, graça, juízo, promessas, purificação, reavivamento
Comentário devocional:
Como outros livros proféticos, o livro de Ezequiel segue um padrão básico de três partes. Na primeira seção, o julgamento vem sobre Israel por causa de sua persistência no pecado (Ezequiel 1 a 24). Na segunda seção, o julgamento recai também sobre as outras nações ao redor de Israel (Ezequiel 25 a 32). E na parte final, Deus promete a restauração do Seu povo (Ezequiel 33 a 48).
Ezequiel 36 tem como foco a restauração do povo de Deus. Este é um capítulo chave para a compreensão das principais idéias e conceitos teológicos da seção que vai do capítulo 33 ao 48. O tema central é que o pecado de Israel e o julgamento posterior não só destruíram a nação, mas também envergonharam o nome de Deus. Como o Senhor é o Deus de Israel, a infidelidade do seu povo profanou o Seu nome perante outras nações. Então, Deus removerá essa vergonha. Ele abençoará e renovará Israel para que as pessoas e as nações vizinhas saibam que Ele é o Senhor. (verso 23).
Deus trará o povo de Israel de volta para a sua terra, purificado, e lhe dará um novo coração e um novo espírito (verso 26). O que é surpreendente é que, segundo Ezequiel, Deus faz tudo isso não porque Israel se arrependeu, mas porque os atos da graça de Deus levarão Israel a arrepender-se de seus pecados. Deus faz tudo isso porque Ele deseja que Seu povo saiba quem Ele realmente é e o que Ele pode fazer por eles.
Isto me faz lembrar o texto de Romanos 5:8: “quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” Você tem agradecido pela graça de Deus concedida a você? Você tem permitido que essa graça lhe atraia para perto dEle fazendo com que você abandone qualquer pecado conhecido?
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/36/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 36
Comentário em áudio
Comentário devocional:
Neste capítulo, Deus Se dirige aos não conversos. O resultado do sacrifício de Jesus na cruz é que as portas estão agora abertas para que todas as pessoas, de todos os cantos do mundo, possam entrar em Sua família! Esta é uma bela maneira de fechar esta subseção de Isaías. É um convite para uma festa, para a alegria. A morte do Servo pagou o custo da festa.
Eu acredito que neste capítulo Deus está tentando nos fornecer os componentes necessários para nos aproximarmos daqueles que não conhecem o Deus do céu: convite e boas-vindas (v.1), uma revisão da condição humana (v.2), o foco sobre a pessoa de Cristo (v. 3-5) e o apelo para que busquem a Deus com base em Seu perdão (v.6-7).
Importante também é: o reconhecimento de que Deus não é o que podemos supor que Ele é (v. 8-9), o convite para ouvir a Palavra de Deus, pois ela é digna de confiança (v. 10-11) e a vida abundante que é possível com Cristo (v. 12-13).
Água, vinho, leite e pão (v. 1,2) representam as bênçãos da salvação. Deus convida a todos os “que não possuem dinheiro algum” para obtê-las e, a seguir, Ele diz: “venham, comprem e comam” (v. 1 NVI). Aqueles que não tem dinheiro algum são encorajados a comprar “sem dinheiro e sem custo” (v. 1 NVI). Ninguém pode pagar pela salvação que Jesus oferece – o que Ele oferece é inestimável, sem preço, custou a vida de Jesus. Qual poderia ser o preço do Filho de Deus, o Rei da glória, o Criador da terra? Ele não tem preço.
No entanto, somos instados a comprar. Cristo já comprou o resgate de nossas vidas por meio do Seu sangue derramado, isso a Bíblia deixa claro (Ap 5:9). O que significa, então, que devemos comprar a salvação? O próprio Jesus explicou isso, séculos depois de Isaías. É semelhante ao homem que encontrou um grande tesouro escondido num campo e ao homem que encontrou a pérola de grande valor: ambos venderam tudo o que tinham a fim de obter o que eles encontraram (Mt 13:44-46).
Significa que devemos estar dispostos a abrir mão de tudo o que nos é caro a fim de receber aquEle a quem nossa alma anseia. Tem mais a ver com desapego do que em ter poderes para comprar, como Jesus ensinou ao jovem rico.
O apelo de Deus é simples: “Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto. Que o ímpio abandone o seu caminho… Volte-se ele para o Senhor”(v. 6-7 NVI).
Você sabe onde está o tesouro. Você ainda não conhece a enormidade que ele vale, mas suspeita que será melhor do que tudo o que você já conheceu. Deus diz: não espere. Não se distraia com coisas menores. Apresse-se enquanto é dia, deixe tudo para trás para que você possa desfrutar já deste grande tesouro.
Os que fizerem isso “sairão em júbilo e serão conduzidos em paz; os montes e colinas irromperão em canto … e todas as árvores do campo baterão palmas” (v.12 NVI). Tudo ao seu redor será visto de maneira diferente; toda a natureza será vista como algo novo e vivo.
Vale a pena viver e amar a Deus nesta vida e ao longo dos séculos sem fim da eternidade. Venha para as águas… hoje!
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/55/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 55
Comentário devocional:
Muitos estudiosos da Bíblia descrevem este Salmo como um “juramento de posse.” Ele poderia ser intitulado “Posicione-se e aja!” Ele é dividido em três seções simples. A primeira, compreendida apenas pelo primeiro verso, é a introdução. As próximas seções indicam posicionamento e ação, indicando o padrão moral que um governante deveria defender e o que ele deveria praticar.
Ele aparentemente foi escrito com o propósito de fornecer ao rei de Israel um juramento para discursar ao assumir o cargo. Como o Salmo traz o nome de Davi, pode ser que ele o tenha escrito como um discurso para sua própria posse, mas é mais provável que ele o tenha escrito quando idoso, como um juramento para outros que iriam segui-lo como reis de Israel.
Você poderia se perguntar: “Que moral tinha Davi para escrever um juramento de posse? Ele não foi exatamente um modelo de líder!”
Pura verdade.
Certa vez, ouvi John Stott citar esta breve rima :
Os reis Davi e Salomão viveram como quiseram
E muitas, muitas esposas e concubinas tiveram
Mas quando a velhice os alcançou com muitas, muitas questões,
Salomão escreveu Provérbios e Davi, nos Salmos, os seus sermões! *
Então, pode ser que Davi tenha escrito este Salmo, no final de sua vida, para os futuros reis de Israel, ao meditar, em meio a seus pesares e arrependimentos, em seus erros como líder. Seja qual tenha sido a intenção, este juramento de posse vale a pena ser copiado e colocado à vista na parede do seu escritório, em sua mesa de trabalho ou na sua mesa de cabeceira.
Seguir o caminho da integridade (v.2), odiar o mal (v.3), afastar-se dos perversos, não envolver-se com o mal (v.4) ou com a mentira (v.7) são atributos de quem ama a verdade e a santidade dons de Deus através da contemplação do que é Eterno. Fazer o bem são consequências de contemplar e amar a Deus, o bem personificado. Assim, teremos não só o prazer de fazer o bem ainda hoje, mas a satisfação de termos sido luz coerente a todos os que contemplarem toda a nossa vida.
Querido Deus,
Que pela Tua graça eu possa alcançar a sabedoria mesmo no início de minha vida, desviando os meus olhos, minhas mãos e meus pensamentos de todo mal. Que eu tenha prazer em Tua santidade e aborreça toda injustiça. Amém.
Randy Roberts
Loma Linda, Estados Unidos
* Poema original em inglês:
King David and King Solomon lived many, many lives
With many, many concubines and many, many wives
But when old age overtook them, with many, many qualms
King Solomon wrote the Proverbs and King David wrote the Psalms!
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/101
Comentário devocional:
Sem experiência e ainda em sua juventude, Eliú deseja ensinar a sabedoria. Sendo assim, ele fala de um modo mais inseguro. Ele pede aos sábios para ouvi-lo, sabendo que a sabedoria vem com a idade. Ele sabe que ouvidos críticos estarão testando suas palavras (versículos 1-3).
Como um meio de estabelecer a verdade, Eliú apela para o consenso geral. “Tratemos de discernir juntos o que é certo e de aprender o que é bom” (v. 4, NVI). Edward Heppenstall, teólogo adventista, disse em uma palestra: “a verdade é a verdade, independentemente do voto da maioria. A autoridade bíblica deve estar acima decisões humanas”.
Eliú, então, pede que os homens compreensívos o ouçam: “Longe de Deus esteja o fazer o mal, e do Todo-poderoso o praticar a iniquidade. Ele retribui ao homem conforme o que este fez, e lhe dá o que a sua conduta merece” (versículo 10, 11, NVI). Ele está raciocinando sem levar em conta a realidade do Grande Conflito. Apesar de sua pretensa sabedoria, ele vai acabar tendo um falso conceito de Deus. Ele tenta atribuir a Deus todos os resultados, bons ou maus. Eliú destaca a soberania de Deus e que por si só não é errado, porque quem deu autoridade a Deus sobre a terra e que colocou todo o mundo habitado sob o seu cuidado? (Versículo 13).
Eliú tem uma visão diferente da graça de Deus e da retribuição. “Suponhamos que um homem diga a Deus: ‘Sou culpado, mas não vou mais pecar’ ” (v. 31, NVI). “Deveria Deus recompensá-lo nesses termos?” (Verso 33, tradução do original pelo autor).
Segundo Eliú, Jó deveria sofrer “a mais dura prova, por sua resposta de ímpio!” (v. 36, NVI). Ele sente que Jó está adicionando transgressão ao seu pecado, ao multiplicar suas palavras contra Deus (verso 37).
Querido Deus,
Os jovens gostam de falar e o fazem mesmo sendo inexperientes. Eles facilmente criticam e desdenham do pensamento alheio. Oramos para que com o passar do tempo eles percebam suas falhas e amadureçam a fim de que possam fazer um bom trabalho nas posições de liderança que assumirem. Amen.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Traduzido e adaptado por JDS
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Jó/34/
Texto bíblico: Jó 34