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“Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23).
O segundo grupo de exilados, que voltou com Esdras para Jerusalém, correspondeu a aproximadamente dez por cento do total do primeiro grupo. Mas, ainda que fosse um pequeno grupo, essas famílias foram corajosas em abandonar o conforto de suas vidas bem estabelecidas em Babilônia para seguir _ Esdras numa viagem perigosa, para um lugar onde teriam que recomeçar a vida. Mas, ao analisar a lista dos que subiram com ele, Esdras percebeu que não havia entre eles “nenhum dos filhos de Levi” (v.15).
Segundo “a boa mão de Deus” (v.18), uniu-se a eles mais um grupo, desta vez, de levitas que ministrariam no templo, “todos eles mencionados pelo nome” (v.20). O grupo estava, então, completo. Todos atenderam ao chamado divino, e Esdras foi despertado para uni-los num só propósito: jejum e oração. Após um firme testemunho acerca do poder de Deus, Esdras teve “vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros” (v.22) para os defender. Sendo assim, ele e o povo clamaram para que o Senhor lhes desse uma “jornada feliz” (v.21) para eles, seus filhos e seus pertences.
Montando uma guarda especial para os tesouros consagrados a Deus, a boa mão do Senhor estava sobre eles, livrando-os dos inimigos e das “ciladas pelo caminho” (v.31), de forma que chegaram em Jerusalém e ali repousaram por “três dias” (v.32). “No quarto dia” (v.33), a “oferta voluntária” (v.28) foi pesada, e os “exilados que vieram do cativeiro ofereceram holocaustos ao Deus de Israel” (v.35) e “ajudaram o povo na reconstrução da Casa de Deus” (v.36).
Podemos dizer que Esdras buscou pessoas que o Senhor havia separado para ministrar em Sua Casa, liderou um reavivamento no meio dos exilados, promoveu a fidelidade e a confiança em Deus e inspirou o seu grupo a unir-se aos demais na edificação do templo. Precisamos desesperadamente de Esdras modernos! Homens e mulheres que se permitam ser usados por Deus de uma forma tão íntegra, que não restem dúvidas quanto ao seu caráter divinamente lapidado.
Enfrentamos, dia a dia, uma jornada perigosa repleta de inimigos e de “ciladas pelo caminho” (v.31). Muitas vezes somos tentados a buscar auxílio inútil quando ao nosso lado está o Senhor dos Exércitos, pronto para nos atender. Porque a “boa mão do nosso Deus é sobre todos os que O buscam, para o bem deles; mas a Sua força e a Sua ira, contra todos os que O abandonam” (v.22). Ao separarmos dias de jejum e oração, como Esdras, confiemos que, depois do deserto perigoso, há uma terra de repouso à nossa espera.
Acerca do jejum, Ellen White escreveu: “O verdadeiro jejum, que deve ser recomendado a todos, é a abstinência de qualquer espécie estimulante de alimento, e o uso apropriado de alimento saudável e simples, que Deus proveu em abundância. Precisam os homens pensar menos acerca do que hão de comer e beber de alimento temporal, e muito mais acerca do alimento do Céu, que dará tono e vitalidade à experiência religiosa toda” (Carta 73, 1896). Com toda a convicção e fé, proclamemos, hoje, amados: “Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23).
Nosso Pai Celestial, cremos que o Senhor nos deixou luz suficiente sobre a mensagem de saúde, que é um meio poderoso de nos ajudar no caminho de volta para casa. Oramos para que o Espírito Santo nos motive e nos ajude a praticar esta mensagem e a usá-la com sabedoria na obra de alcançar mais pessoas para o Teu reino. Não é uma questão de comida e bebida apenas, mas de confiar nos Teus planos para nós. Nós Te amamos e queremos voltar para casa o quanto antes! Por isso, Pai, nos reaviva e derrama sobre nós o refrigério do Teu Espírito, a fim de que o mundo seja iluminado com a Tua glória! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Jejuemos, vigiemos e oremos!
Bom dia, exilados a caminho do Lar Celestial!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ESDRAS 8 – Fazer a vontade de Deus exige determinação. As coisas nem sempre fluirão naturalmente bem. Todavia, não é por existirem desafios que Deus não estará abençoando.
Esdras faria uma viagem perigosa até Jerusalém com um grupo de judeus libertos da Babilônia, conquistada pela Pérsia. Nessa jornada, algumas famílias demonstraram interesse em retornar; contudo, não havia nenhuma família de levitas. Devido à importância da função levítica de divulgar os princípios da Palavra de Deus, Esdras não ousou partir sem elas (Esdras 8:1-20).
Esdras agiu como os filhos dos profetas que, diante da extrema necessidade de ampliar a Escola dos Profetas, não ousaram agir sem levar junto a Eliseu, o homem de Deus (II Reis 6:1-7).
Os relatos bíblicos nos indicam o valor a ser dado aos líderes espirituais (Hebreus 13:7, 17). O individualismo e o isolamento na jornada cristã são atitudes antibíblicas. Esdras era um indivíduo da alta sociedade e de elevado nível espiritual, contudo não agiu independentemente. A atitude de Esdras é nobre e deve ser replicada.
Por outro lado, devemos tomar cuidado para não ser influenciado por indivíduos regidos pelo Diabo: “Pois há muitos insubordinados, que não passam de faladores e enganadores… Eles afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos O negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra” (Tito 1:10, 16). Satanás afastou um grande grupo de anjos do governo de Deus tornando-os insubordinados, e hoje faz o mesmo com seres humanos, inclusive dentro da igreja verdadeira!
Na jornada cristã há grandes desafios. Portanto, precisamos contar com líderes espirituais da igreja de Deus e com o poderoso Deus da igreja. Foi assim no Antigo Testamento, e continua assim no Novo Testamento. Paulo não deveria fundar um cristianismo paralelo ao da igreja liderada pelos apóstolos; deveria unir-se, superando grandes obstáculos (Atos 9:1-30).
As práticas espirituais de Esdras deveriam influenciar-nos poderosamente para recebermos as tão almejadas respostas de Deus. Jejum e oração são úteis para solucionar nossas preocupações corretas: Assim que conseguiu várias famílias de levitas, Esdras separou 22 indivíduos para carregar os tesouros do templo. Ao chegarem ao destino, deveriam prestar contas. Todos foram fieis às suas responsabilidades; então, Deus os abençoou na perigosa jornada (Esdras 8:21-36).
Como Esdras, humilhemo-nos… para termos jornada bem-sucedida rumo à Nova Jerusalém! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESDRAS 7 – Primeiro leia a Bíblia
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: ESDRAS 7
Há quantas gerações você é adventista?
Hoje, um homem no Afeganistão me perguntou se cresci no adventismo ou se o descobri por meio de pesquisas. Você vê, Mohammed está descobrindo o adventismo através de pesquisa. Ele disse: “Para dizer a verdade, a maneira como você nos conheceu [e nos deu] essas oportunidades de pesquisa e [ajuda] espiritual, foi a vontade de Deus. Não estou exagerando ao dizer que [minha mente] estava terrivelmente longe de Deus. …Sinto-me como uma criança que perdeu o caminho de casa e quer chegar ao lar de paz o mais rápido possível.”
Mohammed perguntou se eu já havia chorado ao encontrar a verdade.
E eu lhe assegurei que sim. Eu disse a ele que minha mãe fez uma pesquisa que me ajudou, assim como a pesquisa dele ajudará seu filho. Mas também, como seu filho precisará se conectar a Deus quando for mais velho, eu também me conectei.
Esdras conectou-se à Deus por si mesmo.
E não importa quantas gerações há em sua linhagem de fé, você deve se conectar por si mesmo e por Jesus.
Eugene Prewitt
Diretor da Stallant Health, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezr/7
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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816 palavras
Resumo do capítulo: Esdras vai a Jerusalém para ensinar a lei. Artaxerxes escreve: “Decreto que todas as necessidades de Esdras sejam atendidas”. Assim, Esdras enche-se de coragem.
1 Passadas estas coisas. Cerca de sessenta anos se passaram entre os eventos do final do cap. 6 [516 a.C.] e o início do cap. 7 [458 a.C.]. Com base em Esdras e Neemias, a única informação sobre este período é a respeito da oposição nos dias de Assuero (4.6) – os eventos no Livro de Ester ocorreram durante esse período (Et 1.1) (Bíblia de Genebra).
5 Finéias. O sacerdote que era zeloso pela pureza do povo (Nm 25.7-13). Com Zadoque, simboliza os antecedentes do zelo de Esdras. Filho de Arão. Esta genealogia, abreviada para só mencionar os nomes mais destacados, revela Esdras como o herdeiro da posição de sumo sacerdote (Bíblia Shedd).
6 Oitenta anos após o retorno dos primeiros exilados a Jerusalém (2:1), Esdras retornou. Esta foi sua primeira viagem e levou quatro meses. O templo já estava erigido há 58 anos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
escriba. Heb sôpher, “secretário”, “perito em livros”, e depois recebendo o significado técnico de “estudioso da lei de Deus, com a finalidade de ensiná-la” (Bíblia Shedd).
[…] homem versado na exposição das Escrituras. Esdras é o primeiro de uma linhagem de famosos judeus eruditos, que no tempo de Cristo incluía homens como Hillel e Gamaliel, a quem os judeus consideravam sucessores dignos de Esdras (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 396).
No período do NT eram chamados “Rabi” (Biblia de Estudo NVI Vida)
6-10 Esdras demonstrou que um abençoado professor de Bíblia pode fazer o povo de Deus avançar. Ele era eficaz porque era um estudante aplicado da Lei do Senhor e porque estava determinado a obedecer estas leis. Ele falava tanto por palavras quanto por exemplo. Como Esdras, nós também devemos decidir estudar e obedecer a Palavra de Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
7 também subiram. A segunda parte deste Livro [Esdras] se dedica a narrar a história do grupo que voltou a Jerusalém com Esdras, cujo nome significa “Auxiliador” (Bíblia Shedd).
10 disposto. Esdras era um homem consagrado. O alvo e a ambição de sua vida era conhecer a vontade de Deus, cooperar com Ele e ensinar os outros a fazer o mesmo. Este foi o homem que Deus chamou naquele momento para fazer uma obra especial (CBASD, vol. 3, p. 396).
disposto … para buscar a Lei do Senhor, e para a cumprir. A única maneira de compreender a Escritura é estar disposto para cumpri-la (Comentário Bíblico Devocional VT – F. B. Meyer).
12 Escriba da lei do Deus do céu. […] o título designa um alto oficial da chancelaria persa responsável pelos negócios pertinentes “à Lei do Deus do céu”; portanto, Esdras era um relator dos negócios religiosos judeus no governo persa (CBASD, vol. 3, p. 397).
14 Os sete conselheiros eram a suprema corte de Artaxerxes (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
17 diligentemente comprarás. Ou, “comprarás criteriosamente”. Artaxerxes não estava preocupado com a rapidez com que o dinheiro seria gasto, mas com a eficiência de seu uso (CBASD, vol. 3, p. 398).
23 tudo quanto vos pedir. Aí estava a colheita das orações e das lágrimas de Daniel (Comentário Bíblico Devocional VT – F. B. Meyer).
25 que lhas façam saber. Esdras, que era provavelmente responsável pela elaboração do decreto, deve ter descoberto algo a respeito das condições espirituais existentes na Judéia, que o haviam convencido da necessidade de instruir na Lei do Senhor os exilados que retornaram. Sabendo que sua convicção pessoal sobre o assunto não teria muito peso diante da liderança da Judéia, ele garantiu, através da autorização real, essa obra a fim de que os judeus não fossem tentados a afrouxar esse aspecto de seu programa de reforma (CBASD, vol. 3, p. 400).
26 observar a Lei do teu Deus. Tão grande era seu respeito ela lei que [o rei] praticamente deixou Esdras fazer o que entendesse ser o melhor. Essa reverência para com a lei de Deus vinda de um monarca pagão nos envergonha. Procuremos exaltá-la mais nós também! Sejamos o povo do Livro e o exaltemos, como por ele somos exaltados, até na opinião daqueles que não o reverenciam! (Comentário Bíblico Devocional VT – F. B. Meyer).
Este versículo mostra que até o imperador reconhecia claramente que a infidelidade à vontade de Deus se constitui, realmente, na pior traição contra o império, contra sua prosperidade e contra sua sobrevivência física, moral e espiritual (Bíblia Shedd).
27 Bendito seja o Senhor. Esdras bendisse ao Senhor por tudo que Deus havia feito por ele e através dele. Esdras honrou a Deus através de sua vida, e Deus o honrou. Esdras poderia ter suposto que a sua grandeza e carisma tivessem obtido a vitória junto ao rei e seus príncipes, mas ele deu os créditos a Deus. Nós, também, deveríamos ser gratos a Deus por nosso sucesso e não pensar que o conseguimos pela nossa própria força (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
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“Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (v.10).
Da linhagem de Arão, sendo sacerdote e “escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor, Deus de Israel”, Esdras foi beneficiado pelo rei Artaxerxes, “segundo a boa mão do Senhor, seu Deus, que estava sobre ele” (v.6). Em 457 a.C., “este Esdras” (v.5) liderou o segundo grupo de exilados que regressou à terra de Judá. Sendo reconhecido pelo rei como “escriba da Lei do Deus do céu” (v.12, 21) e possuidor da sabedoria de Deus, Esdras demonstrou ter sido alguém que fez a diferença no meio de um reino pagão.
Esdras não foi apenas um perito das Escrituras, mas um obediente servo de Deus, praticante da Palavra. Sua vida não se resumia, contudo, a guardar consigo a sua experiência, pois além de buscar e cumprir a Lei do Senhor, também se dedicava a “ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (v.10). O conhecimento que dia a dia adquiria das leis de Deus não podia ser silenciado, e sua importância foi reconhecida pelo próprio rei persa: “e ao que não as sabe, que lhas façam saber” (v.25).
Em seu decreto, por nove vezes, Artaxerxes se referiu a Deus como o Deus de Esdras. Para o monarca, era fato que o escriba judeu era um fiel adorador “do Deus do céu” (v.21). Tanto Esdras quanto Neemias foram favorecidos diante dos soberanos da Terra, não por mérito próprio ou por posições privilegiadas, mas porque tinham um coração disposto a fazer a vontade de Deus, segundo está escrito. Tendo por norma irrevogável o “assim diz o Senhor”, decidiram dedicar a vida a Deus e nEle buscar refúgio. E sua confiança e dedicação deram cumprimento aos eventos profeticamente determinados.
Foi a partir do decreto de Artaxerxes, “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Dn.9:25), que se começou a contagem do período das setenta semanas, ou quatrocentos e noventa anos proféticos. De 457 a.C. “até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas” (Dn.9:25). Ou seja, 483 anos até o batismo de Cristo, que foi ungido pelo Espírito Santo. Na última semana restante, “na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares” (Dn.9:27), pois Cristo ali cumpriu a justiça em Sua morte na cruz. Mas ainda faltava a outra metade da semana, que se encerrou no ano 34 d.C., com a morte de Estêvão. Em sua visão, este mártir de Deus viu encerrado o tempo de oportunidade a Israel como nação eleita: “e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus” (At.7:56). O ministério de Esdras, portanto, foi de extrema importância no cenário profético histórico-mundial.
O exemplo de Esdras revela o caráter de quem aplica o coração a examinar e cumprir as Escrituras. Todo aquele que dedica, diariamente, um tempo de qualidade em comunhão com Deus, através da oração e do estudo da Bíblia, recebe do alto o vigor espiritual necessário para enfrentar as mais adversas situações. Entretanto, há uma porção adicional separada aos que se dedicam a compartilhar as boas-novas. Sua vida torna-se mais nobre e mais bela, como está escrito: “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Rm.10:15). Isso significa, amados, que a nossa comunhão com Deus não pode ficar restrita a quatro paredes. Ela só tem razão de ser se recebermos a Palavra viva para, então, transmiti-la (Leia At.7:38).
O capítulo é encerrado com uma ação de graças de Esdras. Ele atribuiu a Deus todo o mérito. Lembro-me da história de Jó, que, mesmo sendo fiel a toda prova enfrentada, no fim, reconheceu: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Quando reconhecemos que é pela bondade de Deus e por Suas misericórdias que “vivemos, e nos movemos, e existimos” (At.17:28), mais nos achegamos a Ele, assim como uma criancinha de colo necessita de sua mãe (Leia Sl.131:2).
Que, a cada dia, possamos declarar ao sair de nosso lugar de comunhão: “Assim, me animei, segundo a boa mão do Senhor, meu Deus, sobre mim” (v.28).
Pai nosso, que habita no mais santo lugar, mas que também habita com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o coração dos contritos e abatidos, vem em nosso encontro e nos vivifica. Senhor, Teu servo Esdras participou e contribuiu para o preparo de um povo no início de um período profético, e nós fomos chamados por Ti para preparar um povo para o encerramento deste mundo de pecado. Não há mais período de tempo a nós revelado, mas é nosso dever, mediante o que nos deixaste escrito, saber o quão perto estamos do tempo de prova e da segunda vinda do nosso Redentor. Por isso, Pai, capacita-nos mediante a dotação do Teu Espírito, e nos anima nesses dias difíceis, segundo a Tua boa mão sobre nós, para que ajuntemos os restantes de Israel para subirem conosco de volta ao Lar. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, reavivados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ESDRAS 7 – Deus nos fez com cérebro, pretendendo que estudemos matérias seculares e temas espirituais com profundidade. “Todos os seus dons são outorgados a nós para serem usados ao máximo. Ele requer que todos nós cultivemos nossas capacidades e atinjamos a mais alta capacidade possível para ser úteis, a fim de que realizemos um nobre trabalho para Deus e sejamos uma bênção para a humanidade”. Portanto, Ellen White faz o seguinte apelo:
“Queridos jovens, qual é o alvo e propósito da vossa vida? Tendes a ambição de educar-vos para poderdes ter nome e posição no mundo? Tendes pensamentos que não ousais exprimir, de poderdes um dia alcançar as alturas da grandeza intelectual; de poderdes assentar-vos em conselhos deliberados e legislativos, cooperando na elaboração de leis para a nação? Nada há de errado nessas aspirações. Podeis, cada um de vós, estabelecer um alvo. Não vos deveis contentar com realizações mesquinhas. Aspirai à altura, e não vos poupeis trabalhos para alcançá-la” (FEC, 82).
Esdras é um exemplo dessa orientação. Assim como o livro de Daniel, seu livro foi escrito em dois idiomas: hebraico e aramaico. Isso indica várias coisas, uma delas é a demonstração de quão culto foi Esdras. O que não é de admirar, pois ele trabalhava para o governo persa (Esdras 7:1-11).
Como alguém dedicado ao estudo e consagrado à missão divina, Esdras apresenta a prioridade que líderes e liderados devem ter em relação à espiritualidade, sem deixar de crescer na pirâmide social.
Mesmo sendo estrangeiro, o escriba Esdras era ícone da confiança do rei Artaxerxes. Por isso, o rei persa o liberou das suas funções, deu-lhe uma carta com recursos para liderar outra leva de judeus rumo a Jerusalém, para investir na casa de culto e nas cerimônias religiosas (Esdras 7:11-28).
Sendo descendente do Sumo Sacerdote Arão, Esdras é modelo de líder espiritual para momentos de reavivamento espiritual. Na verdade, Ele é um excelente exemplo de bom cidadão deste mundo e da Pátria Celestial. Assim, sua postura fez com que obtivesse apoio e respeito do imperador da Pérsia, dos judeus piedosos de Jerusalém e do próprio Deus.
Não é errado estudar, fazer faculdade, mestrado, doutorado… se nada disso ocupar o lugar de prioridade do estudo da Palavra de Deus!
Deus nos quer sábios! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESDRAS 6 – Primeiro leia a Bíblia
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: ESDRAS 6
Esdras 5 nos mostrou como o povo de Israel arriscou sua reputação com o poder governante de sua época para obedecer a Deus. Esdras 6 revela o resultado. Em vez de interromper o trabalho, como Tatenai e seus amigos esperavam, sua pergunta inspirou o rei a ajudar os israelitas a seguir a ordem de Deus para construir o templo.
Com o encorajamento de Ageu e Zacarias, os profetas da época, o povo terminou a obra com sucesso. Mas não apenas a tarefa deles foi concluída – seus corações também estavam bem com Deus. O versículo 16 nos diz que eles “celebraram com alegria a dedicação do templo de Deus.” Os versículos 20-22 relatam que todos os sacerdotes e levitas eram puros e que os israelitas que “se haviam separado… da práticas impuras de seus vizinhos gentios… celebraram com alegria a festa dos pães sem fermento; pois o Senhor os enchera de alegria”.
O Deus de Esdras é o mesmo Deus a quem servimos hoje. Ao nos comprometermos a construir o templo de Deus (1 Coríntios 3:9-16) em obediência às instruções que recebemos por meio de Seus profetas, Ele nos usará para concluir Sua obra, mesmo que as circunstâncias pareçam proibitivas. Além disso, Ele também mudará nossos corações, tornando-nos puros, santos e alegres em Seu serviço.
Eliza Moffat
Missionário entre os Fulani, África Central
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezr/6
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1622 palavras
Resumo do capítulo: Dario emite um decreto. “O custo para a reconstrução do templo virá do tesouro real”. O templo é concluído e os Israelitas celebram a Páscoa por sete dias.
1 Da Babilônia. Durante sua visita a Jerusalém, parece que Tatenai recebeu dos judeus a informação de que, provavelmente, o documento original estaria nos arquivos reais de Babilônia; portanto, ele sugeriu que Babilônia era o lugar em que a busca deveria ser feita (Ed 5:17). Dario seguiu a sugestão e ordenou a busca em Babilônia, porém sem sucesso. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 387.
2 Em Acmetá … se achou um rolo. Quando o documento mencionado por Tatenai não foi encontrado, uma ordem posterior aparentemente foi dada para continuar a busca aos arquivos reais de outras capitais persas, Ecbátana e Susa. Isso indica um esforço sincero da parte do rei e de seus oficiais para serem justos, procedendo a uma rigorosa investigação antes de tomar uma decisão final. … Acmetá era a antiga capital da Média. No persa antigo, era chamada Hagmatâna, e em grego, Ecbátana. Hoje, a cidade se chama Hamadân. Localizada nas montanhas iranianas ocidentais, a 1.829 m acima do nível do mar, os reis persas fizeram dela uma de suas cidades de verão. Babilônia, situada no vale do rio, tornava-se desconfortavelmente quente no verão. O fato de que o documento foi encontrado em Ecbátana e não em Babilônia indica que Ciro residiu ali quando o decreto foi promulgado. CBASD, vol. 3, p. 387.
Quanta coisa dependia do encontro daquele rolo! Mas Deus sabia onde estava, e os levou a descobri-lo, e inclinou Dario a ratificá-lo. Quando nos sentimos ansiosos e perturbados acerca das nossas relações com nossos semelhantes, não adianta nada nos entristecermos; será melhor confiarmos. Documentos perdidos, corações estremecidos, meadas embaraçadas, entreguemos tudo nas mãos do Pai (Comentário Bíblico Devocional – VT, F. B. Meyer).
4 pedras grandes … madeira. Esse projeto visava, provavelmente, a almofadar o edifício contra choques sísmicos (Bíblia de Estudo NVI Vida).
8 pagas pela tesouraria do rei [NVI]. Era política sistemática dos reis persas ajudar a reparar santuários dentro de seu império (Bíblia de Estudo NVI Vida).
A dificuldade levantada pelos inimigos dos judeus na verdade redundou em benefício destes (Comentário Bíblico Devocional – VT, F. B. Meyer).
Ciro havia decretado que a reconstrução do templo em Jerusalém receberia subsídios de fundos públicos (v. 4). Essa parte do decreto, provavelmente, jamais havia se cumprido (ver Ed 4:4, 5), porque os samaritanos aparentemente foram bem-sucedidos em frustrar as boas intenções de Ciro. Quando Dario soube, através da cópia do decreto de Ciro encontrada em Ecbátana, que apoio financeiro havia sido prometido aos judeus, provavelmente ele perguntou ao tesoureiro real quanto dinheiro havia sido gasto no templo desde a emissão do primeiro decreto. Seu desagrado ao receber a informação de que pouco ou nada havia sido pago, resultou no uso de uma linguagem veemente em sua carta a Tatenai: “retirai-vos para longe dali” (v. 6), “não interrompais a obra” (v. 7), “para que não se interrompa a obra” (v. 8), “sem falta” (v. 9), e especialmente as ameaças no v. 11 caso o decreto não fosse cumprido. CBASD, vol. 3, p. 388.
9 Segundo a determinação dos sacerdotes. Era a mais extraordinária concessão aos judeus permitir que seus sacerdotes fixassem a quantia que eles deviam receber do sátrapa. Dario devia estar seguro de que os judeus não abusariam de sua generosidade. […] Parece provável que alguns judeus influentes trabalhassem no setor de relações exteriores do império persa. A mão de um desses homens talvez tivesse parte na preparação desse decreto de Dario. CBASD, vol. 3, p. 389.
10 Orem pela vida do rei. O império persa procurava sistematicamente a boa vontade das influências religiosas, e os judeus, por sua vez, tinham o costume de orar em favor dos líderes políticos de todos os lugares, para onde se espalhavam. Ver 1Tm 2.1-2 (Bíblia Shedd).
11 Pendurado nela [ARA; NVI: empalado]. Não enforcado, do modo usual, mas empalado, uma forma cruel de execução praticada extensivamente pelos assírios. […] Havia duas maneiras conhecidas de empalação. Em cada uma delas, uma estaca com uma ponta afiada era fincada na terra. A vítima, nua, era então empalada; a estaca penetrava seu corpo a partir de suas nádegas para acima ou através de seu peito. Ameaças como as de Dario feitas nos decretos eram comuns em documentos antigos. À luz da prática de reis absolutistas nos tempos antigos, as ameaças desse decreto não parecem extraordinárias. […] Dario percebeu que seu decreto precisaria de uma linguagem forte. Os samaritanos tinham se mostrado hábeis na arte de desafiar mandados reais. O decreto foi destinado a assustá-los e, assim, impedi-los de causar mais danos. CBASD, vol. 3, p. 389.
De acordo com Heródoto (3.159), Dario I empalou 3 mil babilônios quando conquistou a cidade da Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13,14 As obras do templo tinham avançado pouco, não somente por causa da oposição, mas também porque os que voltaram se preocupavam mais com suas casas (Ag 1.2-9). Como colocaram seus interesses em primeiro lugar, Deus lhes enviou a fome como castigo (Ageu 1.5, 6, 10, 11). Com o ânimo advindo da pregação de Ageu e Zacarias e sob a liderança de Zorobabel e de Jesua, iniciou-se novo esforço (Ag 1.12-15) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
14 E prosperando. Os judeus, que tiveram tantos problemas e desilusões naqueles anos, não poderiam esperar nenhuma surpresa maior ou mais alegre do que a mensagem do novo decreto de Dario. De repente, foram cumpridas as profecias de Ageu, que lhes lembrou que seu Deus era o dono da prata e do ouro, e que seria fácil para Ele fornecer os meios necessários para completar a tarefa que tinham começado na fé (Ag 2:8). No dia em que lançaram a nova fundação, o Senhor havia prometido: “Mas, desde este dia, vos abençoarei” (Ag 2:19). Maravilhosa foi a realização. Na verdade, as bênçãos visíveis devem ter excedido as suas esperanças mais ousadas. CBASD, vol. 3, p. 390.
15 Acabou-se esta casa. O templo se completou em 516 a.C., no dia 10 de março; […] O que faltou do templo era a arca da aliança simbolizando a presença de Deus que desapareceu sem deixar sinal por ocasião da destruição do templo de Salomão. Também não se fala mais do fogo perpétuo (Bíblia Shedd).
A longo prazo, o segundo templo, embora não fosse tão grandioso quanto o primeiro, acabou durando muito mais tempo. A planta geral do segundo templo era semelhante à do templo de Salomão, mas o Lugar Santíssimo foi deixado vazio porque a arca da aliança se havia perdido na conquista babilônica. De acordo com Josefo, no Dia da Expiação [Yom Kippur] o sumo sacerdote colocava seu incensário na placa de pedra que marcava a antiga localização da arca (Bíblia de Estudo NVI Vida).
14 Esdras cuidadosamente destacou que a reconstrução do templo foi ordenada primeiramente por Deus e, então, pelos reis, que eram Seus instrumentos. É irônico e maravilhoso que o trabalho de Deus tenha sido completado por uma descoberta em um parágrafo perdido em uma biblioteca pagã. Toda a oposição de forças poderosas foi interrompida por uma cláusula em um documento legal. A vontade de Deus é suprema sobre todos os governantes, todos os eventos históricos e todas as forças hostis. Ele pode nos livrar através de meios que não podemos nem imaginar. Se crermos em Seu poder e amor nenhuma oposição poderá nos deter (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
16 Celebraram. Há tempo para celebrar, mas também há um tempo para trabalhar. Ambos são apropriados e necessários à adoração a Deus e ambos Lhe agradam (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
O povo de Deus se alegra porque ele sabe que o seu Mestre controla não apenas o universo, mas também o destino e vidas de indivíduos e povos (Andrews Study Bible).
É muito provável que os Salmos 146-150 tenham sido compostos por esse tempo. Na Septuaginta são chamados de “Salmos de Ageu” (Comentário Bíblico Devocional – VT, F. B. Meyer).
“Dedicação” traduz a palavra aramaica hanukkah. Esse mesmo nome –hanukkah – é dado ao feriado em dezembro que celebra a reconquista do templo nas mãos dos selêucidas [de Seleuco, do domínio grego] e sua nova dedicação (165 a.C.) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
17 Cem novilhos. Pouca coisa, em comparação com a inauguração do templo de Salomão (1Rs 8.63), mas Deus aceita a oferta “conforme o que o homem tem” (2 Co 8.12) (Bíblia Shedd).
21 Todos os que … se haviam separado. Tendo mencionado os exilados que retornaram, Esdras refere-se a um segundo grupo de israelitas que tomaram parte na celebração da Páscoa. Estes devem ter sido “os pobres da terra” deixados para trás por Nabucodonosor, em 586 a.C., “para vinheiros e para lavradores” (2Rs 25:12). Durante os longos anos de exílio, quando os sacerdotes e líderes religiosos estavam em babilônia, essas pessoas pobres e ignorantes parecem ter aceitado algumas práticas pagãs. Os exilados adquiriram uma nova experiência religiosa sob a influência de homens íntegros como Daniel e Ezequiel. Portanto, eles pediram àqueles que não haviam estado em Babilônia para reformar sua vida a fim de pertencer àquele novo país. Alguns desses mencionados poderiam ter sido estrangeiros que aceitaram totalmente a religião dos judeus e foram recebidos na congregação dos judeus como iguais. Assim como no tempo do êxodo, uma provisão havia sido feita para que todos aqueles que desejassem se juntar ao povo de Deus poderiam fazê-lo. CBASD, vol. 3, p. 392, 393.
22 mudando o coração. Você já levou em consideração que Deus muda a atitude de uma pessoa ou grupo de pessoas? Deus é infinitamente poderoso, Sua visão e sabedoria transcendem as leis da natureza humana. Enquanto você pode sempre mudar sua atitude, lembre-se que Ele pode mudar a atitude de outros (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Rei da Assíria. Um dos títulos do imperador persa; ocorre aqui para destacar como Deus mudou aquele antigo império, que tinha sido o causador da destruição de Israel, do de Judá (sob os caldeus) e que agora veio a pertencer aos reis da Pérsia (Bíblia Shedd).