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JÓ 39 – Você já se decepcionou com Deus? Esperou uma coisa e recebeu outra dEle? Então, o livro de Jó é para você…
Quando Jó esperava um mar calmo de respostas de Deus, Deus surgiu na fúria de um redemoinho trazendo-lhe uma avalanche de questionamentos, que em vez de afagar seu ego, provocou a destruição dele. Não gostamos de ter o ego ferido, mas enaltecido. Por isso, devido ao nosso orgulho nos decepcionamos com Deus. Contudo, com certeza Ele sabe o que é melhor para nós! Confiemos!
A sabedoria e o conhecimento divino excedem em muito em relação à capacidade e habilidade humana em compreender as coisas. Ao considerar Jó 39 devemos aprender a depender da sabedoria e providência de Deus em todas as coisas.
Se Jó não pode entender astronomia… Deus traz o debate ao nível da zoologia. Já o havia feito no final do capítulo 38, agora, salienta ainda mais. Refletindo atentamente, juntamente com Jó somos questionados sobre nossa capacidade de entender a natureza (Jó 39:1-4).
Diante do moribundo Jó, Deus descreve sobre a natureza animal; nesta descrição, considerou-se:
• A liberdade do jumento selvagem (Jó 39:5-8).
• A força e habilidade do boi selvagem para trabalhar arando a terra (Jó 39:9-12).
• A habilidade do avestruz de correr e sua irresponsabilidade ao pôr ovos (Jó 39:13-18).
• A força, a beleza e a coragem do cavalo (Jó 39:19-25).
• A habilidade do falcão em construir seu ninho e caçar (Jó 39:26-30).
Em Jó 39 percebe-se o uso da ironia por parte de Deus, que interroga a Jó baseando-se nestes itens acima. A ironia consiste em expressar o oposto do que se quer dizer, de forma a criar um efeito de humor e sarcasmo (Jó 39:19-20, 26-27). Com tal recurso literário, Deus intentava mostrar a Jó (e também a nós) a tamanha limitação e ignorância humana diante da grandiosidade da criação divina. Ou seja, corretamente utilizada, a ironia…
• Deve ter propósito teológico claro: os seres humanos não conseguem compreender plenamente a natureza diante de seus olhos.
• Deve ter efeitos pedagógicos: somente Deus tem visão completa das coisas; como seres limitados, devemos confiar em Sua sabedoria.
Através da ironia divina, devemos reconhecer a importância da humildade e da confiança em Deus diante das adversidades da existência! Assim, reavivaremo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 38 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 38
Que tipo de resposta você pode esperar quando tem uma discussão com o Todo-Poderoso?
Entre os conselhos desprovidos de conforto de seus amigos, Jó argumentou contra suas acusações e o que ele pensava ser o julgamento de Deus contra ele. Salpicado de afirmações de fé, reafirmou seus atos de caridade e lamentou sua própria existência, protestando contra seus evidentes maus tratos.
Em Gênesis 15:1-3, Abrão argumenta, não com julgamentos, mas com o que ele vê como uma promessa falha de Deus! Como Deus responde? Com a mais gentil segurança.
“Conte as estrelas, se puder. Assim será a sua descendência.”
Certamente, diante do sofrimento sem sentido de Jó e do abuso bem-intencionado de seus amigos, Deus faria o mesmo por ele.
Evidentemente, às vezes precisamos do mesmo lembrete que nosso Pai Celestial perfeitamente amoroso e onisciente trouxe a Jó de um redemoinho. Ele é Deus. Ele é o Criador. Nós não somos.
As palavras soam ofensivas e abusivas a princípio:
“Quem é esse que obscurece o meu conselho com palavras sem conhecimento?”
“Onde você estava . . . ?”
O Deus que conhecia a segurança de que Abrão precisava, sabia que Jó precisava Dele em toda a Sua majestosa incompreensibilidade. Ainda não entendo completamente o porquê, nem por Jó, nem por mim mesmo às vezes. Mas então, por que eu iria?
Eu não sou Deus. Ele é amor. É suficiente.
Bob Mason
Pastor, Igrejas Adventistas do Sétimo Dia de Yreka/Scott Valley, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/38
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1013 palavras
1-3 Embora Jó tivesse clamado por uma audiência com Deus, ele se mostrou totalmente despreparado quando isso aconteceu. Ele nem sequer falou quando Deus o desafiou para o confronto. Então o Senhor lançou sobre Jó uma torrente de perguntas. De acordo com o desafio inicial de Deus, as palavras desinformadas de Jó obscureciam questão (v. 2). Porém, no final, o Eterno diria que ninguém havia falado tão corretamente sobre Ele quanto Jó (42:7, 9). É evidente que nem Jó nem os outro oradores compreenderam totalmente as questões em jogo. Nenhum deles sabia sobre a exigência cínica de Satanás. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 131.
1 o SENHOR. A resposta de Deus a Jó ocupa quatro capítulos (38-41), interrompidos apenas por uma curta confissão de Jó (40:3-5). Os cap. 38 e 39 estão intimamente ligados, e constituem uma exortação a Jó, em vista de sua ignorância sobre a criação natural de Deus. Deus tenta ampliar o conceito de Jó sobre o Ser divino. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 675.
respondeu a Jó. Deus não vindica Jó imediatamente. Seu propósito divino não é resolver uma disputa, mas revelar-Se. Ele também não explica a Jó a razão de seu sofrimento. Uma compreensão clara de Deus é mais importante do que uma revelação de todas as razões pelas quais Deus age como o faz. CBASD, vol. 3, p. 675.
38:4 – 39:30 Em seguida, Deus submeteu Jó a uma série de perguntas que primeiro cobriram elementos inanimados (38:4-38) e a fauna (38:39-39:30). Por meio de um discurso repleto de metáforas atraentes, Deus enfatizou Sua consciência da criação animada e Seu cuidado por uma criação caída; entre outros seres vivos, menciona o leão, o corvo, a cabra-montesa, o avestruz e o homem no cavalo de guerra. A interrogação de Deus mostra que ele está ciente de tudo. Na verdade, Ele não está simplesmente ciente, mas dirigindo, gerenciando e controlando toda a vida e a natureza, algo que Jó não ignorava (12:9-10). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 131.
7 rejubilavam. Três vezes é mencionada a alegria dos anjos: na criação, na redenção e na recriação da Terra. CBASD, vol. 3, p. 676.
9 O mar é como um recém nascido envolvido em nuvens de escuridão (idêntico ao termo grego em Lucas 2:7). Andrews Study Bible.
11 quando Eu lhe disse. Deus, o Pai, controla o mar falando a ele, assim como faz Deus, o Filho (v. Lc 8.24, 25). Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 A terra se modela como o barro debaixo do selo (ARA; NVI: “sinete”). Ou sinete cilíndrico […] ou sinete de carimbar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Como o selo muda o barro, fazendo-o deixar de ser uma massa inexpressiva e sem forma e imprimindo em sua superfície uma figura, assim a vinda da alva transforma a Terra, de uma massa indistinta, num objeto que tem forma e cor. CBASD, vol. 3, p. 677.
como vestidos. O nascer do sol faz com que a terra tome forma e cor, como o desenho ricamente bordado numa veste. CBASD, vol. 3, p. 677.
15 dos perversos se desvia a sua luz. É à noite que os ímpios estão ativos (v. Jo 3.19) Bíblia de Estudo NVI Vida.
A luz do dia não traz alegria para os ímpios. Suas trevas interiores fazem com que procurem escapar da luz exterior. CBASD, vol. 3, p. 677.
o braço levantado para ferir se quebranta. O braço levantado para cometer um ato violento é quebrado pela chegada da luz. As atividades ilícitas são interrompidas. CBASD, vol. 3, p. 677.
16 o mais profundo. As cavernas inexploradas no fundo do mar são desconhecidas por Jó. CBASD, vol. 3, p. 677.
17 O que você realmente sabe a respeito da morte? Andrews Study Bible.
20 para a sua casa [casa da luz e das trevas]. A luz e as trevas são personificadas e apresentadas como se residissem em casas. Quando a noite cai a luz volta para sua habitação e as trevas saem. Pela manhã, são as trevas que voltam para casa e a luz sai. CBASD, vol. 3, p. 677.
22 depósitos da neve… saraiva. Fenômenos naturais, como a neve o granizo (saraiva) representaram um mistério durante muitos séculos, mas não constituíam um mistério para Deus. CBASD, vol. 3, p. 677.
Deus usou granizo para ajudar Josué e os israelitas a vencer uma batalha (Josué 10:11). Life Application Study Bible Kingsway.
31 poderás…? Apontando para várias constelações brilhantes e conhecidas, Deus pergunta se Jó se acha capaz de guiá-las em sua rota ao longo do espaço. CBASD, vol. 3, p. 677.
laços do Órion. Alguns sugeriram que esta palavra designa as três estrelas popularmente como o “cinturão de Órion”. Embora aparentemente próximas no céu, essas estrelas não são membros de um aglomerado como as plêiades. Na verdade, estão viajando a um grande velocidade em direções diferentes. Esta sugestão estaria em harmonia com o óbvio contraste do texto entre o “atar” das Pléiades e o “soltar” do Órion. CBASD, vol. 3, p. 678.
32 os signos do Zodíaco (ARA; NVI: “as constelações”; NKJV: “Mazzaroth”; BLH: “a estrela d’alva”; NKJA: “a Alva, a estrela da manhã”). Do heb. mazzaroth. Esses 12 “signos” ou constelações … formam um cinturão ao redor do Equador e, assim, marcam o caminho através do qual o sol aparece para viajar em seu circuito ao longo dos céus estrelados durante o decorrer do ano. O termo mazzaroth provém de uma raiz que significa “brilhar” ou “ser brilhante”. CBASD, vol. 3, p. 678.
36 meteoro (ARA; NVI: “mente”). A palavra hebraica traduzida por “meteoro” ocorre somente aqui, e o seu sentido tem estado em dúvida desde os tempos antigos. Bíblia de Genebra.
Heb sewi, palavra derivada do conceito de “vigiar”, e traduzida “galo” ou “mente”. Exprime aqui a ideia de um fenômeno celestial. Note-se que muitos versículos de Jó têm causado grandes dificuldades ao tradutor e depois ao leitor. Bíblia Shedd.
37 numerar … as nuvens. As nuvens, como os grãos de areia na praia, não podem ser estatisticamente computadas. CBASD, vol. 3, p. 679.
os odres dos céus … despejar. A expressão diz, literalmente, “quem pode deitar os odres”, isto é, incliná-los para que o conteúdo saia. CBASD, vol. 3, p. 679.
38 para que o pó se transforme em massa sólida. Este verso complementa o pensamento da figura de linguagem anterior. Quando o solo está duro e seco, quem pode persuadir as nuvens a derramar água sobre ele? CBASD, vol. 3, p. 679.
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“Cinge, pois, os lombos como homem, pois Eu te perguntarei, e tu Me farás saber” (v.3).
Desconhecendo o grande conflito em que estava envolvido, finalmente Jó obteve alguma resposta. Na verdade, não era bem o que esperava, mas foi surpreendido com a voz de Deus a lhe declarar o Seu poder e sabedoria supremos através das obras da criação. Por meio de uma série de perguntas, o Senhor ilustrou a Sua majestade com os cenários da natureza e do Universo. O Criador de todas as coisas estava diante de uma criatura, a lhe descortinar os sentidos para um conhecimento acima de qualquer ciência humana.
Do “meio de um redemoinho” – o que nos remete à trasladação do profeta Elias (Leia 2Rs.2:11) – Deus “respondeu a Jó” (v.1) e lhe deu uma ordem um tanto curiosa. A expressão “cinge, pois, os lombos” (v.3) se referia a prender as vestes com um cinto de modo que pudesse facilitar na realização de trabalhos físicos ou de algum tipo de esforço prolongado. Também era um símbolo de preparo mental para o trabalho. Para quem estava com o corpo coberto de feridas em extremo dolorosas, este esforço lhe seria praticamente impossível. Contudo, era provável que o Senhor já tivesse iniciado o Seu discurso com essa figura de linguagem, a fim de declarar a breve cura física e emocional de Seu fiel servo.
Iniciando pelos “fundamentos da terra” (v.4), Deus enumerou uma série de detalhes da criação não contidos no livro de Gênesis; como, por exemplo, o cântico alegre do Universo enquanto a Terra era criada. Quando lemos o relato da criação, imaginamos tão somente a voz da Onipotência dando ordens e tudo surgindo em perfeita obediência. Mas enquanto o Criador falava e tudo surgia, milhares de seres santos olhavam para a diversidade de cores e espécies, para os detalhes de cada criatura, para a singular beleza das coisas inanimadas, para aqueles cuja atenção divina se demorou em moldá-los com as mãos à Sua própria imagem e semelhança, e em uníssono encheram o espaço infinito de harmoniosa melodia em louvor a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
A mensagem dada a Jó ressoou em tempo determinado e nos alcança com a força de sua urgência: “e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Desde que iniciado o tempo do fim, muitos têm intensificado seus estudos a fim de atestar o seu conceito de que não há um Criador. E o que é pior: há líderes religiosos reforçando e divulgando a teoria de que o relato da criação não passa de uma literatura poética. Entretanto, este tipo de tese lança por terra toda a Bíblia e faz do cristianismo a maior farsa de todos os tempos.
Anule os primeiros capítulos do livro de Gênesis, então, não houve pecado. Se não houve pecado, não precisamos de perdão. Se não precisamos ser perdoados, para que a graça? E se não precisamos do perdão e da graça, qual a necessidade de um Salvador? E se o Salvador não veio e não ressuscitou, é vã a nossa fé (1Co.15:17). Percebem o terrível engano, amados? “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16). O que foge desta verdade absoluta, que fere esta cláusula pétrea divina, que diminui ou subjuga a Palavra de Deus a fim de desculpar pecados acariciados, não passa de uma mentira, ardil de Satanás, “porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo.8:44).
Se fizermos uma releitura das palavras do Senhor a Jó, encontraremos um eloquente apelo para que adoremos ao Criador, O mesmo que nos deixou escrito um claro lembrete como mandamento: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar […]”. E por que o sábado e não outro dia, amados? No próprio mandamento o Senhor nos responde: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:8 e 11).
O sábado vem até nós a cada semana como um presente de Deus, como um “redemoinho” no tempo, para que possamos nos encontrar com o nosso Criador e ouvir Sua voz de uma forma especial. Não perca este privilégio aqui, e você o viverá pela eternidade. “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor” (Is.66:22-23).
Estamos às vésperas do “tempo da angústia” (v.23), do tempo da última “batalha e da guerra” (v.23), quando Deus abrirá “os reservatórios do granizo” (v.22) e haverá “uma grande chuva de granizo” como nunca houve (Ap.16:21). Logo, Jesus dirá: “Está feito!” (Ap.16:17). A pergunta é: estamos preparados? Que os nossos olhos permaneçam fixos no nosso Criador e Redentor. E que a única chuva que caia sobre nós seja a chuva serôdia, o refrigério do Espírito Santo.
Oração: Nosso Criador e Redentor, Tu és perfeito em tudo o que falas e em tudo o que fazes. E neste dia os Teus questionamentos a Jó certamente nos alcançaram com a força inabalável da Tua Palavra.Dá-nos um coração manso, humilde e puro como o de Jesus! Concede-nos o preparo necessário para recebermos a Tua chuva serôdia! Sim, Senhor, ainda podemos contemplar o Teu amor na Natureza, mas viver neste mundo está ficando cada vez mais insustentável. Volta logo, Senhor! Temos saudades de Ti! Temos saudades do Céu! Almejamos um lugar de paz, pureza e justiça! Almejamos um lugar onde todos vivem em amor! Volta logo, Senhor! Clamamos por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, recriados para a eternidade!
Rosana Garcia Barros
#JÓ38 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 38 – Quando encerram as palavras humanas, quando chegamos aos nossos limites, quando não sabemos mais no que pensar…
… Deus pode ir além ao Se manifestar. Ele é o Soberano Onisciente e Onipotente!
Após revelar-Se através da tempestade, Deus foca em Jó e faz Sua primeira pergunta: “Quem é esse que obscurece o Meu conselho com palavras sem entendimento?” (Jó 38:1-2).
Se na concepção de Deus, Jó deturpou a filosofia, quanto mais seus amigos que diferiam grandemente dele?
Após Eliú encerrar sua fala, com Elifaz, Bildade, Zofar e Jó em silêncio, Jó 38 mostra que era a vez de Deus entrar na conversa. Perceba que Deus fala com Jó – não com seus amigos. Deus mira em Jó, “o sábio”, e enche-lhe de perguntas retóricas (Jó 38:3); quando, na verdade, era Jó quem procurava por respostas (Jó 31:35).
Analise atentamente com oração o capítulo 38 de Jó. Coloque-se no lugar dele, e permita que Deus fale a você, que sofre neste mundo injusto, que sente que Deus deveria responder mais tuas inquietações, que acredita que Deus não Se importa com os sofredores que padecem neste mundo de dor:
• Deus questiona Jó sobre a criação do Planeta Terra (Jó 38:4-7).
• Deus interpela Jó sobre o controle das águas (Jó 38:8-11).
• Deus confronta Jó sobre a luz e as trevas (Jó 38:12-15).
• Deus interroga Jó sobre as fontes do abismo (Jó 38:16-18).
• Deus questiona Jó sobre o caminho da luz, e principalmente das trevas (Jó 38:19-21).
• Deus interpela Jó sobre a neve e a tempestade (Jó 38:22-30).
• Deus confronta Jó sobre as constelações e os astros siderais (Jó 38:31-33).
• Deus interroga Jó sobre suas habilidades humanas (Jó 38:34-35).
• Deus desafia Jó a responder suas perguntas (Jó 38:36-38).
• Deus continua questionando Jó substituindo a natureza inanimada pelo reino animal (Jó 38:39-41).
Nós não somos deuses… não somos donos da verdade; ao contrário, somos criaturas extremamente limitadas, carentes da sabedoria oriunda da soberania divina.
Portanto, quando estamos orgulhosamente nos achando donos da razão, Deus precisa colocar-nos em nosso verdadeiro lugar.
Considerando com sinceridade o interrogatório de Deus, Jó 38 nos ensina a:
• Reconhecer nossas limitações
• Aprender a ouvir mais e falar menos.
• Praticar a humildade.
• Reconhecer a soberania de Deus.
• Buscar sabedoria primariamente em Deus.
Façamos isso, e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 37 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 37
Neste último capítulo antes de Deus falar, o último argumento de Eliú é registrado. Em grande parte, ele está certo. Deus é poderoso e justo. Ele deve ser respeitado e, por ser tão incrível, nunca o entenderemos completamente. Seu argumento é resumido no versículo 23: “O Todo-Poderoso está além do nosso alcance e é exaltado em poder; em Sua justiça e grande retidão, Ele não oprime.”
Mas neste último capítulo continua a suposição de Eliú de que, como Deus é justo, Jó deve ter feito coisas horríveis para estar nessa condição. Eliú e seus amigos estão certos de que existe um mal na equação. E estão certos ao afirmar de que não está com Deus. Mas eles erram em culpar Jó. Nós tivemos um vislumbre dos bastidores, no início da história, de que foi Satanás quem instigou a coisa toda. É aqui que está o mal. E isso explica por que coisas ruins acontecem a pessoas boas.
Estamos inseridos numa batalha entre o bem e o mal. Saber isso nos dá mais informações do que tinham todos os amigos sábios de Jó. Saber isso nos permite ainda acreditar que Deus é justo e nos relacionarmos com aqueles que estão passando por momentos difíceis de uma maneira compassiva e não condenatória.
Lonnie Wibberding
Pastor das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia de Glide e Turning Point
Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/37
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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732 palavras
1 Sobre isto. Não há uma divisão natural entre os cap. 36 e 37. Eliú continua usando a figura de uma tempestade para descrever o poder de Deus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 673.
2 Dai ouvidos ao … que sai da Sua boca. Muitas vezes nos atrevemos a falar em nome de Deus (como o fizeram os amigos de Deus), colocar palavras em Sua boca, ter certeza de Sua vontade ou interpretar seu silêncio significando que Ele está ausente ou não interessado. Mas Deus Se importa. Ele está no controle e falará. Esteja pronto para ouvir Sua mensagem – na Bíblia, na Sua vida através do Espírito Santo e através de circunstâncias e relacionamentos. Life Application Study Bible.
trovão de Deus. Literalmente, “o estrondo da Sua voz” (ver NVI). CBASD, vol. 3, p. 673.
7 torna Ele inativas. […] cessação do trabalho ao ar livre durante o inverno, devido à neve, ao gelo e às chuvas pesadas. Esta pausa na atividade do homem dá tempo para reflexão e, assim, promove um conhecimento mais claro de Deus. CBASD, vol. 3, p. 673.
8 entram nos seus esconderijos. É no inverno que os animais hibernam. Isto […] é para Eliú uma prova da sabedoria de Deus. Ele fez provisão para que os animais fossem protegidos do frio e subsistissem com pequenas quantidades de alimento durante a estação da escassez. CBASD, vol. 3, p. 673.
9 dos ventos do norte, o frio. […] fortes ventos que dispersam as nuvens e deixam o tempo claro e frio. CBASD, vol. 3, p. 673.
10 sopro de Deus. Aqui, metáfora do vento gelado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
14-24 Eliú confrontou Jó com uma lista de perguntas retóricas sobre o tema das obras da criação divina para demonstrar, como nas passagens anteriores, que Deus é justo em tudo que faz (v. 14-22). Ele sentia que, pelo fato de a natureza “falar” tão fortemente sobre a bondade e a sabedoria de Deus, o Criador não poderia ser questionado em relação ao castigo que Jó estava sofrendo. Assim, o verdadeiro tema não era o mundo natural, mas o fato de que Deus é abundante em justiça e não oprime os inocentes (v. 23). Isso implica que Jó não era tão inocente como dizia. Deus dá aos seres humanos o que cada um merece porque é absolutamente imparcial. A única coisa que se esperava de Jó era reverenciar a Deus (v. 24). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 130.
16 equilíbrio das nuvens. O balanço das várias forças naturais, que permitem a presença da água na atmosfera; cf o que Jó fala, 26.7. Bíblia Shedd.
O fenômeno das nuvens suspensas no céu, carregadas de chuva sem que nada as sustente, provocou a admiração de Eliú (ver Jó 26:8). CBASD, vol. 3, p. 673.
17 vento sul. O siroco, que, na área do Mediterrâneo, provoca um calor paralisante, um mormaço opressor, diante do qual até os pássaros se escondem, e toda a vida animal e vegetal dão a impressão de estar murchas. Bíblia Shedd.
18 duros como … bronze. Em Dt 28.23 os céus de bronze simbolizam calor sem alívio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 para o sol, que brilha. Os seres humanos não conseguem olhar para o sol ofuscante; quanto menos seriam capazes de ficar frente a frente com Deus! CBASD, vol. 3, p. 674.
24 não dá Ele atenção a todos os sábios de coração. Ou “pois Ele não tem consideração por ninguém que se ache sábio”. Nota Bíblia NVI.
os que se acham sábios. Isto é, os convencidos. Certamente é verdadeiro o que Eliú declara como um princípio. É tolice um homem pensar em comparar sua insignificante sabedoria com a de Deus. O erro de Eliú está em tentar aplicar o princípio a Jó. O problema com Eliú e com os outros protagonistas foi que eles ousaram julgar a Jó. CBASD, vol. 3, p. 674.
É evidente que o último discurso de Eliú trata do começo ao fim sobre sua compreensão pessoal da retribuição divina. É interessante que sua discussão a respeito do poder de Deus sobre a natureza é exclusivamente sobre meteorologia. Deus é descrito como um deus da tempestade que controla o trovão, a chuva, o vento e os relâmpagos. Os servos de Jó foram mortos por um raio, e seus filhos e filhas por um vento forte (1:16, 18-19). A implicação é que, como Deus controla as tempestades, Ele as usou para punir Jó. De acordo com Eliú, Jó foi condenado perante o Senhor. Porém, mais uma voz estava prestes a ser ouvida no diálogo. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 130.
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“Inclina, Jó, os ouvidos a isto, para e considera as maravilhas de Deus” (v.14).
Mesmo sem saber, Eliú preparou o coração de Jó para o discurso divino. Exaltando a majestade de Deus e o Seu poder criador, suas palavras foram uma espécie de prelúdio ao que estava por vir. De um modo especial, Eliú destacou as obras do firmamento: o céu, as nuvens, a chuva, a geada, a neve, os relâmpagos, os trovões, o sol. Certamente, ele tinha uma fascinação por estas “maravilhas de Deus” (v.14) e, ao estudá-las, deparou-se com um conhecimento que está acima da capacidade humana compreender ou explicar.
Com o coração a tremer, imagino Eliú olhando para o céu, e quem sabe até estivesse no período de inverno, contemplando o clima da região nesta estação. Apesar de não haver uma opinião concreta acerca da localização da “terra de Uz” (Jó 1:1), o fato de Eliú se referir não somente às chuvas, mas também “à neve” (v.6), pode ser um forte indício de que Uz ficava “nas vizinhanças de Damasco. Em realidade, uma área 65 km a sudoeste de Damasco ainda mantém o nome de Deir Eiyurb, perpetuando o nome de Jó” (CBASD, v.3, p.554). Mas também poderia estar localizada às margens de um grande rio, com base em outra de suas falas, quando ele diz: “e as largas águas se congelam” (v.10).
Ainda que incerta a localização de Uz, aquele lugar foi o cenário para a composição do que é considerado um dos maiores tesouros literários da cultura hebraica. O que precisamos admirar nesta obra, porém, não tem que ver apenas com poemas ou com uma joia literária, mas com a essência espiritual contida na experiência de Jó. A integridade deste patriarca e sua fé inabalável devem inculcar na mente de todo sincero pesquisador das Escrituras que a verdadeira adoração não depende das circunstâncias, mas está bem acima delas.
Jó foi abatido em todos os aspectos de sua vida, menos um: o espiritual. E recebeu como primeira recompensa a aparição do Senhor e a manifestação de Sua voz e sabedoria. Sabem, amados, as nossas palavras são falíveis, bem como muitas de nossas ações. Às vezes falamos do que não sabemos ou fazemos as coisas por impulso. E quantas vezes pensamos: “Eu devia ter falado isso!”, ou “Eu não devia ter feito aquilo!”. Mas o Senhor conhece com exatidão cada uma de nossas intenções ou motivações. Ser fiel ao Senhor não significa que nunca iremos errar, mas que, mesmo quando erramos, há um Deus no Céu que já experimentou ser tentado e que Se inclina para ouvir cada oração sincera e para reerguer os de coração quebrantado e contrito.
Deus “não olha para os que se julgam sábios” (v.24), mas “sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Que, na palavra direta de Deus nos próximos capítulos, ainda que as circunstâncias estejam como que a nos sufocar, ainda que o lugar em que estamos não nos seja favorável, ainda que existam “grandes coisas, que nós não compreendemos” (v.5), que a essência “de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4) seja para nós alimento sólido, eficaz e suficiente. Jesus está voltando, meus irmãos! Seguremos firme nesta bendita esperança! Maranata!
Oração: Nosso Criador, por vezes nos faltam palavras e tudo o que temos a Te oferecer são lágrimas e um coração partido. Ainda assim, a Tua Palavra nos garante que, exatamente nesses momentos, o Senhor está mais perto de nós. Ó, Senhor, está difícil viver aqui! Mas nós cremos que a manhã do Teu glorioso Dia se aproxima, e nós queremos estar preparados. Faze das nossas lutas e aflições a fornalha da qual sairemos purificados, embranquecidos e provados. Que, a partir de amanhã, as Tuas palavras diretas a Jó, façam tremer o nosso coração e nos elevem de uma forma muito especial e pessoal ao Teu trono de graça! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, nutridos pela Palavra de Deus!
Rosana Garcia Barros
#JÓ37 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100