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O Livro dos Salmos é o livro mais lido da Bíblia. Salmos são poemas com música que eram cantados durante o culto no templo ou nas festividades religiosas de Israel.
Os Salmos lidam com as emoções humanas, por isso são tão apreciados. Os outros livros da Bíblia focalizam as ações, os Salmos focalizam com os sentimentos, algo que envolve a todos nós. Os seus 150 capítulos expressam praticamente todas as emoções humanas.
Emoções de amor, alegria, tristeza, desespero, angústia, depressão, raiva, vingança, desespero, humildade e vitória, só para citar algumas, são abordadas no Livro de Salmos. Os compositores das letras e das músicas fizeram no passado exatamente o que os compositores de hoje fazem, transmitir a emoção por meio da letra, dos instrumentos e do canto.
Expressões verbais de louvor e ação de graças a Deus são encontrados em quase todos os Salmos. O louvor é algo eminentemente emocional.
A escrita do livro de Salmos se estendeu por aproximadamente 1.000 anos. Davi escreveu a maioria dos Salmos, mas ele não foi o único autor. Outros compositores foram Asafe, Hemã, Salomão, Moisés e Etã. Doze Salmos foram escrito pelos filhos de Coré. Os filhos de Coré eram os cantores do templo. 61 dos Salmos são anônimos.
O Livro dos Salmos é dividido em cinco hinários, mantendo assim uma correlação com a Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia. Veja a seguir a distribuição dos Salmos por estes hinários:
- Livro I – Salmos 1-41 [Gênesis]
- Livro II – Salmos 42-72 [Êxodo]
- Livro III – Salmos 73-89 [Levítico]
- Livro IV – Salmos 90-106 [Números]
- Livro V – Salmos 107-150 [Deuteronômio]
A maioria dos Salmos possui um título ou cabeçalho, o qual indica aos leitores um pouco acerca da pessoa que compôs aquele Salmo em particular, em que ocasião deveria ser cantado e por quem.
Uma palavra que ocorre várias vezes ao longo do livro de Salmos é a palavra “Selah”. Esta palavra indica duas coisas: para os que estavam cantando o Salmo, indica que deveriam fazer uma pausa na música. E para o leitor indica a hora de parar e pensar com calma sobre as palavras e o que elas significam.
Como Cristãos somos encorajados a utilizar os Salmos:
“Deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor” (Efésios 5:18-19, NVI).
Georgia Lund
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Texto bíblico: SALMO 1 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 1
O homem que permanece em mim não andará segundo o conselho dos ímpios. Somos tão dependentes de Deus para viver uma vida santa quanto o ramo do caule para crescer e frutificar.
É permanecendo em Jesus que floresceremos como cristãos. Ao extrair vida dEle todos os dias, não morreremos espiritualmente ou nos tornaremos infrutíferos.
A busca pela felicidade é o objetivo de vida de muitos. Alguns de nós passamos a vida inteira em busca da felicidade, mas aqui o segredo é claramente mapeado por Davi. Ele afirma que a felicidade é encontrada por aqueles que se deleitam na lei de Deus e nela meditam dia e noite.
Outro objetivo de vida de muitos é a buscar sucesso / prosperidade. Mas outro segredo é encontrado no versículo 3. Aqueles que buscam a Deus e a Sua vontade serão prósperos como uma árvore plantada junto às águas, colhendo sempre uma boa colheita.
Essas duas buscas são encontradas apenas com os justos. O ímpio persegue, mas nunca encontra até que decida andar de acordo com os conselhos de Deus.
Que lições incríveis e poderosas da experiência de um rei que caiu e foi restaurado!
Tess Watson
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/1
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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868 palavras
O Salmo 1 é um dos [salmos] didáticos, ou de sabedoria […] Constitui (junto com o Salmo 2) uma introdução a todo o livro dos Salmos, e sobretudo ao livro Um do Saltério. Como tal, tem sido chamado de “Salmo da Soleira”. […] Pelo conteúdo, é apropriado que receba o título: “Os Dois Caminhos”. CBASD – Comentário Bíblico Devocional, vol 3, p. 710.
Embora o Salmo 1 não seja uma oração típica ou um cântico de louvor, o poema introduz os Salmos com uma referência à importância da lei. A tôrāh (“lei”) não deve ser entendida como uma antítese da graça, o que é uma concepção errônea sem fundamento nas Escrituras. A tôrāh é a história das ações de Deus na esfera humana comunicada por meio da história e da instrução. Assim, o início dos Salmos aponta para o início do AT, a instrução de Moisés, e sua divisão em cinco partes ecoa a do Pentateuco. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 148.
1.1-3 A descrição do homem verdadeiramente feliz. Bíblia Shedd.
1.1 A descrição negativa daquilo que não faz. Nota-se o caminho do pecado, sempre piorando: anda, detém-se, assenta-se. Bíblia Shedd.
As três palavras retratam em ordem de intensidade crescente os passos sucessivos da vida do ímpio: (1) anda na direção dos que estão alheios a Deus, conformando-se com os costumes pagãos (ver T4, 597); (2) se detém para associar-se com os rebeldes sob a maldição do pecado e brinca com a tentação; (3) une-se em definitivo ao grupo de pecadores, desconsiderando a luz. CBASD, vol 3, p. 710.
O primeiro salmo começa com uma descrição do caminho do justo em forte contraste com o caminho dos “ímpios” […]. A primeira palavra, ‘ašrê (“abençoado”, “feliz” ou “bem-aventurado”), é justaposta com a destruição dos ímpios expressa na última palavra do salmo, tō’bēd, (“será destruído” ou “perecerá”). Essas palavras começam com a primeira e a última letra do alfabeto hebraico, respectivamente. O contraste é acentuado por uma descrição tripla da vida que se opõe à lei de Deus e que se afasta cada vez mais do caminho divino: primeiro andar, depois ficar em pé [“deter-se”] e, finalmente, sentar-se. Isso sugere um envolvimento progressivo e a identificação com o pecado, a qual se intensifica de três maneiras. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 148.
A expressão “bem-aventurado”, usada nas bem-aventuranças do Sermão do Monte (Mt 5:3-11), é uma tradução da mesma palavra [gr. Makarios] usada na LXX para traduzir o “bem-aventurado” do Salmo 1. CBASD, vol 3, p. 710.
Ímpios. Sugere violação premeditada e persistente dos mandamentos de Deus. CBASD, vol 3, p. 710.
2 A descrição positiva daquilo que é. Seu deleite não está nos prazeres deste mundo, mas na Palavra de Deus. Bíblia Shedd.
Instrução e deleite não costumam andar juntos, pelo menos não no pensamento moderno, mas na cosmovisão bíblica a instrução de Deus é tão agradável como o relacionamento entre homem e mulher. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 148.
O seu prazer. Seu estudo da palavra de Deus é habitual e regular; não é tedioso. CBASD, vol 3, p. 710.
Lei. Do heb. Torah, significando basicamente “instrução” ou “preceito”; portanto, “mandamento” ou “lei”, no sentido comum da palavra. Em geral, torah se refere à revelação escrita da vontade de Deus. CBASD, vol 3, p. 711.
Medita. Não há nada melhor para preencher as horas de uma noite sem sono do que meditar na Palavra de Deus (ver Sl 17:3; Sl 42:8; 119:55; etc.). CBASD, vol 3, p. 711.
3 O resultado deste tipo de vida: a vitalidade, como a de uma árvore; a estabilidade, sendo firmemente plantado; a produtividade, simbolizada pelo fruto da árvore; a prosperidade, em todos os seus atos. Bíblia Shedd.
3 plantado. Literalmente, “transplantado”. Descreve uma experiência presente, mas também um termo técnico para um translado/ressurreição à vida imortal do tempo do fim, como em outros lugares nos Salmos e em outras fontes antigas (e.g., Sl 92:13 e literatura ugarítica). Andrews Study Bible.
rios. Literalmente, “canais de água artificiais”. Deus toma a iniciativa de prover o ambiente para o ótimo crescimento. Andrews Study Bible.
4-6 A descrição do homem ímpio, que está longe de Deus. Bíblia Shedd.
4 Contrasta-se fortemente com o homem feliz. Os ímpios são todos aqueles que estão fora de Cristo. São como a moinha [palha] que não tem vida nem conteúdo nem valor, e que facilmente é levada pelo vento. Bíblia Shedd.
Em contraste com a árvore, a palha não tem raiz, não tem lugar fixo. Morta, seca e inútil, está à mercê de outros. Os ímpios estão fixados no nada; falta-lhes estabilidade e não podem permanecer. CBASD, vol 3, p. 711.
5 O resultado da vida do ímpio: a punição eterna (cf Ap 20.11-15). Bíblia Shedd.
6 Existem apenas dois caminhos, com dois destinos diferentes; é nossa atitude para com Cristo que determina nossa sorte eterna (cf 1 Jo 5.10-12; Jo 3.18). Bíblia Shedd.
Pois o Senhor conhece. Essa frase final ressalta que a eventual separação dos dois caminhos depende do julgamento de Deus com base em seu conhecimento do caminho dos justos. Esse […] conhecimento contínuo […] designa muito mais do que uma consciência mental. Ele se refere a um relacionamento vivo e íntimo e íntimo sustentado pelo amor – um conhecimento salvífico que leva à vida abundante e à prosperidade. […] Ambos os destinos estão ligados a seus respectivos caminhos, que representam o movimento da pessoa em direção a Deus ou para longe Dele. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 149.
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“Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (v.2).
É muito provável que você já tenha visto uma Bíblia em alguma casa ou estabelecimento comercial aberta no livro de Salmos. Creio que todos nós já vimos e já tivemos a curiosidade de saber o porquê da escolha deste livro. Na verdade, tal costume tornou-se uma espécie de amuleto. Apesar de ser o livro mais vendido no mundo, a Bíblia tem sido também o menos lido. A partir de hoje, vamos descobrir que o livro de Salmos tem muito mais a nos oferecer do que simplesmente sorte, como imaginam alguns.
Ao contrário do que muitos pensam, os Salmos não foram escritos apenas por Davi, mas há também outros autores, inclusive autores desconhecidos, como é o caso do Salmo de hoje. O salmista inicia falando de uma bem-aventurança. Parafraseando: “Verdadeiramente feliz é todo aquele que não dá ouvidos a maus conselhos, que, quando percebe que está diante do perverso, se afasta, e que não se demora no meio daqueles que escarnecem do que seja puro e santo” (v.1). Então, o salmista descreve o prazer deste bem-aventurado e sobre o que ele pensa e pondera durante todo o dia: a lei do Senhor é a alegria e a fonte de conselho dos justos. E, “no devido tempo”, surgem os frutos de justiça “e tudo quanto ele faz será bem-sucedido” (v.3).
Mas, então, no verso quatro, o salmista também descreve o lado contrário: “Os ímpios não são assim”. O meditar do nosso coração diz muito sobre quem somos e para onde estamos indo. E nós, amados, qual tem sido o meditar do nosso coração? O livro mais lido e admirado da Bíblia inicia deixando bem claro que há sim diferença entre o justo e o ímpio, entre o obediente e o desobediente, entre o “conselho dos ímpios” (v.1) e a “lei do Senhor” (v.2). Esta foi uma das primeiras passagens bíblicas que ensinei meus filhos a memorizar e a guardar no coração. Porque se eles entenderem a verdade ali contida, igualmente saberão qual é o caminho em que devem andar: “o caminho dos justos” (v.6). E o caminho dos justos é Cristo (Jo.14:6).
Amados, percebam que o Salmo chama de ímpio e de perverso todos os que não têm prazer na Palavra do Senhor. Não é preciso cometer atrocidades para ser considerado um perverso diante de Deus: basta ignorar a Sua Lei e fazer pouco caso da Sua Palavra. Forte, não é mesmo? Mas é a verdade. Como está escrito: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). E o Senhor ainda diz que tomará “vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8).
Ou seja, o justo procura andar na “cartilha” de Deus e o ímpio não se sujeita à vontade divina. Considere, por exemplo, as leis de um país. A desobediência a essas leis implica sanções previstas na própria legislação. Como aqueles que “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16), que a nossa vida aqui testemunhe que somos cidadãos da pátria superior: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Mas temos que ter muito cuidado com as falácias em forma de piedade que têm se alastrado nas igrejas pelo mundo afora (Leia 2Tm.4:3-4)! A graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não nos autoriza a viver de qualquer jeito. Muito pelo contrário. Ela nos confere poder para sermos transformados, até que o nosso caráter alcance a aprovação do Céu (Leia Tt.2:11-12). Não é sem razão que o livro de Salmos é inaugurado apontando para uma clara distinção entre justos e ímpios. O pecado por si só já fez um tremendo estrago nos separando do nosso Criador (Is.59:2). Não permita que esta separação seja eterna (v.5)! Mas que a nossa vida seja uma árvore frondosa que dê muito fruto (Leia Gl.5:22-23), sendo constantemente regada pela sabedoria e poder da Palavra de Cristo, e Ele mesmo nos justificará, nos santificará e, muito em breve, nos glorificará. Você crê?
Oração: Santo Deus, estamos em um tempo em que chamam o mal de bem e o bem de mal, o doce de amargo e o amargo de doce, as trevas de luz e a luz de trevas. O mundo prega que a verdade é relativa e que o pecado não existe. Ó, Senhor, preserva a nossa integridade, por Tua graça e misericórdia, porque está sendo difícil até mesmo no meio do professo povo do Senhor! Necessitamos do poder do Espírito Santo, mas ele não virá até que estejamos unidos num só pensamento e num só coração. Desperta-nos, ó Deus! Desperta-nos! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, justos pela graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 1 – A música é uma forma poderosa de comunicar emoções, verdades e experiências espirituais. Os Salmos formavam o Hinário de Israel e podem ser usados hoje para ensinar e inspirar adoradores atuais.
Há um contraste no Salmo 1 que facilitava os cantores assimilarem a mensagem que Deus almeja transmitir. A melodia e a poesia desse Salmo têm um ritmo e uma cadência que auxiliam a enfatizar as verdades espirituais reveladas no texto inspirado.
O poema é composto por seis versículos, cada um deles contendo duas cláusulas; e, segue uma estrutura simétrica, onde as duas primeiras e as duas últimas cláusulas são paralelas e contrastantes; e, a cláusula central é o ponto focal do Salmo. O Salmo apresenta dois caminhos, em que cada um tem um destino, mostrando que aquilo que fazemos no presente terá recompensa ou consequência. Há nobreza em não aderir o estilo de vida dos ímpios a fim de optar pela sabedoria dos justos!
Esse Salmo introduz o Saltério; é um prefácio aos 150 Salmos. Ele merece nossa atenção e devoção. Seus ensinamentos são maravilhosos, de uma riqueza espiritual elevada! Considere estas lições de vida e princípios espirituais extraídos de seus singelos versos:
• O justo medita na Lei/Torá do Senhor e alinha sua vontade com a vontade de Deus, enquanto o ímpio ignora a Lei/Torá e considera apenas sua própria vontade acreditando que isso é vantagem, quando na verdade não é (Salmo 1:1-2).
• O justo é como árvore plantada junto a uma fonte de água pura, enquanto o ímpio é como palha inútil que o vento leva para lá e para cá ao léu (Salmo 1:3-4).
• O justo vive com Deus, por isso é abençoado; sua vida tem sentido e propósito, enquanto o ímpio busca o prazer do pecado que resulta em ruína e destruição (Salmo 1:5-6).
O ímpio tem prazer no pecado, o justo é feliz com Deus. O ímpio se satisfaz com coisas efêmeras, a satisfação dos justos está nas coisas eternas.
O ímpio é arrogante, confia em si mesmo; o justo é humilde, confia em Deus. São dois estilos de vida diferentes, contendo resultados contrastantes. Precisamos saber disso para tomar decisões sábias visando a eternidade.
Enfim, aquilo que fazemos no presente determina nosso futuro! Meditemos na Palavra! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.