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“Cinge, pois, os lombos como homem, pois Eu te perguntarei, e tu Me farás saber” (v.3).
Desconhecendo o grande conflito em que estava envolvido, finalmente Jó obteve alguma resposta. Na verdade, não era bem o que esperava, mas foi surpreendido com a voz de Deus a lhe declarar o Seu poder e sabedoria supremos através das obras da criação. Por meio de uma série de perguntas, o Senhor ilustrou a Sua majestade com os cenários da natureza e do Universo. O Criador de todas as coisas estava diante de uma criatura, a lhe descortinar os sentidos para um conhecimento acima de qualquer ciência humana.
Do “meio de um redemoinho” – o que nos remete à trasladação do profeta Elias (Leia 2Rs.2:11) – Deus “respondeu a Jó” (v.1) e lhe deu uma ordem um tanto curiosa. A expressão “cinge, pois, os lombos” (v.3) se referia a prender as vestes com um cinto de modo que pudesse facilitar na realização de trabalhos físicos ou de algum tipo de esforço prolongado. Também era um símbolo de preparo mental para o trabalho. Para quem estava com o corpo coberto de feridas em extremo dolorosas, este esforço lhe seria praticamente impossível. Contudo, era provável que o Senhor já tivesse iniciado o Seu discurso com essa figura de linguagem, a fim de declarar a breve cura física e emocional de Seu fiel servo.
Iniciando pelos “fundamentos da terra” (v.4), Deus enumerou uma série de detalhes da criação não contidos no livro de Gênesis; como, por exemplo, o cântico alegre do Universo enquanto a Terra era criada. Quando lemos o relato da criação, imaginamos tão somente a voz da Onipotência dando ordens e tudo surgindo em perfeita obediência. Mas enquanto o Criador falava e tudo surgia, milhares de seres santos olhavam para a diversidade de cores e espécies, para os detalhes de cada criatura, para a singular beleza das coisas inanimadas, para aqueles cuja atenção divina se demorou em moldá-los com as mãos à Sua própria imagem e semelhança, e em uníssono encheram o espaço infinito de harmoniosa melodia em louvor a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
A mensagem dada a Jó ressoou em tempo determinado e nos alcança com a força de sua urgência: “e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Desde que iniciado o tempo do fim, muitos têm intensificado seus estudos a fim de atestar o seu conceito de que não há um Criador. E o que é pior: há líderes religiosos reforçando e divulgando a teoria de que o relato da criação não passa de uma literatura poética. Entretanto, este tipo de tese lança por terra toda a Bíblia e faz do cristianismo a maior farsa de todos os tempos.
Anule os primeiros capítulos do livro de Gênesis, então, não houve pecado. Se não houve pecado, não precisamos de perdão. Se não precisamos ser perdoados, para que a graça? E se não precisamos do perdão e da graça, qual a necessidade de um Salvador? E se o Salvador não veio e não ressuscitou, é vã a nossa fé (1Co.15:17). Percebem o terrível engano, amados? “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16). O que foge desta verdade absoluta, que fere esta cláusula pétrea divina, que diminui ou subjuga a Palavra de Deus a fim de desculpar pecados acariciados, não passa de uma mentira, ardil de Satanás, “porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo.8:44).
Se fizermos uma releitura das palavras do Senhor a Jó, encontraremos um eloquente apelo para que adoremos ao Criador, O mesmo que nos deixou escrito um claro lembrete como mandamento: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar […]”. E por que o sábado e não outro dia, amados? No próprio mandamento o Senhor nos responde: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:8 e 11).
O sábado vem até nós a cada semana como um presente de Deus, como um “redemoinho” no tempo, para que possamos nos encontrar com o nosso Criador e ouvir Sua voz de uma forma especial. Não perca este privilégio aqui, e você o viverá pela eternidade. “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor” (Is.66:22-23).
Estamos às vésperas do “tempo da angústia” (v.23), do tempo da última “batalha e da guerra” (v.23), quando Deus abrirá “os reservatórios do granizo” (v.22) e haverá “uma grande chuva de granizo” como nunca houve (Ap.16:21). Logo, Jesus dirá: “Está feito!” (Ap.16:17). A pergunta é: estamos preparados? Que os nossos olhos permaneçam fixos no nosso Criador e Redentor. E que a única chuva que caia sobre nós seja a chuva serôdia, o refrigério do Espírito Santo.
Oração: Nosso Criador e Redentor, Tu és perfeito em tudo o que falas e em tudo o que fazes. E neste dia os Teus questionamentos a Jó certamente nos alcançaram com a força inabalável da Tua Palavra.Dá-nos um coração manso, humilde e puro como o de Jesus! Concede-nos o preparo necessário para recebermos a Tua chuva serôdia! Sim, Senhor, ainda podemos contemplar o Teu amor na Natureza, mas viver neste mundo está ficando cada vez mais insustentável. Volta logo, Senhor! Temos saudades de Ti! Temos saudades do Céu! Almejamos um lugar de paz, pureza e justiça! Almejamos um lugar onde todos vivem em amor! Volta logo, Senhor! Clamamos por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, recriados para a eternidade!
Rosana Garcia Barros
#JÓ38 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
1 Comentário so far
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Excelente!
Comentário por Silvio Fernandes 3 de agosto de 2026 @ 7:06