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Texto bíblico: II SAMUEL 2 – Primeiro leia a Bíblia
II SAMUEL 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2sm/2
Passado o tempo de luto, Davi consultou ao Senhor, perguntando se ele deveria sair do território filisteu, subir para as cidades de Judá e viver de novo entre o seu povo. Embora ungido como rei há muitos anos atrás, Davi não se mostrou presunçoso a ponto de voltar a Judá e tomar o lugar de Saul como rei. Ao contrário, ele mostrou muita prudência em esperar no Senhor a cada movimento que fazia. Então o povo de Judá veio e ungiu Davi como rei sobre aquela tribo.
No entanto, o conflito entre as casas de Saul e Davi continuou. Abner, primo e o capitão do exército de Saul, fez Isbosete, filho de Saul, rei sobre todo o Israel. Davi foi rei sobre a casa de Judá por um período de sete anos e meio, mas não tomou qualquer ação contra a casa de Israel, provando ser um rei de paz e unidade.
Entretanto, o conflito entre Abner e Joabe, capitão dos exércitos de Davi, evoluiu até a uma batalha onde Abner matou Asael, o irmão de Joabe, porém perdeu mais de 300 homens. Os servos de Davi venceram, mas este incidente prenunciava mais conflitos à frente. Como são verdadeiras e sábias as palavras: “Começar uma discussão é como abrir brecha num dique; por isso resolva a questão antes que surja a contenda” (Provérbios 17:14 NVI).
Samuel Wang
Centro para o trabalho no Leste da Ásia
Taiwan
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2sa/2
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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552 palavras
1 consultou Davi ao SENHOR. Abiatar, mediante Urim e Tumim, revelou a Davi que subisse para Hebrom, 37 km a sudoeste de Jerusalém. Hebrom era cidade histórica e de fama; lá repousavam os corpos dos patriarcas e suas esposas (Gn 23; 49.29-33). … Calebe ganhou-a em herança (Js 14.13-15); foi lá, também, que Absalão se declarou rei (1Sm 15.10). Bíblia Shedd.
Embora Davi soubesse que se tornaria rei (1 Samuel 16:13; 23:17; 24:20) e embora parecesse certo agora que Saul estava morto, Davi ainda perguntou a Deus se deveria voltar a Judá, o território natal de sua tribo. Antes de prosseguir com o que parece óbvio, primeiro leve o assunto a Deus, que somente ele conhece o melhor momento. Life Application Study Bible Kingsway.
A cidade centralmente localizada no território montanhoso de Judá. Andrews Study Bible.
as cidades de Judá. Davi é reconhecido como rei pelo povo de Judá por pertencer a esta tribo, enquanto o filho de Saul reina sobre parte das outras tribos. Andrews Study Bible.
8 Abner. Primo de Saul (1Sm 14.50-51). Como general comandante do exército, era o terceiro homem do reino de Saul [após Saul e Jônatas]…. Era superior, em todos os sentidos, a Joabe, general comandante do exército de Davi. Bíblia Shedd.
Isbosete. “Homem do vexame”. Nome ganho em consequência de sua morte humilhante (4.5-8). Seu nome de nascimento era Esbaal, “Homem de Baal” ou “Homem do Senhor”(ver 1Cr 8.33; 9.39). Bíblia Shedd.
9 e o constituiu rei. Após cinco anos de escaramuças e conchavos políticos, Abner consegue fazer com que o povo aceite IsBosete como rei sobre Israel, na cidade de Maanaim (8). Para a mesma cidade, mais tarde, por ocasião da revolta de Absalão, foge também Davi (2Sm 17.24), talvez por esta ser um cidade assaz fortificada(ver 18.24). Bíblia Shedd.
19-23 Asael. “Deus fez”. Moço afoito [sobrinho de Davi, filho de sua irmã Zeruia], que mais confiava na ligeireza de suas pernas do que no sábio conselho de Abner. Com sua imprudência e precipitação causou dois grande males: retardou a unificação do reino de Israel (3.21), e provocou o derramar inútil de sangue valoroso (3.27). Abner, ao transpassá-lo, deu “‘motivo” para Joabe se constituir em vingador do sangue de Asael (Êx 21.23-25), ao que Joabe não tinha direito, visto que Asael morrera em luta “lícita”. O sangue derramado em guerra era isento de vingança (1Rs 2.5). Bíblia Shedd.
21-23 Abner avisou repetidamente Asael para voltar ou arriscar perder a vida, mas Asael se recusou a abandonar seu dever autoimposto. A persistência é uma boa característica se for por uma causa nobre. Mas se o objetivo for apenas honra ou ganho pessoal, a persistência pode não ser nada mais do que teimosia. A teimosia de Asael não apenas lhe custou a vida, mas também provocou uma infeliz desunião no exército de Davi nos anos seguintes (3:26, 27; 1 Reis 2:28-35). Antes de decidir perseguir um objetivo, certifique-se de que ele seja digno de sua devoção. Life Application Study Bible Kingsway.
24 Joabe e Abisai perseguiram Abner, devido aos ciúmes que Joabe tinha de Abner (3.25) por este ser mais célebre (3.6, 21), mais querido (3.20, 31-34), mais leal e generoso, tanto na guerra como no trato civil (2.26; 3.38; 1Rs 2.32). E, provavelmente, [porque] Abner ocuparia o posto de general comandante de todo o exército dos dois reinos unidos (Israel e Judá, 3.21). Bíblia Shedd.
26 Consumirá … a seus irmãos? Novamente o bom senso de Abner repreende a Joabe. Este último, diante da lógica, se retira. Mais tarde, porém, havia de matá-lo traiçoeiramente (3.27). Bíblia Shedd.
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“Da idade de quarenta anos era Isbosete, filho de Saul, quando começou a reinar sobre Israel, e reinou dois anos; somente a casa de Judá seguia a Davi” (v.10).
Após consultar ao Senhor, Davi foi orientado a ir para Hebrom, onde foi ungido rei sobre Judá. Ao tomar conhecimento de que foram os homens de Jabes-Gileade que sepultaram Saul, Davi os abençoou e os recompensou pelo gesto de humanidade. Mas, enquanto ele reinava em Judá, Abner, capitão do exército de Saul, constituiu Isbosete, filho de Saul, como rei sobre as demais tribos. Israel estava, então, dividida. E, como em toda situação de fragmentação, não demorou para que surgissem os conflitos.
Houve guerra entre Abner e os homens de Saul contra Joabe e os homens de Davi. A peleja naquele dia só terminou porque Abner apelou ao bom senso de Joabe: “Até quando te demorarás em ordenar ao povo que deixe de perseguir a seus irmãos?” (v.26). “Então, Joabe tocou a trombeta, e todo o povo parou, e eles não perseguiram mais a Israel” (v.28). Como filhos de Deus, precisamos ser agentes de paz. Em um mundo saturado de polarização, somos chamados a tocar a trombeta do evangelho e anunciar que Cristo, o Príncipe da Paz, em breve voltará.
Podemos definir o capítulo de hoje com as palavras de Cristo: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25). A batalha era de irmãos contra irmãos. O ato de semear discórdia é considerado por Deus uma abominação: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina: […] o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:16 e 19). Esta estratégia do Maligno — a de dividir para destruir — é antiga e ganha força à medida que ele sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).
Nesse sentido, o capítulo de hoje nos traz preciosas lições:
1. Não busque vingança. “Não diga: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e Ele te livrará” (Pv.20:22);
2. Saia do encalço do teu irmão, ainda que ele lhe tenha feito mal. “O que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra” (Pv.21:21);
3. Espera pela justiça do Senhor, pois ela sempre prevalece! “Se o justo é punido na terra, quanto mais o perverso e o pecador!” (Pv.11:31).
O Reino de Deus será composto por um só povo. Vivamos, pois, aqui nos preparando para a vida porvir. Não seja um perseguidor, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef.6:12). Pela graça de Deus, escolha o caminho da mansidão: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” e “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra” (Mt.5:9 e 5).
Senhor, nosso Deus, estamos sendo bombardeados pelo ódio, pela inveja e por tantos sentimentos contrários ao Teu caráter através da mídia e das situações do dia a dia. Podemos ver claramente o cumprimento profético de que o amor se esfriaria de quase todos. Não queremos que isso aconteça conosco, Pai. Por isso, clamamos que o Teu amor, a Tua verdade e o pleno conhecimento da Tua vontade operem em nós a santificação diária! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, pacificadores e mansos!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II SAMUEL 2 – A voz do povo não é a voz de Deus. O povo de Deus sempre foi minoria. Por mais que se faça a vontade de Deus, ainda assim enfrentam-se obstáculos, rejeição e oposição da maioria.
Mesmo com a unção sob a direção divina, apenas anos depois Davi ocuparia a função indicada por Deus; todavia, das 12 tribos israelitas, somente a tribo de Judá o aceitou como rei. Por 7 anos e meio Davi ficou impossibilitado de governar as outras tribos; pois Abner, tio do falecido rei Saul, colocou Isbosete para reinar (II Samuel 2:1-11). Claramente, é mais fácil optar contra a opção de Deus! Lastimosamente!
Isbosete era o único filho vivo de Saul. Deus permitira que continuasse vivo, como que permitiu Saul viver após Davi ser ungido por Samuel para reinar. “Em momento algum Davi havia reivindicado seu direito ao trono, e não o fez após a morte de Saul. Antes, escolheu deixar a questão nas mãos do Senhor. Se Jeová o ungira rei, também conquistaria seus inimigos e lhe daria o reino. Da mesma forma, o Senhor Jesus aguarda o tempo do Pai para reinar sobre todo o mundo. Apenas uma minoria reconhece seu domínio nos dias de hoje, mas, no dia estabelecido pelo Pai, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor (Fl 2:10-11)” (William MacDonald).
A trajetória de Davi não foi fácil. Receber uma incumbência de Deus não significa obter superpoderes ou blindar-se diante do sofrimento. Uma tensão entre Davi e Isbosete resultou numa guerra civil. Disputas e perseguição resultaram em tragédias. Na batalha do açude de Gibeão, o lado da insubmissão a Davi perdeu 360 homens; dos súditos de Davi, apenas 19 homens morreram (II Samuel 2:12-32), além de Asael. Contudo, nada disso teria acontecido caso a vontade divina fosse aceita unanimemente.
Deus permitiu Lúcifer continuar vivo e atuando como fez com Saul com o fim de que revelassem seu verdadeiro caráter em contraste com o caráter de Cristo.
Infelizmente, muitos preferem ignorar a vontade de Deus; acomodam-se no conforto do pecado, causam confusão, e saem derrotados. A porta larga (o caminho fácil), leva à perdição e muitos optam por ela; a porta e caminho estreitos levam à vida, porém, poucos preferem essa opção (Mateus 7:13-14).
E nós, que faremos? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: II SAMUEL 1 – Primeiro leia a Bíblia
II SAMUEL 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2sm/1
O que você faria se alguém lhe trouxesse notícias de que seu arqui-inimigo, a pessoa que odiava, assediava, perseguia e havia tentado várias matar você estava morto? Você se alegraria?
Respeito e admiro a resposta de Davi à notícia de que seu inimigo, Saul, fora morto em batalha. Em vez de alegria, Davi lamenta a morte de Saul e Jônatas em seu belo “Canto do arco”. A despeito da evidência clara de que Saul não estava seguindo a vontade de Deus, Davi ainda assim considerou Saul como “o ungido do Senhor” enquanto ele viveu, e poupou sua vida duas vezes por esse motivo.
Além disso, em vez de destacar todas as coisas terríveis que Saul lhe fizera, Davi decidiu esquecer a sua crueldade e, em vez disso, lembrou-se apenas do que era nobre e real nele (Patriarcas e Profetas 695-696).
Davi deixou, ao assim proceder, um exemplo para o povo de Deus de todas as épocas e, sim, para você e para mim.
Pastora Cindy Tutsch
Diretora Associada (aposentada)
Patrimônio Ellen G. White
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2sa/1
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1073 palavras
1-16 A nação de Israel se encontra em terrível necessidade de cura das feridas de guerra, então Davi age com sabedoria e firmeza. Ele pune assassinos e pranteia pela morte de quem era seu inimigo. Andrews Study Bible.
2 ao terceiro dia. Davi gastou, desde que deixou Aquis em Afeque (29.11) até agora, uns vinte e um dias. Descontando-se os três dias que o mensageiro gastara desde Gilboa até Ziclague, conclui-se que Saul morreu cerca de dezoito dias depois da profecia do pseudo-Samuel (e não no dia seguinte, cf 1Sm 28.19). Bíblia Shedd.
com as vestes rotas e terra sobre a cabeça. Logo após a devastadora derrota de Israel (ver 1Sm 31.1), o mensageiro aparentemente achou ser apropriado ter a aparência de alguém que lamentava (cf Js 7.6; 1Sm 4.112). Sua alegação de ter tido uma parte na morte de Saul (v. 10), entretanto, mostra que ele esperava que pelo menos esssa parte das notícias agradassem a Davi. Bíblia de Genebra.
8 um amalequita. É interessante que Saul, que falhou em matar todos os amalequitas e especialmente seu rei, é agora [supostamente] morto por um amalequita. Este homem veio ao campo de batalha para roubar os soldados que tombaram. Andrews Study Bible.
10-16 o matei. Para alguns, Saul apenas desmaiou quando se lançou sobre a espada (1Sm 31.4) e o amalequita matou-o depois. Mas o autor de 1Cr 10.4, 5 confirma a verdade de que Saul se suicidou. O amalequita, isto sim, violou o cadáver quando roubou do mesmo a coroa e o bracelete; pelo que Davi o condenou à morte, embora tenha entregue a coroa e o bracelete a Davi para granjear o seu favor. Bíblia Shedd.
Por que Davi considerou um crime matar o rei, mesmo sendo Saul seu inimigo? Davi acreditava que Deus ungira Saul e somente Deus poderia removê-lo deste cargo. Caso se tornasse casual ou comum assassinar o rei, a sociedade como um todo se tornaria caótica. Era trabalho de Deus, não de Davi, julgar os pecados de Saul (Lv 19:18). Life Application Study Bible Kingsway.
11 e as rasgou. Este ato revelou a verdadeira grandeza do futuro rei de Israel. Davi lamentou a morte de Saul com genuína tristeza. Embora Saul tivesse procurado tirar a vida de seu suposto rival, Davi não lhe queria mal. Esta reação por parte de Davi não é a resposta natural do coração humano, mas uma evidência do amor e da compaixão de Deus em sua vida. Como verdadeiro israelita, Davi lamentou a morte do rei e, como um amigo pessoal, chorou a morte de Jônatas, a quem devotava profunda afeição. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 651.
12 pelo povo do Senhor. Saul não caíra sozinho. Muitos dos filhos de Israel morreram com ele. Eles são descritos como o povo do Senhor, uma parte da igreja à qual Davi pertencia… A perda de vidas entre aqueles que Davi considerava como seus amigos e irmãos o encheu da mais intensa tristeza. CBASD, vol. 2, p. 651.
14 Como não temestes … matares o ungido do Senhor? Davi por duas vezes poupou a vida de Saul pelo mesmo motivo (1Sm 24:7; 26:9, 1). O amalequita espera ser recompensado por matar o inimigo de Davi, mas este ordena sua morte. Andrews Study Bible.
15 Lança-te sobre esse homem. O crime que o amalequita confessara era digno de morte aos olhos de Davi, e foram as próprias palavras do homem que o condenaram. … As evidências d caso pareciam inquestionáveis, e a justiça foi rapidamente executada em boa fé. CBASD, vol. 2, p. 651.
16 O teu sangue esteja sobre a tua cabeça. Isto significa “a culpa de sua morte é inteiramente sua”. Andrews Study Bible.
18 Arco. Na tradução Septuaginta grega esta palavra é omitida porque seu sentido no hebraico original é incerto. Andrews Study Bible.
Se fosse traduzia literalmente, a frase diria: “E ele disse que ensinassem aos filhos de Judá o arco.” A LXX omite “o arco” e diz: “E ele deu ordens para que o ensinassem [o lamento] aos filhos de Judá” (cf. a tradução da NTLH). O significado da frase hebraica não está claro. CBASD, vol. 2, p. 651, 652.
Livro dos Justos. Um livro secular de cânticos de guerra (hoje perdido), que circulava ao lado dos livros canônicos. Bíblia Shedd.
19 Como caíram os valentes! Repetido nos v. 25 e 27, formando um refrão que contrasta a coragem dos líderes com seu destino. Andrews Study Bible.
20 Não conte isso em Gate … Ascalom (NVI). Sendo as cidades filistéias principais, localizadas, respectivamente, masi perto e mais longe das fronteiras de Israel, Gate e Ascalom representam, aqui, toda a nação dos filisteus. Davi não quer que os inimigos do povo de Deus segundo a aliança se deleitassem na derrota de Israel … e assim lançassem opróbrio contra o nome do Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A expressão “não o noticieis em Gate” parece ter se tornado um provérbio (ver Mq 1:10). CBASD, vol. 2, p. 652.
incircuncisos. Um modo negativo/depreciativo de se referir aos filisteus. Andrews Study Bible.
21 Ó colinas de Gilboa. Como expressão de profunda mágoa, Davi invoca uma maldição retórica sobre o lugar onde Israel foi derrotado e Saul e Jônatas foram mortos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
o escudo de Saul, que jamais será ungido com óleo. Era costume condicionar e preservar escudos de couro esfregando-os com azeite (Is 21.5). … a palavra “escudo” é, algumas vezes, usada no Antigo Testamento como a figura de um “soberano” ou um “chefe”… Por trás do sentido literal das palavras talvez esteja a dedução “soberano Saul, não mais ungido com óleo). Bíblia de Genebra.
24 de rica escarlata. Ver Pv 31:21. Ao voltar de suas vitórias, Saul repartia com o povo seus despojos, e como resultado as mulheres de Israel desfrutavam de artigos suntuosos – escarlata, ouro e outros luxos. CBASD, vol. 2, p. 653.
26 Davi estava simplesmente reafirmando sua profunda fraternidade e fiel amizade com Jônatas. Life Application Study Bible Kingsway.
… ressalta a abnegação e a quase inexplicável dedicação de Jônatas a Davi, por ter reconhecido, já havia muito tempo, que Davi, e não ele, fora escolhido pelo Senhor como sucessor de Saul. Bíblia de Estudo NVI Vida.
ultrapassando o amor de mulheres. Com esta tocante expressão, Davi mostrou a profundidade e sinceridade do amor de Jônatas. O príncipe abnegaria da coroa e do reino por causa de seu amor por Davi. O verdadeiro amor consiste em pensar nos outros, importar-se com os outros e fazer as coisas para os outros. O egoísmo consiste em exigir dos outros aquilo que a própria pessoa não está disposta a fazer. Para Jônatas, a amizade de Davi significava mais do que fama e fortuna, CBASD, vol. 2, p. 653.
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“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres” (v.26).
Ainda tomado pela adrenalina da guerra, Davi recebeu um amalequita que buscava alcançar o favor do futuro rei de Israel ao portar o que julgava ser uma “boa notícia”. Munido da coroa e do bracelete de Saul, aquele homem não imaginava que os objetos que pretendia usar para obter recompensa, somados às suas palavras, testemunhariam sua própria condenação. Diante do relato, Davi rasgou suas vestes em sinal de profunda angústia; ele e seus homens choraram e jejuaram o dia todo “por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do Senhor, e pela casa de Israel, porque tinham caído à espada” (v.12).
Foi uma perda imensurável para a nação. Muitos que lutaram ao lado de Davi pereceram naquela batalha. Davi, então, ordenou a morte do amalequita. Certamente, o estrangeiro conhecia a perseguição de Saul contra Davi e presumiu que a morte do rei seria motivo de alegria e alívio para o filho de Jessé. O que ele não esperava era que Davi fosse um homem segundo o coração de Deus. O capítulo encerra com uma das mais belas elegias da Bíblia: o “Hino ao Arco” (v.18). É compreensível uma lamentação por Jônatas, mas ver Saul ser chamado de “querido e amável” nos revela o coração de Davi. Ele escolheu guardar as melhores memórias, preferindo dar ênfase aos momentos em que Saul “o amou muito” (1Sm.16:21).
Davi sentia-se como um filho rejeitado e, como tal, sofreu a morte de seu pai por adoção, Saul. Já em relação a Jônatas, a angústia foi avassaladora: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas” (v.26). Davi considerou essa amizade mais preciosa do que o amor das mulheres. Essa ligação genuína é a personificação do que disse o sábio Salomão: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão”, e, “há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv.17:17; 18:24). É o tipo de amizade que transcende laços de sangue e une pessoas diferentes num só coração.
Este capítulo deixa claro que Davi não perdeu apenas um inimigo e um amigo; ele perdeu um pai e um irmão. Percebem a grandeza do amor de Deus, amados? De corações corruptos não emanam tais sentimentos, mas de um coração movido pelo Espírito brotam fontes de amor e vida. Na medida em que Saul o odiou, Davi o amou! Na medida em que Jônatas o amou, Davi o amou ainda mais! Eis o que o Senhor nos pede: “Dá-me, filho meu, o teu coração” (Pv.23:26). Ao depositarmos o coração nas mãos de Deus, estamos permitindo que Ele promova cura, libertação e salvação. E, mais ainda, estamos permitindo que Ele nos torne abençoadores de nossos semelhantes.
A morte de seu algoz trouxe tristeza porque Davi decidiu entregar seus afetos aos cuidados do Amor, pois “Deus é amor” (1Jo.4:8). Você tem alguém que passou a lhe perseguir? O Senhor pode colocar em seu coração o amor que lhe fará amá-lo. Você tem um amigo mais chegado do que um irmão? Foi o Senhor quem o providenciou. Entretanto, observemos a prudência de Davi: ele amava Saul, mas mantinha a distância necessária para sua segurança. Amar não significa, necessariamente, conviver quando não há segurança. Precisamos pedir ao Espírito Santo discernimento para saber quando o amor deve ser exercido de longe.
Que Deus, o Amor, jamais lhe falte, para que nunca lhe faltem motivos para querer o bem de quem lhe deseja o mal. Como está escrito: “abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis” (Rm.12:14). Não se prenda ao rancor; permita que o Espírito Santo derrame em seu coração porções diárias da graça que cura, perdoa, renova, transforma, liberta e salva!
Pai de amor eterno, somente o Senhor pode operar em nós o milagre de amarmos os nossos inimigos e de orarmos e abençoarmos aqueles que nos perseguem. Concede-nos o batismo diário do Espírito Santo para que sejamos sábios e prudentes em nossos relacionamentos e para que nossas palavras e ações manifestem o Teu amor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, movidos pelo Amor!
Rosana Garcia Barros
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II SAMUEL 1 – Os dois livros de Samuel que temos na Bíblia formavam um só na Bíblia hebraica. A divisão em dois aconteceu na Septuaginta, tradução do hebraico para o grego.
II Samuel continua a história sagrada da monarquia israelita, focando Davi, o rei escolhido não conforme as aparências ou o gosto do povo, mas segundo o coração de Deus – pois, para Deus, essência é melhor que aparência. “O rei Davi é figura central desse livro e, ao andar na Luz, apresenta um tipo magnífico do Rei Messias. A primeira parte do livro registra as vitórias que acompanharam sua vida de fé e conflito; a segunda, relata as derrotas que sofreu quando a prosperidade o seduziu para longe do caminho da fé e abriu a porta para a vontade própria”, analisa George Williams.
Com o desenvolvimento da monarquia, aflorou o dom de profecia. Outrora, Deus lidara com o juiz, como no caso de Gideão (Juízes 6-8); agora, os governantes deveriam obedecer aos profetas. A monarquia e o profetismo bíblico desenvolvem-se de mãos dadas no período dos reis de Israel. Saul fracassou diante da voz de Deus através do profeta Samuel. Por isso, a primeira experiência de ter um rei, foi para Israel um fracasso vergonhoso, uma tentativa frustrante.
Um amalequita percebeu na morte de Saul uma oportunidade de tirar vantagens, contando uma mentira heroica para Davi (II Samuel 1:1-16). “Os amalequitas eram inimigos de longa dada de Israel (Êx 17). Um dos motivos pelos quais Saul perdeu o reino foi o fato de não ter efetuado completamente o juízo do Senhor sobre eles (1Sm 15). Alguns amalequitas tinham sido mortos havia pouco tempo por Davi e por seus homens por terem saqueado Ziclague. Não é de admirar, portanto, que, quando o amalequita chegou ao acampamento e anunciou que havia tirado a vida de Saul, recebeu o fio da espada, não uma recompensa”, observou William MacDonald.
Davi tinha um caráter nobre. Em vez de celebrar, ele compôs um poema destacando as virtudes de seu inimigo e chorou sua morte. Ele também teceu elogios ao seu melhor amigo, que também havia morrido (II Samuel 1:17-27).
Precisamos aprender a lidar com a morte de nossos inimigos da mesma forma que lidamos com a morte de nossos amigos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.