Reavivados por Sua Palavra


JÓ 42 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
7 de agosto de 2026, 0:30
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JÓ 42 – É possível desviar-se do mal, e ser justo, íntegro e temente a Deus, mas não estar isento de falhas ou erros.

Merrill Unger declarou que “Jó era inocente, mas não sem pecado, nem perfeito”. Sem esta perspectiva, é fácil desequilibrar-se nas conclusões em relação à mensagem de Jó.

Além disso, Jó é exemplo do remanescente que Deus almeja ver no tempo do fim, enquanto a última geração da humanidade promove uma sociedade mergulhada nas desgraças da imoralidade, perversidade e iniquidade. Se não entendermos corretamente a teologia de Jó, estaremos fadados a cair nas deturpadas filosofias dos amigos de Jó, ou apegar-se a ideias esdrúxulas piores que as deles.

O caminho da santidade passa obrigatoriamente pela humildade e reconhecimento da própria iniquidade quando compara-se à grandiosidade de Deus. As perguntas de Deus a Jó não o levaram a esclarecimentos de seus questionamentos, mas ao arrependimento.

• Jó já havia reconhecido sua indignidade logo que Deus começou Seu discurso (Jó 40:4-5).
• Depois, após Deus encerrar Seu discurso, Jó afirmou: “Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber” (Jó 42:3).
• Além disso, o auge de sua experiência com Deus deu-se quando declarou com sinceridade: “Por isso menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:6).

Toda jactância e petulância desaparecem diante da santidade, grandiosidade e majestade divinas. Ao ter tal atitude, Jó foi aprovado por Deus em detrimento de seus amigos acusadores, defensores de Deus, que achavam-se donos da verdade.

A compreensão incorreta da religião fez com que Deus repreendesse os amigos de Jó. E Jó, que foi duramente acusado por eles, deveria fazer o que eles deveriam ter feito por Jó: interceder (Jó 42:7-9). Após interceder, Jó foi abençoado duas vezes mais do que era antes e viveu mais 140 anos (Jó 42:10-17). O fim que Deus deu a Jó após sua terrível experiência com o sofrimento não foi motivada por sua inocência, mas porque “o Senhor é cheio de compaixão e misericórdia” (Tiago 5:11). Sobre esse Deus, os amigos de Jó deviam conhecer, e nós também!

O livro de Jó revela a verdade sobre o grande conflito, mas acima de tudo, revela o verdadeiro caráter do Deus que restaura! – Heber Toth Armí.


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