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“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (v.38).
Este é um dos relatos mais rico em detalhes sobre a atuação do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, um dos mais polêmicos. A descida do Espírito Santo “ao cumprir-se o dia de Pentecostes” (v.1) assinalou a largada evangelística da igreja primitiva de Cristo. O objetivo era claro: alcançar “todas as nações debaixo do céu” (v.5). E, para isso, os discípulos precisariam de uma capacitação sobrenatural. Foi exatamente o que aconteceu naquele memorável dia. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4).
Imaginem a cena: Ali estavam judeus, “homens piedosos” (v.5), de todas as partes do mundo, reunidos em Jerusalém a fim de celebrar aquela festa judaica, quando, de repente, cada um ouviu, na sua “própria língua materna” (v.8), alguns galileus falando sobre “as grandezas de Deus” (v.11). Todos começaram a se aglomerar a fim de ouvir seus irmãos hebreus falando fluentemente o idioma de sua pátria. Desta vez, a iniciativa de Pedro não foi por um mero impulso, mas o seu discurso foi a voz do Espírito Santo através do instrumento humano.
Irmãos, basta uma leitura atenciosa para perceber que aquele evento não foi uma confusão de línguas estranhas, mas a clara evidência de que cada estrangeiro ouvia em seu próprio idioma a pregação que transformou a vida de “quase três mil pessoas” (v.41). A Palavra de Deus é um tesouro inesgotável e somos convidados a cavá-la a fim de encontrar mais e mais das riquezas celestes. Percebam que só neste sermão, Pedro fez três citações do Antigo Testamento. Pois está escrito: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16), e quando Paulo escreveu isso ainda não havia o Novo Testamento.
A promessa do batismo do Espírito Santo é para todos “quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (v.39). E o Seu apelo tem sido o mesmo: “Salvai-vos desta geração perversa” (v.40); uma geração que rejeita os preceitos divinos, alegando serem ultrapassados, apenas para satisfazer suas paixões. A presença do Espírito Santo é fundamental e indispensável na vida de todo aquele que aceita o chamado de Deus, a fim de que as obras da carne não prevaleçam. “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl.5:16).
O resultado da atuação do Espírito Santo não foi e nunca será uma glossolalia sem sentido, mas a evidência de Seu fruto, porque “o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl.5:22-23). E foi este o fruto colhido da primeira remessa de salvos da igreja primitiva: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (v.42). E qual era a doutrina dos apóstolos? A Bíblia, a Palavra de Deus, “a espada do Espírito” (Ef.6:17); o que ficou bem claro no primeiro sermão de Pedro. “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (v.47).
A comunhão entre os novos conversos era resultado direto da ação do Espírito Santo. Não foi sem razão que Paulo destacou este atributo da terceira pessoa da Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a COMUNHÃO do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co.13:13). Esta é a obra que o Espírito Santo deseja realizar no meio do povo de Deus, que todos estejam juntos e tenham “tudo em comum” (v.44). O Espírito do Senhor une homens e mulheres piedosos “de todas as nações debaixo do céu” (v.5) com a finalidade de torná-los membros de “um só corpo”, o “corpo de Cristo” (1Co.12:20 e 27).
Façamos, pois, parte deste corpo que, empunhando a espada do Espírito, marcha com perseverança “para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14).
Pai Celestial, muitos têm uma ideia completamente equivocada quanto ao dom de línguas. O batismo do Espírito Santo não consiste em falar coisas que ninguém entenda, mas, como Jesus, falar o que procede da boca de Deus, que é a Tua Palavra. Que o fruto do Espírito seja manifestado em nossa vida para que possamos declarar ao mundo as Tuas grandezas e ser salvos desta geração perversa. Sê propício a nós pecadores, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Atos2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 2 – No Pentecostes, a história do mundo mudou. O Espírito Santo foi outorgado de forma extraordinária sobre os seguidores de Jesus, inaugurando uma nova era de salvação e de missão para a igreja. Mais que um mero evento histórico, foi o início de algo contínuo que alcança e nossa vida até hoje!
“No Pentecostes, o Universo testemunhou o derramamento copioso do Espírito Santo como resultado da vitória de Jesus na cruz e de Sua entronização no Céu. Foi o início da nova era de salvação e, consequentemente, da atividade missionária da igreja. Os poderes do mal não tinham mais autoridade sobre este mundo” (Wilson Paroschi).
Por isso, assim como no Pentecostes, quando os discípulos foram cheios do Espírito Santo e capacitados para pregar o evangelho com ousadia (Atos 2), hoje, o mesmo Espírito nos impulsiona a levar a mensagem da vitória de Cristo ao mundo. A presença de Cristo transforma cada crente numa testemunha viva da graça divina (Atos 1:8)
Pentecostes “significa ‘quinquagésimo’ e seu uso se deve ao fato de que a festa era celebrada no quinquagésimo dia após a oferta do molho de cevada no primeiro domingo após a Páscoa (Lv 23:15-16; Dt 16:9-12). Era um dia de alegria e agradecimento quando o povo de Israel trazia diante do Senhor as ‘primícias da sega do trigo’ (Êx 34:22). A festa, portanto, se tornou um símbolo adequado para a primeira colheita espiritual da igreja cristã, quando a promessa da vinda do Espírito Santo foi cumprida e 3 mil pessoas foram batizadas (At 2:41)” (Paroschi).
O Espírito Santo capacitou Pedro a pregar (Atos 2:13-40), e capacita-nos também a ser testemunhas onde quer que estejamos – no trabalho, na escola, na família e na comunidade entre amigos e vizinhos.
• Cada contato e cada encontro é uma oportunidade de compartilhar o amor de Cristo.
• A missão não é apenas para uns poucos escolhidos, mas para todos os que têm o Espírito Santo no coração.
No Pentecostes, pessoas de diferentes nações ouviram o evangelho na própria língua (Atos 2:1-12). Foi um evento que uniu diversas pessoas em Cristo. É a pregação da Palavra, imbuída do Espírito Santo, a verdadeira fonte de unidade eclesiástica, capacitando-nos a viver em comunhão, apesar de nossas diferenças (Atos 2:42-47).
Diante disso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ATOS 1 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/1
O livro de Atos enche meu coração de alegria e expectativa quase mais do que qualquer outro livro da Bíblia. Nele encontro um retrato vívido do que está por vir com o derramamento final da chuva serôdia. Lucas, um médico-historiador, é o autor de Atos.
Antes de subir ao céu, Jesus deu aos Seus seguidores algo muito importante que lhes permitiu cumprir a grande comissão. Este fator chave é encontrado neste primeiro capítulo e é o que mais precisamos hoje também: “[E Jesus] deu-lhes [a Seus discípulos] esta ordem: Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual lhes falei” (v. 4 NVI). O verso 8 traz mais detalhes: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (NVI).
Cristo nos deu a grande missão de levar o evangelho a todo o mundo. Mas quantas vezes, na ânsia de cumprir a Grande Comissão cometemos o enorme pecado da omissão. Nos apressarmos a deixar Jerusalém (nossa casa) antes de termos abandonado os nossos pecados, antes de termos nos harmonizado com os membros da nossa própria casa (e da Igreja), e antes de termos passado tempo com a Palavra de Deus e de joelhos implorando por Seu poder.
Melody Mason
Líder do programa Unidos em Oração
Conferência Geral da IASD
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/1
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli</span
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913 palavras
1 Primeiro. Um indicativo de que esta obra é a segunda de uma série. O evangelho de Lucas certamente é o “primeiro livro”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 105.
2 Por intermédio do Espírito Santo. Esta expressão pode ter o sentido de que o Espírito Santo guiaria os discípulos em toda a verdade (Jo 16:13), ou que Jesus, tanto antes quanto depois da crucifixão, falava como alguém cheio do Espírito Santo. Este último deve ser o significado pretendido, pois tudo ligado à vida de Cristo na Terra foi realizado pelo poder do Espírito: a concepção, o batismo, a justificação, a orientação a uma vida de serviço, os milagres e a ressurreição. CBASD, vol. 6, p. 106.
Apóstolos. Do gr. apostolai, “aqueles que são enviados”. […] Parece que o ofício de apóstolo na igreja apostólica derivava da ordem e da comissão de Jesus aos doze discípulos. Ao chamar os discípulos de “apóstolos”, é provável que Jesus tenha usado a palavra aramaica shelicha, equivalente ao particípio heb. shaluach, “enviado”. CBASD, vol. 6, p. 106.
3 Provas incontestáveis. Essas “provas infalíveis” foram as aparições de Cristo após a ressurreição, não os milagres que os discípulos viram Jesus realizar. As provas eram: o fato de Ele ter comido e bebido com os discípulos, Seu corpo real em que eles puderam tocar, as repetidas aparições visíveis a até 500 pessoas de uma vez e as instruções sobre a natureza e as doutrinas do reino. A certeza da ressurreição conferiu poder à mensagem dos apóstolos e constituiu a base do magnífico raciocínio de Paulo sobre a certeza da ressurreição corpórea dos salvos (ICo 15:3-23). CBASD, vol. 6, p. 107.
4 Comendo com eles. Trata-se de possível referência a um encontro na Galileia para a última reunião, na qual os discípulos viram Jesus ascender ao céu. CBASD, vol. 6, p. 107.
Não se ausentassem de Jerusalém. Eles deveriam retornar para a capital, o lugar onde Cristo ministrara tantas vezes e onde sofrera, fora sepultado e ressuscitara dos mortos. Ali, os discípulos receberiam poder e deveriam começar a testemunhar. CBASD, vol. 6, p. 107.
Esperassem. Era preciso esperar com anseio pelo poder de Deus, buscar a condição adequada para recebê-lo e manter oração fervorosa e unidade a fim de ver o cumprimento da promessa. CBASD, vol. 6, p. 108.
6 Reunidos. O próprio Jesus estava com eles. Este foi o último encontro dos discípulos com o Senhor, pois era o dia da ascensão. CBASD, vol. 6, p. 108.
Será este o tempo em que restaures? Os discípulos ainda não compreendiam a natureza do reino de Cristo. Ele não havia prometido o tipo de restauração que esperavam. Achavam que Jesus “havia de redimir a Israel, isto é, dos romanos.CBASD, vol. 6, p. 108.
8 Poder. Lucas se refere ao “poder” sobrenatural recebido por aqueles que têm o Espírito Santo. Este poder é para testemunhar, pois vem dentro, proclama o evangelho e leva outros a Deus. CBASD, vol. 6, p. 110.
Confins. Os discípulos deveriam ir “por todo o mundo”, “a todas as nações” (Mt 24:14). CBASD, vol. 6, p. 111.
9 Elevado. A ascensão foi o clímax apropriado para o ministério de Cristo na Terra.CBASD, vol. 6, p. 111.
À vista deles. Nenhum fiel vira o Salvador ressuscitar dos mortos, mas os onze discípulos e a mãe de Jesus tiveram a oportunidade de vê-Lo subir ao céu. Por isso, tornaram-se testemunhas confiáveis da realidade, da ascensão. CBASD, vol. 6, p. 111.
Uma nuvem. Esta nuvem era uma hoste celestial. De igual modo, o retorno de Cristo será “sobre as nuvens” (Mt 24:30). Hostes de anjos acompanharão o Senhor quando Ele vier em glória. CBASD, vol. 6, p. 111.
11 Virá. A segunda vinda de Cristo está ligada à ressurreição e à ascensão. Trata-se de um evento prometido que se encontra vinculado a incidentes históricos.CBASD, vol. 6, p. 112.
Do modo como. Esta promessa significa que Seu retorno deve ser pessoal. A promessa tranquila, mas solene dos conselheiros angelicais confere certeza à doutrina da segunda vinda de Cristo, garantida pela realidade da ascensão. Sem o segundo advento, toda a obra anterior no plano da salvação seria tão vã quanto semear e cultivar a plantação, mas deixar de colher. CBASD, vol. 6, p. 112.
14 Os irmãos dEle. Eram Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13:55). Eles haviam permanecido indiferentes a Jesus e não são mencionados entre os que se reuniram em volta da cruz. Mas as cenas finais da vida terrena de Cristo os levaram à conversão e então faziam parte dos fiéis. É provável que Tiago seja aquele que se transformou num líder da igreja. Muitos acreditam também que ele seja o autor da epístola de Tiago. Judas pode ser o mesmo que escreveu a breve epístola com esse nome. CBASD, vol. 6, p. 114.
21 É necessário. Pedro considerou que o número original de discípulos deveria ser mantido. Sem dúvida, os apóstolos tinham o conceito de que o número 12 expressava totalidade, seguindo o exemplo das doze tribos de Israel. CBASD, vol. 6, p. 117.
23 Propuseram dois. No sentido anterior, esta passagem significa que José e Matias foram indicados pelos discípulos como os candidatos sobre os quais seriam lançadas as sortes. CBASD, vol. 6, p. 117.
24 Orando. Esta deve ter sido uma oração tremenda, brotando de uma fé simples e insistente. Em todos os grandes momentos da igreja apostólica, a oração era o recurso buscado de maneira espontânea. A experiência da igreja deve ser sempre assim, tanto no passado quanto agora. CBASD, vol. 6, p. 118.
26 Com os onze. Aos olhos humanos, Matias havia aceitado uma posição humilde, a de líder em um grupo insignificante de pessoas simples que logo seriam perseguidas. No entanto, para os cristãos, a posição que Matias assumiu tinha possibilidades imensuráveis para o futuro. CBASD, vol. 6, p. 118.
Compilação: TatianaW
Comentários adicionais em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/01/30/atos-1-comentarios-de-biblias-de-estudo/
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“Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (v.8).
Após subir aos Céus à vista de Seus discípulos e dos demais que com eles estavam, Jesus proferiu Suas últimas palavras na Terra sob a perspectiva do cumprimento da promessa do Consolador. Aqueles que por três anos e meio haviam seguido o Mestre ansiavam conhecer o tempo de Seu retorno. Era muito difícil ter que lidar com a ideia da separação e, esperançosos de obter uma resposta que lhes acalmasse o coração, perguntaram a Jesus: “Senhor, será este tempo em que restaures o reino a Israel?” (v.6). Como a maioria dos judeus, muitos ainda não compreendiam que a obra de Cristo não consistia em restabelecer o reino terrestre de Israel, e sim o Seu reino eterno, “que não será jamais destruído” (Dn.2:44), a pátria celestial que já era o “sonho de consumo” dos patriarcas e profetas (Hb.11:13-16).
A resposta de Jesus consiste em dois aspectos fundamentais:
1. “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (v.7). Após o período das duas mil e trezentas tardes e manhãs (dois mil e trezentos anos proféticos) como foi dito pelo anjo ao profeta Daniel (Dn.8:14), não nos foi revelado nenhum outro período profético com datas específicas. O tempo da segunda vinda de Cristo pode até ser especulado, como alguns tem feito, mas o que nos foi revelado como sinais da proximidade do advento do Senhor não nos dá margens a datas, e sim o quão perto estamos de ver o nosso Salvador. Como escreveu Guilherme Miller após o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844: “Fixei minha mente sobre outro tempo, e aqui pretendo permanecer até que Deus me dê mais luz – e isto é hoje, hoje e hoje até que Ele venha”. Ou seja, amados, o nosso tempo de preparo se chama hoje. Mas conquanto não saibamos o dia e nem a hora, é nosso dever, meus irmãos, saber o quão perto estamos daquele grande Dia. Devemos, como Jó, ter o nosso coração tomado de saudades do nosso Redentor, mas sem perder o foco principal, que é o segundo aspecto fundamental e que nos há de preparar para o alto clamor:
2. “Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (v.8). Não cabe a nós a especulação de prováveis datas, mas a devida preparação pessoal e o preparo de outros para o grande Dia do Senhor. E isso só acontecerá quando o povo de Deus estiver cheio do Espírito Santo. O poder de que tanto necessitamos não está em apontarmos prováveis datas e períodos “que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (v.7), mas em buscarmos, em oração e súplicas, o dom do Espírito pelo derramamento da chuva serôdia. É o nosso dia a dia com Deus que está definindo de que lado estamos nesta batalha que se aproxima do fim. Em resumo, podemos dizer que a resposta de Jesus foi a seguinte: “Não se preocupem com o QUANDO, mas com o COMO”. QUANDO Ele virá, não o sabemos, mas Ele nos revelou COMO Ele encontrará aqueles que Ele vem buscar: cheios do poder do Espírito Santo.
Percebam que se trata de uma decisão pessoal, mas que também envolve o corpo de Cristo: “Todos estes perseveravam unânimes em oração” (v.14). Sobre isso, escreveu Ellen White: “A função do Espírito Santo é reger todos os nossos exercícios espirituais. O Pai nos deu Seu Filho para que, por meio do Filho, o Espírito Santo pudesse vir até nós e conduzir-nos ao Pai. Por este meio divino, temos o espírito de intercessão, pelo qual podemos pleitear com Deus como um homem pleiteia com seu amigo” (E Recebereis Poder, CPB, p.351). Jesus mesmo deixou Seus mandamentos “por intermédio do Espírito Santo” (v.2), nos dando exemplo do quanto necessitamos do mesmo poder para que nossas obras não sejam vazias, mas, santificadas e ministradas pelo Espírito, produzam “frutos dignos de arrependimento” (Lc.3:8).
Amados, se tem uma obra a ser realizada hoje, ela é a mesma designada a João Batista: “E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). A obra é a mesma. O objetivo é o mesmo. Desde 1844, o Senhor tem um povo com uma mensagem final acessível a todos que desejam preparar-se para a Sua segunda vinda. Como Ellen White pontuou: “Muitos, mesmo entre os iletrados, proclamarão a Palavra do Senhor. Crianças serão impelidas pelo Espírito Santo a sair e anunciar a mensagem do Céu. O Espírito será derramado sobre aqueles que se submeterem a Suas insinuações. Rejeitando os estorvantes regulamentos e movimentos cautelosos dos homens, unir-se-ão ao exército do Senhor” (E Recebereis Poder, CPB, p.21).
Fazemos parte, hoje, deste exército militante? Que nossas orações, pensamentos e aspirações sejam unificados pelo Espírito e direcionados à nossa salvação, de nossa família e de quantos o Senhor colocar em nosso caminho. Como Davi, seja este o nosso clamor diário: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. Então, ensinarei aos transgressores os Teus caminhos, e os pecadores se converterão a Ti” (Sl.51:10-13).
Pai bondoso, o Senhor nos enviou outro Consolador, o Espírito Santo que nos convence do pecado, da justiça e do juízo, nos guia a toda a verdade e nos capacita para a missão mediante Seu poder. Pai, não sabemos o dia e nem a hora do retorno de Jesus, mas nos convém saber que este Dia se aproxima e que necessitamos do Teu Espírito para sermos testemunhas do nosso Senhor e Salvador. Ensina-nos a orar e perseverar unânimes em oração. E o que quer que recebamos do Senhor para realizar, que sejamos sempre prudentes e sábios para discernir a Tua vontade. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Atos1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 1 – Atos é o segundo volume escrito pelo Dr. Lucas ao aristocrata Teófilo apresentando o cristianismo. Primeiramente, demonstrou a raiz, Cristo, no evangelho; agora, em Atos, os ramos do cristianismo.
Assim inicia Atos: “Em meu livro anterior, Teófilo, escrevi a respeito de tudo o que Jesus começou a fazer e ensinar, até o dia em que foi elevado aos Céus, depois de ter dado instruções por meio do Espírito Santo aos apóstolos que havia escolhido. Depois do Seu sofrimento, Jesus apresentou-Se a eles e deu-Lhes muitas provas indiscutíveis de que estava vivo. Apareceu-Lhes por um período de quarenta dias falando-Lhes acerca do Reino de Deus…”
Atos, o segundo tratado sobre o cristianismo, escrito por volta dos anos 62 ou 63 d.C. trata da “fascinante história da Igreja cristã primitiva e os maravilhosos atos de seus membros para a glória de Deus, isto é, a continuidade do ministério de Jesus através da vida de Seus discípulos” (Bíblia do Discípulo).
Atos 1 fala da transição entre a ascensão de Jesus e a vida dos discípulos. Após 40 dias da ressurreição, Jesus subiu de volta ao Céu deixando fisicamente Seus discípulos. Nesses 40 dias ainda com eles, além de dar provas de Sua ressurreição, Jesus deu instruções sobre o quê fazer e relembrou aspectos importantes do Reino de Deus (Atos 1:1-5).
Com os preconceitos oriundos dos ensinamentos dos fariseus ainda em mente, os discípulos desejaram saber sobre o reino político de Israel e datas específicas para isso. Pacientemente, Jesus foi categórico e enfático na resposta que serve para os curiosos de plantão dos dias atuais: “Não compete a vocês saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela Sua própria autoridade. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da Terra”. Diante do interesse em mapas proféticos, Jesus abre a agenda missionária. Esse é o foco até Seu retorno, reafirmado por dois homens vestidos de branco (Atos 1:6-11).
Após isso, os discípulos obedeceram à ordem de Jesus em Atos 1:4-5, já descrita em Lucas 24:48; fizeram alguns ajustes e aguardaram a promessa do Espírito Santo (Atos 1:12-26).
Esta promessa está à nossa disposição ainda hoje. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOÃO 21 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/21
Um lembrete para aqueles momentos em que entendemos qual a nossa missão dada por Deus, olhamos para o nosso próximo e perguntamos: “E ele?”
- Siga o Rei.
- Não se preocupe com o que os outros estão fazendo,
- Não tente descobrir o chamado de alguém,
- Não torne suas ações tão preocupantes,
- Apenas siga seu Rei.
- Não pense que eles estão se alegrando enquanto você fica de pé e suspira em grande luto
Conforme cada um de vocês aprende sua parte na salvação de Deus,
- Apenas siga seu Rei.
- Pois a preocupação é desperdício,
- A inspeção exaustiva,
- A preocupação é negação
- O cuidado do seu Rei.
- Alegria e luto
- Não são para seu julgamento
- Já que você não está vendo
- Sua caminhada com seu Rei.
Mas quando você se levanta para a tarefa que o aguarda, quando se baseia a fé em Sua promessa,
- O trabalho será feito sem esmorecer
- Apenas siga seu Rei.
- Sua presença guiará seus passos,
- Seu amor deslocará todos os seus medos,
- Sua força será sempre renovada
- Simplesmente siga seu Rei.
Alison Menzmer
Segundo ano, Southern Adventist University, Collegedale, Tennessee, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/21
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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2126 palavras
1-25 O cap. 21 é evidentemente um pós-escrito. Pelo estilo podemos estar seguros que o autor foi João, o autor do evangelho. Bíblia Shedd.
O epílogo do Evangelho, tendo em vista que vem após o que parece uma conclusão (20:30-31). Andrews Study Bible.
1 Depois disto. Isto é, entre a segunda manifestação no cenáculo e a manifestação em uma montanha na Galileia (Mt 28:16-20). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1191.
3 Vou pescar. A pesca tinha sido o ofício de Pedro antes de se converter em discípulo de Jesus. Tiago e João também eram pescadores. O objetivo da sugestão foi, sem dúvida, para reabastecer seus escassos recursos. Os discípulos não estavam abandonando sua vocação mais elevada. Eles tinham ido para a Galileia para se encontrar com o Mestre (Mt 28:16).CBASD, vol. 5, p. 1192.
Esta narrativa ilustra a ineficácia de pescar homens (Mt 4.19) sem o Cristo ressuscitado estar presente (15.5). Logo que Ele veio e os discípulos obedeceram às Suas ordens, o sucesso foi imediato e tremendo (6). Bíblia Shedd.
Naquela noite. Por causa das águas claras, a noite era o momento apropriado para a pesca no lago. CBASD, vol. 5, p. 1192.
e, naquela noite, nada apanharam. Pescar à noite não era incomum. As circunstâncias são uma reminiscência da pesca maravilhosa registrada em Lc 5.4-11 e associada com a chamada de Pedro e outros discípulos. Bíblia de Genebra.
4 Não reconheceram que era Ele. Talvez os olhos deles estivessem “fechados” como os dos discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:16). É provável que houvesse pouca luz. Maria também, não tinha reconhecido Jesus quando Ele Se manifestou pela primeira vez. CBASD, vol. 5, p. 1192.
5 Alguma coisa de comer. Do gr. prosphagion, o que se come além de pão, como carne, peixe, ovos, legumes. O pão era o principal artigo de alimentação do judeu. Como a pergunta é dirigida a pescadores, é bem provável que prosphagion se refira a pescado. A forma da pergunta em grego indica que se espera uma resposta negativa. CBASD, vol. 5, p. 1192.
6 A ordem de Jesus ia contra as melhores práticas de pesca [A pesca por redes é melhor feita à noite, quando a visão dos peixes é limitada]. Andrews Study Bible.
Grande … quantidade de peixes. Este milagre faria os discípulos recordar do milagre anterior, quando deixaram tudo para seguir o Mestre (Lc 5:11). CBASD, vol. 5, p. 1192.
7 Aquele discípulo a quem Jesus amava. João foi o primeiro a reconhecer o Mestre, bem como o primeiro a acreditar na ressurreição (Jo 20:8). CBASD, vol. 5, p. 1192.
Simão Pedro… despido (ARA). Trajava apenas as vestes de baixo. Bíblia Shedd.
Vestiu a capa, pois a havia tirado (NVI). É curioso que vestisse [tornasse a vestir] essa peça de roupa … como preparativo para pular na água. Os judeus, no entanto, consideravam a saudação ato sagrado que somente podia ser realizado entre pessoas plenamente vestidas. Pedro talvez estivesse se preparando para cumprimentar o Senhor. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
O Pedro impulsivo, fervoroso e afetuoso respondeu da sua forma característica. CBASD, vol. 5, p. 1192.
Lançou-se ao mar. A água não devia ser profunda. O registro nada menciona acerca de caminhar sobre a água. CBASD, vol. 5, p. 1192.
8 duzentos côvados eram cerca de 96m. Bíblia Shedd.
10 Trazei alguns dos peixes. Para complementar o alimento que estava sobre as brasas. CBASD, vol. 5, p. 1193.
11 Simão Pedro entrou no barco. Pedro respondeu com sua impulsividade característica. CBASD, vol. 5, p. 1193.
Pedro … arrastou a rede para a praia. Por certo, significa que Pedro comandou o esforço, visto que, anteriormente, o grupo inteiro não tinha conseguido recolher a rede (v. 6). Bíblia de Estúdio NVI Vida.
Cento e cinquenta e três. O número indica que os peixes foram realmente contados. Alguns sugerem interpretações místicas e fantasiosas quanto a este número. Por exemplo, que o “três” representa a Trindade. Essas interpretações são irrelevantes. CBASD, vol. 5, p. 1193.
12 Nenhum … ousava perguntar-Lhe. Os discípulos comeram em silêncio e reverência. Muitos pensamentos passaram pela mente deles, mas não ousavam se expressar. CBASD, vol. 5, p. 1193.
14 a terceira vez. Não o terceiro aparecimento absolutamente, mas a terceira a um grupo de apóstolos. Bíblia de Genebra.
15-17 Os versos 15-17 tem lugar na presença dos outros discípulos. Pedro precisava reconquistar a confiança dos demais após sua traição (18:15-18, 25-27. Em 21:20, Jesus e Pedro estão caminhando na praia, longe dos outros. Andrews Study Bible.
15 Amas-Me. Do gr. agapaõ. Em sua resposta a Jesus, Pedro usa outro verbo para “amar”, phileõ. Estas duas palavras, às vezes, têm significados distintos. Agapaõ se refere a uma forma mais elevada de amor, um amor regido por princípios e não por emoções; phileõ está relacionado ao amor espontâneo, emocional. … Jesus usou a palavra agapaõ nas duas primeiras perguntas, e Pedro respondeu com phileõ. Na terceira vez, Jesus usou phileõ, e Pedro respondeu, como anteriormente, com phileõ. … As três perguntas de Jesus, possivelmente, estavam relacionadas às três negações de Pedro. Três vezes o apóstolo tinha negado ao Senhor. Assim, lhe foi dada a oportunidade confessá-Lo três vezes. CBASD, vol. 5, p. 1193.
Tu sabes. A resposta de Pedro é humilde. Toda a sua arrogância tinha desaparecido. CBASD, vol. 5, p. 1193.
Apascenta os meus cordeiros. “Apascenta” ou “alimenta”. “Minhas ovelhas” e “meus cordeiros” correspondem a “minha igreja” (10.14, 26-27; Mt 18.18). Quando Pedro escreve a seus companheiros presbíteros (1Pe 5.1-2), ele os incita a “pastorear o rebanho de Deus, que está entre vós”, aparentemente tendo levado a sério as palavras de Jesus. Bíblia de Genebra.
Os cordeiros representavam os novos na fé. Mais tarde, Pedro comparou os anciãos da igreja a pastores e aqueles sob sua responsabilidade a um rebanho que eles deveriam alimentar (IPe 5:1-4). Ministros de Deus são pastores que servem sob a liderança do supremo Pastor. CBASD, vol. 5, p. 1194.
16 Pela segunda vez. A pergunta se repete, mas sem a adição de “mais do que estes” (ver v. 15). O amor de Pedro é diretamente desafiado. Ele dá a mesma resposta humilde. CBASD, vol. 5, p. 1194.
17 Pela terceira vez. Na terceira pergunta, ao referir-Se ao verbo “amar”, Jesus usou uma palavra diferente da que empregou nas duas primeiras. Não se pode afirmar que havia a intenção de fazer distinção de significado (ver com. do v. 15). CBASD, vol. 5, p. 1194.
Me amas (gr phileo, “ser amigo”). Após usar agapaõ “amar desinteressadamente”, duas vezes, Jesus passa a usar a palavra que Pedro usou três vezes. Bíblia Shedd.
pela terceira vez. Pedro ficou triste, não por causa da mudança de palavras nesta última pergunta, mas porque Jesus repetiu a mesma pergunta três vezes. Talvez Pedro se tivesse das três vezes em que negou a Cristo (13.38; 18.27). … Ele estava dando a Pedro uma oportunidade de confessar o seu amor e reafirmar sua vocação para seguir a Cristo. Com este conhecimento, Pedro chama a Jesus de “Supremo Pastor” (1Pe 5.4). Bíblia de Genebra.
Pedro entristeceu-se. Ver com. do v. 15. Pedro sabia que dera motivos para os outros duvidarem de seu amor pelo Mestre. As repetidas perguntas lhe recordaram vividamente as vezes em que negou ao Mestre; por isso, ele se entristeceu. CBASD, vol. 5, p. 1194.
Senhor, Tu sabes todas as coisas. As respostas de Pedro ressaltam o conhecimento por parte de Cristo, não o domínio que Pedro tinha da situação. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
Na terceira vez, Pedro omitiu o “sim” (ver v. 15, 16). Recorreu ao olho que tudo vê e que lia os segredos mais íntimos de sua vida. CBASD, vol. 5, p. 1194.
Apascenta as Minhas ovelhas. Jesus repete a ordem (cf. v. 15, 16). Pedro havia demonstrado que estava de fato arrependido. Seu coração enternecido estava pleno de amor. Então o rebanho poderia ser confiado a ele. CBASD, vol. 5, p. 1194.
18, 19 eras mais moço. I.e., quando o discípulo pensava apenas em sua própria vontade. Velho, seria quando Deus dirigiria a vida até a morte.
Estenderás as mãos. Jesus profetizou a morte de Pedro pela crucificação; o que aconteceu entre 64-67 d.C. por ordem de Nero. Bíblia Shedd.
Segundo a tradição, que deve ser verdadeira, Pedro morreu crucificado, de cabeça para baixo, pois considerou honra imerecida para quem tinha negado o Senhor o ser crucificado da mesma forma,(ver AA, 537, 538). CBASD, vol. 5, p. 1194.
19 Glorificar a Deus. Isto é, ao morrer como mártir, testificaria do poder do cristianismo (cf. IPe 4:16). CBASD, vol. 5, p. 1194.
Segue-Me. …como a chamada original feita por Jesus a Seus apóstolos (Mt 4.19; Lc 5.27; cf. Jo 21.22). Todo este incidente restaura Pedro ao seu lugar como um apóstolo, lugar que a sua negação ameaçou tirar dele. Bíblia de Genebra.
A tarefa final na vida de Pedro: fazer o que Jesus fez. Andrews Study Bible.
20 Voltando-se. Este versículo sugere que Jesus havia chamado Pedro à parte e falara com ele em particular sobre a natureza de sua morte, talvez enquanto caminhavam ao longo da margem do lago. João provavelmente os seguia a certa distância. CBASD, vol. 5, p. 1194.
Pedro voltou-se e viu que o discípulo a quem Jesus amava os seguia. Esta adicional referência, combinada com 13.23-25, deixa pouca dúvida de que este discípulo era João, filho de Zebedeu. Bíblia de Genebra.
Os seguia. [João] estava fazendo o que Pedro duas vezes recebera ordens de fazer [“siga-me!”] (v. 19, 22). Bíblia de Estúdio NVI Vida.
21 E quanto a este? Pedro havia recebido uma revelação notável a respeito de seu próprio futuro e devia ter ficado satisfeito com o que o Senhor considerou conveniente revelar-lhe. Mas o apóstolo estava curioso para saber o que o futuro reservava a João. Jesus aproveitou a oportunidade para impressionar a Pedro com a lição de colocar em primeiro lugar o que é mais importante. CBASD, vol. 5, p. 1194.
22, 23 Uma das razões principais pelo acréscimo deste pós-escrito era para desmentir este mal entendido. Bíblia Shedd.
22 Se Eu quero. Jesus simplesmente disse: “Suponhamos que Eu queira que ele permaneça; isso não deveria ser um motivo de preocupação para você, Pedro.” A resposta foi uma reprovação. Ele não deveria se preocupar acerca do futuro dos colegas. Devia seguir ao Senhor e manter os olhos em Jesus. A preocupação demasiada com os outros poderia induzir o apóstolo a cair. CBASD, vol. 5, p. 1194.
até que Eu volte. Nítida declaração da segunda vinda. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
23 Jesus não disse. Nenhuma declaração humana, nem mesmo do próprio Jesus, é totalmente imune a interpretações erradas. Andrews Study Bible.
23 Aquele discípulo não morreria. Muitos consideraram como uma profecia o que Jesus usou apenas como uma suposição. CBASD, vol. 5, p. 1195.
24 O discípulo. O “discípulo a quem Jesus amava” (Jo 21:20) se identifica como o autor do evangelho (ver p. 983). Os v. 24 e 25 formam o clímax apropriado para todo o evangelho (ver com. de Jo 20:30). CBASD, vol. 5, p. 1195.
Este é o discípulo que dá testemunho de todas as coisas. Agora fica revelado que o discípulo amado foi a testemunha por trás da narrativa. Que as registrou. O discípulo amado não era somente a testemunha, mas também o próprio autor. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
Sabemos. Não se sabe a quem esta forma plural do verbo se refere. Provavelmente os anciãos de Éfeso (ver p. 983, 9 8 4 ) quisessem afirmar que o que tinha sido escrito era, de fato, a verdade. Circulavam narrativas espúrias e obras de autores inescrupulosos, e João desejava que se conhecesse a verdade acerca dos fatos. CBASD, vol. 5, p. 1195.
25 nem no mundo inteiro caberiam. O autor usa hipérbole (exagero) para acentuar o fato de que os escritores dos Evangelhos tinham de ser seletivos em relação aos fatos e detalhes incluídos em suas narrativas. Bíblia de Genebra.
O Evangelho de João é verdadeiro, mas está longe de conter toda a história. Andrews Study Bible.
Muitas outras coisas. Neste último versículo, João prorrompe em uma declaração emocionada acerca das muitas coisas notáveis que o Mestre tinha dito e feito. Ele escreveu seu evangelho com certos propósitos espirituais, relatou os acontecimentos e registrou as coisas que contribuíram para esses propósitos (ver p. 983, 984 [CBASD, vol. 5]). Os escritores dos outros evangelhos fizeram o mesmo. Consequentemente, muitas ações e realizações de Jesus ficaram sem registro. CBASD, vol. 5, p. 1195.
Nem no mundo inteiro caberiam. Esta linguagem é hiperbólica, mas serve para enfatizar a imensa quantidade de palavras e obras de Jesus. Uma hipérbole semelhante, da mesma época em que João escreveu, é proveniente do rabi Jochanan ben Zakkai. Registra-se que ele teria dito: “Se o céu inteiro fosse pergaminho e todas as árvores canas de escrever, e tinta todo o mar, isso não seria suficiente para consignar por escrito a sabedoria que eu aprendi com meus mestres” (ver Strack e Billerbeck, Kommentar zum Neuen Testament, vol. 2, p. 587). Essa figura literária judaica, desde então, tem sido popularizada no hino “Sublime amor”, de Frederick Martin Lehman (Hinário Adventista, n° 31/16). CBASD, vol. 5, p. 1195.
Ao comentar estas palavras finais de João, João Calvino observa: “Se o evangelista, ao contemplar a grandeza da majestade de Cristo, exclama com espanto, que nem mesmo o mundo inteiro poderia conter um relato completo dele, deveríamos assombrar-nos por isso?” CBASD, vol. 5, p. 1195.
A observação final de João … enfatiza a magnitude ilimitada de tudo o que Jesus fez para a salvação da humanidade, como o Filho Eterno de Deus (veja 1.1-3), com sua encarnação, ida, morte, ressurreição e ascenção. Bíblia de Estudo NAA.