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“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (v.25).
Mesmo após as duas aparições de Jesus a Seus discípulos, eles continuavam consternados com os últimos acontecimentos e desorientados quanto ao que deveriam fazer dali em diante. Apesar da prova que lhes foi dada de que a ressurreição de Seu Mestre foi real, a ideia de permanecerem ainda sob o jugo romano e ameaça de perseguição por parte dos líderes judeus os intimidava. Como sempre, Pedro, tomando a dianteira, decidiu retornar ao seu antigo ofício, quando disse: “Vou pescar” (v.3). Notem que ele não chamou os demais para irem com ele, mas foram eles que se ofereceram para acompanhá-lo. Dentre todos os discípulos, Pedro possuía a mais forte personalidade e poder de persuasão. Era um líder nato e seus companheiros se sentiam mais seguros sob sua liderança.
Passaram a noite tentando pescar algo, mas “nada apanharam” (v.3). Foi quando, “ao clarear da madrugada” (v.4), já podiam avistar a praia e nela um Homem que parecia estar Se aquecendo perto de uma pequena fogueira. Então, o Estranho lhes perguntou: “Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?” (v.4). Tristes pela noite em claro perdida, “responderam-Lhe: Não” (v.5). Mas uma voz de ordem lhes aqueceu o coração: “Lançai a rede à direita do barco e achareis” (v.6). Sentiram como se obedecer-lhe fosse a única opção. E o resultado da obediência foi a gratificante recompensa de uma rede “cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes” (v.11). Ao João declarar: “É o Senhor!” (v.7), nem o barco e nem aquela rede cheia de peixes pôde segurar o impetuoso Pedro. Que, vestindo-se, “lançou-se ao mar” (v.7) para encontrar Jesus.
O que se seguiu foi um agradável momento entre Jesus e aqueles sete discípulos. Ele já os aguardava com a refeição pronta, mas ao pedir alguns peixes a mais, Pedro novamente se adiantou e, sozinho, arrastou a pesada rede do barco para a terra. Aquele discípulo certamente não podia fazer por menos. Ele precisava se redimir. Era a terceira aparição de Jesus a Seus discípulos, “depois de ressuscitado dentre os mortos” (v.14). E foi nesta aparição que, por três vezes, Pedro foi questionado pelo Senhor: “Simão, filho de João, tu Me amas?” (v.15, 16 e 17). Mas, ao perguntar pela terceira vez, Pedro entristeceu-se, e com o coração quebrantado, exclamou: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo” (v.17).
Assim como Pedro não chamou seus amigos para pescar, os deixou no barco sem se importar se precisariam de sua ajuda e arrastou a rede sozinho desprezando o auxílio de seus companheiros, ele permaneceria ocupado com sua liderança egoísta não fosse a paciência de Cristo em advertir o Seu trabalhoso filho. O que Jesus disse a Pedro naquela praia foi que ele estava completamente equivocado. Que a maior demonstração de amor que ele poderia oferecer a Jesus não eram “prestações de serviço”, mas um coração pleno de amor. Em outras palavras, quando Jesus nos chama: “Segue-Me” (v.19), a aceitação ao Seu chamado deve resultar em amor por nossos semelhantes.
Enquanto Pedro procurava de todas as formas mostrar que amava a Jesus, João era mais introvertido e sua mansidão era vista por Pedro como uma falha devoção. Mas nem sempre foi assim. Aquele que Jesus havia chamado de filho do trovão tornou-se em discípulo amado. Pedro esqueceu que aquele a quem desdenhou ao perguntar: “E quanto a este?” (v.21), foi o único com coragem suficiente para acompanhar o martírio de Jesus até o fim. Jesus possui ovelhas diferentes, amados. Cada uma possui personalidade própria e são amadas pelo Pastor celestial da mesma forma. Os doze discípulos representam a diversidade entre o povo de Deus e como Ele deseja usar pessoas diferentes e uni-las num mesmo propósito: pregar o evangelho eterno a todo o mundo.
Jesus nos diz, hoje: “Que te importa” a vida de teu irmão? “Quanto a ti, segue-Me” (v.22). Ô, amados, Jesus fez tanto, mas tanto por nós que não merecemos nada! Como, pois, ousamos julgar quem é digno ou não de segui-Lo? Olhar para o Céu e dizer “eu Te amo” é fácil. Difícil é olhar para o lado e fazer o mesmo com quem não merece. Mas é esta atitude que definirá o nosso destino eterno. Nem no mundo inteiro caberiam os livros sobre os atos de amor de Cristo, mas o maior deles foi feito para que você perceba que o amor de Deus nunca seguiu e nunca seguirá a lógica humana. Ele é poderoso em salvar e deseja fazer de você um instrumento deste poder.
Você ama a Jesus e deseja segui-Lo como Seu discípulo? Deseja praticar o genuíno amor? “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Leia o sermão do monte. Lá você vai perceber que Jesus não se esquivou de falar a verdade, mas nos ensinou que o genuíno amor é manifestado na prática de Seus mandamentos. Peça ao Espírito Santo, todos os dias, que derrame o amor de Deus em seu coração (Rm.5:5) e você será um representante do bom Pastor na Terra, apressando o Seu breve advento.
Nosso amado Deus, acredito que a mudança operada na vida do Teu discípulo João é a mesma que desejas realizar em nossa vida. Que a nova oportunidade dada a Pedro representa o Teu convite para nós, a fim de que o amor que temos para Contigo seja manifestado na vida de nossos semelhantes. Muitos têm pregado pelo mundo afora um amor de alicerce arenoso, baseado apenas em emoções e sentimentos. Mas nós almejamos o genuíno amor, que emana da cruz, pois foi pela nossa transgressão à Tua lei que Jesus teve que morrer pelos nossos pecados. Na cruz, a verdade e a justiça se encontram e irradiam o brilho do amor incondicional de Deus por nós. Enche-nos do amor genuíno, que é o cumprimento da Tua lei. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, salvos pelo amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#RPSP #JOAO1
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JOÃO 21 – O evangelho de João é útil ao crente experiente, ao crente iniciante e ao descrente.
Após a ressurreição, Jesus aparece aos discípulos e realiza um milagre de pesca, reafirmando Seu cuidado e ensinamento (João 21:1-14); depois, restaura Pedro, mostrando que o chamado divino é baseado em graça, não em méritos ou perfeição (João 21:15-25).
• Para o crente experiente, há oportunidade de refletir sobre esse chamado contínuo – mesmo a quem é maduro na fé. Em Cristo, nossa caminhada sempre pode ser restaurada e renovada. Pedro, que conhecia profundamente a Jesus, havia falhado gravemente ao negá-lO; porém, Cristo o restaurou e reafirmou seu chamado ao pastoreio. É uma evidência poderosa que, mesmo falhando ou desviando-nos, Jesus amorosamente nos chama de volta ao propósito d’Ele: Apascentar Suas “ovelhas”.
• Para o crente iniciante, observe que Jesus sempre dá novas oportunidades. Jesus mostrou aos discípulos, através do milagre da pesca, que Ele é Aquele que provê e orienta na direção certa, inclusive quando não sabemos o que fazer. No início da caminhada, podemos sentir inseguros sobre como servir ou sobre nossa utilidade no reino de Deus. A pesca milagrosa é um convite para confiar que, ao ouvir e obedecer a Jesus, podemos ser frutíferos, pois Ele é Quem capacita-nos para fazer o trabalho.
• Para o descrente, João demonstra o amor e a paciência de Jesus. Mesmo sabendo das falhas de Seus seguidores, Ele ainda escolhe Se revelar a eles e compartilhar uma refeição simples, mostrando Sua disposição em Se relacionar. A história de Pedro, em especial, é um lembrete de que ninguém está de fora do amor de Jesus. Mesmo sabendo das falhas de Seus seguidores, Ele escolhe revelar-Se a eles e compartilhar uma refeição simples com eles, mostrando Seu interesse no relacionamento. Sua pergunta a Pedro – “Tu Me amas?” – é universal e pode ser entendida como uma chamada aos que ainda não creem: Deus não exige que sejamos perfeitos para segui-lO; Cristo almeja que abramos o coração ao Seu terno e infinito amor divino.
João 21 conclui os quatro evangelhos, mostrando que o evangelho não termina com a cruz, mas com um chamado a uma vida transformada pela graça e pelo amor de Deus, com renovação constante, independentemente de onde estamos na jornada espiritual.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOÃO 20 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/20
O sol de domingo ainda não havia surgido, mas Maria correu para o túmulo, ansiosa para conceder ao seu Senhor sepultado todas as honras que o seu coração enlutado poderia imaginar.
Mas Ele não estava na sepultura!
Sempre amei o fato de que Jesus concedeu o presente da Sua primeira aparição pós-ressurreição a Maria Madalena, uma ex-prostituta possuída por demônios que havia honrado a Cristo banhando a sua cabeça e pés com perfume e lágrimas antes de sua morte. Agora Cristo confortou e honrou a Maria secando suas lágrimas e confortando seu coração partido, dando-lhe a missão de proclamar a Sua ressurreição.
Havendo experimentado a gentileza e a compaixão de Cristo, que se recusou a desistir dela, restaurando-a vez após vez, o coração de Maria estava mais terno do que aqueles corações que não haviam afundado tanto nas trevas do inferno. Perdoada repetidas vezes, Maria amava mais profundamente do que a maioria.
Talvez você tenha pecado muito e tenha sido resgatado repetidas vezes. Deixe Cristo redimir o seu passado e enviá-lo a proclamar a Sua amorosa misericórdia. Permita que a dor do passado o torne mais sensível a outros corações que tem caído vez após vez nos mesmos pecados roubadores de vida. Tendo recebido misericórdia, seja misericordioso.
Lori Engel
Capelã, Eugene, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/20
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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2318 palavras
1-31 Os quatro Evangelhos têm o registro de vários aparecimentos depois da ressurreição; junto com At 1.3-8 e 1Co 15.5-8, há o registro de doze aparições: as primeiras seis ocorreram em Jerusalém, quatro na Galileia, uma no monte das Oliveiras e uma no caminho de Damasco. Bíblia de Genebra.
2 e não sabemos. O plural indica que algumas mulheres estavam ali, como registrado nos outros Evangelhos [Mt 28:1; Mc 16:1; Lc 24:10]. Eram as mesmas mulheres que estiveram ao pé da cruz, talvez com exceção de Maria, mãe de Jesus, que não é mencionada. Bíblia de Genebra.
Nem passava pela mente de Maria a possibilidade da ressurreição. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A ressurreição foi uma surpresa para os discípulos. Andrews Study Bible.
3 Foram ao sepulcro. O incidente relatado nos v. 3 a 10 reflete bem o diferente temperamento de Pedro e João. O discípulo amado era tranquilo, reservado e de sentimentos profundos (ver com. de Mc 3:17). Pedro era impulsivo, entusiasta e precipitado (ver com. de Mc 3:16). Após receberem a notícia de Maria, cada um deles reagiu de maneira característica. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1186
7 Lenço. Do gr. soudarion (ver com. de Jo 11:44). O fato de os lençóis estarem ali cuidadosamente dobrados mostra que não se tratava de um roubo na tumba. Os ladrões não se dariam ao trabalho de dobrar os lençóis que envolviam o corpo de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1187
o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus… estava dobrado. Em ordem, ao contrário do desalinho que teria resultado de um assalto ao túmulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8. Creu. Isto é, ele creu que Jesus tinha ressuscitado. Sem dúvida, João se lembrou da predição de Jesus sobre a ressurreição. Pedro talvez fosse mais cético, embora Lucas relate que Pedro “retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido” (Lc 24:12). CBASD, vol. 5, p. 1187.
Viu, e creu. João foi o primeiro discípulo a crer na ressurreição de Jesus. Andrews Study Bible.
Cf 20.29; 9:36-41. Não existe fé real sem fatos e acontecimentos reais. O que convenceu os dois discípulos da realidade da ressurreição foram os lençóis (Lc 24.12). Mostram que o corpo transformado de Jesus traspassara o invólucro de linho e aromas (19.40) sem perturbá-lo. O discípulo amado reconheceu o cumprimento das predições específicas de Jesus (Mc 8.31; 9.9, 31; 10.34; Jo 2.19; 10.18). Bíblia Shedd.
9 compreendido a Escritura. Em primeiro lugar, vieram a saber a respeito da ressurreição por meio daquilo que viram no túmulo; foi só depois que a perceberam nas Escrituras. Fica óbvio que não inventaram uma história para se encaixar a um entendimento preconcebido das profecias bíblicas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cf Sl 16.8-11; 2.7; At 2.24-31; 13.32-37, 1Co 15.4. O Espírito logo mostraria aos discípulos o significado das passagens da Bíblia que predisseram a ressurreição. Bíblia Shedd.
10. E voltaram […] para casa . Talvez a mãe de Jesus já estivesse na casa de João, e o discípulo “a quem Jesus amava” (v. 2) compartilharia a notícia com ela. CBASD, vol. 5, p. 1187.
11. Maria , entretanto, permanecia. Maria Madalena havia seguido Pedro e João ao túmulo, porém, com menos pressa. Estava afligida pela dor. Os olhos cheios de lágrimas e a condição emocional a impediram de reconhecer os visitantes celestiais, com novas que amenizariam seu sofrimento. CBASD, vol. 5, p. 1187.
12 dois anjos vestidos de branco. Os anjos geralmente são descritos com este tipo de vestidura (Mt 28:3; Lc 24:4; At 1:10). CBASD, vol. 5, p. 1187.
Mt 28.2 registra “um anjo”; Mc 16.5 refere “um jovem”; e Lc 24.4 “dois homens”… Não há necessariamente contradição, uma vez que os anjos devem ter aparecido em forma humana e um deles pode ter se destacado por ser o que falava. Bíblia de Genebra.
14 e viu Jesus em pé. Mateus revela que Jesus já tinha aparecido uma vez a um grupo de mulheres quando iam para Jerusalém, para contar as novas do túmulo vazio (Mt 28.8-10). Bíblia de Genebra.
Não reconheceu. Os olhos de Maria a impediam de reconhecer o Senhor, como os dos discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:16). Provavelmente as lágrimas não lhe permitiam ver claramente. CBASD, vol. 5, p. 1187.
Era Jesus. Esta foi a primeira aparição após a ressurreição (Mc 16:9). CBASD, vol. 5, p. 1187.
15 Se tu O tiraste. O pronome é enfático no grego. Maria não abrigava nenhuma esperança da ressurreição. Sua única preocupação era recuperar o corpo do Senhor. Ela poderia sepultá-Lo no túmulo em que seu irmão tinha estado e que Jesus dali o chamara (Jo 11:1, 38; ver Nota Adicional a Lucas 7). CBASD, vol. 5, p. 1187.
16 Maria! Maria foi incapaz de reconhecer a Jesus pela mudança de Sua aparência e as lágrimas. Chamada pelo nome (10.3) percebeu que era Jesus. Bíblia Shedd.
Evidentemente, Jesus pronunciou o nome dela num tom familiar. Ela foi tomada de intensa emoção ao compreender que o Senhor estava vivo. CBASD, vol. 5, p. 1187.
Disse. Evidências textuais atestam a adição da frase “em hebraico” (ARA; cf. p. 136). CBASD, vol. 5, p. 1187.
Mestre. Do gr. didaskalos, “aquele que ensina”. “Raboni“, provavelmente, tenha sido a forma habitual de Maria saudar a Jesus (ver Jo 11:28). CBASD, vol. 5, p. 1187.
17 Não Me detenhas. O grego pode ser interpretado com o significado de “pare de me tocar” (o que implicaria que Maria estivesse abraçando Seus pés) ou “interrompa o intento de abraçar”. Este último deve ser o significado aqui. A objeção não indica que fosse errado ou pecaminoso o contato físico com o corpo ressuscitado. Há uma urgência na expressão. Jesus não queria ser detido para receber a homenagem de Maria. Ele desejava primeiro ascender ao Pai a fim de obter a certeza de que Seu sacrifício fora aceito (ver DTN, 790). Depois da ascensão temporária, Jesus permitiu, sem protesto, o que pedira a Maria para adiar (ver Mt 28:9). CBASD, vol. 5, p. 1187, 1188.
Meus irmãos. Isto é, os discípulos. CBASD, vol. 5, p. 1188.
Meu Pai e vosso Pai. Não “nosso Pai”, talvez com o propósito de mostrar que existem algumas diferenças importantes entre o relacionamento de Cristo com o Pai e o nosso. “Pai” e “Deus” são utilizados aqui como sinônimos. CBASD, vol. 5, p. 1188.
Não há impropriedade em tocar um corpo ressurreto; no v. 27, Jesus diz a Tomé para toca-Lo (ver também Mt 28.9). Bíblia de Genebra.
19. Ao cair da tarde. O encontro ocorreu depois que os dois discípulos retornaram de Emaús, tarde da noite (ver com. de Lc 24:33). CBASD, vol. 5, p. 1188.
trancadas as portas da casa. …ter as portas trancadas para se proteger dos inimigos é perfeitamente compreensível, (cf. DTN, 802). A seguinte tradução ilustra essa relação, entre as frases: “os discípulos tinham fechado as porás do lugar onde se achavam, por medo dos judeus” (BJ). CBASD, vol. 5, p. 1188
pôs-Se no meio. O corpo glorificado de Cristo ressurreto não foi impedido por portas fechadas [ver tb At 12.10]. Bíblia Shedd.
Paz seja com vocês! Poderiam ter esperado repreensão e censura por causa do seu comportamento na sexta-feira anterior; mas Jesus acalmou os seus temores. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 Assim como o Pai Me enviou, eu também vos envio. Esta é uma breve afirmação da comissão que Jesus deus aos Seus discípulos. Uma declaração mais completa é encontrada em Mt 28.18-20 e em Lc 24.44-53. Jesus é o exemplo supremo de evangelismo e missão. Bíblia de Genebra.
Recebei o Espírito Santo. Este foi um cumprimento preliminar e parcial da promessa de João 14:16 a 18; e 16:7 a 15. O derramamento pleno ocorreu cerca de 50 dias depois, no Pentecostes (At 2). CBASD, vol. 5, p. 1188.
Lembra-nos do começo da vida humana no Éden (Gn 2.7). Vida natural e espiritual dependem do sopro (o Espírito) de Deus. Bíblia Shedd.
23 perdoardes … retidos. Somente Deus pode perdoar pecados (At 8:21-22). Mas é através da pregação do Evangelho que o perdão de Deus é tornado disponível a outros. Rejeição do Evangelho significa rejeição ao perdão de Deus. ver tb 3:16-21; 2Co 2:15-16. Andrews Study Bible.
…de acordo com a aceitação ou rejeição de Jesus Cristo por parte dos ouvintes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Se eu não vir … não crerei. Uma firme expressão de descrença. Andrews Study Bible.
Deus sempre oferece evidências suficientes para fundamentar a fé, e os que estão dispostos a aceitá-las sempre encontram o caminho da salvação. Ao mesmo tempo, Deus não obriga ninguém a crer contra a própria vontade, pois assim os privaria do direito de usar o livre-arbítrio. Se todas as pessoas fossem como Tomé, as gerações posteriores nunca poderiam chegar ao conhecimento do Salvador. Na verdade, ninguém, exceto as poucas centenas de pessoas que viram o Senhor ressuscitado com os próprios olhos, teria acreditado. Porém, a todos os que O recebem pela fé e acreditam em Seu nome (ver com. de Jo 1:12) o Céu reserva uma bênção especial: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). CBASD, vol. 5, p. 1189.
De modo algum acreditarei. Esta expressão é mais enfática no grego. CBASD, vol. 5, p. 1189.
26 Passados oito dias. Isto é, “oito dias”, segundo a contagem inclusiva, ou seja, no domingo seguinte … A nova reunião, de acordo com o cômputo judaico, ocorreu uma semana mais tarde, talvez à noite outra vez … Alguns atribuem significado especial ao fato de este segundo encontro com os discípulos ter ocorrido no primeiro dia da semana. Insistem que este foi o início da comemoração do dia da ressurreição, ocasião para a santificação e consagração do domingo como dia de culto e adoração. Certamente, se este tivesse sido o objetivo, seria esperada alguma menção a isso. Porém, não há nenhum indício de tal propósito. Por outro lado, a narrativa dá uma razão válida para que a reunião se realizasse: Tomé, o discípulo cético, estava presente, e Jesus queria fortalecer sua fé. CBASD, vol. 5, p. 1189.
Portas trancadas . Provavelmente por medo dos judeus, como na ocasião anterior (ver com. do v. 19). CBASD, vol. 5, p. 1189.
27 Põe aqui o dedo. O Senhor sabia o que Tomé pensava e, assim que chegou, dirigiu Sua atenção ao discípulo. Jesus lhe ofereceu a prova exata que ele esperava, embora fosse irrazoável (ver v. 25). Não se menciona que Tomé tenha aceitado o oferecimento de Jesus. O fato de o Senhor ter lido as dúvidas de seu coração com tanta precisão foi para ele prova convincente da ressurreição. CBASD, vol. 5, p. 1189.
28 Senhor meu e Deus meu. Reconhecer Jesus como Senhor e Deus é o ponto alto da fé. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Por sua confissão, Tomé relacionou quem estava diante dele com o Yahweh do AT. Esta confissão se tornou, mais tarde, uma fórmula padrão de fé (ver ICo 12:3). CBASD, vol. 5, p. 1189.
Uma perfeita contrapartida do Prólogo do Evangelho (1:1-2, 14), que afirma a divindade de Jesus. Andrews Study Bible.
Esta é, provavelmente, a mais clara e simples confissão da divindade de Cristo encontrada no Novo Testamento. As duas mais elevadas palavras, “Senhor” (usada na tradução grega do Antigo Testamento para o nome divino “Javé” [Yahweh]) e “Deus” estão juntas e dirigidas a Jesus, em reconhecimento de Sua glória. Jesus aceita este culto sem hesitação. Este é um forte contraste com os anjos que foram erradamente cultuados em Ap 19.10; 22.9. Bíblia de Genebra.
A fé de outras gerações partirá não da vista, mas do testemunho dos discípulos. Bíblia Shedd.
29 Aparentemente Tomé não chegou a tocar as marcas dos pregos e a cicatriz deixada pelo golpe de lança (v. 27). Mas ele queria pelo menos comprovar com os olhos. Ele não estava disposto a acreditar unicamente pelo testemunho dos outros. Jesus repreendeu sua falta de fé e louvou aqueles que estavam dispostos a acreditar, sem a comprovação dos sentidos. CBASD, vol. 5, p. 1189, 1190.
Bem aventurados os que não viram e creram. Bem-aventurados. Do gr. makarioi (ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 5, p. 1190.
Aqueles cuja fé não é baseada no contato físico com Jesus. Andrews Study Bible.
Conquanto aceitasse a fé que Tomé demonstrava, Jesus abençoa aqueles que virão a crer pelo testemunho dos discípulos (17.20; cf 1Pe 1.8-9). Esta bênção apresenta a razão para o Evangelho ser escrito (vs 30-31). Bíblia de Genebra.
Essas palavras obviamente, também se aplicam aos futuros crentes em Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 muitos outros sinais. “Muitos”, neste versículo, pode se referir a “outros sinais”, com os quais o leitor já estava familiarizado por meio de relatos da vida de Cristo já em circulação. CBASD, vol. 5, p. 1190.
Nenhum dos Evangelhos procura dar um registro completo ou estritamente cronológico, tal como ocorre numa biografia moderna (cf 21.25). Bíblia de Genebra.
31 Estes [sinais] … foram registrados para que creiais. João tinha escolhido alguns para narrar, no meio de muitos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esta expressão afirma o propósito deste Evangelho. Através dos sinais narrados, o leitor virá à fé em Jesus, como mais do que um operador de milagres. Ele é o Cristo, a Palavra encarnada, com o Pai e o Espírito, como Deus triúno. Através da fé, encontramos vida nEle, que é a fonte da vida (6.32-58). Bíblia de Genebra.
Manifesta o propósito evangelístico de João. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A finalidade do evangelho é dupla: 1) intelectual, i.e., convencer o leitor que Jesus, Homem perfeito, é o Messias que cumpriu as promessas e esperanças de Israel, e o Filho de Deus que cumpriu o destino da humanidade; 2) espiritual, compartilhar por essa fé a vida eterna pelo Seu nome. Bíblia Shedd.
Através do Espírito Santo este livro realizará em nossas vidas tudo o que poderia acontecer se Jesus estivesse conosco na carne. Para mais do papel da Bíblia na vida do cristão, ver Lc 24:44; Rm 15:4; 2Tm 3:15-17. Andrews Study Bible.
E, crendo, tenham vida. Outra expressão de propósito – produzir a fé que leva à vida. Bíblia de Estudo NVI Vida.
João resume o propósito do que escreveu e o plano que seguiu em sua seleção do material. Não era seu objetivo apresentar uma história completa ou mesmo uma biografia detalhada de Jesus. Escolheu os “sinais” que formavam o fundamento de seu tema e o propósito pelo qual escreveu. CBASD, vol. 5, p. 1190.
Jesus é o Cristo. Jesus foi o nome de Cristo em Sua humanidade (ver com. de Mt 1:21). Foi Seu nome pessoal, o nome pelo qual Ele era conhecido por Seus contemporâneos. Para muitos, esse nome só identificava o filho do carpinteiro. O propósito de João era demonstrar que o Jesus que as pessoas conheciam era realmente o Messias. “Cristo” significa “Messias” (ver com. de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 1190.
Vida. Do gr. zõê (ver com. de Jo 1:4; 8:51; 10:10); ver Jo 6:47; ver com. de Jo 3:16.
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“Disse-lhe Jesus: Porque Me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (v.29).
Oprimidos pela dor e tomados de medo de que a sorte de Jesus recaísse sobre eles, os discípulos permaneciam a portas fechadas. De forma destemida, João relatou a coragem de uma mulher em particular: Maria Madalena. Ainda o sol não havia nascido, e ela não pôde mais esperar, indo ao sepulcro onde estava o corpo de seu Mestre. Porém, ao aproximar-se do local, percebeu algo estranho: a pedra estava removida, os soldados romanos não estavam lá e o corpo de Jesus havia sumido. Logo pensou que tivessem levado o seu Senhor e correu para avisar aos discípulos.
Pedro e João precisavam ver com os próprios olhos o que aquela mulher lhes falou de forma tão atônita. Correram e viram por si mesmos que ela lhes havia falado a verdade. Mas um detalhe deste relato faz toda a diferença. João diz que ele e Pedro viram os lençóis que cobriam o corpo de Cristo, mas “o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus”, este foi “deixado num lugar à parte” (v.7). E, em outras versões diz que o lenço foi “dobrado num lugar à parte”. Na tradição dos hebreus, após um servo preparar a mesa para seu senhor, ele ficava fora da visão de seu senhor aguardando que terminasse. Terminada a refeição, geralmente o senhor usava o lenço e o jogava de forma descuidada à mesa antes de se retirar. Isto era uma mensagem clara ao seu servo: “Eu já terminei”. Mas se deixasse o lenço cuidadosamente dobrado, era como se estivesse dizendo: “Eu volto já”.
A Bíblia diz que João, ao entrar e ver aquele lenço dobrado, ele “viu, e creu” (v.8). Ele entendeu o recado do seu Senhor: “Eu voltarei!”. O anúncio dos anjos e a aparição de Jesus a Maria Madalena e Seus discípulos são relatos extraordinários acerca do poder de Deus e da fidelidade de Suas promessas. E aquele lenço dobrado foi a mais linda ilustração já usada por Cristo. Após relatar em riqueza de detalhes o sofrimento e a morte do Messias, o profeta Isaías descreveu a Sua vitória: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). Jó, em sua agonia e sofrimento, pela fé, viu o cumprimento da fiel promessa, ao declarar: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).
Tomé precisou ver e tocar para crer no que Isaías e Jó não puderam vislumbrar e ainda assim creram. Mas foi a estes e a todos “os que não viram e creram” que Jesus chamou de bem-aventurados (v.29). Jesus Cristo está vivo! O apóstolo Paulo escreveu: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1Co.15:17). A nossa fé não está firmada em um Cristo morto, mas que ressuscitou “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (v.31). Este é o objetivo do evangelho. Este foi o objetivo do lenço dobrado. Para que você e eu façamos parte do fruto do penoso trabalho do nosso Redentor. Como diz a letra da canção: “Porque Ele vive, posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há”.
Dentro em breve, amados, Jesus não aparecerá apenas a Maria Madalena e Seus discípulos, mas “todo olho O verá” (Ap.1:7). Logo, assim como Maria, poderemos declarar: “Vi o Senhor!” (v.18). Que este Dia seja para nós motivo de muita alegria! Dia em que o Senhor trocará as nossas vestes de servos pelas vestes reais do Palácio de Deus e nos levará para o banquete da eternidade. Bendito seja o nosso Senhor Jesus Cristo! Aquele que dobrou o lenço para nos dizer: “Venho sem demora” (Ap.3:11)! Como o discípulo amado, seja este o clamor do nosso coração: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Querido Deus e Pai, bendito seja o Teu nome pelo sacrifício e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Onde fracassamos Ele foi vitorioso, e venceu a morte para que possamos participar de Sua vitória. O Senhor Jesus prometeu que voltará e nós cremos em Sua promessa, pois é fiel e verdadeira. Cremos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. E aguardamos com imensa expectativa o Seu retorno. Até lá, sopra sobre nós o Teu Espírito, Senhor, e dá-nos a Tua paz. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, servos dAquele que há de vir!
Rosana Garcia Barros
#João20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOÃO 20 – A leitura sequencial do evangelho de João leva-nos ao clímax de sua revelação ao tratar da gloriosa ressurreição de Cristo. Para esse apóstolo, a ressurreição de Jesus não é meramente um evento histórico; é a vitória definitiva sobre a morte, oferecendo esperança de vida eterna para todos os que nEle creem.
Ao refletir em João 20, é fato conclusivo que o túmulo vazio não é apenas prova da ressurreição; na verdade, é um símbolo da promessa de que em Cristo o impossível torna-se possível (vs. 1-23). Diante disso, a dúvida de Tomé evidencia que mesmo a incredulidade se curva diante da realidade indiscutível da ressurreição (vs. 24-29).
A ressurreição de Jesus transformou o medo dos discípulos em coragem e sua incerteza em convicção; de igual forma, o mesmo poder pode transformar nossa vida hoje. Além disso, o Jesus ressuscitado que disse “Paz seja convosco” no passado, oferece paz que ultrapassa as circunstâncias – paz garantida pela vitória sobre a morte.
João 20:30-31 formam uma conclusão literária do evangelho, resumindo o propósito pelo qual fora escrito. Após marcar os eventos da ressurreição e as aparições de Jesus, João esclarece que a seleção de sinais e milagres não é exaustiva, mas foi organizada com o objetivo de gerar fé em Jesus como o Messias (Cristo) e o Filho de Deus, a fim de que seus leitores creiam para terem vida eterna.
Muitos milagres de Jesus não foram registrados, isso complementa João 21:25, que afirma que o mundo não poderia conter os livros necessários para registrar todas as obras de Jesus. Todavia, João escolhe alguns “sinais” como meios de evidenciar Quem É Jesus.
O objetivo principal de João é gerar fé que resulte em vida eterna. O conceito de “vida” permeia todo o evangelho de João (1:4; 10:10, etc.). A ideia de vida em Seu nome ressoa em Atos 4:12, onde Pedro afirma não existir salvação em nenhum outro nome. Jesus é a única solução para a humanidade!
Assim como a pedra foi removida do túmulo, a ressurreição de Jesus remove o peso da culpa e do pecado abrindo, assim, caminho para uma nova vida. Pois, se a morte não pode deter Jesus, nada pode impedir o poder transformador da Sua ressurreição em nossa vida. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOÃO 19 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/19
Imagine-os.
Entre eles, havia soldados. Flagelaram, teceram, golpearam, crucificaram, lançaram sortes, encheram, quebraram e perfuraram.
Entre eles, havia súditos. Clamaram, tomaram, conduziram e leram.
Entre eles, havia os que choravam. Permaneceram, suplicaram, envolveram e O deitaram.
Havia um entre eles que era Soberano. Ele buscou, trouxe à luz, temeu, voltou, entregou e escreveu.
Havia um entre eles que era o Salvador. Ele veio, vestiu, carregou, viu, soube, recebeu, inclinou-se e entregou o espírito.
Você vê?
Coberto de trajes que apodrecem,
Adornado com finas vestes perenes,
Vestido de uma majestade desprezada,
Veja como as roupas pendem sobre Ele.
Envolto por desejos obscuros,
Coberto por debates desesperados,
Revestido de tristezas profundas,
Veja como Ele pende sobre a cruz.
Velado por memórias tristes,
Coberto por promessas que perduram,
Envolto em silêncio sagrado,
Veja como nos apegamos a Ele – o Conquistador.
Ele cumpre Sua aliança.
Alison Menzmer
Aluna do segundo ano, Southern Adventist University, Collegedale, Tennessee, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/19
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1654 palavras
1 Açoitá-Lo. Esta foi a primeira seção de açoites. O objetivo da primeira seção de açoites era tentar despertar a compaixão da multidão sedenta de sangue. CBASD, vol. 5, p. 1181.
A flagelação normalmente fazia parte do processo de extrair uma confissão. Devia, segundo a lei romana, preceder a crucificação. Bíblia Shedd.
O açoite romano era cruel e, às vezes, fatal. O chicote tinha fragmentos de metal ou de ossos para lacerar a carne. Bíblia de Genebra.
2 coroa de espinhos. Para zombar de Sua afirmação de realeza. Andrews Study Bible.
Manto de púrpura. Representava realeza. Andrews Study Bible.
4 Não acho nEle crime algum. Com estas palavras, Pilatos revelou sua fraqueza. Se Jesus era inocente, Pilatos não deveria ter permitido que Ele fosse açoitado. Uma violação da consciência levou a outra, até que Pilatos renunciou a cada partícula de justiça. CBASD, vol. 5, p. 1181.
5. Eis o homem! O objetivo de Pilatos com esta exclamação era estimular a compaixão. Ali estava Jesus diante deles em vestes reais escarnecedoras, com uma coroa de espinhos, sangrando e pálido pelos então recentes sofrimentos, mas com uma postura real. Pilatos achava que as exigências dos líderes judeus seriam satisfeitas. Mas ele estava enganado. CBASD, vol. 5, p. 1181.
Um modo natural de Pilatos apresentar o acusado, mas providencialmente uma afirmação significativa. Jesus… sumariza tudo aquilo que a humanidade poderia e deveria ser. Bíblia de Genebra.
Quem [dos assistentes] poderia ter percebido que, Nesse Homem, Deus restaurava o propósito original da criação? Bíblia de Genebra.
6 Não acho nEle crime algum. Esta foi a terceira vez que Pilatos mencionou o fato. CBASD, vol. 5, p. 1181.
7 Temos uma lei, e, de conformidade com esta lei Ele deve morrer. Pilatos havia julgado repetidamente Jesus inocente da acusação civil (18:38; 19:4, 6), então mudaram para uma acusação religiosa. Pilatos estava obrigado pela lei romana a proteger a religião judaica de sacrilégio. Andrews Study Bible.
8 Ainda mais atemorizado. Pilatos estava politicamente vulnerável aqui, porque sua insensibilidade com a assuntos da religião judaica tinham lhe trazido problemas no passado. Andrews Study Bible.
Pilatos ficou [também] aterrorizado porque Filho de Deus (Divi Filius) era um título do imperador romano. Bíblia Shedd.
A carta da esposa de Pilatos informando sobre seu sonho (Mt 27:19) foi o primeiro motivo de temor. A insinuação de que Jesus era um ser sobrenatural encheu-o de mau pressentimento. CBASD, vol. 5, p. 1181.
9 Mas Jesus não lhe deu resposta. A submissão de Jesus à prisão e ao julgamento é a parte de Sua entrega de si mesmo como sacrifício. Bíblia de Genebra.
10 Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-Lo e para crucificá-Lo? Sua [de Pilatos] segunda pergunta mostra a responsabilidade de Pilatos na crucificação de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 Não és amigo de César. “Amigo de César” era um título reconhecido para os apoiadores políticos do imperador. Os judeus ameaçam Pilatos com a sugestão de que ele será considerado traidor de Roma se soltasse alguém que se diz rei. Bíblia de Genebra.
Pilatos, o procurador romano na Palestina, estava envolvido com problemas. Seus erros políticos e administrativos juntos com a impossibilidade de se defender perante o imperador motivaram sua capitulação diante da pressão dos judeus. Bíblia Shedd.
13 Pavimento (Gr lithostroton) – já foi identificado pelos arqueólogos confirmando assim a exatidão desse evangelho. Bíblia Shedd.
14. Paresceve pascal. Do gr. Paraskeuê tou pascha. Esta frase é equivalente ao heb. ‘ereb happesach, “véspera da Páscoa”, um termo comum na literatura rabínica que designa o 14 de nisã. A expressão indica a “véspera” do sábado, designação judaica para o dia da preparação. CBASD, vol. 5, p. 1183.
15. Não temos rei, se não César! Estas palavras foram inconsequentes, pois os judeus não estavam prontos para abandonar a esperança messiânica ou formalmente repudiar a Deus como seu rei. Esse subterfúgio refletia a ansiedade de se livrar de Jesus. No entanto, por esta declaração, eles se retiraram da relação de aliança com Deus e deixaram de ser Seu povo escolhido. CBASD, vol. 5, p. 1183.
Caifás argumentara [profeticamente] que um homem deveria ser sacrificado para salvar a nação; agora ele está desejando o sacrifício da nação para destruir um homem. Andrews Study Bible.
16 crucificado. Uma peculiar forma romana de execução. A vítima era desnudada e amarrada ou pregada a uma estaca de madeira e tinha que fazer força [com as pernas] para respirar. Com a exaustão, a morte vinha por asfixia. Era uma dor lenta, humilhante e dolorosa. Ver também Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible.
17 levando a Sua própria cruz. A cruz podia ter a forma de T, de X, de Y ou de I, além da forma tradicional. O condenado normalmente carregava uma das vigas até o local da execução. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ele próprio, carregando a Sua cruz, como Isaque que carregou a lenha do holocausto em Gn 22.6. Bíblia Shedd.
18 O crucificaram. Assim como no caso dos açoites, João refere-se a esse horror com uma só palavra em grego. Nenhum dos escritores dos evangelhos demora-se no relato dos sofrimentos físicos de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 o que estava escrito era. Os quatro Evangelhos registram a inscrição de Pilatos com pequenas diferenças, talvez porque a inscrição estava em três línguas. Bíblia de Genebra.
20 A placa estava escrita em aramaico, latim e grego. Aramaico. Um dos idiomas do povo judeu daqueles dias. Latim. O idioma oficial de Roma. Grego. O idioma comum de comunicação em todas as partes do império. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este título anunciava o motivo da condenação da vítima à morte. Bíblia Shedd.
23 túnica. Tipo de camisa que descia do pescoço até os joelhos, ou mesmo aos tornozelos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Tais túnicas não eram incomuns no mundo antigo. A questão importante não é o valor da túnica, porém a profunda humilhação de Jesus, de quem tudo foi tirado, quando ele se ofereceu a Si mesmo. É também o cumprimento do Sl 22.18. Bíblia de Genebra.
Sem costura. Por isso, valiosa demais para ser recortada a fim de repartir os pedaços. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23, 24 O cumprimento de Sl 22.18 nos mínimos pormenores mostra a grandeza do nosso Deus onisciente que revela eventos futuros. Bíblia Shedd.
25 A mãe de Jesus. Em seu sofrimento mental e na dor física, Jesus não Se esqueceu de Sua mãe. Ele a viu ali, ao pé da cruz. Conhecia bem a sua angústia e a confiou aos cuidados de João. CBASD, vol. 5, p. 1183.
Juntando Mc 15.40 com Mt 27.56 deduzimos que a irmã de Maria, mãe de Jesus, era Salomé, mãe de Tiago e João (esposa de Zebedeu). Neste caso, Jesus seria primo desses filhos de Zebedeu. Bíblia Shedd.
26 Eis aí o teu filho. A relação entre João e Jesus era mais íntima do que entre Jesus e os outros discípulos, e João poderia, portanto, exercer as funções de um filho mais fielmente do que os demais. O fato de Jesus confiar Sua mãe ao cuidado de um discípulo é tido como evidência de que José já não vivia, e alguns consideram como indicação de que Maria não teve outros filhos, pelo menos em condição social ou econômica para cuidar dela. CBASD, vol. 5, p. 1184.
28 Tenho sede. Jesus era verdadeiro homem. Contraria a teoria gnóstica que afirmava que o Cristo divino veio sobre Jesus e O deixou quando morreu. … AquEle que sofreu a sede na cruz ofereceu Sua vida para saciar a sede espiritual do mundo (7.37-39). Bíblia Shedd.
29 vinagre. Tipo de vinho barato – semelhante a vinagre -, a bebida do povo comum. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 Está consumado! Jesus havia completado o trabalho que o Pai Lhe confiara (Jo 4:34). CBASD, vol. 5, p. 1184.
Por certo, o clamor em voz alta registrado em Mt 27.50 e em Mc 15.37. Jesus morreu como um vencedor que completara o que viera fazer. Bíblia de Estudo NVI Vida.
31 não ficassem os corpos na cruz. Isto cerimonialmente contaminaria a terra (Dt 21.23). Este é um forte exemplo que revela a insensibilidade depravada deles, que reuniam forças para cometer um assassinato e, ao mesmo tempo, estavam cheios de cuidados meticulosos com relação ao cumprimento da lei cerimonial. Bíblia de Genebra.
Que lhes quebrassem as pernas. Respirar era tão difícil a um crucificado, que se as pernas não ajudassem a manter o tronco suspenso, a morte ocorreria rapidamente. Bíblia de Genebra.
33 Já estava morto. Foi incomum a morte vir logo depois da crucifixão. Algumas vítimas permaneciam vivas por vários dias.CBASD, vol. 5, p. 1184.
34 Lhe abriu o lado com uma lança. Provavelmente para ter total certeza da morte de Jesus, mas talvez simplesmente como ato de brutalidade (cf. v 37; Is 53.5; Zc 12.10; cf Sl 22.16). Bíblia de Estudo NVI Vida
Este ato prova que Jesus não estava em coma, mas estava morto. … Tanto a preservação de Seus ossos intactos (v. 33) como o ferimento do Seu lado cumprem as Escrituras do Antigo Testamento (vs 36-37; Sl 34.20; Zc 12.10). Bíblia de Genebra.
Sangue e água. Resultado de a lança penetrar no pericárdio (saco que envolve o coração) e no próprio coração. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35 Aquele que viu isso… sabe que diz a verdade. João, o autor do Evangelho, sabia porque ele estava lá (13:23; 18:15-16; 19:26; 21:20-24). Andrews Study Bible.
38 José de Arimateia. Os quatro evangelhos descrevem o papel de José no enterro de Jesus. Apenas João menciona que, secretamente, ele era um discípulo. CBASD, vol. 5, p. 1185.
39 Nicodemos. Somente João conta que ele acompanhou José de Arimatéia no sepultamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cem libras (i.e, mais de 32 kg de especiarias aromáticas). Nicodemos evidentemente era rico (cf 3.1-21; 7.50s). Bíblia Shedd.
Quantidade muito grande, como a que era usada nos sepultamentos da realeza. Bíblia de Estudo NVI Vida.
40 faixas de linho. Faixas estreitas, semelhantes a ataduras. Havia, também, uma mortalha, um grande lençol. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 Um jardim. Só João nos informa do local do sepulcro e sua proximidade do Calvário. O pecado original e a morte originaram-se no jardim do Éden. A redenção e a vida eterna também tiveram início num jardim. Bíblia Shedd.
42 Preparação. Era necessária pressa, pois o sol estava para se por, e então começaria o sábado, no qual nenhum serviço poderia ser feito. Bíblia de Estudo NVI Vida.