Reavivados por Sua Palavra


JÓ 12 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
8 de julho de 2026, 1:30
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Texto bíblico: JÓ 12 – Primeiro leia a Bíblia

COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS

COM. PR HEBER TOTH ARMÍ

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JÓ 12 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
8 de julho de 2026, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 12

Jó respondeu a Zofar: Então vocês são os especialistas, não são? — aqueles que sabem tudo — e quando vocês morrerem, a sabedoria morrerá com vocês.

Pois bem. Eu também tenho entendimento! Eu também tenho aprendido, durante toda a minha vida, com os mais velhos, bem como com a minha própria experiência, e com o próprio Deus – embora eu seja ridicularizado por isso. E se vocês descessem do pedestal, talvez conseguissem compreender, como eu compreendi, lições até mesmo do mundo natural.

Estudem os animais e deixem que eles lhes ensinem, e as aves, e deixem que elas lhes contem—observem atentamente a terra e ponham o ouvido no chão, e perguntem até aos peixes, e todos eles lhes declararão que a mão de Deus está envolvida nisso! A vida de todos os seres vivos é emprestada por Deus, até mesmo o fôlego de cada ser humano. Cada capacidade que possuímos é uma dádiva de Deus – o ouvido para avaliar as palavras, a boca para provar os alimentos.

Sim, aprendemos à medida que envelhecemos. Nossos anos são oportunidades para adquirir entendimento. Mas Deus é a Fonte de sabedoria e força! Ele é nosso conselho e entendimento! Ao cooperar com Ele e com as estruturas e sistemas que Ele estabeleceu, os seres humanos podem encontrar sucesso. Mas sem a Sua luz, cambaleamos como bêbados.

Virgínia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley, Spokane, Washington, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/12
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli



JÓ 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – atualizado 08/07/2026 21:06
8 de julho de 2026, 0:50
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934 palavras

12.1 – 14.22 A resposta de Jó neste longo discurso começa com uma explosão de sarcasmo contra seus conselheiros. Ele continua falando com eles até 13.19. Em 13.20 Jó se volta para Deus, causando uma grande quebra de discurso. Essa inclinação de Jó para falar com Deus (orar) contrasta com a atitude dos conselheiros, que nunca disseram uma só palavra para Deus. Eles tão-somente falavam sobre Ele (Bíblia de Genebra).

1-6 Jó, irritado com a atitude dos seus amigos, volta-se para fustigá-los resistindo à sua atitude fácil e pretensiosa, empregando as faculdades da crítica, da lógica e do sarcasmo. Bíblia Shedd.

Esse discurso final do primeiro ciclo começa com uma nota de indignação contra os amigos de Jó (12:1-6). A resposta sarcástica de Jó revelou sua irritação com a condenação doutrinária de seu caráter. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.

1. Jó respondeu. Neste discurso, que abrange os cap. 12 a 14, Jó pela primeira vez usou sarcasmo ao dirigir-se aos seus amigos. O ataque verbal, porém, parece ter um propósito secundário. O principal objetivo de Jó é justificar suas afirmações prévias: (1) que o rumo tomado pelos acontecimentos terrenos, sejam eles bons ou maus, deve ser atribuído a Deus; e (2) que seus sofrimentos lhe dão o direito de defender-se diante de Deus e de exigir saber por que ele está sendo punido daquela maneira (CBASD, vol. 3, p. 594).

vós sois o povo. Esta linguagem expressa sarcasmo mordaz. Jó parece dizer: “Vocês são as únicas pessoas que devem ser levadas em consideração, as únicas que merecem atenção e as únicas que podem falar” (CBASD, vol. 3, p. 594).

2,3 Jó expressa sua ira à insensibilidade de seus orgulhosos amigos (Andrews Study Bible).

irrisão (Almeida). NVI: “objeto de riso”.

aquele cujos pés já vacilam. A ideia está razoavelmente clara. Jó chama a atenção para a fraqueza humana que faz com que os homens cubram de desprezo os desafortunados e deem mais um empurrão nos que já estão cambaleando (CBASD, vol. 3, p. 594).

Aqueles que estão bem zombam daqueles que estão com problemas (Andrews Study Bible).

Jó continuou a se preocupar com a injustiça da vida e observou que os criminosos prosperam sem ser perturbados (v. 6). Seus amigos se juntaram à ridicularização da pessoa justa, incluindo o próprio Jó, ignorando o próprio fato de que a maldade prospera no mundo. Os iníquos prosperam no poder que vem do mesmo Deus que eles desafiam. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.

13-25 Depois de ter zombado da afirmação ingênua de seus amigos de que os ímpios sempre sofrem e os justos sempre prosperam, Jó agora retratava um Deus muito mais imprevisível em Seu poder do que o raciocínio permitia (12:13-25). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.

Deus é todo-poderoso, e tudo que se opõe a Ele não pode prevalecer (vv 13-16). Jó reconhece que a plena sabedoria é privativa de Deus, e, reconhecendo que seus amigos não poderão dar uma resposta cabal às suas indagações mais profundas, pois só ensinam generalidades religiosas já conhecidas por Jó, e que nem sabem desvendar a causa  específica daquilo que Jó está passando, vai encaminhando suas dúvidas para a consideração do próprio Deus. Mais tarde, outra visão sobre a sabedoria divina há de ensinar a Jó que só mediante o temor de Deus é que o homem tem acesso a essa sabedoria. Bíblia Shedd.

16 Sabedoria. Aqui, o heb tūshiyyā, frequentemente traduzido por “substância”, é muito comum no livro de Jó. Bíblia Shedd.

17 Aos conselheiros, leva-os despojados. Os conselhos dos grandes homens e dos sábios não prevalecem contra Deus. A palavra traduzida como “despojados”, literalmente, significa “descalços”. A figura é provavelmente alusiva à prática de remover as vestes exteriores dos cativos de guerra (ver Mq 1:8) (CBASD, vol. 3, p. 595, 596).

Não se deve interpretar que Deus destrói sistematicamente o que há de melhor na vida humana; o que está sendo dito aqui, e nos versículos seguintes é que: 1) Em comparação com a sabedoria divina, o melhor que os homens fazem nada é; e 2) Deus tem autoridade para dissolver os melhores planos humanos, ainda que feitos por reis, sacerdotes, sábios e juízes. Bíblia Shedd.

18 uma corda lhes cinge os ombros. A última parte do verso retrata os reis que antes aprisionaram a outros e, mais tarde, foram amarrados e levados como prisioneiros. Toda a série de observações aqui se refere aos revezes e às mudanças de situação na vida (CBASD, vol. 3, p. 596).

21 afrouxa o cinto. Os orientais usavam túnicas soltas amarradas por um cinto nos quadris. Quando eles trabalhavam, corriam ou viajavam, as túnicas ficavam amarradas. Afrouxar o cinto significava impedir a execução dessas atividades (CBASD, vol. 3, p. 596).

24, 25 Jó afirmou que nenhum líder tem verdadeira sabedoria à parte de Deus. Nenhuma pesquisa ou relatório pode prevalecer sobre a opinião de Deus. Nenhuma descoberta científica ou avanço médico O toma de surpresa. Quando buscamos orientação para nossas decisões, devemos reconhecer que a sabedoria de Deus é superior a qualquer outra que o mundo tem para oferecer. Não deixe que os conselheiros terrenos diminuam o seu desejo de conhecer melhor a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

25 Nas trevas andam às apalpadelas. Isto encerra o capítulo e, com ele, a controvérsia com respeito ao conhecimento de Jó sobre ditados proverbiais impressionantes e pertinentes. Jó demonstrou que estava tão familiarizado com provérbios sobre Deus quanto seus amigos, e que tinha ideias tão elevadas como as deles sobre o controle e o governo do Altíssimo. Os amigos interpretavam a Deus como alguém que recompensava as pessoas nesta vida de acordo com seus atos. Jó vê a Deus como alguém que governa os assuntos humanos a partir de outro critério, não por seus atos. Ele acha que sua vida tem sido irrepreensível (CBASD, vol. 3, p. 596).



JÓ 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
8 de julho de 2026, 0:30
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JÓ 12 – Parece mais fácil fazer teologia que demonstrar solidariedade e empatia diante do sofrimento humano. Contudo, a falta de empatia dos amigos de Jó proveu-nos um livro teológico e filosófico, que auxilia-nos na compreensão das adversidades humanas e no entendimento do quê fazer – e não fazer – diante do sofrimento.

Os amigos que foram consolar Jó o irritaram com suas palavras e acusações infundadas. A frieza e falta de empatia deles tornava o “consolo” deles indesejado. Depois que os três “amigos da onça” fizeram seu discurso, Jó ficou irritado; por isso, “ele exibiu amargo sarcasmo”, afirmou Merrill Unger.

Corroborando com esta afirmação, John MacArthur ampliou, dizendo que “Jó respondeu em defesa própria usando palavras fortes… Jó respondeu com grande sarcasmo aos seus amigos sabe-tudo (v. 2), e então os lembrou de que compreendia os princípios dos quais eles falavam (v. 3), que eram irrelevantes para sua situação. Como se não bastasse, Jó desesperou diante da dor de se tornar objeto de chacota de seus amigos, embora fosse inocente (v. 4)”

• Jó reagiu aos discursos de Elifaz, Bildade e Zofar usando linguagem irônica para questionar a sabedoria deles e indicar que estavam simplesmente repetindo clichês e ideias pré-concebidas (Jó 12:2-6).
• Depois, em vez de ficar combatendo a sabedoria dos amigos, Jó optou por refletir sobre a natureza de Deus e Sua relação com Sua criação (Jó 12:7-12).
• Por fim, Jó se dispôs a ir bem além da filosofia de seus amigos, mergulhando fundo na complexidade e incertezas da vida, confiando em Deus mesmo sem entender tudo o que gostaria (Jó 12:13-25).

Duas exegeses são fundamentais no estudo e aplicação dos princípios religiosos. Além de saber interpretar o texto sagrado corretamente é importante saber interpretar o destinatário de nossas aplicações teológicas. Sem perceber a real situação do sofredor, ainda que digamos certas verdades, elas serão mal aplicadas – comprometendo, assim a verdade!

Além disso, a verdadeira sabedoria não pode ser encontrada em clichês teológicos ou ideias pré-concebidas recheadas de conceitos pré-estabelecidos. Para sair da superficialidade é necessário reconhecer a complexidade e injustiças no mundo, mantendo a fé e confiança em Deus!

Ser simplista na abordagem do sofrimento causa mais mal do que bem! Jó sofria ainda mais com o “conforto” de seus amigos…

Como carecemos de sabedoria! – Heber Toth Armí.



JÓ 11 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
7 de julho de 2026, 1:30
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Texto bíblico: JÓ 11 – Primeiro leia a Bíblia

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COM. PR HEBER TOTH ARMÍ

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JÓ 11 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
7 de julho de 2026, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 11

Neste capítulo é Zofar quem fala. Ele é conhecido como sendo um naamatita, o que alguns acreditam significar ser um descendente de Naor, irmão de Abraão.

Quando Zofar fala que os ímpios não terão nenhum lugar para fugir e que suas esperanças se transformarão em tristeza e perda de vida (v. 20), ele não está pensando sobre o fim dos tempos, mas sobre o presente. Fala, também, por outro lado, que a solução para Jó reside na sua vontade de se aproximar de Deus e ouvi-Lo.

Zofar, assim como seus outros amigos, foca o tempo presente. Se algo de bom está para acontecer a uma pessoa, isto deve acontecer neste momento e não futuramente, no céu. Descobertas arqueológicas no Egito e Mesopotâmia nos demonstram que este modo de pensar, comum na era moderna, já existia desde naquela época, a milhares de anos atrás. Zofar e seus amigos são exemplos do pensamento “viva para o agora”.

Querido Deus
Assim como Jó, queremos manter viva a esperança do Advento e não pensarmos apenas no presente. Em nome de Jesus, Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/11
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Pr Jobson Santos



JÓ 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
7 de julho de 2026, 0:50
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1442 palavras

1-20 Assim como Elifaz (v. 4.7-11) e Bildade (v. 8.3-6), Zofar declara que os pecados de Jó foram a causa das aflições (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Zofar era o menos sensível e o menos respeitoso dos amigos em relação a Jó. Ele lançou um ataque brutal contra Jó (v. 16) e voltou à pergunta de 4:17 e 9:2: Pode um ser humano ser justo? Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 105.

Zofar foi o terceiro dos amigos a falar, e o menos cortês. Cheio de ódio, ele ataca Jó, dizendo que Jó merece mais punição e não menos. Zofar assumiu a mesma posição de Elifaz (cap. 4,5) e Bildade (cap.8) de que Jó estava sofrendo por causa de pecado, mas seu discurso foi, de longe, o mais arrogante (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

2-3 As palavras de Zofar são mais duras que as de Bildade (8:2) (Andrews Study Bible).

Zofar revela falta de compaixão ao deixar de se colocar no lugar de Jó antes de condená-lo. Além disso, Zofar não está inteiramente certo na condenação: Jó foi sincero em questionar ações de Deus que lhe pareciam injustas (v. 9.14-24), mas não zombou de Deus (é Zofar quem o acusa de ter feito isso) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Naamatita. Não se sabe qual a tribo ou qual a cidade que deu origem a este nome; talvez Zofar veio da mesma região dos demais amigos de Jó, das nações semíticas aparentadas com os israelitas, entre o Jordão e o norte do deserto da Arábia. Bíblia Shedd.

palavrório. Zofar parece irritado com o tamanho do discurso de Jó. Os orientais consideravam a brevidade no falar como uma virtude distintiva (ver Pv 10:19; Ec 5:2)(CBASD, vol. 3, p. 591).

parolas. Do heb. badem, “fala vazia” (ver Is 16:6; Jr 48:30; 50:36)(CBASD, vol. 3, p. 591).

Pois dizes […] sou limpo aos Teus olhos. Jó nunca disse isto (Andrews Study Bible).

Zofar […] deixa subentendido que Jó estava reivindicando ter pureza absoluta (perfeição impecável), mas Jó em nenhuma ocasião aplica esses termos a si (Bíblia de Estudo NVI Vida).

O livro de Jó também não apoia a acusação de Zofar de que Jó havia afirmado que seu ensino era puro. Parece improvável que Jó havia feito tal afirmação. Parece mais provável uma atribuição errônea da parte de Zofar, pois alguém havia falado, hipoteticamente, que Jó era puro (Bildade, em 8:6). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

Este verso reitera o ponto central de desacordo entre Jó e seus amigos. Jó aceitava o testemunho de sua consciência, enquanto seus amigos interpretavam mal o testemunho de seu sofrimento(CBASD, vol. 3, p. 591).

Essa não é uma citação correta das palavras de Jó, que nunca se declarou impecável. Jó apenas afirmou não levar o tipo de vida pecaminosa que pudesse merecer tão severos castigos. Ele já havia admitido que nenhum mortal poderia ser justo diante de Deus (9.2) (Bíblia de Genebra).

É inteiramente verdadeiro que muitos de nós estamos dominados pela autocomplacência, porque julgamos o que há de melhor em nós pelo que há de pior nos outros. Pode acontecer, também, que tenhamos uma inadequada concepção do que Deus é, e do que ele requer de nós. Será melhor batermos no peito como o publicano e nos confessarmos o pior dos pecadores (Comentário Bíblico VT – FBMeyer).

6 Zofar diz que Jó merece punição adicional – ele é o mais cruel dos amigos (Andrews Study Bible).

7-12 Zofar deseja que Jó se submeta ao processo pelo qual a divina sabedoria deseja fazê-lo passar, para então haver esperança de um fiel a todos aqueles sofrimentos. Bíblia Shedd.

desvendarás […]? A frase diz, literalmente: “Você poderá descobrir as coisas a serem exploradas sobre Deus?” (CBASD, vol. 3, p. 591).

como as alturas dos céus. Paulo usa as mesmas quatro dimensões para descrever o amor de Deus em Cristo (Ef 3.18) (CBASD, vol. 3, p. 591).

mais profunda é ela do que o abismo. NVI: mais profundos que as profundezas. NKJV: Mais profundo que o sheol (original hebraico). […] nome dado ao lugar dos mortos [segundo o pensamento corrente da época]. É usado quase 500 vezes na Bíblia, 7 delas em Jó (CBASD, vol. 3, p. 591).

arcanos de Deus. NVI: “os mistérios de Deus”. NKJV: “as coisas profundas de Deus” [deep things of God].

9 Para Zofar, Deus só pode condenar os seres humanos, como argumentava o espírito referido por Elifaz. Zofar insistiu que a conversa vazia não justificaria ninguém. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

11 Ao chamar Jó de “enganador” (NIV e NVI), Zofar estava acusando Jó de possuir falhas e pecados secretos. Apesar desta suposição de Zofar ser incorreta, sua explanação de que Deus sabe e vê tudo é acurada (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

12 quando a cria de um asno montês nascer homem. Nota textual NVI: “ou: ‘nascer domesticado’”. A nota textual NVI contrapõe duas espécies correlatas, porém totalmente diferentes, de animais bíblicos – o jumento selvagem e o domesticado (Bíblia de Estudo NVI Vida).

…isto é, um homem tão intratável, indomado e teimoso como um asno selvagem ainda pode se transformar num verdadeiro homem (CBASD, vol. 3, p. 592).

13-20 Zofar falou da esperança no arrependimento em seu segmento final (v. 13-20). Como Elifaz e Bildade, ele garantiu a Jó que o arrependimento lhe traria a liberação de seu sofrimento. Sua culpa lhe havia trazido a ira divina, mas seu caso não era sem esperança. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

Isso parece um bom conselho para um pecador devasso, mas não se aplica ao caso de Jó. Como Bildade, Zofar não abre espaço para a misericórdia. Jó teria que se tornar justo antes que Deus o aceitasse (Bíblia de Genebra).

Jó precisa entregar seu coração à direção divina (cf 1 Sm 7.3), limpando suas mãos (v 13), e lançando para longe suas iniquidades (v 14); então estaria em condições de entrar em comunhão com Deus, arrependido dos seus pecados, e esquecido de toda a angústia que sofrera no passado, por causa do brilho do raio da luz do presente (vv 16-17), conduzido agora à segurança e à esperança (18, 19). O ensinamento deste trecho é uma perfeita joia de inspiração, não obstante ser, para Jó, ofuscada pela amargura da pressuposição de que ele mesmo é um pecador que precisa de se arrepender. Bíblia Shedd.

Ideia popular, mas falsa: o bom prospera, o ímpio sofre [cf. tb Elifaz, 5:17-26, e Bildade, 8:5-7] (Andrews Study Bible).

13 estenderes as mãos. Zofar insta com Jó para que vá a Deus em atitude de súplica (CBASD, vol. 3, p. 592).

Estas atitudes são as da oração, tanto no íntimo do coração, como nos gestos exteriores. Bíblia Shedd.

A admoestação para que Jó estendesse as mãos para Deus descrevia um ato de adoração e súplica que é frequente no AT (cf Sl 44:20; 143:6).  Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

Zofar toma por certo que os problemas de Jó estão arraigados no pecado; tudo o que Jó precisa fazer é arrepender-se, e a partir daí sua vida será bem-aventurada e feliz. Mas em nenhum lugar Deus garante uma vida “mais refulgente que o meio-dia” (v. 17) simplesmente por sermos seus filhos. Deus tem para nós um propósito mais sublime que nossa prosperidade, ou pessoas em busca do nosso favor (v. 19). A filosofia de Zofar conflita com o Sl 73 (Bíblia de Estudo NVI Vida).

14-15 É arrogância da parte de Zofar pensar saber porque Jó estava sofrendo (Bíblia de Genebra) (Andrews Study Bible).

14-16 Então, Zofar sugeriu que Jó poderia voltar à sua vida anterior se fosse humilde e se arrependesse (v. 14-15). Jó seria capaz de esquecer seus problemas; eles seriam como a água que passou (v. 16). Zofar procurou fazer uma aplicação positiva do símile pessimista de Jó sobre a água que desaparece (6:15-21). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

como de águas. Como uma pancada de chuva, uma poça d’água ou uma forte enxurrada que ameaça engolfar tudo, logo passa e é esquecida, assim a desgraça de Jó cairia na insignificância em vista do brilhante futuro (CBASD, vol. 3, p. 592).

20 perversos. Se Zofar tivesse terminado com o v. 19, Jó poderia ter extraído conforto de seu discurso, que apresentava a esperança de restauração ao favor de Deus e o retorno à felicidade. Mas, como se quisesse acentuar o conceito desfavorável que tem da conduta e do caráter de Jó, ele não termina com palavras encorajadoras, mas acrescenta um trecho que tem ares de condenação (CBASD, vol. 3, p. 592).

O tributo que Zofar prestou a Deus é magnífico. Sua sinceridade é óbvia. Mas ele, como os outros amigos de Jó, interpretou mal a providência de Deus. Ele é incapaz de ver o sofrimento como outra coisa a não ser uma punição direta pelo pecado. Ele exorta Jó a se arrepender, quando devia levar-lhe amor e conforto. Os discursos dos amigos de Jó foram comparados a rodas que giram sobre o mesmo eixo. Eles variam nos detalhes, mas concordam no ponto de vista básico (CBASD, vol. 3, p. 593).



JÓ 11 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
7 de julho de 2026, 0:30
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JÓ 11 – Grandes e belos discursos e pregações nem sempre têm a aprovação de Deus, ainda que o propósito seja defender Sua justiça.

Diante do indescritível sofrimento de Jó, três amigos vieram para consolá-lo: Elifaz, o temanita; Bildade, o suíta; e, Zofar, o naamatita.

• O primeiro era o mais velho. Foi o primeiro a falar a Jó. Dos três, suas palavras foram mais moderadas.
• O segundo é mais agressivo no falar e mais dogmático que Elifaz. Referiu-se ao sofrimento de seu amigo como resultado dos próprios pecados apelando que Jó se arrependesse para restaurar sua posição anterior.
• O terceiro, é o mais incisivo e crítico dos três. Alega que Jó merecia sofrer, mas, caso se arrependesse evitaria ainda mais dor.

O discurso de Zofar pode ser esboçado num belo sermão com tópicos e subtópicos:

1. Razões do sofrimento (Jó 11:1-6):

• Tagarelice.
• Mentira.
• Hipocrisia.

2. Insinuações ao arrependimento (Jó 11:7-15):

• O sofredor precisa submeter-se ao poder e sabedoria de Deus.
• O sofredor deve arrepender-se sinceramente para ser restaurado.

3. Promessas de restauração (Jó 11:13-20):

• Bênçãos maiores que as anteriores são frutos do arrependimento.
• Restauração à posição anterior ao sofrimento só vem com arrependimento.
• Reconciliação com o Criador resultam da humildade que promove arrependimento.

Este esboço daria um poderoso sermão na igreja, você não acha?

Na verdade, se proliferam nas igrejas sermões nessa linha. Nele, Zofar defende a justiça divina e exorta quanto ao arrependimento e rendição a Deus. Sua concepção teológica é centrada na cosmovisão de que Deus recompensa os justos e pune os injustos; por isso, apenas a humildade e o arrependimento farão com que Deus abençoe e restaure o sofredor – tipo barganha!

Veja a reação de Deus aos amigos filósofos de Jó: “Vocês não falaram o que é certo a meu respeito, como fez meu servo Jó” (Jó 42:8).

Considere a avaliação de Deus antes de considerar as bonitas e impactantes palavras de Zofar, e de quem quer que seja que esteja falando em nome de Deus!

• Busque a sabedoria e discernimento espiritual!
• Deus não aceita todos os sermões!
• Deus não aprova todos os pregadores!
• Seja criterioso ao ouvir belas pregações!
• Não é porque se refere a Deus que a mensagem será correta!

Cuidado! Reavivemos nossa percepção espiritual. Vigiemos para não sermos iludidos! – Heber Toth Armí



JÓ 10 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
6 de julho de 2026, 1:30
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Texto bíblico: JÓ 10 – Primeiro leia a Bíblia

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COMENTÁRIOS SELECIONADOS

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JÓ 10 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
6 de julho de 2026, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 10

“Eu gostaria de ter morrido antes que alguém me visse. Eu gostaria de nunca ter saído do ventre de minha mãe.”

O lamento trágico de Jó é retirado do dicionário de um sofredor, uma linguagem do coração que somente aqueles que conhecem uma dor insondável podem articular. A dor da perda superou qualquer desejo de vida. A multiplicidade de perdas tem sido avassaladora. Ocorreu uma injustiça incompreensível. Então, Jó fala com tristeza amarga, uma dor que exige expressão através das palavras.

A dor física e emocional pode ser tão intensa que só se pode gritar: “Deus, nunca permita que eu acorde.” Uma pessoa pode não ser ativamente suicida e, no entanto, esperar a morte como uma fuga de perdas devastadoras.

A percepção de que Deus está desfazendo Sua própria criação cria agonia. “Você me moldou como barro. Você agora me fará voltar ao pó?” Por que Deus desfaz tudo o que ele fez na minha vida? Por que Ele permitiria que minha vida fosse despedaçada? A pergunta “por que” assombra todos os que sofrem.

Quando a dor engolir e a morte acenar, sussurre “Ajude-me, Jesus!” repetidamente. Seu abraço amoroso pode ajudá-lo a suportar mais um segundo. Busque Seu coração, não Suas respostas. Seu coração precisa mais do amor de Deus do que de suas razões.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/10
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Pr Jobson Santos