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944 palavras
Este é um salmo profético e messiânico. Alguma vezes é chamado de “Salmo da cruz”, devido a referências por parte de escritores do NT ao descreverem os sofrimentos do Filo de Deus sem pecado durante Seu sofrimento, quando, apesar de Sua confiança em Deus, parecia que o Pai O abandonara. […] Embora o salmista pareça estar falando de sua própria experiência, frequentes referências a este salmo no NT atestam seu caráter messiânico (Mt 27:35, 39, 43, 46; Mc 15:24, 34; Lc 23:34; Jo 19:24, 28; sobre o princípio de aplicação mista e dupla, ver o com. de Dt 18:15; ainda sobre as características messiânicas deste salmo, ver DTN, 741-757). […] O salmo tem duas partes. Os primeiros 21 versículos que consistem das queixas e oração do sofredor, e os últimos dez (22-31), de gratidão após o livramento. […] As palavras do hino “Oh! Fronte Ensanguentada!”, nº 65 do Hinário Adventista do Sétimo Dia [105 do Novo Hinário], se ajustam notavelmente ao sentido do Salmo 22. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 3, p. 768.
1 Deus meu. Do heb. ‘Eli [El = “Deus” + i = “meu”]. […] “Meu” parece acrescentar um toque de fé ao aparente sentimento de desespero do restante do versículo. A fé luta contra o temor. CBASD, vol 3, p. 768.
por que … ? O clamor de um filho desesperado que não consegue entender por que o pai o abandonou. CBASD, vol 3, p. 768.
desamparaste. Do heb ‘azabtani. A forma sabachtani é a transliteração grega do aramaico, idioma no qual Jesus pronunciou Seu clamor (ver Mt 27:46; Mc 15:34). CBASD, vol 3, p. 768.
bramido. Do heb she’agah, usado para descrever o rugido de um leão (Jó 4:10; Is 5:29; Ez 19:7; Zc 11:3). Quando se emprega com relação ao ser humano, deve ser compreendido como um clamor intenso (ver Sl 32:3; ver DTN, 753). CBASD, vol 3, p. 768.
2 não tenho sossego. Deus ouviu o clamor, mas Cristo não teve evidências de resposta (ver DTN, 753). CBASD, vol 3, p. 768.
5 não foram confundidos (ARA; NVI: “não se decepcionaram”). Em vez disso, “não envergonhados”. Quando se confia e essa confiança é traída, a pessoa se sente envergonhada, como se tivesse sido tola em confiar (ver Jr 14:3). Deus, porém, sempre provou ser digno de confiança. CBASD, vol 3, p. 768, 769.
8 Confiou. Isto é, se entregou (ver Sl 37:5; Pv 16:3). Este insulto foi de fato proferido pelos escribas e anciãos que assistiram à crucifixão e humilhação de Cristo na cruz (ver Mt 27:43). CBASD, vol 3, p. 769.
9 Tu és quem me fez nascer. Ele tem confiado em Deus desde quando consegue se lembrar. CBASD, vol 3, p. 769.
12 touros. Uma figura para descrever pessoas violentas decididas a destruí-lo. CBASD, vol 3, p. 769.
Basã. Região ao leste do Jordão, famosa por seus excelentes campos de pastoreio e seu gado grande e forte (ver Dt 32:14; Ez 39:18; Am 4:1). CBASD, vol 3, p. 769.
13 Contra mim abrem a boca. Como um animal selvagem prestes a atacar e despedaçar sua presa. CBASD, vol 3, p. 769.
O leão que despedaça e ruge. Como se não bastasse a voracidade dos touros, o salmista, para destacar mais o conceito, introduz a figura de um leão que ruge com furor, ávido por sua presa. CBASD, vol 3, p. 769.
14 Derramei-me como água. Comparar com Js 7:5. A figura parece indicar perda de força (2Sm 14:14). CBASD, vol 3, p. 769.
15 a língua se me apega ao céu da boca. Provavelmente de tanta sede. CBASD, vol 3, p. 769.
16 Cães. Homens que pareciam cães ferozes o cercaram para lhe tirar a vida. Nas cidades do antigo Oriente Médio era comum cães famintos comerem os corpos insepultos dos mortos (ver 1Rs 14:11; cf Sl 59:6, 14, 15). O salmista destaca ainda mais a ferocidade da circunstância adicionando cães aos touros de Basã e ao leão (ver com. dos v. 12, 13). CBASD, vol 3, p. 769.
Uma súcia de malfeitores me rodeia (ARA; NVI: “Um bando de homens maus me cercou”).
18 sobre a minha túnica deitam sortes. Ver o cumprimento desta previsão em Mt 27:35; Lc 23:34; Jo 19:23, 24. CBASD, vol 3, p. 770.
21 Salva-me das fauces do leão e dos chifres dos búfalos (ARA; NVI: “Salva-me da boca dos leões e dos chifres dos bois selvagens”). Este versículo deu origem ao leão e ao unicórnio do escudo da Inglaterra. CBASD, vol 3, p. 770.
Tu me respondes. Embora cercado de “cães”, “leões”, “touros”, “bois selvagens”, o sofredor sabe que não está abandonado. O desespero e a tristeza dão lugar à confiança, paz e ao louvor alegre. […] A súplica do salmista termina com uma sensação de completo alívio. Ele sabe que o Senhor está perto para ajudar. CBASD, vol 3, p. 770.
22 – 31 Os v. 22 a 31 são um louvor triunfal. No arranjo de Felix Mendelssohn do Salmo 22, há, nesta parte da composição, uma mudança dramática repentina de tom, de modo menor para o maior, retratando a completa mudança de sentimentos. […] Esta mudança repentina de sentimento no meio do versículo é típica de vários salmos (ver Sl 3; 6; 12; 28; etc.). Talvez este seja o exemplo mais notável do Saltério desta característica exclusiva do monólogo dramático hebreu. CBASD, vol 3, p. 770.
23 louvai-O. Todo o povo de Deus é chamado a se unir nesta expressão de louvor. CBASD, vol 3, p. 770.
25 De Ti. Deus dá o desejo e a capacidade de louvar, bem como o livramento, que é a razão para o louvor. CBASD, vol 3, p. 770.
26 comer. O ofertante comia uma parte do sacrifício (ver Lv 7:16). Em Israel, as refeições, como expressão de gratidão, faziam parte da adoração. Os humildes deviam participar delas, e, ao comerem juntos, se sentiam mais unidos. CBASD, vol 3, p. 770.
27 os confins da terra. A perspectiva estende-se àqueles que temem ao Senhor e à “descendência de Jacó” e à posteridade de Israel” (v. 23), incluindo todas as nações (ver a promessa de Deus a Abraão, em Gn 12:3). CBASD, vol 3, p. 770.
29 até aquele que não pode preservar a própria vida. Isto pode ser compreendido como uma ampliação das nações fracas. CBASD, vol 3, p. 770.
31 anunciar a justiça dEle. Comparar com Rm 3:21-26. CBASD, vol 3, p. 771.
que foi Ele quem o fez. Neste salmo, declara-se que Deus cumpriu tudo isso. CBASD, vol 3, p. 771.
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SALMO 22 – Este Salmo vai além de Davi, que o escreveu. Aplica-se, de certa forma, à sua experiência, mas não se limita à ela – vai muito além.
O Salmo 22 revela profunda conexão entre o Antigo e o Novo Testamento, apontando para Jesus como o cumprimento das promessas, profecias e esperanças relacionadas ao povo de Deus. Essa conexão intertestamentária demonstra que Jesus experimentou o abandono e o sofrimento para trazer salvação e libertação a todos os que nEle creem.
Por isso, o Salmo 22 é considerado um salmo profético que antecipa a obra redentora de Cristo na cruz:
• Cristo citou o início do Salmo 22, clamando “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46), identificando-Se com o sofrimento descrito no Salmo.
• As zombarias e escárnios dos inimigos encontraram paralelos na crucificação de Jesus, o Messias, onde Ele foi insultado, humilhado e ridicularizado (Mateus 27:39-44).
• A referência aos algozes lançando sortes pelas vestes do Santo encontra o cumprimento nas vestes de Cristo sendo sorteadas pelos soldados romanos (João 19:23-24).
• O salmista clama por libertação, e isso encontra seu cumprimento na ressurreição de Jesus, onde Ele é exaltado e vitorioso sobre a morte.
O final do Salmo 22 traz esperança e adoração a Deus, apontando para a vitória final do Messias e a salvação que Ele nos proporciona. Portanto, em meio ao sofrimento, confiemos nEle. Hoje, podemos reavivarmo-nos em Cristo! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 21 – Primeiro leia a Bíblia
COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: SALMO 21
Este salmo completa o ciclo de súplica e obtenção, pedido e resposta iniciado no Salmo 20. Ele era utilizado após a vitória solicitada no Salmo 20 ter sido obtida. A vontade de Deus tinha sido seguida, as orações por vitória haviam sido oferecidas, a conquista tinha acontecido. Agora o povo de Deus fielmente retorna a Deus e Lhe oferece louvor e ações de graças pelo sucesso alcançado.
É instrutivo para o crente saber que o trabalho não está completo após as orações pela vitória terem sido oferecidas e a batalha ter sido vencida. A vitória, o sucesso e suas ramificações, é mais do que apenas lutar e vencer. Há mais a fazer: o deliberado e espontâneo reconhecimento, agradecimento e louvor a Deus.
Este salmo descreve apropriadamente os fundamentos pós-batalha. O Salmo divide-se claramente em três seções: ação de graças pelo Rei e sua vitória (vs. 1-7), meticulosidade em garantir uma vitória duradoura (vs. 8-12) e um louvor final somente a Deus (v. 13).
Delbert Baker
Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento para o Plano de Aposentadoria da Conferência Regional
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/21
Tradução: Jeferson Quimelli/Luis Uehara
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424 palavras
Na sua estrutura, o salmo fica emoldurado pelos v. 1, 13 (“na tua força, ó SENHOR” ocorre nos dois versículos) e se centraliza em torno do v. 7, que proclama a confiança que o rei tem no Senhor e na segurança que o amor inesgotável de Deus lhe oferece. Bíblia de Estudo NVI Vida.
É um salmo de gratidão pelo êxito da campanha militar pela qual o salmo anterior tinha suplicado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 766.
1 Na Tua força. Os carros e cavalos não teriam poder contra a força de Deus (ver Sl 20:7). CBASD, vol. 3, p. 766.
o rei. Os v. 1 a 7 expressam a gratidão da congregação pela vitória que Deus concedeu ao Rei. Sempre se deve reconhecer de forma pública uma oração concedida. CBASD, vol. 3, p. 766.
2 Satisfizeste-lhe o desejo do coração. A oração em favor do rei (Sl 20:4) foi atendida. […] Pode-se esperar que a oração seja atendida quando os desejos do ser humano correspondem aos desejos de Deus e quando a vontade de quem ora está sujeita à vontade dEle (ver DTN, 668). CBASD, vol. 3, p. 766.
6 Pois o puseste por bênção. Ou, “pois o colocou para ser bênção” [como Abraão (Gn 12:2)] […] Era propósito de Deus que o rei – e todo filho Seu – fosse não apenas um recipiente de Suas bênçãos, mas um instrumento para comunicá-las (ver também Is 19:24; Ez 34:26). CBASD, vol. 3, p. 766.
tua presença ( NVI; ARA: “tua destra”). Teu favor, que é o motivo supremo da alegria, por ser a bênção suprema, e a fonte originária de todas as bênçãos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 O centro do salmo […] O participante da liturgia (talvez um sacerdote ou levita) proclama as razões da segurança do rei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Um bom líder confia no Senhor e descansa sobre Seu infalível amor. Muitos líderes confiam em sua própria esperteza, apoio popular ou poder militar. Mas Deus está acima destes “deuses”. Se você aspira à liderança, mantenha o Senhor Deus no centro de sua vida e descanse nEle. Sua sabedoria é o melhor força que você poderá ter. Life Application Study Bible Kingsway.
11 não conseguirão. Os planos do ser humano, por melhores que sejam, falharão se Deus estiver contra eles. CBASD, vol. 3, p. 766.
13 Exalta-Te, SENHOR. Como o Salmo 20, o 21 termina com uma oração. O salmista encerra, pelos lábios da congregação, seus desejos bons e suas profecias em favor do rei. Ele se dirige a Deus e ora para que Ele Se revele como a fonte de força de Seu povo (como no v. 1). Este é um quadro final de louvor universal (ver Ap 7:10-12; 12:10; 19:1-3). CBASD, vol. 3, p. 767.
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SALMO 21 – Este Salmo foi escrito por um rei para outro Rei. O rei humano escreveu para o Rei divino. É um reconhecimento de que reinar com Deus é melhor do que reinar sem Ele.
Davi era um rei de fé e líder piedoso em Israel. Por isso, as palavras deste Salmo expressam louvor e gratidão a Deus por Suas bênçãos, proteção e vitórias concedidas a ele. Nos 13 versículos deste Salmo, Davi expressa Sua confiança em Deus como o Soberano Rei, seu protetor e provedor. Submetendo-se a Deus, o rei Davi reconhece que todas as suas vitórias e sucessos resultaram da bondade e favor divinos. Por isso, o rei humano louva ao rei divino, pois Deus lhe concedeu vida longa, riquezas e sucesso em suas batalhas contra seus inimigos.
Através das palavras inspiradas do Salmo 21, o rei Davi almejava transmitir sua fé e confiança inabaláveis em Deus e encorajar outros a reconhecerem o poder e a bondade de Deus em todas as conquistas, e em cada detalhe da vida:
• Tudo o que possuímos vem de Deus; portanto, como Davi, devemos reconhecer que Deus é o governante supremo sobre todas as coisas, inclusive a nossa vida.
• A submissão a Deus deve ser uma experiência de todo ser humano, inclusive de todos os líderes políticos e eclesiásticos, pois sendo Ele o Supremo Juiz, defenderá os que Lhe submetem.
• Sendo que Deus é capaz de cuidar de todas as circunstâncias que nos envolvem, devemos demonstrar disposição em submeter-nos à Sua vontade e a Seus planos a fim de obtermos vitórias.
• Submeter-se a Deus inclui reconhecer e agradecer-Lhe por Sua bondade, bênçãos e ações em nossas experiências, reconhecendo que somos totalmente dependentes dEle.
• Independente de quão avançadas sejam as tecnologias ou do grande desenvolvimento intelectual e cultural em que vivemos, a mensagem de depender de Deus permanece relevante nos tempos modernos.
• Mesmo com a evolução e grandes mudanças positivas das condições humanas no século 21, é essencial reconhecer que Deus está acima de tudo e de todos e carecemos dEle tanto quanto o rei Davi carecia.
• Não podemos deixar de reconhecer que todas as conquistas científicas e tecnológicas de nosso século resultaram da graça e bondade divina.
Desta forma, reavivemo-nos em Deus e em Sua Palavra! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 20 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 20
Os Salmos 20 e 21 se complementam e são conhecidos como os Salmos de Guerra. O Salmo 20 era uma música de encorajamento cantada antes da batalha e o Salmo 21 era uma música de celebração cantada depois da batalha. O primeiro era apresentado em antecipação ao que o Senhor estava prestes a realizar e o Salmo 21 em celebração pelo que Deus já havia feito.
Se o povo estivesse vivendo no centro da vontade de Deus tinha a garantia de que podia contar com Deus para protegê-lo. Deus estava disposto e era capaz de entregar o resultado que o Seu povo precisava. Não havia dúvida ou hesitação, mas uma forte confiança que elevava o ânimo dos soldados na batalha.
Deus era o comandante-em-chefe acima do Rei, que era o general e líder dos soldados que saíam à luta. A beleza deste Salmo é o conceito da presença e da vitória de Deus, mesmo antes da batalha começar. Os ingredientes para a vitória naquela época são aplicáveis aos crentes de hoje. Diante da realidade da grande guerra entre o bem e o mal, devemos nos apegar às promessas de Deus encontradas em Sua Palavra e proclamar a nossa confiança num resultado positivo. Os tempos e a cultura são diferentes, mas os princípios para a vitória permanecem os mesmos.
Delbert Baker
Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento para o Plano de Aposentadoria da Conferência Regional
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/20
Tradução: Jeferson Quimelli/Luis Uehara
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607 palavras
1-5 Os v. 1 a 5 constituem a oração de intercessão pelo rei, ao este estar prestes a ir para a batalha. É provável que fossem cantados enquanto a fumaça do sacrifício subia aos céus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 764.
Ambos os salmos [20 e 21] eram, provavelmente, cantados antifonalmente (com partes responsivas se alternando). Andrews Study Bible.
1 nome. O nome de Deus é representado pelos caracteres hebraicos YHWH, que foram transliterados com vogais para se ler Yahweh (ver êx 6:3). […] Com base no antigo uso fenício [da palavra e de sua possível raiz, hayah, “ser” ou “tornar-se”], entende-se que Yahweh representa uma forma verbal que pode ser traduzida como “o que faz ser”, ou “o sustentador”. Portanto, o nome Yahweh designa Deus como a primeira causa de existência. Este nome representa todos os atributos de Deus (ver com do Sl 7:17). CBASD, vol. 3, p. 764.
2, 6 Do Seu santuário te envie socorro. Uma das muitas passagens da Escritura onde Deus responde do santuário celestial (ver, p. ex., Sl 18, o mesmo de 2Sm 22, onde este tema é desenvolvido em grandes detalhes). Andrews Study Bible.
3 holocaustos. Do heb. ‘olah, uma oferta na qual a vítima era queimada por completo (ver vol. 1, p. 752; ver com. de Lv 1:3). CBASD, vol. 3, p. 764.
4 todos os Teus desígnios. O povo ora para que todos os planos do rei tenham êxito e as medidas que ele tomar na guerra sejam bem-sucedidas. CBASD, vol. 3, p. 764.
5 hastearemos pendões (ARA; NVI: “ergueremos as nossas bandeiras”). Em reconhecimento da vitória concedida por Deus. Assim se encerra a petição geral do povo. CBASD, vol. 3, p. 764.
bandeiras. Provavelmente os estandartes das tropas, ao redor dos quais as unidades militares se congregavam. Bíblia de Genebra.
6-8 Israel alcançaria a vitória por causa da presença do Senhor. A confiança de Israel estava arraigada na promessa de Deus de que protegeria o Seu povo na guerra, quando fosse obediente a Sues mandamentos (Dt 7.20). Bíblia de Genebra.
Desde que exércitos e armas existem, as nações tem se vangloriado de seu poder, mas tal poder não é duradouro. Ao longo da história, impérios e reinos tem alcançado grande poder, somente para desaparecer na poeira. Davi, contudo, sabia que o verdadeiro poder de sua nação não estava em seus armamentos mas no louvor; não em sua capacidade de ataque mas no poder de Deus. Esteja certo de que sua confiança está estabelecida em Deus, que dá vitória eterna, porque somente Deus pode preservar uma nação ou indivíduo. Em quem você confia? Life Application Study Bible Kingsway.
6 Agora, sei. Os v. 6 a 8 constituem a resposta do rei ou talvez de um levita que o representava. CBASD, vol. 3, p. 764, 765.
ungido. Hebr. Messiah. Nota textual Bíblia de Genebra.
O rei davídico prenuncia o Filho de Deus que reina para sempre, Jesus Cristo, o Messias. Bíblia de Genebra.
7 carros. Carros de guerra, para o transporte de soldados para a batalha e para providenciar materiais para o combate. O faraó confiou nos carros (Êx 14:7) [Quanto aos siros, 1Cr 18:4; 19:18, Salomão, 1Rs 10:26-29]. […] Nunca foi plano de Deus que Seu povo dependesse da força bruta para obter vitória (ver Dt 17:16). Esse versículo é uma confissão maravilhosa de fé no que é reto, em contraste com a confiança no poder material. CBASD, vol. 3, p. 765.
8 Eles se encurvam e caem. Os verbos deste versículo podem ser considerados como proféticos perfeitos, isto é, em antecipação o rei vê seus inimigos vencidos e descreve o evento como se já tivesse acontecido. Este versículo é um exemplo de paralelismo antitético. CBASD, vol. 3, p. 765.
9 Ó, SENHOR, dá vitória ao rei (ARA; NVI: “SENHOR, concede vitória ao rei!”). É provável que este versículo fosse cantado pela congregação em resposta ao solo dos v. 6 a 8. CBASD, vol. 3, p. 765.
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SALMO 20 – Embora este Salmo seja súplica em prol de reis terrenos, sua mensagem foca no Rei Soberano.
Davi, seu autor, ao enfatizar a confiança, a proteção e a intervenção de Deus na vida do rei humano, conduziu o leitor/cantor à soberania de Deus como Rei Supremo, sobre todos os reis.
• Desta forma, o Salmo não é antropocêntrico, é teocêntrico; não foca no ser humano, foca no Ser divino!
• Mesmo que um monarca seja estritamente religioso, é Deus quem salva e concede vitória ao Seu ungido; isso demonstra a autoridade e o poder de Deus como soberano sobre todos os poderes deste mundo.
No Salmo 20:7, o salmista compara a distância que existe entre confiar em seres humanos e forças terrenas (como carros e cavalos), com a confiança depositada no poder de Deus; em realidade, a verdadeira segurança e soberania não estão nas pessoas, coisas e instituições deste mundo, elas residem em Deus como Supremo General.
O Santuário e Sião fazem referência ao lugar da presença de Deus, onde Ele habita e de onde Ele governa; por isso, acima de qualquer poder humano, precisamos suplicar que o apoio e auxílio às autoridades humanas venham diretamente de Deus, que rege desde os altos Céus (Salmo 20:2, 6); de onde Ele atua com o poder salvador de Sua poderosa mão direita. Estas expressões representam o poder e a autoridade de Deus como o Supremo Rei. Porém, Sua grandiosidade não O impede de responder e intervir de maneira salvadora, demonstrando Sua soberania e domínio até nas “pequenas questões” da vida humana.
Por isso, o Salmo conclui com as seguintes palavras:
Senhor, concede vitória ao rei!
Responde-nos quando clamamos!
O Salmo 20 apresenta um contraste entre aqueles que confiam nos poderes deste mundo e aqueles que confiam em Deus como Supremo Rei. Enquanto os primeiros vacilam e caem, aqueles que confiam na soberania divina são capacitados a se erguer e permanecer firmes. Ou seja, fica evidente que, enquanto os diversos recursos terrenos são incertos e falíveis, em Deus temos uma base sólida e segura (Salmo 20:1-6).
Dependendo de Deus, tanto o povo quanto os monarcas deste mundo podem superar as adversidades e permanecer firmes (Salmo 20:7-8). Portanto, reavivemo-nos: ergamos nossas vozes, confiantes no poder divino! – Heber Toth Armí