Reavivados por Sua Palavra


JÓ 22 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
18 de julho de 2026, 1:30
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Texto bíblico: JÓ 22 – Primeiro leia a Bíblia

COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS

COM. PR HEBER TOTH ARMÍ

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JÓ 22 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
18 de julho de 2026, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 22

“Apenas confesse seus pecados e Deus lhe trará paz e prosperidade.” Conselhos semelhantes são comercializados hoje como teologia da prosperidade e distorcem o caráter de Deus.

“Você deve acreditar para receber” soa atraente, mas e quando você está confiando em Deus enquanto sofre por uma doença ou perda? Você acredita que Deus ainda é bom e fiel em tempos difíceis? Ou você tem um pouco da teologia de Elifaz em seu coração? Devemos ter a fé de Jó. “Embora ele me mate, ainda assim esperarei nEle.” Jó 13:15.

Estamos chegando a um momento da história em que devemos acreditar que Deus é justo e verdadeiro, mesmo diante da perseguição e da morte. O próprio Cristo afirmou que Deus “Porque Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.” Mateus 5:45

O amigo de Jó considera que a única razão para o sofrimento é o castigo de Deus. Mas a Bíblia fala sobre outras razões para o sofrimento. Ela pode ser usada para provar nossa fé. (1 Pedro 1:6-7).

Três meninos na Babilônia permaneceram firmes por Deus e Ele estava com eles na fornalha ardente. Eles confiaram em Deus, mas eles não foram impedidos de enfrentar a ira de um rei.

Entregue todas as suas preocupações e cuidados a Deus, pois Ele se preocupa com você. 1 Pedro 5:7.

Cheri Holmes
Enfermeira de pronto-socorro, Lynden, Washington, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/22
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara



JÓ 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
18 de julho de 2026, 0:50
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1222 palavras

Começa aqui o terceiro ciclo de discursos, que vai até o fim do cap 31. Pouco tem de novo; só em Jó se nota um progresso, lento, embora, mas seguro no entendimento. Elifaz continua o ciclo com as mais injustas acusações, citando precisamente as coisas más que Jó não fizera e omitindo todo o bem que praticara, o bem de outrem (Bíblia Shedd).

Este é o terceiro e último discurso de Elifaz a Jó. Quando ele falou pela primeira vez com Jó (capítulos 4 e 5), ele elogiou as boas ações de Jó e gentilmente sugeriu que Jó precisasse se arrepender de algum pecado. Embora ele não tenha dito nada de novo neste discurso, ele foi mais específico. Ele não conseguia abalar sua crença de que o sofrimento é o castigo de Deus por atos malignos, então ele sugeriu vários possíveis pecados que Jó poderia ter cometido. Elifaz não estava tentando destruir Jó; no final de seu discurso, ele prometeu que Jó receberia paz e restauração se ele apenas admitisse seu pecado e se arrependesse. Life Application Study Bible Kingsway.

A característica distintiva deste terceiro discurso de Elifaz é o fato de que ele acusa Jó de pecados específicos contra o próximo. Embora Elifaz seja o mais gentil dos amigos, ele parece, neste discurso, estar fazendo um esforço desesperado para defender sua posição. Ele encerra este discurso da mesma forma que o primeiro, isto é, com um apelo a Jó para que mude seus caminhos a fim de ser liberto do sofrimento (CBASD, vol. 3, p. 626).

1-5 Elifaz passa a demonstrar que deve existir uma razão para as aflições humanas: a causa não pode estar em Deus, visto que a moralidade humana não pode afetar a onipotência divina. A explicação deve estar no próprio homem: Jó sofre por sua própria maldade (Bíblia Shedd).

de algum proveito. Elifaz admite que um sábio pode buscar vantagem para si próprio, mas nega que alguém possa fazer favores a Deus. Elifaz infere [supõe] que Jó considera que Deus tenha alguma obrigação para com ele, o que Elifaz crê ser injustificado (CBASD, vol. 3, p. 626).

tem o Todo-Poderoso interesse […]? Elifaz apresenta Deus como alguém extremamente impessoal. Ele declara que a justiça ou a perfeição do ser humano não traz nem prazer nem lucro para Deus. Parece estar se esforçando para demonstrar que os motivos que impelem Deus a infligir sofrimento não são egoístas nem arbitrários. Contudo, no esforço para provar sua ideia, Elifaz deixa de fazer justiça ao caráter divino. O salmista, porém, tinha uma concepção mais adequada de Deus (Sl 147:11; 19:4) (CBASD, vol. 3, p. 626).

temor. A ideia do verso seria: certamente Deus não aflige um homem porque ele é piedoso! (CBASD, vol. 3, p. 626).

Juízo. Jó repetidamente expressou o desejo de apresentar seu caso diretamente a Deus (ver Jó 13:3). Elifaz considera isso um absurdo (CBASD, vol. 3, p. 626).

grande a tua malícia. Com esta declaração Elifaz inicia uma enumeração do que ele considera que sejam os pecados de Jó (CBASD, vol. 3, p. 626).

6-20 Nestes versículos, Elifaz ataca a Jó, especificando as suas acusações. Diz que Jó é violento, de personalidade contraditória, um homem que pratica o duplo jogo (6-9). É por causa disto que está sofrendo (10-11) (Bíblia Shedd).

tomaste penhores. Um “penhor” é o bem dado por um devedor ao credor como garantia. O crime atribuído a Jó era o de exigir tais penhores sem justa razão, isto é, quando não havia dívida, quando a dívida já estava paga, ou que o penhor ia muito além da dívida (ver Ne 5:2-11) [ver Êx 22.26,27; Dt 24:6]. […] Tirar vantagem do pobre injustamente tem sido uma falha comum da humanidade em todas as eras. […] A maioria dos verbos hebraicos nos v. 6 a 9 está num tempo que sugere a ideia de frequência, indicando que Elifaz representava esses pecados como o modo de vida habitual de Jó. Tanto quanto de saiba, a única evidência que ele tinha de Jó ter cometido esses pecados era o sofrimento dele (CBASD, vol. 3, p. 626).

8 Elifaz não tem evidência alguma, mas supõe que Jó teria praticado as injustiças que eram possíveis para um homem de sua posição. No terceiro ciclo, os amigos abandonaram o estilo de insinuação indireta, para lançar acusações abertas contra Jó (Bíblia Shedd).

Elifaz quis dizer que Jó havia desapossado os pobres e ocupado a terra à força (CBASD, vol. 3, p. 627).

às viúvas despediste. A opressão destas classes de pessoas é considerada na Bíblia como crime grave (Dt 27:19; Jr 7:6; 22:3). Jó não podia deixar passar esta acusação sem refutá-la (29:13; 31:21,22) (CBASD, vol. 3, p. 627).

10 por isso. Elifaz […] enfatiza que os infortúnios de Jó resultam diretamente dos maus-tratos por ele infligidos aos fracos e necessitados (CBASD, vol. 3, p. 627).

12-14 Elifaz declarou que a visão de Jó sobre Deus era muito pequena e criticou Jó por pensar que Deus estava muito longe da terra para se importar com ele. Se Jó soubesse do intenso interesse pessoal de Deus por ele, disse Elifaz, não ousaria levar seus pecados tão levianamente. Elifaz tinha razão – algumas pessoas levam o pecado levianamente porque pensam que Deus está longe e não percebe tudo o que fazemos. Mas este ponto não se aplica a Jó. Life Application Study Bible Kingsway.

12 nas alturas. Elifaz chama a atenção para a transcendência e a onipotência de Deus. Essa é meramente mais uma repetição do argumento dos amigos de Jó. Eles colocavam grande ênfase na soberania de Deus. Até certo ponto, muitas de suas declarações estavam corretas. Mas, no final, o próprio Deus, que eles descreviam em palavras tão exaltadas, os repreendeu pelo que disseram (Jó 42:7). Não é suficiente a declaração de fatos abstratos; é essencial a aplicação correta de tais fatos. […] o ser humano envereda por caminho perigoso quando presume poder sondar aquilo que Deus não achou por bem revelar. Nesse sentido, muitos se extraviaram e naufragaram espiritualmente. Portanto, é preciso contentar-se com o que Deus revelou, mas ser diligente em buscar compreender o máximo possível à mente finita (CBASD, vol. 3, p. 627).

15 queres seguir a rota antiga […]?Ou, “Você vai continuar no velho caminho que os perversos palmilharam?” (NVI) (CBASD, vol. 3, p. 628).

21-30 Elifaz traz uma maravilhosa mensagem de reconciliação com Deus, o que não pode ajudar a Jó, pois é baseada na suposição da sua grande maldade (5-11) (Bíblia Shedd).

Várias vezes os amigos de Job mostraram um conhecimento parcial da verdade e do caráter de Deus, mas tiveram dificuldade em aplicar com precisão essa verdade à vida. Tal foi o caso de Elifaz, que fez um belo resumo do que é arrependimento. Ele estava correto ao dizer que devemos pedir o perdão de Deus quando pecamos, mas sua afirmação não se aplica a Jó, que já havia buscado o perdão de Deus (7:20, 21; 9:20; 13:23) e vivia próximo a Deus o tempo todo. Life Application Study Bible Kingsway.

22 instrução. Do heb. torah. Esta é a única ocorrência da palavra no livro de Jó. Parte da experiência de permanecer junto a Deus consiste em receber Sua instrução e prezar Suas palavras (CBASD, vol. 3, p. 628).

24, 25 Elifaz convida Jó a desapegar-se dos bens materiais, para então deleitar-se com a suprema riqueza da comunhão com Deus (Bíblia Shedd).

27 pagarás os teus votos. Como sinal de que as orações foram atendidas (Bíblia Shedd).

30 ao que não é. A LXX [versão grega do VT] dá um sentido oposto, ao traduzir a frase como: “Ele livrará o inocente.” Neste caso, Elifaz estaria apenas afirmando uma de suas premissas básicas, isto é, que Deus faz prosperar os justos (CBASD, vol. 3, p. 629).



JÓ 22 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
18 de julho de 2026, 0:30
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JÓ 22 – Já pensou na dor de alguém justo e correto ser injustamente acusado de malvado, egoísta, ladrão, religiosamente irreverente, apóstata, orgulhoso, teimoso, indiferente aos necessitados e às práticas espirituais?

Nos 30 versículos de Jó 22, esta lista de pecados foi atribuída a Jó. Injusta e friamente, foi uma forte enxurrada de acusações.

Isso porque é a terceira rodada de discursos entre quatro filósofos; e, Jó era prova incontestável contra as teorias e filosofias de seus três amigos – os quais se irritaram por ficarem sem argumentos lógicos para refutar o moribundo Jó.

Para tentar sustentar seus conceitos, neste capítulo Elifaz apegou-se à mentiras esdrúxulas, aliando-se, assim, ao causador de todo sofrimento de Jó – Satanás, o tenebroso pai da mentira! Da mesma forma que arranjaram testemunhas falsas para incriminar Jesus e levá-lO à crucificação, Elifaz, Bildade e Zofar tiveram que apoiar-se na areia movediça das mentiras para continuarem promovendo suas convicções e crenças infundadas.

Fica óbvio que orgulhosos não abrem mão de suas convicções quando confrontados pela verdade. Para orgulhosos, é mais fácil agarrar-se à mentira; pois é bem mais complicado render-se à verdade que confronta cosmovisões, concepções e antigas tradições milenares. Por isso, “crentes” apegados a doutrinas espúrias são indispostos a avaliarem suas crenças. O medo de estarem errados é maior que as consequências de estarem equivocados.

Portanto, os orgulhosos acham que serão humilhados quando confrontados com a verdade; por isso, fazem qualquer coisa para estarem por cima ou intentarem vencer quem se opõe à falsidade. Essa foi a razão pela qual Caim matou Abel (Gênesis 4:1-10), Jezabel exterminava profetas do Senhor (I Reis 18:1-16), e os líderes judeus intentaram matar Lázaro após Jesus tê-lo ressuscitado (João 12:9-11).

Na realidade a verdade não perde nada se investigada ou quando colocada à prova; quem perde, é a falsidade, a doutrina espúria, não a doutrina pura!

Ainda, em Jó 22:1-30, três alertas devem ser consideradas:

• Não se preocupe em ter todas as respostas ou entender plenamente os mistérios de Deus; ao contrário, confie na sabedoria e soberania divina.
• Não faça da religião uma fonte de orgulho e vaidade, porque isso leva à hipocrisia e à arrogância.
• Não use a religião para julgar/condenar aos outros. Em vez disso, seja compassivo e gracioso como Jesus.

Reflitamos e… reavivemo-nos! – Heber Toth Armí



JÓ 21 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
17 de julho de 2026, 1:30
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Texto bíblico: JÓ 21 – Primeiro leia a Bíblia

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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS

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JÓ 21 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
17 de julho de 2026, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 21

Jó sentiu a dor daquelas palavras sem piedade, e perguntou a seus amigos: “Como vocês podem me consolar com suas bobagens?”

As palavras ferem.

“Seu teste será o seu testemunho. Seus problemas serão sua mensagem.”

Com essas palavras contundentes, meu colega capelão deixou o quarto do hospital, deixando-me ainda mais sozinha. A visita durou menos de 3 minutos. Hospitalizada por lesões neurológicas, eu precisava de presença sensível, não de clichês fáceis. Infelizmente, muitas vezes as palavras são lançadas contra os que sofrem. Mas a dor não é aliviada por considerações teológicas.

Desconfortáveis com o mistério do sofrimento, as pessoas tentam racionalizar a dor e a perda inexplicáveis. Uma declaração insidiosa é: “Deus não vai te dar mais do que você pode lidar”. Isso é simplesmente falso. Deus muitas vezes permite encargos muito mais pesados do que podemos suportar humanamente. Mas Ele prometeu que é nosso parceiro de jugo. A dor é mais do que você pode suportar, mas não mais do que Deus pode suportar.

Outras vezes, consoladores semelhantes aos de Jó despejam textos da Bíblia antes de ouvir corações ou oferecem banalidades em vez de presença. Eles tentam explicar o insondável, em vez de se assentarem com o sofredor, oferecendo uma presença tranquila, toque gentil e perguntas sensíveis que abrem corações doloridos.

A dor requer presença amorosa, não explicações lógicas.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências
Eugene, Oregon EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/21
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara



JÓ 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
17 de julho de 2026, 0:50
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1089 palavras

Na sua defesa, Jó, sendo cada vez mais encorajado, aponta sem hesitação as falácias da posição dos seus amigos. Os caminhos de Deus são inescrutáveis para Jó, e devem ser também para seus amigos, pois a teoria de punições e galardões imediatos na terra é uma maneira simplista de se reduzir a providência divina a um mecanismo (Bíblia Shedd).

1 Respondeu, porém, Jó. Aqui tem início o terceiro ciclo de discursos (Jó 21-31), composto por três de Jó, um de Elifaz e um de Bildade. Zofar não participa deste ciclo (CBASD, vol. 3, p. 622).

consolação. Jó aqui busca consolação no privilégio de ser ouvido. Frequentemente a pessoa ferida é mais beneficiada quando alguém a ouve do que quando alguém lhe fala (CBASD, vol. 3, p. 622).

tolerai-me. Isto é, “permitam-me falar” (CBASD, vol. 3, p. 622).

é do homem que eu me queixo? Jó deixa implícito que se queixa de algo cuja causa é sobrenatural (CBASD, vol. 3, p. 622).

pasmai. Jó está prestes a defender a ideia de que os ímpios têm vida longa, tranquila e próspera. Sabendo que essa ideia revolucionária despertará horror e indignação em seus ouvintes, ele os prepara para o choque (CBASD, vol. 3, p. 622).

como é […]?O verso anterior revela que Jó não faz a pergunta meramente a título de argumentação. Ele está genuinamente preocupado. Já observou o sucesso e a prosperidade dos ímpios. Diferentemente de seus amigos, está disposto a admitir este estranho fenômeno. Mas, embora o reconheça, acha difícil aceitá-lo. Jó não é a única pessoa que buscou respostas para esta intrigante pergunta (CBASD, vol. 3, p. 622).

envelhecem. Zofar afirmou que o triunfo dos ímpios era curto (Jó 20:5). Com mais discernimento, Jó vê que a prosperidade dos ímpios pode continuar ao longo de toda a vida deles (CBASD, vol. 3, p. 622).

7-13 Em palavras duras, Jó descreve a duradoura prosperidade do lar dos ímpios, da sua família, dos seus campos e dos seus rebanhos; e no fim dos seus dias descem tranquilamente à sepultura (Bíblia Shedd).

seus filhos se estabelecemOs amigos de Jó afirmaram que os filhos dos ímpios não sobreviveriam (Jó 18:19). Jó questiona essa posição (CBASD, vol. 3, p. 622).

9 Jó, a esta altura, nega aquilo que lhe foi ensinado por Elifaz (15.28), Zofar (20.28) e Bildade (18.14). Assim faz, não para obter um triunfo de dialética na argumentação, mas porque está sinceramente procurando uma solução para um problema moral que o angustia, cf v 6 (Bíblia Shedd).

11 seus filhos saltam de alegria. Um quadro de despreocupada felicidade e prosperidade (CBASD, vol. 3, p. 623).

13 em paz. Os ímpios têm vida próspera e livre de cuidados e morrem sem sofrimento e sem doença prolongada. Não se deve entender que Jó estivesse afirmando ser sempre esta a experiência dos ímpios, mas ele havia observado o suficiente na vida para saber que isto ocorria com frequência. Esta imagem da vida está em completo desacordo com a dos amigos, que apresentavam os ímpios como pessoas invariavelmente atormentadas por sua consciência (Jó 15:20), que ficavam sem filhos (18:19) e sofriam morte trágica (20:24) (CBASD, vol. 3, p. 623).

14 retira-Te de nós. Estas declarações expressam a filosofia dos infiéis ao longo de todos os séculos. Os autossuficientes não sentem necessidade de Deus, não desejam conhecer os caminhos de Deus e não reconhecem a autoridade do Todo-Poderoso. Não estão interessados em nada que não prometa benefício imediato para si mesmos (CBASD, vol. 3, p. 623).

16 longe de mim o conselho dos perversos. Jó não quer que sua descrição atraente, sobre a sorte dos ímpios na terra, seja considerada como um desejo de tomar seu [dos ímpios] partido. (Bíblia Shedd).

17 Jó solicita as provas que sustentem a doutrina de Bildade, “a luz dos perversos se apagará” (18.5), e de Zofar (20.23) (Bíblia Shedd).

19 é a ele que Deus deveria dar o pago. Jó deseja que os próprios pecadores, e não seus filhos, sintam o impacto de seus atos ímpios (CBASD, vol. 3, p. 623).

20 seus próprios olhos. Este verso dá sequência ao pensamento do anterior. Jó observou que os pecadores morrem na prosperidade e em aparente bem-estar, mas ele gostaria que não fosse assim. Ele desejaria que seus amigos estivessem certos em sua insistência de que o ímpio recebe a recompensa nesta vida, mas a experiência lhe ensinou que eles não estão corretos em seu ponto de vista (CBASD, vol. 3, p. 623).

22 De súbito, Jó acusa os amigos de presunção, ao elaborarem teorias simplistas acerca do governo de Deus. Ao fazê-lo, estão praticamente ensinando a Deus como deveria governar os homens, em vez de encararem os fatos como se apresentam em toda a sua realidade (Bíblia Shedd).

23 um morre. Novamente Jó enfatiza que não há norma confiável pela qual explicar o sofrimento ou a ausência dele na vida de alguém (CBASD, vol. 3, p. 624).

24-34 Jó não achou sabedoria nem consolo nos conselhos dos seus amigos, pois falaram em generalidades e, por conveniência, ignoram os exemplos que desmentem suas teorias (v 29 – 30) (Bíblia Shedd).

25 na amargura. Em contraste com a prosperidade de alguns, outros morrem em amargura após uma vida de miséria. Jó não tenta explicar esta anomalia da vida (CBASD, vol. 3, p. 624).

27 conheço os […] injustos desígnios. Jó tem consciência de que seus amigos o consideram muito ímpio. Ele sabe que não tem a compaixão deles (CBASD, vol. 3, p. 624).

29 os que viajam. Jó pede aos amigos que perguntem aos viajantes, que já observaram pessoas em diferentes países, se eles não concordam com ele. Jó estava certo de que a observação desses homens revelaria que muitas pessoas boas sofrem e que pessoas ímpias prosperam (CBASD, vol. 3, p. 624).

É poupado. A frase aqui parece significar que os ímpios são poupados das angústias da vida presente em vista do juízo vindouro, quando receberão seu castigo. Esta observação está em harmonia com a declaração de Pedro (2Pe 2:9) (CBASD, vol. 3, p. 624).

31 quem lhe lançará em rosto […]? Enquanto o ímpio tem poder, ninguém ousa condená-lo abertamente ou puni-lo por sua impiedade (CBASD, vol. 3, p. 624).

32 finalmente é levado. A ideia parece ser de que o ímpio morre em plena honra e é levado em cortejo para sua sepultura (CBASD, vol. 3, p. 624).

33 torrões do vale. “Torrões” representam a terra jogada sobre o caixão. Figura de linguagem poética para uma morte tranquila.

34 Como, pois, me consolais em vão? “A filosofia de vocês está errada”, diz Jó a seus amigos. “A ideia de vocês sobre a retribuição divina nesta vida não é comprovada pelos fatos da experiência humana. Não há consolo no que vocês dizem, porque não falam a verdade.” Este capítulo pode ser chamado de o triunfo de Jó sobre seus oponentes. Ele não está irritado como a princípio. Suas declarações são menos pessoais e mais profundas. Este discurso é marcado pelo fervor, pela confiança e pela reverência (CBASD, vol. 3, p. 624, 625).



JÓ 21 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
17 de julho de 2026, 0:30
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JÓ 21 – Por que o mal acontece a pessoas boas? Se Deus é bom, por que permite que os justos sofram? Se Deus é poderoso, por que não impede as injustiças na história humana?

Essas perguntas são complexas; porém, são comuns na mente das pessoas que enxergam e refletem sobre a injustiça prevalecente na sociedade.

Além de Jó argumentar sobre isto no capítulo em pauta, uma das piores injustiças é ele quem está experimentando: além dele sofrer sem merecer, está sendo veementemente acusado injustamente – não por seus inimigos, mas por seus supostos amigos!

Há quem julga haver grandes verdades nos discursos filosóficos dos amigos de Jó. Contudo, consideremos mais de perto esta questão.

Além da ideia da barganha com Deus percebida em suas falas, há também a acusação constante a Jó, que mesmo que fosse culpado, acusá-lo não é uma prática da verdadeira piedade. A função de acusador é do diabo (Jó 1:8-11; 2:2-5; Apocalipse 12:10). Além de Elifaz, Bildade e Zofar estarem servindo ao diabo perante Jó com suas acusações, o que sobra das respostas deles é pura mentira (Jó 21:34; João 8:44).

Esta constatação de Jó indica que a cosmovisão de seus amigos pautava-se em conceitos errados, falsos, insustentáveis. Sua deplorável condição demonstrava não ser justo reduzir a vida humana a uma lógica casual e linear, e ignorar a complexidade e a incerteza da existência.

É possível que antes de sua experiência com tal sofrimento estarrecedor, Jó também pensasse como seus amigos. Entretanto, sabendo ele ser inocente, sua experiência com o sofrimento contradiz o conceito comum prevalecente na mente de muitos “intelectuais” ainda hoje.

Então, observando a si mesmo e considerando as injustiças reais ao seu redor, “Jó replica a seus amigos que o argumento de que Deus sempre pune o perverso é uma mentira (21:7-13) e, para provar isso, contrasta as punições que Zofar e seus amigos vêm descrevendo com a vida real dos perversos: estes envelhecem e ficam mais poderosos (21:7), seus filhos crescem e se multiplicam (21:8), suas casas desfrutam paz e segurança (21:9), seu gado multiplica com saúde (21:10) e, no fim, passam eles os seus dias em prosperidade e em paz descem à sepultura (21:13)”, destaca o Comentário Bíblico Africano.

Enfim, devemos obter discernimento, sabedoria! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 20 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
16 de julho de 2026, 1:30
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Texto bíblico: JÓ 20 – Primeiro leia a Bíblia

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COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS

COM. PR HEBER TOTH ARMÍ

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JÓ 20 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
16 de julho de 2026, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 20

É fácil e atraente pensar em alguém recebendo sua justa recompensa. Talvez seja nosso desejo de justiça, ou nosso lado vingativo, ou talvez simplesmente não gostemos de ver alguém se safar por mau comportamento.

Antigamente, havia uma forte sensação de que as pessoas seriam justamente recompensadas. Zofar e seus amigos foram mais longe, deduzindo que, se alguém recebia uma punição, não deveria se espantar. Zofar realmente explicou os detalhes horríveis de como essa penalidade seria realizada – a teologia do fogo do inferno, aqui e agora.

Devemos confiar que as punições estão a cargo de Deus?

Embora possa ser verdade que Deus erradicará o mundo do pecado e do mal, a imagem de um Deus vingativo é suficiente para convencer alguns de que não querem ter nenhuma parte com Ele.

Considere o tom que podemos usar em relação a Deus: condenação ou bondade, condescendência ou compaixão, julgamento ou humildade. Como um pedido humilde e amoroso de arrependimento e restauração pode tocar o coração?

Sim, podemos confiar em Deus para acabar com o pecado, mas também podemos confiar nEle para nos abraçar e nos restaurar e nos levar para casa com Ele.

Art Kharns
Músico em Malibu, Califórnia EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/20
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara