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“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (v.19).
Duas coisas afetavam a igreja de Corinto e estavam tomando grandes proporções. Havia ali sérios litígios entre irmãos e imoralidade sexual, pecados que foram postergados e tornaram-se do conhecimento de todos, inclusive dos incrédulos. As dissensões tornaram-se tão graves que alguns ousavam levar suas causas diante dos tribunais seculares. Não estavam dispostos a crucificar o próprio eu e colocavam “perante incrédulos” (v.6) litígios que deveriam ser julgados “no meio da irmandade” (v.5). Certamente aquela igreja precisava dar ouvidos às palavras de Paulo, ou continuaria sendo uma vergonha em sua comunidade.
Só o fato de existirem demandas no meio do povo de Deus é denominado por Paulo de “completa derrota” (v.7). O orgulho não permitia que sofressem as injustiças, e sim que buscassem de todas as formas possíveis a satisfação da justiça própria. Provavelmente, alguns casos foram levados diante de magistrados e outros ameaçavam fazer o mesmo. Na questão da imoralidade, havia promiscuidade tal que Paulo mesmo afirmou que “nem mesmo entre os gentios” se via tanta imoralidade (Rm 5:1). Em Seu ministério terrestre, Jesus nunca excluiu ninguém e sempre procurou Se misturar com os pecadores, mas Sua palavra de ordem não era “Permaneçam como estão!”, e sim, “Vai e não peques mais” (Jo 8:11).
Não recebemos de Deus a autoridade e o direito de julgar o que não nos compete, mas precisamos usar de honestidade para com os nossos irmãos. Como bem pontua Warren Wiersbe: “Apesar de os cristãos não deverem julgar as motivações uns dos outros (Mt 7:1-5), nem seus ministérios (1 Co 4:5), certamente é esperado que sejamos honestos sobre a conduta uns dos outros… O pecado não deveria ser ‘varrido para debaixo do tapete’, pois, afinal, era de conhecimento geral até mesmo dos incrédulos de fora da igreja” (Comentário Bíblico Expositivo, NT1, p. 766).
Tentar mascarar o pecado professando piedade, como se um título religioso fosse suficiente é, no mínimo, uma ofensa aos olhos de Deus. Suas orações e louvores não passam de palavras espúrias para Aquele que é “Santo, Santo, Santo” (Ap 4:8) e que vem buscar uma igreja santa. Todos nós estamos na mesma condição: pecadores. O próprio Paulo confessou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24). Mas o que fará a diferença entre pecadores e pecadores naquele grande Dia, será a nossa conduta e reação com relação ao pecado. Estamos vigiando, orando e nos esforçando por não cair em tentação? Ou simplesmente aprovamos ou somos indiferentes ao pecado, que acabamos perdendo a consciência espiritual que o reprova?
A lascívia praticada naquela igreja, comenta Warren Wiersbe, era cometida tendo por base “dois argumentos. Em primeiro lugar: ‘Todas as coisas me são lícitas’ (1 Co 6:12). Essa era uma expressão em voga em Corinto e tomava como base um conceito falso da liberdade cristã… O segundo argumento deles era: ‘Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos’ (1 Co 6:13). Consideravam o sexo um apetite a ser saciado, não uma dádiva a ser guardada e usada com cuidado” (Idem, p. 769). Portanto, amados, “Fugi da impureza” (v.18).
Disciplinar nunca foi e nunca será tarefa fácil. Os pais que o digam. Um pai ou uma mãe temente a Deus nunca tratará os erros dos filhos com negligência ou indiferença, mas fará o que estiver ao seu alcance para corrigi-los e mostrar-lhes, por preceito e por exemplo, como andar no caminho eterno. Quanto mais o Pai Celestial não procurará atuar no meio do Seu povo a fim de que Seus filhos sejam lavados, santificados e “justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (v.11).
Não encare a repreensão e a disciplina como ofensas que devem ser ignoradas. Peça a Deus sabedoria para aceitar a repreensão e também, quando preciso for, para repreender seu irmão “com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl 6:1). E ainda que, por vezes, alguns não tenham sabedoria para disciplinar, consideremos a possibilidade de ser um recado direto de Deus para a nossa salvação. Somos “santuário do Espírito Santo” (v.19), e fomos comprados por alto preço. “Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (v.20).
Bom dia, santuário do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios6 #RPSP
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“Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (v.11).
Este capítulo, sem dúvida, revela uma verdade muito delicada que nem todos estão dispostos a aceitar. Vivemos em uma época tão permissiva que certas atitudes que dantes causavam espanto, hoje já são consideradas de pouca importância. A exortação é considerada retrógrada e a repreensão logo é subjugada como um julgamento de alguém que deveria preocupar-se apenas com a própria vida. Entretanto, a igreja de Corinto estava tomada pela desunião e pelo mundanismo de uma forma tão preocupante que sérias providências deveriam ser tomadas a título de urgência.
Ao Se referir à igreja dos últimos dias, Jesus também não economizou palavras ao chamar o laodiceano de “infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3:17). Contudo, Sua dura repreensão é seguida de um conselho e de palavras de amor de um Pai que repreende a quem ama e não desiste de nenhum de Seus filhos. De igual forma, Paulo procurava ser um pai espiritual para a igreja primitiva, e bem sabia que fazia parte de seu dever exortá-la também. Ele não disse que os cristãos devem cortar relações com os de fora da igreja, pois estes são o alvo de Cristo na pregação do evangelho. E sim que devemos nos afastar daquele que, “dizendo-se irmão” (v.11), apresenta um comportamento impuro, não confiável ou que tem prazer em falar da vida alheia.
Infelizmente, a Bíblia deixa bem claro que os que estão ao nosso lado, na esmagadora maioria das vezes, tornam-se nossos piores inimigos. Desde o início do pecado neste mundo, uma série de relatos torna esta estatística uma dura verdade. Quem matou Abel? Seu irmão Caim. Ismael e Isaque, irmãos e líderes de povos que sempre foram inimigos. Esaú e Jacó, brigando desde o ventre. Quem vendeu a José como escravo para os ismaelitas? Seus próprios irmãos. Quem perseguiu Davi a fim de matá-lo? Saul, aquele que dizia amá-lo e o próprio filho de Davi. Por quem Jesus foi morto? Pelos reclamos de Seu próprio povo. Pelas mãos de quem Estêvão foi apedrejado? De seus patrícios. Percebem? Paulo não nos convida a criarmos ruins suspeitas a respeito de nossos irmãos e a desconfiar de todos, mas orienta àqueles que são guiados pelo Espírito Santo a dar ouvidos à Sua voz quando ficar evidente “o fermento da maldade e da malícia” (v.8).
Realmente este é um assunto muito delicado, mas que tem a ver com salvação não somente nossa, mas daqueles que persistem no pecado. A expressão “entregue a Satanás” (v.5) não se refere a desprezar quem não aceita a repreensão, mas em que a sua prática não pode e não deve ser tolerada dentro do corpo de Cristo sem que este experimente os efeitos de suas más escolhas. A igreja de Deus deve ser composta por homens e mulheres que lutam contra o pecado e é esta igreja que Jesus vem buscar. E se alguns escolhem o caminho da dor e do fundo do poço, ainda ali Deus pode resgatá-los a fim de que sejam salvos “No Dia do Senhor [Jesus]” (v.5).
Todos os dias, precisamos fazer um autoexame e pedir que o Espírito Santo nos revele nossas más tendências e pecados escusos. Temos sido “os asmos da sinceridade e da verdade”, ou nossas palavras e ações revelam “o fermento da maldade e da malícia” (v.8)? As palavras de Paulo, antes de tudo, precisam ser uma aplicação pessoal. E bem mais do que ações externas, Deus sonda as nossas intenções, se realmente há sinceridade e verdade, ou malícia e maldade. Na igreja do Deus vivo deve haver ordem e decência e é dever dos seus líderes o de orientar os membros a serem fiéis portadores das verdades eternas, ainda que correndo o risco de ser mal interpretados. Certamente, as ovelhas ouvirão a repreensão como a vara do Bom Pastor a lhes conduzir.
Lembremos do desfecho da vida de Ananias e Safira. Aparentavam boas intenções, mas Deus revelou a maldade de seus corações. Não há mais tempo de se brincar com o pecado, meus irmãos! Estamos às portas do Dia decisivo que revelará as nossas obras. Que o “Deus da paz [nos] santifique em tudo; e o [nosso] espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23). Amém!
Bom dia, “asmos da sinceridade e da verdade” (v.8)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios5 #RPSP
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“Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” (v.16).
A responsabilidade dos pregadores, uma severa reprovação e a admoestação de um pai são os temas deste capítulo que contém expressões fortes e um pequeno resumo da realidade vivida pelos primeiros discípulos. Considerando a rivalidade que havia se instalado na igreja de Corinto, Paulo esclarece como deveria, ele e os demais pregadores, ser considerados: “como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (v.1). Pouco importava o julgamento de homens se quem “julga é o Senhor” (v.4). Cada um prestará contas de sua fidelidade diante de Deus, quando naquele grande Dia Ele manifestar “os desígnios dos corações” (v.5).
Notem que Paulo exclui, inclusive, o julgamento próprio. Quantas vezes nos encurralamos e tornamo-nos juízes de nós mesmos. Quantos têm desistido no meio do caminho por julgarem ser incapazes de alcançar a linha de chegada. Mas este não é um pensamento saudável e nem vem de Deus. O Senhor nos convida a confiar em Sua graça e em Sua justiça, mesmo que tudo pareça desfavorável. O prévio julgamento atrapalha a missão, desvia o nosso foco do que verdadeiramente importa e nos coloca numa função que só a Deus pertence. No devido tempo, Deus “trará à plena luz as coisas ocultas das trevas” (v.5).
Quando os amigos de Jó foram visitá-lo, a primeira impressão foi de que verdadeiramente se compadeceram da situação deplorável do velho homem, mas ao passarem os dias, a compaixão se tornou em um tribunal em que os depoentes discursavam como advogados de Deus e promotores de Jó. Mas toda aquela falsa sabedoria foi desbaratada quando o Criador do Universo Se manifestou e concedeu a Jó o dobro de tudo quanto antes possuía. Enquanto os vulgos amigos disputavam pela razão e as palavras de Jó lhes soava como vãs lamentações, o Senhor lhes sondava os pensamentos, e no devido tempo, declarou o Seu julgamento: “porque vós não dissestes de Mim o que era reto, como o Meu servo Jó” (Jó 42:8).
A situação da igreja de Corinto não difere da que foi vivida pelos amigos de Jó e nem da que vivemos hoje. Como Laodiceia, a declaração “Já estais fartos, já estais ricos” (v.8), revela uma condição espiritual morna e, portanto, digna de severa reprovação. O discurso e inovação na pregação tornaram-se verdadeiros troféus e motivo de disputa entre os crentes. Paulo expõe a realidade de seu ministério não a fim de penalizar seus ouvintes, mas de fazê-los compreender que o “espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens” (v.9) não tem a ver com os aplausos e as honras desta terra, e sim com as vidas que cheias do Espírito Santo estão prontas para padecer o que for necessário por amor Àquele que as salvou.
O objetivo de Paulo não era criar algum tipo de constrangimento àquela igreja, mas de corrigi-los como um pai corrige a seus filhos. Nem tampouco considerou a si mesmo superior a seus irmãos, mas em que sua vida revelava que seus caminhos estavam firmados unicamente “em Cristo Jesus” (v.17). E como este perseverante apóstolo, Deus está constantemente chamando a todos ao arrependimento e fazendo de tudo para salvar. E Sua pergunta é: “Irei a vós outros com vara ou com amor e espírito de mansidão?” (v.21). Qual será a sua resposta? Não se vanglorie pelo dom ou pelos dons que o Senhor lhe concedeu, nem ultrapasse “o que está escrito” (v.6), mas cada um de nós sejamos encontrados fiéis, quando receberemos o nosso “louvor da parte de Deus” (v.5).
Bom dia, ministros de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios4 #RPSP
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“Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus os destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (v.17).
É tão séria diante de Deus a questão das dissensões no meio de Seu povo, que Paulo censura os coríntios com veemência declarando a incompatibilidade de sua pregação com a capacidade deles de compreendê-la. Quando há “ciúmes e contendas” (v.3) entre irmãos, é revelada a imaturidade espiritual que cria uma espécie de bloqueio para o “alimento sólido” (v.2) da Palavra de Deus. Tomar partido a favor de um grupo em detrimento de outro mostra o quanto ainda somos carnais e andamos “segundo os homens” (v.4), e não segundo os propósitos divinos. Precisamos parar de erguer a bandeira errada e nos unir em uma só bandeira: “O SENHOR É MINHA BANDEIRA” (Êx 17:15).
Porque “nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (v.7). Se naquele tempo havia um forte apelo para que a fase de “crianças em Cristo” (v.1) fosse superada, quanto mais hoje precisamos deixar as coisas de meninos a fim de que estejamos prontos para suportar “alimento sólido” que nos dará forças para sermos vitoriosos em Cristo no tempo de angústia que se aproxima. O fundamento sobre o qual devemos estar alicerçados e lançar a outros é um só: “Jesus Cristo” (v.11). A nossa parte é a de edificar sobre este fundamento como prudentes construtores e “cada um veja como edifica” (v.10), porque “manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um, o próprio fogo o provará” (v.13).
Eu não sei você, mas eu tremo diante desta revelação. Quais têm sido nossas reais intenções no serviço do Senhor? Notem que nem Paulo, nem Apolo, nem apóstolo algum fez nada que pudesse erguer altares em favor deles mesmos. Eram zelosos e tementes servos de Deus que visavam unicamente revelar a glória do Pai. Nunca aceitaram louvores de homens e nem regalias que pudessem envaidecê-los. Mas foi o próprio povo que criou expectativas erradas com relação ao ministério do discipulado, colocando os pregadores acima do Senhor que os governava. O fato de que o fogo provará as nossas obras e o Dia de Deus as revelará deveria causar em nós um profundo exame de coração. Quando lançados na fornalha dos últimos dias, sairemos ilesos, ou o fogo irá revelar que de fato nossas obras não passavam de combustível para aquecê-la?
Amados, “não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (v.16). Quando embotamos nossa mente com meninices que em nada glorificam o nome do Senhor, profanamos o santuário de Deus. Quando julgamos ser a nossa sabedoria alguma coisa, profanamos o santuário de Deus. Quando roubamos a glória de Deus para nós mesmos ou para outros, profanamos o santuário de Deus. E assim, aos poucos, destruímos o que o Senhor declarou ser sagrado. Temos trocado a verdadeira adoração por uma idolatria disfarçada. Trocamos o prazer de estar na casa do Senhor pelo merchandising de bons cantores ou bons pregadores, que aliás, são homens como nós. Até quando Deus terá de suportar a nossa futilidade?
Estamos vivendo em tempos decisivos e parece que teimamos em permanecer no jardim de infância. Deus não nos chamou para uma competição de talentos, mas para sermos “de Cristo” (v.23). É tempo de estarmos com nossas lâmpadas bem acesas a fim de vermos claramente em meio às trevas deste mundo, porque “a sabedoria deste mundo é loucura” (v.19). Que usemos cada um dos dons que o Espírito Santo nos deu para a glória de Deus e que sejamos todos um só coração alicerçado num só fundamento: Cristo Jesus, nosso Senhor.
Feliz semana, “edifício de Deus” (v.9)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios3 #RPSP
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“Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (v.10).
Mesmo sendo conhecido como doutor da lei e instruído na escola dos rabis, ao falar de sua pregação a classifica como “testemunho de Deus” (v.1) “em fraqueza, temor e grande tremor” (v.3). Resumindo, em uma linguagem contemporânea, ele quis dizer o seguinte: “Eu não sou nada, mas Cristo é tudo em mim!” Apesar de sua alta formação e de possuir um vocabulário rebuscado, Paulo procurava fazer de sua pregação o mais simples possível de se compreender. O seu objetivo não era angariar aplausos ou destaque em sua oratória, mas se fazer entender a fim de que seus ouvintes fossem alcançados por “demonstração do Espírito e de poder” (v.4) em sua vida.
A diferença entre a sabedoria humana e a divina foi estabelecida nesta epístola como pólos que não se encontram. Como um instrumento, Paulo colocava-se nas mãos de Deus e constantemente quedava-se a clamar por sabedoria do alto. A crucifixão do “Senhor da glória” (v.8.) foi o ato que melhor definiu a falibilidade da sabedoria humana, ao crucificarem Aquele que diziam aguardar. Por outro lado, a eternidade e tudo o que Deus preparou “para aqueles que O amam” (v.9) será o que melhor definirá a bênção de ter confiado na sabedoria divina. E somente mediante o poder do Espírito Santo podemos conhecer a Deus e experimentar a Sua vontade.
As primeiras palavras deste capítulo não foram de depreciação, mas de quem desfrutava e experimentava do poder do Espírito Santo a cada dia. “Conferindo coisas espirituais com espirituais” (v.13), o Espírito nos ensina a viver de acordo com a verdade revelada pelas Escrituras e nos auxilia em nossa árdua jornada diária. O “homem natural” (v.14), ou aquele em quem o Espírito Santo não habita, nunca conseguirá compreender as coisas de Deus “porque elas se discernem espiritualmente” (v.14). Mas “o homem espiritual”, “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19), torna-se um vaso de honra nas mãos do Oleiro e “ele mesmo não é julgado por ninguém” (v.15). A mente ganha novo ânimo e, flexível à obra do Espírito Santo, um milagroso e eficiente transplante acontece, dando lugar à “mente de Cristo” (v.16).
Grande e sublime privilégio nos foi dado de sermos habitação do Espírito Santo! Não fomos chamados a fim de sermos expositores de habilidades, mas capacitados por Deus como “cooperadores em Cristo Jesus” (Rm 16:3). Ter “a mente de Cristo” é colocar em evidência “o testemunho de Deus” (v.1) através de uma vida completamente apoiada em Seu poder. Pela fé, o Espírito Santo deseja nos revelar o que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano” (v.9). Deus preparou para nós uma vida de eterna felicidade e nos convida a iniciá-la aqui, mesmo que por vezes “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co 6:10). Que você e eu sejamos habitação do Espírito Santo a cada dia, até aquele grande Dia!
Feliz sábado, homens e mulheres espirituais, sejam ricamente abençoados em Jesus Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios2 #RPSP
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“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (v.18).
Iniciamos hoje o estudo das maiores epístolas de Paulo. Veremos que a preocupação do apóstolo era razoável, posto haver uma maior necessidade dessa igreja em receber advertências e orientações. Segundo registros históricos, Corinto era uma das principais cidades da Grécia não somente por seu potencial no comércio, mas também pela imoralidade e idolatria. Era um centro de prostituição e de templos pagãos. Mas ali também era o lar de um grupo de cristãos que corria o risco de contaminar-se com tais abominações.
As primeiras saudações de Paulo já revelam o que se espera daqueles que professam amar a Deus: “santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos” (v.2). Na própria saudação inicial, ele já deixou bem claro o motivo pelo qual a “igreja de Deus” (v.2) que estava em Corinto foi chamada: para ser santa. Santidade nada mais é do que ser separado para um propósito específico. Propósito este que precisava estar bem firme na mente de cada um dos irmãos coríntios, para que fossem “inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (v.10).
Diante das notícias a respeito desta tão amada igreja, o Espírito Santo moveu o coração de Paulo a dirigir-lhe uma palavra de exortação. E o primeiro problema posto em destaque foi a ‘disputa partidária’ entre ministérios, em que cada um dizia: “Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo” (v.12). Cada grupo apoiava apenas os que lhe eram favoráveis e desmerecia os demais que não comungassem de suas convicções, o que estava causando divisões e acaloradas contendas. Fica claro que os “da casa de Cloe” (v.11) não tinham o objetivo de levar informações, mas de buscar soluções. A igreja estava sofrendo e algo precisava ser feito.
O primeiro questionamento que Paulo faz aos coríntios já derruba toda e qualquer tentativa de dividir o corpo de Cristo: “Acaso, Cristo está dividido?” (v.13). Quando somos colocados em nosso devido lugar de meros instrumentos, o resultado é uma igreja que entende o objetivo pelo qual foi chamada. Israel era composta por doze tribos. Não por uma ou duas, mas doze. Foi quando surgiu divergência entre as tribos, que houve a separação entre Reino do Norte e Reino do Sul, uma das maiores tragédias ocorridas no meio do povo de Deus. Este nunca foi e nunca será o plano do Senhor para a Sua igreja. Mas quando o homem coloca a sua própria sabedoria acima da sabedoria divina, o resultado sempre é uma louca tragédia.
Diante de uma igreja desunida, Paulo enfrentou o grande desafio de novamente uni-la pela “palavra da cruz” (v.18). E mesmo que seja “loucura para os que se perdem” (v.18), os salvos são chamados para pregar “a Cristo crucificado” (v.23), pregar “a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (v.24). Esta deve ser a mensagem a trasbordar de nossos lábios e de nossos corações! Independente da procedência de nossa conversão, independente de por quem fomos doutrinados ou batizados, diante de Deus, devemos nos colocar na mesma disposição de servos de Cristo. Porque o Espírito Santo não escolhe orgulhosos e soberbos para tomarem a frente na obra de salvação, e sim “as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (v.28 e 29).
Portanto, “aquele que se gloria, glorie-se no Senhor” (v.31), para ser encontrado irrepreensível “no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.8.). A Ele seja toda a honra e toda a glória, desde agora e para sempre! Amém!
Bom dia, igreja de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios1 #RPSP
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“Pois a vossa obediência é conhecida por todos; por isso, me alegro a vosso respeito; e quero que sejais sábios para o bem e símplices para o mal” (v.19).
O apóstolo termina a sua carta aos romanos fazendo recomendações e saudações de cunho pessoal. Nome por nome é citado e cada qual com sua peculiar observação. Paulo faz questão de externar o seu apreço através de palavras de motivação e reconhecimento. Expressões como “cooperadores em Cristo Jesus” (v.3), “notáveis entre os apóstolos” (v.7) e “dileto amigo no Senhor” (v.8), mostram o quanto Paulo apreciava bons relacionamentos e o quanto estas pessoas foram importantes em sua vida. De igual forma, ele termina as saudações com um conselho: “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo” (v.16). Ou seja, tenham todos o mesmo sentimento de amor fraterno.
Em contrapartida, ele admoesta seus irmãos a terem muito cuidado com seu círculo de amizades. Paulo apela para que sejam atentos e se afastem daqueles “que provocam divisões e escândalos” (v.17), “porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (v.18). Notem que Paulo não se refere a pessoas desagradáveis e anti-sociais, mas que possuem língua adocicada e que gostam de conquistar por meio de elogios, enganando os mais ingênuos. A orientação do Senhor é para, “se possível, quanto depender de [nós]”, que tenhamos paz com todos (Rm 12:18). Contudo, não significa permitir que más companhias nos influenciem para o mal. Como escreveu o sábio Salomão: “Abomináveis para o Senhor são os perversos de coração, mas os que andam em integridade são o Seu prazer” (Pv 11:20).
Deus abomina toda e qualquer tentativa de causar dissensões entre irmãos (Pv 6:16 e 19). Partidarismo, “panelinhas” e confusões são instrumentos de Satanás para o retrocesso da obra de salvação. “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem” (v.17) com quem estão se relacionando e se suas amizades estão edificando a sua vida espiritual ou prejudicando o seu relacionamento pessoal com Deus. E mais uma vez, o apóstolo destaca a obediência como um padrão do povo de Deus: “Pois que a vossa obediência é conhecida por todos” (v.19). Isto é, vocês são reconhecidos como servos do Deus vivo, não permitam que más associações denigram a imagem dAquele a quem vocês servem.
Jesus, nosso supremo exemplo, misturava-Se com as multidões. Não rejeitava a ninguém e a ninguém tratava com desprezo. Mas a todos lançava o divino convite do amor. Da mesma forma, temos a responsabilidade, como “cooperadores em Cristo Jesus” (v.3), de lançarmos a boa semente do evangelho no coração de todos. Todavia, como Cristo, devemos ser influenciadores do bem e jamais influenciados para o mal. Mesmo dentre o professo povo de Deus, há o joio que cresce juntamente com o trigo. Deus não nos deu o direito de julgar e nem de definir quem seja joio ou trigo, mas nas palavras de Paulo nos orientou: “sejais sábios para o bem e símplices para o mal” (v.19).
Amados, “a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas” (v.25 e 26), nos foi dada como uma dádiva inestimável, a verdade presente “para a obediência por fé, entre todas as nações” (v.26). Percebem? Todos são convidados a experimentar a fé que gera obediência. Não foi algo dado para um povo ou uma nação em particular apenas, mas o privilégio inigualável de participar da vitória juntamente com Cristo, pois que “o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos [nossos] pés a Satanás” (v.20) e reinaremos com Cristo “pelos séculos dos séculos” (v.27).
Seja você motivo de regozijo entre os irmãos e que o Espírito Santo o conserve sábio para o bem e prudente para se desviar do mal. “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos [nós]. Amém!” (v.24).
Bom dia, cooperadores em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
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#PrimeiroDeus #Romanos16 #RPSP
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“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (v.13).
Fica claro no livro de Romanos a preocupação de Paulo quanto ao quesito relacionamento. Tanto dos crentes com Deus, quanto uns com os outros. Uma igreja desunida e apática certamente não era uma opção, nem tampouco uma igreja egoísta e incrédula. Paulo exortou seus irmãos a viverem o altruísmo conforme o modelo deixado por Cristo. “Porque também Cristo não Se agradou a Si mesmo” (v.3). E apontando para as Escrituras, assinalou a sua finalidade: “para o nosso ensino foi escrito” (v.4).
A forma como lidamos uns com os outros define quem de fato nós somos. Quem possui um coração mal intencionado geralmente não revela sua malícia a todos, mas somente àqueles que deseja atingir. Mas aquele que é guiado pelo Espírito Santo glorifica o nome de Deus diante de todos, ainda que nem todos queiram reconhecer. Somos convocados para fazer parte de um só povo “que concordemente e a uma voz” glorifique “ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.6). E para tanto, precisamos ter o mesmo sentimento “de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus” (v.5).
O Espírito Santo é constantemente mencionado e destacados alguns de Seus atributos: poder (v.13 e 19), santidade (v.16) e amor (v.30). Poder para “o sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus” (v.16). Santidade para que nossa vida glorifique a Deus “por palavra e por obras” (v.18). Amor “a serviço dos santos” (v.25) e “para conduzir os gentios à obediência” (v.18). A companhia do Espírito de Deus é viver constantemente “na plenitude da bênção de Cristo” (v.29). É travar a mais árdua batalha espiritual até que do alto recebamos a tão sonhada chuva serôdia. O Espírito Santo na vida promove a troca do egoísmo pelo altruísmo e do ressentimento pela simpatia.
Paulo pediu que seus irmãos lutassem com ele em oração a seu favor (v.30). Sua peregrinação certamente enfrentaria algumas dificuldades, mas que não o impediriam de avançar conforme o Espírito Santo o guiasse. E resoluto em ajudar seus irmãos pobres que viviam em Jerusalém (v.26), continuou sua viagem blindado de “valores espirituais” (v.27) a fim de que logo pudesse ver os frutos do “evangelho de Cristo” (v.19). “Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação” (v.2). Sigamos o exemplo de Paulo e “no poder do Espírito Santo” (v.13), sejamos transformados conforme o caráter de Cristo “para a glória de Deus” (v.7) e para que estejamos “possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para [nos admoestarmos] uns aos outros” (v.14).
“E o Deus da paz seja com todos [nós]. Amém!” (v.33).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Romanos15 #RPSP
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“Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (v.12).
Em todas as suas cartas, Paulo aponta para Cristo como o nosso único exemplo de vida e Sua justiça como a única vestimenta capaz de cobrir a nossa nudez. Ao se referir ao “débil na fé” (v.1), não desmereceu um grupo em detrimento de outro, mas engrandeceu a graça de Deus, que é sobre todos os que O invocam. Precisamos compreender o texto à luz de seu contexto. Mediante o avanço da mensagem apostólica, alguns problemas foram surgindo entre os cristãos do primeiro século. Dentre eles, estava a abstinência de carnes sacrificadas aos ídolos (como estudamos no capítulo quinze do livro de Atos) e a dúvida dos conversos judeus entre continuar observando os dias religiosos judaicos, ou não.
Muitas doutrinas e opiniões antibíblicas surgiram deste capítulo, como a abolição do sábado, o desprezo ao vegetarianismo e o fim da distinção entre carnes limpas e carnes imundas. Contudo, nada disso tem harmonia alguma com as demais Escrituras e não passa de uma deturpação das palavras de Paulo. O que o apóstolo quis destacar não foi “comida nem bebida” (v.17), mas a tolerância que precisamos ter uns com os outros, principalmente com os novos na fé. Na dúvida sobre a procedência dos alimentos cárneos, muitos decidiam fazer uso apenas de alimentos vegetais. E muita atenção para um detalhe que faz toda a diferença: Paulo usou a palavra comida, que de maneira alguma poderia abranger carnes imundas, posto que nem alimento são. Outros recém-conversos ainda, compreendendo que os “dias” ou feriados religiosos apontavam para Cristo como o Cordeiro de Deus, não viam mais sentido em observar tais festas se o perfeito sacrifício já havia sido consumado. E isso não tinha ligação alguma com o sábado, haja vista ser este um mandamento instituído por Deus desde o Éden (Gn 2:1-3) até a eternidade, já que “… em todos os sábados, pessoas de todas as nações virão Me adorar no Templo [diz o Senhor]” (Is 66:23, NTLH).
O grande problema estava na divergência de opiniões, o que enfraquecia a fé de muitos. O comer carne ou não, e o observar os feriados judaicos ou não, havia deixado de ser uma questão de fé, para tornar-se uma pedra de tropeço. Paulo nos aconselha a termos coerência e amor uns para com os outros. Que levemos em consideração as nossas atitudes, principalmente diante daqueles que têm mais facilidade em escandalizar-se. Muitos têm abraçado a verdade com tanta sede que logo abrem mão de muitos hábitos que não julgam mais coerentes com a vida cristã. Mas estas mudanças não podem jamais ser instrumentos para desmerecer aqueles que ainda praticam estes hábitos. Lançar um olhar de “fita métrica” na roupa do outro ou falar piadinhas sobre o que o irmão coloca no prato ou não nunca terá o poderoso efeito do exemplo. Paulo não apenas ensinava o caminho correto, mas andava nele.
O objetivo da abstenção de hábitos antigos é de adoração e não de exposição. É a busca por uma vida de pureza diante de Deus, conforme o conselho do próprio Paulo aos filipenses (Fp 4:8). Admoestar ou corrigir deve sempre ter a finalidade de salvar e não de afastar. Precisamos ter muito cuidado, pois não estamos alheios à síndrome da superioridade. Todas as vezes que julgamos ser melhores do que os demais, pressionando-os através de olhares invasivos, fofocas ou palavras desagradáveis, nos colocamos a serviço do acusador. “Não nos julguemos mais uns aos outros” (v.13), mas sejamos instrumentos do Espírito Santo na obra de salvação e “edificação de uns para com os outros” (v.19).
Não torne o vosso bem motivo de vitupério (v.16). A exaltação própria é pecado. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (v.17). Permita que o Espírito Santo continue moldando a sua vida e “a fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus” (v.22). “Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens” (v.18). Seja este o nosso lema e princípio de vida: “Quer, pois, vivamos, ou morramos, somos do Senhor” (v.8).
Bom dia, servos de Deus e amigos de todos!
Rosana Garcia Barros
Áudio: https://youtu.be/dIJtnu30uho
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“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (v.11).
A exortação de Paulo quanto às autoridades foi um adendo extremamente necessário. Diante do cenário político em que se encontravam, os judeus possuíam um profundo sentimento de revolta contra o governo romano. Havia uma tensão acerca do regime de leis e impostos instituídos pelo Império. Contudo, ao afirmar “que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus” (v.2), o apóstolo refreou prováveis rebeliões e conteve os ânimos exaltados. Um bom servo de Deus tem por obrigação ser igualmente um bom cidadão, mostrando respeito pelos governantes e pagando “o que lhes é devido” (v.7). O limite de nossa obediência às autoridades terrenas está no que disseram os apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29).
Por sua vez, o cumprimento da lei de Deus deve reger a vida do cristão. O amor, mais uma vez, além de ser apresentado como fundamento da lei, também é o seu cumprimento. Se o fim da lei é Cristo e Ele é a Fonte de todo amor, a conclusão de Paulo faz todo o sentido. Quando interrogado sobre qual seria o maior dos mandamentos, Jesus respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento… Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:37 e 39). Jesus também apenas repetiu as Suas palavras ditas no Antigo Testamento (Dt 6:5 e Lv 19:18). Ou seja, o que Paulo falou não era algo novo, mas a confirmação do que já estava escrito, de que “o cumprimento da lei é o amor” (v.10). E o fato de Paulo citar alguns dos dez mandamentos nos dá um recado bem claro, você não acha?
Na sequência de seu pensamento, ele afirmou que os primeiros cristãos eram conhecedores de algo em comum: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo” (v.11). Este tempo de que Paulo se refere vem do grego *Kairos*, que significa “tempo certo”. Acreditando que Jesus voltaria em sua época, o apóstolo exortou o povo de Deus a estar preparado, dando-lhes algumas orientações quanto à devida conduta dos que aguardam a bendita esperança: “Andemos dignamente, como em pleno dia” (v.13). E listando uma série de pecados, ele apela com a palavra inicial da maioria dos mandamentos de Deus: NÃO. Em resumo, o que Paulo quis dizer neste capítulo é que todos os que hão de herdar a salvação, NÃO devem faltar com respeito às autoridades e nem deixar de pagar “a todos o que lhes é devido” (v.7); NÃO devem praticar “o mal contra o próximo” (v.10); NÃO devem ter comunhão alguma com “as obras das trevas” (v.12); NÃO devem andar “em orgias e bebedices”, nem “em impudicícias e dissoluções”, nem “em contendas e ciúmes” (v.13); NÃO devem dispor em nada “para a carne no tocante às suas concupiscências” (v.14).
Mas dentre tantos NÃOS, surge uma ordem positiva: “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (v.14). Revestir significa “vestir novamente, cobrir, tapar, envolver, recobrir”. Dá a ideia de que um dia já esteve vestido, agora nu, precisa ser revestido. Fazemos parte da última igreja profética, e já está mais do que na hora, meus irmãos, de despertarmos do sono; “porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (v.11). Tirai os olhos deste mundo vil e de sua podridão! Olhai para cima e contemplai o Alto e Sublime! Clamai para que sejas revestido das vestiduras brancas de Cristo! Porque o amor prático é o resultado da manifestação das vestes de justiça de Cristo Jesus em nós. Assim como a nossa obediência às autoridades terrenas devem ser “por dever de consciência” e não “por causa do temor da punição” (v.5), semelhantemente, a nossa obediência à lei de Deus não deve ser por medo do juízo final, mas por amor Àquele que já nos salvou.
Bom dia, revestidos das vestes de justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Romanos13 #RPSP