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“Todos os vossos atos sejam feitos com amor” (v.14).
Paulo encerrou a primeira epístola aos coríntios com palavras brandas, mas expondo outra dificuldade daquela igreja: a caridade. A coleta “para os santos” (v.1) era uma oferta especial destinada para o auxílio dos irmãos necessitados e também daqueles que dedicavam a vida para pregar o evangelho. O apóstolo não pediu que eles separassem uma quantia específica ou que entregassem tudo o que tinham, mas que, “conforme a sua prosperidade” (v.2), fossem juntando as coletas. O sistema de dízimos e ofertas estabelecido por Deus em Sua Palavra é para nós privilégio e proteção. Privilégio por nos tornarmos cooperadores com Ele na obra de salvação. E proteção, no sentido de nos salvar do egoísmo e da avareza.
O desejo de Paulo em rever seus irmãos era grande, mas em nenhum momento ele permitia que sua vontade prevalecesse sobre a vontade de Deus. Como mordomo fiel das verdades eternas, procurava sempre agir com prudência diante da grande responsabilidade que lhe pesava. Reconhecia em seus companheiros de jornada homens e mulheres de Deus cujos propósitos eram os mesmos e por eles intercedia junto aos irmãos de que os reconhecessem de igual forma (v.18). Tendo o costume de citar nominalmente irmãos pelos quais nutria especial afeição, Paulo comunicava sua gratidão a todos que, de alguma forma, lhe foram um refrigério. Diante de sua árdua caminhada e sob a ameaça de “muitos adversários” (v.9), a importância de ter amigos com quem contar foi de suma importância para ele.
A obra de Deus, portanto, nos exige um serviço voluntário sempre voltado para o benefício do outro. Uma brasa separada das demais acaba se apagando. Ao encerrar as suas exortações engrandecendo o amor, Paulo o colocou como fundamento de todas as nossas ações. Seja a nossa motivação o amor, então ajudar ao próximo e ter um coração grato serão consequências inevitáveis. Deus espera que estejamos todos unidos pelo Seu amor, mas esta é uma obra que somente o Espírito Santo pode realizar, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:5). Clamemos constantemente por este lavar regenerador do Espírito Santo em nossa vida! Oremos diariamente para que a boa obra que Ele começou em nós redunde em um coração transbordante do amor do Pai!
“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos” (v.13). Que sejamos reconhecidos como aqueles que amam ao Senhor, e não o contrário. Que “a graça do Senhor Jesus seja convosco” (v.23). Faço minhas as palavras de Paulo: “O meu amor seja com todos vós, em Cristo Jesus” (v.24).
“Maranata!” (v.22)
Feliz sábado, aqueles que amam a Deus!
Rosana Garcia Barros
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#PrimeiroDeus #1Coríntios16 #RPSP
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“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (v.19).
Embora cressem na ressurreição de Cristo, algumas dúvidas acerca da mesma começaram a surgir no meio dos cristãos coríntios. A concepção grega acerca do espiritual era totalmente avessa à doutrina bíblica da ressurreição. Para os gregos, era inconcebível a ideia da ressurreição do corpo material. Porém, os próprios discípulos foram testemunhas oculares de que a ressurreição de Jesus se deu de forma corpórea, ao tocarem em Suas feridas e ao Lhe darem algo para comer (Lc 24:39 e 43). Além do mais, após a morte de Cristo, a Bíblia relata a ressurreição de “muitos corpos de santos que dormiam” e de como “apareceram a muitos” (Mt 27:52 e 53).
Paulo precisava desmistificar da mente dos coríntios esta questão e procurou torná-la uma lição simples de se entender. Primeiro, ele deixou bem claro que crer na ressurreição de Jesus é a base da fé cristã e a nossa única esperança de remissão: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.17). A ressurreição e ascensão de Cristo de forma corpórea, como Aquele que venceu a morte eterna, é a garantia da vida eterna aos “que são de Cristo, na Sua vinda” (v.23). A humilde declaração de Paulo, ao dizer: “não eu, mas a graça de Deus comigo” (v.10), introduz a sua defesa de que, ao pregar sobre a ressurreição dos mortos, não estava falando sobre uma opinião própria, mas inspirado pelo Espírito de Deus.
Precisamos ser cautelosos quanto a teorias humanas que acabam minando a nossa fé e lançando por terra as verdades eternas das Escrituras. “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (v.33). Assim como aquela teoria estava abalando a igreja de Corinto, muitos falsos ensinamentos têm contaminado a igreja de Deus e prejudicado o seu avanço. Satanás, como grande estudioso da mente humana, analisa cada grupo de pessoas lançando sobre eles as filosofias que mais se adequam, a fim de que sejam completamente dominados por ideias que bloqueiam a exata compreensão do “Assim diz o Senhor”. Por isso que Paulo iniciou este capítulo com a imprescindível advertência: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão” (v.1-2).
A vitória de Cristo sobre a morte nos outorgou participarmos com Ele da recompensa quando vier o fim. Ele destruirá “o último inimigo”, que “é a morte” (v. 26) e finalmente estaremos para sempre com o Senhor. Mas, “se Cristo não ressuscitou” (v.14), “comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (v.32). Percebem a seriedade do contexto? Todo aquele que crê no Salvador ressurreto, que pagou alto preço para nos resgatar deste mundo mau, almeja o Dia em que será transformado “num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta” (v.52). “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (v.53).
O batismo “por causa dos mortos” a que Paulo se refere (v.29) não faria o menor sentido se o contexto fosse interpretado ao pé da letra, porque em lugar algum na Bíblia fala sobre batismo por “procuração”. A salvação é individual e intransferível. Porém, há coerência quando a ideia é de que aqueles que aceitam o evangelho e se batizam, tomam o lugar daqueles que já morreram, mas que dormiram na mesma esperança. Ora, se a ressurreição não fosse verdade, para que batizar-se e crer no mesmo evangelho de mortos que permanecerão mortos? Entendem? A única morte de que não carece ressurreição, é a morte para o pecado. Como Paulo, precisamos perseverar no mesmo propósito: “Dia após dia, morro!” (v.31). O velho homem, este sim, deve ser sepultado, para dar lugar à nova criatura em Cristo Jesus.
Deus tem chamado um povo sóbrio e justo, que foge do pecado e que pensa mais no semelhante do que em si mesmo, “porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa” (v.34). “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (v.58).
Bom dia, herdeiros da vida eterna!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios15 #RPSP
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“Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua” (v.19).
Não foi sem razão que Paulo iniciou o seu discurso sobre o dom supremo destacando o dom de línguas (1Co 13:1). Entre os crentes, este tornou-se uma espécie de atestado do batismo pelo Espírito Santo, um termômetro de espiritualidade. Antes de Sua ascensão, Jesus outorgou a Seus discípulos a missão da pregação do evangelho em “todas as nações” (Mt 28:19). E para que fosse cumprida, no Pentecostes foram capacitados pelo Espírito a falar em outros idiomas, de sorte que cada um os ouvia em sua “própria língua materna” (At 2:8). O problema é que os coríntios haviam perdido o foco para o qual o dom foi concedido, e o estavam usando com a finalidade de exibição própria.
Após destacar o amor como o maior dos dons, Paulo classifica o dom de profecia acima dos demais, discorrendo, em minúcias, o verdadeiro objetivo do dom de línguas. Nem todos recebiam este dom. E os que recebiam, ao invés de procurar campos em que pudessem exercê-lo, detiam-se em sua igreja de origem proferindo palavras “ao ar” (v.9), não contribuindo em nada “para a edificação da igreja” (v.12). Diante de tal incoerência, o apóstolo tomou por base o dom de profecia como uma necessidade superior, um pilar fundamental para o crescimento do corpo de Cristo. Profetizar significa transmitir uma mensagem divina através da atuação do Espírito Santo. Nem sempre acontece no campo do sobrenatural ou do prenúncio, mas também pode ter a função de edificar, exortar e consolar (v.3).
A ideia contemporânea de que o dom de línguas seja algo sem sentido ou uma condição de êxtase espiritual onde um “dialeto” desconhecido é falado (e até gritado) como uma forma de estabelecer graus de espiritualidade, é um tanto imaturo e totalmente antibíblico. O mesmo se dá em interpretar o dom de profecia como “revelações” absurdas que, não poucas vezes, têm resultado em escândalos no meio cristão. “Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos” (v.20). Basta um atencioso e despretensioso estudo das Escrituras para perceber que o dom de profecia é um dom de alto grau de responsabilidade e que as línguas como um dom do Espírito Santo tratam-se dos idiomas existentes e que, dada a variedade de idiomas e a ordem dada por Cristo de ser pregado o evangelho ao mundo, tal dom, sem dúvida alguma, visava “a um fim proveitoso” (1Co 12:7).
Além do mais, falar em outro idioma constitui um sinal para os incrédulos e não para os crentes (v.22). Uma coisa é certa: a liturgia da igreja de Corinto estava em total estado de confusão. Paulo teve que organizá-la, desde o decoro das mulheres com o uso do véu e o silêncio na igreja, até a forma correta de cear e de estabelecer a organização do culto. Pois “Deus não é de confusão, e sim de paz” (v.33). A proibição dada por Paulo à participação das mulheres nos cultos não possui teor taxativo, mas, como no caso do véu, outra forma de preservar as mulheres cristãs de Corinto e “todas as igrejas dos santos” (v.33) de críticas desnecessárias.
Amados, Deus é um Deus que prima pela ordem e pela decência. Ordem no sentido de planejamento, e decência, no discernimento. Planejar sem discernir resulta em frustração. E discernir sem planejar resulta em confusão. Ambos devem preceder o culto de adoração a Deus. Olhemos para a semana da criação e contemplemos o exemplo inconfundível do planejamento e discernimento do Senhor ao criar o mundo e tudo o que nele há. Observemos o plano da redenção e como Jesus observou tudo conforme planejado “desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). A nossa espiritualidade não pode ser medida pela realização de um bom culto, mas, certamente, todos os que aguardam o bendito advento prezarão por prestar a Deus um “culto racional” (Rm 12:1), procurando, “com zelo, o dom de profetizar” (v.39), “sendo tudo feito para edificação” (v.26).
Portanto, “procurai progredir para a edificação da igreja” (v.12) e que os dons espirituais que lhe forem concedidos exerçam grande influência para a glória de Deus e avanço de Sua obra.
Bom dia, profetas dos últimos dias (Leia Jl 2:28)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios14 #RPSP
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“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém, o maior destes é o amor” (v.13).
O capítulo treze desta epístola nos apresenta treze versículos de uma perfeita explanação acerca do maior dos dons. Paulo exprimiu em palavras humanas a essência divina. Há sangue e lágrimas nas entrelinhas deste texto. Por mais que seja importante e necessária a variedade de dons, o dom supremo deve ser o regente de todos os demais. O apóstolo enumera alguns dons que, provavelmente, se destacavam entre os irmãos coríntios: o dom de línguas, de profecia, da sabedoria, do conhecimento, da fé, de assistência e até mesmo a entrega da própria vida. Portanto, ele não estava falando a uma igreja ociosa, mas extremamente ocupada com ministérios diversos.
Sem amor, podemos falar diversos idiomas, mas nossas palavras serão como um badalo irritante e sem tradução. Sem amor, a profecia não passará de um conjunto de símbolos e imagens sem sentido algum. Sem amor, a sabedoria e o conhecimento não passarão de coisas difíceis demais de se entender. Sem amor, a fé torna-se apenas um show de milagres e prodígios. Sem amor, o socorro e a caridade se resumirão a campanhas de merchandising próprio. Sem amor, a entrega da própria vida é nula e sem proveito algum. Unicamente o amor é capaz de gerar resultados benéficos na prática dos dons, e não somente benéficos, mas eternos.
Após traçar uma demarcação precisa acerca do que seja a prática dos dons sem o amor, Paulo estabelece uma espécie de dicionário do amor. Se pudéssemos perguntar para Paulo o que é o amor, a sua resposta seria o que está escrito nos versos quatro ao oito (primeira parte). Esta definição, no entanto, não supera, mas é um acréscimo à definição dada por João de que o amor é Deus, pois que “Deus é amor” (1Jo 4:8). Aquele que fala “as línguas dos homens e dos anjos” (v.1) as transformou em uma linguagem universal. Aquele que conhece o fim desde o princípio, foi o cumprimento da mais perfeita profecia. Aquele que é Onisciente, Se tornou em estatura humana. O Doador da fé expôs uma fé prática por meio de realizações transbordantes de amor. O Dono do ouro e da prata abriu mão de Sua majestade para estender a mão a imerecedores. Aquele que é a própria vida, Se entregou à morte e transformou a cruz no símbolo do perfeito amor. Aquele que é a ressurreição, ressurgiu para atestar que “o amor jamais acaba” (v.8.).
O amor deve ser o fundamento inconfundível de cada dom espiritual. A vida de Cristo manifestada no homem é o poder mais que eficiente de se pregar o evangelho. Amar é ter o indescritível privilégio de tornar-se participante da natureza divina na Terra. É experimentar a atmosfera do Céu antes mesmo de chegar lá. É a garantia de que meu enganoso e corrupto coração ainda tem jeito. É a única forma de conhecermos a Deus e alcançarmos a vida eterna. Uma vida religiosa, amados, nunca será capaz de superar os resultados do amor prático. Porém, mesmo este amor, não passa de uma visão obscura diante da eterna manifestação de amor que tanto aguardamos. Porque, quando “vier o que é perfeito” (v.10), “então, veremos face a face” (v.12) o próprio Amor.
Até lá, devemos permanecer em fé, esperança e amor. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:5). Consideremos pessoas mais importantes do que cerimônias; sejamos mais sensíveis ao bem-estar do outro do que às nossas próprias necessidades; sejam as nossas atitudes desprovidas de desejo por aplausos; sejam nossas intenções guiadas pelo Espírito Santo a fim de alcançar propósitos altruístas, então, de fato, brilharemos a luz de Cristo nos quatro cantos desta Terra. Sabem quando não fará o menor sentido permanecermos neste mundo? Quando aprendermos a amar como Jesus nos amou. O amor foi o “carrasco” da cruz e a chave da sepultura. E em breve será para nós o cumprimento das palavras de Paulo: “O amor jamais acaba” (v.8.). Perseveremos no amor, até o fim, então, seremos salvos (Mt 24:12-13)!
Bom dia, reflexos do amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios13 #RPSP
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“Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (v.27).
Quando falamos de dons, geralmente os associamos a talentos ou pré-disposições que se destacam na vida de alguém. Desde pequena gostava de cantar, mas foi quando conheci o evangelho, na minha adolescência, que um professor da escola sabatina, ao ouvir a minha voz, me incentivou ao ministério da música. Comecei a cantar solos, duetos, também participei de alguns grupos musicais e sempre pensei que este fosse o meu dom. Dons espirituais são as variadas manifestações do Espírito Santo na vida de cada filho de Deus, “visando a um fim proveitoso” (v.7). Com base nisso, percebi que passei vários anos na igreja sem nunca procurar, “com zelo, os melhores dons” (v.31).
Paulo conclamou os coríntios a não serem ignorantes “a respeito dos dons espirituais” (v.1). Cada dom é como um obra de arte que aponta para o seu Artesão, porque “ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (v.3). Cada um desempenha um papel fundamental no avanço da obra de Deus e deve ser recebido como uma dádiva do Espírito. Eu estava certa de que cantar era o meu dom, até que o Senhor me encontrou e me mostrou que os dons procedem dEle, conforme Ele quer e de acordo com a minha disposição em aceitá-los.
O Espírito Santo não concede dons sem que haja um propósito grandioso a ser satisfeito. A capacitação do alto recai sobre todo aquele que se dispõe a aceitar os planos de Deus, independente de honras ou sofrimentos. A igreja de Deus é comparada a um corpo, o “corpo de Cristo” (v.27). Isso indica que, sendo corpo, os membros precisam desempenhar a sua função a fim de que o todo não sofra os reveses de um membro deficiente. Quando compreendi que o Espírito Santo estava me chamando para algo diferente e que jamais havia imaginado, por muitas vezes questionei a Deus e ainda hoje confesso diante dEle a minha incapacidade. Mas o amor com que Ele me buscou foi tão grande que o maior desejo de minha vida passou a ser retribuir esse amor fazendo a Sua vontade e quedando-me aos Seus pés como um mero instrumento.
Paulo aprendeu, pela experiência de quem experimentara o amor de Jesus, que ser membro do corpo de Cristo requer renúncia, altruísmo, disposição e humildade. Cada um deve cooperar a fim de proporcionar aos demais a segurança de um corpo em perfeito funcionamento. Nenhum deles deve criar expectativas que possam gerar pensamentos diminutivos em outros, pois “os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (v.22). Notem que os órgãos vitais do corpo, não são os membros que vemos, mas aqueles que não vemos. Nem todos são chamados para ser nariz, olho ou boca, mas ainda que não estejam em evidência, são imprescindíveis para que aqueles possam continuar existindo.
“Procurar com zelo os melhores dons” não é igual a desenvolver o que eu sei fazer de melhor, mas confiar que o Espírito Santo fará em mim e através de mim o que Ele sabe fazer de melhor. Não estou aqui desprezando e nem desmerecendo os talentos que também são presentes de Deus e que precisamos desenvolver, mas engrandecendo as coisas que, indubitavelmente, são reconhecidas como o poder de Deus na vida humana. Mas o maior dos dons, a força vital de cada um dos membros, “um caminho sobremodo excelente” (v.31), estudaremos amanhã.
Continua…
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios12 #RPSP
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“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (v.1).
Fazer distinção entre tradição e princípio é muito importante dentro do contexto bíblico. É perfeitamente possível, no entanto, que atrás de uma tradição haja um princípio que a norteia. O que Paulo estabeleceu no início deste capítulo não foi apenas uma tradição local que ficou num passado remoto, mas um princípio que não está fundamentado em cobrir ou não a cabeça, mas em levar sempre em consideração a minha forma de adoração. Apesar das tradições estarem em segundo plano com relação aos princípios, elas também ocupam o seu lugar de importância e estabelecem limites, a fim de manter a ordem e a decência no culto que prestamos ao Senhor.
Sendo uma cidade portuária, Corinto tornou-se um antro de prostituição e promiscuidade. E uma das características que revelavam a luxúria das meretrizes era a exposição de seus cabelos em público. Diante deste contexto, o apóstolo não desmereceu as mulheres da igreja, mas as aconselhou a cobrirem os cabelos para a proteção de sua própria reputação e para que o nome de Deus não fosse vituperado. Portanto, o que devemos extrair desta passagem é o princípio que permanece: que a nossa vestimenta também parte da adoração e que transmite uma mensagem a favor ou contra a fé que professamos ter.
Não falo como quem estivesse em plena comunhão com tal princípio, mas como alguém que ainda tem lutado com Deus para sair vitoriosa. Na verdade, este princípio é secundário no sentido de que deve ser uma consequência da transformação que o Espírito Santo realiza em nossa vida, de dentro para fora. Paulo não estava falando a pagãos, nem a leigos, mas aos crentes em Cristo que não haviam compreendido que Deus estabeleceu uma linha divisória bem distinta entre o santo e o profano. O mesmo Deus que um dia disse a Moisés: “Nem subirás por degrau ao Meu altar para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx 20:26), é o mesmo que falou por intermédio de Paulo aos coríntios e que fala a nós hoje: “Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3:15). Portanto, o que usamos ou deixamos de usar interessa sim a Deus e sim, tem total relação com a nossa adoração a Ele. Se mostrar os ombros diante de uma rainha é considerado um insulto, qual tem sido a nossa conduta diante do Rei dos reis?
Não obstante, um outro ponto é abordado por Paulo com tristeza sobremodo profunda. A ceia do Senhor, um dos mais importantes símbolos deixados por Cristo, havia sido transformada em reunião reprovável. As divisões na igreja estavam causando um impacto tão negativo que Paulo reprovou a prática da ceia entre eles. O orgulho e a conformidade com a pobre condição espiritual os estava impedindo de enxergar que viviam o mesmo quadro caótico que viveu Israel quando severamente repreendida por Deus: “não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is 1:13).
Um exame de coração precisa ser feito. É o meu e o seu destino eterno que está em jogo. Ao lidarmos com as coisas sagradas devemos partir do princípio de que o nosso corpo também é sagrado (1Co 3:17). “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor” (v.27). “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (v.28), não sem discernimento, como quem “come e bebe juízo para si” (v.29). Pois é a falta de discernimento que traz ruína ao corpo de Cristo. Consideremos, amados, estas advertências de Paulo como para nós mesmos, porque, “quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (v.32).
Muito mais do que conselhos acalorados a uma igreja primitiva, que estas palavras inspiradas pelo Espírito Santo sejam um apelo solene e urgente ao remanescente dos últimos dias. Que a nossa adoração e que tudo em nós seja o reflexo da atuação do Espírito em nossa vida. Deus tenha misericórdia de nós!
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios11 #RPSP
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“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (v.31).
De todo o ensinamento de Paulo, creio que o princípio contido neste versículo é a suma de suas epístolas. Tudo na vida do apóstolo se resumia a glorificar o nome de Deus. Ao utilizar relatos da história de Israel, procurou dirigir os olhos dos coríntios a enxergar através das alegorias do deserto, as mais ricas lições espirituais. Mesmo diante de manifestações sobrenaturais e da constante proteção divina, “Deus não se agradou da maioria” dos israelitas (v.5). A murmuração por alimento e água, a idolatria e a cobiça eram uma prova de que, apesar de todos terem saído do Egito, o coração de quase todos permanecia lá.
Foi “para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (v.11) que a história de Israel foi escrita com riqueza de detalhes. Podemos dizer que o Egito simboliza este mundo e seus prazeres temporários, e o deserto o caminho estreito, o único que conduz à terra prometida. No entanto, o fato de apenas estar no deserto não é sinônimo de salvação. Quando Cristo foi tentado no deserto, ele venceu o apetite, a cobiça e a idolatria, justamente o que levou milhares de israelitas a serem “destruídos pelo exterminador” (v.10). Debilitado, fraco e faminto, Jesus confiou na provisão do Pai, e revestido de Sua armadura, guerreou contra Satanás munido das mais potentes armas do cristão: oração, jejum e a Palavra de Deus.
“Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças” (v.13). No mundo espiritual, todo aquele que, como Cristo, passa pelo batismo, segue para a segunda etapa: o deserto. É justamente no deserto que a nossa fé é provada e o fogo das aflições demonstram quem é ouro e quem é escória. Paulo compara a coluna de nuvem e a travessia do Mar Vermelho com o batismo e logo depois relata alguns fatos que aconteceram a Israel no deserto. Através do maná e do manancial da rocha, o povo recebeu provas inequívocas do cuidado de Deus. Ainda que em lugar inóspito e desprovido das necessidades básicas, Deus promete dar sustento ao Seu povo se tão-somente nEle confiar. Porque “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6).
Enumerando os pecados de Israel, Paulo declarou como em forma de mandamentos:
- “não cobicemos as coisas más” (v.6);
- “Não vos façais, pois, idólatras” (v.7);
- “E não pratiquemos imoralidade” (v.8);
- “Não ponhamos o Senhor à prova” (v.9);
- “Nem murmureis” (v.10).
Todos aqueles que se recusaram a abandonar tais pecados, não alcançaram a terra prometida. Confiando em seus corações enganosos, pensando estar de pé simplesmente pelo fato de estar no meio do povo de Deus, a esmagadora maioria caiu antes de chegar a Canaã.
Hoje vivemos no mesmo contexto. Sob um disfarce sutil e discreto, Satanás faz parecer que estamos seguros. Ele não está preocupado que abandonemos a igreja, mas que permaneçamos nela indiferentes à vontade de Deus; que nossos próprios interesses e vontades egoístas superem as coisas espirituais que de fato edificam. Que a oração, o jejum e o exame das Escrituras fiquem em segundo, terceiro ou em último plano, ou que sejam simplesmente ignorados. Então, nossa comida, nossa bebida, o que vestimos, o que falamos, o que contemplamos, o que ouvimos, deixam de ser considerados para a glória de Deus, e passam a ser rebaixados para a glória do nosso ‘eu’, nos impedindo de chegar à Canaã celestial.
“Não vos torneis causa de tropeço” (v.32), amados. Não busquemos o nosso “próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos” (v.33). “Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão” (v.17). Eis o nosso maná: Cristo Jesus. E todos bebemos da mesma “pedra espiritual”, “e a pedra é Cristo” (v.4). “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (v.21). Portanto, “aquele que pensa estar em pé veja que não caia” (v.12). Servir a Deus requer renúncia e abnegação. Estamos dispostos a crucificar o nosso eu por amor a Jesus e aos nossos semelhantes? Nos desertos desta vida confie no Senhor, que Ele lhe “proverá livramento, de sorte que a [tentação] possais suportar” (v.13), então, chegarás seguro à eternal Terra Prometida.
Feliz semana, um só corpo em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios10 #RPSP
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“Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (v.27).
Além de consternado pelas mazelas que atingiam a igreja de Deus, Paulo ainda sofria certo preconceito com respeito às ofertas que ele e os demais apóstolos recebiam, geralmente de mulheres piedosas e sensíveis às suas necessidades. Apesar de procurar exercer sua profissão como fabricante de tendas (At 18:3), em determinados momentos era-lhe exigida total dedicação à pregação do evangelho, dada a necessidade local. Eram nesses momentos que Paulo e seus companheiros de jornada encontravam assistência por parte dos crentes. Ao serem apresentados ao maravilhoso amor de Jesus, seus corações eram sensibilizados pelo Espírito Santo a serem cooperadores em Cristo, acolhendo e sustentando os pregadores enquanto ali permanecessem.
“Entretanto”, Paulo deixou bem claro, “não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo” (v.12). Não que ele e os demais não tenham jamais se beneficiado das ofertas da irmandade, mas em que procuravam sempre agir com prudência levando em consideração a expectativa de cada local onde anunciavam o evangelho. A ordem do Senhor é de que “aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (v.14), mas o objetivo do apóstolo era tão maior do que os privilégios que tinha por direito, que muitas vezes abria mão da assistência por amor aos fracos. Sua consciência para com Deus era livre em Cristo, mas considerava seus atos perante seus ouvintes como parte integrante de sua pregação. Se mesmo aquilo que não o condenava fosse considerado por alguns motivo de discussão, a salvação destes sempre sobressaía sobre qualquer alívio de sua parte.
“Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (v.22) era o lema de seu apostolado. Paulo desconsiderava a si mesmo em favor nem que fosse de uns poucos que pudesse evangelizar. Movido por uma fé prática, tinha em mente uma meta bem definida: alcançar a coroa incorruptível (v.25). Mediante o anseio por um prêmio que nada neste mundo pode superar, percebeu que quanto mais pregava, quanto mais de desprendia das coisas desta terra e quanto mais se interessava pela salvação de seus semelhantes, mais seu coração ardia por correr e alcançar os braços do Pai e mais percebia a sua necessidade pessoal de constante vigilância e santificação.
Amados, fomos chamados por Deus para uma obra que custou o precioso sangue de Cristo. Cada pessoa é considerada por Ele como objeto de Seu mais terno amor e é desta forma que devemos enxergar os nossos semelhantes. Não compete a nós julgar quem são os que ouvirão a voz do Bom Pastor e aceitarão o Seu convite, mas cumpre-nos fazer o que estiver ao nosso alcance para que as boas-novas atinjam até os mais improváveis corações. Que o mesmo espírito de desprendimento que movia Paulo a amar mais aos outros do que a própria vida seja derramado em nós pelo Espírito Santo, a fim de que apressemos o Dia em que receberemos todos “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14).
Feliz sábado, atletas de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios9 #RPSP
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“Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele” (v.3).
A questão abordada neste curto capítulo possui significado bem mais amplo do que o que comer ou deixar de comer. A dúvida dos coríntios com relação “à comida sacrificada a ídolos” (v.4) foi motivada pela soberba de alguns que, julgando não ser nada o ídolo, consumiam desses alimentos sem sequer importar-se com os irmãos, tornando-se “tropeço para os fracos” (v.9). Era como se pensassem da seguinte forma: “Eu estou participando deste banquete, mas nada aqui vai me afetar pois não acredito nesses ídolos”. Pensamento este que contrasta com uma história bíblica bem conhecida, não?
Na corte babilônica, quatro jovens hebreus assumiram um compromisso diante de Deus. Seriam fiéis a Ele até à morte. Daniel e seus companheiros foram colocados diante do banquete das mais finas iguarias do rei e do vinho que ele bebia. Longe do olhar dos pais e de seus líderes religiosos, aqueles jovens poderiam ter escolhido comer daquele alimento, afinal, não tinham escolha. Porém, os ensinamentos que haviam recebido se tornaram em princípios que, acima das ordens de um monarca cruel, deveriam ser obedecidos. E, com firmeza de propósito e confiança no Deus de seus pais, aqueles jovens deram um testemunho que fala até hoje.
Independente de quem vê ou deixa de ver, o nosso procedimento, antes de tudo, deve ser reto perante Aquele que tudo vê. O amor a Deus deve ser a real motivação da fidelidade e da retidão. “Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele” (v.2-3). Porque “o saber ensoberbece, mas o amor edifica” (v.1). Comer, contemplar, fazer, assistir, experimentar, ouvir o que não convém na desculpa de que aquilo não irá lhe afetar, é pecado e “é contra Cristo que pecais” (v.12). “Não é a comida” nem coisa alguma deste mundo “que nos recomendará a Deus” (v.8), “vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos” (v.9).
A clara recomendação dos apóstolos foi: “que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas” (At 15:29), justamente os pecados que mais causavam problemas à igreja de Corinto. E a palavra final do mesmo versículo revela a essência do amor apostólico: “Saúde”. Se a igreja de Deus seguisse tais orientações, o resultado seria uma vida saudável em todos os sentidos. O verdadeiro amor a Deus nos motiva a olhar para o nosso próximo com olhar de compaixão e desejo por sua prosperidade em todos os aspectos da vida. É o amor que definirá o que iremos ouvir no Dia do Senhor: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt 25:34) ou “Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7:23).
Acima de nossa satisfação pessoal, que só eleva o nosso egoísmo, deve estar o bem-estar de nossos semelhantes como resultado da boa obra do Espírito Santo em nossa vida. Muitos têm agido com o espírito do mundo ao pensar que ninguém tem nada a ver com o que fazem ou deixam de fazer. Mas este pensamento satânico tem tirado do Céu a estes e àqueles que, pela contemplação do mau testemunho, são desviados do caminho eterno. Oh, amados, levemos muito a sério o fato de que o tempo é breve e que a admoestação de Jesus continua sendo a mesma: “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar” (Mt 18:6). Portanto, seja a decisão de Paulo a nossa firme decisão: “se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (v.13).
Bom dia, conhecidos por Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios8 #RPSP
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“Irmãos, cada um permaneça diante de Deus naquilo em que foi chamado” (v.24).
A partir deste capítulo, Paulo dá início a uma sequência de perguntas e respostas, começando pelo casamento. Para uma igreja que estava sofrendo os efeitos da imoralidade, os conselhos do apóstolo, se obedecidos, teriam um papel fundamental na reconstituição de sua moral e avanço da obra. Apesar de ter optado pelo celibato por entender a vontade de Deus para sua vida, Paulo não impõe tal condição como uma regra a ser seguida, mas a iguala ao casamento no sentido de que ambos são aprovados por Deus quando discernidos espiritualmente.
Ao colocar a mulher em pé de igualdade com relação ao marido nos direitos e deveres conjugais, Paulo deixou bem claro que, diante de Deus, ambos são responsáveis pela felicidade ou infelicidade no lar. E destacou o quesito sexual como fundamental para um casamento estável e próspero. “Não vos priveis um ao outro” (v.5), é uma das mais importantes frases de impacto nesse sentido. O sexo no casamento entre um homem e uma mulher tem a plena aprovação de Deus (observados os devidos limites) e deve ser uma entrega de ambos os cônjuges pelo prazer de fazer o outro feliz (v.4). Se o meu corpo pertence ao meu marido e o corpo do meu marido me pertence, deve haver um “mútuo consentimento” (v.5) e consciência de que a abstinência prolongada pela indiferença de uma das partes abre uma grande brecha para que Satanás os tente.
Jesus também nos deixou orientações com relação ao casamento, ao condenar o adultério e elevá-lo ao patamar das intenções e ao esclarecer que as únicas exceções que permitem um segundo casamento são em caso de adultério ou morte. Portanto, quando Paulo diz que é ele quem fala “e não o Senhor” (v.12), não está afirmando que aqueles conselhos não são inspirados, mas que abordará questões das quais Jesus não tratou. Ao dirigir-se a uma igreja que avançava na pregação do evangelho, era natural que tivesse em seu meio muitos cristãos que aceitaram a mensagem quando já casados, cujos cônjuges não abraçaram a mesma fé. Acontecia que muitos pensavam na possibilidade do divórcio neste caso como uma aprovação de Deus. Paulo esclarece que o divórcio nunca deveria partir do cristão, mas este, deveria ser um modelo de conduta cristã, a fim de ganhar seus filhos e cônjuge para Cristo (v.14).
Em tempos em que a igreja de Deus sofria severas perseguições e a obra de pregação encontrava sérios obstáculos, Paulo viu a necessidade de mais obreiros dedicados à missão de forma desimpedida, ou seja, “livres de preocupações” (v.32). Mais uma vez ele não condenou o casamento, mas advertiu o povo a sempre colocar o Reino de Deus em primeiro lugar. Um casamento apressado e sem a plena certeza da aprovação divina, ao invés de ser uma benção, pode tornar-se um fardo para toda a vida. E um casal que possui a plena consciência de seus deveres matrimoniais, precisará dividir as “coisas do Senhor” (v.34) com as “coisas do mundo” (v.33), de como agradar um ao outro. Pessoas desimpedidas certamente têm uma liberdade muito maior para estar a serviço da obra missionária.
Devemos observar e levar em consideração, no entanto, as palavras de Paulo à luz do que toda a Escritura diz sobre o assunto. O casamento foi instituído por Deus como uma bênção ainda no Éden. Sob um teto e sobre um solo destituídos de pecado, Adão e Eva gozaram das delícias de uma união pura e aprovada pelo Criador. Apesar de estarmos debaixo de um céu enegrecido e com os pés sobre uma terra maculada pelo pecado, ainda assim o casamento hétero e monogâmico continua sendo uma bênção. A despeito do celibato, o importante na vida de cada filho de Deus deve ser sempre a certeza da presença do Espírito Santo (v.40). Podemos fazer tanto do celibato quanto do casamento um instrumento nas mãos de Deus, pois “o tempo se abrevia” (v.29).
Solteiros e viúvos, sem dúvida, terão um papel fundamental no término da obra alcançando muitos lugares e pessoas. Mas em um tempo onde as famílias têm sido abatidas pelos ‘golpes’ de um inimigo que sabe que pouco tempo lhe resta (Ap 12:12), as famílias fundamentadas na Rocha que é Cristo terão uma influência e missão tão nobres quanto foi com Noé e sua família. Que independente de seu estado civil atual ou qualquer outro aspecto, lembre-se que “o que vale é guardar as ordenanças de Deus” (v.19) e permanecer fiel a Ele “naquilo em que foi chamado” (v.24), pois “o tempo se abrevia” (v.29).
Bom dia, chamados à paz de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios7 #RPSP