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Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18).
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus procurava comunicar-Se com o Seu povo através de Seus servos, os profetas. Eram homens e mulheres escolhidos especialmente para anunciar a Israel e a outros povos conselhos, advertências ou repreensões. Estes atalaias do Céu desempenharam um papel fundamental não somente para sua época, mas nos deixaram escrito profecias precisamente fiéis e mensagens divinas que proclamam ensinamentos cuja validade não tem fim. Entretanto, quando estas mensagens contrariavam os gostos e vontades de um povo que se recusava a abandoná-los, os profetas se tornavam alvos de sua ira e descontentamento.
Vindo em uma época em que Israel clamava pelo cumprimento da profecia messiânica, Jesus revelou o caráter do Pai e o Seu convite foi: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei… e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11:28-29). O povo, porém, não esperava por este convite de paz, mas por uma convocação para guerra. Ansiavam por um Messias que os libertasse do jugo romano, revelando a sua ignorância quanto aos escritos dos profetas, cumprindo-se a profecia de Isaías: “Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais” (Is 6:9). Jesus, portanto, “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo 1:11).
Paulo teve que passar por experiências semelhantes, tendo que apresentar defesa quanto à sua autoridade como apóstolo de Cristo. Tanto ele quanto seus companheiros de ministério estavam sendo confundidos com falsos apóstolos que possuíam eloquência e credenciais convincentes, mas cujas atitudes demonstravam total incoerência com o verdadeiro testemunho de Jesus. O recado de Paulo foi muito claro: “Observai o que está evidente” (v.7). O seu apostolado não podia ser confundido porque com mansidão e humildade (v.1) ele revelava o caráter do Mestre, e não “disposições de mundano proceder” (v.2) militando “segundo a carne” (v.3). Revestido “de toda a armadura de Deus” (Ef 6:11), o apóstolo mostrou que as armas que utilizava não eram carnais, “e sim poderosas em Deus” (v.4).
Acusado de escrever palavras “graves e fortes”, enquanto sua “presença pessoal” era “fraca” e sua pregação, “desprezível” (v.10), o que estava em jogo não era simplesmente a sua reputação, mas o princípio bíblico que buscava viver piedosamente: “que o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, tal seremos em atos, quando presentes” (v.11). Ele não admitiu ser comparado ou classificado com “alguns que se louvam a si mesmos”, que “medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez” (v.12). A vida do apóstolo dos gentios em momento algum revelou alguma ambição por exaltação própria, mas a sua glória estava em respeitar “o limite da esfera de ação que Deus… demarcou” (v.13).
Desde o princípio, o Senhor tem usado Seus instrumentos escolhidos a fim de comunicar à humanidade o Seu amor em forma de palavras. E desde então, muitos também têm se levantado anunciando um falso chamado. Cristo mesmo nos advertiu, que especialmente em nossos dias, surgiriam “falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”. E ainda acrescentou: “Vede que vo-lo tenho predito” (Mt 24:24-25). O objetivo dos profetas, de Paulo e do próprio Jesus, era o de cumprir a vontade de Deus sem ultrapassar os limites que Ele estabeleceu. Cristo mesmo declarou: “As palavras que Eu vos digo não as digo por Mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo 14:10).
Quer descobrir se alguém está pregando a verdade? “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20). Que as nossas palavras e ações sejam unicamente a atuação do Espírito Santo em nossa vida, “porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18). Como Paulo, “glorie-se no Senhor” (v.17).
Bom dia, mansos e humildes de coração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios10 #RPSP
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“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (v.7).
A estratégia de Paulo para não causar constrangimento à igreja de Corinto foi a de trazer à recordação atitudes memoráveis que impactaram as demais igrejas. O seu exemplo de zelo serviu de grande estímulo a muitos outros, de forma que a sua fama se espalhou no meio de toda cristandade primitiva. A preocupação de Paulo, no entanto, demonstrou que aquele primeiro zelo havia se tornado em comodidade. E exortando a fim de que não fossem encontrados “desapercebidos” (v.4), e que cumprissem com fidelidade a “dádiva já anunciada” (v.5), pediu que alguns irmãos precedessem a sua ida a Corinto para assegurar que encontraria a igreja já com sua oferta “pronta como expressão de generosidade e não de avareza” (v.5).
Comparando as doações com os frutos de uma colheita, ilustrou os resultados da graça de Deus na vida de quem a recebe. A exata compreensão acerca do que Deus fez, faz e ainda fará por nós, redunda em superabundância “em toda boa obra” (v.8.). A semeadura do Reino de Deus possui propósitos altruístas que nada tem a ver com vantagens terrenas. Perante Deus, a nossa oferta deve ser a mais pura expressão da alegria de quem foi salvo em Cristo Jesus. Não deve ser algo forçado ou exigido, nem tampouco deve ser dada “com tristeza ou por necessidade” (v.7). Não deve ser um valor imposto, mas cada um deve contribuir “segundo tiver proposto no coração” (v.7).
Quando o cristão compreende que Deus lhe concedeu uma dádiva imensurável, sem fazer caso de nossa condição como culpados, de que não há “maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos Seus amigos” (Jo 15:13), a sua alegria em dar torna-se uma constante expressão de gratidão. Porque não se trata apenas de suprir “a necessidade dos santos”, mas de dar “muitas graças a Deus” (v.12) através da nossa vida. Aquele que tudo entregou não espera menos de nossa parte. Todo aquele que olha para o semelhante com compaixão é alvo do amor de Deus (v.8.) e está cumprindo com fidelidade a confissão de sua fé “quanto ao evangelho de Cristo” (v.13).
Tudo o que temos pertence a Deus, mas Ele é tão misericordioso que nos concede o privilégio de participarmos de Sua graça através das ofertas. Que Ele jamais nos encontre desapercebidos. Que não sejamos motivo de vergonha para o Senhor, mas testemunhas dAquele que tudo nos deu. Que a nossa vida seja um testemunho de quem sempre dá “graças a Deus pelo Seu dom inefável!” (v.15).
Bom dia, testemunhas do Doador da vida!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios9 #RPSP
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“Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários” (v.3).
O tema central deste capítulo é a caridade cristã, tanto no aspecto da generosidade através das ofertas quanto da administração das mesmas “para a glória do próprio Senhor” (v.19). Paulo iniciou com um “Provai e Vede” da igreja primitiva relatando o testemunho das igrejas da Macedônia. A realidade daquelas igrejas de espírito voluntário não correspondia com as ofertas que enviavam a fim de ajudar seus irmãos em Jerusalém. Manietadas pelas circunstâncias desfavoráveis, certamente elas seriam as últimas igrejas que poderiam oferecer algum tipo de ajuda. Na verdade, poderiam tornar-se igualmente alvo da ajuda dos demais irmãos.
No entanto, o contraste apresentado por Paulo nos revela o genuíno amor cristão e a dedicação em vivê-lo, pois que “no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade” (v.2). Pela fé, eles “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois” aos irmãos, “pela vontade de Deus” (v.5). Vocês conseguem perceber a sequência? Primeiro eu me entrego a Deus e depois, aos outros. Esta é a ordem da vitória na vida cristã: primeiro eu para com Deus, depois, eu para com os meus semelhantes, segundo a vontade de Deus. Quando eu assumo um relacionamento pessoal e íntimo com o Senhor, a consequência se manifesta em atos de misericórdia e amor altruísta para com todos.
O que Paulo quis transmitir neste capítulo foi que a nossa vida precisa refletir o caráter dAquele que afirmamos seguir, e este reflexo precisa ser prático. Podemos ser cheios de fé, de conhecimento da Bíblia, de zelo e de orgulho pelo amor que um dia nos alcançou (v.7), mas tudo isso não tem valor aos olhos de Deus a menos que produza a sensibilidade de olhar para as necessidades dos meus irmãos como uma questão de prioridade. Aquelas igrejas pobres e atribuladas não foram persuadidas a ajudar, mas elas mesmas rogaram grandemente para que pudessem participar “da assistência aos santos” (v.4). Eis o que Paulo nos apresenta: o verdadeiro e puro amor cristão.
E não poderia haver comparação mais fiel e perfeita do que esta: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vós, para que, pela Sua pobreza, vos tornásseis ricos” (v.9). Quando olhamos para a vida de Cristo, meditando em Seu exemplo de altruísmo e em Seu sacrifício, mergulhamos no universo de um amor sem limites, e nosso caráter vai sendo transformado por intermédio da atuação do Espírito Santo. Primeiro preciso compreender o que Cristo fez por mim, então, o meu papel como cristão será revertido em amor voluntário pelos outros.
Que a manifestação da prova do nosso amor para com o próximo seja motivada pela sincera preocupação de quem olhou para o Voluntário da cruz e entendeu que a sua missão é imitá-Lo.
Feliz semana, “glória de Cristo” (v.23)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios8 #RPSP
Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (v.10).
Em todo o tempo, Paulo procurou alertar os irmãos coríntios a respeito dos perigos envolvidos quando a vida cristã fica paralisada. O primeiro amor não é um estado inicial apenas, mas deve ser renovado diariamente, “aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (v.1). Na mensagem à igreja de Éfeso, esta verdade fica bem evidente quando Jesus declara: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap 2:4-5). Não se trata de algo forçado ou uma tentativa de mostrar aparência de santidade, mas o resultado da constante obra do Espírito Santo em um coração submisso.
Grande era o afeto de Paulo para com os coríntios, de forma que todo o seu esforço não era para condená-los, mas para que se sentissem amados através da preocupação e do cuidado que o apóstolo lhes demonstrava. Tomando conhecimento das necessidades de seus irmãos em Cristo, logo procurou motivá-los a buscar a pureza e a santidade que seus atos estavam corrompendo. A visita de Tito, sem dúvida, foi de extrema importância. Tito pôde conviver por certo período com aquela igreja e perceber tanto seus pontos fortes quanto seus pontos fracos. E foi por meio desta fonte segura e sincera que Paulo foi tocado a escrever esta segunda epístola.
Apesar de seu amor e sincero desejo pela salvação dos coríntios, o apóstolo se sentiu triste e arrependido pelo fato de ficar sabendo que a sua primeira carta os “contristou por breve tempo” (v.8.). Não é fácil repreender, nem tampouco gostamos de ser repreendidos. Contudo, Deus faz o que for preciso para nos salvar, e se para isso tiver que nos entristecer, Ele o fará, porque “a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação” (v.10). Por outro lado, “a tristeza do mundo produz morte”, pois que ela não promove arrependimento, mas remorso. A diferença entre Pedro e Judas foi que Pedro se arrependeu, ao passo que Judas apenas foi “tocado de remorso” (Mt 27:3).
Jesus nos diz: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo 16:33). Somos constantemente atribulados com “lutas por fora, temores por dentro” (v.5) e o nosso “Deus, que conforta os abatidos” (v.6), coloca em nosso caminho pessoas especiais para nos consolar. Paulo e Tito foram estas pessoas na vida dos coríntios e, por algum momento, eles não souberam reconhecer isso. Precisamos, no entanto, ser humildes de espírito para reconhecer as nossas faltas e a nossa total necessidade do auxílio divino. Por vezes, acabamos caindo no perigo da autodefesa, e demonstramos espírito inquieto quando contrariados. Criamos nossos próprios mecanismos de defesa e nos armamos de todos eles para ignorar a voz de Deus através de Sua Palavra ou de instrumento humano.
Atentemos para a trajetória de Israel, de quantas e quantas vezes Deus usou os Seus profetas para alertá-los e corrigi-los e de quanto sofrimento poderia ter sido evitado se tão-somente o povo tivesse dado ouvidos às palavras inspiradas. E de como o povo gozava de períodos de paz e alegria quando era obediente. O Espírito Santo deseja reafirmar o primeiro amor todos os dias em nossos corações. E pode ser que para isto Ele tenha que nos orientar através de um instrumento escolhido. Que Ele nos conceda um coração humilde e sempre disposto a ouvir a Sua voz, discerni-la e obedecê-la.
Feliz sábado, humildes de espírito!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios7 #RPSP
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“entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (v.10).
A parte inicial deste versículo sempre foi um desafio para mim pelo fato de não conseguir compreender como estar entristecida e ainda assim permanecer alegre. Até o dia em que entendi que a exata compreensão acerca desta afirmação de Paulo não pode ser compreendida a não ser que seja vivenciada. Após o encontro de Paulo com Cristo na estrada de Damasco, a vida dele nunca mais seria a mesma. Mergulhado em um universo de estrito zelo religioso, foi quando caiu que finalmente olhou para o alto. Cego e confuso, percebeu que maior cegueira era a que vivera antes.
O respeitado doutor da lei e instruído na escola dos fariseus, transformou-se em perseguido por causa de Cristo. Aqueles que dantes o consideravam com demasiado apreço, agora revelavam-lhe um trato rude e até homicida. Paulo trocou os privilégios, posições e conforto para sofrer escárnios, perseguições e privações. À vista dos cristãos sinceros, era considerado um homem de Deus. À vista dos incrédulos, um fanático. À vista dos líderes judeus, uma ameaça. Certamente, a vida deste apóstolo não foi nada fácil. Mas tenho absoluta convicção de que ele não trocaria um dia sequer ao lado de Cristo por qualquer alívio que lhe fosse oferecido.
Extremamente coerente e divinamente inspirado, suas palavras tinham comunhão com suas obras, e seu zelo passou a ser movido pelo amor que devotava a Deus e aos irmãos, a fim de não dar “motivo de escândalo em coisa alguma” (v.3). A vida de Paulo representa a vida de todo aquele que experimenta o verdadeiro encontro com Jesus; todo o que vive o ponto da virada. Quando lemos a lista de Paulo quanto à vida dos “ministros de Deus” como ele, percebemos que não se tratava de um ministério cercado de regalias ou pompas, mas de tribulação e de muita renúncia. Mas que apesar das intempéries vividas, ele não se esquivaria de sofrer tudo de novo porque certo estava de que, no final, poderia contemplar novamente a face de Cristo.
Quando paro e penso de onde Jesus me resgatou e o modo que Ele usou para me encontrar, mais grata me sinto pela paciência que Ele teve e continua tendo para comigo. Na verdade, o ponto da virada na vida de cada um de nós é um testemunho à parte, pois que o Senhor tem um modo todo especial de falar com cada um de Seus filhos, conferindo-lhes particular atenção. E é quando passamos por esta experiência pessoal que então entendemos de fato as palavras de Paulo: “entristecidos, mas sempre alegres” (v.10). Porque da forma que Deus desperta Seus filhos para um reavivamento e reforma necessários, da mesma sorte Satanás se utiliza de instrumentos humanos não convertidos para tornar a vida daqueles o mais difícil possível. O grande conflito fica cada vez mais acirrado, e, de forma astuta, o inimigo procura promover alianças e amizades que “corrompem os bons costumes” (1Co 15:33).
A nossa comunhão com Cristo não está baseada no que fazemos ou deixamos de fazer, não foi isso o que Paulo falou e nem é isso o que a Bíblia nos ensina. Mas está sim baseada no que fazemos com o “tempo da oportunidade” (v.2) que nos é ofertado. Este tempo se chama “agora” (v.2) e requer de nós a humildade e a submissão para reconhecermos o agir de Deus moldando o nosso caráter. Após a conversão, inicia-se o processo da santificação que, como o próprio nome já diz, é um processo, isto é, acontece por etapas, onde Jesus sempre respeita o ritmo de cada um. Mas precisamos aprender a reconhecer, “no Espírito Santo” (v.6), “o tempo sobremodo oportuno” que nos é dado para abandonarmos velhas práticas e até mesmo amizades que não têm edificado em nada a nossa vida espiritual. E isto, meus irmãos, é questão de salvação. Pois “que harmonia há entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (v.15).
A verdadeira conversão não é instantânea e nem tampouco a santificação acontece da noite para o dia. Creio que o que mais marcou a vida de Paulo não foi seu encontro com Jesus na estrada de Damasco, mas que ali foi o ponto de partida para os seus encontros diários com Ele. Jesus deseja nos encontrar e falar conosco todos os dias. Quando descobrimos e aceitamos este encontro diário, qualquer tristeza é vencida pela alegria de saber que, não importa o que aconteça, Jesus está ali conosco, porque Ele nos prometeu (Mt 28:20) e Ele nunca mente.
Que a nossa ligação com o Céu esteja acima de qualquer ligação com as coisas deste mundo. Mas que, acima de tudo, “no Espírito Santo”, possamos viver “no amor não fingido” (v.6), “na palavra da verdade, no poder de Deus” (v.7), respeitando-nos mutuamente e sendo cooperadores com Cristo (v.1). Sejamos, pois, pacientes uns com os outros, lembrando da paciência que Jesus tem tido conosco.
Bom dia, entristecidos, mas sempre alegres!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios6 #RPSP
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“Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (v.10).
Havia um profundo anseio no coração de Paulo. Sua vida nesta terra não tinha sentido algum não fosse pela esperança na vida porvir. Em meio a lutas e aflições, gemia e aspirava pela eternidade. Referindo-se ao nosso corpo como casa provisória e despida, apontou para a “nossa futura habitação celestial” (v.2) como objeto de nosso maior desejo. O sábio Salomão escreveu que Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec 3:11), o que coopera com a afirmação de Paulo quando diz que “foi o próprio Deus quem nos preparou para isto” (v.5).
Apesar de Deus ter nos outorgado “o penhor do Espírito” (v.5), tornando-nos “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19), ainda nos encontramos em situação de completa desvantagem com relação ao pecado. Somos todos pecadores e nosso corpo mortal é prova disso. Precisamos adquirir, todos os dias, as preciosas vestes de justiça de Cristo Jesus (Ap 3:18) a fim de que, naquele Grande Dia, a nossa nudez esteja coberta e nEle sejamos “feitos justiça de Deus” (v.21). Como “andamos por fé e não pelo que vemos” (v.7), nossa esperança não está aqui neste mundo, e sim nas “coisas lá do alto, onde Cristo vive” (Cl 3:1).
Dentro em breve estaremos todos perante o Justo Juiz, e Cristo retribuirá a cada um “segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (v.10). Ele mesmo declarou a João: “Eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22:12). Mas a salvação não é pela graça? Sim. Não somos justificados pela fé? Exatamente. Contudo, todo aquele que aceita a graça divina e decide viver para Ele, consequentemente manifestará “o fruto do Espírito” (Gl 5:22), que redunda em obras que nada tem a ver com as concupiscências deste mundo. Pois “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5:25).
Muitos, rejeitando aos apelos do Espírito Santo, têm convivido naturalmente com o pecado enquanto professam uma vida cristã. Apegando-se a uma doutrina barata da graça que nada tem a ver com a graça de Cristo, vivem para si mesmos. Há um abismo de diferença entre ser pecador e ser conivente com o pecado. As palavras do apóstolo são muito claras, amados: “se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (v.17). Se antes professávamos andar com Cristo “segundo a carne”, já agora não é tempo de conhecê-Lo “deste modo” (v.16). Sabendo que “tudo provém de Deus”, Ele mesmo providenciou a nossa reconciliação “por meio de Cristo” (v.18).
Nós “somos embaixadores em nome de Cristo” (v.20) e tudo o que Ele nos pede é que O representemos com fidelidade. E isso não significa dizer que podemos viver sem pecado, pois que a justiça própria também é pecado. Mas que uma vida guiada pelo Espírito Santo não procura a satisfação da carne, mas a alegria no Espírito. É a ovelha desgarrada que é carregada por Jesus de volta ao aprisco. É a dracma que é encontrada. É o filho pródigo que retorna à casa do pai (Lc 15). Eu não sei se você já foi ovelha errante, ou dracma perdida ou filho rebelde, mas eu sei que em todas estas parábolas, no final, houve festa e voz de júbilo. Em todas elas houve mudança de rota. E como alguém que já foi dracma, posso afirmar que não há amor que possa ser comparado ao amor de Jesus. “Pois o amor de Cristo nos constrange” (v.14) e nos faz perceber que nenhum pasto distante, nenhuma casa desordenada, nenhuma herança terrena pode nos separar “do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:39), Aquele que por nós “morreu e ressuscitou” (v.15), nos reconciliando com Deus.
“Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (v.20). Este é o desejo e a oração de todos os seus amigos e irmãos que fazem parte do ministério Reavivados Por Sua Palavra e que, de igual forma, têm buscado fazer o mesmo.
Bom dia, reconciliados com Deus em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios5 #RPSP
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“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (v.17).
Prevenindo os cristãos acerca de falsos ensinamentos, Pedro escreveu o seguinte a respeito dos escritos de Paulo: “… como igualmente o nosso irmão Paulo vos escreveu… ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe 3:15 e 16). Mesmo possuindo uma linguagem mais difícil, tanto Pedro quanto o próprio Paulo levantaram a questão de que a dificuldade de compreensão não está nos escritos de Paulo, mas na cegueira espiritual dos “que se perdem” (v.3). Não se trata, portanto, de uma mensagem obscura, mas “a luz do evangelho da glória de Cristo” (v.4).
Paulo se colocava longe dos holofotes para pregar tão-somente “a Cristo Jesus como Senhor” e a ele mesmo como servo, “por amor de Jesus” (v.5). Este é o tema central de todas as suas epístolas. A morte, ressurreição e volta de Cristo são amplamente citadas, e, diante de um povo extremamente zeloso na lei, mas desprovido de misericórdia, a lei também tornou-se um assunto indispensável em suas cartas às igrejas. Percebendo, porém, que alguns acusavam seus escritos como encobertos ou impossíveis de se entender, simplesmente por recusarem-se a debruçar-se sobre eles com humildade e pelo apego aos pecados que suas palavras condenavam, o apóstolo apontou esta falta de entendimento como cegueira maligna (v.4).
Assim como no primeiro dia da criação do mundo, Deus fez resplandecer a luz (Gn 1:3), a primeira obra que Ele realiza na vida do cristão é resplandecer a Sua luz em nosso coração e iluminar a nossa vida do conhecimento de Sua glória, “na face de Cristo” (v.6). Ou seja, a conversão genuína produz iluminação para compreender as Sagradas Letras que revelam o caráter de Cristo. E isto, mediante um coração humilde e sempre agradecido, recebendo “este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (v.7). Em suma, Paulo sempre deixava bem claro que não eram as suas palavras ali escritas, mas palavras divinas em linguagem humana.
Enfrentando muitas tribulações e perseguições, levava “sempre no corpo o morrer de Jesus” (v.10), desconsiderando a própria vida por amor a Deus e aos seus semelhantes. Cada palavra que escrevia ou ditava, era um claro recado de Deus para o homem. Quando Pedro afirmou que muitos iriam deturpar os escritos de Paulo e as demais Escrituras, provavelmente se referiu à quebra do princípio bíblico de que o estudo da Bíblia deve ser “um pouco aqui, um pouco ali” (Is 28:10). Distorcer as palavras de Paulo à luz da sabedoria humana é querer brincar de Deus. Devemos estudar as cartas de Paulo à luz de toda a Escritura, comparando texto com texto, orando para que o Espírito Santo seja o nosso Instrutor bíblico. O estudo da Bíblia proporciona a paz e a felicidade que nada neste mundo pode superar. De modo que aumenta a nossa fé e nos impulsiona a falar: “Eu cri; por isso, é que falei” (v.13).
Aquele que um dia usufruíra do melhor da terra e tinha seu nome no hall dos maiores doutores da lei, deixou tudo para trás para sofrer tribulações e tristezas “por amor de Jesus” (v.5). Eu não sei o que você deixou ou o que ainda precisa deixar para seguir a Jesus. Não conheço seus problemas, nem o que lhe aflige, mas posso lhe garantir uma coisa: tudo isso é passageiro e produzirá “eterno peso de glória, acima de toda comparação” (v.17). Persevere em estudar a Palavra de Deus, em examiná-la como quem procura um tesouro, porque “este tesouro” (v.7) é encontrado por todo aquele que se dedica a procurá-lo. E, como o salmista, encontraremos conforto na tribulação: “O que me consola na minha angústia é isto: que a Tua Palavra me vivifica” (Sl 119:50).
Bom dia, vivificados pela Palavra de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios4 #RPSP
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“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (v.17).
Consagrado para um ministério sagrado e de grande responsabilidade, Moisés tornou-se o maior líder que Israel já teve. Sua missão desafiadora incluía, além de liderar milhões de hebreus doutrinados pela cultura egípcia, estar perante Deus a fim de receber os estatutos e as leis que regeriam aquela nova nação. Para um povo que era escravo, sob um governo injusto imposto por Faraó, o Senhor fez questão de introduzir, o que seria a “Constituição Federal” de Israel, da seguinte forma: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx 20:2). Os dez mandamentos deveriam ser obedecidos como lembrança da liberdade obtida pelas mãos de um Senhor justo, e não como uma nova escravatura.
Porém, ainda que Moisés tivesse sido um grande líder e um homem de Deus, mesmo a glória manifestada em sua face, com o tempo se desvaneceu, mostrando que o temporário “ministério da condenação” (v.9) nunca poderia ser suficiente para salvar o homem de seus pecados. A antiga aliança, mediante o sacrifício de animais e leis ritualísticas, era apenas uma ilustração acerca do verdadeiro e suficiente sacrifício de Cristo (Hb 9:12). E os mandamentos gravados em pedra pela mão do próprio Deus (Êx 31:18), uma representação do que deveria ser escrito em seus corações. Tiago chama os dez mandamentos de “lei da liberdade”, pela qual todos serão julgados, e, logo após, enfatiza que “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg 2:12 e 13). Ou seja, há uma saída para o pecador. Há uma oportunidade de remissão, “uma nova aliança” (v.6) estabelecida por Jesus Cristo, a qual retira o véu e revela a glória do Pai.
Como bem expressou Tiago, a lei do Senhor é uma expressão de liberdade. Porque “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (v.17). O pecado nos escraviza e a lei de Deus nos faz lembrar disso. Mas, ainda que buscássemos obedecê-la com perfeição, jamais conseguiríamos. O único que obteve êxito na perfeita obediência foi Jesus, que foi morto pelas nossas transgressões. Somente por Cristo somos salvos da condenação da lei, e aí está a misericórdia que triunfa sobre o juízo. Como “ministros de uma nova aliança” (v.6), não nos recomendamos a nós mesmos como se a nossa obediência fosse suficiente, mas, endereçados por Cristo, como Sua carta, somos chamados para revelar o Seu caráter através de um coração submisso ao “Espírito do Deus vivente” (v.3).
Oh, amados, não confundam liberdade com libertinagem. Se Cristo morreu por causa de nossos pecados que são “a transgressão da lei” (1Jo 3:4), deveríamos nós ignorá-la? Absolutamente! Se matar, roubar, adulterar, ter outros deuses além de Deus tornou-se uma possibilidade a partir do sacrifício de Jesus, o que estamos fazendo pregando o evangelho do amor a Deus e ao próximo? Percebem? Quando o véu do santuário terrestre se rasgou “de alto a baixo” (Mt 27:51), o Santíssimo passou a ser um lugar acessível para mim e para você. O “ministério da morte, gravado com letras em pedras” (v.7) que dantes apenas nos revelava a nossa natureza pecaminosa, tornou-se em ministério da redenção gravado “em tábuas de carne, isto é, nos corações” (v.3), revestido de glória permanente (v.11), apontando para o Único que foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:8).
Deus deseja gravar em nosso coração a Sua santa lei. Não mais em pedras, mas “nos corações” (v.3), através do Seu Espírito. Então, o que o mundo julga ser uma escravidão, para nós será sempre liberdade. Assim como a glória de Deus era manifestada no lugar Santíssimo do santuário terrestre acima da arca da aliança onde estavam os mandamentos de Deus, o Senhor deseja manifestar a Sua glória em nós, “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19), gravando a Sua lei, manifestação do caráter de Cristo, em nossos corações.
Assim diz o Senhor: “Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos, e os executem; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Ez 11:19-20). Jesus está voltando para buscar “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Aqueles que verdadeiramente tem sido “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (v.18). Que Jesus nos encontre não como legalistas, “porque a letra mata” (v.6), mas como livres por Seu intermédio (v.4), obedecendo porque escolhemos amá-Lo.
Bom dia, carta de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios3 #RPSP
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“Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem” (v.15).
Aquele que possuía um profundo zelo quanto às leis e tradições judaicas, tornou-se em zeloso servo de Deus e rico em obras de misericórdia para com aqueles que dantes perseguia. Sensível à necessidade dos irmãos e transparente para com todos, Paulo revelava cada vez mais um caráter semelhante ao de seu Mestre. Repreendia, corrigia, exortava, mas sempre com brandura e com o objetivo de edificar o corpo de Cristo. Seu amor a Deus era claramente notado em seu genuíno interesse pela felicidade e salvação de seus semelhantes.
Apesar da dúvida que a igreja de Corinto manifestou quanto ao seu ministério, o apóstolo mostrou a real motivação de não ter seguido o plano que outrora planejara em visitá-la, devido ao seu estado emocional. Paulo se negou a ir ter com seus irmãos “em tristeza” (v.1), provavelmente por motivo de perseguições sofridas por membros da própria igreja de Corinto. Porém, também descartou a possibilidade de ser um impecilho para que estes, observadas as devidas disciplinas (v.6), não fossem ignorados pelos demais. Pelo contrário, Paulo enfatizou a importância da igreja em perdoar ao transgressor “e confortá-lo” (v.8.) em amor.
Conhecido como um apóstolo corajoso e destemido, Paulo também demonstrou compaixão para com os que o perseguiam. Como ninguém, ele sabia o que era estar do outro lado. A misericórdia com que Jesus o buscou, aumentava em seu coração o desejo por liberar perdão. A sua alegria consistia em fazer a vontade de Deus e consagrar a seus irmãos amor “em grande medida” (v.4). Suas epístolas eram escritas “com muitas lágrimas” (v.4), mediante um coração angustiado de alguém experimentado no amor de Deus. A angústia de Paulo era para que todos fossem participantes da mesma alegria; que experimentassem do mesmo amor que o havia alcançado. Porque nenhuma tribulação era maior do que o genuíno amor que todos os dias era derramado em seu coração.
Quando estudamos as Escrituras, conhecemos a Deus, Seu caráter e propósitos eternos traçados para aqueles que O amam. Mas também percebemos que há um inimigo sagaz e astuto cujos desígnios também nos são descortinados. E “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós” (v.11), o amor é a resposta. Porque “todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus… pois Deus é amor” (1 Jo 4:7 e 8.). Em contrapartida, aquele que diz amar a Deus e não ama a seu irmão, “é mentiroso” (1 Jo 4:20) e, caso não se arrependa a tempo, participará do mesmo destino final do “pai da mentira” (Jo 8:44).
Perante Deus, somos considerados “o bom perfume de Cristo” (v.15), e isto diante de toda a raça humana. O verdadeiro amor consiste em “que Cristo deu a Sua vida por nós” e de nossa parte, “devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1Jo 3:16). É fácil? Não, não é. Porque é uma atitude que está muito acima do que possamos realizar. Na verdade, está em nossa zona de impossibilidade. É por isso que, como Paulo, precisamos reconhecer: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do Seu conhecimento” (v.14). Pergunto novamente: É fácil? Não, mas é possível mediante Aquele que “nos conduz em triunfo”.
Sejamos, portanto, “bom perfume de Cristo” para todos, porque, diferente de tantos, “nós não estamos” fazendo da Palavra de Deus um comércio, “antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (v.17). Aceitem ou não, acreditem ou não, perseveremos no Senhor como Seus instrumentos, instruindo, testemunhando e, acima de tudo, amando.
Bom dia, “bom perfume de Cristo”!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios2 #RPSP
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“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!” (v.3).
A segunda epístola de Paulo aos coríntios possui um teor corretivo quanto a alguns assuntos, e elucidativo quanto a outros. Em sua saudação inicial, ele se apresenta como “apóstolo de Cristo pela vontade de Deus” (v.1), ou seja, um título que não lhe sobreveio por vontade própria, mas pela eleição divina. Rendendo graças a Deus, o apóstolo mostrou que os sofrimentos e tribulações enfrentados pelos cristãos possuem caráter probante. Estamos todos neste mundo passando por uma espécie de “estágio probatório”. O nosso período de experiência na provação revelará se seremos ou não aprovados para a seleção de eleitos efetivos.
Paulo apresenta um lado dos momentos difíceis que nem todos nós estamos dispostos a aceitar. A confiança em Deus é provada nos momentos de maior aflição, gerando uma espécie de “catalisador” da paciência e da perseverança. O cristão que firma em Deus toda a sua esperança e confiança, potencializa a sua fé e recebe uma consolação que transborda e supera todo o sofrimento. Os sofrimentos do discipulado, quando suportados por amor a Cristo, se tornam em eficaz consolação não somente para benefício do que sofre, mas também de outros que, passando pelos mesmos sofrimentos, recebem semelhante conforto. Pelo testemunho vitorioso de um, muitos são impulsionados para a mesma vitória.
Não há nada mais poderoso, não há instrumento mais eficaz do que o testemunho de uma vida dirigida por Deus. A maioria tem sido iludida por um cristianismo barato e de facilidades que apresenta a prosperidade como prova da aprovação divina, quando não há nada mais precioso do que uma consciência em paz com Deus e uma vida “com santidade e sinceridade de Deus” (v.12). A preocupação de Paulo era sempre a de esclarecer as benesses e também os reveses de seu ministério. Não era um ministério inconstante e desorganizado, mas fiel e ungido para propósitos grandiosos e bem definidos.
Irmãos, tenham sempre em mente de que “a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg 1:3). Cristo mesmo afirmou: “É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lc 21:19). E também foi Ele que declarou: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia, tome a sua cruz e siga-Me” (Lc 9:23). Portanto, que ao nos depararmos com as dificuldades, lembremos dos sofrimentos do nosso Salvador, que tudo suportou dando glórias a Deus para nos conceder eterna consolação.
Feliz semana, perseverantes no Senhor!
Dica de leitura: Zacarias 13:9.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios1 #RPSP