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“Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (v.10).
No evangelho segundo Mateus, vimos que as primeiras palavras de Jesus ao iniciar o Seu ministério terrestre, foram estas: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3). A continuação da carta de Tiago aos cristãos espalhados por todo o mundo, enfatiza a lição deixada pela bem-aventurança inaugural do sermão da montanha. Olhando para Cristo, ele fez uma retrospectiva daquele sermão, destacando a humildade, o amor fraternal livre de acepções e a verdadeira obediência aos olhos de Deus, através de uma fé prática.
Incomodava Tiago o fato de ainda haver diferenças entre os irmãos, de modo que se comportassem exatamente como os de fora, tratando de forma desigual ricos e pobres. O menosprezo para com os desfavorecidos sociais era totalmente contrário à lei que afirmavam guardar. Intitulado por Tiago de “lei régia” (v.8), o amor ao próximo estava voltando a se equiparar ao patamar dos líderes judeus, perigo sobre o qual Jesus mesmo advertiu: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20). Honras e privilégios eram dados a uns e a outros, o descaso e a indiferença. Falavam de amor cristão, mas na prática viviam o “amor” interesseiro.
Lembram quem é o destinatário desta carta? Você e eu. É muito fácil lê-la pensando que foi escrita para os cristãos daquela época. Mas tê-la em mãos e pensar que é para você e para mim, causa um impacto bem diferente, não é mesmo? Notem que Tiago encheu este capítulo de perguntas retóricas. Jesus também fez muitas perguntas e, muitas vezes, suas respostas também eram perguntas reflexivas. Elas nos fazem olhar para dentro de nós e percebermos o nosso pecado. A acepção de pessoas não ficou no passado, ela continua. Dar mais atenção a uns em detrimento de outros é uma ferida que ainda aflige a igreja de Deus.
Ainda no sermão da montanha, Jesus afirmou: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5:17). Tiago também utiliza de argumento semelhante ao exortar-nos à obediência a todos os dez mandamentos. Além de denominar o amor ao próximo de lei régia, ele também denominou o Decálogo de “lei da liberdade” (v.12), sobre a qual todos seremos julgados um dia. Mas “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5:18). Ainda vivemos debaixo do mesmo céu e sobre a mesma terra, portanto, a nossa fé em Cristo deve continuar se manifestando através de uma vida de obediente serviço, pois “a fé sem obras é morta” (v.26).
“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?” (v.14). Adianta um homem possuir uma perfeita oratória enquanto maltrata a sua esposa e filhos em casa? Do que vale uma mulher de aparência piedosa, mas de língua perversa? Há coerência em alguém que se diz cristão, enquanto trai o seu cônjuge? Deus, em Seu grande amor e infinita misericórdia, estabeleceu uma lei composta não de dez sugestões, mas de dez mandamentos cujo conteúdo é tão santo quanto o Seu próprio caráter. O Supremo Legislador pensou em nosso bem-estar eterno quando a esculpiu em duas pedras. Em uma delas, Ele estabeleceu como deseja ser amado (Êx 20:3-11), e na outra, como devemos amar ao nosso próximo (Êx 20:12-17).
Gosto muito da ilustração de um rosto sujo. Como Tiago mesmo disse no capítulo anterior, a lei de Deus funciona como um espelho. Ela mostra a nossa sujeira, o nosso pecado. Mas a escolha é nossa de cometer a insensatez de apenas contemplar e ignorar o que estamos vendo ou admitir que precisamos da ajuda de Cristo. Porque ninguém, em sã consciência, limpa o que está sujo com o espelho. Somente Jesus, a água da vida, pode nos purificar de todo o pecado. Deseja você, como Abraão, ser “chamado amigo de Deus” (v.23)? Abraão creu e obedeceu (v.21). Jesus confirmou esta verdade, quando falou aos Seus discípulos: “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando… Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo 15:14 e 17). Seja a nossa vida uma manifestação do amor de Deus “derramado em nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm 5:5). Eis a verdadeira obediência!
Bom dia, amigos de Deus!
Desafio do dia: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (v.12).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Tiago2 #RPSP
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“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (v.2).
Ao contrário do que alguns pensam, historicamente a autoria desta epístola é atribuída não a Tiago, discípulo de Jesus, mas a Tiago, irmão de Jesus. Em Seu ministério terrestre, Jesus encontrou resistência por parte de Seus irmãos, o que tudo indica, filhos do primeiro casamento de José, que não acreditavam que Ele fosse de fato o Messias (Jo 7:5). Mas, após a Sua ressurreição, este quadro mudou, de forma que Tiago tornou-se, como ele mesmo afirmou, “servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo” (v.1). Sua epístola não foi dirigida a uma comunidade cristã apenas, mas o sentido da expressão “Dispersão” (v.1) aponta para a igreja primitiva como um todo espalhada por todas as nações, gerando uma identidade mundial e atemporal.
O tema inicial desta carta pública possui um contexto histórico que explica a ênfase dada por Tiago. Devido ao período de severa perseguição em Jerusalém, a maioria dos cristãos precisou fugir e passar por diversas provações em defesa de sua fé. A abordagem de Tiago, no entanto, causa certo incômodo quando apenas lida, e não examinada. A alegria de que ele se refere é a alegria proveniente de um coração que confia no Senhor. Lembram? “Entristecidos, mas sempre alegres” (2Co 6:10). É a alegria que não depende das circunstâncias. Ela simplesmente é real na vida daqueles que amam a Deus. E as provações, ainda que severas e constantes, produzem perseverança. E sobre este atributo, Cristo afirmou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13).
Percebam que Tiago não pausa um assunto para dar início a outro, mas dá continuidade ao dizer: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus” (v.5). Se alguém estivesse com dificuldades acerca de como agir em meio às provações, deveria apelar, “com fé” (v.6), à sabedoria divina. O “homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos” (v.8), a que Tiago se referiu é aquele que pende para as facilidades, preferindo seguir conselhos errados por amor à própria vida. É aquele que não está disposto a perder para poder ganhar; que se acovarda diante da ideia de renunciar o que é transitório. E ninguém, por mais pobre ou mais abastado que seja, está livre de ter que escolher de que lado ficar. Jesus afirmou: “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por Minha causa achá-la-á” (Mt 16:25).
Sobre esses últimos repousa a bem-aventurança: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (v.12). Não podemos confundir provação com tentação. Esta significa atração pelo que é mau. Já a provação é uma espécie de teste que mede a capacidade de superação; tem a ver com prova, com avaliação de conhecimento. Portanto, “Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta” (v.13). Todo cristão que nasce no Reino dos Céus deve compreender que só conseguirá perseverar até o fim, se o seu conhecimento de Deus e de Sua Palavra for prático. Pois “aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (v.25).
As provações, portanto, são necessárias a fim de atestar a fé nAquele “em Quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (v.17). Se somos Seus seguidores, também não podemos possuir uma fé vacilante, mas operante e firme, através da prática da verdadeira religião. Porque “a religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (v.27). Tiago abriu a sua epístola com um recado sobremodo impactante, mas demasiadamente necessário e urgente, que nos alcança hoje. Esta carta foi destinada para você e para mim. Vamos continuar examinando-a?
Bom dia, destinatários!
Desafio do dia: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (v.22).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Tiago1 #RPSP
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“Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (v.8).
O encerramento da epístola aos hebreus revela traços característicos da escrita de Paulo. Parece que o apóstolo dos gentios precisou usar do artifício do anonimato para não causar alvoroço entre os judeus. Houvesse ele se identificado no início da carta, e correria o risco de serem rejeitadas as suas palavras. A missão de Paulo era pregar o evangelho, mesmo que para isso tivesse que ocultar-se. O seu pedido de oração, rogos e referência a Timóteo, seu fiel companheiro de ministério, revelam, por fim, a sua identidade. Mas assim como o objetivo desta carta não era de revelar quem a escreveu, mas imprimir no coração e na mente dos judeus conversos o evangelho da salvação, também somos chamados a permitir que o Espírito Santo realize esta mesma obra em nossa vida.
Paulo encerra elencando deveres sociais e espirituais que devem reger a vida do cristão. Vejamos:
- Constância no amor fraternal (v.1);
- A prática da hospitalidade (v.2);
- A compaixão para com os presos e maltratados (v.3);
- A pureza no casamento (v.4);
- O contentamento e a gratidão (v.5);
- A confiança em Deus (v.6);
- Seguir exemplos de fé (v.7);
- Não se deixar enganar por doutrinas que contradizem os ensinos bíblicos (v.8);
- A “prática do bem e a mútua cooperação” (v.16);
- Obediência e submissão aos líderes espirituais.
Esta lista de deveres sagrados não era nada, comparada às milhares de regras criadas pela tradição judaica. Os líderes religiosos oprimiam o povo a seguir com rigor regras que nem eles mesmos conseguiam cumprir. O amor a Deus era recitado no “Shemá” (Dt 6:4-9) pela manhã e à noite, todos os dias, mas, de fato, não compreendiam a essência do que declamavam. O amor a Deus se expande no amor ao próximo e ambos precisam ser experimentais. Acolher, cuidar, respeitar, compartilhar, são a extensão do verbo amar. E foi para isto que fomos chamados. Porque a santificação é um processo que envolve a purificação individual que contagia o todo. Aquele que ama a Deus e é por Ele santificado, como Paulo, fará de tudo para alcançar todas as classes de pessoas. Este é o amor, fruto do Espírito Santo. O amor que transforma a própria vida e a vida de outros.
Amados, “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (v.14). Portanto, seja a nossa vida um constante labutar revestidos da armadura de Deus (Ef 6:10). Mas não nos desviemos, jamais, do Centro de toda a Bíblia: Jesus Cristo. Sua vida de pureza, amor e obediência deve ser o nosso supremo Exemplo. Ele veio não somente para pagar o preço de nosso resgate, mas para nos ensinar a amar como Ele nos amou (Jo 13:34). Certamente, se deres a Ele o seu coração, Deus lhe aperfeiçoará “em todo o bem, para cumprirdes a Sua vontade” (v.21). O que Jesus nos diz, como Sua última igreja, é muito simples de se entender: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap 3:20). “Rogo-vos, com muito empenho, que assim façais” (v.19), e Jesus os guardará para a vida eterna.
“A graça seja com todos vós” (v.25).
Bom dia, imitadores do amor de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Hebreus13 #RPSP
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“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (v.14).
Após elencar tantas personagens bíblicas que se destacaram por sua fé, o autor segue sua fala nos apontando o único caminho sobremodo seguro para corrermos, “com perseverança, a carreira que nos está proposta” (v.1): “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (v.2). O grande evangelista Billy Graham certa feita afirmou: “O maior acontecimento da história não foi o homem subir e pisar na lua, foi Deus descer e pisar na terra”. Cristo deixou o Seu trono de glória e a perfeita adoração dos anjos para vir a este mundo enegrecido pelo pecado, ser rejeitado, maltratado e morrer pendurado em uma cruz. Em Seu martírio, teve que carregar o peso, não do madeiro, mas da exorbitante carga de pecados da humanidade. Mas tudo isto, com a serenidade e o amor de quem olhava para “o fruto de Seu penoso trabalho” (Is 53:11).
Somos, pois, convidados a considerar com atenção “Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo” (v.3) a fim de não andarmos fatigados, sabendo que “nessa luta incessante contra o pecado, outros sofreram muito mais que [nós], sem falar no que Jesus enfrentou” (Bíblia A Mensagem, p. 1721). As provações nada mais são do que instrumentos de Deus para a educação de Seus filhos. A princípio, elas nos causam tristezas e temores, mas depois produzem “fruto de justiça” (v.11). Porque o provação da nossa fé, “uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg 1:3). Portanto, “Deus… nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da Sua santidade” (v.10).
“Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos” (v.12), porque o nosso justo Juiz está prestes a rasgar os céus com Sua glória para nos levar para a Casa do Pai. “Exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21:28). É no sofrimento que o Senhor forja os Seus mais poderosos instrumentos. É a dor que nos mostra a nossa condição de doentes. Mesmo Jó, homem intitulado por Deus de “homem íntegro e reto, temente a Deus e que desviava do mal” (Jó 1:1 e 8), só após o seu sofrimento reconheceu: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Somos irremediavelmente maus. Não fosse pela graça de Jesus, estaríamos todos perdidos. Através do sangue expiatório do Cordeiro de Deus somos elevados à estatura de filhos da luz e, como tais, precisamos estar conectados à Fonte de toda a luz.
A santificação é o processo de uma vida inteira e requer a dedicação de um dia por vez: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3:15). Jesus mesmo nos advertiu: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6:34). A paz e a santidade são atributos divinos que o Espírito Santo concede a todo aquele que O obedece. Confessar o nome de Jesus, mas não representá-Lo de forma digna é ser “impuro ou profano, como foi Esaú” (v.16). Como primogênito e herdeiro das promessas, Esaú não considerou a sua primogenitura, rebaixando-a a um cozinhado de lentilhas. Sua atitude só revelou a “raiz de amargura” (v.15) de seu coração e, suas lágrimas, apenas encheram o odre de sua egoísta ambição.
Como “igreja dos primogênitos arrolados nos céus” (v.23), temos buscado “a paz com todos e a santificação” (v.14)? O estudo das Escrituras e a oração têm lugar de honra em nosso tempo diário? Atentemos para o Assim diz o Senhor: “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os 4:6). Não o mero conhecimento teórico da Bíblia, mas o conhecimento de Deus através da Bíblia. “Tende cuidado, não recuseis ao que fala” (v.25). Fechar os ouvidos ou evitar o confronto que a Palavra de Deus causa com nossas más tendências não irá nos eximir de comparecer perante o tribunal de Deus naquele grande Dia. “Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor” (v.28). “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (v.2), não erraremos o caminho para Casa.
Bom dia, universal assembleia do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Hebreus12 #RPSP
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“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (v.1).
Falar de fé é um desafio devido a natureza particular deste dom. Por mais que tenha se tornado uma palavra de uso comum e uma expressão de motivação, a fé bíblica envolve não somente um estereótipo social, mas compromisso e ação. Conforme o versículo acima, “esta fé é o alicerce sólido que sustenta qualquer coisa que faça a vida digna de ser vivida” (Bíblia A Mensagem); é a esperança viva, é crer para ver. Fé não se explica, fé se experimenta. E foi com base em experiências que este capítulo foi composto. Experiências que comprovam a base da fé: confiança no poder de Deus.
Se fizermos uma pesquisa pública perguntando se as pessoas confiam em Deus, certamente, entre o público cristão, teremos um percentual de praticamente 100% de respostas positivas. No entanto, o estudo de Hebreus 11 nos fornece informações suficientes para concluirmos que nem todos que afirmam confiar em Deus, de fato confiam. Ter fé em Deus inclui confiança plena em Seus propósitos, mesmo que estes sejam contrários às expectativas pessoais e à opinião geral. O autor relata, por exemplo, a experiência de Noé, que, “sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa” (v.7), contrariando todo o mundo antediluviano, que o taxou de fanático e de louco. Abraão deixou a sua terra e a casa de seu pai para ir a um lugar que ele não conhecia. Sem falar no “disparate” de caminhar três dias até um monte para sacrificar o próprio filho. Atitudes que, aos olhos humanos, são difíceis de se conceber, mas que foram reais e impactaram a história deste mundo.
“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus” (v.6). Porque a fé não é algo que se professa da boca para fora, mas que se consuma em atos de um verdadeiro adorador. “Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho” (v.2). Suas vidas deixaram um legado de fé nas promessas eternas, “confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (v.13). Quantos, hoje, estão dispostos a abandonar suas aspirações pessoais e egoístas para se render à vontade de Deus? Quantos, “agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (v.16)? Quantos de nós teríamos a coragem de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, de permanecer em pé enquanto o mundo se prostra perante à falsa adoração? Ah, amados, fé não se trata de uma confissão de palavras, mas de atitudes.
Percebem que a obediência é o resultado da fé? Pela fé, Abel obedeceu. Pela fé, Enoque foi obediente. Pela fé, “fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn 6:22). Pela fé, “Abraão, quando chamado, obedeceu” (v.8). Pela fé, Moisés obedeceu, permanecendo “firme como quem vê Aquele que é invisível” (v.27). Pela fé, Israel continuou marchando, atravessando “o mar Vermelho como por terra seca” (v.29). “Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu em paz aos espias” (v.31). Pela fé, homens e mulheres de Deus “dos quais o mundo não era digno” (v.38) “obtiveram bom testemunho por sua fé”, não obtendo, “contudo, a concretização da promessa” (v.39). Eles “morreram na fé” (v.13), aguardando “a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (v.10). Suas vidas manifestavam “estar procurando uma pátria” (v.14). “Por isso, Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (v.16).
Deus tem um lugar preparado para todos os “que O buscam” (v.6). A obediência é tão somente o resultado de uma vida impulsionada pela fé, “a fé que atua pelo amor” (Gl 5:6). Se eu amo ao Senhor, eu creio “que Ele existe” (v.6), e se eu O amo e creio em Sua existência, confio em Seus propósitos para minha vida e O obedeço. Compreendem? Os exemplos de fé do passado precisam ser vistos no presente a fim de que, ainda em nossa geração, alcancemos o glorioso futuro. “E o que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de” (v.32) tantos outros heróis da fé que não temeram entregar a própria vida pela confiança no Deus ao Qual serviam e em Suas promessas imutáveis.
Mas termino deixando registrado o supremo Exemplo, nas palavras do pastor Morris L. Venden:
“A obediência resulta somente pela fé porque Jesus é nosso poderoso exemplo. Ele viveu e efetuou Suas obras mediante o poder que Lhe vinha de cima (João 14:10), e não por algum poder inerente. Ele veio a este mundo não apenas para morrer por nós, para pagar a pena pelo pecado, mas também para mostrar-nos como viver dependendo de um Poder superior. Jesus levou uma vida de obediência exclusivamente pela fé e tornou-Se o maior argumento para provar-nos que somos convidados a viver como Ele o fez, em obediência pela fé” (Como Conhecer a Deus, p. 121).
Bom dia, obedientes pela fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Hebreus11 #RPSP
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“Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” (v.36).
Já vimos que todo o sistema sacrifical representava o sacrifício de Cristo Jesus, que viria a este mundo e pagaria o preço dos nossos pecados “com uma única oferta” (v.14). Vocês entendem a magnitude do sacrifício do Salvador? Os anjos do Céu desejavam tomar o Seu lugar! Mas somente o sacrifício do Criador poderia dar fim ao abismo que O separava de Sua criatura. Criatura alguma tem o poder de remir pecados. Porque há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5). Só pelo sangue de Cristo conseguimos ser envoltos pelo perdão de Deus! Só pelo sangue de Cristo há esperança e salvação! “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (v.10).
Após a morte de Cristo, não fazia mais sentido algum todos aqueles rituais do santuário, pois todos eles apontavam para o verdadeiro e único sacrifício válido. Jesus veio e cumpriu com fidelidade todo o plano da redenção. Em Israel, havia uma regra áurea que definia a sua vitória, ou a sua ruína, caso fosse descumprida: a obediência a Deus. A Bíblia deixa bem claro que quando o povo seguia as orientações do Senhor prosperava, e, quando não, colhia resultados desastrosos. Entendam: Deus não castiga, mas Ele permite que soframos as consequências de nossas próprias escolhas, porque faz parte da liberdade que Ele mesmo nos concedeu. Porque tanto nos ama, nos deu o livre arbítrio.
No princípio do mundo, o mal já existia, pois se originou no coração de um anjo, que, ao se rebelar contra Deus, foi expulso do Céu com terça parte dos anjos (Ap 12:9). Deus precisava, portanto, colocar diante de nossos primeiros pais a escolha de obedecê-Lo ou não. Deus requer que O sigamos porque O amamos e não porque temos medo de ser por Ele castigados. A obediência a Deus, pois, é nada mais nada menos do que a colheita do amor que O devotamos. Obedecemos ao Senhor porque por Ele fomos salvos e confiamos em Seus propósitos! É em nosso coração que Ele deseja gravar a Sua santa, boa e justa lei: “Porei no seu coração as Minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei” (v.16). É o mesmo que os pais fazem com seus filhos. Todo pai e toda mãe aconselha seus filhos e espera como retorno a obediência. Assim é o nosso Pai, o nosso Criador. Quem melhor do que Ele para saber como devemos andar? Antes mesmo de O conhecermos, Ele nos amou! Antes mesmo de existirmos, Ele nos escolheu!
“Pelo sangue de Jesus”, podemos “entrar no Santo dos Santos” (v.19) e nos aproximar de Deus “com sincero coração” (v.22). E após “lavado o corpo com água pura” (v.22), ou seja, mediante o batismo, devemos guardar “firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois Quem fez a promessa é fiel” (v.23), considerando “também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (v.24), congregando e fazendo “admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (v.25). São conselhos que devemos ter em grande conta, visto a nossa condição como última igreja de Cristo. “Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (v.37) e “o Senhor julgará o Seu povo” (v.30).
Jesus, mediante o Seu “Espírito da graça” (v.29), ainda está batendo à porta de cada coração (Ap 3:20).
Abra a porta do teu coração e deixe entrar o Rei da glória! Você verá que nada neste mundo pode se comparar à beleza e à paz de um coração movido por Deus! Entrega toda a tua vida ao Senhor e Ele apagará o teu passado, conduzirá o teu presente e assegurará o teu futuro! “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão” (v.35).
Bom dia, justos que vivem pela fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Hebreus10 #RPSP
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“Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão” (v.22).
Após quatrocentos anos sob jugo egípcio, os filhos de Israel finalmente marcharam em direção à liberdade. E como toda nação organizada que há sobre a Terra, Israel precisava de leis que a regessem. O Senhor deu a Moisés, portanto, leis diversas a fim de educar o povo e torná-lo modelo para os demais (Dt 4:6). Antes, porém, de estabelecer o santuário, Deus fez algo que Ele não delegou a Moisés nem a homem algum, Ele mesmo escreveu com o Seu próprio dedo a lei dos Dez Mandamentos (Êx 31:18). Enquanto escrevia, em meio à trovões e relâmpagos e forte clangor de trombeta, ao pé do monte, o povo ouvia e se estremecia. No entanto, bastou a ausência de Moisés por alguns dias para o juramento que haviam feito: “Tudo o que o Senhor falou faremos” (Êx 19:8), se transformar em um culto pagão a “um bezerro fundido” (Êx 32:4).
O santuário terrestre revelaria tanto a nossa condição pecadora e carente de perdão, quanto a nossa necessidade de um perfeito Mediador; tanto a impossibilidade do homem de prestar perfeita obediência, quanto de haver Alguém que o fizesse. “É isto uma parábola” (v.9). Foi a forma didática do Senhor ensinar ao Seu povo que o plano da redenção já estava traçado “antes da fundação do mundo” (1Pe 1:20). “Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos Céus” (v.23) nos fossem reveladas a fim de compreendermos a missão do Filho, e a nossa como herdeiros das promessas. O passo a passo do santuário representa também a nossa jornada rumo ao Céu. Acompanhem comigo:
Quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas e cremos em Seu sacrifício expiatório (Altar de sacrifício), assim como Ele nos deixou exemplo, entregamos a nossa vida em Suas mãos através do santo batismo (pia da purificação). A partir daí, como novas criaturas em Cristo Jesus, e “sacerdócio real” (1Pe 2:9), entramos no “Santo Lugar” (v.2), “porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1Ts 4:7), a fim de que através do estudo das Escrituras (mesa dos pães) e de uma vida de oração (altar de incenso), possamos, juntos como igreja e revestidos do poder do Espírito Santo, ser a luz do mundo (candelabro). É perseverando neste caminho, que, pelos méritos dAquele que retirou o véu da separação entre Deus e o homem, podemos adentrar no “Santo dos Santos” (v.3), e, pela fé, viver em conformidade com a vontade de Deus, em obediência (arca da aliança), “pois esta é a vontade de Deus: a [nossa] santificação” (1Ts 4:3).
Deus desenhou para nós a Sua vontade e o caminho que devemos percorrer para alcançá-Lo. Através do ministério sacerdotal, descreve M. L. Andreasen, “o povo era ensinado como se devia aproximar de Deus; como o perdão podia ser alcançado; como a oração se podia tornar agradável a Deus; quão inexorável é a lei; como o amor e a misericórdia prevalecem, por fim. Todo o plano da salvação lhes era esclarecido até ao ponto em que era possível ser revelado em símbolos e ofertas. Cada cerimônia visava impressionar-lhes o espírito com a santidade de Deus e as fatais consequências do pecado. Ensinava-lhes também a admirável provisão feita mediante a morte do cordeiro. Fosse embora um ministério de morte, era glorioso em suas promessas. Contava de um redentor, de alguém que levava o pecado, que compartilhava a carga, um mediador. Era o evangelho em perspectiva” (O Ritual do Santuário, p. 43).
Amados, Cristo Jesus “Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O aguardam para a salvação” (v.26-28). A humanidade nunca esteve tão perto desta saudosa promessa, mas também nunca esteve tão longe de Deus. Os dias que antecedem o retorno do nosso Senhor e Salvador, como Ele próprio afirmou, se assemelham aos dias de Noé e aos dias de Ló (Mt 24:37; Lc 17:28). Se aproxima o tempo em que os homens “correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am 8:12). Enquanto temos a Bíblia em mãos e a graça de ainda poder estudá-la, busquemos com mais empenho a sua sabedoria, pois “o Dia do Senhor está prestes a vir sobre todas as nações” (Ob 1:15). Que Jesus nos encontre apercebidos!
Feliz semana, chamados para serem santos!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Hebreus9 #RPSP
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“Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é Ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (v.6).
A essência da mensagem aos hebreus é elevar a Jesus Cristo e Seu ministério sacerdotal acima do ministério sacerdotal terrestre. No que este falhou, aquele cumpriu e continua cumprindo com perfeição a sua missão de salvar. Ao declarar por intermédio de Moisés: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx 25:8), era propósito de Deus ensinar o Seu povo, através do santuário terrestre, toda a beleza do plano da redenção: Jesus como Cordeiro, como Sacerdote e como Sumo Sacerdote. Jesus como a Água da vida, o Pão da vida, a Luz do mundo. Jesus como a Shekinah de Deus e o perfeito cumprimento da Lei. Cada compartimento do tabernáculo e cada objeto apontava para o Redentor de Israel e do mundo. E assim como tudo no tabernáculo mosaico era realizado conforme Deus prescrevera, Jesus o faria “como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (v.2).
Ao proferir o Seu sermão profético, Jesus volveu os olhos da humanidade para o tempo do fim. Tempo que iniciou no fim das duas mil e trezentas tardes e manhãs, conforme a profecia de Daniel 8:14, e se estenderá até o retorno de Cristo. Foi com um firme propósito, portanto, que Jesus destacou neste sermão o livro do profeta Daniel (Mt 24:15). Além dos demais sonhos e visões que teve, Daniel vislumbrou em visão o Ancião de Dias, o Senhor Deus, assentar-Se perante o tribunal e abrirem-se os livros. O Filho do Homem dirigiu-Se até o Ancião de Dias “e o fizeram chegar até Ele” (Dn 7:13), a partir dali, Jesus iniciaria as Suas funções como Sumo Sacerdote no Lugar Santíssimo do santuário celeste, cumprindo o grande dia da expiação para a humanidade, acumulando as duas funções, de Sacerdote, intercedendo por nossos pecados, mas também de Sumo Sacerdote, que além de interceder a fim de purificar, também age como Juiz, julgando o caso de cada ser humano, desde os nossos primeiros pais.
Se tão somente estudássemos com humildade e profundo interesse o Antigo Testamento, principalmente no que se refere ao santuário terrestre, compreenderíamos com muito mais clareza o Novo Testamento e o ministério sacerdotal de Cristo, como bem enfatizou M. L. Andreasen: “Há entre os cristãos professos os que não atribuem muita importância ou valor aos serviços do templo que foram ordenados por Deus; no entanto, verdade é que o plano evangélico da salvação, conforme revelado no Novo Testamento, se torna muito mais claro pela compreensão do Velho Testamento. Com efeito, pode-se dizer com certeza que aquele que compreende o sistema levítico do Velho Testamento, pode muito melhor compreender e apreciar o Novo Testamento. Um prefigura o outro, servindo-lhe de tipo” (O Ritual do Santuário, p. 19-20).
Conforme o apóstolo Paulo, fazemos parte do “Israel de Deus” (Gl 6:16) e esta é a nova aliança que o Senhor estabeleceu para nós: “na sua mente imprimirei as Minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (v.10). Não um povo legalista, mas que teme a Deus e que O glorifica e O adora porque O ama. E Ele continua: “E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos Me conhecerão, desde o menor deles até ao maior” (v.11). Ou seja, é um povo onde cada um busca um relacionamento íntimo com o Senhor, mediante o Seu Espírito; onde a experiência pessoal é renovada diariamente. Um povo que compreende as palavras de Cristo: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo 17:3).
E o texto do profeta Jeremias encerra com a seguinte promessa divina: “Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais Me lembrarei” (v.12). Oh, sublime promessa! Precioso “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29)! Há somente duas reações a tão reveladora verdade: recusá-la ou aceitá-la. Não há uma terceira opção. O grande conflito se afunila e nós precisamos decidir de que lado estaremos quando o Noivo chegar. “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora o dia da salvação” (1Co 6:2). Jesus não vem buscar um povo que guarda os Seus mandamentos com o fim de se salvar, mas um povo “que guarda os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12) porque “conhece ao Senhor” (v.11) e vive para adorá-Lo. Portanto, “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6:3).
Feliz sábado, povo que conhece a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Hebreus8 #RPSP
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“Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como Este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (v.26).
O encontro de Abraão com Melquisedeque sugere duas hipóteses: (1) Este sacerdote e rei representa uma cristofania (uma aparição corpórea de Cristo), ou (2) foi realmente alguém cuja genealogia era desconhecida, mas que representa um tipo de Cristo. Esta última aplicação é a mais coerente com todo o contexto bíblico, devido ao seu significado. Além de sacerdote, Melquisedeque também era rei e Abraão o considerou superior a ele mesmo. Portanto, apesar de sua origem ser desconhecida, e que o sacerdócio levítico só surgiria muito tempo depois pela descendência de Abraão, Melquisedeque prefigurou o sacerdócio de Cristo, que não foi “segundo a ordem de Arão” (v.11), e sim “segundo a ordem de Melquisedeque” (v.17). Ou seja, um sacerdócio superior e, portanto, originador de uma nova aliança.
Jesus cumpriu com fidelidade cada etapa do plano da redenção. O nosso Sumo Sacerdote e Rei humilhou-Se à estatura de um cordeiro e ofereceu o sacrifício perfeito que sacerdócio humano algum poderia oferecer. O Seu sacrifício superior e superior aliança revogou “a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade” (v.18). Em Cristo, toda a lei cerimonial foi cumprida e finalizada, não havendo mais necessidade de holocaustos ou de mediador humano. Foi esta a lei cancelada na cruz, jamais a lei dos Dez Mandamentos. Sobre isto, declara M. L. Andreasen:
“Que Satanás tem estado muito ativo contra a lei, é evidente. Se a lei de Deus é o reflexo de Seu caráter, e se esse caráter é oposto do de Satanás, este é por ela condenado. Cristo e a lei são um. Ele é a lei vivida, a lei feita carne. Por esse motivo Sua vida constitui uma condenação. Quando Satanás fez guerra a Cristo, combateu também a lei. Ao odiar a lei, aborreceu a Cristo. Cristo e a lei são inseparáveis” (O Ritual do Santuário, p. 248).
Aquele que possui “sacerdócio imutável” (v.24) também possui Sua lei imutável e deixou bem claro que o Seu ministério terrestre em nada a revogaria: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5:17-18). Assim como o céu e a terra não passaram, a lei de Deus continua vigente e deve estar escrita em nosso coração com a tinta permanente do amor. O amor a Deus e ao próximo resume a “cláusula pétrea” da Palavra de Deus. Jesus não veio ao mundo apenas para ser pendurado no madeiro, mas para nos ensinar a amar. O santuário terrestre deveria ser o melhor lugar para se entender o amor, mas o tornaram um lugar de assassínio e de roubo. Tudo ali prefigurava o amor de Deus pela humanidade, mas o Seu próprio povo e aqueles que o dirigiam transformaram a “Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:7) “em covil de salteadores” (Mt 21:13).
“Jesus Se tem tornado fiador de superior aliança” (v.22). Ele vive e está sempre intercedendo por nós. “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como Este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (v.26). Um Sumo Sacerdote que não precisa, como o era na antiga aliança, ficar oferecendo sacrifícios diários, “porque fez isto uma vez por todas, quando a Si mesmo Se ofereceu” (v.27). M. L. Andreasen faz o seguinte comparativo:
“A lei diz: ‘O salário do pecado é a morte. Não tenho outra escolha senão exigir a vida’.
O sumo sacerdote replica: ‘Eu trouxe o sangue da vítima. Aceita-o’…
A morte do pecador satisfaz a lei. A morte do Imaculado provê resgate e liberta o pecador da morte” (O Ritual do Santuário, p. 156 e 157).
Cristo “aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Ef 2:15), cumprindo “a palavra do juramento” (v.28). Através de Seu sacrifício expiatório somos purificados dos nossos pecados e recebemos a promessa da vitória final. Perseveremos, pois, em sermos “imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (Hb 6:12).
Bom dia, herdeiros das promessas eternas!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Hebreus7 #RPSP
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“Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança” (v.11).
Como vimos ontem, cada capítulo de Hebreus não encerra um assunto, mas dá continuação à mesma linha de pensamento. Ao fechar o capítulo anterior com a advertência sobre a letargia espiritual dos cristãos hebreus, o capítulo de hoje é inaugurado com uma exortação ao progresso na fé. Ao listar “os princípios elementares da doutrina de Cristo” (v.1), o autor reforça quais sejam os fundamentos da fé cristã:
- O “arrependimento de obras mortas”: A fé em Cristo produz o genuíno arrependimento, tanto dos pecados quanto da tentativa humana de exercer justiça própria;
- “Fé em Deus”: Como afirmou o próprio autor mais a frente: “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6);
- “O ensino de batismos”: O fato mais provável da palavra estar no plural é a confirmação das palavras de Jesus a Nicodemos: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade, te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3:5); referindo-se, portanto, ao batismo nas águas e ao batismo pelo Espírito Santo;
- A “imposição de mãos”: É importante que os símbolos, como a própria cerimônia batismal, sejam dirigidos por líderes devidamente investidos para isso, como o foram os próprios apóstolos;
- A “ressurreição dos mortos”: Sobre esta doutrina, Paulo escreveu: “E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé” (1Co 15:13-14). A ressurreição de Jesus é a nossa garantia de que nem a morte pode nos separar do amor de Deus (Rm 8:38);
- O “juízo eterno”: Em toda a Bíblia podemos encontrar provas mais do que suficientes de que Deus há de operar o Seu juízo definitivo. “Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o Seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos” (v.10).
O autor não disse que estes princípios fundamentais deveriam ser esquecidos, mas que já deveriam estar bem alicerçados na vida dos cristãos, a ponto de não mais serem motivos de discussões ou debates. Ora, um construtor sempre inicia a obra pelo fundamento como sendo a parte mais importante, mas é sobre este fundamento que ele começa a erigir, aos poucos, o restante da estrutura. Como casa de Cristo, precisamos estar bem alicerçados nos princípios de Sua doutrina, a fim de que, dia após dia, sejamos edificados pelo Espírito Santo e nos tornemos edifício de Deus. A queda espiritual a que o autor se refere não se trata da negação do perdão divino, mas da ausência de perseverança na vida de muitos que um dia provaram do amor de Deus e do poder transformador de Sua Palavra, mas que não permaneceram sendo iluminados pelo Espírito Santo, deixando de ouvir a Sua voz.
O contato diário com “a boa palavra de Deus” (v.5) nos santifica na verdade (Jo 17:17) e nos livra de permanecer no pecado (Sl 119:9). Ainda que tenha utilizado de duros argumentos, o objetivo do autor permanece sendo o objetivo do Espírito Santo para todo filho de Deus: que “continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança” (v.11). Para que não nos tornemos “indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé, e pela longanimidade, herdam as promessas” (v.12). Novamente, a fé e a paciência de Abraão são lembradas pelo autor a fim de destacar a imutabilidade do propósito divino e o fiel cumprimento de Suas promessas. Se cremos que servimos a um Deus que não mente (v.18), podemos estar seguros na “esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu” (v.19).
Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, “entrou por nós” (v.20) no Santo dos Santos para que possamos ter acesso ao Pai. Por meio dEle, e não mais por agentes humanos ou sacrifícios de animais, podemos nos dirigir diretamente a Deus em busca de perdão. Que esta maravilhosa esperança nos motive e impulsione a perseverar até o fim. “Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada” (Hb 10:35).
Bom dia, ancorados em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Hebreus6 #RPSP
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