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“…porque é santo… porque Ele é santo… porque santo é o Senhor, nosso Deus” (v. 3, 5 e 9).
Por três vezes, o salmista exaltou a santidade de Deus. Por três vezes, reforçou o atributo divino que tem como significado a essência de Deus como Aquele que não tem parte com o mal, que é totalmente separado do pecado. E quando avançamos nas páginas sagradas até o último livro da Bíblia, encontramos a mesma ênfase com respeito à santidade do Senhor, mas não mais proferida da boca de um pecador, mas de seres celestiais e sem pecado, que continuamente proclamam: ”Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (Ap.4:8).
Moisés, Arão e Samuel são citados como aqueles que invocavam o nome do Senhor, “clamavam ao Senhor, e Ele os ouvia” (v.6). Você já sentiu que a sua oração não passou do teto? Que parece que Deus não lhe ouve? Qual era pois o segredo daqueles homens? O que eles faziam para que Deus os ouvisse? O verso 7 nos diz o seguinte: “… eles guardavam os Seus mandamentos e a lei que lhes tinha dado”. Aqueles três líderes de Israel compreenderam o verdadeiro sentido de proclamar a santidade do Senhor: Viver a Palavra com fé e perseverança. Como está escrito: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tg.2:12).
Moisés, Arão e Samuel foram homens sujeitos aos mesmos sentimentos que você e eu. A diferença estava em uma atitude de constante submissão a Deus (v.5) e, consequentemente, à obediência à Sua santa Palavra. Ser santo não é deixar de ser pecador, mas se esforçar por estar sempre na presença de Deus apesar de nossa condição pecaminosa, reconhecendo a nossa total dependência da salvação em Cristo, que nos comprou por alto preço.
Se o Senhor é santo, se a mesma Bíblia nos diz que a Sua lei também é santa (Rm.7:12), e que devemos ser santos como Ele é santo (1Pe.1:16), podemos concluir que a santificação nos aproxima de Deus e faz com que as nossas orações cheguem ao Seu trono como aroma suave (Ap.8:4).
Somos completamente indignos de estar diante de um Deus que é totalmente santo. A nossa natureza é infeliz, miserável, pobre, cega e nua (Ap.3:17). Ainda assim, Ele nos convida a sermos “santos e irrepreensíveis” (Ef.1:4). E a perseverança está em sermos obedientes à Sua Palavra: “Aqui está, a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Isso não é legalismo. Isso é amor: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Ser santo não é ser obediente para ser salvo. Ser santo é reconhecer a santidade de Deus e obedecer-Lhe porque já foi salvo! A este, Ele ouve (v.6), responde e perdoa (v.8)! Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Deus santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo99 #RPSP
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“O Senhor fez notória a Sua salvação; manifestou a Sua justiça perante os olhos das nações” (v.2).
Você provavelmente já presenciou algum julgamento, ou já ouviu falar em muitos. Os casos mais famosos e de maior alcance geralmente dizem respeito a crimes contra a vida, ou, no cenário político, crimes de corrupção. Mas o que fica evidente em todo julgamento é que a parte prejudicada sempre espera que a justiça seja feita e que seus direitos sejam garantidos.
O Salmo de hoje nos exorta a louvar a Deus, pois “fez notória a Sua salvação; manifestou a Sua justiça perante os olhos das nações” (v.2). Deus jamais agiu e nem agirá injustamente, pois Ele é a própria justiça. Quando o povo de Israel rejeitava os Seus preceitos e estatutos, Ele os deixava sofrer as consequências de seus próprios atos. Se tão-somente se arrependessem e seguissem as instruções do Senhor, Ele prontamente lhes era misericordioso e lhes fazia justiça perante as nações inimigas.
“[Todos] os confins da terra” são convidados a celebrar “com júbilo ao Senhor” (v.4). O salmista conclama todos os povos a louvar a Deus por Sua justiça. A mensagem da salvação foi dada para ser pregada “a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo…” (Ap.14:6 e 7). Todo aquele que tem a Cristo como seu Advogado (1Jo.2:1), não sentirá medo do Seu juízo. Porque Seu juízo virá para dar fim ao pecado e confirmar a nossa fé no “Senhor, Justiça Nossa” (Jr.23:6).
Quando Cristo retornar, Deus fará “notória a Sua salvação” e manifestará “a Sua justiça perante os olhos das nações” (v.2). Todos serão testemunhas oculares (Ap.1:7) da vitória daqueles que amaram a Deus acima de tudo, que confiaram na força de “Seu braço santo” (v.1). Com profunda contrição e reverência, sentir-se-ão indignos de estar “na presença do Senhor” (v.9), mas o Senhor mesmo os absolverá, exclamando: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt.25:23).
Guardem isso no coração, amados:
Todos os dias devemos cantar “ao Senhor um cântico novo” (v.1) e nEle buscar a purificação de nossos pecados. “Porque Ele vem julgar a terra” (v.9), e virá com justiça e equidade. Ninguém encontrará uma só razão para questionar o Seu justo julgamento e todos terão de reconhecer que “justos são os Seus juízos” (Ap.19:2). Prepara-te, pois “o Senhor, que é Rei” (v.6) vem vindo! Vigiemos e oremos!
Bom dia, justificados por Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo98 #RPSP
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“A luz difunde para o justo, e a alegria, para os retos de coração” (v.11).
Fidedigna profecia foi dada a Daniel. Mediante sonhos, visões e símbolos, o futuro lhe foi revelado sob a precisa perspectiva do Senhor do tempo. Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma ascenderam ao trono da Terra em seus períodos de triunfo e viram seus impérios caírem pela força das palavras de um Deus que não Se engana. E, apontando para o futuro que descerra o fiel cumprimento das profecias, Daniel pôde ver o desfecho de todas as coisas, mediante a glória de “um reino que não será jamais destruído… mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn.2:44).
Em tom de juízo, o salmista aponta para a manifestação da justiça de Deus sobre a Terra. Sua linguagem revela o prévio conhecimento sobre os últimos acontecimentos; precisamente aqueles que serão vistos pela última geração deste mundo. Quando aos anjos caídos for permitido agir com cólera jamais vista, decidido o destino eterno de cada pessoa, haverá “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). Os justos, em prisões ou em seus refúgios nas florestas e montanhas, serão o alvo da obstinação dos ímpios; mas seus corações, apesar de atribulados pelas circunstâncias, perseveram na certeza de sua breve redenção.
No momento mais escuro da Terra, “à meia-noite” (Mt.25:6), quando os ímpios, embriagados por uma falsa sensação de alegria e êxito, tiverem quase por alcançar seu demoníaco objetivo, suas vozes de triunfo se transformarão em gritos de desespero e lamento. “Nuvens e escuridão” (v.2) encobrirão a Terra impossibilitando-os de enxergar o paradeiro dos justos. “Derretem-se como cera os montes, na presença do Senhor” (v.5). Então, os “Seus relâmpagos alumiam o mundo; a Terra os vê e estremece” (v.4). E dentre a escuridão e tremor, os ímpios contemplam, entre os lampejos, anjos poderosos a rodear os santos do Altíssimo.
Oh, quão gloriosa é a vinda do Senhor! “Os céus anunciam a Sua justiça, e todos os povos veem a Sua glória” (v.6). Ellen White assim descreve esta profecia: “Aparece então de encontro ao céu uma mão segurando duas tábuas de pedra dobradas uma sobre a outra. Diz o profeta: ‘Os céus anunciarão a Sua justiça…’. Aquela santa Lei, a justiça de Deus, que por entre trovões e chamas foi do Sinai proclamada como guia da vida, revela-se agora aos homens como a regra do juízo. A mão abre as tábuas, e veem-se os preceitos do decálogo, como que traçados com pena de fogo. As palavras são tão claras que todos as podem ler. … É impossível descrever o horror e desespero dos que pisaram os santos mandamentos de Deus. … Os inimigos da Lei de Deus, desde o ministro até ao menor dentre eles, têm nova concepção da verdade e do dever. Demasiado tarde veem que o sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo” (O Grande Conflito, 639 e 640).
“Vós que amais o Senhor, detestai o mal” (v.10). É “hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). É hora de crer, pregar e viver como nunca antes a mensagem que nos foi confiada como a última a ser proclamada a este mundo em contagem regressiva: as três mensagens angélicas (Ap.14:6-12). Está chegando o dia em que “todos os que servem a imagens de escultura, os que se gloriam de ídolos” (v.7), serão confundidos e destruídos. Às vésperas do cumprimento da profecia de Amós, em que os homens “correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12), seremos tidos por indesculpáveis se não usarmos diligentemente os talentos que nos foram outorgados pelo Senhor, agora, enquanto há graça.
Como a mensagem dada ao profeta Habacuque, seja a nossa vida a carta de Cristo, de modo “que a possa ler até quem passa correndo” (Hc.2:2). Clamemos pelo precioso dom do Espírito Santo em nossa vida! “Alegrai-vos no Senhor, ó justos, e dai louvores ao Seu santo nome” (v.12). E, dentro em breve, ouviremos a voz do Senhor e nos alegraremos na manifestação de Sua justiça. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, vós que amais o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo97 #RPSP
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“Anunciai entre as nações a Sua glória, entre todos os povos, as Suas maravilhas” (v.3).
Muitos foram os sinais apresentados por Jesus que apontam para a brevidade de Sua segunda vinda. Terremotos, guerras e ruídos de guerras, fome, epidemias, falsos cristos e falsos profetas, aumento da iniquidade, esfriamento do amor, tudo isso acontecendo com maior intensidade nos revela a fidelidade das palavras de nosso Salvador. Mas o sinal culminante, que revelará ao mundo a Sua gloriosa aparição é justamente o cerne do Salmo de hoje: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Os acontecimentos finais devem nos motivar a anunciar o evangelho eterno; a não somente aguardar, mas a apressar “a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). “Anunciai entre as nações a Sua glória” (v.3). “Dizei entre as nações: Reina o Senhor” (v.10). O Senhor poderia ter conferido este privilégio aos santos anjos, que prontamente abraçariam este serviço mediante incansável labor. Mas a sagrada obra evangelística foi conferida a nós, débeis como somos, a fim de nos ligar com elo inseparável ao amor de Deus e de uns para com os outros, preparando-nos para a pura e santa atmosfera do Céu.
Convertidos pela eficácia da obra de Cristo e compreendendo a extensão da missão que lhes foi confiada, os discípulos e demais irmãos piedosos reuniram-se em um constante e fervoroso período de oração. Resolvidas as suas diferenças e destituídos de qualquer vaidade ou ambição, um só era o pensamento e intenção. Suas vozes e seus corações estavam em uníssono a clamar pelo poder do alto, a reclamar a promessa do Consolador. Com que intensidade e unidade deveríamos nós pedir pelo Espírito Santo!
Existem bem mais do que “três mil pessoas” (At.2:41) ou “cinco mil” pessoas (At.4:4), esperando para ouvir a Palavra do Senhor. É tempo de evocar a fiel promessa: “concede aos Teus servos que anunciem com toda a intrepidez a Tua Palavra” (At.4:29). Deus deseja responder a esta oração da mesma forma com que respondeu no passado: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus” (At.4:31).
Seja a nossa alegria viver a vontade de Deus na Terra, ainda que debaixo de aflições e provações. Este é o agradável louvor e tributo, o “cântico novo” (v.1) que “dia após dia” (v.2) o Céu se regozija em receber; este é o poderoso testemunho que fará tremer o mundo com a mensagem de salvação. Então, “[quando] os portais daquela linda cidade lá do alto se revolverem nos seus luzentes gonzos, e nela entrarem as hostes que observaram a verdade, coroas de glória ser-lhes-ão colocadas sobre a cabeça, e eles atribuirão a Deus honra, glória e majestade. E naquela ocasião alguns se aproximarão de vós, dizendo: ‘Não fossem as palavras que me proferistes bondosamente, não fossem vossas lágrimas, súplicas e diligentes esforços, e eu nunca teria visto o Rei na Sua formosura’“ (Eventos Finais, p.255).
Oh, que maravilhosa recompensa nos aguarda! A que revelará a alegria indescritível de ver pessoas que, pela graça de Deus e por nosso intermédio desfrutarão da eternidade. Clamemos pelo derradeiro penhor do Espírito Santo! Que encharcados pela chuva serôdia, proclamemos ao mundo com poder: “vem, vem [o Senhor] julgar a Terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a Sua fidelidade” (v.13). “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo96 #RPSP
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“Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou” (v.6).
À luz da verdade presente, o Salmo de hoje aponta para o convite da primeira mensagem angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Três ações vitais estão contidas nesta mensagem: temer a Deus, dar-Lhe glória e adorá-Lo. Em poucas palavras, o Senhor nos diz o que espera do Seu povo nos últimos dias. A expressão “é chegada a hora do Seu juízo” denota o início do juízo investigativo, em 1844, conforme a profecia das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn.8:14).
Após o grande desapontamento em 22 de outubro de 1844, quando Cristo não voltou, um grupo de cristãos devotos e sinceros buscou em Deus a resposta e o conforto diante de severa decepção. Ao receber a revelação acerca da doutrina do santuário celeste e do início da mediação de Cristo no lugar Santíssimo (juízo investigativo), compreenderam que não era o fim, mas o começo do fim, como profetizado a João: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11), o que corrobora com o objetivo da primeira mensagem angélica: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6).
Diante dos desafios do deserto, durante os quarenta anos de sua peregrinação, Israel recebeu do Senhor a mensagem que iria preparar a geração que cruzaria as fronteiras de Canaã: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt.6:5-9). Não dá para explicar os ricos detalhes desta mensagem, mas, basicamente, a obra de salvação primeiro é pessoal, depois precisa refletir na família, e só então, será o mais eficaz e poderoso testemunho para o mundo.
O temor a Deus equivale ao aspecto mental (Leia Pv.1:7; Rm.12:1). Glorificá-Lo equivale ao aspecto físico (Leia 1Co.6:19-20; 1Co.10:31). Adorá-Lo aponta para o aspecto espiritual, que na verdade engloba os demais aspectos no firme “Rochedo da nossa salvação” (v.1), ao Senhor “que nos criou” (v.6), “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”, o “Senhor do sábado” (Mt.12:8; Leia Êx.20:11). Portanto, “[hoje], se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o coração” (v.7-8). Que sejamos a geração que alegra o coração de Deus! “Saiamos ao Seu encontro, com ações de graças, vitoriemo-Lo com salmos” (v.2). “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou” (v.6). Aproveitemos o tempo de graça que ainda nos está disponível e, dentro em breve, entraremos no descanso do Senhor. Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo95 #RPSP
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“Bem-aventurado o homem, Senhor, a quem Tu repreendes, a quem ensinas a Tua lei” (v.12).
No capítulo vinte e quatro do evangelho segundo Mateus, Jesus apontou para dois momentos sobremodo difíceis para o povo de Deus: a destruição de Jerusalém e os dias que antecedem o Seu segundo advento. O primeiro, no ano 70 d.C., deixou uma marca profunda na história da igreja primitiva, mas não foi o fim para os que, atentos aos sinais dados por Cristo, reconheceram o momento de fugir “para os montes” (Mt.24:16). O segundo, pelo qual aguardamos, já começou a revelar os primeiros raios da esperança de seu breve cumprimento.
Como predito nas profecias de Daniel, o povo do Senhor também enfrentou um período de perseguição e martírio na Idade que foi marcada pela escuridão de leis arbitrárias. Mas as feridas e o sangue derramado se tornaram em sementes que deram muito fruto, reformando a mente e o coração de homens e mulheres que não temiam a morte por amor Àquele que não lhes negou a vida. Foram 1260 anos esmagando o povo de Deus e oprimindo a Sua herança (v.5), “tendo uma lei por pretexto” (v.20), como está escrito: “magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei” (Dn.7:25).
“Se não fora o auxílio do Senhor” (v.17), não restaria um fiel adorador daquela leal geração de Deus. Com o mesmo empenho, mas superior ira, o inimigo das almas tem urdido sua trama a fim de trazer terror ao remanescente do tempo do fim. Contudo, “o Senhor não há de rejeitar o Seu povo, nem desamparar a Sua herança. Mas o juízo se converterá em justiça, e segui-la-ão todos os de coração reto” (v.14-15). Estamos perto, estamos muito perto da consumação de nossa bendita esperança! Mas os momentos que o antecedem serão marcados por “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10).
Entendem, amados, que estamos vivendo dias solenemente considerados pelo Céu? Que o Senhor tem nos repreendido e ensinado para que tenhamos “descanso dos dias maus” (v.13)? Muitos estão preocupados com o estoque de comida física, enquanto negligenciam a comida espiritual. A inspiração nos revela que a nossa segura provisão deve ser a inteira confiança em Deus, “e Ele nos sustentará. Vi que nosso pão e nossa água serão certos nesse tempo… pois Deus é capaz de estender para nós uma mesa no deserto” (Eventos Finais, p.228).
O cenário está pronto para que, “tendo uma lei por pretexto” (v.20), os inimigos dos verdadeiros servos de Deus os persigam sem que haja mais expiação. Encerrada a obra de Cristo no lugar Santíssimo (Ap.16:17) e soltos “os quatro ventos da Terra” (Ap.7:1), haverá uma manifestação do mal com todos os seus efeitos. Mas, como vimos a poucos dias, a promessa do Senhor ao Seu povo selado é certa: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido… Ele me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei” (Sl.91:7 e 15). Ajuntar-se-ão “contra a vida do justo” e condenarão “o sangue inocente” (v.21), mas o nosso Deus “aos Seus anjos dará ordens” a nosso respeito, para que nos guardem em todos os nossos caminhos (Sl.91:11). “Nos muitos cuidados que dentro” de nós “se multiplicam”, que as consolações do Senhor nos alegrem “a alma” (v.19), na certeza de que a nossa redenção se aproxima. Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiel povo do advento!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo94 #RPSP
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“Fidelíssimos são os Teus testemunhos; à Tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre” (v.5).
Firmado o mundo em seu lugar no Universo, o Criador deixou na Terra a assinatura inconfundível de Sua existência, majestade e poder. Mesmo após a entrada do pecado, Seus atributos divinos podem ser “percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20), o que faz da natureza um dos livros do Céu, da ciência da verdadeira educação. Contemplar as obras de Deus deve compor a nossa comunhão diária como parte integrante dela. Foi assim que Jesus passou os Seus dias na Terra, deixando-nos perfeito exemplo.
O céu com sua singular pintura matinal ou com as variadas cores do pôr do sol, a vegetação com seus tons de verde calmantes, as flores com suas formas, cores, tamanhos e perfumes diversos, os animais, desde a minúscula formiga, até o maior dos mamíferos, cada detalhe da criação revela preciosas lições que o nosso Senhor e Salvador não ignorou. Aquele que “estava no princípio com Deus” (Jo.1:2), extraía das singelas flores do campo ou da menor das sementes o mais elevado conhecimento. E foi ao som do “bramido das águas” e por sobre “os poderosos vagalhões do mar” (v.4) que Seus pés andaram apontando para a fiel promessa de que Ele está conosco nas tempestades da vida e tem o controle de todas as coisas.
As crianças possuem uma aguçada predileção pela simplicidade e pela natureza. Talvez seja por isso que o adulto não tenha a mesma empolgação e atenção de uma criança quando vê uma borboleta, por exemplo. Com o tempo, acabamos perdendo essa percepção que foi tão explorada e valorizada no ministério de Cristo. Então, passamos a ter uma noção equivocada do reino dos Céus como um lugar de formalidades, quando o próprio Jesus o comparou a um alegre jardim de infância: “Deixai vir a Mim os pequeninos, porque dos tais é o reino de Deus” (Lc.18:16).
Precisamos receber as boas-novas do reino de Deus com a alegria e simplicidade de uma criança, ou jamais entraremos nele. Foi justamente esta mensagem que impactou o culto e obediente jovem rico. Mas sua impecável vida piedosa não era suficiente. Ele precisava negar o seu próprio eu a fim de desfrutar da alegria de seguir a Jesus. Foi-lhe dito: “Uma coisa ainda te falta” (Lc.18:22). O que falta ainda em nossa vida para que possamos, de fato, seguir as pegadas de Cristo? Não confundam ser criança com ser imaturo. Não foi isso que Jesus quis dizer. Além de simples e humilde, a criança também é dependente, e é essa dependência que nos leva para mais perto de Deus e de Sua vontade.
O nosso Criador também é o nosso Pai que deseja nos levar de volta para casa. Se confessarmos diariamente: “Reina o Senhor” (v.1) em minha vida, então desfrutaremos de Suas fidelíssimas promessas como uma criança desfruta das dádivas paternas. A nossa alegria estará em sermos, pela graça de Deus, santos como Ele é santo (1Pe.1:15-16) e em aguardar e apressar a vinda do nosso Rei e Senhor (2Pe.3:12). Que Ele nos encontre como Suas crianças que não veem a hora de receber o presente eterno. Vigiemos e oremos!
Bom dia, crianças do reino de Deus!
Desafio da semana: Todos os dias, faça parte de sua comunhão pessoal meditar em alguma obra de Deus na natureza. Você perceberá o quanto o Senhor tem para lhe ensinar.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo93 #RPSP
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“Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao Teu nome, ó Altíssimo” (v.1).
Agradecer nem sempre é uma prática tão comum quanto pedir. Na verdade, pedimos muito e agradecemos pouco. E, geralmente, pedimos o que queremos e não o que precisamos. Os nossos desejos são alimentados para saciar a nossa própria vontade e a nossa ansiedade por conquistas pessoais. Não é errado ter sonhos e ir em busca deles. O erro está em colocá-los acima dos sonhos de Deus para a nossa vida.
No verso quatro, o salmista fez uma declaração a respeito disso: “Pois me alegraste, Senhor, com os Teus feitos, exultarei nas obras das Tuas mãos”. Percebem, amados? A verdadeira gratidão brota de um coração que compreende que a vontade de Deus é sempre a melhor. Já “o inepto não compreende e o estulto não percebe isto” (v.6). Ou seja, aquele que procura somente os seus próprios interesses, que não busca andar no centro da vontade divina, jamais irá compreender as obras grandiosas de Deus, e, consequentemente, nunca compreenderá o valor e a alegria que emanam da gratidão por viver os propósitos divinos.
Sendo um Salmo sabático, ele também revela o cuidado paterno de Deus em estabelecer um tempo especial de gratidão e de louvor para que Seus filhos O reconheçam, a cada manhã e a cada noite (v.2), como o Criador de todas as coisas. O sábado foi feito para nos deleitarmos na presença do Altíssimo e nEle encontrarmos o descanso que nos proporciona a plena união com Ele e uns com os outros. O sábado é uma bênção que gera bênçãos, e uma escola de gratidão semanal, como disse o Senhor através do Seu profeta:
“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da Terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse” (Is.58:13-14).
A gratidão nos faz exercitar, além de outras coisas, a confiança em um Deus que é reto e justo (v.15), a ponto de encontrarmos alegria e satisfação mesmo em meio à perseguição (v.11). Viver “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2), ainda que seja um desafio diante de nossa natureza carnal egoísta, sempre será a melhor decisão a ser tomada. Não troque o florescimento eterno (v.12) pelo que é terreno e passageiro. Este pode até aparentar ser um lindo jardim, mas o seu final será a destruição eterna (v.7). Apeguem-se ao Senhor e na sabedoria da Sua vontade, e serás bem-sucedidos em florescer “nos átrios do nosso Deus” (v.13). Bendito seja o Senhor, cuja vontade é a nossa salvação! “Ele é a minha rocha, e nEle não há injustiça” (v.15). Vigiemos e oremos!
Bom dia, justos que florescem e crescem para a glória de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo92 #RPSP
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“Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido” (v.7).
Não há melhor alívio para quem está andando sob o sol do que encontrar uma sombra. No calor da adversidade, o cristão pode encontrar descanso “à sombra do Onipotente” (v.1). Com praticamente uma promessa em cada versículo, o Salmo 91 é um dos textos bíblicos mais conhecidos no meio cristão. A segurança prometida para os que fazem de Deus o Seu refúgio (v.9) é completa e é segura. E, convenhamos, se tem uma coisa da qual necessitamos neste mundo é de segurança.
Ao estudar as profecias, a Bíblia nos revela que haverá um tempo de angústia “qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o Teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro” (Dn.12:1). Isto é, as palavras e promessas deste Salmo são também palavras proféticas, promessas que se cumprirão com precisão na vida do remanescente de Deus, que guardou a verdade do Senhor como “pavês e escudo” (v.4; Leia Ap.14:12). Sobre este momento, Ellen White escreveu: “Aqueles que haviam zombado da ideia de os santos ascenderem para os Céus, serão testemunhas do cuidado de Deus para com o Seu povo, e contemplarão seu glorioso livramento” (Eventos Finais, p.227).
Para todo aquele que se apegar a Deus com amor, buscando conhecê-Lo cada dia mais (v.14), somente com os olhos verá o castigo dos ímpios (v.8). Nada os abalará, pois o Senhor dará ordens aos Seus anjos para que os guardem por onde quer que andarem (v.11). Ellen White também escreveu: “No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais” (Eventos Finais, p.228). Não há o que temer, se Deus é o nosso refúgio e baluarte (v.2). Este Salmo, porém, não exime o cristão de passar por momentos difíceis. Ainda vivemos em um mundo manchado pelo pecado. Mas ele terá seu fiel cumprimento na vida dos últimos santos antes do segundo advento de Cristo.
Em minha jornada cristã tenho aprendido grandes e preciosas lições com o Espírito Santo, e como tem sido para mim um terrível incômodo quando deixo de ouvir a Sua voz para dar vazão aos meus vis sentimentos! Eu louvo a Deus por não desistir de mim e me mostrar por onde devo caminhar. Quanto mais me aproximo de Cristo, mais percebo a minha miserabilidade e necessidade dEle. Porém, ao mesmo tempo, sinto uma alegria arrebatadora e uma confiança inabalável de que Ele tem me sustentado nas Suas mãos para que eu não tropece “nalguma pedra” (v.12).
Creio, amados, que já estamos vivendo uma espécie de período pré-angústia. E aqui não me refiro apenas aos resultados dos sinais oculares, que já se mostram cada vez mais intensivos e constantes, mas à batalha espiritual que tem sido travada em nossos corações. Oh, meus irmãos, se o Senhor for o nosso refúgio e fizermos do Altíssimo a nossa morada diária, na angústia Deus estará conosco, no tempo da opressão nos livrará, e no grande Dia de Cristo nos glorificará e nos mostrará a Sua salvação (v.16)! Precisamos experimentar a sagrada e diária intimidade com o Senhor. Não dependa de textos como este para ouvir a voz de Deus. Vá à Bíblia primeiro, com oração e sincero desejo de aprender, e você descobrirá, a cada dia, os tesouros da comunhão pessoal. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, os que conhecem a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo91 #RPSP
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“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (v.12).
A origem da vida e seu significado sempre foi o principal objeto de estudo da humanidade. Da infância às cãs, o coração do homem necessita de respostas que satisfaçam suas necessidades existenciais. “De onde eu vim?” “Para onde eu vou?” “Qual é o sentido da vida?”; são exemplos de questionamentos que fazem parte da necessidade humana de conhecer a essência de sua existência. Com base nisso, há muitas teorias (também humanas) que tentam dirimir essas questões, mas cujas ideias têm se provado mais inquietantes e desprovidas de real eficácia.
Mas quando vamos à Bíblia, e descobrimos o sentido da vida, criada e planejada para propósitos grandiosos e eternos, percebemos que somente em Seu Originador somos preenchidos e satisfeitos, posto que Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). Aquele que é “de eternidade a eternidade” (v.2), nos criou para o relacionamento com Ele. Viemos dEle, somos dEle e precisamos voltar para Ele. Essa é a única verdade que concede a paz e a satisfação tão desejadas, mas, ao mesmo tempo, tão ignoradas.
Sendo o único Salmo atribuído a Moisés, suas palavras revelam a experiência de quem descobriu a fonte da saciedade. O tempo de vida, resumido “a setenta anos ou, havendo vigor, a oitenta” (v.10), é “como um breve pensamento” (v.9). Os anos passam rapidamente, e, a não ser que os vivamos na escola de Cristo, “nós voamos” (v.10) e perdemos a áurea oportunidade de desfrutar das alegrias diárias de Seus preciosos ensinamentos. Como Moisés, precisamos suportar “a adversidade” (v.15) sabendo que um novo dia vai raiar trazendo consigo a benignidade dAquele que deseja derramar sobre nós a Sua graça (v.17).
Nada está escondido aos olhos de Deus. Até mesmo “os nossos pecados ocultos” (v.8) estão descobertos. Semelhante aos quarenta anos de peregrinação de Israel no deserto, estamos vivendo em tempos emprestados. Aquela geração viu as obras de Deus, mas foram seus filhos que viram a Sua glória. E tão perto como estamos de cruzar as fronteiras de Canaã, viver cada dia na presença de Deus é tudo o que precisamos para obter coração sábio e completamente satisfeito quanto ao propósito de nossa existência, mediante a paz “que excede todo o entendimento” (Fp.4:7).
É tempo de confissão e de arrependimento. Hoje é o tempo que nos é concedido para que nos alegremos na luz da bendita esperança que ilumina a nossa alma: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). Oxalá sejamos a geração que verá a glória do Senhor (v.16)! “Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos” (v.17), “porque todas as nossas obras Tu as fazes por nós” (Is.26:12). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, corações sábios!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo90 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100