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“Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó Senhor, na luz da Tua presença” (v.15).
A aliança proclamada desde o Éden (Gn.3:15), era aguardada com ardente expectativa pelos sinceros pesquisadores das palavras do Senhor. Desde então, à cada geração era dada a advertência quanto a chegada do Messias e Sua obra de salvação. De Abraão foi levantado um povo peculiar com a missão de revelar a bendita esperança do Libertador prometido. E em Davi, confirmada a promessa de um reino que duraria “para sempre” (v.28 e 29).
O Criador do universo (v.11-12), “com a [Sua] fidelidade ao redor de [Si]” (v.8), está em Seu trono, “e, ao redor do trono, há um arco-íris” (Ap.4:3), símbolo da aliança feita ao mundo através de Noé (Gn.9:13). Cabalmente, o Senhor tem cumprido cada uma de Suas promessas. E, no tempo determinado, e revelado ao profeta Daniel, Aquele que é “tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles” (v.4), revelou ao mundo o mistério da piedade. José e Maria, a profetisa Ana, o ancião Simeão, Isabel, os pastores no campo e os magos do Oriente foram os únicos que conheceram “os vivas de júbilo” (v.15) do cumprimento da profecia.
Como nosso sacerdote, Jesus iniciou o Seu ministério terrestre exatamente na idade da admissão sacerdotal, trinta anos. E sob o olhar atento de todo simples entendedor das Escrituras, e até mesmo pelos mais desconsiderados da Terra, era reconhecido e aclamado como “Filho de Davi” (Mt.15:22), o santo Descendente. Todos os que O viram e ouviram foram impactados pela força do poder do alto. O “Santo de Israel, o nosso rei” (v.18) manifestou o Seu “poder de socorrer” (v.19) os necessitados e aflitos da Terra. E ainda que desprezado por muitos, não violou a Sua aliança, nem modificou o que os Seus lábios proferiram (v.34).
Aquele que dividiu os tempos em antes e depois de Cristo, “a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da Terra”, Aquele “que nos ama, e, pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados” (Ap.1:5), eis que “Ele vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (Ap.1:7). E o clamor erguido pela geração composta do mais erudito e do mais simples investigador das Escrituras é elevada aos Céus como o aroma agradável de um povo que aguarda a Jesus com ardente expectativa: “Até quando, Senhor?” (v.46).
Não sabemos o dia nem a hora do retorno do Senhor à Terra, mas “como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (Mt.24:37). Assim como houve uma mensagem de advertência, um tempo de misericórdia e sinais que apontavam para o evento do dilúvio, assim também os sinais do tempo do fim se avolumam apontando para o fiel cumprimento da derradeira promessa. Jesus prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). Há mais de duas mil e quinhentas referências na Bíblia acerca do retorno do Senhor. Portanto, “prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12). Bendito seja o SENHOR para sempre! Amém e amém! (v.52). Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo bem-aventurado!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo89 #RPSP
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“Mas eu, Senhor, clamo a Ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de Ti a minha oração” (v.13).
A maioria das pessoas têm a ideia de que os Salmos são poesias que transmitem tão somente palavras de conforto e de paz. Há verdade nisso se com ela não excluímos o fato de que eles também possuem teor profético e de que não exime a liberdade dada por Deus de permitir que a individualidade do escritor apareça nas Escrituras. No livro de Jó, por exemplo, encontramos discursos que exprimem os sentimentos e emoções de Jó pela força de sua experiência. O apóstolo Paulo, como doutor da Lei, não foi impedido de escrever “certas coisas difíceis de entender” (2Pe.3:16). Isso também não exclui e nem contradiz a verdade de que: “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16).
No Salmo de hoje, o salmista expressou exatamente o que estava sentindo conforme a situação em que estava vivendo. Em uma lamentação sem a indicação de um final feliz, suas palavras se resumem em uma profunda tristeza que culminaria em morte, caso não houvesse uma intervenção divina. Ele declarou: “a minha vida já se abeira da morte” (v.3). Mas apesar de todo o seu sofrimento, ele não perdeu a fé de que há um Deus no Céu que ouve as orações dos aflitos: “Mas eu, Senhor, clamo a Ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de Ti a minha oração” (v.13).
Talvez você esteja passando por um momento semelhante ao do salmista. Talvez você só tenha palavras de lamentação para oferecer a Deus. Contudo, assim como Hemã teve a sua lamentação escrita em registro sagrado, o Senhor não rejeita as suas palavras de sofrimento se elas provêm de um coração humilde e contrito. O que o salmista sentiu e o que você pode estar sentindo agora, Jesus também já sentiu e expressou o Seu sofrimento em palavras: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt.27:46).
Não confunda lamentação com murmuração. O murmurador não vai ao Senhor em busca de socorro, mas com espírito acusatório e desafiador. Entretanto, o fato de Deus ouvir as nossas lamentações não atesta uma vida constantemente atribulada. Jesus teve muitos motivos para andar entre os homens como Homem atribulado, mas, como o salmista, nas madrugadas depunha Suas aflições diante do Pai e retornava às multidões com espírito alegre e suave. Às vésperas de enfrentarmos um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), o hoje é o tempo que nos é dado como oportunidade de estreitarmos o nosso relacionamento com Deus. Apegue-se ao Senhor! Ele está voltando! Vigiemos e oremos!
Bom dia, apegados a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo88 #RPSP
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“Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus!” (v.3)
Fundada e estabelecida sobre o firme alicerce de propósitos divinos e eternos, Jerusalém era conhecida como a “cidade de Deus”. Seu esplendor, contudo, não estava em suas edificações, mas no teor da mensagem que de lá deveria ecoar. Estabelecida pelo Altíssimo como lugar de Sua morada, Jerusalém era um convite aberto e contínuo a todas as nações. E “mais do que as habitações todas de Jacó” (v.2), suas portas eram símbolos da aliança do Senhor com a humanidade e deveriam estar sempre abertas para acolher a todos os sinceros indagadores da verdade.
A menção às nações pagãs revela o desejo de Deus em abençoar a todos, independente de sua origem. Na verdade, ao atribuir o conhecimento e o nascimento destas nações “com respeito a Sião” (v.5), podemos ler nas entrelinhas o alvo da pregação do evangelho: “um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:7). As portas de Jerusalém deveriam ser vistas como as entradas para pecadores arrependidos e saídas para missionários convertidos. Este é o sentido da declaração feita por Cristo: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim, será salvo; entrará e sairá, e achará pastagem” (Jo.10:9).
Nesta crise sem precedentes em que muitos clamam diante das fronteiras de países que se recusam a acolhê-los, Jesus insiste diante da entrada de cada coração ainda fechado: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). E todo aquele que aceita este convite de graça, rejeitando as coisas deste mundo e aguardando com fé a sua entrada na Nova Jerusalém, “o Senhor, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu lá” (v.6). Pois “todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4).
Aguardemos com fé a nossa eterna redenção! O Senhor tem uma cidade gloriosa preparada para os que O amam, onde “o Cordeiro é a sua lâmpada. As nações andarão mediante a sua luz… As suas portas nunca jamais se fecharão de dia, porque nela, não haverá noite. E lhe trarão a glória e a honra das nações” (Ap.21:23-26). Quer você ter entrada na cidade celestial? Então vá a Jesus, entre pela Porta, a cada dia, com a fé e a humildade de uma criancinha. “Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:8). Vigiemos e oremos!
Bom dia, futuros cidadãos da pátria celestial!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo87 #RPSP
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“Pois Tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que Te invocam” (v.5).
Foi no sermão do monte que Jesus ensinou aos discípulos, dentre tantas lições, como devemos orar. Contrariando a necessidade da esmagadora massa religiosa de tornar públicas as suas obras, Jesus apresentou o modelo da caridade secreta, da oração secreta e do jejum secreto. Ele retirou os holofotes que por tantos anos haviam brilhado sobre os hipócritas e fez resplandecer a Sua luz sobre os que primeiramente indicou: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3).
Em uma súplica pessoal e sincera, Davi clamou ao Senhor por força e livramento. Seus muitos pedidos manifestavam a sua total dependência de Deus. Em sua angústia, foi direto à Fonte buscar refrigério e alívio. Ele sabia que dentro em breve seria respondido e consolado, pois confiava inteiramente na provisão divina. Apesar de profundamente angustiado, Davi não questionou o motivo de seu sofrimento, mas o seu sofrimento o motivou a multiplicar suas orações e a reconhecer que só o Senhor poderia socorrê-lo.
Deus não necessita de nossas orações e de nossa adoração. Nós é que necessitamos desse vínculo pessoal com o alto, pois fomos criados para isso (Is.43:7). Cada célula do nosso corpo aponta para o Criador e Mantenedor da vida. As multidões atraídas por Cristo constituíram uma prova inequívoca da necessidade humana de aproximar-se de Deus. Todos os que se achegavam a Ele com o coração humilde e contrito não encontravam apenas a cura física ou palavras de ânimo, mas o perdão e a salvação. Apenas os orgulhosos não compreenderam a tônica do evangelho de Cristo: “sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15:5).
O Senhor tem revelado os sinais do Seu favor para com a humanidade desde a fundação do mundo. Seu amor leal e sublime paciência têm segurado os quatro ventos da Terra a fim de esperar por Sua última colheita. Nesses últimos instantes de crise e de angústia, muitos humildes de espírito têm despertado a clamar: “Volta-te para mim e compadece-te de mim” (v.16), em resposta direta ao urgente apelo do Senhor: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). Logo “todas as nações… virão, prostrar-se-ão diante” do Senhor “e glorificarão o [Seu] nome” (v.9).
Como Davi, precisamos pedir ao Senhor que nos ensine em Seu caminho e verdade (v.11). Precisamos olhar para Jesus e dEle aprender, não simplesmente como Seus alunos, mas como Seus servos, replicando a outros o conhecimento que salva. Então, o mundo reconhecerá em nossa vida o sinal do favor divino (v.17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos de Cristo!
Desafio da semana: Oremos pelo fim desta pandemia e pelo derramamento do Espírito Santo como chuva serôdia.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo86 #RPSP
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“Próxima está a Sua salvação dos que O temem, para que a glória assista em nossa terra” (v.9).
No original bíblico, há algumas expressões para a palavra “perdão”, cada qual com uma vertente diferente acerca deste dom divino. Mas a palavra que mais se encaixa no contexto do Salmo de hoje é a palavra hebraica “nasa”, no sentido de “levantar”. Ou seja, buscar o perdão divino para ser reerguido: “Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em Ti se regozije o Teu povo?” (v.6). Israel desejava a restauração de sua prosperidade como nação do Senhor. E fez uma espécie de aliança com Deus: “Escutarei o que Deus, o Senhor, disser” (v.8). O que há de tão grande e de tão importante nestas palavras? Era justamente por não dar ouvidos ao que o Senhor ordenava, que o povo caía nas mãos dos inimigos e em caminhos de insensatez (v.8).
Observem que a salvação está próxima daqueles que temem a Deus (v.9), daqueles que O obedecem como Senhor. Portanto, aceitá-Lo e servi-Lo como nosso Senhor é um requisito essencial para todos os que desejam um Salvador. Quando o jovem rico, por exemplo, procurou a Cristo e fez a célebre pergunta: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Mc.10:18), ele ouviu claramente que deveria guardar os mandamentos de Deus. Só que aquele jovem, apesar de ser um exímio observador da lei, tinha o coração governado pelas riquezas desta terra. O desejo de Deus é que as palavras que Ele nos ordena estejam em nosso coração (Dt.6:6). Aquele jovem vivia apenas uma aparência de santidade, pois o seu coração estava longe dos propósitos divinos.
Avancemos agora nas páginas sagradas até o livro de Atos, onde encontramos a história do carcereiro romano. Ao deparar-se com dois homens tementes a Deus, sendo profundamente tocado pelo testemunho de Paulo e Silas, lhes fez a seguinte pergunta: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” (At.16:30). Percebem? A mesma pergunta feita pelo jovem rico. Eis a resposta dos discípulos: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Já a resposta de Paulo e Silas foi diferente da de Cristo, não foi? Não, amados. Foi exatamente a mesma. Notem isto nas seguintes palavras de Jesus: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21). E qual é a vontade de Deus? A Bíblia toda declara: Que O amemos e O obedeçamos, assim como é o desejo de qualquer pai para com seus filhos. E não há alegria maior para um pai do que um filho que o honra.
Bem, a pergunta foi igual, o contexto da resposta foi igual, mas a diferença está na decisão que cada um tomou. O jovem rico foi embora triste; não aceitou ser confrontado com a verdade. Já o carcereiro aceitou o chamado de Deus e levou a salvação para toda a sua casa: “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (v.10). Todos os atributos do Senhor andam juntos na vida do cristão. Não há paz se não há justiça, como também não há graça sem que haja verdade. Não há como pedir perdão por nossos pecados se não aceitamos ser confrontados pela Palavra de Deus (Leia 2Tm.3:16).
Quando entendemos que “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4), passamos a enxergar que a lei não tem o papel de nos salvar, mas de nos mostrar a necessidade vital que temos de um Salvador. Então, seremos obedientes, tementes a Deus, porque cremos em Jesus e em Seu sacrifício de amor. E porque cremos nEle e O amamos, então, O obedecemos. A justiça só irá adiante daqueles que seguem as pegadas que abrem caminhos de vida eterna (v.13). Sigamos as pegadas do nosso Senhor e Salvador, que nos deixou o exemplo para seguirmos os Seus passos (1Pe.2:21), e a salvação entrará em nossa vida e em nossa casa! Vigiemos e oremos!
Bom dia, seguidores de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo85 #RPSP
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“A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (v.2).
As peregrinações que os judeus realizavam para ir ao templo em Jerusalém eram feitas com muitos cânticos espirituais. Movidos pela ansiedade por estar na Casa de Deus, as viagens, mesmo longas, eram alegres e, ao mesmo tempo, provocavam um profundo senso de reverência e autoexame da consciência. Ou, pelo menos, deveriam ser assim; jornadas que revelassem, de maneira inconfundível, qual era o destino final.
Este Salmo compartilhado, atribuído aos filhos de Corá, apresenta a singular peregrinação de um verdadeiro adorador. De quem não ia a Jerusalém por causa do templo, mas por causa do Senhor do templo. A presença do “Deus vivo” (v.2) era o motivo de sua jornada. Ele admirava a função privilegiada dos cantores levitas, que louvavam a Deus no tabernáculo continuamente (v.4). Fortalecido em Deus e íntegro em fazer a Sua vontade (v.5), fazia do “vale árido” “um manancial” (v.6), do sofrimento uma oportunidade de crescimento. E sob a bênção da “primeira chuva” (v.6), chuva temporã, seguia “de força em força”, até aparecer “diante de Deus em Sião” (v.7).
A exortação a seguir do apóstolo Pedro, aponta para a nossa responsabilidade e missão durante o tempo de nossa peregrinação na Terra: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios” (1Pe.2:11-12). Para que isso aconteça e fique muito claro diante do mundo para que direção estamos caminhando, precisamos andar como os “que andam retamente” (v.11). Não com presunção, mas com confiança no Senhor (v.12), “escudo nosso” (v.9).
O Senhor dos Exércitos está preparando um povo que prefere estar à porta de Sua casa do que “permanecer nas tendas da perversidade” (v.10). Ele está cobrindo um remanescente com as bênçãos diárias do Espírito Santo e conduzindo-o “de força em força” (v.7) até que do alto receba a poderosa chuva serôdia. Filhos que não se vangloriam por conquistas pessoais, mas que “exultam pelo Deus vivo” (v.2), e “em cujo coração se encontram os caminhos aplanados” (v.5). Um povo que rejeitou os tesouros corruptíveis e adquiriu os tesouros do Céu: “ouro refinado pelo fogo, vestiduras brancas e colírio” (Ap.3:18).
Como tem sido a nossa peregrinação nos últimos instantes deste mundo? Encare o Salmo de hoje como um chamado do Senhor à verdadeira adoração. Tão perto como estamos de chegar em Casa, de aparecer “diante de Deus em Sião” (v.7), que possamos permitir que o Espírito Santo continue guiando os nossos passos, então, “quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). E o caminho é Jesus Cristo (Jo.14:6)! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, peregrinos a caminho de Sião!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo84 #RPSP
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“E reconhecerão que só Tu, cujo nome é Senhor, és Altíssimo sobre toda terra” (v.18).
O pedido do salmista foi expresso em um clamor pela atuação da justiça divina sobre as nações inimigas. Todos os prodígios de Deus realizados no Egito em favor dos hebreus e todos os milagres e livramentos no êxodo, tornaram Israel uma nação temida e também muito perseguida. Apesar de ser a menina dos olhos de Deus (Sl.17:8), não poucas vezes, caía em suas próprias ciladas. Deixava de buscar a Deus e de seguir os Seus mandamentos, e o resultado era desastroso.
O verso nove faz menção a Sísera. Este comandante do exército do rei de Canaã, foi derrotado junto com todo o seu forte exército, pela mão poderosa do Senhor. Israel padecia sob jugo de Jabim, rei de Canaã, justamente por ter dado as costas a Deus. Após vinte anos de sofrimento, resolveram clamar ao Senhor. Deus os ouviu e libertou, concedendo-lhes quarenta anos de paz (Jz.5:31). Percebem, amados? Vinte anos de sofrimento, mas o dobro de tempo de paz. Deus tem maior desejo de nos oferecer o Seu melhor do que nós temos de receber. Pois assim diz o Senhor: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr.29:11).
A justiça de Deus é plena de misericórdia e enquanto há alguma chance de arrependimento, Ele usa a Sua justiça como instrumento de salvação, para que busquem o Seu nome (v.16); para que reconheçam que só Ele é Deus (v.18). Na experiência de Elias no Carmelo podemos vislumbrar um tipo do desfecho do conflito final, denominado pelo Apocalipse de: Armagedon (Ap.16:16), quando a intervenção divina será manifestada em resposta às orações de Seus servos e todo o mundo terá de reconhecer que só o Senhor é Deus.
O Senhor nos tem chamado para buscá-Lo tanto em tempos de crise quanto em tempos de paz. “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (Is.55:6). “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jr.29:13). Cristo em breve voltará para vingar “o sangue dos Seus servos” (Ap.19:2). Que sejamos encontrados por Jesus como Elias e os sete mil fiéis, e Ele nos salvará! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, fiéis servos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo83 #RPSP
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“Levanta-Te, ó Deus, julga a Terra, pois a Ti compete a herança de todas as nações” (v.8).
Em meio a uma geração corrupta e desleal, um clamor foi erguido. Como representantes da justiça do Senhor na Terra, os juízes de Israel julgavam em direta e ousada oposição ao direito que deveriam promover. Como “deuses” (v.1), tinham em suas mãos decidir as causas que lhes eram confiadas e dar ao povo o exímio testemunho da verdadeira justiça.
Ao estender as mãos ao suborno, tomando “partido pela causa dos ímpios” (v.2), os juízes encolhiam as mãos para os aflitos e necessitados do povo, profanando a causa de Deus e lançando grande maldição sobre a nação. Como tateando “em trevas” (v.5), não entendiam que a maior e melhor recompensa não consiste nos lucros deste mundo, mas na dádiva divina de ser participante de Sua natureza ao atender as necessidades dos pequeninos irmãos.
Interrogado pelos judeus e sob a ameaça de um apedrejamento, Jesus recitou as palavras do salmista: “Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: ‘Eu disse: sois deuses?’ Se Ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar, então, dAquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus?” (Jo.10:34-36). Como justo Juiz, Jesus nos deixou o perfeito exemplo dos deveres a nós confiados. Pois todos temos responsabilidades uns para com os outros, não para julgar ou condenar, mas para zelar e amar.
Foi por cair na armadilha de Satanás e endurecer o coração, que Caim questionou: “acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn.4:9). Se somos “todos filhos do Altíssimo” (v.6), a nossa vida deve revelar as Suas obras em amor e dedicação uns pelos outros, mas, principalmente, pela classe de pessoas indicadas por Jesus: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste” (Mt.5:44-45). Ser filho ou filha de Deus, portanto, não é simplesmente uma escolha, mas uma conquista, que pode ser gradual, lenta, porém, eficaz e plena, pela fé em Cristo Jesus.
Destituídos de amor, somos incapazes de amar e insensíveis às necessidades alheias. Mas olhando para o Filho de Deus, a fonte de todo o amor, e contemplando a Sua vida completamente altruísta e Seu sacrifício perfeito, nEle somos “feitos justiça de Deus” (2Co.5:21). Então, movidos pelo amor e pelo poder do Espírito Santo, faremos “justiça ao fraco e ao órfão”, procederemos “retamente para com o aflito e o desamparado” (v.3). Socorreremos “o fraco e o necessitado” e os tiraremos “das mãos dos ímpios” (v.4). E muito em breve, ouviremos a voz da aprovação: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo82 #RPSP
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“Ah! Se o Meu povo Me escutasse, se Israel andasse nos Meus caminhos!” (v.13).
Quando o Senhor deu a Moisés os Seus estatutos quanto ao funcionamento e manutenção do santuário, estabeleceu todo o serviço com ordem e decência, a cargo dos levitas. Da tribo de Levi, Asafe e sua descendência foram eleitos, nos dias de Davi, para ministrar o louvor no tabernáculo. Em vinte e quatro grupos de doze cantores cada, “instruídos no canto do Senhor” (1Cr.25:7), eles se revezavam em turnos, de forma que sempre houvesse louvor na Casa de Deus. E “Asafe, Jedutum e Hemã”, ministravam os louvores “debaixo das ordens do rei” (1Cr.25:6).
Uma das festas mais alegres instituídas por Deus a Israel era a Festa dos Tabernáculos. Era ela a última festa anual, anunciada ao som de trombeta (v.3). Por sete dias, o povo se alegrava e erguia as vozes em louvor e adoração ao Senhor, habitando em tendas e gozando das bênçãos das colheitas das vinhas e dos olivais. Esta celebração simbolizava o período em que Israel habitou em tendas no deserto, mas também aponta para o momento final, quando o povo de Deus viajará por “sete dias ascendendo para o mar de vidro”, para a cidade celestial (Primeiros Escritos, p.16).
Mas assim como a desobediência e a murmuração prolongaram o deserto para o antigo Israel, vivemos em tempo de prorrogação. “Ouve, povo Meu” (v.8), tem sido o constante clamor do Senhor. Por Sua longanimidade, tem suportado este planeta que não passa de uma ranhura em Seu universo perfeito. Por Seu imenso e intenso amor pela humanidade caída, Jesus segura o sopro da última trombeta (1Ts.4:16) enquanto aguarda o último pecador arrependido. Estamos chegando ao fim do grande dia da expiação. Em nossa angústia, clamemos ao Senhor, e Ele nos livrará (v.7). Apeguemo-nos à forte destra do Senhor, “força nossa” (v.1) e, muito em breve, Ele livrará nossos “ombros do peso” (v.6) do pecado.
“Ah! Se o Meu povo Me escutasse”, diz o Senhor. “Mas o Meu povo não Me quis escutar a voz” (v.11). “Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos” (v.12). Como filhos desobedientes e néscios, muitos têm vivido sob a falsa ilusão de uma religião de títulos. Como fazer parte de Israel não era sinônimo de amizade com Deus, ter o nome no rol de membros da igreja também não é. Enoque, Noé, Abraão, Moisés, dentre outros, ouviam a voz de Deus porque mantinham comunhão com Ele. Sua voz lhe era familiar porque constituía seu prazer andar na Lei do Senhor.
Como pais podemos ensinar nossos filhos no caminho em que devem andar, mas chegará o tempo em que eles terão de decidir sozinhos se permanecerão nele ou se andarão “na teimosia do seu coração” (v.12). Da mesma sorte, o nosso Pai celeste nos aponta o Seu “caminho sobremodo excelente” (1Co.12:31), mas Ele nunca nos obrigará a seguir por ele. Em meio a um cristianismo barato de louvores incoerentes, que, pela graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, façamos parte do povo que O louva com a vida e o coração, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Então, logo ouviremos o som de nosso resgate soando pela abóbada celeste e anunciando a nossa salvação que durará “para sempre” (v.15). Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo do advento!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo81 #RPSP
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“Ó Deus dos Exércitos, volta-Te, nós Te rogamos, olha do céu, e vê, e visita esta vinha” (v.14).
O contínuo espírito de rebelião de Israel levou a nação a experimentar por muitas vezes as consequências do afastamento de Deus. Entregue ao poder dos inimigos, o povo passava por períodos sobremodo escuros e sob a constante tensão do serviço vassalo. Envergonhados e humilhados, os filhos de Israel eram obrigados a suportar a zombaria daqueles que deveriam respeitá-los. Mas, quanto maior a crise, maior era o despertamento para a necessidade vital de restauração em Deus.
A oração de Asafe em forma de louvor apresenta pontos importantes que representam o caminho desta restauração:
1. Asafe se referiu ao Senhor como “pastor de Israel” (v.1), como Aquele que cuida do Seu povo e lhe oferece tudo de que necessitam;
2. Ele citou o nome de José, o filho amado de Jacó; uma representação do amor do Senhor por Seu povo;
3. Ele também se referiu a Deus como Aquele que está “entronizado acima dos querubins” (v.1); uma referência ao “Shekinah” e à habitação celestial de Deus;
4. Por três vezes, recitou a bênção de Arão; um símbolo da obra sacerdotal de Cristo, que opera para a salvação do Seu povo.
5. Ao destacar as obras de Deus no passado, o salmista apelou para a realização de uma obra de restauração no seu tempo. Mesmo que motivado por inabalável confiança, Asafe sabia que somente uma obra de reavivamento e reforma resgataria o povo de uma situação degradante para a posição que o Senhor lhe havia designado na Terra.
Podemos concluir que esses pontos destacados no Salmo de hoje constituem a nossa jornada rumo ao Lar. Quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador pessoal, confiamos de que Ele nos guiará como filhos amados; que do Céu, no Santo dos Santos, Jesus intercede por nós e, por meio de Seu Espírito nos vivifica e restaura para a salvação. Portanto, neste momento de crise global, que nossas vozes se unam em oração e “súplica por todos os santos” (Ef.6:18). Supliquemos pelo tão necessário e urgente batismo com o Espírito Santo!
Logo, do Céu virá o comando: “chegou a hora de ceifar, visto que a seara da Terra já amadureceu!” (Ap.14:15). E todo o que for regado com a “chuva serôdia”, “este habitará nas alturas… o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas”, e os seus “olhos verão o Rei na Sua formosura” (Is.33:16-17). Que “até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto” (Is.32:15), semelhante a Asafe perseveremos em oração e ação de graças ao Deus dos Exércitos que luta por nós. Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos por Cristo Jesus!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo80 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100