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“Desde a minha mocidade, me angustiaram, todavia, não prevaleceram contra mim” (v.2).
Existem duas formas de considerarmos este Salmo. Uma delas é do ponto de vista pessoal. O outro, da perspectiva bíblica acerca de como devemos lidar com aqueles que nos aborrecem. Muitas situações podem ser tratadas de maneiras diferentes a depender da ótica de quem sofre. É inevitável sentir-se irado ou magoado diante de injustiças e afrontas, mas, pelo poder de Deus, é possível reverter a ira em súplicas e confiança nAquele a quem pertence a vingança (Rm.12:19).
O salmista recordou as suas angústias desde a sua mocidade. Suas lembranças, porém, não revelam um passado sobre derrotas, mas vitórias conquistadas pela boa mão do Senhor, que “cortou as cordas dos ímpios” (v.4). Ainda que muitas vezes angustiado e maltratado, o povo de Deus se tornará forte caso escolha ser guiado pelo mesmo caminho. Ellen White escreveu: “Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 443).
Quando estudamos os testemunhos contidos nas Escrituras e como Deus tem cuidado dos Seus filhos, vislumbramos um passado solene, nos fortalecemos no presente e saudamos o futuro. Jó é um exemplo de um homem temente a Deus que, mesmo em face da morte e cercado de acusadores, teve a sua sorte mudada “quando este orava pelos seus amigos” (Jó 42:10). Apesar das maldições proferidas pelo salmista, este também confiou na providência divina, confessando: “Mas o Senhor é justo” (v.4).
Não devemos encarar nossas tribulações passadas com pensamentos de vingança, mas com perdão e certeza de que o Senhor tomará nas mãos as nossas causas com justiça e misericórdia. É necessário compreender que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne”, ou seja, não é contra pessoas, “e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal” (Ef.6:12). Satanás e seus anjos são os verdadeiros adversários por trás das pessoas que nos aborrecem. E embora já seja um inimigo vencido, não podemos subestimar a grande ira que ele tem contra a igreja de Deus.
Recordemos a tão relevante advertência de Pedro para os nossos dias: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Portanto, amados, fortaleçamos o nosso coração rememorando a vida dos servos de Deus e, “considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram” (Hb.13:7), “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2). Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos de Deus!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo129 #RPSP
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“Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos Seus caminhos” (v.1).
Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor (v.4):
1. Será mais do que feliz (v.1);
2. Estará satisfeito com o seu trabalho e tudo lhe irá bem (v.2);
3. Terá um casamento feliz e filhos que o honram (v.3);
4. Terá longevidade e saúde para conviver com seus netos (v.5-6).
A paz que tanto almejamos inicia quando reconhecemos que ela só pode vir de Deus (v.6). Ele é a fonte de toda a paz e de toda a felicidade.
E o que dizer do temor? Afinal, o que há de tão importante nesta ação a ponto de ser uma das últimas advertências que deve ser proclamada ao mundo nestes últimos dias? (Leia Ap.14:7). O temor a Deus tem a ver com confiança, obediência e amor. Quando Noé recebeu de Deus a incumbência de construir a arca, ele confiou nas palavras do Senhor e obedeceu às Suas instruções porque O amava, porque andava com Deus (Gn.6:9); e o resultado foi a sua salvação e de sua casa. Sifrá e Puá foram tementes a Deus, preferindo ser fiéis a Ele do que às ordens de Faraó, e Deus lhes constituiu família (Êx.1:21). Josué, diante da indecisão do povo, tomou uma firme decisão: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15), e Deus abençoou a sua descendência e o fez longevo (Js.24:29). Ana cumpriu seu voto levando o menino Samuel ao templo para servir ao Senhor, e Deus a abençoou concedendo-lhe mais filhos (1Sm.2:21).
Diante destes e de tantos outros exemplos na Bíblia, podemos ter a certeza de que há bênção quando tememos a Deus e andamos em Seus caminhos. A bênção é tamanha que não pode ficar restrita somente a nós, ela precisa irradiar para todo o nosso lar. Quando o carcereiro perguntou a Paulo e Silas o que poderia fazer para ser salvo, a resposta poderia ter sido: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”. Ponto. Mas aqueles servos de Deus não pararam por aí. Eles conheciam as Escrituras e o plano de Deus para as famílias. Por isso que a resposta foi a seguinte: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). A ordem de fazer discípulos foi executada por eles e deveria ser iniciada na vida do carcereiro primeiro para os de casa.
Jesus também nos deixou exemplo ao libertar o endemoninhado geraseno. Vendo-se livre da furiosa casta de demônios, aquele homem estava profundamente grato e o seu desejo era o de seguir o Mestre onde quer que Ele fosse. Mas Jesus lhe deu a seguinte ordem: “Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti” (Lc.8:39). Compreendem, amados? Por melhores que sejam as nossas intenções em servir ao Senhor, Ele nos deixou uma ordem expressa de que o discipulado deve começar em nosso lar. O carcereiro não obrigou sua família a aceitar o mesmo evangelho, mas a mudança que ele permitiu que Deus fizesse em sua vida foi o que levou toda a sua casa a fazer a mesma escolha.
Talvez você esteja esperando que um grande prodígio aconteça para que sua família tome uma decisão ao lado do Senhor, mas o maior milagre pode acontecer da forma mais simples e inimaginável: através do que Jesus fez e está fazendo em sua vida. Estamos no tempo do cumprimento profético de Malaquias 4:6: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais”. Por isso, ore, confie, obedeça ao Senhor e ame-O acima de todas as coisas. Ou seja: teme a Deus! O resultado disto? “Serás salvo, tu e tua casa”, e, “todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is.61:9). Vigiemos e oremos!
Desafio: Compartilhe em suas redes sociais o que você aprendeu neste Salmo, completando as seguintes sentenças:
1. Deus é… 2. Deus pode… 3. Deus quer que eu…
Bom dia, salvos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo128 #RPSP
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“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam…” (v.1).
No primeiro capítulo do livro de Êxodo, encontramos o relato da descendência dos filhos de Jacó no Egito. Mas há ainda a história de Sifrá e Puá. Pouco crédito é dado a estas duas servas de Deus que preferiram temer ao Senhor do que aos homens. Elas eram parteiras e receberam de Faraó a ordem de matar todos os meninos hebreus que nascessem. “As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como lhes ordenara o rei do Egito; antes, deixaram viver os meninos” (Êx.1:17). E, devido a este ousado ato de fé, o Senhor as abençoou: “E, porque as parteiras temeram a Deus, Ele lhes constituiu família” (Êx.1:21). Sifrá e Puá temeram a Deus.
Comentando este relato, escreveu Charles R. Swindoll: “…quando o decreto do rei violar diretamente a vontade expressa de Deus, devemos temer a Deus como duas mulheres corajosas chamadas Sifrá e Puá O temiam. E elas, mesmo mortas, ainda falam… As parteiras valorizavam mais o favor de Deus do que o de Faraó”.
O Salmo de hoje deixa bem claro que um lar sem a presença de Deus é uma edificação falida. Uma família sem o temor do Senhor torna-se uma bandeira na causa de Satanás, como bem pontuou Ellen White: “Na família Satanás está em atividade. Sua bandeira tremula, mesmo nos lares que se professam cristãos. Há invejas, suspeitas, hipocrisias, separação, emulação, contenda, traição de santos legados, satisfação das paixões. Todo o conjunto de princípios e doutrinas religiosas, que deveriam constituir o fundamento e arcabouço da vida social, assemelha-se a uma massa vacilante, prestes a ruir” (O Grande Conflito, p. 590).
Há realmente um grande conflito envolvendo cada família e toda família humana. Cada lar tem se tornado um palco, ou da manifestação divina ou do poderio demoníaco. Famílias que aparentemente parecem bem equilibradas estão sendo destruídas pelos ataques malignos por não confiarem a Deus o primeiro lugar em suas casas e em seus corações. O mundo precisa de mais mulheres sábias que edifiquem a sua casa (Pv.14:1), sob o sólido fundamento do temor a Deus; de mais homens que amem suas esposas assim como “Cristo amou a igreja” (Ef.5:25); de pais que eduquem seus filhos “na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef.6:4); de filhos que obedeçam a seus pais no Senhor, “pois isto é justo” (Ef.6:1).
Nunca houve uma geração tão desvirtuada do conceito do que seja temer a Deus como esta. O levantar das mãos, músicas com apelos emocionais e palavras bonitas tem sido o fundamento de uma fé fraca e solúvel. O “assim diz o Senhor” tem sido trocado pelo assim disse o homem que o Senhor disse. As práticas mundanas têm invadido os lares e dos lares à igreja. O consumismo se instala na mente como uma doença que só pode ser “curada” com trabalho excessivo e sem repouso, inclusive no desrespeito ao santo sábado do Senhor. Mas quão grande bênção há para os amados de Deus! A estes, o Senhor abençoa “enquanto dormem” (v.2).
Meus queridos irmãos, há pouco mais de seis anos o Senhor me despertou e me fez enxergar o quanto eu estava negligenciando o que deveria ser o meu primeiro ministério: a minha família. A minha primeira missão passou a ser realizada dentro do meu lar e Deus tem provado a grande bênção que há em seguir o Seu propósito. Vejam o que escreveu o apóstolo Paulo: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm.5:8). Que séria advertência! Precisamos compreender, amados, que não há maior sermão do que uma família temente a Deus. Devemos proclamar as três mensagens angélicas de nossa casa para o mundo. Permita que o Senhor Deus seja o edificador de sua casa e “todos os teus filhos serão ensinados do Senhor; e será grande a paz de teus filhos” (Is.54:13). Como nunca antes, amados: Vigiemos e oremos!
Bom dia, lares de esperança!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo127 #RPSP
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“Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (v.6).
Há uns anos passei por uma experiência muito triste com minha família. A nossa calopsita, que voava solta pelo apartamento, ficou presa na tela da janela e antes que conseguíssemos tirá-la, ela se esforçou para sair e acabou voando para a rua. Ficamos correndo de uma janela para a outra para ver se ela pousaria em algum lugar próximo. Mas ela voava de um lado para o outro até que voou mais longe e desapareceu. Enquanto meu filho chorava, tentava consolá-lo de que Deus estava cuidando do nosso bichinho e que se fosse da Sua vontade, Ele o traria de volta.
Não é fácil lidar com a perda, ainda que seja apenas de um animalzinho. A saudade dói e deixa marcas difíceis de serem esquecidas. “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião” eles ficaram como quem sonha (v.1); ficaram boquiabertos com a provisão de Deus e grande foi a alegria deles; tão grande, que despertou a atenção das demais nações (v.2). As obras do Senhor no meio do Seu povo foram tão grandiosas (v.3) que os povos vizinhos não tiveram dúvidas de que eram verdadeiramente obras de Deus.
Mas os versos 5 e 6 trazem um conceito um tanto desanimador. Quer dizer que para colhermos a alegria precisamos semear com lágrimas? Para respondermos a esta pergunta, eu lhes faço uma segunda: É melhor entrar chorando e sair sorrindo, ou entrar sorrindo e sair chorando? Multidões têm se embriagado com o vinho e com o banquete de Babilônia em troca de curtos momentos de prazer. Literalmente, entram sorrindo e saem chorando. E a cada decepção encontram motivos para buscar ainda mais fundo na fonte errada a alegria que, desta forma, jamais encontrarão.
Contudo, para os que confiam no Senhor, aqueles versos não são desanimadores, mas motivadores. Para estes há consolo: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mt.5:4). Amados, Deus tem pressa em restaurar a nossa sorte. O que estamos fazendo com o privilégio de ainda estar debaixo da graça divina? Chorando e derramando lágrimas de arrependimento ou vivendo conformados com este mundo que está cada vez mais escuro?
“Jesus chorou” (Jo.11:35) não é apenas o segundo menor verso da Bíblia, mas uma linda e grande prova de que assim como Ele chorou pela incredulidade do Seu povo, hoje, Ele derrama lágrimas de amor por cada um de nós. A vida de Jesus na Terra foi o maior exemplo de Alguém que semeou chorando, mas que colherá sorrindo. Pois “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). O Céu está em expectativa para o cumprimento da maior promessa de Cristo: “…voltarei e vos levarei para Mim mesmo para que onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).
Que você e eu façamos parte dos feixes de trigo que o Senhor em breve virá buscar. Então, Ele converterá o nosso pranto em júbilo e a nossa tristeza em alegria! Eu quero fazer parte da alegria final de Jesus. E você? Vigiemos e oremos!
Bom dia, feixes da seara do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo126 #RPSP
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“Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre” (v.1).
Encontramos várias referências na Bíblia a respeito de Sião: Sião como um outro nome para Jerusalém, como um monte ou também como um outro nome para a cidade santa. Todas elas com o relevante significado da presença de Deus. Neste Salmo, encontramos uma referência ao monte Sião. Não havia nada de especial no monte em si. Ainda hoje ele existe e fica situado em Jerusalém, ao lado da antiga muralha. Este pequeno monte foi o palco das mais significativas construções da história do povo de Israel: a Cidade de Davi e o templo de Salomão. Essas edificações tornaram-se o cenário político e religioso da nação por longos anos. E o que havia então de especial naquele monte? A presença de Deus.
Ali estava o templo do Senhor, estabelecido e firmado com o propósito de ser uma Casa de oração ao verdadeiro e único Deus. Sabemos que a estrutura do templo foi destruída e não restou “pedra sobre pedra” (Mt.24:2). Mas o monte permanece no mesmo lugar. Entendem, amados? O Senhor não disse que os que nEle confiam são como edificações falíveis, mas como edificações espirituais, cuja estrutura não pode ruir. O Senhor está “em derredor do Seu povo, desde agora e para sempre” (v.2), e esta promessa faz com que “o monte Sião” esteja localizado em todas as partes do mundo onde quer que estejam os bons e os retos de coração (v.4).
Deus não permitirá que a impiedade chegue ao limite de contaminar os justos (v.3). Disse Jesus: “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt.24:22). O reino do mal está com seus dias contados. No “relógio” de Deus, o seu tempo está se esgotando. E todo aquele “que perseverar até o fim” (Mt.24:13), viverá o tão sonhado “Paz sobre Israel” (v.5) “para sempre” (v.1).
A confiança exige de nós um relacionamento sério, íntimo e fiel com Aquele que tem o poder de transformar miseráveis pecadores em pessoas boas e retos de coração. Assim como o templo e as muralhas de Jerusalém foram destruídas mas o monte Sião permanece em pé, ainda que feridos e aflitos neste mundo, a nossa vida está firmada sobre o alicerce sólido e indestrutível: sobre a Rocha, que é Cristo Jesus. Que nossas maiores edificações neste mundo sejam as espirituais, porque sobre estas, amados, podem vir os ventos e as tempestades, elas permanecerão firmes e inabaláveis para sempre (Leia Mt.7:24-25). Vigiemos e oremos!
Bom dia, firmados na Rocha!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo125 #RPSP
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“O nosso socorro está em o nome do Senhor, Criador do céu e da terra” (v.8).
“Não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado” (v.1), e o que seria de nós? Como nosso Criador, Deus sempre estabeleceu limites seguros para o nosso bem-estar. Fora da segurança divina não passamos de presas fáceis para as setas inflamadas do Maligno. E, “não fosse o Senhor” (v.2), “águas impetuosas teriam passado sobre a nossa alma” (v.5) e morreríamos em nossos pecados.
Ao término da criação, o Senhor estabeleceu um dia especial “por causa do homem” (Mc.2:27), a fim de que a humanidade jamais esquecesse de que Ele é o “Criador do céu e da terra” (v.8): o sábado. O sétimo dia da semana é o memorial da criação, santificado e abençoado (Gn.2:1-3) para um propósito específico: Lembrar-nos de que o Senhor é o nosso Criador e para servir de sinal entre Deus e o Seu povo. “Santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, e para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Ez.20:20).
Amados, no grande conflito em que estamos envolvidos passamos por muitas provas e dificuldades. Mas, ao findar de cada semana de lutas, há um amoroso convite do Criador para descansarmos em Seu refúgio no tempo; um oásis em meio aos desertos desta vida. “Não fosse o Senhor” (v.1) instituir este áureo mandamento, e a humanidade já teria esquecido por completo do seu Criador. Não é sem razão que no quarto mandamento o Senhor inicia com a expressão “Lembra-te” (Êx.20:8).
“Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9). Resta um refúgio para todo aquele que reconhece o Senhor como Criador. Há liberdade em guardar os mandamentos de Deus (Êx.20:2; Tg.2:10-12). Há bênção em seguir o “assim diz o Senhor” (Is.58:13-14). Um dia, conhecemos o Senhor e a Sua verdade, então “nos vimos livres” (v.7). Pois Cristo mesmo afirmou: “e, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo.8:32).
Há algum tempo, milhares foram impactados pela história altruísta do jovem adventista do sétimo dia, Desmond Doss. O comovente testemunho de sua vida provou que o mesmo Deus que salvou os três jovens hebreus da fornalha de fogo ardente, é o mesmo que deseja, hoje, salvar-nos “como um pássaro do laço dos passarinheiros” (v.7). Ao recusar-se quebrar os mandamentos de Deus, inclusive o quarto mandamento, como os três amigos de Daniel, Desmond colocou a sua própria vida em risco. Mas o Senhor fez da terrível zona de guerra o seu “campo de Dura” (Dn.3:1), deixando na história mais um relato de fidelidade e livramento.
Nas cenas finais deste mundo, “quando os homens se [levantarem] contra nós” (v.2), veremos o cumprimento da fiel promessa: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido” (Sl.91:7). “Não fosse o Senhor” que estará ao nosso lado, e não suportaríamos o derradeiro tempo de angústia. Nesse tempo só haverá dois grupos: “os que guardam os mandamentos de Deus e fé em Jesus” (Ap.14:12) e “os que não conhecem a Deus e… que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8). Que façamos parte do primeiro grupo, ao qual Cristo prometeu: “E eis que estarei convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo124 #RPSP
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“A Ti, que habitas nos céus, elevo os olhos!” (v.1).
Disse Jesus: “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mt.6:22-23). É pela contemplação que somos transformados (O Grande Conflito, p.555). Os nossos olhos são as janelas da alma, responsáveis por grande parte da constituição e aperfeiçoamento de nosso caráter. Não servem apenas como membros de utilização física, mas instrumentos de bênção ou de maldição.
Este Salmo tão pequeno em tamanho, mas tão grande em significado, nos apresenta a verdade espiritual reforçada por Jesus como vimos acima, indicando a fonte da perfeita visão: “os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus, até que Se compadeça de nós” (v.2). Manter os olhos fitos em Jesus é uma ciência que precisa ser exercitada diariamente. E a oração e o estudo de Sua Palavra compõem o combo espiritual indispensável nesse sentido. Como o salmista olhava para o Senhor em súplica por auxílio, necessitamos ter esta insistente atitude até que Ele “Se compadeça de nós”.
Quando João Batista viu Jesus, de imediato declarou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Olhar para Jesus significa olhar para a redenção. Quem olha para Cristo é motivado por Seu exemplo a ir e fazer o mesmo. Percebam as seguintes expressões contidas nos evangelhos: “Vendo Jesus as multidões” (Mt.5:1); “Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada” (Mt.8:14); “Vendo Jesus muita gente ao Seu redor” (Mt.8:18); “Vendo-lhes a fé” (Mt.9:2). “Então, Jesus, olhando ao redor” (Mc.10:23). “Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi” (Lc.5:27); “Então, olhando Ele para os Seus discípulos” (Lc.6:20); “Vendo-a, o Senhor Se compadeceu dela” (Lc.7:13); “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou” (Lc.19:41); “Jesus, vendo-o deitado… perguntou-lhe: Queres ser curado?” (Jo.5:6); “Depois, vendo Jesus” (Jo.19:28).
Em Sua humanidade, Jesus era completamente dependente do Pai, e as madrugadas nunca O encontravam ainda em repouso. Não poucas vezes, o Salvador passava “a noite orando a Deus” (Lc.6:12), em vigílias que O enchiam de poder e de autoridade para ensinar, curar e repreender o mal. Olhando para o Pai em Seus refúgios de comunhão, saía fortalecido e cheio do Espírito a fim de ver e Se compadecer de Seus pequeninos irmãos. Multidões, enfermos, enlutados e desprezados encontravam em Seu olhar o amor que cura, que conforta, que liberta e que salva.
Disse Jesus: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos” (Jo.9:39). Como diz o ditado: “O pior cego é aquele que não quer ver”, vivemos em um tempo onde o juízo da oportunidade está prestes a encerrar o seu prazo enquanto muitos cegos se consideram sãos. A cegueira espiritual é fruto de um coração obstinado e orgulhoso. É pior do que qualquer pandemia ou enfermidade do corpo. Jesus mesmo declarou: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma”(Mt.10:28).
Como o salmista, obedeçamos às palavras do Senhor, quando disse: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22). Eis o que deve iluminar os nossos olhos: “De novo, falou-lhes Jesus, dizendo: Eu sou a Luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo.8:12). Olhemos para Jesus até que Ele volte, e não erraremos o caminho! “Tem misericórdia de nós, Senhor, tem misericórdia” (v.3)! Vigiemos e oremos!
Bom dia, contempladores de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo123 #RPSP
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“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor” (v.1).
Jerusalém era o centro político e religioso do povo de Israel. Era o orgulho da nação e onde estava localizado o templo. Além disso, nas festividades religiosas, reunia todos os judeus de todos os lugares, “as tribos do Senhor… para renderem graças ao Senhor” (v.4). Era um lugar que deveria promover a paz (v.6) e o amor fraternal (v.8). Da mesma sorte, hoje, o Senhor tem um povo para chamar de Seu, “o Israel de Deus” (Gl.6:16), cujo propósito continua sendo o mesmo: Um povo que é fiel aos mandamentos do Senhor porque O ama e porque ama o próximo; que, por preceito e por exemplo, ande “como convém a Israel” (v.4).
A Casa do Senhor deve ser um lugar onde a alegria, o amor e a paz promovam uma atmosfera celestial; onde reine a comunhão com Deus e uns para com os outros. Uma escola de candidatos à cidadania da Nova Jerusalém. Um lugar onde os diferentes unem-se num só propósito: render graças ao Senhor. Não importa o tamanho, o formato ou os recursos. A igreja de Deus é aquela que, mesmo embaixo de uma árvore, transforma aquele espaço em lugar de adoração. E ainda que de portas fechadas, dê ao mundo a prova de que a igreja do Deus vivo é aquela que não tem paredes.
Você tem orado pela paz de sua comunidade cristã? Davi orava por amor de seus irmãos e amigos (v.8). Temos feito o mesmo? Somos todos discípulos de Cristo, dispostos a aprender aos pés do Mestre? Precisamos lembrar que Deus é o Senhor da diversidade. A criação revela esta importante lição em sua riqueza e variedade. Nas flores, nos frutos, nas plantas e nas diferentes espécies de animais podemos contemplar a criatividade do Senhor e Sua infinita sabedoria em criar as espécies dependentes umas das outras. Assim também Ele nos fez diferentes e dependentes uns dos outros. Fomos criados para o relacionamento com o Criador e com os nossos semelhantes. Como Deus te criou como um ser único, Ele também deseja te usar de forma única como um promotor de Sua paz, como parte de Sua igreja na Terra.
Lembrem-se que Deus chamou doze tribos de Israel a partir de doze pessoas diferentes. Jesus chamou doze discípulos, doze personalidades distintas. No entanto, os reuniu com um só propósito: juntos, serem um com Ele. Ele orou por isso (Jo.17:20-21). Somos chamados para uma obra única e de consequências eternas, e não podemos esquecer que esta obra não é para a salvação apenas de um grupo exclusivo. Deus não chamou os doze filhos de Israel e os doze discípulos para a salvação apenas deles mesmos, mas para que fossem Seus instrumentos na Terra a fim de proclamar ao mundo as boas-novas da salvação.
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt.28:19). Eis a verdadeira mensagem de amor e de paz que o mundo precisa. Eis a obra que Deus confiou à Sua igreja como obra decisiva para o mundo, “então, virá o fim” (Mt.24:14). Mas eis a pergunta do Senhor à Sua igreja, hoje: “A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?” Oxalá que a nossa resposta seja tal qual a do profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is.6:8). Que sejamos, de fato, “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15), declarando ao mundo a última verdade presente. E, muito em breve, subiremos juntos, com grande alegria, à Casa do Pai. Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja do Deus vivo!
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Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo122 #RPSP
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“O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre” (v.8).
Geralmente, nos lugares em que vamos há uma entrada e uma saída, e a porta de acesso também é aquela pela qual podemos sair. Contudo, nem sempre entramos e saímos da mesma forma. Podemos entrar em um lugar com o coração partido e sair de lá com o ânimo renovado; ou felizes e sair decepcionados. Nunca sabemos o que nos espera. Acontece que a promessa do Senhor para os Seus filhos é de vigilância 24h. Ele não promete que as coisas sempre aconteçam da forma que esperamos, mas que até os momentos ruins podem se tornar em preciosas lições para o nosso crescimento como cristãos.
Ouvi, certa vez, que um coração não é inteiro até que seja partido. Pare e pense neste momento: Em quais situações você reconheceu que o seu socorro só pode vir de Deus? Nos piores momentos de sua vida, não é mesmo? É certo que não nos agrada sofrer, e que Deus não nos criou para o sofrimento. Mas assim como a dor física é um alerta para o corpo, as provações são os alertas da alma, pois “a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:3). Precisamos nos colocar todos os dias sob os cuidados dAquele que é “Santo, o Verdadeiro, Aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá” (Ap.3:7).
Apesar da autoria desconhecida, muitos estudiosos da Bíblia acreditam que este Salmo foi escrito por Davi, quando este fugia de Saul após a morte de Samuel. Davi realmente estava em um grande apuro e precisava analisar bem por onde entrar e por onde sair. Muitas vezes sentia-se encurralado. Noite e dia (v.6) recebia provas suficientes de que Deus o guardava e o livrava da ira de seu algoz. Em cavernas, montes e vales, ele já havia passado por todos os possíveis esconderijos naturais disponíveis naquela paisagem, mas nenhum deles compreendia a magnitude dAquele em quem Davi se abrigava.
Amados, eu não faço ideia de seu sofrimento atual. Eu só conheço a minha própria dor. Estamos vivendo dias onde muitas famílias estão sofrendo a dor esmagadora do luto. Onde muitos estão nos hospitais entre a vida e a morte sem nem sequer poder ver o rosto de seus queridos. Dias em que nossas emoções refletem o impacto do confinamento e do medo do contágio. Mas por mais intensa que seja a angústia dos Seus filhinhos, o Pai do Céu não descansa enquanto não a transforma em alegria. “[Desde] agora e para sempre” (v.8), há um Vigia que não descansará até que nos leve para o Seu porto seguro.
Não permita que os reveses desta vida desviem o seu olhar do Único que pode lhe socorrer. Confie de “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Rm.8:28). O Senhor “que fez o céu e a terra” (v.2), é o mesmo que voltará para buscar aqueles cujas provações produziram perseverança: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). “Aquele… que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, perseverantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo121 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Senhor, livra-me dos lábios mentirosos, da língua enganadora” (v.2).
Como uma das características do fruto do Espírito (Gl.5:22), a paz exige de nós um comportamento inesperado. Surpreender o inimigo com um bem imerecido é ser um promotor da paz, um seguidor de Cristo. Devolver escárnio com brandura e violência com bondade é surreal e estranho à nossa natureza. Não é fácil, mas pelo poder do Espírito, é possível.
Como promover a paz quando “teimam pela guerra” (v.7)? A resposta está em um dos remédios naturais que o Senhor nos deixou: a confiança em Deus. O salmista sabia a quem buscar quando as más línguas o angustiavam. Ele confiava nAquele que o ouvia: “Na minha angústia, clamo ao Senhor, e Ele me ouve” (v.1).
Os conselhos dados pelo apóstolo dos gentios nos versos a seguir, nos concede um vislumbre do que Deus espera que Seus filhos pratiquem: “Não torneis a ninguém mal por mal… se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens… vence o mal com o bem” (Rm.12:17, 18 e 21).
Vitória. Este é o resultado de ser um agente da paz. Não há sensação melhor do que a de quebrar a maldição com bênção. É tornar-se participante do “gostinho” da vitória que não foi conquistada por nós. Cristo é o doador de toda a paz: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração e nem se atemorize” (Jo.14:27).
Não pode haver paz para aqueles que permitem ser dominados pela língua, pois ela “é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tg.3:8). Pelo uso da língua como maldição, somos condenados por seu envenenamento fatal. Usando-a contra outros, estamos cometendo um suicídio espiritual e selando o nosso destino eterno.
Em tempos decisivos, em contagem regressiva para a nossa eterna redenção, clamemos ao Senhor para que toque os nossos lábios com “uma brasa viva” de Seu altar (Is.6:6-7). Se desejamos ser chamados filhos de Deus, a paz deve ser manifestada em nossa vida: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt.5:9). Que você e eu sejamos mensageiros da paz de Cristo. Que esta santa virtude aumente a nossa confiança em Deus. Que as nossas palavras e atitudes declarem diariamente: “Sou pela paz” (v.7). Vigiemos e oremos!
Bom dia, pacificadores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo120 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100