Reavivados por Sua Palavra


SALMO 139 – Comentado por Rosana Barros
20 de junho de 2020, 0:45
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“Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão” (v.5).

A experiência da comunhão com Deus é pessoal e intransferível. Ninguém pode se valer da fé de outrem ou pleitear por obtê-la enquanto acalenta um coração dividido. Para cada filho Seu, Deus possui um planejamento bem definido e ordenado assim como os padrões singulares de nossas digitais. Mas a ordem que do Céu é proclamada expressa um único desejo e objetivo: a salvação. A nota tônica deste Salmo não está no ser humano e em suas limitações, mas no Criador e em Seu ilimitado conhecimento e poder.

Ciente de sua nudez diante dAquele que tudo vê e tudo conhece, Davi compôs as palavras que mais o definem como o homem segundo o coração de Deus. Todas as vias de sua alma estavam expostas e disponíveis para o agir de Deus. Desde sua concepção, quando “substância ainda informe” (v.16), foi o termo utilizado pelo salmista como o princípio da vida já idealizada pelo Criador. Desde a origem do feto, há uma agenda no Céu escrita e determinada com a assinatura da redenção em cada dia. Não se trata, porém, de uma imposição divina, mas de um cronograma que, apesar do que o pecado e o mal possam nos causar, o Senhor estende diante de cada um de nós com o amoroso e salvífico convite: “Vinde a Mim” (Mt.11:28).

O Senhor não determinou os nossos sofrimentos, e sim a solução deles: “Porque satisfiz à alma cansada, e saciei a toda alma desfalecida” (Jr.31:25). Todo aquele que, como Davi, O busca com fé simples e sincera, se depara com o conhecimento “sobremodo elevado” (v.6) proveniente da total dependência de Deus; com a diária obra do Espírito Santo em sondar, provar e guiar o coração que reconhece a sua necessidade. Oh, amados, somos tão falhos em nossas expectativas diárias! Quanto necessitamos cada dia subir com Jesus ao monte da comunhão e só descer de lá quando os planos do Pai estiverem descortinados ante nossos olhos!

Mediante apressado culto matinal ou pela privação deste, nos colocamos à exposição de nossos próprios e maus pensamentos, aborrecendo “com ódio consumado” e considerando “inimigos de fato” (v.22) aqueles pelos quais maior deveria ser o exercício da compaixão. “Sonda-me, ó Deus” (v.23), seja o nosso apelo esta manhã; “vê se há em mim algum caminho mau” (v.24), seja o que introduza a confissão de nossa alma; “e guia-me pelo caminho eterno” (v.24), seja o pedido resultante de nosso genuíno arrependimento. Confiemos a nossa vida Àquele que nos criou para uma agenda eterna. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, criados para a eternidade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo139 #RPSP

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SALMO 138 – Comentado por Rosana Barros
19 de junho de 2020, 0:45
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“O Senhor é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, Ele os conhece de longe” (v.6).

Se teve alguém que foi severamente perseguido, esse alguém foi Davi. De todos os lados surgiam inimigos e seus maiores e mais temidos adversários eram pessoas do próprio povo e até de sua própria casa. Contudo, foram exatamente nestes momentos que Davi sentiu ainda mais perto o braço do Senhor; em que percebeu de uma forma ainda mais clara, o cuidado e o alento de Deus. Ele declarou: “Se ando em meio à tribulação, Tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos; a Tua destra me salva” (v.7).

Não é fácil passar por momentos de crise. Nós temos a tendência de sempre olhar para o lado pior da situação. Mas Deus nos convida a nEle confiar ainda que tudo pareça escuro. O apóstolo Paulo sofreu devido a uma provável enfermidade, a qual chamou “espinho na carne”. Apesar das cogitações, não sabemos ao certo qual foi o seu problema, mas uma coisa é certa, a Sua experiência nos deixou a resposta divina a todo aquele que é provado: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12:9).

Somente quando reconhecemos que só o Senhor é capaz de reerguer a nossa vida e de nos fazer justiça, encontramos o caminho da salvação (v.7). A nossa avidez em resolver as coisas por nossos próprios esforços ou em que Deus nos livre de imediato de alguma tribulação, desvia o nosso olhar do Único que conhece o fim desde o princípio. Ele sabe o que é melhor para nós. Paulo pediu por três vezes que Deus o livrasse de seu sofrimento, mas Deus jamais daria o que fosse um prejuízo espiritual para o Seu servo. O apóstolo entendeu a resposta divina e declarou: “Porque, quando sou fraco, então é que sou forte” (2Co.12:10).

Acredite que “o Senhor levará a bom termo” (v.8) o que diz respeito à tua salvação. O Deus que olha para os humildes e não deixa escapar os soberbos, é Senhor excelso (v.6), que acode Seus filhos no dia em que clamam (v.3). Se a resposta não chegou como você esperava, tenha a certeza de que ela veio exatamente como deveria acontecer. A fidelidade de Deus não depende de nossas expectativas, a fidelidade de Deus as supera. Portanto, como Davi, escolha render graças ao Senhor de todo o teu coração e Ele te fortalecerá até o Dia em que contemplarás a Sua glória (v.5). Vigiemos e oremos!

Bom dia, humildes de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo138 #RPSP

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SALMO 137 – Comentado por Rosana Barros
18 de junho de 2020, 0:45
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“Como, porém, haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha?” (v.4).

Por anos, Jerusalém foi advertida por voz profética acerca do cativeiro babilônico. Com lágrimas e com súplicas, Jeremias percorria as ruas de sua amada cidade anunciando o juízo vindouro caso o povo não desse ouvidos às palavras do Senhor. Diante do rei e dos líderes de Judá, muitas foram as vezes em que os advertiu com fremente esforço. Sua voz solo, porém, era abafada pelo coro de homens e mulheres que ignoravam-lhe os rogos. Mas “como forte muro de bronze” (Jr.15:20), Jeremias foi protegido por Deus e confortado em sua missão sobremodo angustiante.

Por ignorar as profecias, o resultado foi a desolação de Jerusalém e um período de 70 anos de cativeiro babilônico. É muito provável que o salmista estivesse no meio dos exilados em Babilônia. Com saudosismo, relembrava de seu lar com anseio de para lá retornar. Nada, nem a “maior alegria” (v.6), poderia ser comparada ao gozo de residir na cidade que Deus escolhera como Sua morada. A tristeza consumia os sinceros filhos de Deus e os desanimava a entoar os louvores que outrora cantavam em sua terra natal.

Certamente, havia algo de muito especial nos cânticos espirituais dos judeus; algo que os caldeus desconheciam. Babilônia era o centro do mundo em cultura, ciência e entretenimento. Sua religião pagã e politeísta estava estampada em toda a cidade, e seus cultos eram ricos em música com toda sorte de instrumentos. Morar naquele lugar, poderia ser comparado hoje às metrópoles mais ricas e desejadas. De algum modo, porém, o cântico dos exilados despertou o interesse de seus algozes. Ao som da harpa, o louvor que lhes saía dos lábios era entoado com o coração e, diferente das músicas estimulantes de que os caldeus estavam acostumados, essas canções espirituais eram gozo e alegria para a alma.

Pela fé, os patriarcas ansiavam pelas promessas de Deus, “saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a Terra”, porque não andavam ansiosos por conquistar coisa alguma neste mundo, mas aspiravam “uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:13 e 16). Em tudo eram diferentes do mundo. Sua vida santa e abnegada era por si só uma exortação e testemunho aos infiéis. Eram “homens dos quais o mundo não era digno” (Hb.11:38). Contudo, “todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram… a concretização da promessa… para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (Hb.11:39-40). 

Assim como muitos morreram em Babilônia sem ver a promessa de Deus do retorno de Seu povo a Jerusalém após os 70 anos de exílio, muitos fiéis já descansaram no pó da terra, pois o Senhor ainda espera por aqueles que, juntamente com eles, obterão o cumprimento da promessa. Homens, mulheres, jovens e crianças que, repletos do Espírito Santo, não necessitam dos estímulos seculares, mas que, com cânticos espirituais declaram ao mundo a sua filiação e cidadania celestial. Logo estaremos entoando “o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro” (Ap.15:3). Apeguemo-nos, um dia após o outro, à promessa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo até que Ele volte: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1-3). Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos do Reino dos Céus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo137 #RPSP

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SALMO 136 – Comentado por Rosana Barros
17 de junho de 2020, 0:45
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“Oh! Tributai louvores ao Deus dos céus, porque a Sua misericórdia dura para sempre” (v.26).

Conforme o dicionário, misericórdia significa “Sentimento de pesar ou de caridade despertado pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão”. Dentro deste contexto, podemos extrair uma lição tremenda sobre este atributo divino. Diante da nossa condição como pecadores, que não possuem em si mesmos merecimento algum do amor de Deus, a misericórdia divina é uma dádiva inigualável. O nosso Deus, “Senhor dos senhores” (v.3), “que com entendimento fez os céus” (v.5), “que estendeu a terra sobre as águas” (v.6), é O mesmo que convoca o Seu povo dos últimos dias: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7).

O Senhor Se compadece de nós justamente porque somos infelizes, somos miseráveis. Referindo-se à última igreja em Apocalipse, Cristo descreveu a sua condição, chamando-a, primeiramente de “infeliz” (Ap.3:17). Interessante que a descrição de Laodiceia até transmite a conotação de uma igreja que está feliz com o que é e com o que possui: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma” (Ap.3:17). Mas a primeira coisa que Jesus diz a respeito dela é: Você é infeliz!

Quando continuamos lendo o texto sobre a iludida igreja, percebemos que Jesus não estava condenando-a por causa de sua infelicidade, mas aconselhando, repreendendo e convidando para um relacionamento pessoal com Ele. Observe os versos seguintes e as palavras mais ricas em misericórdia: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). O nosso Criador deseja que aceitemos o Seu convite redentivo para, muito em breve, termos moradia no lar do “Deus dos céus” (v.26).

As misericórdias de Deus se renovam a cada manhã (Lm.3:23). A cada amanhecer, recebemos do Senhor o único remédio para a nossa infelicidade: as Suas misericórdias. Como membros da última igreja profética, somos chamados para a vitória. As “grandes maravilhas” (v.4) de Deus só serão realizadas nestes últimos dias na vida daqueles que reconhecem as misericórdias divinas e aceitam a Sua repreensão. Ele deseja nos tirar da condição de mornos “vomitáveis” (Ap.3:16) para a condição de príncipes vitoriosos: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se Comigo no Meu trono, assim como também Eu venci e Me sentei com Meu Pai no Seu trono” (Ap.3:21). Aceitemos as misericórdias do Senhor a cada dia em nossa vida, e de infelizes e miseráveis, seremos felizes e vitoriosos. Vigiemos e oremos!

Bom dia, vitoriosos em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo136 #RPSP

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SALMO 135 – Comentado por Rosana Barros
16 de junho de 2020, 0:45
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“Louvai ao Senhor, porque Ele é bom; cantai louvores ao Seu nome, porque é agradável” (v.3).

O Salmo de hoje é um convite ao louvor e adoração a Deus. Mas como é difícil dar graças a Deus na crise! Como é difícil acreditar que nas tempestades Jesus está conosco na embarcação! Foi em meio a uma terrível tempestade de ventos, onde as ondas batiam com violência no barco e tudo dava a entender que naufragariam e morreriam, que os discípulos viram uma das cenas mais estranhas: “Jesus dormia” (Mt.8:24). Como entender que seu Mestre dormia justamente no momento de tão grande necessidade?

Confusos e amedrontados, os discípulos despertaram Jesus, “clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos!” (Mt.8:25). Então Jesus os censurou por sua tímida confiança e, “levantando-Se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança” (Mt.8:26). O questionamento posterior dos discípulos explica a reação destes: “Quem é este que até os ventos e o mar Lhe obedecem?” (Mt.8:27). Aqueles homens aceitaram o convite de andar com Jesus, mas ainda não O conheciam. Contemplaram, porém, com admiração, Aquele que mais tarde reconheceriam como o Filho do Deus vivo.

Os filhos de Israel foram testemunhas oculares dos maravilhosos prodígios de Deus no Egito e como desbaratou reis e exércitos para dar-lhes a herança prometida. Contudo, como foi dura e penosa a sua jornada por causa de sua pequena fé. Quantos rejeitaram a obra de lapidação simplesmente porque seus caprichos e vontades ocuparam o lugar de Deus em seu coração. Como na embarcação os discípulos viram a manifestação do poder de Deus, a Israel foram dadas inúmeras provas do poder e do cuidado do Senhor. Contudo, enquanto os discípulos se admiraram, os filhos de Israel murmuraram.

Qual tem sido a nossa decisão diante dos reveses da vida? Clamar ou murmurar? Apesar da fé deficiente, os discípulos recorreram à Fonte correta e foram agraciados com grande bonança. Mas quão maior teria sido aquela experiência se, como Paulo e Silas mesmo com seus corpos dilacerados por açoites e presos de forma desumana foram libertos enquanto oravam e louvavam a Deus (At.16:25), quão diferente seria o relato daquela experiência. Porque “assim diz o Senhor, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força” (Is.30:15).

Jesus nos deixou claro recado: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Portanto, diante das provas e dificuldades, declare: “eu sei que o Senhor é grande” (v.5). “Louvai ao nome do Senhor; louvai-O, servos do Senhor” (v.1)! Perto como estamos do “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1), “vós que temeis ao Senhor, bendizei ao Senhor” (v.20) e Ele nos concederá eterna bonança. Vigiemos e oremos!

Bom dia, vós que temeis ao Senhor!

Desafio da semana: Escolha um dia da semana para jejuar e orar por sua família.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo135 #RPSP

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SALMO 134 – Comentado por Rosana Barros
15 de junho de 2020, 0:45
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“Bendizei ao Senhor, vós todos, servos do Senhor, que assistis na Casa do Senhor, nas horas da noite” (v.1).

Em sua carta aos Hebreus, o apóstolo Paulo escreveu um conselho um tanto contraditório considerando quem eram os destinatários. Àqueles que possuíam um forte sentimento de orgulho nacional e religioso, ainda que fossem convertidos ao cristianismo, foram endereçadas as seguintes palavras: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb.10:25). Não foi sem razão que Paulo escreveu este apelo.

Com a maioria das igrejas fechadas, fomos temporariamente impedidos de frequentar uma casa de oração. Mas a realidade antes da pandemia já revelava a temperatura descrita por Jesus à última igreja na Terra: “porque és morno” (Ap.3:16). E ainda que haja um esforço coletivo necessário a fim de oferecer aos membros um alimento espiritual sólido, através de lives e cultos on line, ninguém pode mudar este quadro espiritual decadente a não ser que haja um esforço pessoal, meu e seu, unido ao poder divino.

O Salmo de hoje se trata de uma convocação ao culto vespertino. Todos os servos do Senhor são convidados à adoração ao Criador “nas horas da noite” (v.1). Trazendo para a nossa realidade como adventistas do sétimo dia, poderíamos complementar o verso da seguinte forma: “nas horas da noite” das quartas-feiras e dos domingos. Ou ainda poderíamos ir além, considerando que cada lar seja uma casa de oração: “nas horas da noite” do culto familiar vespertino.

Amados, no tempo sobremodo oportuno para vermos cumprida a profecia: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a Terra com maldição” (Ml.4:6), está sendo travado um dos piores conflitos de todos os tempos, aquele que envolve a salvação de nossa casa. O índice de divórcios, violência doméstica e filhos desobedientes aos pais é alarmante. Despertadas as baixas paixões, o mundo vocifera pela liberdade de fazer o que deseja enquanto Satanás aprisiona em grilhões disfarçados uma “geração má e adúltera” (Mt.16:4).

A promessa é fiel e verdadeira: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Como Jacó, lutemos em oração “nas horas da noite”, agarrando-nos às vestes da justiça de Cristo e Lhe suplicando: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn.32:26). “Não Te deixarei ir se não abençoares o meu lar”. “Não Te deixarei ir se não operares a conversão da minha família”. Aproxima-se o grande Dia do Senhor! Pelo poder que há no nome do “Senhor, Criador do céu e da terra” (v.3), não desista! Faça do seu lar uma casa de oração. Jejue e ore pelos seus. E que o seu lar desperte e adormeça erguendo “as mãos para o santuário” (v.2), onde está Jesus, o nosso Deus vitorioso. Vigiemos e oremos!

Bom dia, vós todos, servos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo134 #RPSP

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SALMO 133 – Comentado por Rosana Barros
14 de junho de 2020, 0:45
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“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!… Ali, ordena o Senhor a Sua bênção e a vida para sempre” (v.1 e 3).

Afinal de contas, o que é a união fraternal? A Bíblia nos apresenta um grupo de pessoas que se amam mutuamente, e uma experiência que promove uma bênção transbordante:

É como o óleo… que desce” (v.2). “É como o orvalho… que desce” (v. 3). A união entre irmãos é algo que não cabe dentro de um lugar, ela transborda em sua esfera de influência, por que está ligada à Fonte que jorra “para a vida eterna” (Jo.4:14).

Atentem para este precioso detalhe: o óleo é derramado de cima para baixo. O orvalho cai de cima para baixo. A união genuína só acontece quando ela provém do alto. A união com Cristo promove a união fraternal em Cristo, pelo desenvolvimento dos dons espirituais, “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho de seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef.4:12). Não há amor e muito menos união onde Cristo não seja o Doador do amor, e sim grupos divididos dentro de um mesmo lugar. A esta realidade, porém, Cristo nos deixou séria advertência: “toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25).

Oh, amados! Precisamos buscar no exemplo de Cristo o amor que devemos viver. Somente quando experimentamos este amor, é que começamos a entender, na prática, a identidade do verdadeiro discípulo de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). A respeito disso, eu confesso, de todo o meu coração, que sinto que ainda preciso galgar muitos degraus para viver de verdade este ministério sagrado. Precisamos ser sinceros com o Senhor e uns para com os outros. Necessitamos de uma comunhão plena com Deus para que a bênção da comunhão fraternal seja uma realidade em nossa vida.

Viver em união com os diferentes não é fácil. Mas o que seria da orquídea sem a árvore hospedeira, e vice e versa? Não há relação de prejuízo entre estes seres vivos, muito pelo contrário, há uma relação que a biologia chama de simbiose (“a vida em comum”), onde um fornece alimento para o outro formando uma união perfeita. São diferentes, mas se completam.

Você almeja a bênção de Deus e a vida? Ame ao Senhor com todo o seu coração, entendimento e força, e Ele lhe ajudará a viver a “simbiose” com seus semelhantes, a prima virtude do fruto do Espírito: o amor (Gl.5:22). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, unidos em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo133 #RPSP

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SALMO 132 – Comentado por Rosana Barros
13 de junho de 2020, 0:45
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“Entremos na Sua morada, adoremos ante o estrado de seus pés” (v.7).

Observando a prosperidade de seu reino e a grandeza de seu palácio, Davi declarou: “Eis que moro em casa de cedros, mas a arca da Aliança do Senhor se acha numa tenda” (1Cr.17:1). A edificação de um templo fixo tornou-se o maior desejo do coração de Davi. Seu coração anelava por construir um lugar que excedesse qualquer construção na Terra; digno de abrigar a arca da aliança de Deus, objeto supremo de Sua glória. Inicialmente motivado pelas palavras positivas do profeta Natã, o rei exultou em poder dar início ao que julgava ser justo.

As intenções humanas, porém, por melhores que sejam, não definem a vontade de Deus. Apesar de legítimo, o desejo de Davi não estava em harmonia com os propósitos divinos. A diferença das respostas do profeta, prova que profecias não são dadas com base em planejamentos humanos, mas em um claro e infalível “Assim diz o Senhor” (1Cr.17:4). O templo seria construído por Salomão, e mesmo diante da frustração de seus planos, como temente servo de Deus, Davi expressou a sua submissão a Ele: “Que mais ainda te poderá dizer Davi acerca das honras feitas a teu servo? Pois Tu conheces bem Teu servo” (1Cr.17:18).

Estamos, nós, dispostos a aceitar os propósitos divinos revelados em Sua Palavra? Você já orou pedindo que Deus lhe mostre o posto de seu dever em Sua obra nesta geração?  Mais importante do que projetos bem intencionados, precisamos fazer de nossa vida um “lugar para o Senhor” (v.5). Em meio a uma geração de cristãos consumistas de sensações e emoções, programas bem elaborados e apresentações ovacionadas são tidos por espirituais, desconsiderando muitos dos inspirados conselhos na Palavra e nos Testemunhos. O mundo não necessita de uma religião semelhante a ele, e sim semelhante a Cristo, fiel à Palavra de Deus e à Lei contida na arca de Sua eterna aliança, como está escrito: “não mais andeis como também andam os gentios… não foi assim que aprendestes a Cristo” (Ef.4:17 e 20).

A Davi foram dadas duas profecias incondicionais: seu filho Salomão construiria o templo e de sua linhagem nasceria “Um rebento” (v.11), o Messias. Profecias que foram cumpridas à risca. Mas também lhe foi dada uma profecia condicional: “Se os teus filhos guardarem a Minha aliança e o testemunho que Eu lhes ensinar, também os seus filhos se assentarão para sempre no teu trono” (v.12). Infelizmente, a condição foi quebrada e a descendência de Davi perdeu a coroa que até hoje teria, caso tivesse sido fiel às palavras do Senhor. Amados, o Senhor Jesus tem uma coroa eterna para cada um de nós, mas esta promessa também envolve uma condição: “Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10).

O Senhor está em Sua santa morada, e não faz caso de quem quer que seja que O busque com inteireza de coração. “Entremos na Sua morada” (v.7). Pela fé e pelos méritos dAquele que rasgou o véu da separação (Mt.27:51), entremos no santíssimo do “santuário de Deus, que se acha no Céu”, onde está “a arca da Aliança” (Ap.11:19), e adoremos ao Criador “ante o estrado de Seus pés” (v.7). A fidelidade que Ele nos pede não está condicionada ao que fazemos, mas ao que permitimos que Seu Espírito realize em nós e através de nós. Está chegando o Dia que “de júbilo exultarão os Seus fiéis” (v.16). Aqueles que permanecerem em submissão ao Senhor e Sua Palavra, sobre estes “florescerá a sua coroa” (v.18), e eu estou plenamente certa “de que Aquele que começou a boa obra em [nós] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Vigiemos e oremos! 

Feliz sábado, moradas do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo132 #RPSP

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SALMO 131 – Comentado por Rosana Barros
12 de junho de 2020, 0:45
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“… fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança, é a minha alma para comigo” (v.2).

Havia a necessidade de sossego e contentamento. Até então, minha vida girava em torno de mim mesma e dos meus desejos e projetos pessoais. Ao contrário do salmista, andava “à procura de grandes coisas” (v.1), como se as exigisse de Deus; como recompensas de minha religião farisaica. Sustentando um cristianismo raso e superficial, não enxergava um palmo à minha frente do que fosse uma vida cristã significativa. Foi em meio a essa riqueza e abastança de justiça própria que o Senhor abriu os meus olhos para a realidade: “tu és infeliz, sim, miserável, pobre, [cega e nua]” (Ap.3:17).

Foi quando vi minha real condição, que compreendi não conhecer Aquele de quem tanto necessito. Então, aceitei o chamado do Espírito Santo que, me guiando “a toda a verdade”, tem me anunciado “as coisas que hão de vir” (Jo.16:13), convencendo-me “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16:8). Através do “dia a dia” com Deus (Lc.9:23), descobri que havia despertado a ira de um inimigo que estava satisfeito com meu estado de letargia anterior. Mas também descobri que neste conflito diário tenho o auxílio que faz o adversário tremer e que não permite que o meu coração seja soberbo “nem altivo o meu olhar” (v.1); que me lembra constantemente da necessidade de vigilância e oração.

Esta dependência de Deus não é alcançada por isolada experiência, mas deve ser comunicada à alma em uma busca diária, perseverante e contínua. Imagino Davi compondo este Salmo perto do fim de sua vida, pela madura experiência de toda uma vida com Deus. Mas pode ser que tenha sido quando jovem, em meio aos prados verdejantes de sua lida pastoril. Qualquer que tenha sido o período em que escreveu tão singelas, mas tão primorosas palavras, as escreveu com base em um relacionamento íntimo e profundo com o Senhor. Deus não mede a nossa experiência com Ele pelos anos, mas a engrandece pelo tempo que Lhe dedicamos cada dia.

Em minha jornada de descobertas espirituais, de enxergar o que nunca havia conseguido antes, de estabelecer uma amizade com Deus e conhecimento de Seu caráter e amor através de Cristo Jesus, quer acreditem ou não, “quer ouçam quer deixem de ouvir” (Ez.2:7), Ele me falou em oração, e me disse há seis anos atrás as seguintes palavras:

Filha, 

A Minha obra de intercessão no santuário celeste ainda não está completa. Tenho intercedido junto ao Pai por todos os crentes e como tem sido difícil para mim o veredicto de alguns!

Filhinha, a Minha luta tem sido para que vocês não Me louvem apenas com os lábios, porque para estes, quando Eu voltar, com o coração partido, terei que dizer: Nunca vos conheci!

Vocês precisam Me buscar e Me louvar com todo o vosso coração. Se vocês Me louvam com o coração cheio de orgulho, vaidade ou raiva que sentem por alguém, este louvor é maldito e para Mim não tem valor algum.

O Meu povo precisa compreender que necessita buscar o coração de uma criança, precisa almejar ser como criança. Precisa buscar um coração puro, rápido para amar, rápido para perdoar.

Assim como um dia Eu disse: Deixai vir a Mim os pequeninos, Eu direi naquele grande Dia: Vinde, benditos de Meu Pai! Não será diferente, pois virão a Mim todos aqueles que aceitaram tornar-se como crianças.

Por isso, filhinha, busque este ideal e leve esta mensagem para quantos Eu colocar em seu caminho.

Eu te amo! Volto logo!

Com lágrimas de amor, Jesus, teu Salvador”.

Guardo esta cartinha de amor de Jesus em meu coração e, desde então, tenho buscado este ideal pelo poder de Deus a fim de, como Davi, poder dizer: “fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo” (v.2). Não merecemos sequer um olhar de compaixão de Jesus, mas Ele escolheu nos amar até o fim e nos levar de volta para casa do Pai. Ele já nos garantiu este galardão. Basta aceitá-lo. Como crianças, aceitemos este presente de amor e, dentro em breve, Jesus irá declarar ao Universo a nosso respeito: “dos tais é o reino de Deus” (Lc.18:16). Vigiemos e oremos!

Bom dia, crianças de Cristo!

Rosana Garcia Barros 

#PrimeiroDeus #Salmo131 #RPSP

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SALMO 130 – Comentado por Rosana Barros
11 de junho de 2020, 0:45
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“Aguardo o Senhor, a minha alma O aguarda; eu espero na Sua Palavra” (v.5).

Um grito de socorro ecoa do Salmo de hoje. “Das profundezas” (v.1) do desespero e do pecado, o salmista recorreu ao Único capaz de livrá-lo e perdoá-lo (v.4). Ao reconhecer a sua condição e o abismo em que estava, sentiu saudades do Pai que não Se importa em estender a Sua santa mão através do abismo para redimir um filho que se perdeu. Contemplado pelo perdão e pela “copiosa redenção” (v.7), seu desejo era de estar perto do Senhor e andar com Ele. E esta obra tem sido realizada na vida de muitos que, das profundezas do pecado e da depressão, têm suplicado por auxílio.

A Bíblia apresenta diversos testemunhos de homens e mulheres como você e eu, que estiveram no fundo do poço, mas que, pela oração e súplica, foram iluminados pela luz divina. Pessoas que o mundo rejeitou, mas que Deus abraçou. A mulher adúltera, por exemplo, foi exposta ao vexame e jogada no meio de um tribunal popular e ilegal. Sua mente confusa e amedrontada pelo castigo e pela culpa não conseguia formular sequer uma palavra que pudesse ir de encontro às suas necessidades. Mas Aquele a quem a turba enfurecida esperava autorizar a morte da pecadora era o Leitor de corações, que ouviu o grito da alma daquela mulher e a despediu com o perdão imerecido (Jo.8:11).

Sabem, amados, desde a entrada do pecado no mundo, todos nós fomos lançados nas profundezas. A nossa natureza carnal luta contra a espiritual e nossas armas são impotentes diante deste conflito. Não fosse o Senhor, e todos estaríamos mortos em nossos delitos. Esta Terra tornou-se um lugar escuro, mas Deus derramou sobre ela “copiosa redenção” (v.7) ao nos enviar o Seu Filho. O cumprimento das profecias através do ministério terrestre de Cristo e de Sua vitória sobre a morte apontam para o fiel cumprimento de Sua última promessa: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá” (Ap.1:7). Por isso que eu “Aguardo o Senhor, a minha alma O aguarda; eu espero na Sua Palavra. A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã” (v.5-6).

Precisamos esperar “no Senhor, pois no Senhor há misericórdia” (v.7). Só Ele pode nos redimir de todas as nossas iniquidades e nos tornar novas criaturas em Cristo Jesus. Eis que é tempo de afligir a nossa alma em arrependimento e confissão de pecados, indicando ao Israel espiritual de Deus a Fonte do perdão, para que temam a Deus (v.4). Cavemos nas profundezas de nosso coração o que ainda precisa ser abandonado e confiemos ao Espírito Santo a obra de moldar o nosso caráter. Eu não lhe conheço, mas eu conheço Aquele que não Se importa com o tamanho do seu pecado, porque “onde abundou o pecado”, Ele deseja fazer superabundar “a graça” (Rm.5:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo130 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100