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“É certo que há muitas coisas que só aumentam a vaidade, mas que aproveita isto ao homem?” (v.11).
Propositadamente, não incluí no texto de ontem a vaidade das riquezas, pois o capítulo de hoje é uma continuação acerca deste assunto. A abundância ou escassez de bens sempre foram motivo de contendas entre os homens. O ser humano é insaciável (v.7) e a ganância tem trazido tantos males para o mundo quanto os trágicos efeitos de uma pandemia. “O proveito da terra é para todos” (Ec.5:9), mas nem todos têm usufruído dessa dádiva divina. Muitos têm depositado sua confiança em algo que é inseguro e incerto, privando a si mesmos e ao próximo das bênçãos da caridade.
Cresci em uma família que era bem estruturada financeiramente. Meu pai tinha um comércio e levávamos uma vida tranquila de classe média. Até que o comércio entrou em falência e nossa situação mudou completamente. Precisei enfrentar um ensino público defasado e, não fosse a generosidade de um irmão na fé que me concedeu uma bolsa de estudos em seu colégio, não teria concluído com êxito o ensino médio. Sempre gostei muito de estudar, mas precisei ir trabalhar ao invés de ingressar numa faculdade. Me entristeceu o tempo em que tive que ficar afastada dos livros, porém, hoje olho para trás e percebo o quanto aquela experiência me fez crescer. No pouco que tínhamos, o Senhor jamais permitiu que nos faltasse o básico. E com minha mãe, aprendi e tenho aprendido ricas lições de economia e de altruísmo que escola alguma pode ensinar.
“Quem ama o dinheiro jamais dele se farta” (Ec.5:10) é uma verdade tão real quanto o fato de você estar lendo este comentário agora. Quem ama ter muito, nunca se sentirá satisfeito com o que tem. Mas aquele que experimenta compartilhar o que possui, quanto mais distribui, mais recebe. Na matemática de Deus, o dividir equivale ao multiplicar. Experimente abrir as portas do seu guarda-roupas, e você verá que quanto mais roupas dá, mais roupas tem. Experimente abrir as portas da sua dispensa, e perceberá que a feira que não durava um mês renderá muito mais. Isto é barganha? Não, amados. Isto é cumprimento de uma promessa divina: “O que dá ao pobre não terá falta” (Pv.28:27).
Deus, sendo o dono do ouro e da prata (Ag.2:8), deseja dar o melhor para os Seus filhos. Mas Ele nunca dará para um justo além ou aquém do que ele possa administrar. Muito mais do que riquezas terrestres, Ele deseja nos dar tesouros celestes. Este foi o propósito de Jesus no pedido feito ao jovem rico. A versão deste relato, aos olhos de Marcos, descortinou a real intenção do Salvador: “E, Jesus, fitando-o, o amou” (Mc.10:21). As palavras: “Vai, vende tudo o que tens”, atingiu no alvo o pecado que não o deixava dormir em paz (Ec.5:12). “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt.16:26). Portanto, “não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt.6:24).
Ter riquezas não é pecado. O perigo está em fazer da riqueza a razão da vida. Precisamos buscar no Senhor a mesma alegria e contentamento que o apóstolo Paulo descobriu: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp.4:11-13). Os pedidos de Jesus para nós sempre vêm acompanhados de um mesmo propósito: Salvação. Não faça a escolha do jovem rico. Escolha crer que o melhor para a sua vida é seguir Aquele que deu tudo por você e que hoje, fitando-o com amor, te chama: “Vem e segue-Me” (Mc.10:21). Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros das riquezas eternas!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes6 #RPSP
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“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras” (v.2).
No santuário, tanto o móvel no deserto, quanto o suntuoso templo de Jerusalém, havia três compartimentos: o pátio, o lugar Santo e o lugar Santíssimo. O acesso ao lugar Santo era permitido apenas aos sacerdotes e ao sumo sacerdote. No lugar Santíssimo só poderia entrar o sumo sacerdote, uma vez ao ano. E o pátio era o único compartimento onde o povo tinha acesso. Mesmo assim, o pátio era um lugar de extrema solenidade, onde eram oferecidos os sacrifícios e um lugar também reservado à oração. Por isso que Jesus reagiu energicamente quando viu o lugar de oração transformado em “um covil de salteadores” (Mt.21:13). A reverência descrita no verso 1 diz respeito não apenas à forma de adoração, mas à intenção: “chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos”. Não é o sacrifício que agrada a Deus, e sim se há por trás do sacrifício um coração que agrada ao Senhor.
Quando Saul descumpriu as ordens de Deus e usou os sacrifícios como desculpa, a resposta do profeta Samuel lançou por terra as suas obras: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender a Deus, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm.15:22). Apesar de não termos mais a prática de sacrificar animais, pois o verdadeiro Cordeiro de Deus pagou o preço de forma perfeita e completa (Hb.10:14), os “sacrifícios” ganharam uma nova roupagem, e muitas vezes têm tirado o foco do principal: fazer a vontade de Deus.
Jesus está sempre à porta do nosso coração, porém, Ele não entra se não for convidado. Ele diz que está à porta e bate (Ap.3:20). Mas se a nossa atenção estiver voltada para “sacrifícios de tolos” (v.1) ou “palavras néscias” (v.3), abafamos a Sua voz com os ecos de uma adoração vazia. Então, não sentindo preenchido o coração com o Único capaz de saciá-lo, fazemos votos na tentativa de angariar pontos com Deus. E diante de um deslize quanto ao voto feito, nós mesmos nos sentenciamos culpados. Lembre de Pedro. Tão impetuoso e tão rápido com as palavras. Diante da possibilidade de ver o seu Salvador sentenciado à morte, prontamente Lhe fez um voto: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo Te negarei” (Mt.26:35). Porém, na prática, as suas palavras não se consumaram, e, caindo em si, “saindo dali, chorou amargamente” (Mt.26:75).
A conclusão do verso 7 resume em uma frase qual deve ser a minha e a sua atitude: “Tu, porém, teme a Deus”. Toda a Bíblia confirma o fato de que usar mais os ouvidos e menos a boca é sinônimo de sabedoria e de discernimento espiritual:
“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4).
“Amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz” (Dt.30:20).
“… e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (Ne.8:3).
“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o coração” (Sl.95:7).
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc.4:9).
“Bem-aventurados aqueles… que ouvem as palavras da profecia” (Ap.1:3).
De Gênesis a Apocalipse encontramos a confirmação das Escrituras a este respeito. Precisamos nos calar mais e permitir que o Senhor fale. É quando calamos o nosso eu, que percebemos com clareza a voz de Deus. Sejamos, pois, prudentes no falar. Se tivermos de falar, que sigamos o conselho do próprio Pedro, após compreender esta verdade: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus” (1Pe.4:11) “… a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, ouvintes do Senhor e proclamadores das Suas virtudes!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes5 #RPSP
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“Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento” (v.4).
Ao finalizar “a Sua obra, que fizera” (Gn.2:1), completando a semana da criação, Deus a coroou com o sábado, um dia de descanso para que o homem sempre mantivesse na lembrança a sua origem divina. Um dia antes, Deus havia criado Adão e permitido que ele mesmo notasse que ali ainda “não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea” (Gn.2:20). Então, Deus formou a mulher e, unindo-a ao homem, compôs o primeiro “cordão de três dobras” (v.12) do planeta recém-criado. Ao iniciar sua vida, o primeiro casal desfrutou de seu primeiro dia nas horas do sábado andando lado a lado com o Criador. A primeira lição dada ao recém-formado casal se resume em uma sentença: dependência de Deus.
No sábado, o homem e a mulher aprenderam que a verdadeira adoração não é baseada no que fazemos, e sim no que Deus faz. O Éden foi o presente de casamento que receberam “para o cultivar e o guardar” (Gn.2:15). A ligação do homem com a terra vem da sua composição e também de sua primeira lida. A eles não foi dado apenas um trabalho, mas o meio mais eficaz e salutar de manter-se integralmente em harmonia com o Criador. Nas flores a desabrochar, nas sementes a brotar, nos frutos prontos para colher, no curso dos rios, na doçura das pequenas e grandes criaturas, Adão e Eva aprendiam juntos as ricas lições da natureza.
Infelizmente, em dado momento em que a mulher se distanciou de seu companheiro, Satanás encontrou uma oportuna fragilidade. O primeiro diálogo de Satanás com um membro da raça humana revela a importância e verdade nas palavras do sábio: “Melhor é serem dois do que um” (v.9). “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” (v.12). Mas o pecado veio, e com ele a maldição da terra, a fadiga e “os cardos e abrolhos” (Gn.3:17-18). Ainda assim, “lavrar a terra” (Gn.3:23) foi o trabalho que o Senhor deixou aos cuidados do homem realizar. Pode não se tratar da atividade mais fácil ou mais lucrativa, mas certamente a que mais se aproxima das atividades edênicas.
A agricultura, no entanto, não é um fim em si mesma, nem garantia de intimidade com Deus, mas um dos meios deixados por Ele com essa finalidade. Lembre que Caim era agricultor, e nem por isso reconheceu o cuidado de Deus em suas obras. Na realidade, a vida campestre, onde há a oportunidade de conectar-se com a criação e instruir os filhos o mais distante possível das corruptoras influências do mundo, ainda é a melhor opção. As discussões e tantas controvérsias com relação à vida no campo poderiam ser dissolvidas tão somente se o assunto fosse estudado com oração e humildade, e sincero desejo de conhecer a vontade de Deus a esse respeito.
Em um mundo voluntariamente competitivo e capitalista, o Senhor tem um chamado para cada cristão que se dispõe a largar as redes do serviço egoísta e dar o passo de fé, aceitando o convite de Cristo: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mc.1:17). Nem todos são chamados a abandonar seu trabalho laboral por completo, mas todos somos chamados a viver a vontade de Deus e abandonar as obras que “provêm da inveja do homem contra o seu próximo” (v.4). Hoje, o Senhor nos chama para nos unirmos a Ele num cordão inquebrável que nem a morte pode romper (Rm.8:38-39). O Criador nos convida a olhar para as Suas obras e delas extrair as lições que nos edificam aqui e preparam para a vida do porvir. Hoje, Jesus nos estende o Seu convite: “Segue-Me” (Mt.9:9). Porque mais felizes não são “os que já morreram” (v.2), ou “aquele que ainda não nasceu” (v.3), mas “o que confia no Senhor, esse é feliz” (Pv.16:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, chamados para um propósito divino!
* Oremos hoje para que possamos compreender o chamado de Deus para a nossa vida.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes4 #RPSP
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“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v.1).
Você já ouviu alguém dizendo que o tempo está passando muito rápido? Talvez você tenha esta mesma impressão. Na verdade, há uma batalha invisível acontecendo a fim de que o bom ou o mau uso do tempo pelo homem o aproxime ou o afaste do propósito original e eterno para o qual foi criado. Desde a queda de nossos primeiros pais, a Terra se tornou o palco do grande conflito cósmico entre o bem e o mal. E quanto mais o tempo passa, mais aumenta a expectativa do Universo pelo desfecho desta batalha. De um lado, Aquele que venceu no Céu, no deserto, na cruz e no sepulcro, e que voltará para destruir o mal e o último inimigo: a morte (1Co.15:26). Do outro lado, um inimigo vencido, o originador do pecado e da morte, que será “lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” (Ap.20:10) e que sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).
Para Satanás e seus anjos, portanto, o tempo é um recurso que, por estar se esgotando, é utilizado com bastante astúcia e determinado esforço. Enquanto as trevas estão reunidas e focadas em retirar pessoas da eternidade, Deus convoca Seu povo a iluminar o mundo com Sua glória e unir-se a Ele na obra de preparar as pessoas para a vida que, pela fé, já podem começar a experimentar aqui, pois Ele “também pôs a eternidade no coração do homem” (v.11). Enquanto empregamos o valioso dom do tempo de forma egoísta e negligente, existe um plano maligno seguindo o seu curso a fim de destruir a nossa vida e aquelas pelas quais deveríamos nos esforçar por ganhar. No determinado tempo de Seu juízo, o Senhor não exigirá de nós uma lista de boas obras, mas o fiel cumprimento dos talentos que nos confiou.
Assim como “há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v.1), o nosso tempo de vida deve ser confiado a Deus a fim de que cumpra fielmente o plano que Ele estabeleceu. Lembre de Noé e sua família, que tiveram sua fé provada durante 120 anos até que viesse o dilúvio. Lembre de Sara e Abraão, que foram provados pela demora em ver cumprida a promessa. Lembre de Moisés, que foi educado 40 anos na escola da mansidão para que pudesse suportar 40 anos guiando Israel pelo deserto da provação. Lembre de Jesus, que aguardou com paciência o tempo determinado por Deus para só então iniciar o Seu ministério terrestre. O Senhor também tem um chamado individual para cada um de nós. Para identificá-lo, basta estarmos dispostos a obedecer ao conselho do salmista: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl.37:5).
A obra do Espírito Santo na vida é gradual e paciente. Como perfeito Professor, ensina o penitente a lição do tempo, concedendo a cada um a oportunidade de aprender mediante cada circunstância. Em “tempo de chorar”, são provados a fidelidade, a fé e a paciência com o mesmo rigor com que são provados a humildade, a gratidão e a alegria em “tempo de rir” (v.3). A bondade, a benignidade e o amor são virtudes que devem brilhar em “tempo de abraçar” e com mais intensidade incidir a sua luz em “tempo de afastar-se de abraçar” (v.5). A mansidão e o domínio próprio devem ser notados “em tempo de estar calado e tempo de falar” (v.7), em “tempo de guerra e tempo de paz” (v.8).
“Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente” (v.14). E que, dentro em breve, “Deus fará renovar-se o que se passou” (v.15). “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram… E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá” (Ap.21:1 e 4). Eu almejo esse tempo determinado por Deus com todo o meu coração! Logo, “Deus julgará o justo e o perverso” (v.17). O lugar em que “reinava a maldade” (v.16) será transformado no centro do Universo, habitação dos salvos, e “Deus habitará com eles” (Ap.21:3). Ali, tanto “os filhos dos homens… como os animais” (v.18) viverão seguros e para sempre felizes.
Mães e pais, mestres e pastores, ou qualquer que seja o posto do dever, “cada um segundo a sua própria capacidade” (Mt.25:15), será coroado por Cristo pela fidelidade com que dependeu dEle no emprego de Seus bens. Da mesma sorte, serão lançados fora os servos infiéis, que julgaram seus esforços próprios como suficientes. É tempo de fervorosa oração e zeloso preparo a fim de sermos nesta Terra exatamente quem o Senhor nos criou para ser: “os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz”, diz o Senhor (Is.43:7). Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo de propriedade exclusiva de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes3 #RPSP
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“Então, vi que a sabedoria é mais proveitosa do que a estultícia, quanto a luz traz mais proveito do que as trevas” (v.13).
Um discurso negativo e nada atraente ou a visão da realidade. Salomão traçou um cenário nada promissor envolvendo contrastes entre os principais elementos pelos quais o homem mais ocupa a vida. Grandes empreendimentos, prósperas reservas de suprimentos, uma equipe multidisciplinar a seu serviço, “prata e ouro e tesouros de reis e de províncias”, “cantores e cantoras”, “mulheres e mulheres” (v.8), compunham o quinhão de Salomão. Tudo o que um homem pudesse ter em seu tempo, Salomão possuía, para no fim concluir “que tudo era vaidade e correr atrás do vento” (v.11).
Tudo o que havia conquistado a custo de muito trabalho, “havia de deixar a quem viesse depois” dele (v.18). E quem poderia garantir que seu herdeiro seria “sábio ou estulto”? (v.19). Todo o trabalho, por mais que seja “feito com sabedoria, ciência e destreza” (v.21) geralmente é deixado “como porção a quem por ele não se esforçou; também isto é vaidade e grande mal” (v.21). Ainda que não tivesse a intenção, Salomão deixou registrada a realidade da maioria das famílias. Enquanto os pais trabalham incessantemente para obter possessões e garantir o sustento e bem-estar da família, os filhos são acostumados à facilidade e inutilidade. E o contentamento em usufruir do “que vem da mão de Deus” (v.24) é trocado pela “vaidade e correr atrás do vento” (v.26).
Salomão estava vivendo uma grande angústia de espírito quando escreveu este livro. Ao olhar para trás e para o que havia se tornado, despertou do sono da ilusão para contemplar o triste resultado de suas más escolhas. Diante disso, ele não poderia ficar calado. Precisava deixar registrado à humanidade as terríveis consequências de uma vida afastada de Deus. De tudo o que possuiu, ele reconheceu o valor da sabedoria que o Senhor lhe concedeu, assim como a luz é mais proveitosa do que as trevas (v.13). Se houvesse vivido a sabedoria, quão diferente teria sido a sua pregação! Se houvesse aceitado viver os planos de Deus, quão diferente seria o desfecho de sua vida! “Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que Lhe agrada” (v.26).
Mas, amados, as advertências aqui contidas não significam que devemos jogar tudo para o alto, e sim, que devemos repensar a nossa vida olhando para o alto. Deus é a fonte de toda sabedoria, todo conhecimento e toda felicidade. Ele é o nosso Provedor. Precisamos aplicar o nosso coração à realização da Sua vontade, que é boa, agradável e perfeita (Rm.12:2). Problemas virão. Tempestades tentarão abater a nossa vida. Satanás apontará em nossa direção as suas flechas envenenadas. É nesse momento que o Senhor nos convida a sermos fortalecidos nEle “e na força do Seu poder” (Ef.6:10). “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13).
Cristo venceu todas as vaidades deste mundo para que sejamos vencedores com Ele. Ele brilhou a luz da Sua sabedoria sobre as trevas do pecado. Não julgue ser tarde demais para você! Não desanime! Tenha fé! Lembre-se: “O justo viverá por fé” (Rm.1:17). Nisso não há vaidade! Vigiemos e oremos!
Bom dia, soldados de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes2 #RPSP
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“Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (v.2).
Apesar de não haver a citação específica da autoria deste livro, ele próprio contribui para atribuir a Salomão o título de autor: “filho de Davi, rei de Jerusalém” (v.1). O título hebraico do livro significa “O Pregador” e define bem o seu objetivo: uma pregação que não possui prazo de validade. Salomão iniciou a sua tese pela conclusão da experiência de sua vida: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (v.2). Por mais que avancemos no tempo e que a história nos confirme de que a cada geração o mundo se torna palco de novas descobertas e de novas conquistas, o sábio rei afirmou que “geração vai e geração vem” (v.4) e “nada há, pois, novo debaixo do sol” (v.9). Ou seja, o homem pode criar inovações tecnológicas, pode avançar em descobertas científicas, pode até inventar coisas que as gerações passadas nunca imaginaram que pudessem existir, porém, como o vento, tudo isso um dia passa.
A palavra hebraica usada para vaidade é “hebel” que quer dizer “vapor ou sopro”. O que tanto valorizamos ontem, amanhã pode não ter mais utilidade e assim sucessivamente. Um dia, quando o meu filho mais velho tinha por volta dos sete anos de idade, eu estava fazendo uma arrumação em meu guarda-roupas e encontrei uma fita K7. Imediatamente ele começou a puxar a fita enquanto perguntava: “Mãe, o que é isso?” Eu ri muito na hora e percebi que aquele “estranho” objeto que já havia sido uma sensação, agora não passa de uma peça de museu sem serventia.
A nossa vida não tem sentido se for resumida apenas aos louros desta Terra. Como a fita K7, “Já não há lembrança das coisas que precederam” (v.11). Tudo aqui passa. E com o passado foram as conquistas, as derrotas e todas as vaidades que fizeram de algumas pessoas nomes que marcaram a história. Famosos se vão e outros ocupam suas cadeiras. O que era novidade hoje, amanhã já será ultrapassado. Enquanto as “novidades” desta Terra ocuparem o espaço que só Deus pode preencher, as pessoas continuarão enfadadas e iludidas por algo cujos resultados só faz aumentar a tristeza (v.18). Quem entende que a “novidade de vida” (Rm.6:4) só pode vir por meio de Cristo, viverá aplicando “o coração a esquadrinhar” (v.13) como caminhar até encontrá-Lo face a face.
Creio que jamais houve uma geração tão sedenta por novidades e exposição como essa; tão consumista, mas ao mesmo tempo tão vazia; tão aplicada na tentativa de ser feliz, mas tão frustrada e depressiva. Portanto, amados, não apliquemos o coração em coisas que têm prazo de vencimento, “onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu… porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:19-21). Cristo em breve voltará! Seja esta bendita esperança a riqueza que, todos os dias, ocupe o nosso coração! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, herdeiros dos tesouros celestes!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes1 #RPSP
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“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias” (v.10).
Quando pensamos em Provérbios 31, rapidamente lembramos do louvor da mulher virtuosa. Em forma poética e ao mesmo tempo em linguagem acessível, este acróstico tornou-se o padrão que toda mulher piedosa deseja alcançar. Porém, há outra mulher neste capítulo, que mesmo não sendo protagonista, deveria igualmente ser admirada. Observem com cuidado o que diz o versículo 1: “Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe”. As palavras deste capítulo derivaram do ensinamento de uma mãe; uma mulher que compreendeu o seu papel no lar e cujas palavras excederam a excelência de tronos.
O primeiro conselho dado por aquela sábia mãe a seu filho estabeleceu um contraste com a mulher virtuosa: “Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos às que destroem os reis” (v.3). Foi quando os filhos de Deus olharam e tomaram para si as filhas dos homens (Gn.6:2), que o mundo entrou numa corrupção tão terrível cujo desfecho foi a destruição pelo dilúvio (Gn.6:5-7). Não deve ser passado por alto um conselho tão antigo e ao mesmo tempo tão contemporâneo. Relacionamentos sem a aprovação de Deus são fadados ao fracasso e geram sérios problemas, seja qual for a época.
O segundo conselho requer abstinência do álcool e de tudo o que possa entorpecer a mente. Sabemos que naquele tempo não existiam as drogas atuais, mas o vinho fermentado ou as bebidas misturadas, além de serem usadas para bebedices, também o eram para torpor de doentes e condenados à morte. O verso 6 não se trata de uma autorização especial, mas de um contexto histórico. A Cristo mesmo, em Sua profunda agonia na cruz, foi-Lhe oferecida uma bebida entorpecente, uma espécie de mistura de vinagre e fel (Jo.19:29).
O terceiro conselho trata-se mais de uma ordem, que poderia resumir-se a isto: “Abre a boca” (v.8 e 9) tão somente se for para fazer justiça. Isto é, cuidado com as tuas palavras para que da tua boca só proceda bênção. E, por fim, lemos sobre o “Bê a bá” da mulher segundo o coração de Deus. Geralmente é um texto muito admirado por mulheres, mas que deveria fazer parte do acervo de leituras de todo homem, principalmente daqueles cujos propósitos ainda não se uniram em matrimônio com uma mulher. Em forma de acróstico com as 22 letras do alfabeto hebraico, o louvado texto apresenta uma mulher: virtuosa e valorosa (v.10), confiável (v.11), bondosa (v.12), trabalhadora graciosa (v.13), diligente, disposta e organizada (v.15), empreendedora (v.16), forte (v.17), amante de seu marido (v.18), piedosa (v.20), zelosa (v.21), de boa reputação (v.23), digna (v.25), sábia (v.26), boa esposa e mãe (v.28), inconfundível (v.29), temente a Deus (v.30) e admirável (v.31). Era exatamente o tipo de mulher que deveria ocupar a posição de rainha, ao lado de Lemuel e é o perfil idealizado por Deus para toda mulher desde a criação de Eva.
Como mãe, desejo e peço ao Senhor que desde já prepare para meus filhos mulheres virtuosas que antes de serem rainhas do lar, sejam servas do Rei dos reis. As palavras de uma mãe temente a Deus acompanham seus filhos na jornada da vida e produzem resultados que somente o Céu revelará com exatidão. Independente de quem tenha sido Lemuel, com certeza foi alguém que reconheceu na sabedoria de sua mãe, a voz de ordem de Deus: “Agora, pois, filho, dá-Me ouvidos e não te desvies das palavras da Minha boca” (Pv.5:7). Certamente, aquele que possui uma mãe e uma esposa tementes a Deus possui um tesouro maior do que o dos reis da Terra.
Não existem mulheres naturalmente virtuosas, e sim mulheres que buscam viver essas virtudes. Busquemos, pois, mulheres do Senhor, viver com humildade a Palavra de Deus, permitindo que Ele opere em nós o fruto do Espírito com todas as suas virtudes (Gl.5:22-23), lembrando que a verdadeira beleza não está no exterior, mas naquela que procede do alto (v.30). Mães, busquemos a sabedoria do Céu, conduzindo nossos filhos para uma vida sábia aqui e para o tempo que se chama eternidade. Filhos, deem ouvidos aos conselhos de sua mãe, pois são “como maçãs de ouro em salvas de prata” (Pv.25:11). “Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis” (Pv.8:33). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, mulheres virtuosas e homens sábios!
Rosana Garcia Barros
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“Toda palavra de Deus é pura; Ele é escudo para os que nEle confiam” (v.5).
Os provérbios de Agur expressam a humildade de quem reconhece a própria limitação até mesmo nas questões mais simples da vida. Sua declaração inicial não significa que se tratava de alguém sem instrução, mas de alguém que extraindo lições da natureza, percebeu o quanto a sabedoria humana não é nada comparada ao poder do Criador e à grandeza de Seu conhecimento. O desabafo de alguém que reconhece a sua condição pecaminosa e a sua total dependência do Todo-Poderoso nunca será por Ele rejeitado. Agur descobriu que melhor do que a riqueza ou do que qualquer vantagem terrena é possuir “o conhecimento do Santo” (v.3): “Qual é o Seu nome, e qual é o nome de Seu Filho, se é que o sabes?” (v.4).
Agur condenou qualquer tentativa humana de acrescentar uma palavra que seja ao texto sagrado. Além de reconhecer a sua incapacidade, ele exaltou o Criador e ergueu em plataforma insuperável a santa e pura Palavra de Deus. O seu pedido, semelhante ao de Salomão (1Rs.3:9), também não envolveu benefícios materiais, muito pelo contrário, ele pediu fuga contra “a falsidade e a mentira” (v.8) e uma vida de simplicidade e contentamento, de forma que as circunstâncias de fartura ou escassez não lhe ocupassem a mente a ponto de afastá-lo de Deus.
A corrupção humana está atingindo o seu limite. Até a vida, que é o bem mais precioso que temos, está perdendo o seu valor. Pessoas morrem por muito pouco ou por quase nada. Muitos têm tirado a própria vida por razões banais. O ser humano perdeu a noção de que há diferença entre o certo e o errado. E ignorando a distinção entre o bem e o mal, cai na cilada maligna de preencher a vida com coisas que promovem prazeres momentâneos, desprezando a sabedoria da Palavra Divina. Que terrível engano! Rejeitando o escudo protetor de Deus, os homens tornam-se vulneráveis às consequências de seus próprios procedimentos insensatos (v.32).
Cuidado! O que ocorre hoje no meio cristão, em muitos lugares, é uma busca por êxtase emocional e por milagres instantâneos. A Bíblia torna-se uma espécie de amuleto que só tem serventia se for aberta onde possa atender as necessidades particulares de cada um. Ou seja, muitos têm “acrescentado” às Escrituras a sua própria interpretação. Não a buscam no sentido de ouvir a voz de Deus, mas de favorecer as suas próprias vontades. Como sanguessugas, suas orações se resumem em: “Dá, Dá” (v.15). E se não são atendidos ou se as provações lhe batem a porta, simplesmente dão as costas e com o coração endurecido dizem: “Não conheço o Senhor” (Êx.5:2).
Meus amados, todos os que almejam a vida eterna precisam buscar “o conhecimento do Santo” (v.3): “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). E como podemos conhecê-Lo? Através da Sua pura Palavra! Por isso, não desistam de buscá-la e por ela serem santificados (Jo.17:17). Como Agur, clamemos ao Senhor que nos livre de ensinos mentirosos que têm levado multidões à destruição. Cristo mesmo nos advertiu para termos cuidado, principalmente agora, nos últimos dias (Mt.24:24). Satanás bem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12) e tem feito de tudo para “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10) todos os que têm dado as costas às profecias e aos mandamentos de Deus. Estes serão achados mentirosos, pois “jamais foram lavados da sua imundícia” (v.12) e não poderão ter parte na Cidade Santa (Ap.21:27).
Um povo está sendo santificado, “muitos serão purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10), “os que lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14): “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap.14:12). Oxalá que você e eu façamos parte do seleto remanescente que irá perseverar até o fim ao lado de Deus e de Sua eterna Palavra (Sl.119:160)! Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios30 #RPSP
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“Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz” (v.18).
A diversidade dos provérbios atribuídos a Salomão termina com palavras acertadas acerca das escolhas que fazemos. “O homem que ama a sabedoria alegra a seu pai” (v.3) terreno, mas também é motivo de alegria ao seu Pai do Céu. Um caráter íntegro e reto é resultado da humildade de espírito (v.23) e pode gerar duas reações: acolhimento ou rejeição. Da mesma forma as mesmas reações podem ser geradas a partir de um procedimento contrário: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz” (v.1).
Existe uma estratégia maligna atual que tem alcançado milhares de adeptos: o egocentrismo. De forma sorrateira, Satanás iniciou a sua obra no coração de nossos pais a fim de quebrantar a presente geração “sem que haja cura” (v.1). Seu plano de tornar o homem o centro de todas as coisas tem avançado e, apelando à realidade (também provocada por seus meios sórdidos) da fragilidade emocional, a maioria, até mesmo cristã, tem trocado a ajuda do Alto pela autoajuda. Gostar de si mesmo é diferente de tentar encontrar em si mesmo a fonte do contentamento. E por ser impossível achar o que se busca em fonte tão rasa, “não haverá fim” (v.9) nessa procura a menos que aceite o convite do Salvador: “Vinde a Mim” (Mt.11:28).
Os grandes homens do passado tiveram de negar o próprio eu e suas vontades a fim de viver para Deus e de caminhar em Suas veredas. Muitos deles foram perseguidos, oprimidos e até mortos em defesa da verdade que amaram mais do que a própria vida. Isso mesmo. Refiro-me aos profetas, homens e mulheres de Deus que, pelo testemunho das Escrituras, sabemos não terem vivido experiências fáceis. A escolha que fizeram em andar com Deus e fazer disso a razão de sua existência, lhes custou o desprezo da maioria, o descaso dos da própria família e constantes ameaças e perseguições. Foram incompreendidos pelas gerações que deveriam acolhê-los e ouvi-los, “homens dos quais o mundo não era digno” (Hb.11:38); peregrinos que aspiravam “a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16).
Semelhantemente, pelo infeliz testemunho de seus antepassados, a geração que mais deveria propagar a glória de Deus, foi a mais resistente à divina luz que lhe foi dada. Pois Cristo “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11). “O povo que andava em trevas viu grande luz” (Is.9:2), mas os corações estavam duros demais para aceitá-la. E, despertados pelo mesmo ódio com que seus pais feriram aos profetas de Deus, aborreceram a Jesus e procuraram tirar-Lhe a vida (v.10). Como João Batista foi chamado “para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17), como adventistas do sétimo dia fomos chamados para a mesma missão nas vésperas do segundo advento de Cristo.
Nossa vida, e não apenas nossas palavras, devem proclamar com intrepidez e santa convicção “as palavras dos profetas, como está escrito” (At.15:15). Assim como Deus enviou os Seus profetas em tempos remotos, podemos confiar de que não fomos deixados sem testemunho. Os escritos de Ellen G. White aliados à sua vida de profunda dedicação à obra de Deus e leal fidelidade ao “assim diz o Senhor”, confirmam o seu chamado profético. Eu lhes peço, meus irmãos, que deixem de lado os preconceitos e as críticas infundadas e provem por si mesmos deste manancial de conhecimento que nos leva para mais perto de Cristo e de Sua Palavra. Lembrem-se: “Não havendo profecia o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz” (v.18). Vigiemos e oremos!
Bom dia, felizes em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios29 #RPSP
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“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (v.13).
Os provérbios antitéticos são aqueles que trabalham com a ideia do contraditório. Através da comparação, o sábio deixa claro que há uma linha de separação entre justos e perversos, não havendo a mínima possibilidade de misturar a luz com as trevas. “O que guarda a lei” é considerado “filho prudente” (v.7), mas “os que desamparam a lei” (v.4) e “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei” (v.9) são tidos por perversos e “até a sua oração será abominável” (v.9). Assim como o criminoso é fruto do descaso para com as regras estabelecidas pelo homem, o perverso é resultado do descaso para com a Lei de Deus.
“Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal” (v.14). Há uma forte resistência por parte de muitos que alegam ter sido a Lei de Deus revogada. Com discursos convincentes, semeiam a dúvida e promovem uma religião eclética e parcial à vontade do homem. Os mandamentos que exaltam a imutabilidade do caráter divino são ignorados sob o arenoso fundamento da sabedoria humana. E cada vez mais afastados de Deus, não conseguem se dar conta de que aquele “que confia no seu próprio coração é insensato” (v.26). Pois “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr.17:9).
Ninguém que busque a Deus com sinceridade e procure compreender a Sua justiça é deixado em trevas. Ao diligente e humilde estudante das Escrituras são abertos os tesouros da sabedoria e do conhecimento em proporções incalculáveis. Gozo, paz e contentamento adornam a sua vida. À medida em que cresce na graça e no conhecimento de Deus, os fardos do pecado são removidos e a certeza do perdão o fortalece. Ao reconhecer que até mesmo a confissão e o arrependimento provém do amor e da bondade de Deus, suas orações se tornam nos momentos mais especiais do dia e ascendem ao Santíssimo como aroma agradável ao Senhor (Ap.5:8).
Jesus não veio para revogar a Lei de Seu Pai, mas veio para cumpri-la (Mt.5:17), nos deixando o perfeito exemplo de como devemos observá-la. “Foi do agrado do Senhor, por amor da Sua própria justiça, engrandecer a lei e fazê-la gloriosa” (Is.42:21). Não existe embasamento bíblico para a revogação da Lei de Deus assim como não há um único versículo que aprove a mudança do sábado para o domingo. Aquele que declarou ser pecado roubar, matar e adulterar (Êx.20:3-17), é O mesmo que, na criação, instituiu o sábado como um dia santo (Gn.2:1-3) e, esculpindo-o em pedra, como um mandamento e memorial eterno (Is.66:22-23). Leiam Tiago 2:10-12 e vocês entenderão que os dez mandamentos também serão o fundamento da justiça de Deus no dia do Seu juízo. Lembrem-se: “Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o Senhor entendem tudo” (v.5). Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que buscam a Deus!
* Oremos pelo derramamento do Espírito Santo em nossa vida.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios28 #RPSP
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