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“Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe” (v.21).
Há uma frase atribuída a Abraham Lincoln que diz: “Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. No contexto do verso acima, poderíamos criar a seguinte versão: “Quer conhecer alguém? Elogie-o”. A Bíblia adverte sobre o autoelogio e aconselha que o louvor por nossas ações não saia de nossos próprios lábios, mas da boca do estranho (v.2). Na era do coaching motivacional, este conselho parece mais um balde de água fria. Em um tempo de depressão, reclusão e confinamento social, a autoestima tem sido evocada como uma ferramenta imprescindível e até curativa. Só que o verso acima, longe de ser um “bullying” ao amor próprio, é uma reflexão sobre o limite da autoestima. Gostar de si mesmo é até imprescindível para que possamos praticar o segundo maior mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:39). Mas existe um limite, um princípio apresentado por Jesus: “o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt.23:12)
A provação não se trata apenas de algo externo, mas principalmente interno. Quando o nosso ego é massageado, há o grande perigo de trocarmos a glória de Deus pelo orgulho próprio. Por isso que é bem melhor “a repreensão franca do que o amor encoberto” (v.5). Pois “leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos” (v.6). Receber conselhos cordiais é como “o óleo e o perfume” que “alegram o coração” (v.9). Contudo, entramos numa zona de risco iminente quando buscamos os holofotes para nós mesmos.
Precisamos buscar a prudência para nos esconder do mal (v.12) e isto inclui até a exagerada exposição da intimidade que vemos hoje. Use suas redes sociais com sabedoria, e se elas lhe têm sido uma pedra de tropeço, se desfaça delas. Há alguns anos minhas redes sociais são administradas por meu marido e com o único objetivo de pregar o evangelho. Não me arrependo e sou muito feliz com o que Deus tem realizado em minha vida desde então. Pois o que muitos imaginam ser apenas uma exposição inocente, pode despertar sentimento pior do que a ira impetuosa: a inveja (v.4).
Quando fazemos o possível para fugir do mal, Deus faz o impossível para que ele não nos alcance. Como peregrinos, estamos a caminho da pátria celestial; de um lugar onde não haverá inconveniência (v.14) e nem fingimento (v.6); um lugar onde todos estarão perfeitamente satisfeitos e felizes com o que Deus lhes preparou. “Não te glories do dia de amanhã” (v.1), mas escolha, hoje, atentar para os sábios conselhos da Palavra de Deus. Aceite o terno convite do Pai: “Sê sábio, filho Meu, e alegra o Meu coração” (v.11). Que tudo o que façamos seja com o real objetivo de filhos que querem alegrar o coração de seu Pai! Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos sábios do Pai!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios27 #RPSP
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“Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno” (v.23).
De uma forma insistente e persuasiva, o Senhor dá o Seu recado sobre o perigo da insensatez. O mau uso da língua é veneno que mortifica tanto quem o destila quanto quem o recebe. E só para não restar dúvidas, até aquele que diz: “Fiz isso por brincadeira” (v.19), não é tido por inocente. Como cristãos, nossas palavras e atitudes devem corresponder ao chamado de Deus: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). O mundo tem despertado para os malefícios do consumo da carne animal e uma das maiores motivações tem sido o amor pela fauna. Sem desmerecer um objetivo tão nobre, e até bíblico (Pv.12:10), a abstinência do alimento cárneo não deve sobrepor a abstinência do falar injurioso. Não adianta ser vegano enquanto se “devora” os semelhantes. Pois “as palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre” (v.22).
Os pecados da língua são tão graves e tão malignos diante de Deus, que são comparados à insanidade. Quem, em sã consciência, pegaria um cachorro de rua pelas orelhas? Mas essa atitude é semelhante a “quem se mete em questão alheia” (v.17). Intromissões, fofocas e contendas são atos detestáveis diante de um Deus que é amor, paz e bondade. Todo aquele que deseja desfrutar da eternidade na Nova Terra enfrentará essas questões com a devida seriedade e discernimento espiritual, buscando preencher a mente com o que é lícito diante de Deus: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp.4:8).
Mas, e quando a malícia vem de forma sutil? E quando o insensato age dissimuladamente? Sobre isso, declarou Ellen White: “Intimamente ligada à bisbilhotice está a insinuação encoberta, esquiva, pela qual o coração impuro procura insinuar o mal que não ousa exprimir abertamente. Os jovens devem ser ensinados a evitar toda aproximação de tal prática como evitariam a lepra” (Educação, p.236). A triste realidade é que pais têm ensinado aos filhos que não há problema algum em “comentar” sobre a vida alheia e fazer disso o principal assunto nas refeições à mesa. Prejudicar a vida de outros com palavras, ainda que por “brincadeira”, é pecado. E, um dia, teremos de responder por isso (Mt.12:37).
Não é fácil ficar em silêncio quando muitas vezes é a sua imagem que está em jogo. Em nosso desejo por justiça própria, abrimos nossos lábios para tentar resolver à própria maneira o que só Deus pode resolver. Então, o Senhor nos diz: “Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele” (v.4). Ou seja, revidar não é uma opção. Palavras e atitudes más não devem resultar na mesma coisa. Que Cristo em nós seja a água viva lançada sobre a fogueira do mal, e a contenda cessará. É claro que “a língua falsa aborrece a quem feriu” (v.28), mas, no devido tempo, “a sua malícia se descobrirá publicamente” (v.26). Se “a maldição sem causa não se cumpre” (v.2), devemos confiar na misericordiosa justiça divina e procurar viver um procedimento santo e digno do nosso chamado: “Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos” (1Pe.2:15). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios26 #RPSP
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“Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber, porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o Senhor lhe retribuirá” (v. 21-22).
Você já se olhou no espelho hoje? O espelho revela a descrição física de cada pecador condenado à morte, “porque o salário do pecado é a morte”. E estaríamos todos condenados, não fosse a recompensa paga, “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23). Cristo veio e assumiu o nosso lugar naquela cruz. Ele veio alimentar (Jo.6:48) e dar de beber a quem não merecia (Jo.4:14), e ainda com a promessa de um galardão eterno (Jo.14:1-3). Vocês compreendem a grandiosidade da misericórdia divina? Ela é estendida a imerecedores! A respeito disso, escreveu Ellen White: “Nosso único direito à Sua misericórdia é nossa grande necessidade” (A Ciência do Bom Viver, p.161).
O amor que outrora levou o Criador à cruz deve ser o mesmo que leva o pecador à luz, que refletida na vida, faz com que ele mesmo perceba que não há melhor forma de dar destaque à luz do que nas trevas. Os inimigos e perseguidores tornam-se oportunidades de exercitar o amor que Cristo imprimiu em nosso coração. E em meio às trevas de perseguições e de injustiças, recebemos a chance de iluminar. Sabemos que alimento e água são as necessidades básicas de sobrevivência. Portanto, se nossos adversários estão passando por situação de vida ou morte, e está ao nosso alcance ajudar, então é exatamente isso o que devemos fazer. Disse Jesus: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt.5:44).
Não cabe a nós devolver mal por mal. Muito menos ter “língua fingida” (v.23). Nossos atos devem refletir o amor de Cristo e nossas palavras devem ser “como maçãs de ouro em salvas de prata” (v.11). O sentido sobre a expressão “brasas vivas” (v.22) é incerto, mas, a respeito dela, há o seguinte comentário: “A bondade a um inimigo, procurando-o, quando, na verdade, ele deveria tomar a iniciativa para se reconciliar, pode trazer sobre a cabeça dele brasas vivas de arrependimento e tristeza pelo pecado, que queimarão a má vontade e o tornarão um amigo e servo do Senhor” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 3, p.1168). Isso é real e pode ser experimentado por cada pessoa que encontrou em Cristo a verdadeira felicidade. Esse tipo de pessoa não se alegra com a queda do inimigo (Pv.24:17), mas faz o que for preciso para amortecê-la. Escolha ser um “mensageiro fiel” (v.13) da paz, iluminando até o caminho dos teus perseguidores, e, certamente, “o Senhor te retribuirá” (v.22). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, pacificadores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios25 #RPSP
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“Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma” (v.3).
A descrição dos últimos dias feita por Paulo a Timóteo, apresenta uma lista da degradação humana provocada pelo pecado. Ao apóstolo foi dada a visão exata dos “tempos difíceis” (2Tm.3:1) que temos vivido. Partindo do egoísmo, Satanás induz o pecador no caminho da decadência até que este atinja o seu objetivo final: a inimizade com Deus. Pela contemplação, a antiga serpente tem usado a mesma estratégia que no Éden obteve êxito, oferecendo a cada um os variados frutos da tentação sob o encantado disfarce do engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4).
Creio que mesmo em sua mais alta concepção, o apóstolo Paulo foi poupado de vislumbrar o que de fato ocorreria em nossos dias. Com a crescente ascendência das redes sociais e a criatividade para tornar o ser humano cada vez mais dependente da tecnologia, estamos em meio a uma geração “bomba-relógio”; a geração mais conectada com o digital e a mais desconectada com o espiritual; a geração mais informada sobre a vida alheia e a mais alheia à vida de Cristo; uma geração guiada pela inveja, pela injustiça e pelo ócio, “que cuida em fazer o mal” (v.8).
A pergunta é: Aonde nós estamos em meio a essa completa confusão? A resposta depende de para onde estamos olhando. Disse Jesus: “São os olhos a lâmpada do corpo” (Mt.6:22). Se gastamos horas contemplando as distrações da internet enquanto a Palavra de Deus é lida de forma rápida e negligente, como poderemos vencer as tentações que constantemente estão diante dos nossos olhos? Milhares “estão sendo levados para a morte” (v.11) enquanto aqueles que foram chamados para salvar vidas, em sua letargia, alegam: “Não o soubemos” (v.12). Ignorando sua responsabilidade, estão prestes a ouvir a sentença dAquele “que pesa os corações” (v.12): “Servo mau e negligente… lançai-o para fora, nas trevas” (Mt.25:26 e 30).
“Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso” (v.33). A geração da sonolência precisa ser despertada e avisada! Assim diz o Senhor: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18). Em Sua oração sacerdotal, Jesus declarou acerca dos que nEle creem: “Eles não são do mundo” (Jo.17:16). Ou seja, eles estão no mundo, mas, definitivamente, eles não vivem como o mundo vive.
“Não te aflijas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos perversos, porque o maligno não terá bom futuro, e a lâmpada dos perversos se apagará” (v.19-20); “no juízo, a sua boca não terá palavra” (v.7). Este mundo está em contagem regressiva e com ele todos “os perversos” (v.16). Façamos parte da “multidão de conselheiros” (v.6) do tempo do fim que “salva os que cambaleiam indo para serem mortos” (v.11). “Teme ao Senhor” (v.21) e persevera, pois “sete vezes cairá o justo e se levantará” (v.16) pelo onipotente braço que o sustém. Clamemos por sabedoria, inteligência e conhecimento, e o Senhor tornará a nossa vida e a nossa casa o mais firme e poderoso canal do evangelho ao mundo. “Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn.12:3). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, atalaias de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios24 #RPSP
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“Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (v.26).
Guerras, fome, terremotos, enchentes, são causadores de muitas mortes. Mas há outra causa que a todas aquelas supera: o apetite descontrolado. Gula não se trata apenas de comer muito, mas de comer o que é prejudicial à saúde. Milhares morrem todos os dias devido às consequências causadas pela má alimentação aliada ao estilo de vida abusivo e sedentário. Além dos efeitos nocivos à saúde física, o mau uso da alimentação também tem total influência sobre os aspectos mental e espiritual. Um estômago pesado por causa de uma refeição desregrada ou uma corrente sanguínea tomada pelo álcool são torpor para a mente, e, consequentemente, um bloqueio à voz de Deus (v.19).
É engano pensar que o Senhor não se importa com o que nós comemos ou bebemos. O apóstolo Paulo confirmou a sabedoria destes provérbios quando, inspirado por Deus, declarou: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31). Além de nos ter deixado regras acerca dos alimentos limpos e imundos (Lev.11), Deus foi além. A nossa comida e a nossa bebida devem glorificá-Lo! Não como um meio de salvação, mas como resultado dela.
Eu não conseguia compreender esta mensagem até que o meu corpo começou a apresentar as consequências de minha indisciplina: pedras nos rins e vesícula comprometida. A má administração do “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19, 20) me trouxe marcas que poderiam ter sido evitadas se eu tão somente tivesse dado ouvidos à sabedoria de Deus (v.19) e aos meus pais que tanto haviam me orientado no sentido correto (v.22). Quantas doenças e mazelas não poderiam ser evitadas se o homem entregasse a Deus a única coisa que Ele nos pede: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (v.26). Precisamos primeiro educar nossos olhos, então, nosso paladar. Foi quando Eva olhou para onde não devia, que acabou comendo o fruto da morte (Gn.3:6).
A descrição feita dos versos 29 ao 35 nos dá uma visão exata da degradação de uma pessoa entorpecida pelo álcool, que, aliado à gula, completa o quadro da tragédia humana. O que bebemos e o que comemos têm grande influência sobre o que pensamos e fazemos. E famílias inteiras têm sido destruídas como resultado da desobediência quanto ao apetite, tornando a intemperança um fator decisivo para as práticas nocivas que prejudicam a comunicação do Espírito Santo com a mente humana.
Amados, o apelo do Senhor para nós é que, a partir de hoje, possamos tomar a irrevogável decisão de Daniel: “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia” (Dn.1:8). E o resultado da firme decisão de Daniel e de seus três amigos, comparado aos que comiam das iguarias do rei, foi: melhor aparência, maior força (Dn.1:15), discernimento espiritual (Dn.1:17) e uma inteligência dez vezes superior à dos sábios de Babilônia (Dn.1:20). Querem prova maior do que essa de que a comida e a bebida que o Criador nos deixou compõe a fonte da saúde e da inteligência?
Não sejamos insensatos desprezando a sabedoria das palavras do Senhor (v.9)! Mas que possamos aplicar o nosso “coração ao ensino e os ouvidos às palavras do conhecimento” (v.12). Não é uma caminhada fácil, amados, mas com Deus, a vitória é garantida. “Ouve, filho Meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração” (v.19). Lembre-se de que a mensagem de saúde é, antes de qualquer coisa, uma mensagem de esperança, e não de cobrança. Portanto, seja um vigia da tua própria vida e um sábio médico missionário para a vida de teus semelhantes. Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios23 #RPSP
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“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (v.6).
O versículo acima é um dos maiores consoladores de pais cristãos que, em algum momento na vida, viram seus filhos escolhendo um caminho diferente do que lhe foi ensinado. Mas também uma forte confirmação do que Deus já havia ordenado em Deuteronômio 6:4-9. A Bíblia não diz para ensinar a criança o caminho, e sim, “no caminho”. Isto é, sejam os pais os primeiros a praticar o que ensinam. Ensinem pelo exemplo. Ensinem no caminho. Caminhem juntos.
Foi assim que Jesus ensinou os Seus discípulos. Ele instruía os doze enquanto andavam juntos, comiam juntos, sentavam juntos. O Salvador não perdia a oportunidade de ensinar-lhes e fazia isso pessoalmente. A presença de Cristo era-lhes um particular tesouro de ilimitada sabedoria e Suas palavras eram tão somente um eco de Suas obras. Ele não ensinou o amor, Ele ensinou amando. Ele não ensinou a paciência, Ele ensinou sendo longânimo. Ele não ensinou a mansidão, Ele ensinou sendo manso. Se a criança já nasce com o coração inclinado para o mal (v.15), ela precisa ser instruída e disciplinada de acordo com o método que a ensine da melhor maneira que ela possa compreender: pelo exemplo.
A jornada de trabalho diária tem retirado de muitos pais a plenitude do relacionamento pais e filhos. Os pais perdem a oportunidade ímpar de instituir na vida dos filhos, marcos (v.28) que lhes seriam regras áureas e imutáveis. E o que era para ser uma educação presencial, tem sido uma educação, em grande parte, à distância. Pais são administradores de vidas; vidas que necessitam receber a orientação da “vara da disciplina” (v.15). Esta expressão não deve ser aplicada apenas no sentido da disciplina em si, mas dá a ideia de presença, pois uma vara, para ter utilidade, precisa de alguém que a maneje.
Se guardarmos no coração (v.18) as palavras do Senhor e se a nossa confiança estiver nEle, andaremos no caminho e no caminho ensinaremos. “A certeza das palavras da verdade” (v.21) precisam ser vistas pelos filhos na vida de seus pais. Deste modo, serão evitadas as más associações que corrompem a alma (v.24-25). Foi assim na vida de Daniel e de José, que amando a pureza, conquistaram a amizade de reis (v.11) e, por estes, foram colocados em postos de honra (v.29). As lições práticas de pais tementes a Deus podem não mostrar seus resultados de pronto, mas certamente revelar-se-ão a mais proveitosa e gratificante obra no futuro e na eternidade. Homens e mulheres valorosos, “dos quais o mundo não era digno” (Hb.11:38), foram aqueles que consideraram com diligência “os marcos antigos” (v.28). Vigiemos e oremos a fim de que os nomes dos nossos filhos estejam registrados na galeria celestial da fé.
Encerramos aqui os provérbios que definem uma linha de separação entre o justo e o perverso, o sábio e o insensato. Se esta distinção for vista na vida de pais cristãos que lutam para transmitir a seus filhos os verdadeiros valores “da humildade e o temor do Senhor”… “riquezas, e honra, e vida” (v.4) os seguirão. A decisão, porém, de desfrutar deste resultado será de cada filho, que tem o livre arbítrio para escolher entre “a vida e a morte, a benção e a maldição” (Dt.30:19). “Excelentes coisas acerca de conselhos e conhecimentos” (v.20) a Palavra do Senhor tem nos ensinado. Que possamos guardá-las no coração e aplicá-las em nossa vida diária para que, pela graça de Deus, alcancemos a vitória final. O chamado de Deus para a tua vida hoje é: “Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt.30:19). Escolha seguir o exemplo de Jesus, “e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Vigiemos e oremos!
Bom dia, pais tementes a Deus e filhos prudentes!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios22 #RPSP
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“Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda” (v.19).
Toda mulher passa por um ciclo mensal que abala a sua estrutura emocional, que pode ser em maior ou menor grau. A tensão pré-menstrual, a famosa TPM, é provocada por uma série de mudanças hormonais, que podem influenciar, e muito, o estado de humor da mulher. Portanto, este é um período crítico, mas provisório e deve ser encarado com paciência por parte do cônjuge, assim como a mulher também deve compreender os momentos em que o homem precisa se “esconder” na “terra do nada”. E a partir desta introdução, me permitam destacar dois versos do capítulo de hoje: o 9 e o 19.
Não obstante existam casos de TPM mais severas, o que pode ser tratado e amenizado com o devido uso dos oito remédios naturais e acompanhamento médico, a Bíblia não fala da mulher com tensão pré-menstrual, mas da mulher com tensão pré, pós e sempre. Uma casa com uma mulher rixosa torna-se o último lugar para o qual o marido deseja voltar após um dia de trabalho. A palavra “rixosa” significa “aquela que gosta de provocar brigas; briguenta”. Tudo se torna motivo para reclamações e discórdias. Ela não é uma mulher agradável e não zela para que a sua casa seja um lugar de paz. Ou seja, um ambiente com uma mulher dessas torna-se inabitável e insuportável. Ela é um completo contraste com a mulher sábia (Pv.14:1) e virtuosa (Pv.31:10-31).
Já a pessoa “iracunda” é aquela que se irrita com facilidade, que tem um gênio difícil, que guarda rancor. E a Palavra nos diz que é melhor morar em um deserto do que com uma mulher assim. Ora, no deserto não tem água, não tem comida, o calor castiga de dia e o frio à noite, há feras e animais peçonhentos, e ainda assim é melhor morar em um lugar desses a ter de dividir o mesmo teto com alguém de natureza briguenta e geniosa. Meus amados, com toda a convicção que tenho na santa Palavra do Senhor, nós não fomos chamados para viver esta terrível situação. E se por um acaso a estamos vivendo, dada a situação da crise atual que tem causado grande estresse, precisamos urgentemente clamar pelo auxílio divino.
Daí você pode estar se perguntando: Mas porque a Bíblia se referiu apenas às mulheres? Não existem também homens rixosos e iracundos? Sim, existem. Mas quem o Senhor dotou da habilidade de cuidar do ambiente do lar foi a mulher. Pode perceber que o estado de espírito da mulher será o estado de espírito de toda a casa. Se a mulher está bem ela promove bem-estar a toda a família. Se por algum motivo ela está mal, da mesma forma todos irão sofrer. A mulher é o equilíbrio emocional do lar. Quando a Bíblia diz que “a mulher sábia edifica a sua casa”, está afirmando que em suas mãos pesa a responsabilidade de fazer do seu lar um lugar aprazível e feliz. E não encare isso como um discurso machista e ultrapassado, mas como um conselho do Criador que conhece o nosso potencial.
Os maridos também carregam sobre si uma tremenda responsabilidade. Se preciso for, devem dar a própria vida em favor de suas esposas (Ef.5:25). Há, portanto, um dever mútuo que envolve amor e respeito (Ef.5:33). Assim sendo, que marido não daria a sua vida por uma mulher sábia? Ou que mulher sábia não teria prazer de respeitar o seu marido que a ama mais do que a própria vida? Mas o real desafio está em cada um cumprir com o propósito que lhe foi confiado por Deus, fazendo tudo “de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Cl.3:23): eis o segredo para tornar o lar um pedacinho do Céu. Ainda que o seu marido não seja merecedor do seu respeito, respeite-o, pois assim Deus é honrado. Se a tua mulher não tem sido digna do teu amor, ame-a, pois assim faz quem ama o Senhor. Este foi o grande desafio que Jesus nos deixou e que por Seu exemplo nos ensinou.
Portanto, procuremos fazer a nossa parte e confiemos que “a vitória vem do Senhor” (v.31). Vigiemos e oremos!
Bom dia, mulheres sábias e homens amorosos!
* Oremos hoje em especial pelas famílias.
Rosana Garcia Barros
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“Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou do meu pecado?” (v.9).
Ser justo não significa deixar de ser pecador. Ser justo significa que Alguém nos justificou: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm.5:1). Cristo assumiu a nossa culpa ao entregar a Sua vida na cruz e nos concedeu o privilégio da salvação por meio de Seu sacrifício e ressurreição. Porém, todos nós estamos sujeitos ao pecado até que Ele venha pela segunda vez e nos liberte de uma vez por todas. O apóstolo Paulo comparou o pecado com uma lei que rege a nossa natureza pecaminosa: “mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros” (Rm.7:23). Isto é, a partir do momento em que aceitamos pela fé a justiça de Cristo, inicia-se uma batalha entre o bem e o mal em nós mesmos; batalha que só terá fim no Dia do retorno do nosso Salvador.
Quando Jesus foi confrontado pelos líderes judeus acerca do adultério de uma mulher, a Sua sabedoria fez com que todas as pedras caíssem ao chão. Aqueles líderes não tiveram argumentos diante de tais palavras: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (Jo.8:7). Certamente, o primeiro atrevido a lançar uma pedra, seria ele mesmo apedrejado pelos demais. Era considerada uma grande blasfêmia afirmar tal coisa. A Bíblia afirma que todos nós nos extraviamos e nos corrompemos (Sl.14:3). Por isso, necessitamos de um Mediador, do único que é verdadeiramente Justo: Jesus Cristo (1Tm.1:5).
Quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas, acontece uma metamorfose espiritual. É como se Deus olhasse do Céu e ao invés de enxergar a nossa natureza pecaminosa, Ele notasse que há um “casulo” que nos reveste, que é a justiça de Cristo. E somente se permanecermos dentro deste seguro revestimento, muito em breve, alcançaremos a plenitude da vida. Assim como uma lagarta para se tornar em borboleta precisa obedecer a todo o processo natural, precisamos viver a justiça de Cristo e a novidade de vida que nos foi outorgada: “segundo é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1Pe.1:15).
Então, aquele que trilha o caminho eterno não será vencido pelo álcool (v.1), se desviará de contendas (v.3), não comerá o pão da preguiça (v.4), não será desonesto (v.17), não se envolverá em fofocas (v.19), não desonrará pai e mãe (v.20), não será vingativo (v.22) e aceitará a repreensão (v.30). Cada provérbio tem nos ensinado, e como um guia de sobrevivência nos fortalecido para o conflito espiritual que travamos dia após dia. Não podemos ignorar essa realidade e precisamos aprender, mediante as Escrituras, a fazer “a guerra com prudência” (v.18). Tome posse da armadura de Deus (Ef.6:11) e erga “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17) e, os teus passos serão “dirigidos pelo Senhor” (v.24). Vigiemos e oremos!
Bom dia, justificados pela fé em Cristo Jesus!
Desafio do dia: Pesquise sobre o processo natural que faz surgir uma borboleta. Cristo usou a natureza para extrair grandes lições espirituais. Siga o Seu exemplo.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios20 #RPSP
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“O que guarda o mandamento guarda a sua alma; mas o que despreza os seus caminhos, esse morre” (v.16).
Temos estudado diversas comparações, todas referentes à diferença entre o justo e o perverso. Percebemos que o pecado traz consigo consequências que maculam o que Deus criou para ser perfeito; que o fato de Ele nos amar, independente do que fazemos ou deixamos de fazer, não muda o outro fato de que um dia Ele terá de aplicar a Sua justiça e fazer separação entre justos e ímpios.
Os provérbios de Salomão não são simplesmente um relato sobre o que é correto e o que é errado, mas palavras do Senhor que deseja nos conduzir à vida (v.23). Por isso, “ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir” (v.20) e para que não venhas a participar dos juízos preparados “para os escarnecedores” (v.29).
Duas coisas têm crescido de forma alarmante em nossos dias: a pobreza e os lares destruídos. O tema do aquecimento global nunca foi tratado com tanta urgência e sobre este pesa a culpa pelo descontrole da natureza, que por sua vez causa danos na agricultura, que por sua vez causa prejuízos na economia mundial, que, por fim, resulta em desemprego e miséria. Por outro lado, a família entrou num colapso tão grande, que para amenizar a tragédia, leis têm sido criadas para chamar de família qualquer ajuntamento de pessoas que vivam sob um mesmo teto. Porém, o homem pode fazer ou planejar o que quiser, “mas o desígnio do Senhor permanecerá” (v.21).
O apóstolo Paulo já havia advertido que nos últimos dias os homens seriam “egoístas… desobedientes aos pais” (2Tm.3:2). Podemos aplicar o egoísmo à esposa contenciosa, no final do verso treze. Uma mulher que vive para reclamar e que não possui um coração agradecido, pensa somente em si e no seu próprio bem-estar, e com as próprias mãos destrói a sua casa (Pv.14:1). Mas uma esposa prudente, além de ser uma benção de Deus, é mais valiosa do que qualquer bem material (v.14). Ela vive em função de promover a felicidade do seu lar, e faz isso com prudência, com sabedoria e com gratidão. Já no início do mesmo verso, diz que “o filho insensato é a desgraça do pai”. Este é outro fator que tem arruinado muitas famílias: filhos desobedientes e incontroláveis. Drogas, prostituição e criminalidade têm invadido os lares, transformando em maldição a instituição que Deus criou para ser uma bênção.
O que temos feito para amenizar o sofrimento alheio? Se Deus não faz acepção de pessoas (Rm.2:11), muito menos nós devemos fazer. Sejamos “ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir” (1Tm.6:18). Cuidemos de desempenhar com diligência o papel que nos cabe como membros de uma família. Bons maridos, boas esposas e bons filhos também serão bons membros da família de Deus. Então, não haverá lugar para o egoísmo (v.4), acepção (v.6), mentira (v.5 e 9) ou lares infelizes (v.26). Todo aquele que compreende o que Deus entregou em nosso favor (Jo.3:16), certamente se compadecerá de quem necessita (v.17) e zelará pelo bom andamento de seu lar. Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias guiadas pela sabedoria de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios19 #RPSP
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“O solitário busca o seu próprio interesse… mas há amigo mais chegado do que um irmão” (v.1 e 24).
O capítulo de hoje inicia com a solidão egoísta e termina com o firme fundamento de uma verdadeira amizade. A irmandade tão aclamada na Bíblia é uma relação que envolve os aspectos físico, mental e espiritual. Físico, pelo prazer da companhia. É maravilhoso estar perto de quem gostamos, principalmente se somos correspondidos. Mental, porque envolve sentimentos e emoções. Com nossos amigos compartilhamos momentos alegres e tristes, e dividimos confissões e vitórias. E, por fim, espiritual, porque a nossa comunhão com Deus ou a negligência dela, terá uma grande influência no crescimento ou no declínio de nossas amizades.
Diante desta introdução, pergunto: Quantos amigos você tem? Ou seria melhor perguntar: Quantos amigos de verdade você tem? O que a Bíblia nos diz hoje é que é melhor ter um amigo verdadeiro do que um milhão de seguidores no Instagram. Uma amizade genuína não pode ser comparada a um milhar de colegas. Mas, e se não temos em quem confiar? E se as pessoas que mais amamos nos decepcionam? “Torre forte é o nome do Senhor, à qual o justo se acolhe e está seguro” (v.10).
Amigos são atraídos uns pelos outros por afinidades, certo? Eu diria que, nem sempre. Muitos têm ido por este caminho e se decepcionado quando percebem que os gostos podem ser parecidos, mas não são eles que unem pessoas. Eu tenho uma amiga que considero como uma irmã. A nossa amizade vem desde a infância e, sinceramente, se fôssemos depender de gostos parecidos para sermos amigas, na infância mesmo nossa amizade teria acabado. Sempre fomos muito diferentes e nossos projetos de vida até nos separaram por algum tempo, mas a amizade nunca esmoreceu. Nem a distância nos separa uma da outra. Sabem porquê? Porque fomos unidas não por gostos e preferências iguais, mas porque decidimos nos acolher na mesma Torre forte (v.10).
Sobre isto, escreveu Ellen White: “Se vocês desejam ter visão ampla, pensamentos e aspirações nobres, escolham amigos que fortaleçam os princípios corretos” (Só para jovens, p.110). Não há exemplo mais precioso do que o do nosso Salvador. Ele andava com todos e procurava ajudar a todos, mas escolheu para o Seu convívio particular doze homens bem diferentes uns dos outros. E, dentre os doze, havia três que Lhe foram uma especial companhia e refrigério nos momentos mais difíceis e marcantes de Seu ministério terrestre.
“Os lábios do insensato” (v. 6) e “as palavras do maldizente” (v. 8) devem ser evitados. E “se eles afirmam ser cristãos”, diz Ellen White, “devem ser mais temidos ainda” (Só para jovens, p.110). Dê mais valor a um amigo que lhe diz uma verdade do que vários que lhe enchem de elogios. Não pense que você é forte o suficiente para sentar “na roda dos escarnecedores” (Sl.1:1) e sair dali ileso. Não seja “negligente na sua obra” (v. 9) de procurar o saber (v.15). Não permita que a transformação do seu caráter seja maculada por companhias que não lhe edificam. Você não deve fazer acepção de pessoas para ajudar ou amar, mas precisa ser sábio no quesito confiança e relacionamento íntimo. Se ainda não tem forças o suficiente para agir diferente do insensato, não junte-se a ele ou acabará tendo o mesmo destino. Que o Senhor seja a sua Torre forte, pois somente de lá surgem amizades que edificam! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios18 #RPSP
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