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“Tornar-se-á o mais humilde dos reinos e nunca mais se exaltará sobre as nações; porque os diminuirei, para que não dominem sobre as nações” (v.15).
Uma série de profecias contra o Egito foi revelada por Ezequiel. A nação que em um período da história já havia sido a maior potência do mundo antigo se tornaria a mais humilde dentre todas. Seu momento de maior prosperidade foi concedido pelo Senhor por intermédio de Seu servo José. Como governador de todo o Egito, José não apenas salvou o mundo da fome, mas engrandeceu aquela nação acima de todas as outras. De uma forma misericordiosa, Deus Se revelou aos egípcios e lhes concedeu a oportunidade de conhecê-Lo através da descendência de Jacó. Porém, o tempo passou, e com ele a lembrança do cuidado de Deus. E, subindo ao trono um rei “que não conhecera a José” (Êx.1:8), este afligiu e escravizou o povo de Deus com crueldade.
O Senhor, então, levantou outro grande homem no Egito. Enquanto José foi usado para fortalecer a nação e levar a sua família para aquele país, Moisés recebeu a dura missão de libertar o seu povo e ser o porta-voz de Deus no derramamento das pragas sobre o Egito. A nação foi devastada devido a teimosia de Faraó, até que ele libertasse os hebreus. Mesmo em liberdade, o povo de Deus levou consigo o jugo da idolatria que havia adquirido no Egito, e, pela dureza de coração, vagou pelo deserto durante quarenta anos. O mesmo período foi determinado pelo Senhor no juízo contra os egípcios. De certa forma, eles experimentariam o mesmo castigo que Israel experimentou.
Observe que, de todas as nações sobre as quais Deus fez cair os Seus juízos, o Egito foi a única que não recebeu um juízo definitivo. Por alguma razão, tornar o Egito “um reino humilde” (v.14) seria o bastante. A prova maior é que até hoje o Egito perdura como uma nação independente, mas sem destaque diante das demais, declarando, mesmo que sem intenção, que o Senhor é Deus e que a Sua Palavra é fiel e verdadeira.
Assim como um dia José e sua família receberam asilo temporário no Egito, outro José também encontraria naquela nação um abrigo provisório. Como o Senhor havia chamado do Egito o Seu filho Israel, o Seu primogênito (Êx.4:22), a profecia de Oseias também se cumpriria séculos mais tarde: “Do Egito chamei o Meu Filho” (Os.11:1; Mt.2:15). Fugindo da ira de Herodes, José foi avisado em sonho de que deveria levar Maria e o menino Jesus para o Egito e lá permanecer até segunda ordem (Mt.2:13). Sem dúvida alguma, esta nação teve um papel decisivo e marcante na história do povo de Deus e recebeu o grandioso privilégio de ser o chão sobre o qual o nosso Salvador deu os Seus primeiros passos.
O Egito é um dos maiores testemunhos de que o desejo divino nunca foi e nunca será o de destruir nações, mas de ensinar-lhes que elas foram estabelecidas com propósitos específicos. Na guerra entre povos só há perdedores. A verdadeira vitória está em permanecer fiel aos propósitos pelos quais Deus as constituiu. Nenhum país, por menor ou mais insignificante que seja, deixa de ter uma função específica nos planos de seu Originador. Não é sem razão que a mensagem do evangelho eterno deve ser pregada “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Todos, sem exceção, são convidados à prática do dever (Ec.12:13). Todos, sob a mesma condição, necessitam de um Salvador pessoal (Rm.8:1).
Brasileiros, australianos, egípcios, norte-americanos, japoneses, libaneses, angolanos, espanhóis, enfim, todos, de todas as nacionalidades que há no mundo, são convidados a muito em breve fazer parte de um só reino: o reino eterno. Como um só povo, o Senhor nos reunirá “dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31), ajuntará os Seus fiéis (Ap.14:12) diante do “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16) e, com Sua destra vitoriosa, nos levará em direção à Pátria que abrigará o trono do Universo. Como João, que possamos desejar, sonhar, apressar e clamar por este Dia: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos da Pátria celestial!
* Oremos pelos países que têm sido assolados pela enfermidade e pela guerra e para que, cheios do Espírito Santo, sejamos instrumentos de Deus na proclamação do evangelho a todo o mundo.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel29 #RPSP
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“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (v.15).
As profecias bíblicas são meios divinos de revelar ao homem coisas que aconteceram ou que hão de acontecer, e a forma mais eficaz de ensinar os princípios do reino dos céus em linguagem humana. Através de Seus profetas, Deus têm falado a todas as gerações, estendendo as Suas ricas misericórdias e aplicando os Seus juízos aos impenitentes. Ninguém e nenhuma nação, contudo, sofreu os juízos divinos sem que lhe fosse dado um tempo de oportunidade. As profecias contra as nações pagãs e contra seus governantes ecoam a soberba e o orgulho daqueles que optaram pelo autogoverno da vida como deuses de seu próprio destino.
Foi diante desta realidade de extrema idolatria que Deus revelou a Ezequiel, nas entrelinhas da lamentação contra o rei de Tiro, a origem do mistério da iniquidade. Lúcifer foi chamado pelo próprio Deus como “o sinete da perfeição” (v.12). Ou seja, o carimbo ou selo, alguém que foi criado como sinal da perfeição. Em meio a pedras preciosas e ornamentos preparados exclusivamente para ele, este “querubim da guarda ungido” (v.14) certamente era uma criatura que artista algum conseguiria replicar. Diferente da lenda de um ser medonho com chifres e tridente, a descrição do Senhor a respeito de Lúcifer deixa claro que, como foi na criação do homem em que Deus colocou as próprias mãos em sinal do amor por Sua mais importante obra, a criação daquele anjo também foi realizada de forma personalizada. A presença de Lúcifer no Céu deveria ser para os demais anjos como um sinal do perfeito caráter amoroso de Deus.
Ao ver o mundo criado e como o Senhor criou Adão de forma tão semelhante; ao contemplar o olhar amoroso de Deus para a criatura recém-criada, o mesmo olhar que contemplou pela primeira vez no dia em que foi criado, o coração de Lúcifer vociferou o ódio mortal pela raça humana. Expulso do “monte santo de Deus” (v.14), aquele que um dia estava no Santíssimo lugar diante do trono divino, foi lançado “por terra” (v.17) junto com terça parte dos anjos (Ap.12:4) que corrompeu “pela injustiça do [seu] comércio” (v.18). “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Ap.12:9).
Notem que João destaca Satanás como “o sedutor de todo o mundo”. Ele continua, portanto, sendo um anjo encantador e belo, como o apóstolo Paulo nos advertiu: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2Co.11:14). E ao contrário da canção fúnebre de Ezequiel com relação a este ser caído, multidões são embaladas pelas canções de amor que destacam Lúcifer como a sorte da humanidade. Percebam a letra de uma dessas músicas tão aclamada nos carnavais do Brasil: “A minha sorte grande foi você cair do céu, minha paixão verdadeira… meu anjo querubim”. Ora, quem foi o anjo querubim que caiu do céu? Percebem como Satanás tem manipulado a mente dos incautos?
Amados, há na Terra um ser de extrema beleza e que tem conhecimento armazenado de pelo menos 6 milênios, juntamente com um número desconhecido de anjos que compõem o seu exército maligno. Não estamos falando de um nosso igual, mas de um inimigo mais forte e mais hábil do que todos nós juntos. Entretanto, também estamos falando do mesmo inimigo que foi derrotado por Aquele que escolheu se tornar nosso semelhante e nos ensinar que revestir-se da armadura de Deus é a nossa única salvaguarda. Uma vida de comunhão com o Pai, mediante a oração, o diligente e sincero estudo das Escrituras e do jejum que agrada a Deus, nos faz experimentar diariamente a vitória de Cristo.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia em todo o mundo está unida em torno do projeto “10 Dias de Oração”. Logo, estaremos envolvidos no mesmo projeto na Divisão Sul-americana, com um tema muito pertinente aos nossos dias. O que realmente importa é que não seja apenas mais uma jornada espiritual, mas a mola propulsora para um despertamento e reavivamento histórico e profeticamente revelado. Há sim um inimigo arregimentando os reis de Tiro atuais a fim de dificultar ao máximo a jornada da igreja militante. Como última igreja com uma última mensagem ao mundo (Ap.14:6-12), temos a destra poderosa de Deus a nosso favor. Avancemos com fé, rumo ao país seguro (v.26), a fim de sermos selados e guardados para o Dia do Senhor. Maior do que o inimigo que nos odeia é o Deus que nos ama “com amor eterno” (Jr.31:3). Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados do Pai!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel28 #RPSP
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“Os mercadores dentre os povos assobiam contra ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás” (v.36).
Já não bastasse a profecia referente à sua destruição, Tiro também foi objeto de lamentação. O cântico fúnebre sobre Tiro revela um pouco mais de sua importância no cenário econômico daquela região. Os principais reinos daquele tempo foram citados pelo profeta como seus principais mercadores. Em um comércio em sistema de câmbio, as mercadorias mais preciosas e caras eram as moedas de troca e, definitivamente, Tiro podia ser considerada como a superpotência do comércio marítimo. Suas embarcações eram impecáveis e seus pilotos, os mais sábios. A busca pela primazia foi tão grande e seus esforços para isso tão eficientes, que sobre si mesma afirmava com orgulho: “Eu sou perfeita em formosura” (v.3).
Essa busca exacerbada pelo poder ou pela fama teve início no Céu, no coração de um anjo de luz. Ao contemplar a sua formosura e atentando para a sua função privilegiada, Lúcifer cobiçou ser visto pelos demais anjos como digno de admiração e até de adoração. Veremos no capítulo de amanhã como a profecia do rei de Tiro se aplica com exatidão a este ser que foi criado não para ser melhor do que os demais anjos, mas para, junto com eles, fazer parte dos propósitos eternos de Deus. O exemplo de Tiro serve para nós como um meio de aprendermos através dos seus erros. Quando a busca pelo poder ou aprimoramento excede a humildade, o ser humano esquece que o princípio do reino dos céus é o serviço.
Em Seu ministério terrestre Jesus Se deparou com uma igreja orgulhosa por suas edificações e cerimônias. Seu ministério de simplicidade e serviço tornou-se uma afronta para aqueles que ostentavam uma religião de vaidades. As aparições públicas dos líderes religiosos eram um espetáculo à parte e a reprovação de Jesus endureceu ainda mais seus corações orgulhosos: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (Mt.6:1). Na primeira manifestação de admiração dos discípulos pelas construções do templo, Jesus declarou a destruição do orgulho da nação: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt.24:2).
O Senhor não condena a beleza e o esmero. De forma alguma! O que Ele condena é que essas coisas se tornem mais importantes do que o objetivo principal, o qual Ele mesmo aponta como característica dos salvos: “Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me” (Mt.25:35-36). Se o amor de Deus estiver em uma choupana, certamente este lugar será mais feliz e abençoado do que uma casa cuja preocupação está em revestir-se de caros ornamentos. O brilho da luz celeste e o poder do Espírito Santo não é dado e nem manifestado mediante esforço corruptível, e sim mediante perseverante confiança nas promessas de Deus (At.1:14).
Ao subir ao Céu Jesus não deixou uma igreja com edifícios terrestres, mas edificada sobre a Rocha (Mt.7:24). Os discípulos não deixaram de congregar ou de frequentar as sinagogas. Pelo contrário. Continuaram a ir à igreja como de costume, mas não mais com os olhos nas edificações, mas nas pessoas que ali estava, até mesmo aquelas que eram impedidas de ali entrar (At.3:2). O cumprimento da promessa do Consolador veio a um pequeno povo que reconheceu a sua completa dependência de Deus na missão de pregar o evangelho. Suas vidas tornaram-se verdadeiros santuários do Espírito Santo e onde quer que estivessem, em sinagogas luxuosas ou na beira de um rio, faziam “tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31).
Precisamos reavivar esse espírito de serviço e humildade. Algo que só podemos obter na escola do Mestre divino: “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29). Em um tempo sobremodo solene como este, em que tantas vidas têm sido dizimadas, o Senhor não nos pede empreendimentos admiráveis, mas um coração submisso à Sua vontade, de modo que a nossa vida seja guiada pelo Espírito assim como foi com Filipe (At.8:29) e os demais apóstolos. Se o mundo necessitasse de belos edifícios de adoração e de programações bem elaboradas, já teríamos presenciado uma conversão em massa. Mas o que o mundo necessita é ver Jesus em nós, como Ele mesmo afirmou: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Logo o nosso Senhor virá e Ele não nos pedirá contas das coisas corruptíveis, mas das espirituais. Que Ele nos encontre “levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co.10:5). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santuários do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel27 #RPSP
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“Pela multidão de seus cavalos, te cobrirá de pó; os teus muros tremerão com o estrondo dos cavaleiros, das carretas e dos carros, quando ele entrar pelas tuas portas, como pelas entradas de uma cidade em que se fez brecha” (v.10).
Todos nós já levamos algum susto na vida. Pode ter sido em uma brincadeira, por distração ou até mesmo por motivos mais sérios. O fato é que nenhum susto é agradável. Ele provoca uma explosão de adrenalina liberada pelo sistema nervoso, podendo até causar algum tipo de trauma mental. A profecia sobre a destruição de Tiro deixa bem claro que isso causaria um susto para a própria cidade e para “as terras do mar” (v.15). A importância de Tiro era como se um profeta anunciasse a destruição de Nova York, São Paulo ou Paris, por exemplo. A capital do comércio marítimo e cidade fortificada sobre solo rochoso, se tornaria em “cidade assolada” (v.19).
Há uma destruição sendo anunciada pelos profetas há milênios. Enoque, “o sétimo depois de Adão”, profetizou: “Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra Ele” (Jd.14-15). As primeiras gerações da Terra foram alertadas a respeito do juízo final. Desde aquele tempo, o Senhor já advertia a humanidade através dos Seus servos, os profetas. Ao dar ouvidos à voz de Deus, muitos dormiram na esperança de serem despertados no Dia do Senhor. Outros, porém, endurecendo o coração, foram selados para o juízo lavrado.
Independente do arsenal bélico, dos exércitos ou da localização privilegiada, cada nação da Terra está passando pelo crivo do Rei dos reis. Não tem a ver com privilégios, nem tampouco com a importância no cenário global, mas que todas serão assoladas e destruídas pela ira de um Deus santo e justo. Estamos às vésperas de presenciar o que Enoque profetizou e o que os demais profetas também deixaram escrito. Não devemos, porém, nos assustar diante do iminente juízo, pois o seu cumprimento confirma a nossa bendita esperança: o retorno glorioso do nosso Senhor e Salvador.
Logo a Terra será abalada pelos sete flagelos (Ap.16), e todos os que não fecharam as brechas da vida para o pecado, que depositaram a sua confiança em pessoas ou coisas, ficarão terrivelmente assustados diante do caos que tomará conta de todo o mundo. Olhemos para o nosso Redentor enquanto há tempo. NEle, todos são bem-vindos. Aquele que comeu com os marginalizados e andou com um grupo de doze homens cheios de defeitos, é o mesmo que nos diz, agora: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Em tempos de angústia e incerteza, o Senhor deseja nos dar vida e saúde. Por isso, nos apela: “Filho Meu, atenta para as Minhas palavras; aos Meus ensinamentos inclina os ouvidos. Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração. Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo” (Pv.4:20-22). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel26 #RPSP
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“Tomarei deles grandes vinganças, com furiosas repreensões; e saberão que Eu sou o Senhor, quando Eu tiver exercido a Minha vingança contra eles” (v.17).
Saindo do contexto de Israel e dos juízos divinos sobre o Seu povo rebelde, o Senhor passou a declarar por meio de Seu profeta os juízos que sobreviriam às nações inimigas de Israel. Mediante a zombaria de Amom, o desprezo de Moabe, a atitude vingativa de Edom e da Filístia com relação à casa de Judá, Deus revelaria o Seu poder de justa vingança, de forma que esses povos reconhecessem que o Senhor é Deus. A vingança do Senhor jamais excede os limites de Sua misericórdia e jamais minimiza a aplicação de Sua perfeita justiça. Não pode ser comparada à vingança humana, pois que esta é impulsiva e movida pelo ódio.
Desprovido de qualquer recurso material e com aparência simples, Elias foi o atalaia de Deus em tempos de completa apostasia. O rei Acabe havia se tornado uma marionete sob a regência de Jezabel, uma rainha má e terrivelmente idólatra. Ao profetizar contra a nação e declarar o período de seca que assolaria a terra, Elias expôs a situação da nação eleita: espiritualmente seca e sem vida. Como as nações pagãs referidas no capítulo de hoje, há grande perigo quando existe amálgama entre o povo de Deus e aqueles que não O servem. Foi assim quando “vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gn.6:2), que a maldade se instalou em cada coração de modo que o dilúvio foi o triste fim da insensata escolha.
A vingança do Senhor (ou juízo divino) não existe como uma forma divina de descarregar a Sua ira sobre a humanidade, nem apenas como um meio de ferir os que não O agradam. A ira de Deus é uma reação final diante de oportunidades reiteradamente rejeitadas e um freio celestial para a maldade. Antes do dilúvio, houve 120 anos de misericórdia. Antes da destruição de Sodoma e Gomorra, houve longo período de graça. A seca em Israel também foi tempo dado à reflexão e oportunidade de arrependimento. Mas não houvesse acontecido o dilúvio, ou as cidades ímpias permanecessem em sua iniquidade, ou Israel não houvesse sentido os resultados da desobediência, e muito provavelmente a nossa existência estaria comprometida e não teríamos os fiéis registros de que “O Senhor é Deus” (1Rs.18:39).
Há um Deus no Céu que tem em Suas mãos o controle de todas as coisas. Quer o homem rejeite ou aceite as Suas promessas, elas continuam sendo fiéis e verdadeiras. Com Sua destra poderosa Ele governa toda a Terra, mas há somente um lugar que Ele permite a escolha do governo: o nosso coração. Como um nobre cavalheiro, Ele pede permissão para entrar: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Desde a proclamação da primeira promessa (Gn.3:15), os filhos de Deus aguardam o Dia de sua redenção. E às nações da Terra têm sido proclamado o evangelho eterno (Ap.14:6).
Logo toda a Terra será abalada pelos juízos finais de um Deus santo e justo. No término deste tempo oportuno de graça, o Espírito Santo apela à consciência de um mundo que tem sido manipulado pelas “Jezabeis” modernas. A nossa mente não pode entender as coisas espirituais e ouvir com clareza a voz de Deus enquanto estiver sendo bombardeada com as influências deste século. Novelas, filmes, séries, desenhos e até propagandas são as cartilhas da escola de Satanás para o controle da mente humana. Como povo do advento, não podemos permitir que nossa vida seja vista como Judá foi vista por Moabe: “Eis que a casa de Judá é como todas as nações” (v.8). Como discípulos de Jesus somos chamados a ser diferentes, a “andar assim como Ele andou” (1Jo.2:6). Então, quando sobrevierem os juízos finais sobre a Terra, não teremos o que temer, pois veremos o cumprimento da fiel promessa do Senhor: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás o castigo dos ímpios” (Sl.91:7-8). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel25 #RPSP
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“Então, me disse o povo: Não nos farás saber o que significam estas coisas que estás fazendo?” (v.19).
Na edição anterior do Reavivados, o livro de Ezequiel foi estudado entre os meses de outubro e novembro de 2017. No mês de dezembro, véspera de Natal, meu pai teve um infarto fulminante e veio a falecer. Foi um grande choque para mim e para minha família. E é natural que soframos e passemos pelo processo do luto. Ezequiel, porém, teve de sofrer a morte de sua esposa “em silêncio” (v.17). Em não cumprir os rituais referentes ao luto, o povo finalmente atentou para o profeta e quis saber o significado de tudo aquilo. A morte de sua esposa, “a delícia dos [seus] olhos” (v.16), foi o espantoso sinal do que sobreviria à rebelde nação.
Como carne em panela enferrujada, Israel continuava a oferecer seus sacrifícios no santuário, “a delícia dos seus olhos” (v.25). Mas, oh, “Trabalho inútil! Não sai dela a sua muita ferrugem, nem pelo fogo” (v.12). As provações e sofrimentos são meios de aquecer a nossa vida e verificar de que material somos feitos. A experiência “no campo de Dura” (Dn.3:1) é prova disso. Diante de uma estátua grandiosa e da ordem de adorá-la sob a ameaça de uma fornalha ardente, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não reagiram segundo o esperado. Como Ezequiel impactou o seu povo com seu luto silencioso, aqueles três jovens hebreus impactaram Babilônia com sua fé inabalável.
Lançados em uma “fornalha sobremaneira acesa” (Dn.3:22), aqueles jovens de lá saíram ilesos, pois o próprio Senhor estava com eles no fogo (Dn.3:25). Israel havia se apegado a uma adoração tão abominável e falsa quanto àquela em Babilônia. Seus rituais religiosos já não faziam mais sentido para Deus, visto que seus corações haviam se corrompido com a idolatria. Em não fazer diferença entre o santo e o profano, permitiram que suas obras fossem tão desprezíveis quanto as das nações pagãs. Por isso, a sentença divina não poderia ser diferente: “segundo os teus caminhos e segundo os teus feitos, serás julgada, diz o Senhor Deus” (v.14).
Como última igreja do Senhor na Terra, a nossa missão tem sido a de proclamar que o Dia do Senhor se aproxima. Mas assim como foi ordenado ao profeta: “escreve o nome deste dia, deste mesmo dia” (v.2), referindo-se ao dia em que foi dado a entender ao povo que acabara a sua oportunidade de graça, a nossa missão também inclui a de advertir o mundo de que há um dia determinado pelo Céu em que já não haverá mais graça. Dia que inaugurará o tempo em que os homens “correrão por toda parte, procurando a palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12).
As primeiras gotas da tempestade que há de vir sobre todo o mundo têm sido derramadas e precisamos estar atentos aos sinais de sua evidência. Temos a fé que, rejeitando a própria vida, erguerá para Deus a honra que excede os gigantes ídolos desta terra? Se necessário for, estamos prontos para entrar na fornalha aquecida e ter um encontro com Deus que nos fará sair de lá como Suas fiéis testemunhas? Ao aquecer “sete vezes mais” (Dn.3:19) o lugar que julgava ser o objeto da destruição dos servos do Altíssimo, Nabucodonosor potencializou o processo da purificação. Da mesma forma, ao lançar sobre o remanescente fiel de Deus a sua ira final, Satanás será obrigado a contemplar “a terceira parte” restante, que purificada como a prata e provada como o ouro, invocará o nome do Senhor e dEle ouvirá: “É Meu povo” (Zc.13:9).
Como foi com Ezequiel, não é tempo de ficarmos mudos (v.27). É tempo de estarmos prontos e preparando outros para os eventos finais e para o retorno do nosso Redentor. Clamemos ao Senhor que retire de nós a ferrugem que ainda esteja maculando o nosso caráter e que, mesmo padecendo de lutas e aflições, nossa vida sirva de sinal para o mundo de que o tempo é breve. “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Vigiemos e oremos!
Bom dia, purificados para a salvação!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel24 #RPSP
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“O castigo da vossa luxúria recairá sobre vós, e levareis os pecados dos vossos ídolos; e sabereis que Eu sou o Senhor Deus” (v.49).
Ambos os nomes, Oolá e Oolibá, significam “habitantes de tendas”. Referindo-se à condição inicial de Israel como peregrina no deserto, o Senhor expôs a tamanha degradação em que havia chegado. Desprovidas de qualquer pudor, as “mulheres depravadas” (v.44) extrapolaram todos os limites por Deus estabelecidos. Inflamaram-se com os deuses das nações pagãs e folgaram em participar de “suas impudicícias” (v.14). E aquela que deveria ser a capital da salvação, transformou-se em “copo de espanto e de desolação” (v.33).
A dura realidade dos reinos do Norte e do Sul rompia as fronteiras e alcançava os demais povos desfigurando a imagem para a qual foram criados. Seus filhos eram entregues nas mais terríveis cerimônias ritualísticas de sacrifício, “para serem consumidos pelo fogo” (v.37). O juízo viria sobre Samaria e Jerusalém e, por mais que fossem externamente adornadas (v.40), seu interior as condenava.
O cenário atual do mundo tem apresentado uma geração cujos valores destoam completamente dos princípios estabelecidos por Deus em Sua Palavra. Multidões têm vivido sob o manto de uma religiosidade sem essência. Pensam estar no caminho certo, quando, na realidade, estão bem longe da verdadeira piedade. E, seguindo neste caminho tenebroso, pais têm sacrificado seus filhos no altar dos “deuses” deste século.
A consequência disto? Acesse os principais sites de notícias e você descobrirá que estamos vivendo em tempos de uma apostasia sem precedentes. Tudo o que foi dito ao profeta em linguagem tão chocante, parece que hoje não tem o mesmo impacto. O que antes era um escândalo, hoje já é aceito abertamente. O que era censurado, hoje é liberdade de expressão. O que era condenado, hoje é aceito como um modo diferente de se viver. Enquanto isso, Satanás avança em seus esforços por enfraquecer o povo de Deus e inabilitá-lo para o reino dos céus, fazendo-o esquecer que entre a prostituta e a noiva virgem há um espaço do tamanho de um abismo.
O povo de Israel foi castigado pelas próprias coisas abomináveis que fez (v.30). Misturavam o santo com o profano, o imundo com o limpo e esperavam, ainda assim, pelas bênçãos do Senhor. Deus é “Santo, Santo, Santo” (Ap.4:8). Quando o povo de Deus compreender que tudo em nossa vida deve ser espiritual, que nossas escolhas definirão o nosso destino eterno, então este mundo será abalado por tochas acesas pelo Espírito Santo que, sob o estandarte do Rei da Glória, brilharão com a intensidade do brilho que envolvia a face de Moisés ao encontrar-se com Deus.
Não se acostume com este século e não se amolde a esta perversa geração, mas “transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Vigiemos e oremos!
Bom dia, justos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel23 #RPSP
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“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante Mim, a favor desta terra, para que Eu não a destruísse; mas a ninguém achei” (v.30).
Costumamos fazer listas para muitas coisas. Geralmente, fazemos lista de compras, por exemplo, para não esquecer nenhum item necessário. No capítulo de hoje, Deus também fez uma lista com a mesma finalidade: “Faze-lhe conhecer, pois, todas as suas abominações” (v.2). A rebelião de Israel e as abominações que praticava fizeram com que esquecesse do que realmente importava: “mas de Mim te esqueceste, diz o Senhor Deus” (v.12). A apostasia da nação eleita foi a razão de sua própria ruína. Em sua lista de abominações, um era o motivo pelo qual a apostasia havia se instalado: a desobediência aos mandamentos de Deus. Acompanhem comigo:
1. Idolatria (v.3): quebra do 1° e do 2° mandamentos (Êx.20:3-6);
2. Infamação ao nome de Deus (v.5): quebra do 3° mandamento (Êx.20:7);
3. Profanação do sábado do Senhor (v.8 e 26): quebra do 4° mandamento (Êx.20:8-11);
4. Desprezo pelo pai e pela mãe (v.7): quebra do 5° mandamento (Êx.20:12);
5. Derramamento de sangue (v.3): quebra do 6° mandamento (Êx.20:13);
6. Imoralidade sexual (v.10 e 11): quebra do 7° mandamento (Êx.20:14);
7. Exploração por extorsão (v.12): quebra do 8° mandamento (Êx.20:15);
8. Calúnia (v.9): quebra do 9° mandamento (Êx.20:16);
9. Cobiça (v.11 e 25): quebra do 10° mandamento (Êx.20:17).
O descaso para com a Lei de Deus fez da casa de Israel uma escória entre as nações (v.18). Escolhida para fazer a diferença como povo da aliança do Senhor, seus líderes eram os primeiros a transgredir a Lei e a profanar as “coisas santas” (v.26). Entre “o santo e o profano” e entre “o imundo e o limpo” não faziam mais diferença; “e, assim” o Senhor era “profanado no meio deles” (v.26). Eram todos “como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas e ganharem lucro desonesto” (v.27). Prediziam mentiras afirmando que o Senhor havia dito, “sem que o Senhor tenha falado” (v.28).
A pergunta é: estamos longe daquela realidade? A igreja cristã tem sido alvo de duros ataques por parte de líderes religiosos que, sob a bandeira de falsas doutrinas, lançam por terra o “assim diz o Senhor” a fim de praticarem extorsão. “Andam roubando” (v.29) e criam uma imagem distorcida acerca da verdadeira piedade cristã. O apóstolo Pedro, inspirado por Deus, já nos havia advertido acerca destes falsos mestres: “E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2Pe.2:2-3).
O evangelho de Cristo é pregado com o terrível engano de que, debaixo da graça, estamos “livres” para ignorar os mandamentos de Deus. Hoje lemos a que desgraça é levada uma nação pela desobediência. Jesus mesmo deixou bem claro que a Sua vida na Terra não tinha o objetivo de revogar a Lei, mas de cumpri-la (Mt.5:17) “e fazê-la gloriosa” (Is.42:21). A Lei que lembra o fim da escravidão do povo de Deus, “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2), é a mesma que Tiago chama de “lei da liberdade” e pela qual seremos todos julgados (Tg.2:12). “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg.2:10).
A maravilhosa graça de Jesus nos liberta do pecado e nos habilita a obedecer aos Seus mandamentos por amor. Pois “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado” (1Jo.3:9). E o que é o pecado? “O pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4). Quando entregamos íntegra e sinceramente o nosso coração a Jesus, Ele perdoa os nossos pecados, olha para nós com olhar de compaixão e nos dá a seguinte ordem: “vai, e não peques mais” (Jo.8:11). Ao contrário do que a maioria tem pregado nos púlpitos com o fim de ajuntar multidões, o evangelho de Cristo é aquele que escandaliza as multidões (Jo.6:61 e 66).
Eis que está às portas o grande Dia do Senhor e, “muitos, naquele dia” (Mt.7:22) hão de reivindicar o seu lugar no Reino dos Céus por causa de suas obras, mas Jesus deixa bem claro que nem todo o crente professo “entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21). Não compactuemos, portanto, da triste situação de Israel! Que, pela graça de Jesus, sejamos aquele “um homem” ou mulher fiel a quem Deus procurou no meio do Seu povo e não encontrou (v.30). Que nossa vida seja uma declaração da verdade e uma prova de amor para com o Deus que nos amou primeiro (1Jo.4:19). Vigiemos e oremos!
Bom dia, livres em Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel22 #RPSP
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“Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor: A espada, a espada está afiada e polida” (v.9).
Os juízos de Deus nunca são derramados sem que antes as Suas misericórdias tenham sido abundantes. De forma persistente e amorável, o Senhor clama ao coração do homem para que se converta de seus maus caminhos e se arrependa de seus pecados: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Não era diferente com o povo da promessa. Israel havia se rendido às transgressões das nações vizinhas e corrompido até mesmo o seu lugar de adoração. A rebelião era constante e a sensação de tranquilidade lhes promovia uma falsa paz que contrastava com a amargura de coração na vida do profeta (v.6).
As “novas” (v.7) que Ezequiel levou aos filhos de Israel foram recebidas com desprezo e com gracejo diante da letargia que os envolvia. E enquanto Ezequiel profetizava: “A espada está… afiada para matança”, Israel dizia: “Alegremo-nos!” (v.9 e 10). Em tempo de gritos e gemidos (v.12), o povo se alegrava e se banqueteava. Isto não nos lembra outro episódio? Como a voz de Deus, o som que vinha das madeiras aparelhadas ecoava no mundo antigo, bem como a voz do pregador que com vigor e alto clamor, apelava: “Arrependam-se todos, pois eis que Deus derramará o Seu juízo em forma de dilúvio sobre toda a terra!” Era, porém, a mensagem de juízo de Noé de um lado, e a zombaria do mundo antediluviano do outro.
E para aqueles que não dão crédito ao relato do dilúvio, esquecem que o próprio Jesus o confirmou e ainda o utilizou como um prenúncio do tempo do fim: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem”, e continuou dizendo: “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt.24:37-39).
Enquanto Israel se alegrava em seu estado espiritualmente falido, a espada do Senhor estava “afiada para matar” (v.15). Deus estava prestes a “realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (Is.28:21). Da mesma forma, amados, “haverá uma prova” (v.13), uma prova final que se aproxima e que revelará os verdadeiros adoradores que suspiram “de coração quebrantado e com amargura” (v.6) e que sentem que o “tempo do castigo final” (v.29) se apressa para o seu cumprimento. Tempo em que “será exaltado o humilde e abatido o soberbo” (v.26).
Não podemos ignorar os constantes apelos do Espírito Santo e o fato irrefutável de que é o Senhor que fala e não o homem (v.32). Amados, ninguém que faz parte deste projeto espiritual ganha algum benefício financeiro para que você receba estas mensagens. O Reavivados por Sua Palavra é um ministério voluntário e um ministério de amor. A nossa maior alegria é que vocês encontrem a verdadeira felicidade no estudo da Bíblia e na comunhão com Deus. E que, juntos, recebamos o preparo do Céu para o grande Dia do Senhor. Portanto, não ignoremos as advertências das Escrituras, pois elas são tão valiosas quanto as palavras de conforto, e possuem, em sua essência, a máxima do evangelho de que “Deus é amor” (1Jo.4:8). Peça, agora, ao Senhor a humildade para reconhecer isso e persevere em estudar a Sua Palavra, pois é ela que prepara e santifica o povo do advento (Jo.17:17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados pela Palavra!
* Oremos uns pelos outros, suplicando a Deus que nos encha do Seu Espírito.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel21 #RPSP
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“Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica” (v.12).
O maior Salmo e também o maior capítulo das Escrituras é dedicado a detalhar a expressão do caráter de Deus. Ali, encontramos, dentre outros termos, que os mandamentos do Senhor são bons (Sl.119:39), verdadeiros (Idem, v.86), ilimitados (Idem, v. 96), “a própria verdade” (Idem, v.142) e eternos (Idem, v.160). Mediante tamanho conhecimento, entendemos porque Jesus foi o cumprimento exato e perfeito da lei que Ele mesmo sancionou com tinta que não se apaga (Fp.2:8).
Mas quando vamos ao texto de Êxodo 20, percebemos que há um mandamento específico sobre o qual Deus Se revela de um modo muito especial. De todos os mandamentos, o único que aparece no relato da criação, antes do pecado, é o quarto mandamento do Decálogo: “E abençoou Deus o sétimo dia e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3). O descanso sabático foi criado para o benefício do ser humano e difere dos sábados cerimoniais que tinham uma finalidade de apontar para o plano da redenção. Mas o sábado do sétimo dia “é o sábado do Senhor” (Êx.20:10).
Ao contrário do que se pensa, o quarto mandamento não se trata de uma desculpa para o ócio, mas de um incentivo ao labor: “seis dias trabalharás” (Êx.20:9). O sábado é, portanto, um “carregador de baterias” e refrigério sagrado, onde Deus deseja ter um encontro especial com Seus filhos. Em um mundo secularizado e domesticado pelo sistema capitalista, parar enquanto todos correm requer fé e amor. Israel havia perdido esta relação íntima com o Criador ao andar “após os seus ídolos” (v.16). Isto não nos deixa bem claro que o afastamento dos mandamentos do Senhor tem tudo a ver com a diversidade dos “ídolos” modernos que o homem tem erguido no coração?
A primeira mensagem angélica possui três características que devem ser seriamente consideradas: é “um evangelho ETERNO”, mundial e que deve ser pregado “em grande voz”. Agora perceba a segunda parte da mensagem: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:6-7). É um chamado à adoração ao Criador. E qual é o único mandamento que aponta o Senhor como o Criador? “Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou” (Êx.20:11). A profanação do sábado não é apenas uma quebra de mandamento, mas é a criatura declarando que não precisa do Criador. É o barro dando as costas ao Oleiro. O filho ignorando o Pai.
Israel havia quebrado a aliança do Senhor, mas Ele não permitiria que o Seu nome fosse “profanado diante das nações” (v.22). O sábado, além de um sinal de identificação, é uma revelação do Deus EU SOU (v.20). Perante as demais nações, as bênçãos sabáticas deveriam ser uma evidência inquestionável de que Israel era governada pelo cetro do Eterno. No entanto, o povo que foi chamado para ser luz, dizia em seu coração: “Seremos como as nações, como as outras gerações da terra” (v.32).
Biblicamente, podemos afirmar que o Senhor não está com a maioria, mas com aqueles que O amam como Ele deseja ser amado. Foi por isso que Ele salvou Noé e sua casa, porque “Noé andava com Deus” (Gn.6:9). E este andar o levou a fazer “consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn.7:22). Certa vez, ouvi uma frase que me marcou e que revela uma grande verdade a respeito da observância dos dez mandamentos: “Se fossem dez sugestões, poderíamos nos sentir livres para honrar a Deus quando quiséssemos” (Filme “Como tudo começou“). Mas Ele mesmo escolheu este dia santo como um presente à humanidade. Dia este que foi cumprido por Jesus na vida, quando, no sábado, congregava nas sinagogas e fazia o bem (Lc.4:16; Mt.12:12), e na morte, quando repousou no sábado fazendo do memorial da criação também o memorial da redenção.
A guarda do sábado, bem como a observância dos mandamentos de Deus, nunca foi e nunca será a causa de nossa salvação, mas a consequência dela. O maior dos mandamentos está revelado na primeira tábua da lei divina “e o segundo, semelhante a este” (Mt.22:39), na segunda tábua. Você, de fato, ama a Deus? Então, saiba que “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). Não permita que o seu coração seja envolvido pelo grande mal das multidões dos últimos dias, em que “o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12), mas comungue da “perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Pois aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Eis o sinal de Deus sobre o Seu remanescente. Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos perseverantes!
Rosana Garcia Barros
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