Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 19 – Comentado por Rosana Barros
10 de janeiro de 2021, 0:45
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“E tu levanta uma lamentação sobre os príncipes de Israel” (v.1).

Após uma advertência ao povo quanto à responsabilidade pessoal, novamente o Senhor usou de parábolas a fim de dar um recado direcionado aos líderes civis da nação. Jeoacaz, “levado com ganchos para a terra do Egito” (v.4), reinou apenas três meses no lugar de seu pai, Josias, antes de ser levado cativo por Faraó Neco (2Rs.23:31-34). Com relação ao outro “leãozinho” (v.5), pode ser uma referência ao seu sucessor, ou algum outro depois dele, até mesmo Zedequias, já que este foi levado cativo à Babilônia. Já a videira arruinada simbolizava a ruína do reino de Judá e de seus governantes; ruína provocada pela necedade do próprio povo e de seus líderes.

Em forma de elegia, ou seja, de um cântico fúnebre, Ezequiel transmitiu as palavras do Senhor. Não era o “louvor especial” que eles esperavam, mas revelava o que eles precisavam ouvir. Através de parábolas, geralmente com figuras da natureza, Deus tem falado à humanidade. Em Seu ministério terrestre, Jesus proferiu muitas parábolas, mas até onde sabemos, nenhuma em forma de canção. Talvez Ezequiel já estivesse enfrentando forte resistência por parte da liderança e as parábolas cantadas tenham sido o método mais eficaz para que a mensagem de Deus pudesse ser dita. Afinal, a música era parte indispensável da adoração em Israel e tinha um papel fundamental para gravar na memória importantes ensinos.

Amados, vemos neste capítulo uma ameaça que tem colocado em risco o povo de Deus de todos os tempos: uma liderança ineficaz. Sob o governo de reis que não temiam a Deus, o povo de Judá definhou espiritualmente a ponto de apenas uns poucos permanecerem fiéis, tendo de sofrer os resultados do exílio. Denominados como “resto” ou “restante” de Israel, suas vidas contrastavam com a impiedade e idolatria que prevaleciam no meio do povo. De forma que tanto os profetas quanto estes padeciam de severas perseguições, principalmente por parte de seus próprios irmãos. Certamente, ser um fiel servidor de Deus naquele tempo era como estar constantemente como presa de leões.

Igualmente, há um príncipe neste mundo que ruge como leão “procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Sua ira, hoje, é contra o restante do Senhor, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Seus agentes estão espalhados pelo mundo, e sobre aqueles que muitos depositam a sua confiança, Satanás atua a fim de, pela influência destes entre os homens, cumprir a sua agenda maligna contra os que amam a Deus. Tanto a liderança civil como da igreja possui em maior grau a responsabilidade não só da administração, mas da sensibilidade de liderar visando atender as necessidades de um determinado grupo. Em nosso meio religioso, os pastores e os anciãos compõem essa função. Mas se estes não forem submissos a Cristo Jesus, o cabeça da igreja, nunca entenderão que a maior necessidade do povo de Deus hoje não é de bons oradores ou de novidades litúrgicas, mas de um reavivamento e reforma mediante a busca diária pelo Espírito Santo.

No desfecho do tempo do fim, o Senhor tem levantado homens e mulheres de todas as nações e povos, pessoas que têm pregado de uma forma simples e poderosa que Jesus Cristo logo voltará. Pessoas que entendem que a linguagem do evangelho eterno deve ser clara e compreensível “para que a possa ler” e ouvir “até quem passa correndo” (Hc.2:2). Logo o nosso Senhor virá! É também nossa responsabilidade declarar esta verdade ao mundo por preceito e por exemplo. Que Jesus não nos encontre em meio ao cântico fúnebre dos que perecerão como uma videira arruinada ou como um leãozinho condenado à morte. Mas que, lavados e purificados pelo sangue do Cordeiro, nossas vozes entoem a canção dos remidos: “Eis que Este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará; Este é o Senhor, a Quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, restante de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel19 #RPSP

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EZEQUIEL 18 – Comentado por Rosana Barros
9 de janeiro de 2021, 0:45
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“Eis que todas as almas são Minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é Minha; a alma que pecar, essa morrerá” (v.4).

As Escrituras nos mostram que o homem não tem uma alma, ele é uma alma: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn.2:7). A alma, portanto, não é uma entidade que sai do corpo após a morte, mas a junção da matéria (corpo) + fôlego de vida (sopro de Deus). E o Senhor deixa isto bem claro ao afirmar no texto de hoje: “a alma que pecar, essa morrerá”.

Todavia, o mérito da questão não está na alma, mas no destino dela. Reclamando de sua condição, como se Deus fosse injusto, o povo no exílio insinuava que estava recebendo por conta um salário que não lhe cabia. Porém, o Senhor elenca, dos versos cinco ao nove (releia), a conduta de todo aquele que considera como sendo justo e conclui afirmando: “o tal justo, certamente, viverá, diz o Senhor Deus” (v.9). E como prova disto, ao citar o nome de três de Seus justos no capítulo quatorze de Ezequiel, Ele incluiu o nome de um dos contemporâneos dos exilados: Daniel.

Levado cativo ainda jovem, Daniel recebeu privilégios que poderiam tê-lo desviado de pronto de sua fé. Longe dos pais, de sua nação e do templo, inserido no centro da corrupção da antiguidade, ele tinha “desculpas” suficientes para alegar a impossibilidade de permanecer fiel. Mas “resolveu Daniel, firmemente” (Dn.1:8), não se contaminar com as “finas iguarias” de Babilônia. A oferta do inimigo sempre vem com o disfarce encantado da ilusão, sob o manto do engano de seu primeiro discurso: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4). Enquanto o Senhor deixa bem claro que o fim do perverso é: “Não viverá” (v.13).

O Senhor não tem prazer “na morte de ninguém” (v.32), antes, o Seu desejo é que o perverso “se converta dos seus maus caminhos e viva” (v.23). A culpa das iniquidades de um pai não recai sobre o filho e nem a do filho sobre o pai (v.20). Deus julgará “a cada um segundo os seus caminhos” (v.30) e o Seu maior desejo é o de salvar a todos. Por isso que o Seu convite de amor tem sido estendido até os nossos dias com o constante apelo: “Convertei-vos e vivei” (v.32)!

Não haverá desculpas para o pecado que não foi abandonado quando a glória do Senhor se manifestar sobre as nuvens do céu. A vontade de Deus revelada através de Sua Palavra está à nossa disposição. E o que temos feito dela? Não se engane amado, perante Deus, perverso não é somente o homicida ou o ladrão, mas todo aquele que se desvia do assim diz o Senhor conscientemente.

Eis que diante de nós está o tempo de misericórdia antediluviano, e o Senhor está convocando os “Noés” que farão entrar na arca suas famílias. Com a mesma fé e firmeza de Daniel, farão tremer todo o exército inimigo através de uma vida de oração. Então, como troféus diante do Universo, Deus os erguerá como “Jós” atuais que terão de enfrentar a grande fúria do maligno, mas que, com Cristo, sairão “vencendo e para vencer” (Ap.6:2). O tríplice exemplo de fidelidade será visto no derradeiro grupo de justos que “certamente, viverá” (v.19) para sempre! Vigiemos e oremos.

Bom dia, justos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel18 #RPSP

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EZEQUIEL 17 – Comentado por Rosana Barros
8 de janeiro de 2021, 0:45
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“Em boa terra, à borda de muitas águas, estava ela plantada, para produzir ramos, e dar frutos, e ser excelente videira” (v.8).

Certa vez, um grupo de pessoas se reuniu para plantar uma horta. Com a terra devidamente limpa, passaram uma tarde cavando as covas e plantando as sementes. A terra, porém, estava compacta e não havia sido devidamente preparada para o plantio. Contudo, eles imaginaram que logo veriam os frutos daquela trabalhosa, mas prazerosa tarde. Sem experiência alguma em agricultura, ficaram decepcionados ao perceber que o trabalho foi em vão, pois nada se desenvolveu naquele solo infértil. É vergonhoso admitir, mas eu fazia parte deste grupo. E, a partir de então, entendemos que é necessário cumprirmos uma série de etapas até que possamos colher algo naquele lugar.

Apesar de ter recebido tudo do Senhor para ser uma nação excelente, o reino de Judá ignorou os cuidados divinos a fim de apegar-se ao braço do Egito. Deposto de seu trono, o rei Joaquim, “a ponta mais alta” (v.4), foi levado ao exílio babilônico e, em seu lugar, Nabucodonosor estabeleceu uma “muda da terra” (v.5), Zedequias, o qual reinou em Jerusalém. Mas apesar dos inúmeros apelos dos profetas, advertindo-os acerca dos maus resultados, os líderes do povo insistiam em prosseguir no caminho que supunham ser o mais fácil e eficiente. Descobririam tarde demais que haviam abandonado o bom solo e as melhores condições pelo “vento oriental” de suas más escolhas, tornando-se em plantio seco desde a raiz (v.10).

Como supremo Agricultor, o Senhor olhava para o Seu povo em busca de uma parte em que a Sua aliança “pudesse subsistir” (v.14). O “renovo mais tenro”, plantado por Ele “sobre um monte alto e sublime” (v.22), é uma referência ao Messias, uma profecia que apontava para a fidelidade de Deus apesar da infidelidade de Seu povo. O orgulho de Judá seria abatido e Jesus, vindo em forma de servo, seria exaltado. “Não sabeis o que significam estas coisas?” (v.12). Deus cumpre as Suas promessas. O mundo pode até rejeitar o método divino, mas como “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9), precisamos ser a planta dileta do Senhor, permitindo que Ele opere em nós tudo o que é necessário “para produzir ramos e dar frutos” (v.8) para a Sua glória.

Fazer parte de uma igreja ou ser reconhecido como crente não faz de ninguém um verdadeiro cristão. Apenas o contato pessoal com a Fonte da vida pode gerar uma boa colheita. Sustentar uma aparência de piedade enquanto se é regido pelos ídolos do coração logo se revela como a pior mentira que existe. “Prosperará, escapará aquele que faz tais coisas? Violará a aliança e escapará?” (v.15). A profecia da primeira vinda de Cristo já se cumpriu e, às vésperas da Sua segunda vinda, quando o destino eterno de todos estará definido, não acham que deveríamos estar ainda mais vigilantes quanto ao nosso preparo e resgate daqueles que ainda jazem em trevas?

Que possamos estar diariamente firmados no solo fértil do Senhor, dEle recebendo o necessário para estarmos em pé no Dia de Cristo. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3). Vigiemos e oremos!

Bom dia, excelente videira de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel17 #RPSP

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EZEQUIEL 16 – Comentado por Rosana Barros
7 de janeiro de 2021, 0:45
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“Portanto, ó meretriz, ouve a palavra do Senhor” (v.35).

Não, Deus não estava se referindo à Babilônia neste capítulo, e sim à menina dos Seus olhos: Jerusalém. Naquele tempo muitas meninas que nasciam eram abandonadas à própria sorte, mas Deus usou desta analogia para declarar o Seu amor pelo Seu povo desde o nascimento. Semelhante ao louvor poético do livro de Cantares, Ele não economizou palavras de afeto para descrever a Sua noiva. Com ela, Ele firmou concerto adornando-a com o melhor de Seu reino e cobrindo-a com Sua glória (v.14). Eis que “era tempo de amores” (v.8).

Porém, como uma mulher cujo coração não pertence a seu marido, Jerusalém exaltou-se a si mesma como objeto de cobiça (v.15). A sua fama, ao invés de causar-lhe profunda gratidão por Aquele que a amou primeiro, tornou-se em arrogância e orgulho. Permitiu que o mesmo sentimento que despertou rebelião no Céu fosse aflorado no coração. E mediante a sua formosura, multiplicou a sua prostituição (v.26).

De forma pejorativa, e em linguagem forte, Jerusalém tornou-se um antro de práticas abomináveis, abrindo “as pernas a todo que passava” (v.25). As nações que antes a admiravam, passaram a vê-la como sua igual. Não havia mais diferença entre o povo de Deus e os ímpios, a ponto de sacrificarem seus próprios filhos (v.20) e o Senhor exclamar: “Ai, ai de ti!” (v.23). A falsa adoração a despojou do título de “rainha” (v.13) para o de “meretriz descarada” (v.30). E sobre a sua cabeça recairiam os juízos de Deus segundo o seu procedimento (v.43). Comparada a Sodoma e a Samaria, Jerusalém praticou coisas ainda piores. A soberba e o egoísmo tornaram-na hostil para com as necessidades do próximo (v.49 e 52).

No livro de Apocalipse também encontramos a descrição de uma “grande meretriz” (Ap.17:1). Esta sim, referindo-se a Babilônia. E assim como o provérbio citado em Ezequiel: “Tal mãe, tal filha” (v.44), encontramos algo semelhante na visão de João: “BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA” (Ap.17:5). A profecia nos revela que há um poder religioso apóstata cuja apostasia gerou filhas e práticas abomináveis ao Senhor. Apesar da degradação de Jerusalém, o seu meretrício cessaria e Deus a conduziria ao arrependimento (v.63). Porém, com relação à Babilônia atual, o chamado ao arrependimento é para todo aquele que dela aceita se retirar: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

Estamos vivendo em tempos difíceis e decisivos. Deus sempre teve e sempre terá um povo para chamar de Seu. A ruína que sobreveio à Jerusalém foi o resultado da maldade que ali prevalecia. Esquecendo-se dos dias de sua mocidade (v.43), provou das consequências de seu fraco coração (v.30). Pela concupiscência dos olhos e da carne, caiu em profunda crise espiritual, a ponto de adorar a Deus e aos ídolos ao mesmo tempo. Erguida foi a bandeira da insanidade e deposta a verdadeira Bandeira (Êx.17:15).

O urgente e derradeiro chamado de Deus ao Seu povo no tempo do fim não é diferente em seu objetivo. O Senhor deseja estabelecer com o Seu Israel atual “uma aliança eterna” (v.60). As práticas abomináveis aos olhos do Senhor, hoje, não diferem das que levaram Jerusalém à queda. Inseridos em um mundo onde a máxima é de que não há verdade absoluta, a humanidade pensa ter aberto um terceiro caminho, quando a Bíblia é bem clara ao afirmar que só existem dois (Dt.30:15; Mt.7:13-14). E nesta busca insaciável pelo prazer a qualquer custo, o homem ergue em seu fraco coração ídolos que jamais conseguirão preencher o espaço que só o Eterno é capaz de preencher (Ec.3:9).

Deus está chamando homens que, semelhante a Josué, assumam o sacerdócio do lar e declarem firme e corajosamente ao mundo: “se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais… Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15). Deus está chamando mulheres que não temam a pressão feminista e, como mulheres virtuosas (Pv.31:10), assumam a sua “missão de mãe” (1Tm.2:15) como uma sagrada e santa obra. Deus está chamando filhos que, à semelhança de José, honrem a seus pais e ao Senhor a despeito das tentações que os assaltam (Gn.39:12) e das más influências que os rodeiam.

Creio estarmos vivendo o tempo propício para o cumprimento das palavras do profeta: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml.4:6). Não é sem razão que as famílias têm sido bombardeadas por Satanás através dos inúmeros artifícios midiáticos. Precisamos blindar a nossa casa com oração e sabedoria. Precisamos, como Jacó, nos agarrar às vestes do Senhor e não deixá-Lo ir enquanto há graça. Então, quando os juízos de Deus vierem com ímpeto jamais visto, “serás salvo, tu e a tua casa” (At.16:31). Portanto, vigiemos e oremos!

Bom dia, famílias benditas do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 15 – Comentado por Rosana Barros
6 de janeiro de 2021, 0:45
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“Filho do homem, porque mais é o sarmento de videira que qualquer outro, o sarmento que está entre as árvores do bosque?” (v.2).

Conforme o dicionário, sarmento é o “rebento anual da vide e de outras plantas”. Em outras palavras, são os ramos da vide. Mas a linguagem profética se refere aos sarmentos ou ramos ladrões que precisam ser podados para o bom crescimento da videira. De acordo com especialistas, quanto mais próximo for o ramo da posição vertical, maior vigor ele terá. Mas os sarmentos inadequados para uma boa produção devem ser cortados ou se tornarão uma ameaça para toda a planta. Diante desta análise, percebemos a situação dramática que envolvia os “habitantes de Jerusalém” (v.6). Deus os comparou a sarmentos que para mais nada serviam, a não ser para serem lançados ao fogo (v.4). Suas “graves transgressões” (v.8) tornaram-lhes ramos infrutíferos que ameaçavam a ruína completa do povo de Deus. A começar de seus líderes, Israel havia se desconectado da Fonte da vida.

No livro de João, também no capítulo quinze, Jesus afirma: “Eu sou a videira verdadeira, e Meu Pai é o agricultor” (Jo.15:1). Se você ler a respeito dos cuidados que se devem ter na viticultura, perceberá que o Senhor não fugiu em nada do que é necessário para se obter uma boa colheita, pois que Ele mesmo estabeleceu as leis naturais. Ramos que não dão bons frutos são peso morto em uma videira e prejudicam aqueles que frutificam. A analogia utilizada pelo profeta e por Jesus é lógica e totalmente compreensível: o homem que dá as costas ao Seu Criador rejeita a vida.

Toda a criação revela o cuidado e a existência de um Deus que através dela Se manifesta: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20). Deus Se utiliza da natureza para expressar em linguagem humana os Seus propósitos a fim de que possamos compreendê-los. A figura de linguagem utilizada por Jesus, portanto, nos habilita a entender o que Ele falou no sermão da montanha, que nem todo o que diz “Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21).

Israel já não sabia mais discernir o certo do errado. Já não mais fazia diferença entre o santo e o profano. E, como sarmentos secos, tanto os líderes como a maior parte do povo precisavam ser podados. Aquele que afirma ser cristão, mas, como um ramo seco, não produz o fruto do Espírito (Gl.5:22-23), é cortado pelo Agricultor para receber o salário inevitável (Rm.6:23). Tiveram o inigualável privilégio de estar na Videira (Jo.15:2), contudo, recusaram ser limpos por Sua Palavra e nela permanecer (Jo.15:3 e 5). E como podemos permanecer ligados à Videira verdadeira? Jesus mesmo nos ensina: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).

Percebem que tudo está baseado no amor? A perfeita expressão do caráter divino é o amor. E é este amor que Ele nos convida a viver. Por isso que Ele virá buscar não um povo legalista, mas um remanescente que compreendeu o perfeito amor de Deus na observância dos Seus mandamentos. O grande Legislador deseja replicar o que um dia escreveu com o próprio dedo em tábuas de pedra (Êx.31:18), nas tábuas de carne do teu coração (2Co.3:3). Você não foi criado para aquecer a fornalha do castigo que foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41), mas “para a vida eterna” (Mt.25:46). Portanto, apegue-se à Videira, permita ser limpo por Sua Palavra e permaneça nela dando “muito fruto” (Jo.15:8). Vigiemos e oremos!

Bom dia, ramos frutíferos da Videira verdadeira!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel15 #RPSP

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EZEQUIEL 14 – Comentado por Rosana Barros
5 de janeiro de 2021, 0:45
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“Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração, tropeço para a iniquidade que sempre têm eles diante de si; acaso, permitirei que eles Me interroguem?” (v.3).

Catástrofes, fenômenos misteriosos, doenças físicas e emocionais, violência exacerbada, têm composto o cenário mundial de uns anos para cá com uma intensidade assustadoramente crescente. A natureza geme e as pessoas clamam por alívio. Ao mesmo tempo, a ciência expande seus horizontes e oferece a uma sociedade doente e aflita o que diz ser uma solução. Às vésperas do lançamento mundial de uma tecnologia jamais vista, 2021 foi despertado com o maior massacre de civis no Níger; na Itália, as ruas de Roma amanheceram repletas de pássaros mortos “misteriosamente”; a Europa sofre com o mau tempo e com deslizamentos pelo acúmulo de neve; no Brasil, Manaus atinge recorde no número de internação por Covid e de covas abertas em plena véspera de Ano Novo; no mundo, é estimado que 2021 seja o ano da fome, com mais de 230 milhões de pessoas em condições de extrema pobreza.

O capítulo de hoje é praticamente um grito de Deus à humanidade. Sofrendo os reveses do exílio, os “anciãos de Israel” (v.1) procuraram o profeta de Deus em busca de respostas. Contudo, não visavam ouvir a voz de Deus, mas acalentar seus corações corruptos com o que desejavam ouvir. Mas Aquele que sonda os corações conhecia muito bem o seu conteúdo. Seus ídolos ocupavam o lugar que devia pertencer somente ao Senhor. Seu tempo era preenchido com tudo o que alimentasse a sua idolatria, menos com Deus. E sua alegria era ouvir profecias e palavras falsas, “segundo a multidão dos seus ídolos” (v.4), que os fizessem permanecer em sua condição de comodidade e apostasia. Sua infidelidade não podia ser questionada, mas ousavam interrogar ao Senhor por causa de seus sofrimentos.

Meus amados irmãos, o que está acontecendo conosco, hoje? Como ousamos interrogar ao Senhor acerca do que tem acontecido ou afirmar que os sofrimentos acontecem pela vontade de Deus? Somos teimosos e demasiado lentos para confiar em Deus e obedecer ao que Ele nos deixou escrito por intermédio de Seus profetas. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede em Seus profetas, e prosperareis” (2Cr.20:20). A verdade é que o que pregamos, nós mesmos somos tardios em confiar. Desde o início da pandemia, há uma longa discussão acerca de ir morar no campo ou não, por exemplo, lançando sombras e dúvidas na palavra profética. A serva de Deus é muito clara: você tem uma família, principalmente com filhos pequenos, o plano divino é a vida no campo. Você tem condições de tomar tal decisão, por questões espirituais, a fim de moldar o caráter, então vá. Mas tudo deve ser feito com ordem, decência e oração. Simples assim. É uma vida que requer mais esforços e renúncias? Sim. Mas também foi o plano divino para nos proteger e a nossos filhos das influências deste século e nos preparar para a crise final que há de vir. (No final do texto e da descrição do vídeo no YouTube, deixo para vocês o link de uma mensagem muito coerente com o pastor Josanan Alves sobre o assunto).

Os sinais que têm acontecido no mundo natural e no mundo social, apesar de catastróficos e assustadores, não chegam nem perto dos sinais que definirão “o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18): “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:10-13). Noé, Daniel e Jó foram usados como exemplo pelo próprio Deus quando o assunto é fidelidade e perseverança. Foi fácil para Noé passar 120 anos ouvindo de todos que ele estava louco? Mas ele confiou no Senhor e empregou tudo o que tinha na construção da arca e salvação de sua casa. Foi fácil para Daniel contrariar as ordens do monarca mais cruel de sua época? Mas ele decidiu firmemente ser fiel a Deus. Foi fácil para Jó suportar tanta dor e sofrimento? Mas ele permaneceu com sua fé inabalável em seu Redentor. Mesmo com as recompensas que aqui receberam, nenhum dos três olhava ou almejava as coisas corruptíveis, mas seus corações desfaleciam de saudades de Deus e da pátria superior.

Salve a sua vida e a sua casa! Precisamos nos mover antes que seja tarde! Jesus pode voltar daqui a 10, 30 ou 50 anos. Não sabemos o dia em que Ele virá. Mas também não sabemos se estaremos vivos amanhã e, para os pais que ainda possuem filhos pequenos, nossos filhos não estarão congelados na infância até lá. Por isso, o Senhor nos apela, agora: “Convertei-vos, e apartai-vos dos vossos ídolos, e dai as costas a todas as vossas abominações” (v.6). Por favor, consideremos essas palavras com temor e oração! Está chegando o tempo em que, por mais que os pais sejam justos e verdadeiros adoradores diante de Deus, a Terra estará tão corrompida, que “não salvariam nem a seu filho nem a sua filha; pela sua justiça salvariam apenas a sua própria vida” (v.20). Ainda existe esperança! Pois “eis que alguns restarão nela, que levarão fora tanto filhos como filhas” (v.22). E saberemos “que não foi sem motivo tudo quanto” o Senhor fez na Terra, “diz o Senhor Deus” (v.23). É tempo de vivermos pela fé. E quando o Senhor declarar: “quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na Terra?” (Lc.18:8), que sejamos o Seu consolo, “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11). Vigiemos e oremos!

Bom dia, justos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

Link do vídeo “Há tempo profético para sair das cidades?”: https://youtu.be/wd4ve8uOpT8

#PrimeiroDeus #Ezequiel14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 13 – Comentado por Rosana Barros
4 de janeiro de 2021, 0:45
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“Assim diz o Senhor Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito sem nada ter visto!” (v.3).

O dom de profecia tem sido dado por Deus ao homem desde que o pecado o separou de Seu Criador. Mesmo não sendo chamado de profeta, o livro de Judas revela Enoque como sendo o primeiro a profetizar: “Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra Ele” (Jd.14-15). Vocês entendem que desde as primeiras gerações foi revelado ao mundo, através da profecia, que Jesus há de vir para exercer um juízo final e definitivo?

Os pseudo profetas de Israel não declaravam o “assim diz o Senhor”, mas exprimiam o que lhes vinha do coração (v.2). Fazendo um apanhado bíblico acerca do que provém do coração humano, encontramos a seguinte realidade: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr.17:9). “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt.15:19). Analisando este lixo, percebemos que o Senhor foi bem misericordioso ao chamar as profecias daqueles homens e mulheres apenas de “visões mentirosas” (v.8) e “visões falsas” (v.9).

Não estamos diante de um livro qualquer. Você não acabou de examinar páginas de um periódico semanal, mas do “que sai da boca de Deus” (Mt.4:4) e que tem validade eterna (Is.40:8). Profetizar e afirmar que “o Senhor disse” (v.6) quando Ele não disse, é mergulhar de cabeça para a morte. A divulgação de mentiras em troca de popularidade e de ganhos pessoais têm levado multidões a acreditar em um dos maiores enganos de todos os tempos: “Paz, quando não há paz” (v.10).

Acesse os principais sites de notícias mundiais e você verá que eu não estou profetizando, mas afirmando o que está escrito: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt.24:10). A humanidade está destruindo a Terra e uns aos outros. O direito à vida já deixou de ser um direito e transformou-se em uma luta pela sobrevivência. Querem saber a verdade? Eis a verdade: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3). As dores estão aumentando. “Haverá chuva de inundar” (v.11). Deus está para derramar a Sua tempestade de juízos sobre a Terra. E eu ouso afirmar que o mundo já está sofrendo as primeiras gotas. E a quem você está dando ouvidos? À Palavra de Deus ou às teorias humanas? Quer saber se um profeta é verdadeiro? Prove-o segundo a Palavra de Deus: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is.8:20).

As chamadas “filhas do teu povo” (v.17) também estavam profetizando, ou melhor, praticando a feitiçaria, usando o nome de Deus para fins egoístas. O dom profético não é um dom exclusivo para os homens, já que a Bíblia mesmo faz menção de mulheres que foram usadas por Deus com este propósito, como: Miriã (Êx.15:20), Débora (Jz.4:4), Hulda (2Rs.22:14), as quatro filhas de Filipe (At.21:9). Portanto, Deus pode chamar homens e mulheres para este ministério de acordo com a necessidade dos santos. Pois “não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv.29:18).

Em um momento de real necessidade, o Senhor concedeu o dom profético a uma mulher que, humanamente desprovida de qualquer capacidade, foi erguida de forma sobrenatural para que as verdades que haviam sido lançadas por terra (Dn.8:12) pudessem novamente ser reveladas ao mundo. Sim, eu estou falando de Ellen G. White. Uma pessoa comum como você e eu, mas que escolheu morrer para o eu e viver para a glória de Deus. Ela não foi escolhida por ser especial, mas tornou-se especial por se deixar ser escolhida. Ao fazer menção de sua pessoa aqui não estou levantando a bandeira de uma denominação, mas a bandeira da Palavra de Deus. Pois não há como ler seus escritos (com profunda humildade) e não ser levado a amar a Bíblia.

Do mesmo modo com que a destruição virá aos mentirosos, virá também aos que rejeitaram a verdade. Os escritos da irmã White não provocam divisões, mas são para a edificação da igreja (1Co.14:4), para subir “às brechas” e fazer “muros para a casa” do Israel espiritual de Deus, “para que ela permaneça firme no Dia do Senhor” (v.5). Foi com este objetivo que Deus a chamou e usou. As classes que têm se levantado a provocar divisões no corpo de Cristo têm cometido uma abominação diante de Deus. Querem saber se os escritos de Ellen White procedem de Deus? Então, provai “se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1Jo.4:1).

Põe-te contra” (v. 17) o falso profeta, amado, mas cuidado, muito cuidado para não dar as costas ao verdadeiro! Deus já está realizando a obra de soltar “livres como aves as almas” (v.20) que foram presas por falsos ensinos. Elas farão parte do remanescente de Deus, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap. 12:17). E “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Ap.19:10). Quer continuar cego e surdo? Deus respeita a sua decisão. Mas quer ser liberto desta condição? Então, leia a Bíblia e o que o Senhor inspirou a Sua serva a escrever, e você descobrirá que foi mais uma forma que Ele encontrou de nos dizer: “Prepara-te, pois Eu logo voltarei!” Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescentes de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 12 – Comentado por Rosana Barros
3 de janeiro de 2021, 0:45
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“Filho do homem, que provérbio é esse que vós tendes na terra de Israel: Prolongue-se o tempo, e não se cumpra a profecia?” (v.22).

A primeira rebelião do universo se deu no Céu. Liderados por Lúcifer, um anjo de luz que colocou em dúvida o amor e a justiça de Deus, uma terça parte dos anjos foram expulsos do Céu juntamente com ele (Ap.12:7-9). Em sua tentativa de provar diante dos seres não caídos que seu governo era melhor, o anjo rebelde arquitetou um plano para fazer cair o casal recém-criado. Quando Adão e sua mulher comeram do fruto, parecia que seu plano havia se cumprido e que possuía todo o direito sobre o mundo. Mas Aquele que instituíra o sábado como um memorial da criação e de Sua autoridade sobre “toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3), logo revelou o Seu vitorioso e salvífico plano diante da “antiga serpente, que se chama diabo e Satanás” (Ap.12:9): “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15).

Caim, Cam, Esaú, os filhos de Eli, dentre outros, são exemplos de pessoas que, por sua rebeldia, rejeitaram e perderam as bênçãos advindas de uma vida de comunhão e de obediência ao Senhor. Na promessa de que em uma mulher seria gerado o Messias, e que este destruiria de uma vez por todas o inimigo das almas, estão implícitas as duas maiores promessas de Deus à humanidade: a primeira e a segunda vinda de Cristo. No tempo determinado e cumprindo cada palavra escrita a respeito dEle nas Escrituras, Jesus Cristo veio primeira vez deixando uma marca incomparável no mundo, de forma que a Sua vida dividiu o calendário em antes e depois de Cristo. Mas o tempo de Sua visitação também foi marcado pelo desprezo e rejeição daqueles que se diziam fiéis sentinelas de Sua vinda.

Habitando “no meio da casa rebelde” (v.2), Ezequiel recebeu ordens divinas de encenar o que aconteceria à nação desobediente: “porque por sinal te pus à casa de Israel” (v.6), na esperança de que pudessem entender o recado profético (v.3). Mas cegos e surdos aos avisos do Senhor (v.2), sem compreender, perguntavam ao profeta: “Que fazes tu?” (v.9). Mas ao declarar Ezequiel: “Eu sou o vosso sinal” (v.11), e revelar o destino do príncipe de seu povo (12-13), o que se cumpriu na vida do rei Zedequias (2Rs.25:4-7), ao invés de encontrar arrependimento e contrição, encontrou resistência ainda maior no lamentável provérbio: “Prolongue-se o tempo, e não se cumpra a profecia” (v.22).

Da mesma sorte, referindo-se aos últimos dias, o apóstolo Pedro declarou: “tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe.3:3-4). Contudo, desde a entrada do pecado no mundo, nada permanece como no princípio da criação. O pecado causou uma ruptura da humanidade com Deus e manchou de tal forma a natureza antes perfeita, que a imagem divina no homem foi severamente prejudicada e não há mais nada na natureza que possa ser comparado às primícias do Éden. Uma coisa, porém, não mudou e jamais poderá mudar: o amor de Deus por nós e Sua promessa de nos levar de volta para casa.

Independente da rebelião que há no mundo, instigada pelo primeiro rebelde, seguremos firme no leme da fé que nos conduzirá ao porto seguro. Temos um mapa fiel e infalível em mãos. Examinemos a Palavra de Deus, olhando com confiança inabalável para a promessa do segundo advento do nosso Redentor, crendo na palavra cabal e verdadeira: “Porque Eu, o Senhor, falarei, e a palavra que Eu falar se cumprirá e não será retardada; porque em vossos dias, ó casa rebelde, falarei a palavra e a cumprirei, diz o Senhor Deus” (v.25). Breve todos saberão que o Senhor é Deus. Sejamos, pois, Seus fiéis atalaias, declarando ao mundo: “Assim diz o Senhor Deus: Não será retardada nenhuma das Minhas palavras; e a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor Deus” (v.28). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, atalaias dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel12 #RPSP

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EZEQUIEL 11 – Comentado por Rosana Barros
2 de janeiro de 2021, 0:45
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“Caiu, pois, sobre mim o Espírito do Senhor e disse-me: Fala: Assim diz o Senhor: Assim tendes dito, ó casa de Israel; porque, quanto às coisas que vos surgem à mente, Eu as conheço” (v.5).

Há poucos dias fiquei sabendo do falecimento de um pastor muito querido que, mesmo depois de jubilado, possuía um lindo ministério de evangelismo. Provavelmente ele nem lembrasse de mim e de minha família, mas ao saber do ocorrido, ficamos muito tristes e meu filho mais velho logo lembrou: – Era aquele pastor daquela música, mãe, “O Senhor é o meu Pastor”? Todas as vezes que este querido ministro ia pregar, ele gostava de introduzir o sermão com o louvor do Salmo 23, e isso ficou bem gravado na mente de meu filho. É provável que o anúncio de Deus acerca da condição dos líderes espirituais da nação e a morte de um deles tenha despertado a memória de Ezequiel aos anos em que ele crescia naquele meio e até mesmo a admiração e respeito que nutria por eles. A morte de Pelatias (v.13) e o conhecimento sobre o futuro dos demais encheu o seu coração de tristeza e aflição.

Profetizar “contra eles” (v.4) certamente foi uma tarefa muito dura e difícil para Ezequiel. Vemos a obra constante do Espírito Santo erguendo o profeta de seu estado de contrição e caindo sobre ele (v.5) a fim de que pudesse ouvir as palavras do Senhor. O ministério profético era um serviço privilegiado, mas angustiante. Geralmente, Deus chamava homens e mulheres para declarar palavras de advertência e repreensão aos de seu próprio povo. Quando Jonas fugiu de seu chamado a pregar aos ninivitas, considerou ser tarefa demasiado difícil para cumprir. Contudo, eu creio que não exista tarefa mais desafiadora do que a que deva ser realizada aos de casa.

O próprio Jesus foi o mais experimentado dos homens, de forma que “Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11). Quando em Nazaré, onde havia crescido, mesmo reconhecido como detentor de sabedoria e poder jamais vistos, Jesus “não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mt.13:58). O Senhor sabe o que se passa em nossa mente e o que de fato move as nossas ações (v.5). Ele não leva em conta quanto trabalho fazemos, mas o que nos move a realizá-los. Ao profeta foi revelado que havia pecados ocultos na vida daqueles líderes e que seu serviço no templo na verdade se tratava de um desserviço, pois que maquinavam vilezas e aconselhavam perversamente (v.2).

Amados, temos tantos que amamos e admiramos neste mundo, como homens e mulheres de Deus. E o Senhor nos deixou esse sentimento de respeito e admiração uns pelos outros como uma bênção. Mas isso se torna uma maldição se depositamos toda a nossa confiança em seres humanos tão falíveis quanto nós. Não foi fácil para Ezequiel declarar ao povo “todas as coisas que o Senhor [lhe] havia mostrado” (v.25), mas ele assim o fez porque Deus ocupava lugar de primazia em seu coração. Nenhum profeta foi afligido com mensagens de juízo sem receber o consolo e a bendita esperança da restauração.

Ainda que as estrelas mais brilhantes percam a sua luz, precisamos manter os nossos olhos nAquele que é “a Luz do mundo” (Jo.8:12). Jesus Cristo, o Sol da Justiça, incide Seus raios de fé e de amor esperando que nos coloquemos em lugar de recebê-los. Muitos que um dia estiveram sob Sua santa incidência têm se colocado sob a sombra de seus pecados ocultos até que estes os lancem no abismo onde nenhuma luz há. Oh, meus irmãos, como o Espírito deseja novamente erguê-los! Como há, agora, grande comoção no Céu pelos que ainda perecem na escuridão do pecado! Olhemos para Jesus! Olhemos para a Luz do mundo! E por mais difícil que possamos considerar a nossa missão nesses últimos dias, somos testemunhas de Jesus com um único e claro objetivo: “buscar e salvar o perdido” (Lc.19:10).

Cumpra-se na igreja de Deus, hoje, as palavras do Senhor: “Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos, e os executem; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (v.19-20). Que o Senhor encontre em nós um coração aberto ao trabalho do Espírito Santo para que se cumpra em nós “tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Fp.2:13). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel11 #RPSP

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EZEQUIEL 10 – Comentado por Rosana Barros
1 de janeiro de 2021, 0:45
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“Então, saiu a glória do Senhor da entrada da casa e parou sobre os querubins” (v.18).

Semelhante à sua primeira visão, Ezequiel viu como uma fusão entre àquela e a última. O “homem vestido de linho” (v.2) aparece segunda vez com a missão de espalhar “brasas acesas” (v.2) sobre Jerusalém. Haveria um juízo purificador, mediante o qual a glória de Deus seria retirada. O movimento das rodas e dos querubins simbolizava a perfeita ordem que há nos oráculos de Deus. A apostasia de Judá contrastava por completo com a obediência dos seres viventes que realizavam com exatidão as ordens “do Deus Todo-Poderoso”, de forma que até o “tatalar das asas dos querubins” se assemelhava à voz do Senhor, “quando fala” (v.5).

As brasas lançadas “sobre a cidade” (v.2) representavam o juízo purificador de Deus sobre aquele lugar. Logo, não mais uma cidade apenas receberá tal juízo, mas toda a Terra, no “Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão” (2Pe.3:12). “Quando, porém, se completarem os mil anos” (Ap.20:7), descerá sobre a Terra o fogo definitivo, que consumirá os ímpios: “desceu, porém, fogo do céu e os consumiu” (Ap.20:9). Há uma mensagem de advertência para nós, hoje, dada aos profetas. As profecias foram reveladas não somente ao antigo Israel, mas são um recado atual que revela a justiça e a misericórdia de Deus, como reforça Ellen White:

“As mensagens de consolo e admoestação dadas por meio dos profetas que tornaram claro o eterno propósito divino em favor da humanidade são de valor especial para a igreja de Deus hoje – os guardas de Sua vinha na Terra. Nos ensinos dos profetas, o amor de Deus pela humanidade decaída e Seu plano para sua salvação são claramente revelados. A história do chamado de Israel, de seus sucessos e fracassos, de sua restauração ao favor divino, da rejeição do Senhor da vinha e de Seu plano ser levado avante por um bom remanescente, a quem seriam cumpridas todas as promessas do concerto, tem sido o tema dos mensageiros de Deus para Sua igreja através dos séculos até aqui. E hoje a mensagem de Deus à Sua igreja – aos que estão ocupando Sua vinha como fiéis lavradores – não é outra senão aquela expressa pelo profeta no passado” (Profetas e Reis, p.22).

Quando for fechada a porta que ninguém pode abrir e for retirado da Terra o Espírito Santo que ainda inibe as forças do mal, terá início uma cena de horror jamais vista. Como a nação de Israel ficou destituída da glória de Deus, recebendo sobre si os juízos sobre os quais havia sido advertida, o mundo há de sofrer tudo o que, por intermédio de Seus profetas, o Senhor tornou conhecido. Não haverá desculpas para a ignorância. A obra do Espírito Santo estará completada assim como a obra do Pai e do Filho. Todos haverão decidido de que lado estar no grande conflito.

Pela fé, ouçamos hoje, como o “tatalar das asas dos querubins”, “a voz do Deus Todo-Poderoso” (v.5) a nos falar por meio de Seu profeta: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Dt.30:19-20). Eis a terra que Abraão e sua descendência aspiravam: “uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16). Suspiremos pela pátria celestial, confessando que somos “estrangeiros e peregrinos sobre a Terra” (Hb.11:13). Então, quando chegar o tempo das desolações finais, não temeremos, mas seguros estaremos “no esconderijo do Altíssimo” (Sl.91:1), até o Dia de nosso resgate. Vigiemos e oremos!

Bom dia e um ano novo de vitórias espirituais, remidos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100