Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 39 – Comentado por Rosana Barros
30 de janeiro de 2021, 0:45
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“Eis que vem e se cumprirá, diz o Senhor Deus; este é o dia de que tenho falado” (v.8).

A manifestação da ira de Deus contra Gogue declara o tamanho do zelo por Seu nome e do amor por Seu povo. Uma promessa foi feita, e Ele a cumprirá de forma “sete” (v.9, 12 e 14), ou seja, de forma perfeita e definitiva. Representando todas as nações inimigas do povo de Deus de todos os tempos, como vimos ontem, Gogue e Magogue receberão uma “viagem” só de ida ao “lugar de sepultura” (v.11). Perante “todo o povo da terra” (v.13), as forças de Gogue serão reduzidas a nada “para limpar a terra” (v.12) da escravidão do pecado que há tanto tempo tem manifestado os seus terríveis resultados.

A derradeira fúria do inimigo para com a humanidade caminha para um trágico clímax onde a fé de cada um será provada ainda com maior intensidade do que o foi com os cristãos de Roma perante o coliseu e com os cristãos da Idade Média perante à inquisição. Pois que o profeta Daniel descreveu um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). E o próprio Jesus declarou: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt.24:21). Acusados como hereges e fundamentalistas, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12), experimentarão os reveses de uma perseguição sem precedentes.

Semelhante ao período que Jesus enfrentou a dor da separação do Pai, grande angústia aguarda os filhos de Deus, que, como Jesus o fez, repetirão as palavras do salmista Davi: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl.22:1; Mt.27:46). Porém, o Espírito Santo que “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3), será derramado (v.29) sobre cada coração que por Ele clamou e por Ele desejou ser preenchido. O Senhor os tornará “a ajuntar para voltarem à sua terra” (v.28) e lá estará para sempre com eles.

O juízo final acontecerá quer o mundo acredite, quer não. E nenhum dos salvos irá declarar: “Por causa da minha justiça é que o Senhor me trouxe a esta terra para a possuir” (Dt.9:4). Mas, com o coração compungido, cheio de gratidão e santa consagração, clamarão “em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que Se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap.7:10). O Senhor fez uma aliança eterna com Abraão, Isaque e Jacó, e, por Sua fidelidade a cumprirá. Pois que “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou” (Js.23:14).

Jesus mesmo prometeu: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Muito em breve, Ele virá buscar um povo que, cheio do Espírito Santo, abandonou “as obras da carne” (Gl.5:19) e manifestou na vida “o fruto do Espírito” (Gl.5:22). Que possamos orar, a cada dia, como Davi orou: “Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça, pelo Teu poder” (Sl.54:1). E aguardar, andando no Espírito, a bendita e gloriosa promessa do nosso Senhor e Salvador! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, povo do advento!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel39 #RPSP

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EZEQUIEL 38 – Comentado por Rosana Barros
29 de janeiro de 2021, 0:45
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“Naquele dia, quando vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, a Minha indignação será mui grande” (v.18).

Com origem e identidade desconhecidas, Gogue e Magogue aparecem nas profecias como um símbolo de inimigos que viriam contra Israel em sua restauração após o cativeiro. No entanto, “Gogue, da terra de Magogue, príncipe de Rôs” (v.2) foi apresentado como um inimigo antigo que voltaria com o objetivo de assolar o povo de Deus. Considerando a condição pacífica de Israel como uma terra desprotegida, “sem muros” (v.11), era seu “mau desígnio” (v.10) tomar para si a possessão do povo. Acompanhado de “muitos povos”, compondo uma “grande multidão e poderoso exército”, Gogue subiria contra Israel, “como nuvem, para cobrir a terra” (v.16).

O que eles não esperavam é que teriam de se deparar com o invencível Comandante de Israel, que logo deixou claro o Seu direito de posse sobre o povo e sobre a terra: “subirás contra o Meu povo de Israel… contra a Minha terra” (v.16). A grande indignação do Senhor frente a esta ameaça contra os filhos do Seu povo e considerando o mistério sobre a origem desta milícia inimiga, dá a impressão de que, rasgadas as cortinas do tempo, estamos diante de uma profecia apocalíptica. Após o milênio, por pouco tempo “solto da sua prisão” (Ap.20:7), Satanás “sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar” (Ap.20:8).

O numeroso exército de ímpios que serão ressuscitados para a condenação, sob o comando do príncipe das trevas, tentará invadir a cidade santa que descerá “do Céu, da parte de Deus” (Ap.21:10). Mas, semelhante a descrição de Ezequiel, descerá fogo do céu que os consumirá (Ap.20:9): “fogo e enxofre farei cair sobre ele, sobre as suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele” (v.22). Logo o Senhor vindicará a Sua santidade perante todo o Universo, quando todos terão de reconhecer a Sua fidelidade e justiça.

Nos últimos dias” (v.16) Deus tem um povo para chamar de Seu. “Sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12) e vendo a atuação do Espírito Santo na vida do povo de Deus, Satanás fará de tudo para destruir-lhes a fé. Mas ainda que em meio às terríveis condições de “um tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), e assediados pela consciência de sua própria condição indigna, por sua perseverança serão salvos. Sobre este tempo, escreveu Ellen White: “O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome – fé que não desfaleça ainda que severamente provada. O tempo de graça é concedido a todos, a fim de se prepararem para aquela ocasião. Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova do poder da oração importuna” (O Grande Conflito, p.621).

Precisamos olhar para os eventos finais com os olhos fixos no Autor e Consumador de nossa fé. Olhar para Jesus e nEle buscar refúgio deve ser a razão de nossa vida. Ele prometeu que voltará para nos levar para casa, e isso já deve nos bastar. Não desperdicemos nosso tempo e desgastemos o nosso emocional nos preocupando com o que há de vir. Desde o princípio o Senhor tem revelado à humanidade o Seu plano salvífico e que, se aceitarmos o Seu convite de graça, sairemos com Ele “vencendo para vencer” (Ap.6:2). As profecias nos foram dadas não como uma fonte de medo, mas uma fonte de esperança a jorrar para a vida eterna.

Nós “possuímos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos céus” (Hb.8:1), como nosso Intercessor. Vá até Ele a cada dia. “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). Olhemos para o cumprimento das profecias não como indicativos de uma iminente destruição, mas como sinais de que logo veremos a linda face do nosso Salvador. E seguindo a ordem do Mestre: Vigiemos e oremos!

Bom dia, Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel38 #RPSP

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EZEQUIEL 37 – Comentado por Rosana Barros
28 de janeiro de 2021, 0:45
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“Porei em vós o Meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que Eu, o Senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor” (v.14).

Dos montes de Israel para “um vale que estava cheio de ossos” (v.1). A visão de Ezequiel é um retrato da condição do povo de Deus e uma ilustração do plano de resgate divino até o tempo do fim. Divididos por causas políticas e mortos em seus delitos, a condição de Israel e Judá era humanamente impossível de se resolver. Como deve ter sido doloroso para o profeta contemplar aquela cena inicial, percebendo que se tratava de seu próprio povo. Porém, ao ser questionado por Deus sobre a possibilidade daqueles ossos voltarem a vida, Ezequiel não respondeu negativamente, mas com os olhos da fé, respondeu: “Senhor Deus, Tu o sabes” (v.3).

A Ezequiel foi dada a tarefa de profetizar aos restos mortais de um povo há muito tempo adormecido. Os “ossos secos” (v.4) representam uma condição antiga ou o que sobrou de um povo que deveria iluminar o mundo com a glória de Deus. Apesar de se tratar de uma visão, Ezequiel contemplou um milagre. Enquanto profetizava, pôde ver a obra da ressurreição. Os ossos se uniram, os músculos apareceram, “cresceram as carnes” e cada corpo foi revestido de nova pele. Contudo, ainda eram corpos sem vida. Novamente, Ezequiel foi chamado a profetizar. Desta vez, para que aquela multidão de cadáveres recebesse o fôlego de vida. O desânimo havia tomado conta da casa de Israel, mas eis que o Senhor prometeu realizar a obra que nenhum de nós é capaz de executar.

Há hoje uma igreja professa e uma igreja invisível. O Espírito do Senhor está sendo derramado “sobre toda carne” (Jl.2:28) e logo veremos cumprida a profecia: “Ajunta-os um ao outro, faze deles um só pedaço, para que se tornem apenas um na tua mão” (v.17). Aos adventistas do sétimo dia foi dada a missão de profetizar “a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Mas também vivemos a triste realidade de Laodiceia, quando muitos, mortos em seus pecados, necessitam do milagre do reavivamento. Como na visão “houve um ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso” (v.7) a obra de Deus não é silenciosa. Ela aponta para o divino e sobrenatural: “E sabereis que Eu sou o Senhor” (v.6).

A obra do Espírito Santo é viva e eficaz. A mesma medida está sendo derramada sobre toda a carne, ou seja, sobre todos os pecadores. Todos, sem exceção, por causa de nossos pecados, estamos condenados à morte, “porque o salário do pecado é a morte”, mas graças ao intenso amor de Deus, o texto continua dizendo: “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23). O vale de ossos secos e a atuação de Deus fazendo dele o lugar de “um exército sobremodo numeroso” (v.10), é uma clara evidência de que nossas obras não valem de nada se o Espírito do Senhor não estiver em nós.

Se há um texto na Bíblia que exprima com perfeição a salvação pela graça e justificação pela fé, é o capítulo de hoje. Enquanto o povo dizia: “Os nossos ossos secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados” (v.11), o Senhor replicava: “Sabereis que Eu sou o Senhor, quando Eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo Meu” (v.13). Que palavras de esperança para o Seu Israel atual! Em tempos de angústia e constante expectativa, o Senhor nos diz: “Não temas, a obra é Minha!”. Se olharmos para dentro de nós, a nossa visão não passará a de um vale de ossos secos. Se olharmos para o Senhor, confiando em Suas promessas, a nossa visão será a de um povo reavivado e purificado para habitar com o Senhor “para sempre” (v.25).

Perseveremos em profetizar em nome do Senhor, declarando ao mundo que logo Ele virá buscar o Seu “exército sobremodo numeroso”, que congregará “de todas as partes” (v.21), firmando com eles a Sua “aliança perpétua” (v.26). O Senhor será o nosso Deus e nós seremos o Seu povo. Habitaremos com Ele e o Seu santuário estará para sempre em nosso meio (v.26). Lembrem que o milagre não faria sentido algum se aqueles corpos permanecessem sem vida. Foi só quando receberam o Espírito, quando houve um grande reavivamento, que a visão fez sentido. Que façamos parte da igreja que milita rumo ao triunfo, permitindo que a obra do Espírito seja completa em nossa vida. Vigiemos e oremos!

Bom dia, exército reavivado pelo Espírito!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel37 #RPSP

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EZEQUIEL 36 – Comentado por Rosana Barros
27 de janeiro de 2021, 0:45
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“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (v.26).

Cercados pelos inimigos, atordoados pelos juízos e constantemente assediados por escarnecedores, os filhos de Israel sofreram o opróbrio resultante de sua rebeldia. Pela prevaricação de Seu povo, o nome de Deus foi zombado diante das demais nações. Mas, “de Deus não se zomba” (Gl.6:7). De modo que, “no fogo do [Seu] zelo” (v.5), o Senhor faria cair sobre aquelas nações o opróbrio pelo qual desprezavam a Israel (v.7). Em sonoros e repetidos “assim diz o Senhor Deus”, Ele deixou bem claro a autoria de tal juízo e Seu objetivo de vindicar a honra de Seu “santo nome” (v.22).

Ninguém gosta de ter seu nome envolvido em questões que venha a difamá-lo ou diminuí-lo. Nosso nome e reputação geralmente são duas coisas pelas quais zelamos. E o que estava em jogo naquele tempo não era tão somente a reputação de um povo, mas o caráter do seu Deus. Na genealogia de Adão podemos encontrar no significado de cada nome um recado de Deus à humanidade. Desde então, tornou-se um costume dentre o povo de Deus dar nome aos filhos com significados especiais. Nomes que fossem significativos na construção de seu caráter e até mesmo uma definição do que se tornariam.

Contudo, nem sempre o nome correspondia ao chamado de Deus. Abrão, por exemplo, significa “pai elevado”, e Deus mudou o seu nome para Abraão, “pai de uma multidão”. Jacó significa “aquele que vem do calcanhar”, ou há ainda quem entenda como “suplantador”. E o Senhor mudou o seu nome para Israel, “homem que luta com Deus”, ou “homem que vê Deus”. Jabez, que significa “tristeza” ou “gerado com dor”, não teve o seu nome mudado, mas apesar do seu nome, Deus o ergueu como “homem mais ilustre do que seus irmãos” (1Cr.4:9), concedendo-lhe uma vida de ricas bênçãos. Já alguns que carregavam no nome um áureo significado, como Saul, que significa “pedido a Deus” ou “desejado”, perderam por completo o sentido quando se afastaram dos propósitos divinos.

A questão é que o nome de Deus carrega o eterno peso de Seu imutável caráter. E a apostasia de Seu povo fez com que os povos da Terra questionassem o caráter divino. Os “montes de Israel” (v.1) eram um símbolo da presença de Deus, lugares em que o Senhor tantas vezes Se apresentara declarando Suas leis e erguendo-as como transcrição de Seu caráter. Mas esses mesmos montes haviam se tornado em lugar de idolatria e licenciosidade, profanando assim a santidade dAquele que os chamou para ser “um rebanho de santos” (v.38). Diante disso, assim disse o Senhor: “Vindicarei a santidade do Meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; as nações saberão que Eu sou o Senhor, diz o Senhor Deus, quando Eu vindicar a Minha santidade perante elas” (v.23).

Foram estas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:8). Qual a função de uma testemunha? Relatar o que viu e o que ouviu a respeito de algo ou alguém. A testemunha pode ser a favor ou contra uma determinada pessoa. Em um tribunal, as testemunhas podem ser questionadas pelo magistrado, pela defesa ou pela acusação. Sua participação pode definir um caso ou influenciar na decisão do juiz. Nosso papel, portanto, requer um fiel testemunho da pessoa de Jesus Cristo. Uma obra, porém, que, Jesus deixou bem claro, só pode ser realizada mediante o poder de Seu Espírito.

Não devemos nos esforçar por obedecer, mas nos esforçar por pedir o Espírito, que nos motiva a obedecer. Como água pura, o Espírito Santo é derramado sobre nós a fim de nos purificar de nossos pecados e nos preparar a fim de que sejamos a Sua habitação: “Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (v.27). A obra do Espírito Santo implica primeiro uma mudança de coração, ou seja, um reavivamento: “Dar-vos-ei um coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (v.26). Para, só então, haver uma mudança de hábitos e pensamentos, uma reforma: “Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações” (v.31).

Quando esta obra for completada no meio do povo de Deus, “Então”, e só então, “as nações que tiverem restado ao redor de vós, saberão” (v.36) que o Senhor tem uma igreja na Terra com testemunhas que representam com fidelidade o Seu santo nome. Uma igreja que teme e treme da Palavra do Senhor (Is.66:2) e que, “como um rebanho de santos” (v.38), pelo poder do Espírito, se une ao coro angelical: “Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (Ap.4:8). Amados, se um dia já fomos motivo de profanação ao grande nome de Deus, que, a partir de hoje, possamos permitir que o Espírito Santo tenha total liberdade para agir em nossa vida e torná-la em fiel testemunho do evangelho eterno de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). E logo o Senhor nos dará “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17). Um nome que glorificará o nome do nosso Deus para sempre. Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

* Oremos pelo derramamento do Espírito Santo em nossa vida.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel36 #RPSP

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EZEQUIEL 35 – Comentado por Rosana Barros
26 de janeiro de 2021, 0:45
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“Vós vos engrandecestes contra Mim com a vossa boca e multiplicastes as vossas palavras contra Mim; Eu o ouvi” (v.13).

Como primogênito de Isaque, Esaú tinha por direito a primazia das bênçãos terrenas e espirituais. Crescendo como um forte caçador e líder, seu futuro parecia promissor, de sorte que seu pai estava disposto a lhe conceder tudo o que sua posição lhe garantia. Ao contrário de seu irmão Jacó, dedicado à pacata vida doméstica, Esaú era dado à vida pública e seus interesses visavam a riqueza e o poder. No entanto, sua força física e suposta autoridade eram facilmente derrotadas quando confrontadas com a fraqueza de seu caráter. O que desejava e pensava ser seu por direito, a bênção de não apenas herdar as posses corruptíveis, mas um nome que faria parte da tríade dos patriarcas de Deus, trocou pela satisfação de seu apetite (Gn.25:27-34).

Semelhante à troca feita no Éden, Esaú trocou a bênção pela maldição, de sorte que sua vida revelou o cumprimento da profecia dada a Rebeca em sua atribulada gravidez gemelar: “Respondeu-lhe o Senhor: Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão: um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço” (Gn.25:23). Não era necessário que Rebeca usasse de mentiras para que fossem cumpridas as palavras do Senhor e sua astúcia custou caro para Jacó, que teve de enfrentar um caminho sobremodo difícil. Nem tampouco Isaque agiu com sabedoria intentando conceder ao mais velho o que Deus reservara “ao mais moço”. Mas ainda que o homem faça planos, mesmo que sejam com a intenção de “ajudar” nos propósitos divinos, Deus, em Sua infinita misericórdia, usa até mesmo as frustrações e sofrimentos a fim de nos levar para mais perto dEle.

Não era propósito do Senhor que Esaú fosse o pai de uma nação inimiga de Seu povo. A profecia dada a Rebeca não era um futuro predestinado, mas a revelação de um Deus onisciente. Se Esaú tivesse se humilhado perante o Senhor como fez Jacó, certamente sua descendência também seria herdeira das mesmas promessas. Seir, ou Edom, se refere à descendência de Esaú, que se tornou uma terrível inimiga e perseguidora da nação de Israel. Infelizmente, o emocionante reencontro dos irmãos há tantos anos separados (Gn.33:4), não destronou o orgulho do coração de Esaú, que continuou perseguindo, por suas próprias forças, a bênção que havia perdido.

A experiência de Esaú nos é apresentada como uma importante e urgente exortação, como está escrito: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb.12:14-17).

O que para os homens é uma aparência promissora, para Deus pode ser a causa determinante do fracasso. Esaú se apegou a um direito nominal, enquanto rejeitou o seu dever de submissão ao governo divino. Vivemos hoje sob o constante desafio de não cair na mesma armadilha: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). Esaú reclamou as promessas de Deus como se fosse delas merecedor. Jacó lutou com Deus com o coração contrito e quebrantado reconhecendo o seu demérito. Oh, amados, quanto necessitamos daquela noite de santa luta! Quanto necessitamos do toque corretivo de Deus em nossa coxa! Para que mancos, possamos reconhecer a nossa total dependência de Deus e necessidade de mudança.

Sobre a nossa necessidade atual, há uma promessa a todos nós:
A história de Jacó é também uma segurança de que Deus não lançará fora aqueles que, arrastados ao pecado, se voltam a Ele com verdadeiro arrependimento. Deus enviará Seus anjos para confortá-los no tempo de perigo. Os olhos do Senhor estão sobre Seu povo. As chamas da fornalha parecem prestes a consumi-los, mas o Refinador os apresentará como ouro provado no fogo” (Ellen G. White, “O Grande Conflito”, edição condensada, p.270). Clamemos pelo Espírito Santo e invoquemos o nome do Senhor, e Ele nos dará a herança de Jacó para sempre! Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros da promessa!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel35 #RPSP

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EZEQUIEL 34 – Comentado por Rosana Barros
25 de janeiro de 2021, 0:45
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“Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu mesmo procurarei as Minhas ovelhas e as buscarei” (v.11).

Preocupados com o próprio bem-estar, os pastores de Israel receberam séria advertência quanto à sua infidelidade. Negligenciando o cuidado com as ovelhas de Deus, levaram Israel a dispersão e apostasia. A obra de apascentar requer o mesmo zelo que tinha Davi pelo rebanho de seu pai, a ponto de arriscar a própria vida enfrentando “as feras do campo” (v.5; 1Sm.17:34-35), coisa que os pastores não estavam dispostos a viver. Enquanto Davi salvava as ovelhinhas da boca das feras, Deus salvaria Suas ovelhas da boca dos pastores omissos (v.10).

A responsabilidade de um pastor é sobremodo grande e sagrada. É um privilégio dado a homens que demanda uma vida de íntima comunhão com Deus e dedicação altruísta. O sucesso deste ministério está em fixar os olhos no ministério maior. Jesus, aqui chamado de Davi (v.23), devido à Sua linhagem como Messias, buscou as ovelhas perdidas, trouxe de volta as desgarradas, ligou as quebradas e sarou as enfermas, deixando exemplo de bom Pastor que “dá a vida pelas ovelhas” (Jo.10:11). Mas também pregou com autoridade, corrigiu as rebeldes e reprovou as hipócritas. Ele não omitiu o dever de fazer diferença entre o bem e o mal.

Da mesma forma, Deus fez distinção entre “ovelhas gordas e ovelhas magras” (v.20). Além do ministério falido dos líderes de Israel, o povo se voltava uns contra os outros e injustiças eram cometidas. Perante o Senhor, as ovelhas do Seu rebanho não eram as mais fortes e robustas, mas “a perdida… a desgarrada… a quebrada… e a enferma” (v.16). Injustiçadas e feridas, receberam do grande Pastor a promessa de Seu cuidado e proteção: “Eu livrarei as Minhas ovelhas… e julgarei entre ovelhas e ovelhas” (v.22).

A obra de reunir as últimas ovelhas do Seu aprisco já está sendo realizada. E mediante a ação do Espírito Santo, Deus fará “descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos” (v.26). Munido das provisões celestiais, o remanescente do Senhor estará seguro ainda que no “vale da sombra da morte” (Sl.23:4). Como escreveu Ellen White: “Quando a tempestade da perseguição realmente irromper sobre nós, as verdadeiras ovelhas ouvirão a voz do verdadeiro Pastor. Serão envidados esforços abnegados para salvar os perdidos, e muitos que se afastaram do aprisco voltarão para seguir o grande Pastor” (CPB, Testemunhos para a Igreja, v.6, p.401). Então, “habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante” (v.28).

Eis a maior necessidade dos pastores e das ovelhas:
“A necessidade vital – a maior necessidade da igreja remanescente – não é a de mais membros, mais pregadores, mais dinheiro ou mais facilidades. A maior necessidade hoje em dia é a de homens e mulheres repletos do Espírito Santo”.
“Quem atenderá sem reservas ao veemente repto desta hora culminante da história terrestre?” (B. E. Wagner, Preparação para a Chuva Serôdia, CPB, p. 45). Olhemos para os acontecimentos proféticos atuais não como notícias sensacionalistas, mas como avisos do nosso bom Pastor de que logo estaremos em Casa. Vigiemos e oremos!

Bom dia, ovelhas do bom Pastor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel34 #RPSP

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EZEQUIEL 33 – Comentado por Rosana Barros
24 de janeiro de 2021, 0:45
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“Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como Meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (v.31).

Amados, o texto de hoje exige cuidadosa reflexão e um profundo exame de coração. O chamado profético na vida de Ezequiel foi feito com palavras nada fáceis de se ouvir e, quem dirá, de se executar. O Senhor foi bem claro ao dizer ao profeta que se ele não falasse as Suas palavras, seria culpado não apenas pela desobediência, mas pela morte de todo aquele que deixasse de ouvi-las (Ez.3:18). Ainda atônito diante de seu comissionamento profético, Ezequiel foi levantado pelo Espírito Santo como atalaia de Israel. Ou seja, ele seria um porta-voz do Senhor para seu próprio povo e teria de adverti-lo quando este era “casa rebelde” (Ez.3:27).

A presunção e o orgulho são os maiores “vilões” na vida do povo de Deus. Ezequiel teve de enfrentar a hostilidade de Israel, que andava “confiando na sua justiça” (v.13). O pecado é como uma doença terminal. Ninguém fica curado de um câncer, por exemplo, porque tomou o medicamento necessário apenas um dia, ou porque o tomou esporadicamente. Mas é preciso seguir e respeitar o tratamento prescrito. Assim também acontece com relação ao pecado. Se não seguirmos as orientações deixadas por Deus em Sua Palavra, vigiando e orando, diariamente, e não as praticarmos como Ele deseja que as pratiquemos, os nossos atos de justiça de nada valerão. Afinal, eles são “como trapo da imundícia” (Is.64:6).

O discurso de Ezequiel não era nada maleável e nem deixava margem a aliviar a deplorável situação do povo. Porém, é impressionante observar qual foi a reação dos filhos de Israel. Em todos os lugares de Jerusalém, uns falavam aos outros a respeito do profeta, dizendo: “Vinde, peço-vos, e ouvi qual é a palavra que procede do Senhor” (v.30). Em linguagem atual, era como se dissessem: “Vocês precisam ouvir este homem! Só pode ser o Espírito Santo na vida dele!” Entendem, amados? É preciso que isso fique bem claro em nossa mente.

Só que a conclusão dada por Deus é uma triste realidade que não foi exclusividade do antigo Israel. Eis o que o Senhor revelou ao Seu atalaia no verso trinta e um:

Eles vêm a ti, como o povo costuma vir”. Isto é, iam ouvir o profeta guiados pelo costume e não por um coração humilde e disposto a se arrepender.
… e se assentam diante de ti como Meu povo”. Aparentemente, o profeta tinha uma linda visão de uma plateia de filhos de Deus.
… e ouvem as tuas palavras”. O seu público estava atento ao que era dito.
… mas não põem por obra”. Mas não estava disposto a praticar o que ouvia.
… professam muito amor”. Era um povo que jurava amores com os lábios.
… mas o coração só ambiciona lucro”. Mas que, na prática, só visava agradar o próprio “eu”. Como afirmou Jesus: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8).

Será que essa atitude ficou no passado? Infelizmente não. Estamos diante de um mundo doente e em processo de metástase. E as pessoas trocam a cura por paliativos que apenas retardam o fatídico fim. Me dói o coração ao pensar na possibilidade de que muitos que acompanham este projeto de estudo da Bíblia têm só lido os comentários, mas não têm se debruçado sobre a Palavra viva para dela extrair a cura! Prosseguem em sua vida religiosa morna, sendo coniventes com o pecado e achando que desta forma haverão “de possuir a terra” (v.25) que o Senhor tem preparado para os Seus santos (Ap.14:12).

Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos” (v.11), diz o Senhor Deus. “Porque haveis de morrer”, meus irmãos, se Jesus nos oferece a cura para nosso estado terminal, de graça? Semelhante ao tempo em que o Senhor ordenou que Ezequiel guardasse silêncio, Deus também Se manteve em silêncio por um tempo. Até que levantou um povo para chamar de Seu e lhe convocou como Seu atalaia dos últimos dias, dando-lhe uma profetiza, uma atalaia. Então, o silêncio acabou! É tempo não apenas de falar, mas de “tocar a trombeta e avisar o povo” (v.3) de que, ou ele se converte, ou “ele morrerá” (v.13).

Não é tempo de ouvir as solenes advertências do Senhor como quem ouve “canções de amor” (v.32). É tempo de aceitarmos ser confrontados pela Palavra de Deus e incomodados pelo Espírito Santo por causa dos pecados que ainda acariciamos. É tempo de intenso clamor pelo derramamento da plenitude do Espírito Santo. É tempo de permitir que Deus nos torne exatamente aquilo que Ele deseja que sejamos. É tempo de proclamar o amor de Deus tal qual ele é, e não como o mundo diz ser. Amar ao próximo não tem nada a ver com deixar que ele viva do jeito que quiser, mas tem tudo a ver com conduzi-lo a viver do jeito que Deus quer. Porque Ele julgará “cada um segundo os seus caminhos” (v.20).

Muito em breve, o Senhor tornará “a terra em desolação e espanto” (v.29). Mas Ele não nos deixou ignorantes quanto a isso, e revelou Seus propósitos à Sua serva Ellen G. White, cuja boca, “uma vez aberta” (v.22) não guardou silêncio e, inspirada pelo Espírito Santo, deixou escrito mais de cem mil páginas de palavras que nos levam a amar a Bíblia e a praticar os seus ensinos. Portanto, não espere que venha o pior para reconhecer “que houve no meio deles um profeta” (v.33). Mas vá direto à fonte e escute, com atenção e humildade, a voz de uma atalaia de Deus que aceitou “tocar a trombeta” (v.3) que nos guiará para Casa. Vigiemos e oremos!

Bom dia, “Israel de Deus” (Gl.6:16)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel33 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 32 – Comentado por Rosana Barros
23 de janeiro de 2021, 0:45
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“Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o Senhor Deus” (v.8).

A ruína do Egito e destruição de “Faraó e todo o seu povo” (v.32) provocaria uma grande comoção entre as demais nações. Aquele que por séculos tinha sido uma joia do mundo antigo, berço das dinastias de reis cujas tumbas mortuárias até hoje revelam segredos, não passaria de um reino derrotado e condenado à mesma sorte “com os que desceram à cova” (v.24). A era dos Faraós chegaria ao fim pela “espada do rei da Babilônia” (v.11). Seria um período de completa escuridão para a nação, como na praga em que “houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito” (Êx.10:22).

Semelhantemente, Deus revelou a queda das nações da Terra e o início de “um reino que não será jamais destruído” (Dn.2:44), no sonho de Nabucodonosor. Usado como um instrumento da vingança de Deus, o rei caldeu não fazia ideia de que o seu reino um dia teria o mesmo destino do Egito, ou ainda pior, já que o Egito permaneceria no cenário mundial como nação, ainda que sem destaque. Já Babilônia, não passa hoje de um bocado de ruínas de um achado arqueológico. Contemporâneo de Ezequiel, o profeta Daniel descreveu o sonho de Nabucodonosor e desvendou-lhe não somente o futuro de sua nação, mas de todas as nações da Terra até ao tempo do fim.

O cenário profético está quase completo e se apressa para o seu desfecho. Como as dores da parturiente, os sinais têm se intensificado, e são claras evidências de que a esperança dos remidos de Deus está prestes a tornar-se realidade. Mas antes que possamos contemplar a glória do nosso Redentor, teremos de passar pelo período sobremodo sombrio. Enquanto a grande massa seguirá iludida pela besta e sua imagem (Ap.16:2), “a perseverança dos santos” (Ap.14:12) prosperará, tendo estes os pés bem firmados na Rocha inabalável. E quando a consciência da perdição se manifestar como um peso quase que insuportável, os ímpios “estremecerão a cada momento, cada um pela sua vida” (v.10).

Logo, amados, os sinais que inauguraram o tempo do fim terão novamente lugar quando “após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (Mt.24:29). Não haverá mais a lamentação de um profeta, mas “todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). Que a nossa vida corresponda ao apelo profético: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, remidos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel32 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 31 – Comentado por Rosana Barros
22 de janeiro de 2021, 0:45
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“[…] porque todos os orgulhosos estão entregues à morte e se abismarão às profundezas da terra, no meio dos filhos dos homens, com os que descem à cova” (v.14).

Comparada a uma árvore “no jardim de Deus” (v.8), a formosura da Assíria era digna de admiração. Toda a sua pompa, no entanto, foi destruída. A mesma sorte estava determinada sobre o Egito. A confiança na aparente formosura encheu o coração da nação de orgulho próprio. Perceba que o próprio Senhor declarou que nem as árvores do Éden eram mais lindas do que aquele reino. O estereótipo, à vista dos homens e do próprio Deus, era perfeito.

Contudo, “o seu coração se exalçou na sua altura” (v.10). À medida de sua beleza, foi exaltado o seu orgulho e, diante do Senhor Deus, a sua perfeição externa não tinha valor algum, “porque todos os orgulhosos estão entregues à morte” (v.14). O orgulho cria uma barreira entre o homem e Deus e o impede de reconhecer a sua dependência dEle. Tentar encobrir um coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9) com uma bela capa é, no mínimo, uma grande mentira. Caí nessa besteira por muitos anos e, podem acreditar, não vale à pena.

Um texto de Ellen White me impactou muito, e diz o seguinte: “A abundante iniquidade não se limita apenas aos incrédulos e zombadores. Quem dera que assim fosse! Mas não é. Muitos homens e mulheres que professam a religião de Cristo são culpados. Mesmo alguns que professam estar esperando Seu aparecimento não estão mais preparados para esse acontecimento do que o próprio Satanás” (CPB, Testemunhos para a Igreja, v. 2, p.346). Exagero? Não, amados. Triste e dura realidade! Aparentar ser o que não é, é a pior mentira já criada. E os mentirosos não herdarão o reino dos céus (Ap.21:27).

O próprio Jesus condenou a falsa piedade: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt.23:27-28). Não esqueçam que foram estes belos “sepulcros” que condenaram a Jesus e tramaram a Sua morte. E, a seu devido tempo, os “sepulcros” atuais se levantarão contra os santos do Altíssimo. Necessitamos de um exame constante do coração, através da comunhão diária e da constante influência do Espírito Santo.

Dois sentimentos invadem o meu coração quando lembro dos anos em que passei como uma dracma perdida dentro da igreja: tristeza por tanto tempo ter ferido o coração de Deus e alegria arrebatadora pela longanimidade do Senhor para comigo. Podemos pregar nos púlpitos, ou até forçar a igreja a aceitar uma reforma. Podemos até mesmo ser exemplo de conduta cristã. Mas se a reforma não for o resultado de um genuíno reavivamento, para nada serve a não ser para receber o mesmo salário dos “que descem à cova” (v.14).

Jesus não nos exige um coração perfeito, mas um coração perfeitamente dependente de Seus méritos. Enquanto o Senhor da seara não ocupar em nossa vida o primeiro lugar que Lhe é devido, nunca compreenderemos, de fato, o nosso lugar na seara do Senhor. Não faça para si vestes de “folhas de figueira” (Gn.3:7), mas permita que o Criador lhe revista com as vestes da justiça de Cristo “a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez” (Ap.3:18). Olhe para Jesus nas primeiras horas da manhã a cada dia. Fale com Ele. Ouça o que Ele tem a lhe dizer através de Sua Palavra. E, nesse processo diário, o Espírito Santo lhe concederá a beleza que é aprovada pelo Céu. Vigiemos e oremos!

Bom dia, belos aos olhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel31 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 30 – Comentado por Rosana Barros
21 de janeiro de 2021, 0:45
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“Porque está perto o dia, sim, está perto o Dia do Senhor, dia nublado; será o tempo dos gentios” (v.3).

Em um dos anos mais sombrios da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha avançava em seu propósito de dominar o mundo, ao mesmo tempo em que as forças inimigas se arregimentavam com força superior. Porém, as notícias que eram anunciadas aos confiantes arianos eram sempre de como os planos de Hitler estavam galgando os degraus da vitória e que logo veriam o fim da guerra e o apogeu de sua pátria. Mal sabiam os partidários convictos de que em pouco tempo contemplariam a derrota de seu país em um cenário de completa desolação e ruína. Por muitos anos, Israel confiou no Egito como uma força a ser considerada. Mas o Senhor revelaria que qualquer nação se torna completamente indefesa quando a sua confiança está firmada na impotente força do homem.

Até mesmo as nações aliadas ao Egito cairiam “à espada” (v.6). O Senhor faria “cessar a pompa do Egito, por intermédio de Nabucodonosor, rei da Babilônia” (v.10). Em uma nação politeísta, dominada por superstições e práticas idólatras, através da execução de Seu juízo, Deus Se revelaria ao Egito como o único Senhor. Semelhante ao desejo frustrado de Hitler de construir um novo mundo com uma raça ariana e superior, os egípcios, que se orgulhavam de sua origem, seriam espalhados pela Terra: “Espalharei os egípcios entre as nações e os derramarei pelas terras” (v.23).

Muitos há que, hoje, têm fortalecido a ideia de que Deus nos convida a fazer parte de um movimento separatista; de que o processo de santificação não pode ocorrer enquanto estivermos dentro de uma igreja onde nem todos estão buscando o mesmo objetivo. Esquecem, contudo, que em momento algum Jesus deixou de frequentar as sinagogas ou o templo ou Se recusou a andar e comer com pecadores. Sua missão estava em estar em constante contato com os que mais necessitavam de Seu auxílio. Com afetuosa atenção, curava e ensinava enquanto discipulava doze homens, em sua maioria jovens, inclusive aquele que mais tarde O trairia.

Fazemos parte da última igreja profética, chamada para proclamar uma mensagem inclusiva: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). No sentido espiritual, precisamos sim fazer parte do “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9). Mas na ótica da salvação, devemos ser condutos da luz de Cristo a todos os povos. O precioso sacrifício de Cristo foi feito “Porque Deus amou ao mundo” (Jo.3:16). “[Está] perto o dia, sim, está perto o Dia do Senhor” (v.3). Oremos para que o amor do Pai seja derramado em nosso coração pelo Espírito Santo (Rm.5:5), então viveremos como Jesus viveu, pois “para com Ele não há acepção de pessoas” (Ef.6:9). Vigiemos e oremos!

Bom dia, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel30 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100