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“Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau perante o Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o instigava” (v.25).
A manifestação divina no Carmelo, o fim da seca como predito pelo profeta e o poder de Deus na batalha contra a Síria parece que não foram suficientemente convincentes para que Acabe percebesse a misericórdia e a bondade de Deus. Novamente “desgostoso e indignado” (v.4), Acabe revelou-se um rei fraco e mimado. Uma vinha ao lado de seu palácio em Jezreel tornou-se objeto de sua cobiça. E indo em busca do que pensava que conseguiria facilmente, deparou-se com a frustração, pois o dono da vinha não estava disposto a se desfazer da herança de seus pais. É muito provável que aquela terra pertencesse à sua família desde que Canaã foi dividida entre as tribos de Israel. Não se tratava, portanto, apenas de uma vinha, mas de um legado de fé e de um bem sagrado que deveria ser transmitido de geração em geração.
Vendo, porém, o estado emocional de seu marido, procurando saber o que havia acontecido, Jezabel logo tomou as rédeas da situação e prometeu agir como ela esperava que o rei de Israel agisse: “Governas tu, com efeito, sobre Israel? Levanta-te, come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jezreelita” (v.7). Tendo os anciãos e os nobres da cidade como seus aliados, a rainha perversa teve seu plano maligno executado dando a vinha a Acabe, “para tomar posse dela” (v.16). Mas nada escapa aos olhos do Guarda de Israel. Aquela atrocidade não ficaria impune. Deus mesmo tomaria o caso em Suas mãos e vingaria a morte injusta de Nabote.
Mais uma vez, Deus enviou Seu servo Elias a fim de proclamar o Seu juízo. O mensageiro do Senhor se dispôs a ir até Acabe e pronunciar a sentença contra ele e contra sua mulher. Suas muitas abominações haviam enchido o cálice da ira de Deus. Vendido “para fazer o que era mau perante o Senhor” (v.25) e manipulado por Jezabel, Acabe havia se tornado um verdadeiro fantoche nas mãos de Satanás para degradar e destruir o povo de Israel. Sua fraqueza moral e espírito instável eram grandemente abalados na presença de Elias. “Perturbador de Israel” (1Rs.18:17) e “inimigo meu” (v.20), foram os títulos dados por ele àquele que tornava exposto o seu pecado. A fidelidade de Elias revelava a sua infidelidade. A coragem de Elias revelava a sua covardia. A pureza de Elias revelava a sua imundícia. Como que diante de um espelho, Acabe se deparava com sua própria e indiscutível sentença: CULPADO!
Pela primeira vez, porém, Acabe entendeu que o juízo do Senhor só dá a sua palavra final mediante a escolha do próprio homem. Como sua atitude de humilhação mudou a sentença divina, enquanto houver graça, Deus está sempre disposto a mudar a nossa sorte. Antes de ascender aos céus, Jesus nos deixou a bendita promessa: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco”, e continuou, dizendo: “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê, nem O conhece; vós O conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós” (Jo.14:16-17). É o Espírito Santo que tem o poder de converter os corações. Nenhuma ação humana, por melhor que seja, é aceita diante de Deus se não for movida pelo Seu Espírito. Nenhuma palavra humana, por mais agradável e eloquente que seja, tem a aprovação divina se não for iluminada pelo Espírito de Deus.
Percebam que Jezabel e os principais da cidade estavam unidos pela maldade a fim de tomar posse de uma vinha alheia. Assim, Satanás e seus agentes têm trabalhado incansavelmente a fim de “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10) a vinha do Senhor. E somente os que tiverem o Espírito Santo reconhecerão o engano e buscarão refúgio em Deus. Incansavelmente, suas orações ascendem aos céus em busca de auxílio. Como Elias, são perseguidos pelos próprios irmãos e vistos como inimigos e perturbadores. Apesar disso, “a nossa luta”, amados (e isso precisa ficar bem claro), “não é contra o sangue e a carne”, isto é, não é contra pessoas, “e sim contra os principados e potestades […] contra as forças espirituais do mal”, ou seja, contra Satanás e seus anjos caídos (Ef.6:12). Trata-se, portanto, de uma batalha tão desleal quanto a do pequeno exército de Israel contra os milhares da Síria. Mas assim como o Senhor deu a vitória a Israel, mediante Cristo Jesus Ele também nos garantiu a vitória, e a recompensa de uma herança comprada a preço de sangue do Imaculado Cordeiro de Deus.
Como Acabe só enxergava em Elias um inimigo e perturbador, o homem natural não pode ver e nem conhecer a obra do Espírito Santo na vida das testemunhas de Jesus. A não ser que permitam ser convencidos por Ele “do pecado, da justiça e do juízo”, e sejam guiados “a toda a verdade” (Jo.16:8 e 13), “não herdarão o reino de Deus” (1Co.6:9). Como Elias, somos chamados a desenvolver a nossa “salvação com temor e tremor” (Fp.2:12). O Espírito Santo tem uma obra especial para realizar em nós de forma individual, a fim de que vivamos em unidade no coletivo. Foi assim com a igreja primitiva. Foi assim na reforma protestante. Foi assim na vida dos pioneiros adventistas. E será assim com o remanescente final. Cada grão importa para Deus em Sua seara e Ele não permitirá que “caia na terra um só grão” (Am.9:9). Como foi com Elias, temos uma obra difícil à nossa frente. Que possamos, como Ele, ser guiados pelo Espírito do Senhor, ainda que perseguidos e mal compreendidos. Vigiemos e oremos!
Bom dia, morada do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#1Reis21 #RPSP
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“Foi-se o rei de Israel para sua casa, desgostoso e indignado, e chegou a Samaria” (v.43).
O exército da Síria tornou-se um dos maiores e mais fortes daquela época. A Síria exerceu um importante papel na história do povo de Deus. Tanto que o Senhor mandou Elias ungir o Seu escolhido para governar aquele povo (1Rs.19:15). Algo inusitado, já que os profetas de Deus eram enviados por Ele para ungir os reis de Israel, e não das nações pagãs. Contudo, Ben-Hadade havia se tornado um rei obstinado e cruel, desafiando o “assim diz o Senhor”, com o “assim diz Ben-Hadade” (v.3 e 5). E a ameaça lançada pelo rei sírio tornou-se uma oportunidade para Acabe reconhecer que só o Senhor é Deus (v.13).
A vitória foi garantida pelo próprio Deus, mas Acabe perguntou acerca de qual seria a estratégia de guerra. Então, o Senhor disse que ele iria primeiro, e só depois seria seguido dos “moços dos chefes das províncias” (v.14). E o que fez Acabe? Mandou primeiro os moços e, quando estes tiveram êxito, só então, saiu para perseguir os que fugiam. Novamente, Deus enviou o profeta para falar a Acabe, dizendo: “Vai, sê forte, considera e vê o que hás de fazer” (v.22). Mas Acabe rejeitou a eterna aliança do Senhor em troca de uma aliança temporária e falível.
Por não ter obedecido à voz divina, um dos discípulos dos profetas foi morto por um leão, como aconteceu com aquele homem de Deus que estudamos no capítulo 13. A vida de Acabe também teria um trágico fim, pois havia desobedecido às ordens do Senhor. E a reação dele confirma a sua condenação: ficou desgostoso e indignado. Ou seja, não houve arrependimento algum. Pelo contrário, endureceu o coração e voltou para os braços de sua esposa idólatra.
Está escrito que Satanás “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Por vezes, ele disfarça seus agentes e seus meios, e as circunstâncias nos levam para caminhos tortuosos. Precisamos conhecer quais são os nossos deveres diante do Rei do Universo (Ec.12:13) e observá-los para a conservação de nossa própria vida. O que acontece com aquele que transgride uma lei de trânsito? Deve arcar com as penalidades. E com quem transgride a lei penal? Também deve responder por meio das sanções previstas. Porque, então, temos tanta dificuldade de entender que a transgressão da lei do Senhor também é passível de juízo?
A transgressão da lei de Deus é pecado (1Jo.3:4) e “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Amados, Deus não nos colocou neste mundo para sermos condenados a perecer. Mas Ele ofereceu o Seu Unigênito para que, pela Sua justiça perfeita, pudéssemos receber o perdão de nossos pecados. Sigamos, pois, o conselho que Acabe rejeitou. Que sejamos fortes no Senhor, e ponderemos acerca do que fazer. Porque as nossas escolhas definem se estamos marchando com os que seguem para o fim da vida, ou com os que marcham para a vida sem fim. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, fortes em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#1Reis20 #RPSP
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“Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou” (v.18).
A solidão é um dos piores males que existe. Promove medo, angústia e pode resultar em depressão ou em outras doenças emocionais. Foi o que aconteceu com Elias. Após o milagre no monte Carmelo, Jezabel ameaçou a sua vida. Talvez Elias quisesse apenas poder voltar para casa, para seu povo, e desfrutar de um pouco de sossego. Então, mais uma vez Elias se retirou para longe. Só que desta vez ele não se foi porque Deus ordenou, mas por conta própria, indo na direção que ele mesmo escolheu. E embaixo de uma árvore, entregou-se não somente ao sono, mas chegou a pedir para si a morte. Isso mesmo! O fiel servo de Deus pediu para morrer! O Senhor, porém, enviou o Seu anjo para reanimá-lo, pois “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra” (Sl.34:7). Deus tinha um plano na vida de Elias que ele jamais imaginaria.
Por mais que um servo de Deus encontre dificuldades na jornada da vida, Deus jamais o desampara. Ele está sempre disposto a suprir as nossas necessidades de acordo com cada situação. Elias estava tão mal, que comeu o pão, bebeu a água e voltou a dormir. Pela segunda vez, “o anjo do Senhor tocou-o” (v.7). Então, novamente, ele foi alimentado, recobrando as forças a ponto de andar quarenta dias e quarenta noites até chegar a “Horebe, o monte de Deus” (v.8). Existe uma diferença entre ir ao deserto por conta própria e ser levado ao deserto pelo Espírito de Deus. O próprio Cristo precisou passar pelo deserto no mesmo intervalo de tempo em que Elias caminhou. Mas Ele o foi porque foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt.4:1).
Elias enfrentou esta jornada, e, no fim, encontrou o monte de Deus. Jesus venceu o deserto da tentação, e, no fim, participou de um banquete servido por anjos de Deus. Pode ser que você esteja passando pelo deserto, ou pode ser que o seu deserto tenha acabado e você nem tenha se dado conta disso, entrando na “caverna” do medo. Porque costumamos focar no problema, quando a solução está bem ao nosso lado nos dizendo: “Que fazes aqui?” Elias chegou ao monte de Deus, mas sentiu-se só. E, assim como entregou-se ao sono por duas vezes, por duas vezes externou a sua solidão e a sua queixa.
Sentimentos que nos fazem desmoronar, ventos de dúvida (ventania), temores que abalam (terremoto), o calor da emoção (fogo), nada disso nos ajuda a perceber o cuidado de Deus por nós. Mas num “cicio tranquilo e suave” (v.12), o Senhor Se manifesta a todo aquele que nEle crê. Ele não nos chamou para nos escondermos na caverna da solidão, do desânimo, do medo, da frustração. Por duas vezes Elias dormiu, então duas vezes o anjo o tocou e o alimentou. Por duas vezes Elias lamentou a sua solidão, e por duas vezes Deus lhe perguntou: “Que fazes aqui, Elias?” Quantas vezes for necessário, Deus enviará o Seu anjo em nosso favor, nos consolará com o Seu toque e nos fortalecerá com Seu alimento. Quantas vezes for preciso, Deus nos convidará a sairmos da caverna para vivermos os Seus propósitos.
Elias já estava no monte santo de Deus e seus sentimentos negativos o fizeram desaperceber disso. Será que não estamos vivendo a mesma situação? Hoje, o Senhor nos diz: “Filhinho(a), saia da caverna! Tenho lindos propósitos em sua vida! Você só precisa confiar em Mim. Eu prometo cuidar de você”. Você está se sentindo sozinho e deprimido? Deus promete te dar o tratamento que deu a Elias: Ele deseja te tocar (v.5), te dar o alimento que vivifica (v.6), te indicar o caminho em que deves andar (v.8), falar com você (v.13), te ouvir (v.10, 14), te usar como Seu instrumento (v.15-17) e se ainda estiver achando pouco, Ele te apresenta pessoas que irão ajudá-lo a sentir-se melhor (v.18).
Onde estão vocês, joelhos que não se dobraram ao príncipe deste mundo? Sabem quem são aqueles que hoje representam os sete mil? São os fiéis da Terra, que não somente declaram que só o Senhor é Deus, mas que buscam viver essa verdade. Assim como Elias passou por momentos difíceis de fuga e de perseguição, “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Mas, semelhante ao que fez a Elias, Deus promete suprir cada uma de nossas necessidades e, em nossa fraqueza, nos tornar mais fortes.
Portanto, amados, não há o que temer, ainda que venham terremotos, ventanias e fogo. Pois, no final, o Senhor nos envolverá com a brisa suave de Sua paz e nos dará segurança eterna. Saia da caverna e venha para luz! “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt.10:28). Mas seguros na salvação que já nos foi garantida, façamos parte da geração, ungida pelo Espírito Santo, que abalará a Terra com a proclamação do evangelho eterno. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14). Perseveremos, vigiemos e oremos!
Feliz sábado, fiéis da Terra!
Rosana Garcia Barros
#1Reis19 #RPSP
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“Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu” (v.21).
Após três longos anos de seca, quando “a fome era extrema em Samaria” (v.2), “veio a palavra do Senhor a Elias” (v.1), ordenando ao profeta que retornasse a Israel. Dos homens que serviam a Acabe, havia um homem chamado Obadias, descrito como alguém que “temia muito ao Senhor” (v.3). Enquanto Jezabel perseguia os profetas de Deus para os matar, Obadias providenciou esconderijo para cem deles, “e os sustentou com pão e água” (v.4).
Enviado para terras distantes com a missão de encontrar alimento para os animais, Obadias teve um encontro inesperado. E diante daquele que imediatamente reconheceu ser Elias, “prostrou-se com o rosto em terra” (v.7) em sinal de profundo respeito, e certificou-se: “És tu, meu senhor Elias?” (v.7). Reação totalmente contrastante em comparação ao perverso rei Acabe, que movido de indignação, lançou sobre o profeta a acusação que logo recairia sobre ele mesmo: “És tu, ó perturbador de Israel?” (v.17).
Ao abandonar os mandamentos do Senhor e seguir após outros deuses, Acabe e sua casa fizeram de Israel uma nação tão ruim quanto as demais. Apesar disso, o povo ainda mantinha o status de nação eleita do Senhor, enquanto suas obras revelavam o quão longe estava dEle. Foi nesse contexto de incoerência e de falsa adoração, que Elias subiu ao monte Carmelo para provar de uma vez por todas o poder da norma elevada de Deus na vida do crente fiel.
À pergunta que exigia do povo uma posição inflexível e firme convicção, Elias só encontrou o silêncio daqueles cuja fé rasa precisava do sobrenatural para crer. Assim como o povo nada respondeu, também “não havia uma voz que respondesse” (v.26) aos rogos estridentes e derramamento de sangue dos profetas de Baal. Já sem forças e manquejando, tudo o que conseguiram ouvir foi a potente voz de Elias a zombar de sua inútil e ridícula apresentação.
“Chegai-vos a mim” (v.30), foi o chamado do homem de Deus ao tremente povo. Provado o teor imprestável de Baal, chegada era a hora de restaurar e reacender o altar do Senhor. Ali estava o altar da verdadeira adoração, constituído sobre o inabalável fundamento do “assim diz o Senhor”. “No devido tempo” (v.36), Elias orou e o fogo do Senhor consumiu todo o altar. E a voz do povo antes emudecida, já não pôde mais ser contida: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (v.39). Os falsos profetas receberam o devido juízo e em resposta à oração perseverante do profeta, “caiu grande chuva” (v.45).
A poderosa e singular experiência de Elias pode provocar duas reações: a de Obadias ou a de Acabe. A ordem divina: “Crede em [Meus] profetas” (2Cr.20:20) se encaixa perfeitamente na atitude de Obadias. A ironia e a ira de Acabe, por outro lado, representa com precisão a classe daqueles que se sentem prejudicados pela presença dos fiéis servos de Deus. Em sua fidelidade e peculiar temperança, Elias tornou-se uma inconfundível norma que revelava os pecados do rei perverso e da nação errante. Em outras palavras, a presença de Elias causava desconforto aos ímpios obstinados.
Amados, eis que a última sentença dada pelo Senhor ao profeta Malaquias está ganhando cumprimento e se apressa para o fim: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml.4:5-6). Em meio a um mundo corrompido pelo pecado e seduzido pelo engano, somos chamados a testemunhar de um Deus único e verdadeiro; a restaurar o altar do Senhor em nosso coração e em nossa casa. Que a nossa vida, encharcada da chuva serôdia, dê ao mundo um testemunho claro e inconfundível de que só o Senhor é Deus! Para tanto: Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#1Reis18 #RPSP
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“Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias” (v.16).
Em tempos de uma grave crise espiritual, o Senhor suscitou um grande profeta. Com a autoridade dada pelo Céu, Elias proferiu ao rei Acabe o juízo que sobreviria à nação. E durante três anos e meio, Israel foi afligida por uma terrível seca. Contudo, Deus poupou Seu servo de sofrer os revezes de um reino idólatra. Foi no deserto que Elias provou da bondade e do cuidado de Deus de forma mais concreta, bebendo a água do ribeiro e comendo o alimento que os corvos lhe levavam.
Dia após dia aquele homem de Deus meditava no silêncio de seu refúgio e buscava aproximar-se cada vez mais do Senhor perante cuja face estava. Não sabemos quanto tempo ao certo durou aquele acampamento de um homem só. “Mas, passados dias, a torrente secou” (v.7). Não era, porém, o momento de voltar para casa, e sim de avançar para um novo destino, o que deixa claro que outras nações também sofreram com a seca. Sobre a viúva de Sarepta, Jesus declarou: “Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias […] e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom” (Lc.4:25-26).
Todos os dias aquela viúva estrangeira contemplava um milagre em sua cozinha. Sua confiança e submissão à vontade de Deus através da palavra profética, ilustram o que tem ocorrido no tempo do fim, quando o Senhor mesmo tem procurado as Suas ovelhas e as têm buscado (Ez.34:11). Mas uma coisa ainda lhe faltava e era preciso muito mais do que abundância de alimento para convencê-la disso. Foi diante da morte de seu filho que sua verdadeira necessidade foi exposta: “Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade […] ?” (v.18).
Presa a um passado escuro, aquela viúva vivia atormentada pelo peso da culpa. Ela entendeu o infortúnio de seu filho como sendo o castigo pelos seus erros passados. Não havia farinha ou azeite que pudesse satisfazer a sua necessidade de sentir-se perdoada. Ao ver a rubra face do menino que outrora padecia gélido sobre o seu leito, seu coração foi preenchido com a paz que só o Senhor pode dar, reconhecendo ser Elias um homem de Deus e atalaia da verdade.
Jesus declarou: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas” (Mt.17:11). Como João Batista foi um tipo de Elias do Novo Testamento, Deus suscitou um povo no espírito e poder de Elias para esta última geração. Com fome e sede de ouvir as palavras da vida eterna, muitos têm aceitado o convite da graça, mas nem todos compreendem a sua dimensão, até que lhes seja de fato provada como algo pessoal e intransferível, como o foi com aquela viúva. Eis o maior milagre que pode nos acontecer, amados, o de ouvirmos a nosso respeito: “Nisto conheço agora que tu és homem de Deus [que tu és mulher de Deus] e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (v.24). Avante, Elias modernos! Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Reis17 #RPSP
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“Também Acabe fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele” (v.33).
Enquanto a descendência de Davi seguia no trono de Judá, cada rei que era constituído sobre Israel deixava como legado uma corrente de maldições. Era, literalmente, um rei pior do que o outro. Cada monarca que subia ao trono do reino do Norte superava o anterior aumentando as “abominações para irritar ao Senhor” (v.33). Nesta sucessão de reis perversos, surge Acabe, pior do que todos os anteriores e com um adicional maligno: Jezabel, uma esposa idólatra, adoradora de Baal.
Na conspiração de Zinri, percebam que não somente Elá foi morto, mas também toda a descendência de Baasa, seus parentes e até “seus amigos” (v.11). Zinri, por sua vez, cometeu suicídio. Onri teve de disputar uma espécie de eleição, pois “o povo de Israel se dividiu em dois partidos” (v.21). Foi nos dias de Acabe que uma profecia dita por Josué logrou cumprimento. Destruída a cidade de Jericó, uma maldição foi lançada sobre quem se levantasse para reconstruí-la (Js.6:26). Então, Hiel, pagou o alto preço de perder dois de seus filhos devido à sua desobediência.
Pecado gera pecado! O Senhor não enviava Seus profetas simplesmente para declarar juízo, mas para que o juízo despertasse a nação da cegueira espiritual em que viviam. Sabem, amados, o pecado é como a glória inicial daqueles reis. Faz brilhar os olhos com os “castelos” da fama, da riqueza, da ostentação, da promiscuidade, e então, oprime o pecador até que este seja destruído com eles. As falidas dinastias de Israel revelam o quanto o pecado é nocivo e o quanto as suas consequências são danosas, “porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23).
Não pense que a vida é sua, você faz dela o que quiser e ninguém tem nada a ver com isso. Como o rei Elá, você pode estar colocando em risco não somente a sua vida, mas a vida de sua família, de seus parentes e até mesmo de seus amigos. Em linhas gerais, cada ser humano opera como uma testemunha no mundo. Podemos testemunhar de nossos conhecimentos e do que acreditamos, ainda que não seja este o nosso propósito. Se escolhemos andar com Cristo, como disse Paulo, somos carta de Cristo, “conhecida e lida por todos os homens” (2Co.3:2). Ser uma testemunha de Jesus inclui o dever e o privilégio de proclamar o que dEle vimos e ouvimos, pois nos deixou “exemplo para [seguirmos] os Seus passos” (1Pe.2:21).
O que estamos edificando, meus irmãos? Fundamentos e portas que custarão a vida dos que mais amamos? Ou uma experiência pessoal que revele o amor e o poder de Deus? E isso só pode acontecer
se houver uma edificação diária da vida devocional, como declara Henderson Velten: “Deus deve ser nosso maior amigo. É com Ele que devemos falar em primeiro lugar no dia. É com Ele também que devemos falar por último. O Senhor deve ser o primeiro e o último em nosso viver” (Henderson Hermes Leite Velten, Movendo o Braço do Altíssimo, editora Luz do Mundo, p.73).
A Palavra de Deus vai ao encontro do seu coração nesta manhã. Você precisa amá-la e fazer dela a sua única regra de fé e prática. Só assim saberá fazer diferença entre o bem e o mal e, pela ação direta do Espírito Santo, tomar decisões acertadas. “Porque dEle, e por meio dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm.11:36). Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#1Reis16 #RPSP
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“Porquanto Davi fez o que era reto perante o Senhor e não se desviou de tudo quanto lhe ordenara, em todos os dias de sua vida, senão no caso de Urias, o heteu” (v.5).
A história dos reis de Israel e de Judá ilustra bem a trajetória da nação após tornar-se uma monarquia. De todas as nações da Terra, Israel era a campeã em brigar consigo mesma. Esta rivalidade fica bem evidente no capítulo de hoje. “Houve guerra” (v.6) entre os reinos do Norte e do Sul, e foram estabelecidas alianças políticas entre eles e os reinos pagãos. Tudo o que o Senhor havia condenado como errado e abominável era justamente o que o povo fazia, seguindo após os seus líderes imprudentes.
Em meio às trevas da idolatria e da apostasia, o Senhor suscitava “uma lâmpada em Jerusalém”, “por amor de Davi” (v.4). Asa foi o primeiro rei de Judá a promover uma verdadeira reforma no meio do povo. Eliminou os ídolos e objetos de culto, “tirou da terra os prostitutos cultuais” (v.12) e depôs a rainha-mãe de seu cargo dignitário, destruindo a imagem do poste-ídolo que ela havia erigido. Enquanto Judá avançava no reinado estável de Asa, Israel sofria as consequências de um trono sem dono. Infelizmente, veremos em nosso estudo do segundo livro de Crônicas que mesmo o rei Asa não perseverou em sua fidelidade a Deus. Por isso precisamos, hoje, mais do que nunca, atentarmos para a necessidade de perseverança, pois, como disse Jesus: “É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lc.21:19). “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Sem sucessão de um rei ungido do Senhor, o reino do Norte tinha a sua coroa incerta. Cada rei que assumia o trono temia constantemente por sua vida e de seus descendentes em meio ao risco iminente de uma traição. Quanto a Judá, havia uma promessa de um Deus infalível, de modo que mesmo com a apostasia de vários de seus monarcas, o Senhor continuava cuidando do Seu povo por amor a Davi. Davi tornou-se o modelo de rei estabelecido por Deus, e, seu coração, a norma espiritual de intimidade com Deus. Não fosse o seu pecado contra Urias, e seu testemunho teria sido de uma força inabalável.
Diante da realidade de que “muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mt.22:14), não vivemos mais no contexto de uma nação territorial, mas de uma nação espiritual que precisa despertar para a urgente necessidade de fazer o que é “reto perante o Senhor” (v.11), de ter um coração perfeito, “totalmente do Senhor” (v.14), através de uma vida de comunhão e constante dependência da graça divina. E não existe a menor possibilidade de que isto aconteça sem que haja uma mudança real e progressiva. Pois não há como amar a Deus e permanecer do mesmo jeito. As obras da carne devem dar lugar ao “fruto do Espírito” (Gl.5:22). Porque “os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gl.5:24).
Asa não se limitou em fazer somente ele mesmo o que era correto diante de Deus, mas compreendeu a sua responsabilidade como líder em promover um reavivamento e reforma no meio do povo. Há quantos anos, amados, temos ouvido o mesmo clamor dos “profetas” modernos de que precisamos despertar de nossa letargia e viver e pregar, de fato, as três mensagens angélicas? Quanto tempo mais achamos que o Senhor irá tolerar toda a violência, crueldade e licenciosidade que este mundo tem promovido? Como o Egito no passado sofreu as consequências em não dar ouvidos às palavras do profeta de Deus, este mundo está às portas de sofrer os resultados do juízo vindouro. E o que temos feito, meus irmãos? Simplesmente nos tornando “obesos” da verdade, enquanto não nos importamos com aqueles que perecem de inanição na mentira? Ou nos conformado com uma mensagem branda que não nos chama ao arrependimento? Precisamos lembrar das primeiras palavras de Cristo em Seu ministério terrestre e que norteavam toda a Sua pregação: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc.1:15).
Há um Rei que está prestes a Se apresentar diante do trono do Pai para reclamar os que são Seus. À Sua frente há uma obra prestes a terminar e, em Seu coração, uma saudade que dói, desde que o pecado entrou no mundo. Eu creio que Jesus espera por nós muito mais do que nós esperamos por Ele! Ele espera que escutemos o brado: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6), e despertemos do sono da letargia erguendo bem alto as nossas lâmpadas acesas, cheias do óleo do Espírito Santo. Por amor a Davi, Deus cumpriu a Sua promessa. Por amor ao Seu remanescente, a derradeira promessa se cumprirá e breve veremos o nosso Salvador nas nuvens vindo nos buscar, pois a respeito de Suas palavras, Ele mesmo afirmou: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6). “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt.25:13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, escolhidos para a salvação!
Rosana Garcia Barros
#1Reis15 #RPSP
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“Todo o Israel o pranteará e o sepultará; porque de Jeroboão só este dará entrada em sepultura, porquanto se achou nele coisa boa para com o Senhor, Deus de Israel, em casa de Jeroboão” (v.13).
Dois reis desunidos pela rivalidade, mas unidos pela maldade. Quanto a Jeroboão está escrito: “antes, fizeste o mal, pior do que todos os que foram antes de ti” (v.9). Quanto a Roboão a Bíblia diz: “Fez Judá o que era mau perante o Senhor” (v.22). Ambos levaram desgraça e idolatria a Israel e a Judá. Mas eu gostaria de destacar o papel de duas mulheres hoje: a mulher de Jeroboão e a mãe de Roboão. A Bíblia não revela o nome da mulher do rei de Israel, mas digamos que esta mulher de nome desconhecido nos deixou um exemplo de perseverança em meio à crise. Mesmo que diante da apostasia nacional, é muito provável que ela tenha educado o seu filho no caminho em que devia andar. Assim, o papel que ela exerceu na vida de Abias não foi para prepará-lo para a coroa de Israel, mas para a coroa do Céu!
Deus tem poder de suscitar da lama diamantes lapidados. Aquele garoto cresceu em meio a um reino corrupto e idólatra, entretanto, aprendia junto ao seio de uma mãe temente a Deus. A morte que julgaram ser o fim, foi desígnio de Deus a fim de preservá-lo para a verdadeira vida. Já no caso de Roboão, a Bíblia faz referência ao nome e origem de sua mãe por duas vezes: “Naamá era o nome de sua mãe, amonita” (v.21 e 31). Algo que era muito incomum devido à tradição patriarcal. Lembram do que aconteceu com Salomão? Seu coração se desviou do Senhor por causa de suas mulheres pagãs. Uma delas, Naamá, amonita. E “Salomão seguiu […] a Milcom, abominação dos amonitas” (1Rs.11:5).
Roboão não apenas cresceu como Abias em meio à idolatria e corrupção, mas também recebeu as influências abomináveis de uma mãe que o educava para ser um rei perverso e idólatra. A esposa de Jeroboão certamente instruiu seu filho a ser fiel a Deus como o maior tesouro que podemos ter. Naamá ensinou a Roboão que os tesouros terrestres revelam grandeza. Educar, eis a obra mais desafiadora! Toda mãe cristã enfrenta uma guerra todos os dias. E se não estivermos munidas das armas corretas, corremos o risco de ver nossos filhos perecerem (Leiam Ef.6:10-18). A missão que nos foi confiada por nosso General, é a mais importante que existe. Anjos desejavam exercê-la!
Creio que estamos vivendo em um tempo sobremodo solene e decisivo. Aos poucos, o Espírito do Senhor está sendo retirado da Terra, pois Ele “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Apenas os que estão despertando para o conhecimento de Deus e de Sua verdade presente estão recebendo a instrução divina a fim de serem assertivas suas decisões. Pais e mães precisam despertar para o sentido do que seja a verdadeira educação, e para o que o Senhor nos deixou escrito como guia a fim de a colocarmos em prática, como escreveu Ellen White: “Agora, como nunca antes, precisamos compreender a verdadeira ciência da educação. Se deixarmos de compreender isso, jamais teremos lugar no reino de Deus” (Estudos em Educação Cristã, p.11). Não negligencie a obra mais sagrada que Deus já confiou a mortais! Comunhão pessoal e culto familiar devem compor a nossa rotina diária, não como um fardo, mas como os mais preciosos momentos. Se nossos filhos virem em nós cristãos genuínos, completamente dependentes da graça de Deus, o Senhor nos honrará nem que seja nos últimos instantes, assim como o foi com Sansão.
Se não procurarmos ajuda no Manual Sagrado que Ele nos deixou: a Bíblia, e negligenciarmos a oração, nossos esforços serão inúteis. Porém, se diligentemente buscarmos, diariamente, a “munição” divina, Deus nos fortalecerá e nos preservará: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15). Pode ser uma missão difícil, mas, que será vitoriosa se a abraçarmos com fidelidade, confiantes na graça e na justiça de Cristo. Porque estamos cuidando e instruindo não algo nosso, mas a “herança do Senhor” (Sl.127:3). Que no glorioso Dia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, possamos com alegria incontida exclamar: “Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is.8:18). Pais e mães, mais do que qualquer outro grupo de pessoas: Vigiemos e oremos!
Bom dia, pais e mães cheios do Espírito!
Rosana Garcia Barros
#1Reis14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Tornou-lhe ele: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. (Porém mentiu-lhe)” (v.18).
O capítulo de hoje apresenta uma das histórias mais intrigantes da Bíblia. Conhecido apenas como “um homem de Deus” (v.1), este profeta foi encarregado em declarar uma mensagem de juízo a Jeroboão. Entretanto, o Senhor não o havia instruído apenas quanto ao conteúdo da mensagem, mas também quanto ao seu procedimento no retorno para casa. Com palavras fortes e em alto e bom som, o profeta expôs a Jeroboão o juízo vindouro sobre “os sacerdotes dos altos” (v.2) e um sinal para provar a veracidade de suas palavras.
Nem o altar rachado, ou a sua mão ressequida, além da cura milagrosa, foram suficientes para mudar o coração do rei de Israel. Com os olhos voltados para o instrumento humano, ofereceu-lhe recompensa, que logo foi recusada em obediência ao “assim diz o Senhor”. Encontramos muitas vezes esta expressão sendo utilizada pelos profetas. É como se fosse a assinatura de Deus na linguagem humana. É a forma de Deus de nos dizer: “Quem está falando é o homem, mas a autoridade da palavra é Minha”.
Mas apesar da recusa inicial do profeta e da sua fidelidade à ordem que o Senhor lhe havia dado “pela Sua palavra” (v.9), apareceu um terceiro personagem que representou a sua ruína. O profeta velho apresentou ao homem de Deus justamente uma palavra contrária a que Deus o havia ordenado, afirmando ter sido instruído por um anjo do Senhor. “Porém mentiu-lhe” (v.18). A Bíblia não diz o motivo da mentira que custou a vida daquele homem. Mas nos revela sobre o terrível perigo do engano. Percebam que o Senhor havia dito: “Não comerás pão, nem beberás água” (v.9). E o falso profeta disse: “que coma pão e beba água” (v.18). Isso não nos lembra da primeira mentira?
Foi uma contrafação como esta que causou a queda de nossos primeiros pais. Deus havia dito: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn.2:16-17). Então, Satanás distorceu a palavra do Senhor ao questionar: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn.3:1). E diante da resposta da mulher, veio a maior e a primeira de todas as mentiras: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4).
Amados, por mais lamentável que tenha sido o fim daquele homem de Deus, ele sofreu os resultados de se dar crédito à palavras humanas em detrimento da Palavra de Deus. Como ele foi enganado por aquele falso profeta, Jesus nos advertiu que “surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito” (Mt.24:24-25). Às vezes, o engano pode surgir daqueles que menos esperamos. Aquele profeta velho pode representar líderes religiosos os quais admiramos, mas que mentem sob a capa de palavras brandas que afagam o nosso ego e acabam nos levando por um caminho diferente daquele que o Senhor nos apontou.
Portanto, meus irmãos, na jornada que nos levará para Casa, não é hora de ficarmos ociosos como o homem de Deus, “[sentados] debaixo de um carvalho” (v.14), mas “já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Já é hora de estarmos em tão íntima comunhão com o Céu, que, pela sabedoria do Espírito, saibamos discernir o que de fato procede de Deus, “porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1Jo.4:1). Já é hora de fazermos da oração os pulmões de nossa alma, enchendo-a do fôlego de vida do Espírito Santo. Já é hora de praticarmos a solene e sagrada ordem: “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm.4:5). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, guiados pelo Espírito!
Rosana Garcia Barros
#1Reis13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Porém ele desprezou o conselho que os anciãos lhe tinham dado e tomou conselho com os jovens que haviam crescido com ele e o serviam” (v.8).
Após a morte de Salomão, Roboão, seu filho, foi declarado o novo rei de Israel. Todo o povo se reuniu ansioso para saber se o sucessor de Salomão lhes concederia um alívio trabalhista e tributário. Tomando conselho com os anciãos “que estiveram na presença de Salomão, seu pai” (v.6), Roboão só queria uma resposta que lhe favorecesse e o ajudasse a construir um império ainda maior e melhor. Porém, considerando desfavorável o conselho dos anciãos, foi buscar uma segunda opinião com “os jovens que haviam crescido com ele” (v.8).
Aliando-se a seus “amigos”, Roboão assumiu a postura de um déspota, lançando sobre o povo um jugo maior do que o anterior, causando assim a sedição de dez tribos de Israel, como o Senhor havia predito por intermédio do profeta Aías. Impedido de fazer guerra contra seus irmãos, Roboão reinou apenas sobre Judá, e Jeroboão reinou sobre Israel. Ambos os reinos levaram o povo à mais terrível corrupção e idolatria, dando início à fase do clamor dos profetas.
A idolatria de Jeroboão e seus meios de envolver o povo em uma falsa adoração foi só o início de tempos muito difíceis para aqueles que desejavam permanecer fiéis em meio à infidelidade. Hoje, os bezerros de ouro ganharam novas formas e têm sido erguidos sob o disfarce de conquistar pessoas. Uma igreja cheia é mais valorizada do que uma igreja reavivada. E é dentro desta perspectiva cada vez mais agravante, que nos aproximamos do limiar do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). Somente o Espírito Santo pode nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13). E somente por meio do Espírito, o remanescente de Deus obterá a sabedoria para entender o tempo solene e decisivo que estamos vivendo.
Julgada muitas vezes de forma errônea como a voz do passado, a voz profética do Antigo Testamento realizou uma obra que sobrepuja a antiga necessidade e nos alcança com a força da Palavra que não pode ser mudada. O mesmo Deus que condenava a idolatria no passado, tanto mais a odeia hoje. O mesmo Deus que estabeleceu limites ao antigo Israel e o elegeu como um povo santo é O mesmo que declara ao Israel atual: “Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:14). É na comunhão diária que obtemos a sabedoria que necessitamos para saber fazer diferença entre o “assim diz o Senhor” e as opiniões humanas. Então, guiados pelo Espírito do Senhor, nossa vida revelará a quem de fato servimos.
Muitos têm “escolhido a seu bel-prazer” (v.33) suas próprias formas de adoração. Assemelhando-se ao mundo, buscam maneiras de imitá-lo, enquanto afirmam que não o imitam, “vestindo” o profano com “roupas” de santidade. Enquanto isso, outra classe, cuidadosamente constrói uma cerca em torno de si e repele todo aquele que julga não ser santo o suficiente. E nesta guerra religiosa acaba acontecendo o mesmo que aconteceu em Israel: divisão. Amados, tomemos “por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor” (Tg.5:10). Homens e mulheres que, mesmo em meio à apostasia predominante, foram perseverantes em obedecer à Palavra de Deus. Necessitamos desta unidade em torno da Palavra e da oração, então, o mundo será iluminado com a glória de Deus e Jesus Cristo voltará. Portanto, “tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” (Hb.10:36). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, perseverantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1Reis12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100