Reavivados por Sua Palavra


1Crônicas 14 – Comentado por Rosana Barros
31 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Fez Davi como Deus lhe ordenara […]” (v.16).

Um verdadeiro filho de Deus não é conhecido apenas pelas palavras que saem de sua boca, mas pela Palavra que é vista em sua vida. Existem quatro ações de Davi que merecem destaque neste capítulo:

Ele reconheceu que o Senhor o confirmou como rei de Israel (v.2);
Ele consultou a Deus antes de agir (v.10);
Ele perseverou em primeiro ouvir a voz de Deus (v.14);
Ele foi obediente à instrução divina (v.16).

Há uma sequência lógica nessas ações. Percebam:

RECONHECER o poder de Deus;
CONSULTAR a Deus por meio da oração e da Palavra;
PERSEVERAR na comunhão;
FAZER a vontade de Deus.

Eis o exemplo que Cristo nos deixou. Eis a sequência de verbos que nos transforma segundo o caráter do Verbo divino (Jo.1:1). Seguindo esses passos, nenhum inimigo subsistirá. Porque Deus sai adiante de todo aquele que entrega suas batalhas a Ele. Por vezes, o Senhor não nos livra das “guerras”, mas nos motiva e ensina a vencê-las com as armas corretas (Medite em Ef.6:10-18). E o maior desejo de Deus é de falar com Seus filhos e de ouvi-los. RECONHECER, CONSULTAR, PERSEVERAR e FAZER promove uma vida de comunhão plena com o Senhor e de constante santificação.

O nome de Davi não ficou conhecido porque era um grande herói de guerra, mas porque Deus o tornou conhecido (v.17). Davi foi instrumento do Senhor, e não o contrário. Muitos têm usado o nome de Deus como instrumento para conquistar suas próprias ambições. Obstinados, agem com aparência de piedade, sendo que o coração endurecido não permite que o Espírito Santo os transforme. Davi foi chamado de o homem segundo o coração de Deus não pelo que fez, mas pelo que permitiu que Deus fizesse nele e por meio dele. Estava sempre disposto a ouvir a Deus e a obedecê-lO. Sabemos que Davi não foi perfeito, mas ao sentir o peso do pecado e das consequências, todas as vezes que agiu conforme seus próprios impulsos, ele sabia a quem recorrer: “A Ti, Senhor, elevo a minha alma. Deus meu, em Ti confio” (Sl.25:1-2).

No Vale de Elá, Davi olhou para cima e foi vitorioso. Na sacada do palácio, olhou para baixo e foi derrotado. Estamos todos inseridos no mesmo contexto, e entre erros e acertos, Deus não desiste de lutar por nós. Ainda que sejam muitos os inimigos, o mal que carregam consigo jamais terá voz ativa diante do “estrondo de marcha” (v.15) que vem da parte do Senhor em defesa de Seus filhos. Ainda que tenhamos de enfrentar “fileiras inimigas” (v.11), ou o nosso próprio coração enganoso, se seguirmos os passos que vimos hoje, certamente, Deus sairá adiante de nós e nos livrará, porque “Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para os que guardam a Sua aliança e os Seus testemunhos” (Sl.25:10).

Eu bem sei, meus irmãos, que não tem sido fácil viver nestes últimos dias. Muitas vezes nos sentimos como que encurralados e o desânimo tenta nos abater. Estamos inseridos em um mundo “como foi nos dias de Noé” (Mt.24:37). Ou seguimos o que Deus, por Sua infinita bondade e sabedoria nos deixou escrito, ou o tempo da oportunidade passará sem que o percebamos (Mt.24:39). Há um apelo constante e cheio de compaixão sendo feito ao nosso coração. É o Espírito Santo derramando as Suas últimas lágrimas de amor. Mas Ele “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Até quando Sua obra durará? Não o sabemos. O que realmente importa é que o tempo que o Senhor nos concede se chama presente. Precisamos deixar e destruir os deuses deste mundo da nossa vida (v.12). Seja hoje, agora, o tempo de entregarmos por completo o nosso coração a Deus; “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Então, Jesus nos promete um futuro eterno com Ele.

Lembremos de Noé, que fez tudo “segundo o Senhor lhe ordenara” (Gn.7:5), e foi salvo ele e a sua casa. Lembremos de Abraão, que não negou o seu único filho e, pela fé, foi justificado. Lembremos de Daniel e de seus amigos, que não consideraram valiosa a própria vida, e seus nomes estão arrolados para a eternidade. “E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas” (Hb.11:32). Que, hoje, você e eu sejamos as derradeiras testemunhas de Jesus em meio às trevas morais e espirituais deste mundo. E que no fim deste grande conflito, sejamos reconhecidos como os perseverantes santos do Altíssimo (Ap.14:12). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado e feliz ano novo, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Crônicas 13 – Comentado por Rosana Barros
30 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Temeu Davi a Deus, naquele dia, e disse: Como trarei a mim a arca de Deus?” (v.12).

A liderança de Davi nos deixou registros de sabedoria e sensatez. Ele não decidia pelo povo, ele decidia com o povo. Não que sempre desse ouvidos à voz do povo, e sim que a opinião de seus liderados não era ignorada. O desejo de Davi era de governar um povo de um só Senhor, e para isso necessitava reaver tudo aquilo que o auxiliasse no cumprimento desse propósito. Mas até um líder assim também pode falhar.

A arca de Deus, ou arca da aliança, estava em outra cidade de Israel, Quiriate-Jearim; ali havia permanecido por muitos anos, até que Davi resolveu levá-la para Jerusalém. A arca ficava no lugar Santíssimo do santuário e era o único objeto daquele compartimento. Dentro dela estavam a vara de Arão que floresceu, uma urna de ouro com maná e as tábuas do Testemunho, ou seja, os dez mandamentos. Ali estava a confirmação da aliança de Deus com o Seu povo e a perfeita expressão de Seu caráter. Não se tratava, portanto, de um objeto qualquer, mas de uma obra de arte que carregava a assinatura do dedo de Deus (Êx.31:18).

Saul não se importou em buscar a arca do Senhor. Ele estava tão focado nas guerras e na inveja que sentia por Davi, que permitiu que a maior guerra surgisse em seu coração, aprisionando-o ao pecado. Apesar das boas intenções de Davi, ele também cometeu o grave erro de transportar a arca sem seguir as orientações de Deus. E por tocar no que não lhe era permitido, Uzá morreu, e sua morte entristeceu o coração de Davi de uma forma que toda a sua alegria desvaneceu, negando-se a prosseguir com o trajeto. “Assim, ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom” (v.14).

Depois de saber o que tinha acontecido com Uzá, você teria coragem de ter a arca da aliança em sua casa? O resultado desse depósito compulsório foi três meses de bênçãos sobre a casa de Obede-Edom e sobre tudo o que possuía. Era perante a arca, no lugar Santíssimo, que a glória de Deus era manifestada e somente o sumo sacerdote poderia entrar ali uma vez ao ano, no dia da expiação. Uzá ignorou isso, já Obede-Edom entendeu que ali era “invocado o nome do Senhor, que se assenta acima dos querubins” (v.6), e a sua obediência resultou em bênção.

Após o sacrifício de Cristo, o véu do santuário se rasgou de alto a baixo (Mt.27:51), nos dando livre acesso ao Santíssimo. Hoje, podemos falar com o Pai por intermédio do Filho. Mas assim como Jesus foi “obediente até à morte” (Fp.2:8), Deus capacita Seus filhos à obediência. A Lei do Senhor “é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm.7:12). Ora, santidade, justiça e bondade são atributos almejados por todo aquele que muito em breve deseja estar diante da face de Deus. Levar a arca para Jerusalém “pareceu justo aos olhos de todo o povo” (v.4), mas assim como havia uma forma certa de transportá-la, Jesus nos deixou o perfeito exemplo de como devemos andar com Deus.

A pergunta é: “Como trarei para mim a arca de Deus?” (v.12). Precisamos conhecer a diferença entre o certo e o errado, entre o santo e o profano. Não é o que achamos que seja correto e santo, mas o que a Bíblia estabelece por princípios acerca disso. Entendem, amados? Notem que Davi e o povo estavam vivenciando um momento de muita alegria, com toda sorte de instrumentos, “com todo o seu empenho” (v.8). Mas este episódio deixa bem claro que se o nosso empenho em fazer a obra de Deus não estiver em comum acordo com as Escrituras, com a verdade presente, mais cedo ou mais tarde a nossa alegria se tornará em desgosto.

Assim diz o Senhor: “segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (Ag.2:5). O desejo de Deus é que aceitemos a Sua aliança e sejamos ricamente abençoados com o Espírito Santo em nossa vida e em nosso lar. Então, não teremos o que temer. Temos em nossas mãos a Palavra de Deus, e nela, muitos tesouros a serem explorados. Não negligenciemos o que Saul negligenciou e, como Uzá, não toquemos no que não nos convém, mas que o Espírito Santo nos desperte e reavive fazendo de nosso lar uma casa de bênção. Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, famílias abençoadas!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Crônicas 12 – Comentado por Rosana Barros
29 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Porque, naquele tempo, dia após dia, vinham a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como exército de Deus” (v.22).

Que capítulo emocionante! Vocês conseguiram imaginar cada tropa sendo conduzida a passos firmes e confiantes? Desde tropas de três mil homens, até tropas de cento e vinte mil. Todos sendo alistados no exército de Davi. “Todos estes homens de guerra, postos em ordem de batalha”; cada destacamento com suas peculiaridades importantes para a guerra, unindo um todo “unânime no propósito de fazer a Davi rei” (v.38). Afinal, a perseguição de Saul teve fim e no lugar da separação houve união. E esta união recebeu o título de “exército de Deus” (v.22). Que privilégio!

Porém, nesse processo de alistamento, Davi ficou apreensivo por causa de alguns dos que vinham da tribo de Benjamin, irmãos de Saul. Mas assim como Deus o livrou das mãos de Saul, ele confiou que o Senhor faria justiça caso neles houvesse alguma maldade. A atitude de Davi demonstra, mais uma vez, o quanto sua confiança estava depositada em Deus. E a resposta à sua inquietação não veio de Amasai, mas do Espírito Santo: “Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz seja contigo! E paz com os que te ajudam! Porque o teu Deus te ajuda” (v.18).

A paz que o Senhor declarou a Davi vai muito além da noção humana do que seja paz. Não se tratava de ausência de batalhas, pois Davi ainda travaria muitas guerras. E sim, a paz em seu sentido real e divino. Enquanto vivesse, Davi experimentaria a paz que só o Senhor pode dar. Não pode haver paz em corações acalorados pela raiva, desamor e inveja. Esses foram os sentimentos que se apoderaram do coração de Saul. E quais foram os resultados desses maus sentimentos na vida dele? Primeiro, abertura para que um espírito maligno o dominasse e o atormentasse. Segundo, uma morte suicida.

Já Davi, o homem segundo o coração de Deus, prezava a união entre irmãos: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! […] Ali, ordena o Senhor a Sua bênção e a vida para sempre” (Sl.133:1, 3); mas ele se entristecia com a desunião e falsidade: “Com efeito, não é inimigo que me afronta […] mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus […] Tu, porém, ó Deus, os precipitarás à cova profunda […]” (Sl.55:12-14, 23). A excelência da união fraternal produz bênção e vida. A desunião, tristeza e morte.

Deus está organizando as Suas fileiras, e colocando cada um de Seus filhos “em ordem de batalha” (v.38). Israel se tornou como o exército de Deus porque todos eram unânimes em proclamar a Davi como rei, e todos se uniram para ajudar e para se alegrar no partir do pão. Vocês percebem a ligação entre tudo isso e a presença do Espírito Santo? As doze tribos se uniram para realizar a vontade do Senhor, assim como Cristo elegeu doze discípulos e ensinou-lhes a estarem unidos para cumprir a missão que lhes confiou. Então, quando estavam os seguidores de Cristo, perseverando “unânimes em oração” (At.1:14), “todos reunidos no mesmo lugar” (At.2:1), o Espírito Santo foi derramado.

Amados, há uma solene e séria responsabilidade sobre a igreja de Cristo dos últimos dias no grande conflito. Fomos chamados para ser um com Ele na obra de salvar. “Ah, que bom seria se a igreja se levantasse e trajasse suas belas roupas, a justiça de Cristo!” — escreveu a irmã White — “Que mudança ocorreria em sua esfera de influência e condição espiritual! A inveja, o apontar de defeitos, as palavras ferinas, o ciúme e as dissensões, a luta por supremacia — tudo isso cessaria. A íntima simpatia com Cristo e com Sua missão de amor e misericórdia aproximaria os obreiros uns dos outros. Então não haveria a disposição para nutrir esses males, cuja condescendência é a maldição da igreja. Ao dedicar atenção à obra de salvar pessoas, seriam motivados particularmente à maior espiritualidade e pureza. Haveria união de propósito, e a salvação de vidas preciosas receberia tamanha importância que todas as pequenas diferenças se perderiam de vista por completo” (Review and Herald, 12 de outubro de 1886).

Acompanhem comigo e comparem as passagens de Atos com os versos do capítulo de hoje:

Atos 2:44 – “todos os que creram estavam juntos” (compare com os versos 18 e 22);
Atos 2:45 – “distribuindo o produto entre todos” (compare com os versos 39 e 40);
Atos 2:46 – “partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria” (compare com o v.39);
Atos 2:47 – “louvando a Deus e contando com a simpatia do povo” (compare com o v.40);
Atos 2:47 – “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (compare com o v.22).

Percebem a fantástica ligação entre os dois relatos? Deus precisa, hoje, de “homens [e mulheres] valentes para a peleja” (v.25), que, mesmo “sendo ainda [jovens]” (v.28), ergam com firmeza o estandarte da verdade; “homens valentes e de renome” (v.30), que qual Noé, Jó e Daniel, sejam “apontados nominalmente” (v.31), e assim reconhecidos pelo mundo como “conhecedores da época, para saberem o que [o Israel de hoje deve] fazer” (v.32) a fim de estar pronto para o Dia do Senhor. Homens e mulheres “capazes para sair à guerra, providos com todas as armas de guerra” (v.33), revestidos “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11), “que [manejam] bem a palavra da verdade” (2Tm.2:15), sendo assim “destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto” (v.33), “providos para a peleja” (v.35) “e prontos para a batalha” (v.36).

Se o Israel de Deus de hoje estiver unido desta forma, como um só exército, o menor valerá por cem, e o maior por mil (v.14), na obra de proclamar “o evangelho eterno” (Ap.14:6). Se permanecermos unidos nesse propósito, segundo a Palavra do Senhor, o Espírito Santo nos tornará “destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto” (v.33). Como “conhecedores da época” (v.32), já é hora de despertarmos do sono; “porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Sigamos, pois, avante exército do Deus vivo! “Paz, paz seja contigo! […] Porque o teu Deus te ajuda” (v.18)! Vigiemos e oremos!

Bom dia, exército de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Crônicas 11 – Comentado por Rosana Barros
28 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“São estes os principais valentes de Davi, que o apoiaram valorosamente no seu reino, com todo o Israel, para o fazerem rei, segundo a palavra do Senhor, no tocante a esse povo” (v.10).

Estudar sobre a vida de Davi é desafiador e fascinante. Desafiador porque não foi um personagem qualquer, mas um menino que derrotou um gigante, e um rei que foi vencido pela cobiça. O menino pastor teve uma fé inabalável diante de um inimigo de quase três metros de altura; já como um poderoso rei e guerreiro, não soube controlar seus impulsos diante da beleza de uma mulher. Fascinante porque foi este homem inconstante e imperfeito que o Senhor escolheu e intitulou como o homem segundo o Seu coração.

Com a morte de Saul, Davi assumiu o trono de Israel, “segundo a palavra do Senhor por intermédio de Samuel” (v.3). Jerusalém foi conquistada, e ali Davi estabeleceu o seu trono, “pelo que se chamou a Cidade de Davi” (v.7). E o seu reino crescia e prosperava, “porque o Senhor dos Exércitos era com ele” (v.9). Mas Davi não estava sozinho em termos de material humano. Ao seu lado estava o seu exército pessoal: os “valentes de Davi” (v.11). De forma valorosa apoiaram o seu reinado, muitas vezes colocando a própria vida em risco. Davi estava literalmente cercado por eles. E algumas das ações dos valentes ganham destaque no capítulo de hoje, como na vez em que três deles foram buscar água para Davi, enfrentando um exército de filisteus na ida e na volta. A estes três, a Bíblia chama de “os três valentes” (v.19).

Aqueles homens arriscaram tudo, inclusive a própria vida, por amor ao seu rei. Viviam em defesa de Davi e da Cidade de Davi. No livro Evangelismo, p. 63, encontramos a seguinte citação: “Deus deseja homens [e mulheres] que arrisquem qualquer coisa e todas as coisas para salvar almas”. (Lembrando que almas na Bíblia se refere a pessoas. Pois “a alma que pecar, essa morrerá” Ez.18:4). Aqueles valentes agiam valorosamente em defesa de um reino terreno. Quão maior deve ser o nosso testemunho como representantes do reino dos Céus!

Como valentes do Senhor, a nossa missão consiste em usar e multiplicar os talentos que Ele nos deu, confiando na maravilhosa e fiel promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). A valentia que Cristo espera de Seus filhos não é física, ou não teria repreendido Pedro ao golpear o servo do sumo sacerdote: “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão” (Mt.26:52). Cristo espera de Seus seguidores a valentia de enfrentar a oposição, a descrença, as tradições humanas, mediante “a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef.6:17), oferecendo a todos a água da vida.

Nesses últimos dias, Deus espera de nós uma atitude corajosa e decidida: “Quando a religião de Cristo estiver mais em desprezo, quando Sua lei for mais rejeitada, então, nosso zelo deve ser mais fervoroso e mais inabaláveis nossa coragem e firmeza. Permanecer na defesa da verdade e da justiça quando a maioria nos abandona, combater os combates do Senhor quando são poucos os campeões — eis o que será a nossa prova. A esse tempo precisamos tirar entusiasmo da frieza dos outros, coragem de sua covardia, lealdade de sua traição” (Ellen G. White, Meditação Matinal: Filhos e Filhas de Deus, p.201).

Ser valente não é ser uma ameaça ao nosso próximo. Ser valente é ser um agente da esperança! Meus amados, semelhante aos valentes de Davi, que não consideraram perder a própria vida por amor ao seu rei, que o nosso amor pelo Senhor nos mova a viver como Paulo: “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At.20:24). Vigiemos e oremos!

Bom dia, valentes do Senhor dos Exércitos!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Crônicas 10 – Comentado por Rosana Barros
27 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante” (v.13).

Iniciamos agora uma recapitulação da história de Israel e de Judá. E vocês perceberão que não se trata de ler a mesma coisa, mas de fazer novas descobertas. O capítulo dez relata não somente a morte de Saul, mas a destruição de toda a sua casa (v.6). Saul enterrou consigo toda e qualquer possibilidade de seu nome permanecer no trono de Israel. Já vimos que o pecado tem o poder destrutivo de atingir até pessoas inocentes. Se assim não fosse, não veríamos tantas injustiças no mundo.

Como sacerdote do lar, o homem tem nas mãos a maior das responsabilidades: conduzir a sua família no temor do Senhor. O mundo precisa de homens que olhem para seus filhos como cidadãos do Céu e que sejam cooperadores de Deus, junto com sua esposa, na obra de lapidá-los para a eternidade. O mundo precisa de homens que amem suas esposas “como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef.5:25). O mundo necessita de homens [filhos] que obedeçam a seus “pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef.6:1). O mundo precisa de homens que busquem o caráter à semelhança de Cristo, “o Homem” (Jo.19:5).

Mas, infelizmente, a nossa realidade tem revelado uma sociedade repleta de homens que têm cavado a própria cova e de sua família; homens que não temem a Deus e nem tampouco se importam com as consequências de seus atos. E por causa disso, o maior vilão do homem tem sido o próprio homem. É raro alguém sair de casa com medo de ser atacado por um animal ou de ser atingido por um raio. A realidade é que a maioria absoluta sai de casa com medo das ações humanas que estão cada vez piores e cada vez mais imprevisíveis.

O suicídio de Saul foi um reflexo do valor que ele dava à sua vida e de sua família: nenhum. E o que fizeram com o seu corpo descreve bem os seus últimos anos de vida. Saul perdeu a cabeça ao não dar ouvidos à Palavra de Deus e ao consultar uma necromante. Ao fechar por completo o coração aos apelos divinos e ao dom gratuito de Deus, a consequência de sua insanidade foi a morte. A morte eterna é o contracheque de todo aquele que prefere dar ouvidos aos outros “e não ao Senhor” (v.14). Saul se lançou sobre a sua espada para acabar com a própria vida, ao invés de se lançar sobre a espada do Espírito para adquirir a vida (Ef.6:17). Ele não conservou a fidelidade ao Senhor e sua coroa foi transferida para Davi (v.14).

Longe de Deus corremos o mesmo risco. Saul pecou quando abandonou o “assim diz o Senhor” para dar crédito à voz de seu enganoso coração. Deixou de depender de Deus para alimentar o ego de que estava ali porque merecia. Precisamos conservar a nossa fidelidade ao Senhor, conforme está escrito: “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap.3:11). Amados, todos nós, homens e mulheres, temos um dever, e é este: “Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec.12:13).

Apesar da mensagem de hoje ter sido mais direcionada ao gênero masculino devido ao contexto do capítulo, todos precisamos ter a consciência exata da importância de assumirmos com fidelidade o posto de nosso dever. Disto depende a salvação de nossa casa, firme e bem estabelecida sobre o rochedo das palavras de Cristo. Como escreveu Ellen White: “Aquele que vive o cristianismo no lar, será em toda parte uma luz resplandecente” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, p.278). A Palavra do Senhor é muito clara, amados: o resultado da desobediência é a morte, e da obediência é a vida. Não há meio termo. Que possamos perseverar em conhecer a Deus, pois é esse conhecimento que gera alegria na obediência. Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Crônicas 09 – Comentado por Rosana Barros
26 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Guardavam, pois, eles e seus filhos as portas da Casa do Senhor, na casa da tenda” (v.23).

A genealogia de hoje retrata a época pós-exílio babilônico. Jerusalém voltou a ser habitada pelos “israelitas, os sacerdotes, os levitas e os servos do templo” (v.2). Também alguns de Judá, de Benjamim, de Efraim e de Manassés “habitaram em Jerusalém” (v.3). As coisas começaram a funcionar como antes, bem como o serviço no templo. Cada um reassumiu suas atribuições de acordo com o que Deus havia determinado. Naquele tempo, Fineias regia o templo como sacerdote “e o Senhor era com ele” (v.20).

Os porteiros tinham o dever de montar guarda nas portas da Casa do Senhor. E manhã após manhã, abriam as portas e guardavam o templo. Outros também eram encarregados de cuidar “dos utensílios do ministério” (v.28), além daqueles que cuidavam dos móveis, dos objetos e dos materiais utilizados nas cerimônias (v.29).

Os filhos dos coatitas cuidavam “de preparar os pães da proposição para todos os sábados” (v.32). Já os cantores moravam no próprio templo, e não tinham outro serviço, “porque, de dia e de noite, estavam ocupados no seu mister” (v.33). O santuário e tudo o que ali era realizado apontava para Cristo e o plano da redenção. Todos os que serviam no santuário deveriam estar em harmonia com o que o Senhor havia ordenado, em conformidade com o que Ele disse a Moisés: “Vê, pois, que tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte” (Êx.25:40).

Dois relatos do capítulo de hoje me chamaram a atenção. Os porteiros estavam guardando os “quatro ventos: ao oriente, ao ocidente, ao norte e ao sul” (v.24). No livro de Apocalipse, encontramos João descrevendo a seguinte cena: “vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando os quatro ventos da terra” (Ap.7:1) Estes anjos também têm a missão de guardar. No caso deles, guardam a Terra da destruição final, até que os servos do Senhor estejam todos selados (Ap.7:3).

Outro detalhe interessante é sobre os cantores. O seu serviço era de contínuo revezamento. Portanto, o santuário não era um lugar silencioso, mas de solene e constante melodia. As vozes dos cantores e os instrumentos eram ouvidos de dia e de noite. Em Apocalipse 4:8 também podemos encontrar algo semelhante: “E os quatro seres viventes […] não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir”.

Percebem, amados? Tudo no santuário terrestre apontava para o “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2). Era como uma maquete do santuário celeste ilustrando, em cada detalhe, que Deus tinha um plano para nos tirar da enrascada em que viemos parar. O Senhor capacitou pessoas diversas com diferentes funções para a ministração de Sua obra. Em todo o ministério do santuário havia a mais bela expressão do Criador declarando à obra-prima de Sua criação de que um dia não existiria mais um véu separando-a de Sua presença.

O Cordeiro de Deus cumpriu a sentença definitiva, o véu foi rasgado (Mt.27:51) e o serviço que Ele incumbiu aos Seus discípulos inclui uma linda promessa: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:19-20). Havia divisão entre Israel e Judá, e entre estes e todas as demais nações. Infelizmente, os judeus apegaram-se aos rituais e não reconheceram o Salvador. O ministério que nos foi conferido é uma obra mundial. É nosso dever ensinar todas as verdades da Palavra de Deus, lembrando que “toda Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16). E o Espírito Santo realizará a obra de convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16:8).

E se cumprirmos fielmente o serviço que Jesus nos confiou, Ele promete estar conosco todos os dias de nossa vida até o Dia final, onde receberemos o nosso galardão. Deus nos dotou de dons especiais para que possamos nos preparar e preparar outros para a gloriosa volta de Jesus. Todos são convidados às bodas do Cordeiro. Todas as coisas, ou seja, toda a Bíblia deve ser ensinada. Não desista! Não deixe de examinar as Escrituras. Ela é o nosso mapa do tesouro celeste. Com ela não erraremos o caminho e seremos sempre capacitados “para a obra do ministério da Casa de Deus” (v.13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, obreiros do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Crônicas 08 – Comentado por Rosana Barros
25 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Ner gerou a Quis; e Quis gerou a Saul; Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe e a Esbaal” (v.33).

Benjamim, em comparação às demais, era uma tribo pequena. Ele era o filho mais novo de Jacó, e Raquel, sua mãe, morreu logo após o seu nascimento (Gn.35:18). Foi o único irmão de José por parte de pai e mãe, e também o único que não participou da trama cruel dos irmãos de José. Esta foi a bênção profética de Jacó a seu filho caçula: “Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo” (Gn.49:27). A tribo de Benjamim foi de “homens valentes, flecheiros” (v.40), de guerreiros destemidos.

De Benjamim foi gerado o primeiro rei de Israel: Saul. Mas o trono não permaneceria nesta tribo. O cetro passaria para Judá, como foi profetizado: “O cetro não se arredará de Judá” (Gn.49:10). A genealogia de hoje, portanto, não é uma repetição da que vimos ontem, mas uma lista detalhada desta tribo, centralizando a figura de Saul, primeiro monarca de Israel. O rei Saul iniciou o seu reinado como um homem transformado pelo Espírito Santo (1Sm.10:6), e terminou a sua vida trocando a presença do Espírito do Senhor por um espírito maligno (1Sm.16:14).

Apesar de ser a menor tribo, tinha tudo para ser a maior em grandeza aos olhos de Deus. Porém, a atitude de Saul lhe roubou a glória. Vivemos em um mundo de visão extremamente egoísta. O “eu” prevalece sobre o todo. “Cada um por si”, é o lema de uma sociedade cada vez maior, contudo, incrivelmente mais solitária. “Faça o que o seu coração mandar” é a máxima de hoje. Decisões são tomadas e riscos assumidos sem pensar nas consequências. Mas o pior de tudo é que as consequências não recaem apenas sobre quem comete o erro, e inocentes acabam sofrendo.

O que fazemos neste mundo não afeta apenas a nós mesmos. Estamos ligados uns aos outros e, como num efeito dominó, nossas ações acabam afetando primeiro aqueles que estão mais próximos de nós. O pecado de uma pessoa não recai sobre outra (Ez.18:20), mas os resultados dele podem sim atingir a terceiros. Diante disso, você pode estar pensando neste momento: “Mas isso é muito injusto!” E é mesmo! Porque o pecado gerou a maior injustiça que já houve neste mundo, quando o Inocente morreu pelos pecados de um mundo de imerecedores.

Amados, o mundo ecoa a palavra injustiça desde que nossos primeiros pais pecaram. O pecado gera ruína e tem como salário a morte (Rm.6:23), fazendo inocentes sofrerem com isso. Não permita que a sua genealogia termine neste mundo mau. Mas que você e a sua descendência desfrutem do que, gratuitamente, Cristo nos oferece. Pois ao tomar sobre Si na cruz uma culpa que era nossa, Jesus padeceu a maior injustiça para que a Sua perfeita justiça prevalecesse.

Deus nos chama para começarmos a viver aqui o que viveremos na eternidade. Lembremos que o que fazemos neste mundo gera consequências boas ou ruins, a depender de nossas escolhas. Lembremos de nosso estudo de ontem. Fomos escolhidos para a salvação, mas precisamos aceitar essa eleição divina diariamente para sermos bem-aventurados: “Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de Ti, para que assista nos Teus átrios” (Sl.65:4). Os passos que damos aqui revelam para onde estamos indo. O meu desejo é que o resultado de nossa vida seja a consumação da letra de meu hino favorito: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (antigo Hinário Adventista do Sétimo Dia, n° 481). Siga as pegadas de Jesus e, com certeza, você não chegará ao Céu sozinho. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, seguidores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Crônicas 07 – Comentado por Rosana Barros
24 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Depois, coabitou com sua mulher, e ela concebeu e teve um filho, a quem ele chamou Berias, porque as coisas iam mal na sua casa” (v.23).

A genealogia de Crônicas é um verdadeiro teste de perseverança. Não podemos ignorar capítulos que nos deixam a lição tão preciosa de que Deus nos conhece pelo nome e que ninguém passa despercebido diante dEle. Os registros genealógicos não são apenas listas de nomes, mas uma exata compreensão acerca do fato de que não há outro igual a você e a mim. Portanto, o Senhor nos chama pelo nome para perseverarmos no estudo diário de Sua Palavra.

Hoje gostaria de perguntar se você está permitindo ser reavivado pela Palavra? Tem permanecido dia após dia examinando as Escrituras? Então você tem sido um valente de Deus. E, certamente, se você é pai, tem sido um chefe de família conduzido pelo Senhor. A genealogia das duas primeiras tribos de hoje enfatizam os homens valentes e os chefes de suas famílias. De acordo com o dicionário, a palavra valente significa aquele “que tem valor e coragem, que acode quando há perigo”. Ou seja, eram corajosos homens de guerra. Mas também eram chefes de suas famílias. E era ali, no seio da família, onde deveria haver o maior cuidado e proteção.

Quem não tem tempo de conduzir a sua casa, está perdendo o seu tempo. Ser chefe de família vai muito além de ser um provedor, tem que ser também, e acima de tudo, um sacerdote do lar. Na primeira carta de Paulo a Timóteo, encontramos esta verdade expressa de forma bem clara: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm.5:8). É algo muito sério para ser apenas lido. Precisamos viver o evangelho, primeiramente, dentro de casa.

Deus deseja conceder valor e coragem a todo aquele que, com fé, assume o controle de sua família, para que seus filhos não passem pelo que passou Efraim. Ao serem mortos dois de seus descendentes, porque roubaram o gado dos homens de Gate, Efraim chorou por seus filhos por muitos dias, a ponto de seus irmãos terem que ir até ele para consolá-lo. E para piorar a situação, ainda chamou a seu outro filho de Berias, “porque as coisas iam mal na sua casa” (v.23). Era como se ele tivesse olhado para a criança com ar desmotivado e dito: — Ah, seu nome será “casa desgraçada”!

Este relato triste, infelizmente, ilustra a realidade da maioria das famílias modernas. São famílias e mais famílias onde as coisas vão mal. Falta-lhes o conhecimento que salva e que liberta. Pois assim diz o Senhor: “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os.4:6). Não se trata de um conhecimento apenas teórico da Palavra, mas, através da Palavra, conhecermos o Senhor. Então, os filhos serão preservados, o casamento blindado e cada membro do lar compreenderá o seu verdadeiro papel na família e a importância desta para a sociedade.

Esta é a ordem correta dos fatores da vida:

• Primeiro: Deus;

• Segundo: Família;

• E as demais coisas vão sendo orientadas pelo Espírito Santo.

O fechamento do capítulo nos mostra outra preciosa pérola. Além de homens valentes e de chefes de família, entra em cena mais uma característica: escolhidos (v.40). A escolha espiritual é um dueto. De um lado Deus, e do outro você e eu. Deus não nos escolhe porque nós O escolhemos. Deus já nos criou como escolhidos, mas a decisão é nossa em aceitar essa eleição de amor, ou rejeitá-la. Fomos escolhidos para a salvação, mas também para sermos condutos de salvação. E esta obra deve começar dentro de nossa casa, pela transmissão do conhecimento de Deus de pais para filhos, como está escrito: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). Isto não significa que ficaremos isentos de problemas, mas que, com Deus, há solução para cada um deles.

Que a minha e a sua genealogia não tenha a interrupção que teve em Efraim, mas a confirmação que teve em Issacar e em Benjamim e, como em Asser, a disposição em agir como um escolhido do Senhor. Clamemos a Deus por Seu favor, crendo que Ele completará o que está fora de nosso alcance realizar. E se acaso não fizemos bem o nosso “dever de casa”, que possamos crer em Jesus Cristo e em Sua graça que tudo restaura, “e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, valentes chefes de família, escolhidos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Crônicas 06 – Comentado por Rosana Barros
23 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Seus irmãos, os levitas, foram postos para todo o serviço do tabernáculo da Casa de Deus” (v.48).

Os levitas foram escolhidos por Deus para dirigir todo o serviço do santuário, inclusive o serviço de “canto na Casa do Senhor” (v.31). Davi, além de um grande guerreiro e rei, era um músico talentoso. A Bíblia o chama de “mavioso salmista de Israel” (2Sm.23:1). Ele escreveu a maior parte dos Salmos, que compunham o hinário do povo israelita. Ele mesmo quem escolheu os cantores levitas (v.31).

Mas porque Deus escolheu justamente a tribo de Levi para um encargo tão importante? Após o episódio em que o povo de Israel adorou um bezerro de ouro no deserto enquanto Moisés recebia de Deus as tábuas da Lei (Êx.32), ao Moisés notar que o povo estava desenfreado, “pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do Senhor venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (Êx.32:26). Deus honrou a atitude daquela tribo, que decidiu permanecer fiel a Ele.

Os levitas, portanto, receberam o privilégio e a responsabilidade de cuidar da Casa do Senhor e de tudo o que se referisse a sua liturgia. Os filhos de Levi, no entanto, não herdariam a terra. Como bem foi profetizado na bênção de Jacó: “[…] dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel” (Gn.49:7). Levi e Simeão foram extremamente violentos assassinando todos os homens de uma cidade por causa de sua irmã Diná (Gn.34:25-31). O fato de terem ficado de fora da herança, confirma as palavras de Cristo quanto aos que hão de herdar a terra: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).

Toda a ministração do templo estava aos cuidados desta tribo “sem terra”, cujas obras deveriam estar de acordo com a fé que proferiam ter. Interessante que Jesus utilizou um levita e um sacerdote ao proferir uma de Suas parábolas. Ao ser questionado acerca de quem era o nosso próximo, Ele contou a seguinte parábola, que muitos acreditam ter sido uma história baseada em fatos reais (permitam-me parafrasear):

Um homem foi roubado e gravemente ferido em uma estrada. Caído ao chão, quase morto, seu coração clamava por uma alma piedosa que dele se compadecesse. Com muito esforço, abriu os olhos, e vendo aproximar-se um sacerdote, pensou: “Estou salvo! Certamente este homem de Deus irá me ajudar!” Mas o “homem de Deus” o ignorou e passou bem longe dele. Ele quase não acreditou! Aquele que ministrava as coisas sagradas e que sempre o cumprimentava na igreja fez de conta que não o tinha visto. Tremenda foi a sua decepção! Naquele momento ele desmaiou de dor.

Ao começar a recuperar os seus sentidos, ouviu de longe outros passos, e novamente se esforçou para ver quem era. “Graças a Deus!”, pensou ele. “É o levita cantor de minha igreja. Ele sim vai me ajudar!” Mas para sua surpresa, ele tomou a mesma atitude do sacerdote. Pronto! E agora? Tudo estava perdido, até que… surgiu um samaritano. Quem? Um cujo povo era considerado inimigo dos judeus? Pois é! Assim que o avistou, prontamente se aproximou, cuidou de suas feridas, o levou a uma hospedaria e pagou para que cuidassem dele até que ele voltasse. (Lc.10:25-37).

Os levitas lidavam com coisas santas, mas acima de tudo, com o Santo de Israel. Deus deveria ser o primeiro e o último em suas vidas. Sendo assim, deveriam compreender como ninguém o Seu amor e a Sua misericórdia. Mas, com o passar do tempo, tornaram-se os que menos conheciam o real caráter de Deus. Todos corremos o mesmo risco. Vamos à igreja, trabalhamos na igreja, derramamos lágrimas pela causa, damos o suor pelas obras, mas esquecemos do principal: manter um relacionamento diário com o Dono da Casa. O nome já diz tudo: Casa de Deus. Ora, se a Casa é de Deus, Ele deve estar no controle de todas as coisas, inclusive, e principalmente, do nosso coração.

Um verdadeiro adorador do Senhor não é aquele que canta melhor, ou que tem uma oratória que arrasta multidões. O verdadeiro adorador do Deus vivo é aquele que procura viver como Cristo viveu. Cristo não se preocupava em agradar pessoas, Ele veio para salvar pessoas! Essa é a maior confusão que fazemos. Queremos mais agradar, do que ser usados para salvar. Aquele sacerdote e aquele levita da estrada pensaram em todos os contratempos que lhes causariam cuidar daquele ferido. O bom samaritano pensou que não poderia deixar aquele homem morrer se ele tinha nas mãos o poder de fazer algo por ele. Pois “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg.4:17). Compreendem, meus irmãos?

Precisamos despertar para a mesma atitude daquele verdadeiro servo de Cristo. Nos preocupar menos com as más línguas, e mais com os que perecem pelas estradas deste mundo. Esta obra não é mais conferida apenas aos levitas, mas a todos os que aceitam o sacrifício de Cristo Jesus. Porque a partir do momento em que experimentamos deste amor inigualável, torna-se impossível não querer compartilhá-lo. Somos obreiros do Mestre, e esta obra deve ser iniciada em nosso coração, aperfeiçoada na igreja e praticada por todo o mundo. Portanto, mãos à obra, servos do Deus Altíssimo! Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, bons samaritanos!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Crônicas 05 – Comentado por Rosana Barros
22 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Porém cometeram transgressões contra o Deus de seus pais e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles” (v.25).

O capítulo de hoje inicia relatando o desvio de conduta de uma pessoa e termina com o desvio de conduta de um grupo de pessoas. Sendo onisciente, Deus conhece o fim desde o começo. Ele sabia o que Rúben faria, mas não o desamparou por isso. Ele também sabia que aquele grupo das tribos transjordânicas que Lhe foram fiéis na guerra, em tempo de bonança Lhe dariam as costas, mas nem por isso os abandonou na peleja. É por isso que a justiça de Deus se difere da nossa, pois está intrinsecamente ligada à Sua grande misericórdia.

O pecado de Rúben o levou a perder o direito à primogenitura, sendo esta conferida a José, filho de Jacó com Raquel. De Judá nasceria o Príncipe da Paz (Is.9:6), mas a atitude de José o fez maior do que seus irmãos, assim como vimos ontem com Jabez. O direito que Rúben tinha não impediu o Senhor de conferi-lo a José; assim como Davi, o menor dentre os irmãos tornou-se o maior; assim também como Jacó prevaleceu sobre Esaú. A ordem genealógica não concede privilégios a quem vem primeiro, se este não colocar Deus em primeiro lugar em sua vida.

As tribos transjordânicas eram compostas pelos filhos de Rúben, pelos filhos de Gade e pela meia tribo de Manassés. Além de serem “homens valentes, que traziam escudo e espada, entesavam o arco e eram destros na guerra […] capazes de sair a combate” (v.18), formavam um só exército munido da única arma realmente eficaz: confiança em Deus, “porquanto confiaram nEle” (v.20). Na luta, confiaram no Senhor e “de Deus era a peleja” (v.22). E Deus levantou entre eles “guerreiros valentes, homens famosos, cabeças de suas famílias” (v.24).

Porém, bastou a poeira assentar, bastou um momento de descanso das armas, e logo “cometeram transgressões contra o Deus de seus pais e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles” (v.25). Na guerra confiaram em Deus. Na bonança, O trocaram por abominações. Esta é uma realidade que tem se repetido à cada geração. Contudo, só conseguirá perseverar até o fim aquele que dia após dia reveste-se da armadura de Deus: A couraça da justiça, o cinto da verdade, os calçados da preparação do evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação, a espada do Espírito que é a Bíblia; e orando em todo o tempo, “vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:10-18).

No grande conflito entre o bem e o mal não há quem esteja neutro. Todos nós estamos inseridos na batalha que definirá o nosso destino eterno. E como adquirir a perseverança que precisamos? Eis que a Palavra de Deus nos responde: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). Quem lê o versículo 26 do capítulo de hoje sem a exata compreensão do todo, interpreta a ação de Deus como uma punição e não como mais uma oportunidade de conversão.

O povo havia se “prostituído” com outros deuses e o Senhor utiliza esta expressão todas as vezes que Seus filhos trocam a Sua aliança eterna pelas ofertas do deus deste mundo. Esta foi a realidade profetizada por Oseias: “porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (Os.1:2). Mas o desejo de Deus não é o de castigar, mas o de corrigir para salvar: “e acontecerá que, o lugar onde se lhes dizia: Vós não sois Meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo” (Os.1:10). Louvado seja o Nome acima de todos os nomes! Louvado seja o nome do Senhor, que não Se cansa de nos amar!

Eu bem sei que passar pela prova é desconfortável e, por vezes, desesperador, mas também é o momento em que mais nos aproximamos da experiência de sofrimentos de Jesus e, temos a oportunidade de ter nossa esperança e fé aquecidas e fortalecidas, mesmo que nossa vontade não seja atendida. Quando engravidei pela última vez em 2020, e descobri que tinha algo errado em minha gestação, clamei a Deus por um milagre. O milagre não veio da forma que pedi e desejei, mas o fato de ter feito de Deus a minha fortaleza, ainda que eu não compreendesse muitas coisas, me fez perceber que o inimigo pode até nos oprimir a ponto de ficarmos “como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, mas não mortos; entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:9-10). Porque a nossa esperança está além deste mundo; ela está em Cristo e na fiel promessa de habitarmos com Ele para sempre.

Se perseverarmos no reavivamento e reforma através da Palavra de Deus e da oração, alcançaremos a vitória prometida, não por nossas justiças maltrapilhas, mas pela justiça de Cristo que, por Sua graça, venceu a guerra contra o pecado por nós. Mas, até lá, que na provação ou na bonança, estejamos vigilantes, sabendo que há um inimigo ao nosso redor “procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (Tg.1:12). Vigiemos e oremos!

Bom dia, perseverantes na provação!

Rosana Garcia Barros

#1Crônicas5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100