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“Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz” (v.9).
Apesar do capítulo quatro também trazer a genealogia da tribo de Simeão, permitam-me deter na continuação da descendência de Judá, que nos traz hoje uma maravilhosa reflexão. Surge um intrigante descendente nesta tribo: Jabez. Eu sei que a maioria dos comentaristas se detém no testemunho de Jabez neste capítulo, mas não temos como passar por alto o que o Senhor fez questão de destacar nas Escrituras. Percebam que os versículos nove e dez parecem dar uma pausa na genealogia. Nós já lemos mais de duzentos nomes até agora, e a Bíblia encaixa em meio a tantos nomes, um que não sabemos de onde veio e nem para onde foi.
A biografia trazida em apenas dois versículos apresenta duas realidades: O nascimento de Jabez provocou muitas dores à sua mãe, por isso o seu nome, que significa “dor, sofrimento”. O seu nome o conduzia a um destino nada atraente, mas a sua atitude mudou o rumo da sua vida. Jabez fez uma oração pequena e simples, mas proveniente de um coração humilde e sincero: “Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a Tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!” (v.10).
Jabez “invocou o Deus de Israel” (v.10) com inteireza de coração. Porém, vamos reler o que diz a respeito dele no verso nove: “Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos”. A palavra ilustre quer dizer “aquele que irradia luz”, que possui qualidades nobres e dignas de louvor. Ele, definitivamente, se destacava por ser aquilo que Jesus nos motiva a ser: “Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:14). Mas para quê? Para que sejamos melhores do que os outros? Não, amados! Para que sejamos como Jabez, ilustres não aos nossos próprios olhos, mas diante do mundo, “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16).
Jabez não fez uma oração motivado por desejos egoístas, mas para que continuasse sendo luz que irradia, que compartilha com o mundo a glória de Deus. Eis o porquê “Deus lhe concedeu o que Lhe tinha pedido” (v.10). Não sabemos de que forma a oração de Jabez foi atendida. Esse é o único registro bíblico sobre ele, fora aquele que diz que Jabez era uma cidade de Judá (1Cr.2:55). Mas se as Escrituras dizem que ele foi atendido, é porque com certeza não pediu nada que Deus já não tivesse sonhado para ele.
Precisamos parar de pedir tanto e agir mais. Ellen White diz que “a oração é a respiração da alma” (Mensagens aos Jovens, CPB, p.249). Exatamente isto. Ora, é Deus quem nos concede o fôlego de vida, mas para respirar precisamos fazer a nossa parte em inspirar e expirar. Se nos recusarmos a fazer isso, morremos. Assim funciona com a oração. O poder não está em quem ora, mas em Deus que nos ouve. Jabez irradiava luz porque estava sempre ligado à Fonte de toda a luz. Sua vida irradiava a atitude de um filho do reino celeste. Precisamos inspirar Deus para podermos expirar Deus. Entendem?
Para Jabez era uma grande alegria ser fiel a Deus, porque Ele confiava em Sua infalível fidelidade. Ele honrou a Deus com sua vida. Ele foi uma honra ao nome de Deus diante dos homens, e Deus o honrou. Precisamos tomar a mesma atitude deste homem que não sabemos em que lar nasceu, mas sabemos que Lar o aguarda. Sua vida, agora, pode estar sendo assombrada por “registros antigos” (v.22), mas eis que Deus promete apagá-los e trocá-los pelo “registro genealógico” (v.33) dos Céus!
Nem sempre nossas orações são atendidas como gostaríamos que fossem. Por vezes, Deus permite que soframos os embates do grande conflito para que, como Jó, nossa experiência nos leve ao verdadeiro conhecimento de Deus: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Jó não teve suas orações atendidas conforme esperava, nem seus questionamentos respondidos. Mas ao decidir erguer a sua fé acima das circunstâncias, obteve o único conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste” (Jo.17:3).
Saibam que “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Pv.28:9). A oração, portanto, precisa vir acompanhada de atitude. Atitude de fazer a vontade de Deus acima da nossa. Atitude de representar com fidelidade que somos filhos do Senhor. E, para isso, precisamos nos entregar por completo aos cuidados do Espírito Santo. Então, seremos príncipes e princesas em nossas famílias (v.34). Deus resplandecerá sobre nós a luz da Sua face e seremos Seus faróis indicando ao mundo o caminho para pastos verdejantes, “terra espaçosa, tranquila e pacífica” (v.40), onde habitaremos com Ele para sempre. Vigiemos e oremos!
Bom dia, ilustres filhos de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#1Crônicas4 #RPSP
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“Estes foram os filhos de Davi […]” (v.1).
Os descendentes de Davi e de Salomão ganharam destaque na genealogia de Judá. Pai e filho deixaram um legado jamais esquecido. A coragem e inteireza de coração de Davi fizeram de seu nome uma espécie de termômetro para a aprovação ou reprovação dos sucessores do trono de Judá, além da expressão recorrente no Novo Testamento para se referir a Jesus: Filho de Davi. Já a sabedoria dada por Deus a Salomão foi singular e insuperável. Seu reinado elevou Israel a uma nação benquista e soberana, e suas construções suntuosas, o magnífico templo e a famosa sabedoria de Salomão atraía a curiosidade das demais nações.
Certamente, Davi e Salomão marcaram história, e seus nomes não poderiam ser esquecidos. O Senhor mesmo disse: “Judá é o Meu cetro” (Sl.60:7). E a descendência de Judá apontava para a vinda do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Mesmo Israel havendo trocado a monarquia divina pela terrena, as genealogias representam mais uma maneira do Senhor nos mostrar que os planos do homem não podem frustrar os Seus, e de que todos somos importantes para Ele. Cada nome tem uma história. Algumas são boas, outras são ruins, mas todos viemos à existência pelas mãos do mesmo Criador.
Na genealogia da vida, muitos nomes têm ficado no esquecimento. Você sabe quem foi o seu bisavô? E a sua tataravó? Qual é a sua origem? Talvez você nem saiba quem foram seus progenitores. Mas eu sei de Alguém que olha para você e diz: “Eis que nas palmas das Minhas mãos te gravei” (Is.49:16).
Lá no Céu há um livro especial chamado de Livro da Vida. Neste livro, Jesus prometeu conservar os nomes de Seus servos: “O vencedor será assim vestido de vestes brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de Meu Pai e diante dos Seus anjos” (Ap.3:5).
Deus tem conservado o nome dos Seus filhos nos registros celestes para em breve dar-lhes uma “pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17). E querem conhecer o segredo para receber tal bênção eterna? O apóstolo Paulo nos revela: “Lembra-te de Jesus Cristo ressuscitado de entre os mortos, descendente de Davi” (2Tm.2:8). Enquanto era privilégio aos sucessores do trono de Judá o serem comparados com Davi, Davi recebeu o incomparável privilégio de ter o seu nome lembrado ao se fazer referência a Jesus Cristo. E nós, através de Cristo, recebemos o poder de sermos “feitos filhos de Deus” (Jo.1:12)!
Hoje, o Senhor que nos criou para a eternidade nos diz: “Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu” (Is.43:1). Está muito perto o dia em que Jesus chamará os Seus e estabelecerá o Seu Reino. Porque, por mais que reis e governantes tenham um prazo de mandato provisório, o Rei dos reis tem um mandato eterno. Se você quer fazer parte deste Reino, se quer ver o seu nome no registro dos Céus, se deseja receber na mão uma pedrinha com um nome novo, creia que dentro em breve você escutará o Rei dos reis, a voz do Arcanjo a proclamar ao Norte: “Entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is.43:6-7).
Que, pelos méritos do Filho de Davi, os nossos nomes estejam escritos no Livro da Vida para nunca mais sair! Vigiemos e oremos!
Bom dia, criados para a eternidade!
Rosana Garcia Barros
#1Crônicas3 #RPSP
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“São estes os filhos de Israel: Rubén, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Dã, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser” (v.1-2).
Os doze filhos de Jacó, o qual o Senhor mudou o nome para Israel (Gn.32:28), deram origem às doze tribos de Israel. Através da linhagem de cada um, seria estabelecida uma tribo com uma função específica dentro da nação eleita. Dentre todas, Judá com certeza teve destaque. Dela descenderia Davi, o grande rei de Israel. E dela também viria o Messias, Jesus Cristo.
A genealogia de Judá apontava para a redenção. Apesar de gerações e gerações perversas, a mão do Senhor sustentava a promessa de que “o cetro não se arredará de Judá” (Gn.49:10). Estudamos que, apesar da separação das tribos, Judá passou a ter monarquia independente de Israel. Dentre os filhos de Israel, Judá foi o quarto filho de Jacó com Lia. Lia não era amada por Jacó, pois este amava sua irmã Raquel. Por isso, tentava conquistar o amor de seu marido pela bênção da maternidade. Mas a cada filho em que depositava seu desejo de ser amada, suas expectativas eram frustradas. Só quando deu à luz a Judá, Lia declarou: “Esta vez louvarei o Senhor” (Gn.29:35). Não sabia ela que suas palavras já apontavam para a maior das promessas: o nascimento do Filho de Deus.
Os judeus tiveram a oportunidade de conviver lado a lado e face a face com Cristo e O rejeitaram. Jesus os chamou de “geração má e adúltera” (Mt.12:39). Mas foi naquela geração de trevas que nasceu o Sol da Justiça. O apóstolo Paulo disse que “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais […]” (2Tm.3:1-5), e a lista continua com características que representam uma parcela esmagadora da última e terrível geração.
Vivemos em meio a esta geração, pior do que a que levou Cristo até a cruz. E é nessa geração dos últimos dias que Cristo virá segunda vez. O que nos mostra que, assim como em meio a uma geração perversa Cristo conservou discípulos que permaneceram fiéis, Ele também conserva neste tempo do fim uma geração de Deus: “pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dEle também somos geração” (At.17:28).
Percebem, amados? Temos uma decisão a tomar: fazer parte daquela geração descrita em 2Timóteo 3, ou da “geração de Deus” (At.17:29). Uma coisa é certa: a salvação é individual. Cada um de nós responderá por seus atos diante de Deus, como está escrito: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este” (Ez.18:20).
Judá não foi o melhor dos filhos, nem tampouco a sua geração correspondeu ao caráter de Cristo, mas foi dela que Ele veio. Somos todos pecadores, mas se escolhemos conhecer a Deus e andar com Ele, somos chamados de “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9). Que, pela graça de Deus, façamos parte da geração que muito em breve dirá: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará”! (Is.25:9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, geração de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Crônicas2 #RPSP
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“Abraão, pois, gerou a Isaque. Os filhos de Isaque: Esaú e Israel” (v.34).
Considerada por muitos como uma leitura dispensável, a genealogia bíblica possui um valor significativo. É certo que encontramos nomes bem diferentes e que por vezes tornam a lista de descendentes um verdadeiro desafio trava-línguas. Mas naqueles nomes, especialmente na descendência de Adão, o significado de cada um revela que o homem pode até rabiscar na “agenda” de Deus, mas jamais poderá mudar o fato de que Deus nos ama “com amor eterno” (Jr.31:3) e que tem data marcada para nos levar de volta ao paraíso.
De Adão a Edom (ou Esaú), do Éden à terra do inimigo, podemos perceber a linha decrescente do ser humano após a queda. Ao iniciar as crônicas dos reis de Israel com a genealogia original, o Senhor deixou mais uma evidência de que Seus propósitos não podem ser frustrados e que as interferências humanas ou malignas não são capazes de limitar o que Ele desde o princípio designou. Então, a genealogia continua, e confirma o relato de Enoque (Gn.5:24), o relato do dilúvio (Gn.7), o chamado de Abraão (Gn.12), o surgimento do povo de Israel (Gn.35), e assim por diante.
Eu lhe convido a rever o comentário do capítulo 5 do livro de Gênesis, e maravilhar-se de que Deus sonha com a nossa redenção desde o começo. No curso da história, muitos desses nomes decidiram por se desviar do plano original divino, deixando de cumprir o devido propósito para o qual foram chamados. O pecado de Cam, por exemplo, causou uma ruptura considerável na família de Noé, e este filho do fiel porta-voz antediluviano, gerou os piores inimigos de Israel. E Esaú, que é Edom, trocou a bênção do Senhor pela satisfação própria e também gerou inimigos do povo de Deus.
Entendendo que a genealogia não se trata apenas de uma coleção de nomes diferentes, mas de uma forma a mais do Senhor declarar o Seu amor relacional por cada pessoa, cumpre a nós a escolha de corresponder a esse amor e nele viver, ou de rejeitá-lo e ignorá-lo. Pode até ser que o nosso nome carregue um significado depreciativo. Pode ser que ele revele o que há de pior em nós, como o foi com Jacó. Mas o mesmo Deus que mudou o nome de Jacó para Israel, é o Deus que deseja mudar a nossa história mortal em vida eterna.
Portanto, não deixem de examinar os capítulos que se seguem. Eles não confirmam apenas a descendência de Israel, como também que nós somos filhos do Criador que, desde a fundação do mundo, já nos designou “um nome novo” (Ap.2:17). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos e filhas de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Crônicas1 #RPSP
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“Mudou-lhe as vestes do cárcere, e Joaquim passou a comer pão na sua presença todos os dias da sua vida” (v.29).
Último capítulo do relato dos Reis de Israel e percebemos os resultados desastrosos provenientes de más escolhas. Zedequias foi preso e teve os seus olhos vazados; o povo foi levado cativo; Jerusalém foi destruída, inclusive os seus muros; o templo do Senhor foi profanado, e todos os seus utensílios levados para a Babilônia. As consequências de um povo distante de Deus são aterradoras. A demolição dos muros da cidade foi muito além dos muros físicos. O povo havia rejeitado a proteção do Senhor. Pois “se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl.127:1).
Gedalias também sofreu a consequência de confiar mais na palavra de homens do que em Deus: “Não temais da parte dos caldeus; ficai na terra, servi ao rei da Babilônia, e bem vos irá” (v.24). E com pouco tempo foi morto por aqueles que havia consolado e acolhido. Não há abrigo, não há segurança, não há refúgio fora da presença de Deus. Nesta peleja, Daniel e seus amigos foram levados cativos, mas escolheram permanecer fiéis ao Senhor mesmo que em terra estranha. Hoje, meus amados, o Eterno nos convida para nEle descansar. Deus nos convida a fazermos dEle o nosso refúgio, e a perseverarmos em fidelidade mesmo que ainda estejamos em terra estranha.
Babilônia representa tudo o que é contrário à vontade de Deus; tudo aquilo que nos afasta do plano original do Senhor. E diante do último tempo de oportunidade em que vivemos, precisamos estar bem atentos às palavras de advertência: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Uma falsa segurança paira sobre este mundo e multidões têm caído no mesmo erro que caiu Eva ao acreditar nas palavras sagazes de Satanás: “Certamente, não morrereis” (Gn.3:4). Nossa missão consiste em proclamar a verdade, ainda que não seja a mensagem mais popular: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18).
Há uma Babilônia nestes últimos dias, de onde devemos nos retirar (Ap.18:4). E para manter-nos longe dela e de suas práticas, necessitamos dar ouvidos à Palavra de Deus. Muito em breve, Jesus voltará e trocará as nossas “vestes do cárcere” (v.29), pelas vestiduras brancas de Sua justiça, nossa pobreza por Sua “subsistência vitalícia” (v.30), e nos alegraremos em Sua presença por toda a eternidade. Persevere em examinar as Escrituras. Pela fé, escute o Espírito Santo a lhe falar “benignamente” (v.28). Continue sendo reavivado e santificado pela Palavra do Senhor, então você será firmado sobre a Rocha, que é Cristo, e nada poderá abalar as estruturas de sua fé. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, firmados em Cristo!
Rosana Garcia Barros #2Reis25 #RPSP
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“Enviou o Senhor contra Jeoaquim bandos de caldeus, e bandos de siros, e de moabitas, e dos filhos de Amom; enviou-os contra Judá para o destruir, segundo a palavra que o Senhor falara pelos profetas, Seus servos” (v.2).
A sequência de reis tanto em Israel quanto em Judá é desesperadora. É inconcebível à mente humana o tamanho da misericórdia do Pai para com o Seu filho rebelde. Mas no capítulo de hoje, aparentemente, o quadro mudou e encontramos uma frase um tanto chocante: “o Senhor não o quis perdoar” (v.4). Dentre tudo o que Deus nos oferece, o perdão, sem dúvida, é o mais importante e essencial para que possamos ter paz e certeza da salvação. Deus não rejeita um filho que se arrepende e volta aos Seus caminhos. A parábola do filho pródigo deixa isso bem claro (Lc.15:11-32). Então, porque a Bíblia diz que Deus não quis perdoar? Cristo também contou uma outra parábola a respeito disso. Acompanhem comigo:
Um homem devia muito dinheiro a um rei. Vamos dar um valor atual. Digamos que ele devesse cem milhões de reais. Como o homem não podia pagar, nem que trabalhasse toda a sua vida, a lei dizia que ele e sua família deveriam ser vendidos como escravos. Então, aquele homem implorou pela misericórdia do rei. O rei se compadeceu dele e perdoou a sua dívida. Só que ao sair da presença do rei, o homem se deparou com outro que lhe devia mil reais, e o apertou contra a parede para que pagasse a sua dívida, e como não houve retorno, o encerrou na prisão. Quando o rei soube de sua atitude, mandou chamá-lo e disse-lhe: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também Eu me compadeci de ti?” (Mt.18:32-33).
O contexto desta parábola se refere ao perdão que devemos ofertar ao nosso semelhante, mas também nos diz que Deus não pode perdoar aquele que verdadeiramente não se arrepende. Porque aquele que se arrepende de coração e recebe o perdão dos Céus, entende que esse perdão deve ser compartilhado. Apesar de Manassés ter manifestado arrependimento no final de sua vida (2Cr.33:13), seus pecados levaram o povo a uma tremenda corrupção. Os judeus nem se arrependiam de seus pecados, nem tampouco tinham compaixão de seus conservos, pois derramavam sangue inocente (v.4). E o que Deus havia dito que Seus filhos não fizessem, se tornou em grandes trevas em Judá.
E, no reinado de Joaquim, Deus manifestou a Sua ira, ou seja, o Seu juízo contra o Seu filho rebelde. E “o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Pv.3:12). Nabucodonosor foi instrumento de Deus para punir Judá. Mas dentre os que foram levados cativos à Babilônia, encontravam-se quatro jovens tementes a Deus: “Daniel, Hananias, Misael e Azarias” (Dn.1:6). E quando estudarmos o livro de Daniel, veremos que Deus não abandonou o Seu povo, mas usou esses filhos fiéis como prova de que não havia desistido dele e, através das profecias de Daniel, mostrou que o Seu plano de salvação não era nacional, mas mundial. Que Ele conserva para Si um remanescente, “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap.7:9). E que Ele julga retamente a cada um, como está escrito: “Portanto, Eu vos julgarei, a cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniquidade não vos servirá de tropeço” (Ez.18:30).
É a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm.2:4). Mas Ele nos deu como uma das maiores provas do Seu amor o livre arbítrio. Temos a livre escolha de segui-Lo e amá-Lo, ou de dar-Lhe as costas e rejeitá-Lo. Ainda assim, Deus, sendo conhecedor de nosso íntimo, vai até o limite para salvar um pecador. Enquanto há fôlego, há chance. Enquanto há vida, o Espírito Santo não cessa a Sua obra de salvar. Mas quanto mais o pecador rejeita aos apelos divinos, mais a Sua voz vai perdendo o volume. Digamos que o filho pródigo foi ao “Egito”, porém teve a chance de se arrepender e voltar para a casa do pai. Porém, Judá tanto se rebelou, que o Egito não mais saiu de sua terra. Percebem o perigo? Enquanto estamos no “Egito” da vida ainda há oportunidade, mas se permitirmos que o “Egito” entre em nossa vida, corremos o sério risco de nunca mais sair dele.
O Senhor tem prazer em perdoar, se não o fosse, não teria enviado o Seu único Filho para remissão dos nossos pecados (Jo.3:16). O perdão de Deus está estendido para todos, mas nem todos o aceitam. A aceitação não se encontra no fato de chorarmos e nos humilharmos apenas, mas de que o perdão deve passar a ser um dom prático em nossa vida, algo que foi bem ilustrado por Cristo na parábola do credor incompassivo. Hoje, Deus nos diz: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter (ou seja, se arrepender) dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os Seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr.7:14). Que este perdão imerecido transborde de nossa vida, principalmente por quem julgamos não merecer o nosso perdão. Pois “Deus mostra o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, alvos da bondade de Deus!
Rosana Garcia Barros #2Reis24 #RPSP
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“Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a Lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual” (v.25).
Que versículo poderoso e ao mesmo tempo reflexivo! Ele é o ponto culminante do capítulo de hoje. O amor que Josias devotava a Deus era tremendo e tão especial que não houve, depois dele, rei semelhante. Josias foi um líder que teve influência sobre o povo, só que ao contrário dos demais reis, a sua influência foi extremamente positiva. Em mais da metade do capítulo percebemos o cuidado de Josias em abolir tudo aquilo que profanasse a verdadeira adoração ao Senhor. E estes versos nos dão uma visão ampliada de até que ponto chegou a rebeldia da nação eleita. Imagens de escultura, monumentos às abominações das nações vizinhas, prostituição cultual dentro do templo de Deus, altares profanos, sacrifícios humanos, incensários dedicados aos astros, consulta a médiuns e feiticeiros, faziam parte da lista detestável dos pecados de Judá.
Quando Deus instituiu Suas leis a Israel, não lhes apresentou novidades, mas lhes deixou documentado tudo o que desde o início havia estabelecido. Lá no Éden ocorreu a primeira quebra da aliança entre Deus e o homem. Desde então, teve início a história de rebelião da humanidade e da longanimidade do Criador a fim de salvá-la. A Palavra de Deus mudou a vida de Josias, e como todo aquele que é nascido de Deus, ele não poderia guardar a bênção para si. Todo o povo foi convocado, “desde o menor até ao maior” (v.2) para ouvir o “Livro da Aliança que fora encontrado na Casa do Senhor” (v.2).
Ontem, vimos que Deus tem uma obra bem maior do que imaginamos, que não se restringe a quatro paredes. Notem, no versículo três, que Josias fez aliança perante o Senhor junto à coluna do templo, “e todo o povo anuiu a esta aliança” (v.3). A coluna é o que sustenta a estrutura. E sabem o que é a coluna do Senhor, de acordo com a Sua Palavra? “É a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15). O que Josias fez foi conduzir o povo a ser novamente coluna da verdade, que é a Palavra de Deus. E o fez movido de grande coragem, tomando atitudes que poderiam lhe causar uma severa retaliação. Josias considerou mais valioso fazer o que era certo do que a sua própria vida. Oh, quanto necessitamos, hoje, de líderes que promovam o verdadeiro reavivamento e reforma com coragem e ousadia!
A igreja do Deus vivo é detentora da verdade que liberta. E a Páscoa celebrava justamente isso: libertação. Antes de começar a escrever com o Seu próprio dedo os dez mandamentos em tábuas de pedra (Êx.31:18), assim disse o Senhor: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2). Por isso que Tiago chama a Lei de Deus de “lei da liberdade” (Tg.2:12). Porque é o que ela faz, ela liberta. Ela é contrária ao pecado, portanto, nos leva para mais junto de Deus. Mas a descendência de Josias não perseverou em permanecer fiel. Joacaz fez o que era mau, e foi capturado e morto pelo rei do Egito. Eliaquim, cujo nome foi mudado para Jeoaquim, foi constituído rei não pela vontade do Senhor, mas também a mando do rei do Egito. Ou seja, amados, o pecado nos faz retornar para o nosso estado original de escravidão.
Talvez você esteja no Egito, ou pior, talvez o Egito esteja em você. Deus nos convida, hoje, a fazer aliança com Ele, para O seguir, guardar os Seus mandamentos, de todo o nosso coração, e de toda a nossa alma, e com todas as nossas forças, cumprindo as palavras desta aliança, que estão escritas no Livro de Deus, a Bíblia. Esta é uma decisão que só compete a mim e a você tomar. Estamos estudando as Escrituras capítulo por capítulo, sem pressa. E, pela ação do Espírito Santo, o desejo de examiná-la tem aumentado cada dia mais.
Que o Senhor continue nos reavivando e que nosso testemunho neste mundo deixe a marca da verdadeira piedade. Como fez Josias, vigie, ore, abra o seu coração a Deus, clame por auxílio e busque fazer o que é correto. Reflita na seguinte citação: “Por meio das Escrituras, o Espírito Santo fala à mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expulsando-o do ser. É pelo Espírito da verdade, agindo por meio da Palavra de Deus, que Cristo conduz a Si Seu povo escolhido” (EGW, O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.539). Oh, Senhor Deus, dá-nos Teu Espírito! Vigiemos e oremos!
Bom dia, piedosos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2Reis23 #RPSP
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“Tendo o rei ouvido as palavras do Livro da Lei, rasgou as suas vestes” (v.11).
Ao contrário de seu pai, Josias fez “o que era reto perante o Senhor”, e “andou em todo o caminho de Davi”, sem se desviar “nem para a direita nem para a esquerda” (v.2). Josias não se apartava do Senhor, ainda que não tivesse o completo conhecimento das Escrituras. O início de sua história assemelha-se muito com a do rei Joás. Coroados ainda na infância, os dois promoveram a restauração da Casa do Senhor, um símbolo do desejo em resgatar a verdadeira adoração no meio de uma geração idólatra.
O que Josias não esperava era que, além do relatório sobre o andamento dos reparos do templo, Safã retornaria com o que daria início à verdadeira, urgente e mais necessária reforma. Após ouvir a leitura do Livro da Lei, o rei “rasgou as suas vestes” (v.11) e ficou sobremodo aflito. Por muitos anos, o povo andava errante e, mesmo que buscasse andar reto diante de Deus, Josias lamentou o tempo em que permaneceu na ignorância. Sua atitude de humilhação revelou a beleza de seu caráter.
Josias buscou ser fiel a Deus dentro do mínimo que havia aprendido. Mas no mínimo de que tinha conhecimento, foi grande em fidelidade. Compreendem, amados? Como está escrito: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At.17:30). Conseguiram entender melhor porque não é a Lei que salva? É Cristo Jesus, e apenas Ele. Mas é a Lei do Senhor que revela os nossos pecados; é a Palavra de Deus que nos santifica (Jo.17:17) e aponta para a nossa necessidade de um Salvador. Por isso que Josias sentiu-se imensamente constrangido e se humilhou diante de Deus. Porque ele amava ao Senhor com todo o seu coração, e entristecê-Lo era a última coisa que ele queria.
Josias era um verdadeiro adorador do Deus vivo, mesmo desconhecendo a maneira correta de adorá-Lo. E esta é uma enorme lição para nós, hoje. Somos naturalmente críticos e julgadores. Temos muita facilidade em atirar pedras, mas corremos léguas se estas estiverem apontadas em nossa direção. No entanto, eu lhes convido a prestar muita atenção ao que o Espírito Santo nos quer dizer hoje: O Senhor possui um exército de verdadeiros adoradores espalhados por todo o globo! E o Seu alistamento não é feito na igreja. Repito: o alistamento para o exército militante de Deus não é realizado na igreja. A convocação para o exército de uma multidão que ninguém poderá enumerar (Ap.7:9) é realizada no coração e na mente. Deus procura por Seus verdadeiros adoradores, e esta busca só terá fim quando cada pessoa tiver decidido de que lado do conflito estará.
“Porquanto o teu coração se enterneceu” (v.19), foi a atitude de Josias. Naquele momento a sua fidelidade foi provada e aprovada. Ele entendeu que o que leu não se tratava apenas de um livro, e sim o Livro de Deus, a carta de amor do Senhor que o ouviu (v.19). Deus tem Seus servos fiéis espalhados por todo este mundo. Pessoas que ainda não conhecem a verdade, mas que são motivadas pelo amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Co.13:7). Pessoas que ainda não carregam o título de cristãs no nome, mas que já o são no coração. Algo que será revelado ao mundo quando este reavivamento manifestar os frutos da reforma. E isso ocorrerá através do profundo e diligente estudo da Bíblia.
A resposta do Senhor por intermédio da profetisa Hulda não foi somente para Josias, mas para todo aquele que, como ele, deseja servir a Deus com inteireza de coração. E Deus terminou dizendo que ele iria morrer em paz e que seria poupado de ver o mal que sobreviria sobre o povo. Estamos muito perto de ver cumprido o juízo de Deus, e Ele também tem recolhido muitos dos Seus filhos para poupá-los de todo o mal que sobrevirá a esta terra. Mas muitos de nós O veremos voltar em vida e precisamos estar prontos para este grande Dia. É hora de enternecer o coração, de se humilhar perante Deus, de rasgar as “vestes” vergonhosas do pecado e chorar diante dAquele que fez a fiel promessa: “Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq.7:19).
O “Livro da Lei” (v.8) está à nossa disposição, não somente como nosso alimento diário, mas para que possamos compartilhá-lo com nossos semelhantes. Não deixemos que ele fique apenas limitado à igreja, mas que seja a bússola que nos guia ao encontro do Senhor e daqueles que hão de herdar a salvação. A verdade precisa ser anunciada a todos, assim como fez Josias (como veremos no capítulo de amanhã). Mesmo que muitos se escandalizem ou não deem ouvidos, os fiéis soldados do exército do Deus vivo têm erguido a bandeira da salvação em inabalável convicção de que ainda não estão em casa. Há celebração no Céu, ansiedade por parte dos anjos, todos os seres viventes unem-se num só louvor e Cristo derrama as Suas últimas lágrimas de amor! Preparemo-nos, meus irmãos, eis que o Rei vem vindo! Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#2Reis22 #RPSP
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“E queimou a seu filho como sacrifício, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e tratava com médiuns e feiticeiros; prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para o provocar à ira” (v.6).
E a pausa das abominações teve fim mais uma vez. De Ezequias, que andava diante de Deus “com fidelidade, com inteireza de coração” (2Rs.20:3), para Manassés, que fez “o que era mau perante o Senhor” (v.2). Enquanto o pai era um homem de oração, o filho era um adivinho e agoureiro. Enquanto o pai servia somente ao Senhor, o filho servia “a todo o exército dos céus” (v.5). Enquanto o pai consultava o profeta do Senhor, o filho consultava “médiuns e feiticeiros” (v.6). Enquanto o pai pôs abaixo os altos e postes-ídolos, o filho tratou de reerguê-los (v.3).
Manassés começou a reinar em Judá com apenas “doze anos de idade” (v.1). Portanto, ele foi concebido após a cura de Ezequias. O que me faz pensar que Ezequias não precisava da cura para obter a certeza do favor de Deus, mas a misericórdia divina foi tanta para com ele que lhe concedeu o milagre, mesmo sabendo que este geraria um filho ímpio e que levaria o povo a uma degradação sem precedentes. De qualquer forma, teremos uma ideia ainda mais ampla da misericórdia de Deus quando estudarmos a vida de Manassés pelo relato do segundo livro de Crônicas.
Certo é que se Ezequias houvesse morrido daquela enfermidade, Manassés não haveria nascido, porém, ao mesmo tempo, Josias, neto de Manassés, não existiria e não teria deixado um legado tão lindo que estudaremos a partir de amanhã. O povo tinha uma tendência muito forte em seguir o seu rei. O que a liderança fazia, o povo repetia. Tão logo Ezequias morreu, seu filho fez ressurgirem as práticas pagãs. “Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel” (v.9).
Quando a liderança do lar é falha, os filhos serão movidos pelas próprias tendências de um caráter mal desenvolvido. Ezequias foi um homem reto diante de Deus, mas o fim de sua vida ao invés de ter sido aproveitado para a instrução de seu novo herdeiro, foi gasto com alianças políticas que de nada serviriam. Assim, a corrente de uma má educação foi transmitida ao filho de Manassés, Amom, que “andou em todo o caminho que andara seu pai” (v.20). É dever dos pais ensinar as Escrituras a seus filhos e incentivá-los cada dia a manterem um relacionamento pessoal com Jesus, e isso pelo exemplo; aproveitar cada oportunidade para gravar-lhes na mente infantil os princípios imutáveis e inegociáveis da Palavra de Deus.
Assim como pesa sobre os pais a responsabilidade de responder pela educação de seus filhos, pastores e líderes também devem corresponder ao seu chamado. Abandonar o posto do dever ou submetê-lo aos critérios da maioria são duas ações condenadas pelo Senhor e que têm levado muitas igrejas à bancarrota. Necessita-se de homens e mulheres que revelem a identidade adventista do sétimo dia por onde quer que andarem. Pastores cujo maior legado seja uma vida de comunhão com Deus. Líderes cujas pegadas revelem a sua jornada pessoal com Cristo. Pois, como diz a revelação: “A maior necessidade do mundo é a de homens — homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação, CPB, p.57).
Manassés foi um dos piores e quem sabe o mais sanguinário rei de Judá, mas bastou uma oração (2Cr.33:12), bastou uma oportunidade, para que o amor perdoador do Senhor o constrangesse e o transformasse. Jesus só espera uma oportunidade para apagar as nossas iniquidades e nos conduzir pelo caminho eterno. Então, a nossa vida refletirá a Sua e ainda que morramos, descansaremos para que, muito em breve, escutemos o eco da voz do Mestre a nos chamar para o início de uma vida sem fim: “Vinde, benditos de Meu Pai” (Mt.25:34). Uma recompensa que não merecemos, mas que pelos méritos de Cristo receberemos. Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela graça de Cristo!
* Deixe nos comentários (até meio-dia) o seu pedido de oração:
Rosana Garcia Barros
#2Reis21 #RPSP
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“Perguntou ele: Que viram em tua casa? Respondeu Ezequias: Viram tudo quanto há em minha casa; coisa nenhuma há nos meus tesouros que eu não lhes mostrasse” (v.15).
Não fomos criados para morrer. A morte tem sido uma intrusa depois que o homem trocou o planejamento divino pelo pecado. É por isso que em toda a história da humanidade, por mais que a morte esteja presente em tudo o que tem vida, numa folha que cai, numa flor que murcha, no luto por um ente querido; tudo o que tem vida anda para o triste e fatídico final: a morte. Somos obrigados a conviver com ela, mas aceitá-la não faz parte de nossa natureza, pois Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). Ou seja, fomos criados para viver.
Como todos que prezam pela vida, Ezequias não estava pronto para morrer, e clamou ao Senhor pela cura. Em prantos, apelou a Deus que considerasse os seus anos de fidelidade, e sua súplica foi ouvida e atendida. Quinze anos a mais lhe foram concedidos e o retrocesso da sombra “no relógio de Acaz” (v.11) foi a sua garantia. Após um tratamento natural, já com a saúde restabelecida, Ezequias recebeu cartas e presentes do rei da Babilônia. Desta vez, porém, Ezequias não teve a mesma atitude que teve com as cartas de Senaqueribe. Como o conteúdo se mostrou amistoso, ao invés de estender as cartas babilônicas perante Deus, “Ezequias se agradou dos mensageiros e lhes mostrou toda a casa do seu tesouro […] nenhuma coisa houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio que Ezequias não lhes mostrasse” (v.13).
Ezequias expôs todas as suas riquezas. Contudo, esqueceu do principal: o Senhor Deus. Aqueles mensageiros foram enviados a um rei que esperavam encontrar moribundo ou até morto. Ezequias teve a oportunidade ímpar de mostrar àqueles pagãos o poder de Deus, o Único capaz de curar enfermidades mortais e de fazer o sol retroceder. Trocou o testemunho pelo testamento. Entretanto, tudo o que deixaria por herança a seus herdeiros seria destruído e espalhado no futuro. Mas parece que essa desgraça não o afetou, pois não aconteceria com ele.
Meus amados, precisamos estar atentos nestes últimos dias. Estamos vivendo na prorrogação deste mundo caído. E o inimigo de Deus nem sempre se apresenta como um inimigo voraz como Senaqueribe. Mas também se manifesta como o rei da Babilônia, com cartas amistosas e presentes que encantam, porém, que mostram seus terríveis efeitos mais cedo ou mais tarde. A pergunta para nós continua sendo a mesma: “Que viram em tua casa?” (v.15). A nossa casa não deve ser um espetáculo para ser divulgado, mas um cenário do poder operante de Deus. A oportunidade desperdiçada por Ezequias pode não ter lhe trazido danos pessoais, entretanto, abriu as portas para o futuro caos entre o povo que como rei procurava proteger.
O Senhor está disposto a curar nossas enfermidades e a interferir na ordem natural das coisas por amor a todo aquele que com inteireza de coração O busca. Ele ouve as nossas orações, vê as nossas lágrimas e está disposto a realizar milagres em nossa vida. Só que nem sempre a cura ou o sobrenatural correspondem ao verdadeiro milagre que Deus deseja realizar. O verdadeiro milagre não nasce no nosso coração, mas no coração de Deus. Entendem? Nem sempre o que considero um milagre o é na essência. A essência do milagre está na firme confiança: “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8).
O maior desejo do Senhor não é o de nos conceder curas e tesouros nesta terra, mas que estes apontem para a eternidade. Deus não nos chamou para servirmos como exposição de bênçãos, e sim como cooperadores em Sua incansável obra de salvar. Entendendo que vivemos em tempos emprestados, que o mundo veja em nossa casa a presença de um Deus de amor que deseja acrescentar anos sem fim à nossa vida. O Senhor tem retrocedido não apenas dez graus no relógio das profecias, mas um tempo sobremodo longânimo, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Que o maior dos milagres muito em breve aconteça na minha e na sua vida: “E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4). Vigiemos e oremos!
Bom dia, lares de esperança!
Rosana Garcia Barros
#2Reis20 #RPSP
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