Reavivados por Sua Palavra


Rute 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
3 de setembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (v. 16).

Damos início ao primeiro livro da Bíblia com o nome de uma mulher e que relata a sua história de uma forma muito especial. Primeiro, porque Rute era uma moabita, ou seja, uma estrangeira; e ainda assim ganhou destaque na Bíblia a ponto de ter um livro próprio contando a sua história. Segundo, que esta estrangeira fez uma escolha que superou a fé de sua sogra Noemi e que demonstrou um amor que Israel há muito tempo havia deixado de praticar. O livro também inicia dizendo que “nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra” (v.1). Então, Noemi, seu marido e filhos, foram viver em Moabe. Lembram da origem dos moabitas? Este povo surgiu da relação incestuosa de Ló e suas filhas, dando origem aos moabitas e aos amonitas, inimigos de Israel (Gn.19:37-38).

Passado algum tempo, o que era imprevisível aconteceu, e a tragédia assolou a casa de Elimeleque, restando apenas três viúvas. Sabendo que havia alimento em sua terra, Noemi decidiu retornar a Judá e insistiu para que suas noras voltassem à casa de seus pais. Foi com grande pesar que se despediu das noras que tinha aprendido a amar como filhas. Rute e Orfa foram conquistadas pelo amor que Noemi lhes devotava, e em prantos pediram para acompanhá-la. Mas Noemi havia perdido as esperanças. O amor que suas noras haviam lhe ofertado aqueles anos a fez olhar para elas com compaixão e despedi-las. Percebam que as três já estavam caminhando “de volta para a terra de Judá” (v.7), quando Orfa, com muito pesar, retornou a Moabe. Mas Rute não. Muito além de amar a Noemi, Rute aprendeu a amar o Deus de Noemi. Isto estava de tal modo enraizado no coração de Rute, que já não fazia sentido continuar em terra pagã e casar-se com um moabita que a fizesse retornar “ao seu povo e aos seus deuses” (v.15).

Noemi sabia que não seria fácil a vida de uma estrangeira dentro de Israel. Mas Rute se apegou a ela, que, na aflição, demonstrou profundo pesar e amargura, a ponto de dizer que não mais se chamava Noemi, e sim Mara, que significa “amarga”. Mulher, viúva, idosa e sem recursos, Noemi sabia que voltaria à sua terra para lá tentar sobreviver de caridade. Os laços de amor que havia construído com suas noras não lhe permitia levá-las consigo para terem que passar por tais privações. Mas mesmo diante do conselho impensado de uma viúva amargurada, a resolução de Rute revela uma fé viva e sólida: “faça-me o Senhor o que bem Lhe aprouver” (v.17). A decisão de Rute foi totalmente contrária a que vimos ontem no último verso do livro de Juízes: “cada um fazia o que achava mais reto” (Jz.21:25). Que contraste! Como poderia uma estrangeira demonstrar uma fé tão genuína, enquanto Israel dava as costas ao Senhor?

Rute, como uma boa moabita, foi ensinada, desde a infância, a adorar outros deuses. Provavelmente, de início, tenha sido difícil compreender a religião de seu marido. Como assim adorar a um único Deus? Como acreditar no Invisível? Todavia, Rute creu e sua fé a tornou grande! E o testemunho de sua sogra a tocou profundamente. O amor que lhe devotou a fez enxergar um Deus diferente dos deuses de seus pais. Rute viu na vida de Noemi um Deus que ama, que cuida e que não faz acepção de pessoas. Neste pequeno relato podemos contemplar 1Coríntios, capítulo 13. O dom supremo superabundou, e, por consequência, resultou em fé e esperança. Noemi poderia ter rejeitado suas noras e lhes acusado de sua desgraça. Mas escolheu amá-las, e, ao fazer isso, foi instrumento do Senhor em Seu plano de ação.

O discípulo do amor escreveu: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1Jo.3:18). É muito fácil e muito cômodo expressar amor em palavras. Desafio é viver o que se diz. Lembremos, meus irmãos, que Deus sonda os corações. Orfa até amava a Noemi e havia aprendido a honrar o Deus de Israel, mas não foi o suficiente para perseverar no caminho para a terra de Judá. Rute amou, porque Noemi a amou primeiro. E nós amamos, porque Deus nos amou primeiro (1Jo.4:19). O amor de Deus não é para ser falado, é para ser vivido. E não vem de nós, é um dom de Deus (Leia Rm.5:5).

O amor prático, eis a maior e mais poderosa pregação do evangelho! Não faça como Orfa, voltando no meio do caminho para a velha vida. Escolha o que Rute escolheu. Persevere no caminho do amor. Certamente não é o caminho mais fácil, mas, como disse Jesus: é “o caminho que conduz para a vida” (Mt.7:14). Se você caminhar olhando para o Senhor, Ele habitará em você, “pois Deus é amor” (1Jo.4:8). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, praticantes do verdadeiro amor!

Rosana Garcia Barros

#Rute1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.



%d blogueiros gostam disto: