Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 29 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de abril de 2022, 0:45
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“E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus” (v.45).

A Moisés coube a responsabilidade de cumprir cada etapa da cerimônia de consagração de Arão e seus filhos. Ao chamá-lo para a grande missão de libertar os filhos de Israel do Egito, em determinado momento o Senhor lhe disse: “Vê que te constituí como Deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta” (Êx.7:1). Como um tipo de Cristo, além de conduzir o povo para a liberdade, Moisés foi designado para realizar a figura de uma obra que só Cristo pode realizar. Antes mesmo que pudessem oficiar como sacerdotes no santuário, Arão e seus filhos tiveram de se submeter a um ritual simbólico cuja participação se resumiu em estender a mão sobre os sacrifícios para confissão e perdão de seus pecados. Fora isso, tudo o mais foi feito por Moisés.

Imagino o sentimento inaugural de impotência e o constrangimento ao saber que seriam lavados e vestidos por Moisés. Arão pode ter pensado que seria melhor se ele mesmo pudesse tomar o seu próprio banho sozinho, mas quão significativo era aquele momento em que tinha que confiar plenamente em tudo o que Moisés fazia. Quão preciosa seria aquela primeira lição de dependência e de humilhação! Ficariam sempre gravadas no coração de Arão e de seus filhos as cenas iniciais de seu ministério. Era um claro recado de Deus de que o ofício sacerdotal, antes de qualquer outra coisa, dependia inteiramente da direção divina. E que a única participação humana no plano da salvação é a nossa entrega, simbolizada pelo estender de mãos de Arão e seus filhos sobre os cordeirinhos (v.10, 15 e 19).

O sangue daqueles sacrifícios, além de ser aspergido sobre o altar, também foi ordenado a Moisés que o pusesse “sobre a ponta da orelha direita de Arão”, bem como de seus filhos, e que o mesmo processo fosse feito “sobre o polegar de sua mão direita e sobre o polegar do seu pé direito” (v.20). Este era um símbolo da perfeita obediência. Suas vidas deveriam ser exemplo daqueles que ouvem, fazem e andam conforme a vontade do Senhor. Especialmente a Arão, cumpria o dever de ser um homem consagrado a Deus e imprimir na mente de seus filhos o testemunho que os capacitaria a assumir o seu lugar após a sua morte, como está escrito: “As vestes santas de Arão passarão a seus filhos depois dele, para serem ungidos nelas e consagrados nelas” (v.29).

Dependência, humildade, entrega e obediência, eis o que o Senhor espera do Seu povo, especialmente de Seus líderes. Homens e mulheres que estejam dispostos a aceitar que antes de qualquer outra coisa, precisamos ser servos. A obra de consagração e santificação realizada por Moisés representa a obra feita por Cristo em favor da humanidade. Jesus nasceu como um bebê indefeso e completamente dependente do cuidado de Maria e José. Foi lavado, vestido e alimentado por seus pais. E quando finalmente chegou o momento de cumprir o Seu ministério, foi batizado por João Batista e viveu para servir em obediência ao Pai até à morte “e morte de cruz” (Fp.2:8). Foi a Sua vida de perfeita obediência e incomparável serviço que nos garantiu a vitória em Sua ressurreição e ascensão.

É por isso que crer em Cristo envolve muito mais do que simplesmente acreditar, tem a ver com submissão e entrega à vontade de Deus. E as ofertas contínuas ou sacrifícios diários revelavam bem esta entrega, que deve ser diária e constante. O sacrifício da manhã e o sacrifício da tarde representavam a verdadeira adoração a Cristo. Assim como a Arão cumpria passar para seus filhos as suas vestes santas, aos pais cumpre a responsabilidade de transmitir a seus filhos, através de uma vida consagrada a Deus, o sagrado privilégio da adoração ao Deus único e verdadeiro. Temos feito do nosso lar um lugar de adoração a Deus? Pode o Senhor dizer de nossa casa: “onde vos encontrarei, para falar contigo ali” (v.42)?

Meus amados irmãos, a nossa luta, como bem declarou o apóstolo Paulo, não é contra pessoas, mas é um grande conflito contra as forças do mal regidas pelo Maligno (Ef.6:12). E assim como Arão e seus filhos tiveram de se submeter a serem vestidos por Moisés, precisamos nos submeter ao Senhor a fim de que Ele nos vista da Sua armadura (Ef.6:10) e lave as nossas vestiduras no sangue do Cordeiro (Ap.7:14). E como fazer isto? A resposta está no “holocausto contínuo” (v.42), em uma vida de constante comunhão com o Deus que nos salvou. Pela fé, ouçamos a voz de Jesus a nos falar neste momento: “Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora[…] Levantai-vos, vamos!” (Mc.14:41 e 42).

Despertai, pais! Despertai, filhos! Despertai, ministros do Senhor! Despertai povo de Deus! É tempo de consagração, de unção e de santificação. É tempo de nosso lar ser um pedacinho do Céu na Terra. É tempo de confissão e de arrependimento. É tempo de buscar ao Senhor enquanto O podemos achar, pois a profecia de Amós se apressa para o seu cumprimento: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:11-12). Seja o nosso coração um sacrifício contínuo de amor ao Deus que nos salvou, e todos saberão que Jesus é o Senhor, o nosso Deus, o nosso Redentor. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, povo cujo Deus é o Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo29 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


2 Comentários so far
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Avatar de Silvio Fernandes

Amém!
Feliz sábado!

Comentário por Silvio Fernandes

Avatar de jerônimo paranaguá ferreira

Bom dia, feliz Sábado. Muito bom

Comentário por jeronimoparanagua




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