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6661 palavras (inclui texto bíblico)
A mulher e o dragão – Guerra no Céu
“No capítulo 12 começa nova sequência profética que continua até o fim do livro do Apocalipse. Estes capítulos no mostram que a Igreja de Deus está continuamente em conflito com o mal durante a grande controvérsia entre Cristo e Satanás. Nosso Senhor também retrata a impressionante vitória da Igreja. Em linguagem simbólica, Ele descreve a volta do Rei dos reis para livrar Seu povo, o Milênio e a recriação da Terra. Promete viver com Seu povo (Apoc. 21:1-3) e ter mais íntima comunhão com eles do que mantinha com os nossos primeiros pais no Jardim do Éden.” – LES893, p. 3.
“Por meio de símbolos, Apocalipse 12 desdobra a profecia que Deus fez no éden depois da queda. (Ver Gênesis 3:15.) Aí o Senhor fala à serpente (Satanás) a respeito de Eva – a mulher e seus descendentes (a igreja de Deus) e seu principal Descendente (Cristo). Haveria ‘inimizade’ entre os seguidores de Satanás e a Igreja. Satanás ‘feriria’ o calcanhar de Cristo (o Calvário), mas Cristo esmagaria finalmente a cabeça da serpente (a destruição de Satanás e de todos os efeitos do pecado).
“Em Apocalipse 12 vemos esta profecia desenrolar-se na História. Os personagens são os mesmos: a mulher (a Igreja); a serpente (Satanás como o dragão, a ‘antiga serpente’, v. 9); o Descendente (o ‘Filho varão’, vs. 5 e 13). Vemos a ira e perseguição de Satanás contra a Igreja e seu Senhor. Além dessas agressões esperadas, devemos dar, porém, especial destaque á intervenção de Deus e Seus bondosos atos em favor de Seu povo. Deus jamais abandona Sua Igreja. Ela é a ‘menina do Seu olho’ (Zac. 2:8)” – LES893, p. 5.
12:1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
A mulher – “A mulher pura representa a Igreja verdadeira.” – SRA/EP, p. 95.
“…a ‘mulher’ de Apocalipse 12 … representa os verdadeiros seguidores de Deus – Sua Igreja no decorrer da História, especialmente a partir do tempo em que Cristo viveu aqui com a humanidade.” – LES892, p. 17.
“Compare a mulher simbólica de Apocalipse 12:1 com a mulher simbólica de Apocalipse 17:1-6. Elas são tão diferentes como a linguagem humana é capaz de descrevê-las. Leia então Jeremias 6:2 e II Coríntios 11:2, e resuma o que o Antigo e o Novo Testamentos dizem sobre o tipo de mulher que representa o povo de Deus. (Compare Isaías 54:5 e 6 com Oséias 2:19 e 20.)
“Se a mulher de Apocalipse 12:1 tem um nome, deve ser o seguinte: ‘A Igreja Fiel do Cordeiro de Deus.’ – LES893, p. 139.
“A verdadeira Igreja em toda as épocas. ‘Visto que ela é apresentada como prestes a dar à luz a Cristo (versos 2, 4 e 5) e, mais tarde, como sendo perseguida depois da ascensão de Cristo (versos 5 e 13-17), essa mulher representa a Igreja tanto do Antigo como do Novo testamento.’ – SDABC, vol. 7, pág. 807.
“Sendo que a profecia de Apocalipse 12 foi dada no primeiro século da história da Igreja Cristã, a ênfase recai principalmente sobre o período da Igreja no Novo Testamento.” – LES893, p. 5.
“Usando o símbolo de uma mulher pura, em contraste com a mulher impura do capítulo 17, Cristo descreve as lutas e a perseverança da Igreja Cristã, especialmente durante os séculos depois de Sua encarnação. Embora o diabo se oponha a nós com grande ira, devemos lembrar-nos de que Cristo o derrotou. Em Apocalipse 12 é dada a fórmula para vitória sobre o maligno.
“A história do povo de Deus, desde o tempo em que nossos primeiros pais caíram em pecado até o fim do tempo da graça, é uma cena de contínuo molestamento causado por Satanás e suas forças. O dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, tem tido o mesmo alvo através da História: combater a Deus, a Cristo, ao Espírito Santo, a Sua Igreja e seus dirigentes, e a Seu povo fiel. A História relata derramamento de sangue, calabouços, prisões, decapitações, fogueiras, oposição de dentro e de fora. É lamentável que a história da Igreja nem sempre constituiu o cumprimento da oração de Cristo: ‘A fim de que todos sejam um.’ S. João 17:21.” – LES893, p. 4
Vestida do Sol – “O Sol representa a Cristo (Salmo 84:11).” – SRA/EP, p. 95.
“Que é simbolizado pelo Sol de que está vestida a mulher descrita em Apocalipse 12:1? Sal. 84:11; S. Mat. 13:43; S. João 8:12; Rom. 13:12-14.
“A justiça de Cristo nos é concedida pelo Espírito Santo quando aceitamos a Jesus como Salvador e Senhor. (Ver Efés. 3:16 e 17; S. João 14:17 e 20; Ezeq. 36:27.)
A luz de Cristo é para todos. “Deus é luz; e nas palavras: ‘Eu sou a luz do mundo’, Cristo declarou Sua unidade com Deus e Sua relação para com a família humana. Fora Ele que, no princípio, fizera com que ‘das trevas resplandecesse a luz’. II Cor. 4:6.” – O Desejado de Todas as Nações, ed. Popular, p. 448.
Lua – “Assim como a Lua reflete a glória do Sol, as Escrituras, escritas por ‘homens santos de Deus …, inspirados pelo Espírito Santo’ (II S. Ped. 1:21), refletem a glória de Cristo. (Ver S. João 5:39; S. Luc. 24:27 e 44.) Dizer que a Igreja está firmada sobre a Palavra de Deus (a Bíblia) é apenas outra maneira de dizer que ela está fundada sobre Jesus Cristo. A Igreja está firmada em toda a Palavra de Deus – tanto o Antigo como o Novo Testamento. Não é convincente afirmar que, estando a mulher prestes a dar à luz de Cristo, a Lua representa somente o Antigo Testamento. Segundo indica Apocalipse 12, a mulher representa a Igreja no decorrer da Era Cristã. Esta Igreja expõe a pessoa de Cristo ao mundo da maneira pela qual Ele é apresentado nas Escrituras e do Novo Testamentos. …
“A Lua constitui um símbolo apropriado do fundamento sobre o qual se encontra a Igreja. Assim como a Lua reflete a luz do Sol, as Escrituras, usando linguagem humana, refletem as grandes verdades que Deus revelou sobre Si próprio e sobre o plano da salvação
“O Antigo Testamento era a Bíblia usada tanto por Jesus como pelos apóstolos. Seu sistema cerimonial temporário deixou de Ter validade na cruz, mas as suas permanentes verdades morais e espirituais continuam sendo nossa herança cristã.” – LES893, p. 6, 7 e 8.
“A lua, que reflete a luz do Sol, poderia ser o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento que refletia a obra de Jesus (Hebreus 9:9-12, 23, 24).” – SRA/EP, p. 95.
Coroa de 12 estrelas – “Apoc. 3:11; comparar com Heb. 11:12; Apoc. 21:12 e 14.
“A Coroa representa a vitória espiritual e a vida eterna concedidas aos crentes no tempo presente. (Ver S. João 3:36; 5:24; I S. João 5:4 e 11-13.) Estrelas, na Escritura, freqüentemente simbolizam o fiel povo de Deus como um todo. (Ver Dan. 8:10; 12:3.) O número 12 comumente se refere às doze tribos de Israel ou aos doze apóstolos que representam a Igreja Cristã. Esse número não se aplica, porém, exclusivamente aos doze patriarcas e aos doze apóstolos. Muitas vezes é usado para abranger todo o povo de Deus que é simbolizado pelos patriarcas e apóstolos. (Comparar S. Mat. 19:28 com I Cor. 6:2; ver também S. Tia. 1:1.)
“As doze estrelas de Apocalipse 12:1 são um símbolo da totalidade do fiel povo de Deus que está seguindo os princípios divinos dados a Israel e à Igreja Cristã, e que permite que a luz da verdade brilhe por seu intermédio. ‘Como no Antigo Testamento os doze patriarcas ocupavam o lugar de representantes de Israel, assim os doze apóstolos representam a igreja evangélica.’ Atos dos Apóstolos, pág. 19. (Grifo acrescentado.) …
“Apocalipse 12:1 retrata a Igreja inteira iluminada com a presença de Deus. É tal espécie de Igreja que moverá o mundo e suscitará a ira do diabo.” – LES893, p. 6 e 7.
12:2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.
Gravidez – “Assim como há um longo período de desenvolvimento no ventre materno antes do nascimento de uma criança, houve também um longo período de espera pelo Redentor prometido. ‘Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho.’ Gál. 4:4.” – LES892, p. 9.
Dores de parto – “Apocalipse 12:2 se refere à Igreja sofrendo dores de parto para apresentar a mensagem do evangelho ao mundo. (Ver Gál. 4:19.) Em todas as eras, crentes cristãos, em diversos lugares, tiveram de enfrentar oposição espiritual e política em seus esforços para apresentar a Cristo aos que não O conhecem.” – LES893, p. 8
12:3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;
Dragão – “No sentido primário o dragão é Satanás (verso 9). No sentido secundário, o dragão representa os poderes terrestres usados por Satanás para combater a Cristo, Sua verdade e Seu povo. Satanás agiu por meio do Império Romano para matar a Cristo e atacar o evangelho e a Igreja primitiva (verso 4). Ele usou também o papado medieval para impelir a Igreja ao deserto, onde ela foi perseguida por 1.260 anos (de 538 A.D. a 1798 A.D.). Versos 6 e 13-16. Ao nos aproximarmos do fim do tempo, Satanás usará uma união político-religiosa apóstata, na tentativa de destruir a Igreja cristã remanescente. (Apoc. 12:17; comparar com o capítulo 17.) Visto que o dragão de Apocalipse tem essa quádrupla aplicação (Satanás, O Império Romano, o papado e ‘Babilônia’ antitípica), ele se equipara aos poderes da ponta pequena mencionados em Daniel 7 e 8.” – LES893, p. 10 e 11.
“A interpretação do ‘dragão’. O verso 9 claramente identifica o símbolo com Satanás. Ele age, porém, por meio de instrumentalidades secundárias. No livro de Daniel, animais e cabeças de animais são usados para simbolizar reinos (Dan. 7:23; 7:6; 8:8 e 22). Cornos ou chifres também representam poderes dominantes (Dan. 7:24 e 25; 8:8 e 22). Por isso, o dragão vermelho com várias cabeças e chifres pode ser interpretado como um poder político ou como uma variedade de poderes pelos quais Satanás, em tempos diferentes, opera para a realização de seus objetivos. ” – LES893, p. 11.
Sete cabeças e dez chifres – “Satanás planejou destruir a Cristo e a Igreja cristã primitiva por meio de Roma pagã, dos Césares, pelo que este dragão também a representa como instrumento de Satanás. Ajudam-nos a entende-lo assim, as 7 cabeças (Apocalipse 13:2) que representam os 7 montes (Apocalipse 17:9) onde estava edificada Roma, cidade das 7 colinas. Os 10 chifres (Apocalipse 12:3) são os 10 reinos que surgiram da desintegração de Roma pagã (Daniel 7:24, 25), onde também nos diz que, depois do surgimento das nações européias, apareceria o anticristo.” – SRA/EP, p. 96.
“Parece razoável deduzir que as sete cabeças do dragão representam poderes políticos que têm defendido a causa do dragão e por meio dos quais o dragão tem exercido o seu poder perseguidor… . A besta do capítulo 13 e a do capítulo 17 tinham também dez chifres cada uma. Alguns afirmam que os dez chifres do dragão são idênticos aos dessas duas bestas, e que os últimos são idênticos aos dez chifres do quarto animal de Daniel 7.” – SDABC, vol.7, p. 808, citado em LES893, p. 11.
“As mesmas sete cabeças e dez chifres são mencionados em três capítulos do Apocalipse: capítulos 12, 13 e 17. Sabemos que cinco das cabeças do dragão se referem a reinos ou nações que haviam caído por volta do tempo do apóstolo João. (ver Apoc. 17:10.) O Antigo Testamento expõe cinco poderes que, antes do tempo de João, atacaram e subjugaram sucessivamente o povo escolhido de Deus, procurando destruir suas crenças religiosas. Alguns declaram que essas nações foram o Egito, a Assíria, Babilônia, Média-Pérsia e Grécia. As sexta cabeça é considerada o poder político que existia no tempo do apóstolo João – o Império Romano. A sétima cabeça seria, portanto, o poder mundial mais significativo que se seguiu ao Império Romano: o Papado medieval. Como é salientado no livro de Daniel e no Apocalipse, o Império Romano foi dividido em numerosos fragmentos políticos, e o papado tomou o seu lugar como a principal influência no Ocidente.
“Ao passo que as cabeças são representadas por poderes mundiais sucessivos, os chifres representam poderes que existem simultaneamente. (Ver Apoc. 17:12-14; comparar com Dan. 7:7, 20 e 24.) Devido à óbvia relação entre Apocalipse 12, 13 e 17, e Daniel 2 e 7, podemos dizer que os dez chifres representam as partes em que finalmente foi dividido o Império Romano. Essas partes tornaram-se Estados soberanos, os quais no fim do tempo desempenham importante papel em apoiar a Babilônia antitípica, ‘até que se cumpram as palavras de Deus’ (Apoc. 17:17).” – LES893, p. 11.
12:4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.
Estrelas – “’Estrelas’ aqui significa anjos (Apocalipse 1:20). Existe um antecedente que nos permite dar dita interpretação a este símbolo apocalíptico. Jó, utilizando o estilo antigo da poesia hebraica de repetir a idéia a fim de ampliar seu sentido, declarou que ‘… as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus (Jô 38:7). Em Judas 6, é-nos dito que Deus tem guardado asses anjos de indigna rebelião para o dia do juízo, o que confirma o fato de que foram expulsos do Céu com Satanás. ” – SRA/EP, p. 25.
Dragão – “Satanás, que arrastou a terça parte das estrelas, ou anjos (Apocalipse 1:20), os quais converteu em demônios, usou a Herodes que governava por conta de Roma, para tentar matar a Jesus tão logo Ele nasceu em Belém (São Mateus 2:1-18). São José e a bem-aventurada Virgem Maria foram avisados por um anjo e fugiram para o Egito, cumprindo as profecias do Antigo Testamento (Jeremias 31:15; Oséias 11:1).” – SRA/EP, p. 96.
“Fácil será encontrar o poder simbolizado pelo dragão, porque o dragão representa algum poder que tentou destruir [a Cristo] ao nascer. Fez-se alguma tentativa nesse sentido? E quem a fez? Não é necessário dar uma resposta formal a estas perguntas, para quem tenha lido como Herodes, num esforço hostil por destruir o infante Jesus, mandou matar todas as crianças em Belém, até a idade de dois anos. Mas quem era Herodes? – Um governador romano. De Roma procedia o poder de Herodes.” – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 188, citado em LES893, p. 11 e 12.
12:5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
Filho – “O Filho da mulher (Apoc. 12:2) é a fonte de sua luz. Como será evidente, o Apocalipse apresenta diversos pontos muito significativos a respeito do Senhor da Igreja.
“O Messias estava prometido à Igreja desde os dias do Antigo testamento. Por exemplo, foi escrito no século VII A.C.: ‘Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz’ (Isaías 9:6). No Salmo 2:7-9 é profetizado que haveria de reger as nações com vara de ferro, assim como é revelado em Apocalipse 19:13-16, que o fará no final.” – SRA/EP, p. 95.
“O Filho da mulher era Deus encarnado. O Filho de Deus esteve disposto a ‘esvaziar-Se’ (Fil. 2:7), a pôr de lado, durante certo tempo, o uso de Seus atributos divinos de onisciência, onipotência, onipresença e glória. Ele tornou-Se um ser humano como nós, nascido de mulher. Isto é condescendência que está além de nossa compreensão.” – LES893, p. 8.
“As três razões para identificar o filho com Cristo, são as seguintes:
“* Cristo foi Aquele a quem o diabo procurou destruir (Apoc. 12:4; S. Mat. 2; S. João 18 e 19).
“* Cristo regerá ‘todas as nações com cetro de ferro’. (Apoc. 19:15; 2:27; Sal. 2:9; 89:23.)
“* Cristo ‘foi arrebatado para Deus e para o Seu trono’ (S. Mar. 19:15; 2:27; S. Luc. 24:50 e 51; Atos 1:6-11.) – LES892, p. 9.
12:6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
No deserto por 1260 dias – “Assim como o mar representa multidões (Apocalipse 17:15), o deserto significa lugares despovoados e secretos. Os fiéis de Cristo não podiam se reunir publicamente porque os matavam. Se aplicarmos aos 1.260 dias proféticos o princípio de um dia por um ano (Ezequiel 4:6, 7; Número 14:34), estamos frente a um período de 1.260 anos de perseguição que se localizam historicamente desde que entrou em vigência o Edito de Justiniano, no ano de 538, até o ano de 1798, quando por intervenção napoleônica caduca o código de Justiniano. Durante este período existiam muitas igrejas cristãs que funcionavam abertamente como organizações; não obstante, não podemos assinala-las como verdadeiras porque Deus disse que durante esse período Sua verdadeira Igreja estava sendo mantida em segredo (Apocalipse 12:6, 14).” – SRA/EP, p. 96.
12:7 Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam,
Miguel – “Miguel é o nome dado a Cristo. (Comparar com Dan. 10:13, 21; 12:1; Jud. 9.) Apocalipse 12 dá um resumo do grande conflito, através de quatro batalhas, nas quais Cristo e Satanás são as personagens principais.” – LES963, lição 11, p. 4.
“Miguel, que significa ‘Quem é como Deus?’, é um dos nomes de Cristo. Em Judas 9 Miguel aparece como o Arcanjo (chefe dos anjos). Jesus usa o nome de Miguel só quando aparece enfrentando decididamente a Satanás, o qual queria ser como Deus (Isaías 14:14). Encontramos um exemplo disto em Apocalipse 12:7. Nos versículos … (Daniel 12:1, 2) se menciona a ressurreição que ocorrerá quando Jesus voltar para os Seus (São João 5:28, 29; I Tessalonicenses 4:16). Jesus mesmo Se levantará em favor de Seu povo e os libertará.” – SRA/EP, p. 109.
“Nessa profecia Cristo é retratado tanto em Seu estado preexistente como Miguel, Capitão do exército do Senhor (ver Jos. 5:13-15; comparar com Dan. 12:1; I Tim. 2:5), quando no Seu estado encarnado como “Filho varão” (verso 5). A expulsão inicial e física de Satanás e seus anjos por Cristo (Miguel) é agora plenamente confirmada pela expulsão moral efetuada pela morte expiatória de Cristo. Os versos 10 a 12 enfatizam esta expulsão moral realizada pela morte do Salvador.” – LES893, p. 10.
12:8 mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu.
12:9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.
Satanás – “No livro de Ezequiel, Satanás é apresentado sob o símbolo do perverso rei de Tiro. Ali é mencionado que ele foi criado perfeito (Ezequiel 28:15), o que nos ajuda a entender que Deus não criou o diabo perverso, como o é na atualidade.
“Nos versículos seguintes, descreve-se um processo de autocorrupção que transformou esse ser perfeito, Lúcifer, em diabo (anjo mau) sublevado contra Deus. A vaidade, o orgulho e a ambição foram os passos degradantes que o levaram ao pecado (Ezequiel 28:16, 17), e fizeram dele o pai e iniciador do erro, da mentira e do pecado (São João 8:44).
“Outro aspecto importante que se destaca em Isaías 14:12-14, sob o símbolo do rei de Babilônia, foi sua intenção de ser semelhante a Deus, estabelecendo seu trono ali onde está o trono do Altíssimo. Ali começa a rebelião cósmica cujo grande conflito é revelado no Apocalipse. …
“Por usurpação, Satanás se constituiu o príncipe deste mundo (São João 14:30), e os seres humanos, ao pecar, chegaram a ser seus cativos (Romanos 6:16; II Timóteo 2:26), a quem reclama como propriedade (I São João 3:8). Cristo põe ao alcance de cada filho Seu armas para vencer os enganos de Satanás.” – SRA/EP, p. 25.
“A rebelião de Satanás é inexplicável. Muitos têm, inutilmente, procurado explicar como um anjo perfeito e santo, e que, ‘abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus’ (Patriarcas e Profetas, pág. 15), podia ter-se rebelado contra um Deus amoroso, perfeito e santo. …‘Provou-se que sua desafeição era sem causa’ (pág. 21), o que indica que não tem explicação. Sabemos que ele teve inveja da posição de Cristo (pág. 17) e insinuou dúvidas com respeito á lei de Deus (página 17), a qual constitui uma revelação do Seu caráter (O Grande Conflito, pág. 468). Satanás foi expulso do Céu com todos os anjos que concordaram com ele (II S. Ped. 2:4).” – LES963, p. 12.
12:10 Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.
Hino – “Alusão à crucifixão de Cristo. Os versos 10 a 12 de Apocalipse 12 são considerados como um hino que interpreta o significado da grande batalha descrita nos versos 7 a 9.” – LES893, p. 9.
Lançado fora -“Apocalipse 12:10 não se refere exclusivamente à expulsão original de Satanás do Céu. O revelador está enaltecendo os eternos benefícios do Calvário. O Cordeiro conquistou a salvação por Sua morte. (Comparar com Apoc. 5:9 e 10.) A vitória da cruz resultou na expulsão do ‘acusador de nossos irmãos’. Agora a vida eterna pode ser concedida a todas as pessoas arrependidas, quer tenham vivido antes ou depois da cruz. (Ver I. Cor. 15:17-23; Heb. 9:15.) O Calvário não somente é fundamental para a nossa salvação, mas constitui também a garantia de que o Universo será para sempre purificado dos resultados da rebelião de Satanás.” – LES893, p. 8 e 9.
“Precisamos compreender claramente as duas ocasiões em que Satanás foi expulso: a)antes da criação do mundo; b) quando Cristo o derrotou na cruz. Vivemos no tempo na ‘grande ira’ de Satanás (Apoc. 12:12), pois ele sabe muito bem qual é o seu destino e que só lhe resta ‘pouco tempo’. Mas a sua destruição definitiva é inevitável.” – LES893, p. 12.
12:11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte.
Venceram – “Nosso grande segredo para vencer é apegar-nos a Cristo, pois Ele já venceu a Satanás ns tentações do deserto, na cruz e demonstrou Sua vitória ao ressuscitar dos mortos. O diabo sabe que está perdido, por isso se apresenta como um leão que ruge (I São Pedro 5:8), pois ao final do milênio apocalíptico será destruído no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 20:10, 14; Ezequiel 28:18, 19).” – SRA/EP, p. 27
12:12 Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.
“A destruição final de Satanás tornou-se certa em virtude do sacrifício de Cristo no Calvário. Apocalipse 12 revela que, desde a morte de Cristo na Cruz, o diabo tem estado ‘cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta’ (verso 12). Sabemos hoje que seu tempo quase se esgotou. Não é de estranhar que ele opere nestes últimos dias por meio de pessoas, por meio de organizações políticas e religiosas, e por todos os outros meios acessíveis, para enganar e destruir o povo de Deus. Satanás odeia a Cristo e todos os que aceitaram Seu sacrifício pelos pecados eles. São ‘tições tirados do fogo’ (Zac. 3:2), e as acusações de Satanás são repelidas pelo Senhor.” – LES893, p. 43.
12:13 Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.
12:14 E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
12:15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.
12:16 A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.
“A que período da história da Igreja Cristã se refere Apocalipse 12:14-16?Comparar com Dan. 7:25; 12:7; Apoc. 11:2 e 3; 12:6 e 14; 13:5.
“No verso 14, a mulher ‘é sustentada durante um tempo, tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente’. No verso 6, ela está no deserto por 1.260 dias. … Usando princípio de que um dia representa um ano na profecia simbólica, os adventistas ensinam que esse período começou em 538 A.D. e terminou em 1798 A.D. Durante esses 1.260 anos, o papado foi eclesiasticamente supremo nalguns países europeus. Durante a Idade Média, a Europa ocidental prestou homenagem ao Bispo de Roma. Os cristãos que preferiram seguir a Palavra de Deus foram perseguidos por causa de sua fé. A Igreja e o Estado uniram-se para destruí-los. A mão de Deus esteve Sua Igreja verdadeira, livrando-a da extinção.” – LES893, p. 12 e 13.
“’A Terra ajudou a mulher’, abrindo a boca e tragando o rio. A Reforma do século dezesseis começou a sua obra. … E em breve houve suficiente terreno protestante na Europa e no Novo Mundo para engolir o rio da fúria papal e tirar-lhe o poder de danificar a Igreja. A Terra ajudou assim a mulher, e tem continuado a ajuda-la até hoje, nutrindo o espírito da reforma e de liberdade religiosa pelas principais nações da cristandade.” – Uriah Smith, Daniel and the Revelation, p. 558 e 559, citado em LES893, p. 13.
Os primeiros dezesseis versos terminam em 1798 A.D., quando findaram os 1.260 anos que a Igreja passou no ‘deserto’. Em todas as épocas, até esse ponto, Deus teve verdadeiros seguidores que muito sofreram por Ele. Nalgumas ocasiões parecia que eles seriam eliminados da Terra, mas o diabo não teve permissão para extingui-los.” – LES893, p. 17.
“A primeira besta se ergue ‘do mar’ (Apoc. 13:1). O mar representa a massa de humanidade da qual as nações se formam. (ver Apoc. 17:15; comparar com Dan. 7:2 e 3.) A terra representa a região relativamente livre de população humana.. Na Idade Média, e início da era moderna, a ‘mulher’, os fiéis seguidores de Cristo, tiveram de fugir para os lugares desabitados para escapar da perseguição (Apoc. 12:14 e 16). Dessa forma é que foram fundados os Estados Unidos.” – LES963, lição 8, p. 6.
12:17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.
Foi fazer guerra – “Os versos 1 a 16 salientam várias vezes que o diabo atacou furiosamente a Cristo e Sua Igreja no decorrer da História. O contexto do verso 17 indica que a ira de Satanás é manifestada contra a Igreja depois de 1798. A Igreja do ‘tempo do fim’ (Dan. 12:7 e 9) é o alvo especial dos ataques demoníacos.” – LES893, p. 18.
As investidas de Satanás contra o povo de Deus nos últimos dias (Ver Dan. 11:44; 12:1) – “As pontas pequenas de Daniel 7 e 8, e o ‘assolador’ de Daniel 9:26 e 27, em suas aplicações no fim do tempo, são denominados ‘rei do Norte’ (Daniel 11:40-45). Satanás usa esse poder terrestre ‘para destruir e exterminar a muitos’ (Dan. 11:44), antes do fim do julgamento que precede o Segundo Advento. Quando terminar o tempo da graça e os justos houverem sido vindicado legalmente (Dan. 7:26), Cristo Se levantará para executar as decisões do tribunal. Então se intensificará a ira de Satanás, pois ‘haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo’ (Dan. 12:1). Mas a ira do dragão, que ameaça exterminar o povo de Deus, é restringida por intervenção divina.” – LES893, p. 18.
Remanescente – “A palavra grega traduzida por ‘remanescente’, nalgumas versões, significa ‘os restantes’. O verbo correspondente quer dizer ‘deixar de resto’, ou ‘deixar ficar’. O ‘remanescente’ de Apocalipse 12:7 re refere aos verdadeiros seguidores de Cristo (Sua Igreja) que restariam após o fim dos 1.260 anos em 1798. de acordo com Daniel 12:7 e 9, essa data assinalou o começo do ‘tempo do fim’.” – LES893, p. 21.
“Apocalipse 12:17 ensina que o dom profético se manifestaria na Igreja remanescente.” – LES893, p. 26.
“Deus sempre preserva um remanescente fiel. Em todas as épocas da História, quando a maioria se afastou de Deus, o Senhor teve um ‘remanescente’ fiel. O remanescente pode ser a minoria, mas não é necessariamente um grupo pequeno. Por vezes ele foi um grupo bem grande. O remanescente tem sido constantemente incumbido da missão especial de levar avante a obra de Deus na Terra, preservando Sua verdade e transmitindo-a aos que os rodeiam.” LES893, p. 19.
“Desde o começo, os adventistas do sétimo dia têm proclamado audazmente as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, as quais constituem o último apelo de Deus para que os pecadores aceitem a Cristo, e crêem humildemente que o seu movimento é o ‘remanescente’ [de Apoc. 12:17]. Nenhuma outra denominação religiosa está proclamando essa mensagem em conjunto, e nenhuma outra cumpre as especificações delineadas nessa passagem. Por isso, nenhuma outra possui bem fundada razão bíblica para afirmar que é ‘o remanescente’ do verso 17.
“No entanto, os adventistas rejeitam enfática e inequivocamente toda idéia de que só eles são filhos de Deus e têm direito ao Céu. Crêem que todos aqueles que adoram a Deus com toda a sinceridade, isto é, de acordo com toda a vontade de Deus revelada, de que têm conhecimento, são presentemente possíveis membros desse ‘remanescente’ final mencionado no capítulo 12, verso 17.” – SDABC, vol. 7, p. 815, citado em LES893, p. 21.
“O remanescente fiel deve ser fiel. Que diria você se sua esposa lhe dissesse: ‘Vou ser-lhe fiel do domingo à sexta-feira, mas no sábado serei infiel.’? A igreja (mulher profética) que não é fiel no sábado, não é a igreja de Apocalipse 12.” SRA/EP, p. 97.
Ver Apêndice: “Identificação do Remanescente”.
Os que guardam os mandamentos de Deus – “O remanescente é identificado aí com ‘os que guardam os mandamentos de Deus’ muito tempo depois da crucifixão de Cristo, em que numerosos cristãos dizem ter sido abolida a lei. O Novo Testamento ensina que os Dez Mandamentos, da maneira exemplificada na vida de Cristo, são a norma de justiça para os cristãos. (ver Rom. 3:31; 7:7, 12 e 14; I S. João 2:4; S. Tia. 2:10-12.)” – LES893, p. 22 e 23.
“Ann Landers disse: ‘Se Deus não considerasse importante nossa obediência a Ele, teria nos dado apenas dez sugestões.’ Muitas pessoas consideram os Dez Mandamentos como um conjunto de leis que não se aplicam aos dias atuais. Alguns chegam a dizer que a tentativa de guardar os Dez Mandamentos é uma forma de legalismo. Pensam que a lei do amor nos leva a agir, algumas vezes, de forma contrária aos Dez Mandamentos. ” – LES963, lição 5, p. 1.
“O caráter de Deus não muda. Nos tempos eternos, antes que nosso mundo fosse criado, Deus já era perfeitamente justo. Ele estava em perfeita conformidade com a lei da vida, por Ele estabelecida. Essa lei define Sua maneira de ser e a dos seres perfeitos criados por Ele. Se a lei de Deus pudesse ser abolida ou mudada, o padrão de Seu caráter também seria mudado. Em tais circunstâncias, Ele não poderia ser reconhecido como tendo uma justiça imutável. A lei de Deus é tão imutável quanto o Seu caráter justo.” – LES963, lição 5, p. 2. (Nota do compilador: textos citados pela referência: Mal. 3:6; Heb. 13:8; Tia. 1:17; Sal. 119:142 e 152; 111:7 e 8.)
“’Os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus’ (Apoc. 12:17), não procuram excluir o mandamento do sábado da lista dos preceitos de Cristo. A frase na mensagem do primeiro anjo: ‘E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas’ (Apoc. 14:7), é uma alusão a Êxodo 20:11, que faz parte do quarto mandamento. A mensagem do primeiro anjo nos convida a adorar o criador lembrando-nos do santo sábado do sétimo dia.” – LES893, p. 24.
“O mesmo apóstolo João, que desmascarou Satanás, diz: ‘Para isto Se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo’ (I S. João 3:8). Nosso Senhor Jesus disse que Ele não veio mudar a lei (São Mateus 5:17); que ninguém tem, nem terá autoridade para mudar a lei (São Mateus 5:18); apesar de que o anticristo intentaria faze-lo (Daniel 7:25). Jesus demonstrou ante o Universo que é possível guardar a Santa lei de Deus. Seus méritos (se O aceitamos) nos dão salvação (Romanos 5:19; 10:11). Uma vez redimido, o crente vive regido pela ética de Cristo. Por isso São Paulo diz: ‘Anulamos, pois a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei’ (Romanos 3:31). …
”Satanás odeia a Deus e Sua santa lei, expressão de Seu caráter. Por isso é que quem vive segundo a carne em certa medida está reproduzindo a conduta de Satanás, ‘pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar’ (Romanos 8:7). Nosso Senhor Jesus Cristo disse: ‘Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos’ (São João 14:15). Ao guardar os mandamentos, demonstramos nossa identificação com Cristo. Isso explica porque Satanás ataca o remanescente fiel que guarda Seus mandamentos. Fá-lo como uma prolongação da luta que iniciou no Céu contra Cristo (Apocalipse 12:7). Mas é na hora da perseguição que se torna mais agradável a promessa: ‘Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida’ (Apocalipse 2:10).” – SRA/EP, p. 50.
“Você nota que muitas igrejas guardam a maioria dos mandamentos. Mas aqui não diz ‘a maioria’. Deus revela que aqueles que são da descendência da Igreja pura ‘Guardam os Mandamentos de Deus’, ou seja, todos os mandamentos. Desde o momento que Jesus disse que não mudou, nem autorizou mudança alguma, nem sequer um ‘j’ ou um til da lei enquanto houvesse céus e terra (São Mateus 5:17, 18), e que, se O amamos devemos guardar Seus mandamentos, assim como Ele nos deu o exemplo guardando os mandamentos do Pai (São João 14:15; 15:10), não poderíamos demonstrar que realmente temos a fé de Jesus se somos contrários à observância da lei, ou aceitamos a modificação de algum dos mandamentos. Jesus disse: ‘Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?’ (São Lucas 6:46). E São João confirma: ‘Ora, sabemos que O conhecemos por isto: se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade’. (I São João 2:3, 4). Não podemos invocar o amor para desobedecer. ‘Porque este é o amor de Deus, que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos’ (I São João 5:3).
“Quando foi a última vez que leu serena e detidamente os Dez Mandamentos com o desejo de obedecer a tudo o que dizem? Estão em Êxodo 20:3-17.
“É provável que descubra, pesaroso, que a maioria dos cristãos não estão respeitando o segundo mandamento (Êxodo 20:4-6) eliminado da lei que aparece nos catecismos. Ou, talvez, veja com pena que as igrejas não estão respeitando o dia de repouso que Deus santificou, o santo sábado (Êxodo 20:8-11). Mas, ao mesmo tempo, terá a comovedora emoção de descobrir qual é a Igreja verdadeira; esse remanescente fiel que resta na Igreja de Cristo. Não há como equivocar-se. O Apocalipse diz que são cristãos (têm a fé de Jesus) os que ‘guardam os mandamentos de Deus’ (Apocalipse 14:12). Por isso é que Satanás desata intransigência e perseguição contra eles (Apocalipse 12:17).” – SRA/EP, p. 97.
“Deus deseja que todos nos salvemos (I Timóteo 2:3, 4) e Satanás quer desesperadamente que nos percamos. Expressamos nossa decisão por meio da obediência. A Santa Bíblia ensina que somos escravos daquele a quem obedecemos, ‘seja do pecado, para a morte, ou da obediência, para a justiça’ (Romanos 6:16). Nisto não existe neutralidade. Jesus disse claramente: ‘Quem não é por Mim, é contra Mim; e quem comigo não ajunta, espalha’ (São Mateus 12:30). Mas não se esqueça de que, assim como todas as promessas do Apocalipse são para os vencedores, em São João 14:1-3 o Senhor Jesus promete uma morada celestial para os fiéis.” – SRA/EP, p. 110.
Obediência e salvação – “A obediência aos mandamentos nunca é apresentada na Bíblia como meio de salvação. Mas é muitas vezes apresentada como resultado e evidência da salvífica graça de Deus no coração. Está você desfrutando a salvação em Cristo no tempo presente? Em caso afirmativo, viver de acordo com os Seus mandamentos é uma alegria e um privilégio para você.” – LES893, p. 25.
“Assim como a figueira não produz frutos para receber méritos e chegar a ser uma figueira, mas produz figos porque é figueira, o cristão não faz o que é bom para pagar a salvação. Cristo já pagou o resgate. O cristão guarda os Dez Mandamentos porque é uma nova criatura em Cristo. Os frutos demonstram que ele não é mais rebelde.” – SRA/EP, p. 98.
O testemunho de Jesus – “… testemunho procedente ou da parte de Jesus; isto é, o testemunho dado por Ele pela revelação profética.” – LES893, p. 26.
“O dragão faz guerra contra os que ‘têm o testemunho de Jesus’ (Apoc. 12:17). A frase é traduzida de várias maneiras: ‘se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus’ (NVI), ‘são fiéis à verdade revelada por Jesus’ (BLH). O verbo ter significa, no grego, ter, sustentar, guardar, possuir, preservar, colocar no coração. O remanescente tem o testemunho de Jesus como sua posse.
“Sobre o significado da frase ‘testemunho de Jesus’, deve-se estudar Apocalipse 19:10. João queria adorar o anjo que fora enviado a ele para lhe dar um testemunho a respeito de Jesus (Apoc. 1:1 e 2). O anjo se identificou com aqueles que, como João, tinham recebido o testemunho de Jesus. Quem eram essas pessoas? O anjo explicou: ‘o testemunho de Jesus é o espírito de profecia’ (Apoc. 19:10). Assim como João e seus companheiros profetas receberam o testemunho de Cristo a respeito dEle mesmo, o anjo também recebeu e aceitou. Como Cristo era a Fonte da mensagem, somente Ele podia ser adorado.
“Apocalipse 22:8 e 9 fala de outra ocasião em que João tentou adorar o anjo. A resposta do anjo foi: ‘Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas e dos que guardam as palavras deste livro’ (Apoc. 22:9). Os que têm o testemunho de Jesus (Apoc. 19:10) são ‘os profetas’ (Apoc. 22:9). O ‘espírito de profecia’ possuído pelo anjo, João e seus companheiros profetas é o testemunho que Jesus lhes deu a respeito de Si mesmo. Então, o ‘testemunho de Jesus’ (Apoc.12:17) é basicamente o dom de profecia,e, secundariamente, as mensagens dadas pelos profetas.
“O dragão tenta afastar as pessoas das mensagens dos profetas e da verdade de que o dom profético tem sido manifesto nos últimos dias. (ver Joel 2:28-32; Efés. 4:11-14; Mat. 24:24.)” – LES963, lição 8, p. 3.
“No Novo testamento há um sentido muito real em que o testemunho de Jesus se refere á especial revelação divina dada pessoalmente por Ele e por intermédio dos profetas. (Ver S. João 3:11, 31 e 32; S. João 15:27; Atos 10:43.) João atestou ‘o testemunho de Jesus Cristo’, que lhe foi dado em visão na ilha de Patmos (Apoc. 1:2, 9 e 10).
“O Espírito de Profecia. Apocalipse 19:10 define claramente ‘o testemunho de Jesus’ como ‘o espírito de profecia’. Que é o ‘espírito de profecia’? Esta expressão pode referir-se à compreensão das profecias pelos que as estudam. Nesse versículo, refere-se ao dom especial possuído pelo anjo, por João e por outros profetas. Esta conclusão tem o apoio de Apocalipse 22:8 e 9, uma passagem paralela. Assim como o anjo recebeu a revelação necessária para transmitir ao mundo o testemunho de Cristo, João também a recebeu.
“Revelação especial na Igreja remanescente. No livro de Apocalipse, ‘o testemunho de Jesus’ se refere a algo mais do que ao testemunho sobre Cristo que é aceito e dado pelos cristãos. ‘O testemunho de Jesus’ se refere à obra de profetas inspirados que receberam visões, sonhos e comunicações verbais de Deus para serem transmitidas aos habitantes da Terra. Apocalipse 12:17 ensina que o dom profético se manifestaria na Igreja remanescente.
“… A Igreja Adventista do Sétimo Dia crê a respeito da obra de Ellen G. White (1827-1915): ‘Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White.’ – ‘Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia’, Seventh Adventist Yearbook, 1987, pág. 7. Esta crença se baseia no fato de que a obra de Ellen G. White está à altura das provas bíblicas de quem um profeta é verdadeiro. Esta evidência inclui a harmonia de seus escritos com as Escrituras, os frutos de sua obra, o cumprimento de suas predições, sua exaltação de Cristo, bem como a natureza oportuna e prática e a exatidão de suas mensagens. Seu estado físico enquanto se achava em visão também constitui um fator corroborante. (Ver Arthur L. White, Ellen G. White, 6 volumes. Review and Herald, 1981-1986.) (Ver ainda Joel 2:28-32; Efés. 4:11-14).” – LES893, p. 25 e 26.
“…provas de um profeta verdadeiro…: Isa. 8:20; Apoc. 22:18 e 19; S. mat. 7:15-20; Deut. 18:21 e 22; Jer. 28:9; I S. João 4:1-3.” – LES893, p. 27.
Ver ainda Apêndice: “O testemunho de Jesus”.
12:18 E o dragão parou sobre a areia do mar.
Referências
Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.
SDABC – Seventh Day Adventist Bible Commentary.
White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.
White, Ellen G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-12.html
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TEXTO BÍBLICO APOCALIPSE 11 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 11 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
APOCALIPSE 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Apocalipse 11 aumenta nosso entendimento de como a proclamação aos “povos, nações, línguas e reis” (v. 11) aconteceria. A restauração da mensagem do santuário (v. 1-2) é a base dessa proclamação final. A mensagem do santuário tem três aspectos básicos: a provisão do sacrifício para a salvação, o juízo divino para dar fim ao problema do pecado e a preparação do povo de Deus para o retorno de Cristo.
As duas testemunhas são descritas com imagens que lembram dois grandes profetas do Antigo Testamento: Moisés e Elias (v. 3-14). Por um lado, essas duas figuras são representativas de toda a revelação profética, o que atualmente entendemos como as Sagradas Escrituras, o Antigo e o Novo Testamento. Ao mesmo tempo, as duas testemunhas descrevem o sofrimento e eventual martírio daqueles que proclamam as mensagens de Deus.
Como mensageiros de Deus, nossa mensagem deve estar baseada na revelação divina. A proclamação dessa mensagem muitas vezes exigirá sacrifícios. Contudo, assim como as duas testemunhas são arrebatadas e levadas ao céu, os mensageiros do Senhor nos últimos dias terão sua recompensa desfrutando da companhia eterna de Jesus no céu.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia
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“Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, trovões, terremoto e grande saraivada” (v.19).
Como vimos no capítulo anterior, o dia 22 de outubro de 1844, conhecido como “dia do desapontamento”, não se referia à volta de Jesus, mas à entrada de Jesus no lugar Santíssimo do santuário celeste. A visão que se segue ainda antecede o toque da última trombeta. E João contemplou exatamente “o santuário de Deus” (v.1). Não o santuário terrestre, até porque ele havia sido destruído quando Jerusalém foi invadida pelo exército romano em 70 d.C.. A João, portanto, foi dada a ordem de medir com uma vara o santuário celeste. Esta ilustração representa uma cena de juízo, que é iniciada, primeiramente, entre o povo de Deus, como está escrito no livro do profeta Ezequiel: “…começai pelo Meu santuário” (Ez.9:6). E como reforçou o apóstolo Pedro: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17).
Cristo iniciou a fase do juízo investigativo pelos de dentro de casa e a encerrará pelos de fora, ou seja, aqueles que rejeitaram a mensagem do evangelho. Surge, então, mais um período profético de “quarenta e dois meses” (v.2). A “cidade santa” (v.2) representa a igreja de Deus sendo alvo da ira de Satanás (Ap.12:17). Na verdade, este período corresponde aos 1260 dias proféticos do versículo seguinte, isto é, 1260 anos. Este foi o período, já estudado no livro de Daniel, em que os cristãos foram perseguidos, e muitos foram mortos, na Idade Média (538 a 1798 d.C.). As “duas testemunhas” (v.3) simbolizam o Antigo e o Novo Testamento. Jesus mesmo afirmou que são as Escrituras que dEle testemunham (Jo.5:39). Neste período houve grandes trevas espirituais e o termo “vestidas de pano de saco” (v.3) aponta para um tempo em que a Igreja Romana em seu apogeu papal faria de tudo para ocultar as verdades da Palavra de Deus.
Assim como são consideradas testemunhas de Deus, as Escrituras também receberam duas outras ilustrações: “as duas oliveiras e os dois candeeiros” (v.4). Confirmando uma das visões do profeta Zacarias (Zc.4:3-7) e o que compôs o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para os meus caminhos” (Sl.119:105). Ninguém pode ir de encontro à Palavra de Deus e não sofrer as consequências por seus maus atos. Quando Elias profetizou que não iria chover por três anos e meio (1Rs.17:1), toda a Terra sentiu a tragédia de dar as costas ao “assim diz o Senhor”. Todo aquele, portanto, que ignora ou resiste às verdades das Escrituras será julgado e condenado por seu procedimento no grande Dia de Deus.
Surge, então, outro período profético em que a Palavra de Deus seria lançada por terra: “três dias e meio” (v.9), ou seja, três anos e meio. Este foi o tempo em que a França subjugou as verdades sagradas, na terrível Revolução Francesa, de 26 de novembro de 1793 a 17 de junho de 1797. Dentre as atrocidades cometidas, a história revela com exatidão cada detalhe desta profecia:
- “os cadáveres das duas testemunhas” (v.9): Bíblias foram queimadas em praça pública;
- “grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito” (v.8): A França tornou-se como Sodoma em imoralidade (Gn.19:5), e como o Egito, negou a existência de Deus (Êx.5:2);
- “Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas” (v.10): Foi abolida a semana de sete dias e instituída a semana de dez dias, e o décimo dia era dia de festas e orgias;
- Os “dois profetas” (Antigo e Novo Testamento, v.10) foram substituídos pela deusa da razão e proibidos os cultos religiosos.
Porém, as consequências de tamanha apostasia foram terríveis. E após instalar-se verdadeiro caos na França, os governantes tiveram de reconhecer a importância da religião para o bom andamento da nação, restabelecendo a liberdade de culto e os sete dias semanais. A Bíblia novamente ganhou força e surgiram as primeiras Sociedades Bíblicas espalhando as verdades de Deus pelo mundo afora.
Passado o segundo ai (v.14), chegamos ao toque da sétima e última trombeta. E as “grandes vozes” (v.15) vindas do Céu declaram a vitória final de Cristo e a destruição daqueles “que destroem a terra” (v.18). De onde sairá esta ordem? A Bíblia é bem clara, confirmando a profecia de Daniel, de que lá do lugar Santíssimo do “santuário de Deus, que se acha no Céu”, onde fica “a arca da Aliança” (v.19), guardiã da Lei de Deus, Jesus voltará “com poder e muita glória” (Mt.24:30). A Bíblia que foi perseguida na Idade Média e pisada na Revolução Francesa é a mesma que sobreviveu pelo poder de Deus para nos revelar hoje que a promessa do retorno de Cristo é real e está prestes a acontecer. É tempo de estarmos prontos para contemplarmos o nosso Senhor e Salvador em toda a Sua glória, porquanto muito em breve será declarado:
“O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (v.15). Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, exército do Deus Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse11 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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APOCALIPSE 11 – Pela rebeldia humana, indiferença em relação aos princípios divinos, e rejeição descarada ao amor de Deus por centenas de anos, a justiça divina já deveria ter destruído a humanidade há tempo (Apocalipse 9:20-21).
Um período mais foi dado, a graça ultrapassou seu limite, ela é infinita (Apocalipse 10). Nesse período, graciosamente Deus suscitou um povo, oriundo de todas as religiões infectadas com doutrinas pagãs, como imortalidade da alma, santidade do domingo como dia do Senhor, desprovidas da crença no segundo advento de Cristo, etc.
Deus levantou um movimento mundial desde lugares improváveis para que erga a voz, visando ir além do que as trombetas apocalípticas fizeram: Alertar com ousadia e poder sobrenatural à humanidade, referente à vinda do juízo (Apocalipse 10:11; 14:6-12; 18:1-8).
O capítulo 11 descreve eventos relacionados ao toque da sétima trombeta: A volta de Jesus (vs. 15-19). O movimento levantado no capítulo 10 deve proclamar o advento de Cristo como o próximo evento mundial prestes a acontecer. E, a pauta não é divulgar doutrinas adulteradas ou pagãs, mas a Palavra de Deus como ela é, em sua totalidade (Apocalipse 11:1-14).
O propósito divino com o movimento adventista é restaurar verdades apostólicas antigas, que fora abandonada pelos que se declaram cristãos, crendo em doutrinas deturpadas ou claramente pagãs.
Por isso, humilde porém firmemente, os adventistas do sétimo dia afirmam:
“Possuímos a maior verdade e esperança jamais concedidas ao mundo, assim como a maior fé; e precisamos apresentá-las perante ele em seu exaltado caráter. Não precisamos assumir uma atitude como se passássemos pelo mundo a pedir-lhe perdão pelo fato de ousarmos acreditar nesta preciosa verdade; mas cumpre-nos andar em humildade perante Deus, conduzir-nos como se fôssemos filhos do Altíssimo e, embora frágeis instrumentos, como quem trata de assuntos importantíssimos e interessantes, mais elevados e excelsos que qualquer tema temporal e mundano” (Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 226 e 227).
• Os 42 meses referem-se a 1260 anos, quando a verdade bíblica fora solapada pela Igreja que declara ser cristã. A verdade fora deteriorada (Daniel 7:25; 8:12).
• Diante desta triste fatalidade, grupos identificados como hereges testemunharam da verdade com dificuldades (v. 3-10).
• As duas testemunhas (Antigo e Novo Testamento), a totalidade da Palavra de Deus, foram reavivadas (vs. 11-13) para reavivar ao mundo antes de Jesus retornar!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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As duas testemunhas – A sétima trombeta
“Apocalipse 11 [mostra] as duas testemunhas que estiveram de luto durante os 1.260 anos de perseguição e que haveriam de ser mortas durante o período do terror, na Revolução Francesa e que ressuscitariam, crescendo até o céu.” – SRA/EP, p. 140.
“Apocalipse 11 começa com a ordem para medir o templo, o altar e os adoradores. Deus mede Seu povo antes de permitir que passem pelo penoso período da provação. Durante esse tempo eles proclamam a última mensagem de advertência ao mundo. O conflito dos séculos terminará de modo dramático e decisivo, numa admirável manifestação da ira de Deus. Apocalipse 11 termina em triunfo. Deus vindicará Seu nome na Terra e estabelecerá Seu domínio de justiça para todo o sempre.” – LES892, p. 169.
“A mensagem do capítulo [Apoc. 11] é a de plena certeza em Cristo. É-nos dada uma idéia da vitória no fim do tempo, quando os poderes do mal serão derrotados definitivamente, e começará o reinado de Cristo.
“Apocalipse 11 antecipa o que virá em seguida. Nalguns aspectos o capítulo 11 resume o que é considerado na segunda metade do livro. A ordem para medir o templo, o altar e os adoradores antecipa os acontecimentos retratados simbolicamente nos capítulos 12 a 14, especialmente o apelo para perseverança em Apocalipse 14:12. A referência às duas testemunhas profetizando vestidas de pano de saco por 1.260 dias (Apoc. 11:3) corresponde à fuga da mulher para o deserto durante o mesmo período de tempo (Apoc. 12:13 e 14). A besta que sobe do abismo para pelejar contra as duas testemunhas (Apoc. 11:7-10) prefigura os esforços do dragão para fazer guerra à descendência da mulher (Apoc. 12:17). O diabo usa a besta que emerge do mar (Apoc. 13:1), e depois, a que emerge da terra (Apoc. 13:11).
“O poder das testemunhas para ferir a Terra com pragas (Apoc. 11:6) encontra sua parte correspondente nas sete últimas pragas (capítulos 15 e 16). O grande terremoto que precede a sétima trombeta e destrói a décima parte da grande cidade (Apoc. 11:13), é um presságio da destruição causada pela sétima praga: ‘e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a Terra’ (Apoc. 16:18). A declaração de triunfo que se segue à sétima trombeta (Apoc. 11:15) é semelhante ao louvor que ocorre após a condenação de Babilônia (Apoc. 19:1-8). O derramamento da ira divina sobre o mundo provocador (Apoc. 11:18) prenuncia a atitude de Deus para com Gogue e Magogue (Apoc. 20:7-10). Finalmente, a visão do templo e da arca do concerto (Apoc. 11:19) antecipa a habitação de Deus com seu povo, para que possam ver-Lhe a glória e viver para sempre na luz de Sua presença (Apoc. 21:1-4 e 22-27).” – LES892, p. 160.
11:1 Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: Levanta-te, mede o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram.
“Medir o santuário (ou templo): Ter clara compreensão do santuário no Céu e do juízo investigativo.” – LES892, p. 155.
“Medir: Esta palavra é usada com o significado de avaliar e julgar, mas pode ser considerada também como uma promessa de restauração e preservação.
”Altar: Visto que o átrio exterior do santuário não devia ser medido, este altar deve referir-se ao altar do incenso [interno] e ao ministério intercessor de Cristo, apresentando Sua justiça para cobrir os nossos pecados. Medir o altar é verificar se aceitamos a justiça de Cristo e Sua intercessão por nós.” – LES892, p. 161.
”Medir o altar: Como isto se refere ao altar do incenso (verso 2), o povo de Deus deve ter mais clara compreensão da maneira pela qual o ministério intercessor de Cristo traz justiça pela fé.” – LES892, p. 155.
“Medir os que adoram: A obra do evangelho só poderá ser terminada quando o povo de Deus refletir o caráter de Cristo.” – LES892, p. 155.
“Apocalipse 11:1 liga este capítulo a Apocalipse 10, mostrando o que deve ser profetizado novamente, e qual é a importância que a Bíblia terá no testemunho a ser dado nos últimos dias.” – LES892, p. 160.
“A ordem para medir tem aplicação especial ao ministério de julgamento efetuado por Cristo no santuário celestial. As razões para esta aplicação podem ser enunciadas da maneira como segue: a) O templo é o santuário no Céu. (ver Apoc. 1:12-16; 2:1; 4:1-11; 5:1-14; 6:9-11; 7:9-17; 8:1-5.) b) A medição dos adoradores precede o selamento dos servos de Deus )Apoc. 7:1-8). A mediação é o juízo investigativo, que prepara o povo de Deus para a luta final nos últimos dias. (Comparar com Daniel 8:14.)
“Medição é julgamento. ‘Essa restauração e preservação do templo de Deus parece ter também especial aplicação à compreensão mais ampla do significado do ministério de Cristo no santuário celestial, que adveio desde 1844… A medição dos adoradores denota uma obra de julgamento.” – SDABC, vol. 7, págs. 800 e 801.” – LES892, p. 162.
“Por que Deus mede Seu povo? Deus mede Seu povo a fim de prepará-los para o desafio dos últimos dias e habilitá-los para o Céu. A mediação não produz qualidade de caráter, mas nos indica os recursos divinos que Deus torna acessíveis para crescimento e desenvolvimento. Nossa segurança nos últimos dias está inseparavelmente ligada a nossa relação com o Senhor Jesus Cristo. O objetivo da medição é determinar a qualidade dessa relação e preparar-nos para a luta à frente. (Ver Amós 7:7-9; S. Mat. 7:21 e 22.)” – LES892, p. 162 e 163.
11:2 Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.
Átrio – “Representa a Terra e a obra de expiação que Jesus realizou quando esteve neste mundo.” – LES892, p. 161.
A medição e seu significado –“… Apocalipse 11 é a continuação da cena descrita no capítulo anterior, na qual foi ordenado que João tomasse e comesse o livrinho. No capítulo 11 verificamos que o apóstolo recebeu uma vara de medir e, com ela, a tríplice ordem de medir o templo, o altar e os que naquele adoram. Foi-lhe recomendado que não medisse o átrio exterior do templo, pois esse átrio seria dado aos gentios, que por quarenta e dois meses calcariam aos pés a cidade santa. Mais uma vez estamos lidando com profecia simbólica.
”…Leia Ezequiel 41:1-4; 43:1-9; Daniel 8:9-14; Zac. 2:1-7… As profecias de Ezequiel, Daniel e Zacarias lançam luz sobre o estudo de Apocalipse 11. A visão de Ezequiel, de medição do templo, é uma profecia da restauração espiritual após o período de cativeiro. Tanto Daniel como João enfatizam a mesma verdade. A mensagem do santuário seria restaurada. O ministério mediador de Cristo seria compreendido novamente. Será avaliado o caráter do povo de Deus, e eles serão preparados para o encontro com o Senhor, em Sua volta.” – LES892, p. 160 e 161.
42 meses (1260 dias) – “Os 42 meses e os 1.260 dias são uma referência ao período da supremacia papal (538 A.D. a 1798 A.D.). Durante esse tempo, as duas testemunhas (as Escrituras Sagradas) profetizaram vestidas de pano de saco. Esse foi um tempo em que as forças do mal “calcaram aos pés” verdades da palavra de Deus e perseguiram os que procuraram perseverantemente estudar as Escrituras por si mesmos.” – LES892, p. 165.
“As profecias dos 1.260 Anos [42 meses]:
“Esta profecia de tempo é mencionada sete vezes na Bíblia, duas das quais em Apocalipse 11. Para compreender melhor a significação desse período de tempo, analise este diagrama:
| TEXTO | PERÍODO DE TEMPO | O QUE ACONTECEU? |
| Dan. 7:25 | Um tempo, dois tempos e metade de um tempo | A ponta pequena persegue |
| Dan. 12:7 | Um tempo, dois tempos e metade de um tempo | Segue-se o tempo do fim |
| Apoc. 11:2 | 42 meses | Pés a cidade santa |
| Apoc. 11:3 | 1.260 dias | Duas testemunhas vestidas de pano de saco |
| Apoc. 12:6 | 1.260 dias | A Igreja foge para o deserto |
| Apoc. 12:14 | Um tempo, tempos e metade de um tempo | A Igreja no deserto |
| Apoc. 13:5 | 42 meses | A besta semelhante a leopardo exerce seu poder |
” – LES892, p. 161.
11:3 E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta dias.
Duas Testemunhas – “O Antigo e o Novo Testamentos.” – LES892, p. 164.
“O Antigo e o Novo Testamento. Os Adventistas do Sétimo Dia têm interpretado tradicionalmente as duas testemunhas de Apocalipse 11 como referência simbólica ao testemunho das Escrituras Sagradas – o Antigo e o Novo testamento. … As duas testemunhas não são membros da divindade (versos 3 e 4). Podem ser atacadas por seres humanos, mas são capazes de defender-se (verso 5). Têm poder para produzir calamidade e pragas, e profetizam (verso 6). Podem ser mortas (versos 7 e 8), mas ressuscitam (verso 11). São ‘dois profetas’ (verso 10). Ao serem ressuscitadas, sobem ao Céu para que todos os seus inimigos as contemplem (verso 12).
“As duas testemunhas constituem algo que pode continuar existindo na presença de Deus, e ser ao mesmo tempo atacado na Terra. A interpretação de que as ‘testemunhas’ são a Palavra de Deus – o Antigo e o Novo testamentos – é a única que se ajusta às especificações dadas na profecia.” – LES892, p. 164.
“Ambos são importante testemunhas quanto à origem e à perpetuidade da lei de Deus. Ambos são também testemunhas do plano da salvação. Os tipos, sacrifícios e profecias do Velho Testamento apontam para um Salvador por vir. Os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento falam acerca de um Salvador que veio exatamente da maneira predita pelos tipos e profecias.” – O Grande Conflito, p. 264 e 265.
Pano de Saco – “As Escrituras estão de luto quando a tradição está em ascendência. ” – LES892, p. 164.
11:4 Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da terra.
“As duas oliveiras e os dois candeeiros se referem à mesma coisa e no contexto dos 1.260 dias devem ser identificados como o Velho e o Novo Testamentos, revelados pelo Espírito Santo (São João 14:26; 15:26; 16:13-15; São Pedro 1:21).
“Nosso Senhor Jesus Cristo disse que as Escrituras dão testemunho dEle (São João 5:39) e Davi declarou que a Palavra de Deus é uma lâmpada que ilumina o caminho (Salmo 119:105).” – SRA/EP, p. 129.
“Como podemos identificar a obra do Espírito Santo em relação com as duas testemunhas? Zac. 4:1-6 e 11-14.” – LES892, p. 163.
11:5 E, se alguém lhes quiser fazer mal, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos; pois se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.
Importa que seja morto – “Nos versículos 5 e 6 do capítulo 11 declara-se que aqueles que interferem com estas testemunhas (a Palavra de Deus) ou as atacam devem morrer. A mesma admoestação é dada no cap. 22:18, 19. Também se destaca o poder da Palavra de Deus quando usada legitimamente, e são mencionados milagres realizados por Elias e Moisés, que usaram sincera e fielmente a Palavra de Deus.” – SRA/EP, p. 129.
11:6 Elas têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem.
11:7 E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará.
Besta que sobe do abismo – “A besta que sobre do abismo é Satanás (Apocalipse 20:1-3) e também simboliza os reinos do mundo que estão sob seu domínio. Em 11:8, 9 aparecem Sodoma e Egito para destruir as testemunhas de Deus, pois como nações inimigas do povo de Deus no passado, servem como símbolo eloqüente.” – SRA/EP, p. 129.
“Ateísmo, e, de modo mais específico naquele ponto do tempo profético, A Primeira República Francesa. ” – LES892, p. 164.
“A influência do ateísmo que começou nos dias da Primeira República da França se espalhou para o norte e oriente, estendendo-se até a Rússia. A revolução russa de 1917 se constituiu em parte em um ataque contra a religião, uma vez que favorecia o ateísmo. Esse vírus ateu se espalhou através de todo o mundo, ganhando adeptos, infiltrando-se inclusive nos currículos educativos e sob um disfarce científico pretende desafiar a auto-revelação de Deus na Bíblia. O ateísmo já envolveu a terça parte do mundo e continua crescendo.” – SRA/EP, p. 130.
11:8 E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.
Sodoma e Egito – “Símbolos de degeneração moral e de desafio aos mandamentos de Deus. ” – LES892, p. 164.
11:9 Homens de vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados.
Três dias e meio – “Ataque à Bíblia. Perto do fim dessa opressão espiritual [42 meses – verso 2], foi feito um ataque contra a Bíblia na França, sob a influência de um regime ateu. Houve uma tentativa para destruir a Palavra de Deus, mas foi inútil. … O período de três dias e meio de tempo profético simbolizava três anos e meio.” – LES892, p. 165.
“Três Dias e Meio: O período de tempo profético que se estendeu de 26 de novembro de 1793, quando um decreto, promulgado em Paris, aboliu a religião, até 17 de junho de 1797, quando o governo francês removeu as restrições à prática da religião. (Ver SDABC, vol. 7, pág. 803.) ” – LES892, p. 164.
“Como a Bíblia o desmascara, Satanás procura silenciar seu testemunho, quer mantendo-a oculta quer destruindo-a. Se aplicamos a estes três dias e meio o princípio bíblico de um dia por um ano (Ezequiel 4:6), chegaremos à conclusão de que o testemunho bíblico reviveria três anos e meio depois de ter sido aniquilado. Esta profecia se cumpriu de um modo muito preciso e surpreendente na história da França. Os três anos e meio foram exatamente o Reinado de Terror da revolução Francesa. Esse período começou a 26 de novembro de 1793 quando a França, por decreto se sua assembléia legislativa, declarou que não há Deus, o que foi motivo de regozijo para todos os seus habitantes, e durou até 17 de junho de 1797, quando o governo francês anulou o decreto e outra vez se permitiu a prática da religião na França. Durante este tempo a Bíblia foi queimada e abolida na França, foi ‘morta’. Todas as igrejas foram fechadas e proibiu-se a adoração de Deus por decreto da assembléia, que era o corpo legislativo da França. Também se decidiu que a semana seria de dez dias. O dia de descanso foi abandonado e em seu lugar se consagrava um dia em cada dez para a orgia e a blasfêmia. Negou-se abertamente a existência de Deus. Uma mulher imoral foi nomeada a deusa da razão, e as pessoas deviam adora-la. Ficou proibido todo tipo de culto religioso. Tudo isto durou exatamente três anos e meio, como o disse a profecia. Porém, o testemunho bíblico não só ressuscitaria, mas se elevaria e sua fama subiria ao Céu. Em 1804 e 1816 foram organizadas as primeiras e maiores sociedades bíblicas e o livro de Deus inundou o planeta, constituindo-se no livro mais difundido de toda a história da humanidade.” – SRA/EP, p. 130
11:10 E os que habitam sobre a terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão; e mandarão presentes uns aos outros, porquanto estes dois profetas atormentaram os que habitam sobre a terra.
11:11 E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram.
11:12 E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.
Subiram para o Céu – “Importância e exaltação das à Bíblia depois da supressão indicada mais acima [11:9]. ” – LES892, p. 164.
Testemunhas revividas e exaltadas – “Diz-se que Voltaire havia declarado: ‘Se foram necessários doze pescadores ignorantes para levar adiante o Evangelho de Jesus Cristo, eu mostrarei que basta um francês para destruí-lo. Daqui a 50 anos ninguém se lembrará da Jesus Cristo.’
“Paradoxalmente, 25 anos depois as Sociedades Bíblicas compravam a casa que havia sido de Voltaire e a converteram em um depósito de Bíblias. As duas testemunhas haviam ressuscitado e estavam subindo cada vez mais, como diz a profecia.” – SRA/EP, p. 130.
11:13 E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu.
Grande terremoto – “Esse terremoto não é o final da História, porque ruiu apenas a décima parte da cidade. Deve ser entendido como o derramamento de um juízo parcial de Deus para conduzir os homens ao respeito de Sua Palavra. Alguns crêem que a cidade mencionada aqui é símbolo da França; outros, que representa o papado, o qual era apoiado pelos dez reis ou nações (Apocalipse 17:18, 12, 13). O terremoto seria o aprisionamento do papa em 1798. A França é um destes dez reis e seria a décima parte que caiu por um curto tempo; que se levantou contra toda manifestação religiosa. As 7.000 pessoas que morreram poderiam ser entendidas como a realeza que perdeu seus títulos de nobreza e foram mortos. Isto despertou terror a princípio, e os levou mais tarde a glorificar a Deus quando voltaram a aceitar a Bíblia e a religião.” – SRA/EP, p. 130.
Décima parte – “Uma das dez pontas ou divisões do Império Romano. Neste caso, a França.” – LES892, p. 164.
11:14 É passado o segundo ai; eis que cedo vem o terceiro.
11:15 E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.
A sétima trombeta – “O fim do mundo.” – LES892, p. 125.
“A sétima trombeta apresenta o tempo do fim quando o remanescente fiel proclamaria o evangelho eterno e a mensagem dos três anjos a todo o mundo.” – SRA/EP, p. 134.
11:16 E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus,
11:17 dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, porque tens tomado o teu grande poder, e começaste a reinar.
11:18 Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.
Graças Te damos – “O Hino de Ações de Graça. Após a declaração de triunfo, os vinte e quatro anciãos entoam um hino de agradecimento a Deus pela vitória que Ele alcançou sobre os poderes do mal (Apoc. 11:16-18). A vitória da ira de Deus é um assunto importante no livro do Apocalipse. (Comparar com Apoc. 6:12-17; 14:9-11 e 17:20; 15:5-8; 16:17-21.)
“Em suas ações de graça, os anciãos fazem alusão ao julgamento dos que morreram. O texto se refere à recompensa da vida eterna para os justos e da pena de morte para os ímpios.” – LES892, p. 166.
11:19 Abriu-se o santuário de Deus que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto; e houve relâmpagos, vozes e trovões, e terremoto e grande saraivada.
Abriu-se o santuário – “As palavras de São João no sentido de que ‘abriu-se… o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da aliança no Seu santuário’, descrevem o lugar santíssimo, pois era ali que a arca estava. Foi ali que Jesus entrou ao se cumprirem os 2.300 dias, em 1844, o que nos permite entender que a partir dessa época entramos no período da sétima trombeta. Quando cristo sair do lugar santíssimo, terão terminado o juízo investigativo, Sua obra mediadora e o tempo da graça, e terão lugar as bodas do Cordeiro.” – SRA/EP, p. 134.
“O começo do julgamento que precede o Segundo Advento. …’A arca do concerto de Deus está no santo dos santos, ou lugar santíssimo, que é o segundo compartimento do santuário. No ministério do tabernáculo terrestre, que servia como ‘exemplar e sombra das coisas celestiais’, este compartimento se abria somente no grande dia da expiação, para a purificação do santuário. Portanto, o anúncio de que o templo de Deus se abrira no Céu, e de que fora vista a arca de Seu concerto, indica a abertura do lugar santíssimo do santuário celestial, em 1844, ao entrar Cristo ali para efetuar a obra finalizadora da expiação. Os que pela fé seguiram seu Sumo sacerdote, ao iniciar Ele o ministério no lugar santíssimo, contemplaram a arca de Seu concerto. Como houvessem estudado o assunto do santuário, chegaram a compreender a mudança operada no ministério o Salvador, e viram que Ele agora oficiava diante da arca de Deus, pleiteando com Seu sangue em favor dos pecadores.” – O Grande Conflito, p. 433.
Arca da Aliança – “… a lei de Deus contida na ‘arca da Aliança’ celestial é o padrão do juízo final.” – LES963, lição 5, p. 4.
“Em que outra ocasião será aberto o templo de Deus no Céu, e revelado o conteúdo da arca?
“Imediatamente antes da volta de Jesus. ‘Quando for aberto o templo de Deus no Céu, que ocasião triunfante será essa para todos os que têm sido fiéis e sinceros! No templo será vista a arca do concerto em que foram colocadas as duas tábuas de pedra, nas quais está escrita a lei de Deus. Essas tábuas de pedra serão tiradas de seu esconderijo, e nelas serão vistos os Dez Mandamentos gravados pelo dedo de Deus. Essas tábuas de pedra, que agora se encontram na arca do concerto, serão convincente testemunho da verdade e dos reclamos obrigatório da lei de Deus.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 972. (Ver também O Grande Conflito, p. 645.)” – LES892, p. 167.
Tempo – “Conforme foi predito nas Escrituras, o ministério de Cristo no santíssimo começou com a terminação dos dias proféticos em 1844. A este tempo se aplicam as palavras do revelador: ‘Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da aliança no Seu santuário.’ Apoc. 11:19. A arca da aliança de Deus está no segundo compartimento do santuário. Quando Cristo ali entrou, para ministrar em favor do pecador, o santuário interior se abriu, e a arca de Deus foi posta foi posta ao alcance da vista.” – História da Redenção, p. 379. (Grifo acrescentado.)
“O começo e a terminação da mensagem do terceiro anjo estão dentro do período de tempo abrangido por Apocalipse 11:15-19. A cena se desenvolve depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844, e culmina no fim do tempo da graça, quando os ímpios e os justos são separados para sempre (Apoc. 22:11).” – LES893, p. 98.
Santuário de Deus no Céu – “Deus ordenou a construção do santuário no deserto para que os crentes do Antigo Testamento tivessem uma lição objetiva das verdades espirituais e eternas. Os sacrifícios feitos e presenciados pelo povo eram dramáticos audiovisuais destinados a mostrar pateticamente a gravidade do pecado, assim como o preço do resgate que seria pago por nosso Senhor, a imensidade de Sua graça e os diversos aspectos do juízo divino e a erradicação final do pecado este mundo e do Universo.
“O tabernáculo do deserto foi substituído pelo templo de Salomão e este pelo de Zorobabel, que por sua vez foi substituído pelo de Herodes. No ano 70 se cumpriu a profecia de Jesus de que não ficaria pedra sobre pedra desse templo (São Mateus 24:1,1). Embora a Santa Bíblia diga que Deus deseja morar em nós, templos vivos (I Coríntios 3:16, 17), o Apocalipse fala do templo real, do qual o terrenal é só uma figura ou ilustração. O estudo do significado das diversas cerimônias do santuário terrenal e da obra de Cristo no santuário real nos dará uma compreensão mais profunda do plano de salvação e da erradicação completa do mal. …
“Existem outra referências no Apocalipse [além de 11:19] ao Santuário de Deus que está no Céu. Por exemplo: Apocalipse 7:15; 14:15, 17. São João descreve alguns móveis que viu nele, tais como o altar, a arca da aliança e o incensário (Apocalipse 8:3; 11:19). …
“Quem é o Sumo Sacerdote ministro desse verdadeiro tabernáculo? Hebreus 8:1, 2.
“Resp. São Paulo diz que é Jesus, ‘que se assentou à destra do trono da Majestade nos Céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo…’
“Nota: Os sacerdotes do Antigo Testamento eram uma sobra ou ilustração do sacerdócio que cumpriria nosso senhor Jesus Cristo no santuário celestial.’ Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável’ (Hebreus 7:23, 24). No Novo Testamento cada crente, como integrante do corpo de Cristo (I Coríntios 12:27; Colossenses 1:18), é constituído sacerdote pelo Senhor (Apocalipse 1:6; I São Pedro 2:9, 10) com acesso direto a Deus por meio de Jesus Cristo (Hebreus 4:14-16). O único Sumo Sacerdote que temos no Novo Testamento é Jesus (hebreus 3:1; 7:24-27). …
“Os serviços do Santuário revelam, em símbolos, o grande amor de Deus e Seu plano para salvar-nos. Pois Ele nos ama muito.
“Efésios 3:18 nos fala da largura, do comprimento, da altura e da profundidade do amor de Deus. Muitos de nós acreditamos saber algo do que é o amor de Deus, mas nos séculos vindouros reconheceremos que compreendemos muito pouco.
“Colombo descobriu a América, mas que sabia ele de seus grandes lagos, rios, bosques e vales? Ele morreu sem conhecer muito do que havia descoberto. Assim também, muitos de nós descobrimos o amor de Deus, mas ele tem alturas, larguras e profundidades que não conhecemos. Esse amor é um imenso oceano e é necessário submergir nele para que conheçamos um pouco do que representa. (Moody)
“Nota: Em seu livro ‘Cristo no Santuário’, o Dr. Salim Japas mostra seis passos fundamentais da salvação que aparecem nítidos na simbologia do santuário: 1. Na porta do átrio é reconhecida a necessidade de salvação (Isaías 64:6). 2. No altar dos holocaustos é imputada a justiça de Cristo, ‘O Cordeiro de Deus’ (São João 1:29) imolado por nós. 3. No lavatório, a pureza da justiça de Cristo é comunicada no processo de santificação (Hebreus 12:6-11). 4. No altar de incenso, Jesus vive sempre para interceder por nós (Hebreus 7:24, 25). 5. No candelabro de ouro, o Espírito Santo testifica por Cristo em favor da Igreja (São Mateus 5:14-16). 6. Na arca do concerto estão a justiça e a misericórdia de Cristo (Apocalipse 22:3, 4). …
“A todo instante, Cristo intercede por nós no Santuário celestial, cancelando a dívida dos pecados pelos quais nos arrependemos, tendo-O aceitado como nosso Salvador e Mediador. Ele pode fazê-lo com eficácia, pois pagou nosso resgate com Seu sangue.” – SRA/EP, p. 71-74.
Por que foi combatida a mensagem do santuário? – “Muitos e tenazes foram os esforços feitos para subverter-lhes a fé. Ninguém poderia deixar de ver que, se o santuário terrestre era uma figura ou modelo do celestial, a lei depositada na arca, na Terra, era uma transcrição exata da lei na arca, que está no Céu; e que a aceitação da verdade concernente ao santuário celeste envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e da obrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo da oposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o ministério de Cristo no santuário celestial.” – O Grande Conflito, p. 435. (Destaque acrescentado.)
Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-11.html
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SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
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Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.
White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
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TEXTO BÍBLICO APOCALIPSE 10 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 10 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
APOCALIPSE 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Apocalipse 10 está ligado à segunda metade de Daniel (Dn 7-12). A descrição do forte anjo de Apocalipse é idêntica à do homem vestido de linho em Daniel 10. Ambos levantam a mão direita ao céu e fazem um juramento (v. 6; Dn 12:7). Contudo, enquanto o homem vestido de linho declara uma profecia de tempo, o anjo poderoso declara que “já não haverá demora [em grego, chronos; literalmente, ‘tempo’]”. Estes detalhes indicam que Apocalipse 10 aponta para um tempo em que as profecias de Daniel seriam estudadas e compreendidas (a menção ao “livrinho aberto” no v. 2).
Na visão, João come o livrinho, que é doce na boca e amargo no estômago. Essa experiência profética apontava para o desapontamento do povo de Deus quando Cristo não retornou em 1844. O capítulo se encerra com o anjo dizendo a João que, apesar da amargura vivida, ele deveria continuar profetizando (v. 11). Da mesma maneira, apesar da experiência amarga, os servos de Deus deveriam continuar pregando a mensagem de salvação.
É durante a sétima trombeta que o “mistério de Deus” (v. 10) será concluído. Ele abrange todo o Plano da Salvação que a Divindade pos em operação para salvar-nos e Jesus sendo recebido na glória (1 Timóteo 3:16). Esse “mistério de Deus”, juntamente com o Juízo Investigativo e a fase final da expiação, será concluído por Jesus ao final do soar da sétima trombeta, fechando-se assim a porta da graça.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia – Brasil
Kenneth Mathews, Jr.
Greeneville, Tenesse, EUA
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“Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (v.11).
Após a sexta trombeta, encontramos profecias que antecedem o toque da sétima e última trombeta. João viu “Outro anjo forte” (v.1) e a descrição deste anjo se assemelha à visão que teve de Cristo no capítulo um. O arco-íris é um símbolo da aliança de misericórdia e justiça de Deus para com a humanidade, quando prometeu nunca mais destruir o mundo através de um dilúvio (Gn.9:12-15). Portanto, Jesus desceu pessoalmente para dar a João uma revelação sobremodo importante para o tempo do fim. Seus pés entre o mar e a terra simbolizam uma mensagem universal. Mas mesmo que Apocalipse seja uma revelação de Jesus para o homem, nem tudo nos é permitido compreender. Sobre “os sete trovões” (v.4) não foi permitido a João escrever, mostrando que Deus tem muito mais a nos revelar, mas que só a eternidade poderá explicar.
Jesus “tinha na mão um livrinho aberto” (v.2). O fato de estar aberto, mostra que é uma mensagem acessível a todos. Quando Daniel recebeu as visões e as terminou de escrever, foi-lhe dito: “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (Dn.12:4). Ou seja, a mensagem do livro de Daniel só seria estudada e plenamente compreendida no tempo do fim. Portanto, “nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a sétima trombeta” (v.7), no tempo que antecede o retorno de Cristo à Terra, o livro de Daniel deixaria de ser um livro selado e passaria a ser um livro estudado e compreendido. Porém, quando João pediu que o anjo lhe desse o livrinho, foi-lhe dada uma ordem inusitada: “Toma-o e devora-o” (v.9). No que ele tomou o livrinho e o comeu, em sua boca, o sabor “era doce como mel”, mas ao chegar ao “estômago ficou amargo” (v.10). Era uma mensagem sobremodo doce, agradável, mas o resultado causaria amargor, decepção.
Esta profecia se cumpriu com precisão após a profecia dada a Daniel de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (1260 anos, como vimos no estudo de Daniel, capítulo doze). Após 1798, com o fim da supremacia papal, haveria um despertamento entre homens e mulheres de Deus que se dedicariam a estudar com minucioso cuidado as profecias do “livrinho” de Daniel. Os acontecimentos do aprisionamento do papa Pio VI, do grande terremoto de Lisboa, do dia escuro (19 de maio de 1780) e da queda de estrelas (13 de novembro de 1833), despertaram a muitos a estudar a Bíblia, especialmente as profecias de Daniel. Mas porque a mensagem deste livro é descrita como se o seu entendimento resultasse em amargor, decepção? Por que seria exatamente isto que aconteceria.
Em meados de 1800, dentre os que se dedicaram a estudar, com minúcia, o livro de Daniel, estava um fazendeiro batista chamado Guilherme Miller. Com profundo e sincero interesse, este homem do campo se dedicou ao exame deste livro e chegou à conclusão de que a profecia de Daniel 8:14 se referia ao segundo advento de Cristo. Apesar da sua descoberta, Miller passou muitos anos sem revelar a outros seu entendimento, até que Deus lhe confirmasse de que ele deveria pregar esta mensagem. Embora o cálculo do tempo das duas mil e trezentas tardes e manhãs estivesse correto, o evento não se referia à volta de Jesus como Miller havia concluído. Certo de que deveria propagar esta revelação, sua voz foi ouvida e a mensagem espalhada. Foi quando Samuel Snow, estudando a purificação do santuário à luz do estudo sobre o santuário terrestre, concluiu que Jesus voltaria à Terra em 22 de outubro de 1844, conforme o calendário judaico apontava este dia como o dia da expiação (Lv.23:26-32). Houve grande comoção entre os crentes e o movimento milerita ganhou milhares de adeptos.
Então chegou o tão aguardado dia. Famílias inteiras abriram mão dos seus bens, comerciantes deixaram seus negócios; todos olhavam para o Céu na expectativa de logo avistar o seu Senhor e Salvador nas nuvens do céu. Mas quão grande foi a decepção ao perceberem que Jesus não voltaria! Choro, angústia e profunda amargura marcaram aquele fatídico dia! Muitos abandonaram a fé tão rápido quanto a aceitaram, outros, porém, convictos de que Deus não os deixaria na escuridão, dedicaram-se à oração a fim de entender o que havia acontecido. A partir deste incidente, Deus levantaria um povo para proclamar ao mundo o Seu último chamado. Foi assim que Hiram Edson recebeu de Deus a compreensão de que a purificação do santuário não se referia à Terra, mas ao santuário celeste. Jesus havia passado do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário do Céu, dando início ao tempo do grande dia da expiação profético. Os registros de cada ser humano, desde então, seriam analisados e julgados, e apagados com o sangue do Cordeiro os pecados daqueles que se arrependeram, creram no Filho de Deus e buscaram viver conforme está escrito em Sua Palavra.
O último versículo explica porque haveria decepção, porque Jesus não voltou naquele tempo: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (v.11). Isto é, ali não era o fim, mas o início do tempo do fim. Hoje nós alcançamos este tempo de misericórdia antes que seja tocada a última trombeta. E estamos, de fato, vivendo no fim do tempo do fim. Jesus, finalmente, está às portas e “já não haverá demora” (v.6). Qual tem sido a nossa atitude frente de estarmos às vésperas de contemplar o Rei da Glória? Miller não foi enganado por uma mensagem falsa, mas foi instrumento de Deus para o cumprimento de uma profecia que culminaria no surgimento de uma igreja que, como fez João Batista na primeira vinda de Jesus, despertaria o mundo para a Sua segunda vinda. Alcemos a voz e proclamemos em toda a Terra o derradeiro chamado, o último clamor de um Deus que nos diz: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, igreja do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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APOCALIPSE 10 – Entre a sexta e a sétima trombeta há um intervalo. A expectativa continua existindo nas profecias. Vale a pena tentar entender a mensagem deste capítulo.
Seu contexto encontra-se antes do toque da última trombeta (v. 7). Redobre tua atenção aqui:
“A sexta trombeta está situada no contexto do altar de incenso (no lugar santo: Apocalipse 9:13), e esse ministério terminou em 1844 quando a porta se abriu no lugar santíssimo em relação com a sétima trombeta (Apocalipse 11:15-19)” (Alberto R. Treiyer)
A sexta trombeta soou entre 1840 e 1844. Um grande desapontamento aconteceu “depois da conclusão da sexta trombeta que se vincula ao Lugar Santo (Apocalipse 9:13). Quando a hora do juízo correspondente a essa trombeta expirou em 1840, se anunciou o começo da sétima trombeta” (Treiyer).
Em 1844 Jesus deu início ao juízo investigativo. Entretanto, ao estudar as profecias de Daniel, os cristãos entenderam que os 2300 anos, visando a purificação do Santuário se tratava, da segunda vinda de Cristo para restaurar a Terra. Então, a expectativa para esse evento se tornou em decepção quando, em 22 de outubro daquele ano, Jesus não veio como haviam entendido.
Isso estava profetizado no capítulo em pauta:
• Aqui o livrinho refere-se ao livro de Daniel, especificamente às profecias que foram seladas em sua época. Antes, fora-lhe dito: “Feche com um selo as palavras do livro até o tempo do fim” (Daniel 12:4). Agora, o livrinho selado é trazido aberto (Apocalipse 10:1-2).
• O tempo do fim está chegando ao fim, fato confirmado pelo juramento de Cristo (vs. 3-7).
• João recebeu ordens para devorar o livrinho, representando à igreja após 1840 estudando o livro de Daniel. Porém, ao haver um equívoco quanto ao evento da purificação do santuário, pensando ser a volta de Cristo, o doce da expectativa tornou-se amargo (vs. 8-10).
• Finalmente, uma injeção de ânimo deve inflamar os crentes reavivando-os para anunciar os eventos finais (v. 11).
“Quando Cristo entrou no lugar santíssimo para consumar a obra de expiação, cessou seu ministério no primeiro compartimento. Mas quando terminou o serviço que se realizava no primeiro compartimento, começou o ministério no segundo compartimento… Só havia terminado uma parte de Sua obra como intercessor para começar outra” (Ellen G. White).
Ainda existe graça! Reavivemo-nos para compartilhá-la! – Heber Toth Armí.