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15.299 palavras (incluindo texto bíblico)
Os 144.000 – As mensagens angélicas – A ceifa – A vindima
“[Em Apocalipse 14] Os característicos espirituais dos crentes que viveriam no tempo do fim e as mensagens destinadas a prepará-los para o Céu, são apresentadas com clareza.” – LES893, p. 118.
“Os capítulos 14 e 15 descrevem a multidão representada pelos 144.000 fruindo o triunfo final no Céu, depois de seu conflito no fim do tempo, com a besta e sua imagem.”- LES893, p. 58
“Apocalipse 7 retrata os 144.000 na Terra, antes de sua severa provação e da destruição do mundo. Apocalipse 14 os apresenta com Cristo no Céu, depois dos acontecimentos finais da história terrestre.” – LES893, p. 58.
“O holofote profético projeta sua luz além do período do conflito final e focaliza momentaneamente uma cena de triunfo – a vitória da última geração vivente do povo de Deus – simbolizada pelos 144.000. A mulher coberta de luz (Apoc. 12:1) simboliza a Igreja triunfante. Então a profecia dá os pormenores de sua experiência precedente. Semelhantemente, a profecia descreve os 144.000 vitoriosos antes de relatar as mensagens especiais que, no fim do tempo, os preparam para o triunfo final.” – LES893, p. 57.
“Apocalipse 14:1-5 focaliza os vencedores, não as vítimas. Depois de seu conflito terrestre, os 144.000 estão diante de Deus, livres da perseguição, da tentação e do pecado. Sua pureza de caráter resultou de sua sincera aceitação das mensagens dos três anjos.” – LES893, p. 56.
“Apocalipse 14:6-13 descreve as mensagens que o ‘remanescente’ proclama antes e durante o conflito com a besta de dois chifres (o falso profeta).” – LES893, p. 57.
“O capítulo 14 começa com a cena encorajadora dos 144.000 no Céu imediatamente após a Segunda Vinda de Cristo. (versos 1 a 5.) Esta cena é seguida pela apresentação das mensagens a que os 144.000 atenderam antes do Segundo Advento. (Versos 6 a 13.) A terceira parte do capítulo descreve em termos simbólicos a colheita dos justos e a dos ímpios, por ocasião da volta de Jesus. (Versos 14 a 20.)
“Não pode haver dúvida quanto ao período a que as mensagens dos três anjos se aplicam de modo especial. O capítulo 14 é precedido de uma apostasia mundial (capítulo 13), e seguida pela descrição das sete últimas pragas (capítulos 15 e 16). Essas pragas precedem imediatamente a vinda de Cristo.
“É muito importante conhecer o tempo em que devem ser proclamadas as mensagens de Apocalipse 14:6-12, bem como a identidade dos que as proclamarão e dos que precisam ouvi-las. Também é muito importante ter clara compreensão do conteúdo dessas mensagens.
“Elas se destinam ao nosso tempo. Focalizam as pessoas, os problemas, os enganos e as necessidades da época atual. Resultam em separação do mundo – a separação final do trigo e do joio (S. Mat. 13:24-30), das ovelhas e dos cabritos (S. Mat. 25:31-46), dos justos e dos ímpios.” – LES893, p. 71.
14:1 E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai.
“É importante notar que a cena seguinte ao decreto de morte (Apoc. 13:15-18) descreve o remanescente como estando com Cristo no Monte Sião, fora do alcance das forças do mal (Apoc. 14:1). Durante o tempo da angústia, estão tão seguros como já estivessem no Céu com seu Senhor.” – LES963, lição 11, p. 4A.
O Monte Sião é o Céu – “Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial.” Heb. 12:22. Com os salvos de todas as épocas, os 144.000 estarão no Céu, ‘diante do trono de Deus … no Seu santuário’ (Apoc. 7:15), imediatamente após a segunda vinda de Jesus. No livro do Apocalipse, o templo ou santuário está sempre no Céu. (Ver cap. 11:19; 15:5.)”– LES893, p. 57.
Nas suas testas tinham escrito o nome de Cristo e de Seu Pai – “A frase em grego de Apocalipse 14:1 significa: ‘tendo o Seu nome e o nome de Seu Pai escrito sobre suas frontes.’ (Comparar com Apoc. 3:12; 22:4.) O nome do Pai e o nome de Cristo são símbolos do caráter divino.
“O salmista escreveu: ‘Eu, porém, renderei graças ao Senhor, segundo a Sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor Altíssimo.’ (Sal. 7:17). O nome do Senhor é o símbolo de Sua justiça. Quando louvamos o nome do Senhor louvamos Seu santo caráter. O salmista também escreveu: ‘Tributai ao Senhor a glória devida ao Seu nome’ (Sal. 29:2). A glória do Senhor é Seu caráter infinitamente perfeito. …
“O Espírito Santo traz a justiça de Cristo até o coração de cada fiel cristão (Rom. 8:9 e 10). Vivendo a experiência do novo nascimento (João 3:1-16), temos o selo inicial do Espírito, o ‘penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade’ (Efés. 1:14).
“A presença do Espírito em nosso coração resulta no crescimento espiritual até à completa vitória sobre o pecado, que é o pré-requisito para receber o selo de Deus do tempo do fim. Aqueles cujos nomes são mantidos no livro da vida são os vencedores pelo poder de Cristo (Apoc. 3:5). Apocalipse 6:11 traduzido literalmente diz: ‘E foi dada a cada um deles [dos justos mortos] uma roupa branca, e foi dito que deveriam esperar um pouco mais, até que seus irmãos e companheiros que estavam para ser mortos como eles o foram pudessem ser completos.’ Pelo poder do Espírito Santo, o povo de Deus do tempo do fim será feito completamente vitorioso em Cristo, durante ‘as bodas do Cordeiro’, o juízo pré-advento (Apoc. 19:2, 7 e 8). Então, eles são selados em suas frontes. Seus nomes serão conservados para sempre no livro da vida e Satanás não terá mais poder sobre eles. (Ver Primeiros Escritos, págs. 270 e 271.)
“O nome de Deus, o Seu caráter, é revelado por Sua obra criativa e redentiva, da qual o sábado é um sinal (Êxo. 31:13). Quem recebe a concessão do caráter de Cristo como um dom do Espírito Santo guarda o sábado como o grande memorial da sua vitória espiritual em Cristo.” – LES963, lição 9, p. 5.
“O nome de Deus simboliza o Seu caráter.” – LES893, p. 59.
“O selo de Deus é o nome de Cristo ‘e o nome de Seus Pai’ escritos na fronte (Apoc. 14:1). Aquele que vence o pecado pela graça de Cristo tem o nome dEle e o nome do Pai inscritos em sua pessoa (Apoc. 2:17; 3:12; 22:4). No Antigo Testamento, a palavra hebraica shem (‘nome’) às vezes é usada com o significado de ‘caráter’ (ver Jer. 14:7 e 21), e quase pode ser sinônimo da própria pessoa (ver Sal. 18:49).” – SDABC, vol. 6, p. 157. Muitos nomes visavam a indicar o caráter daqueles que os recebiam.” – LES892, p. 100.
“Os hebreus, como outros povos do antigo Oriente Próximo, davam grande importância aos nomes pessoais. Os seus nomes tinham um significado literal que às vezes simbolizava o caráter e a personalidade daqueles a quem designavam.” – SDA Bible Dictionary, p. 752, citado em LES893, p. 59.
“O selo do Deus vivo só será colocado sobre os que são semelhantes a Cristo no caráter.” – LES892, p. 100.
“Quem responde à voz do Espírito, aceitando a Cristo como seu Salvador e Senhor e faz Sua vontade conforme revelada ns Escrituras, recebe o selo de Deus do tempo do fim. Quem aceita o controle dos demônios em sua vida, dá as costas a Cristo, rejeita Sua lei e recebe a marca da besta.” – LES963, lição 9, p. 1.
Ver Apêndice: “O nome de Deus”.
“Quando comparamos as duas passagens que tratam especificamente dos 144.000 (Apocalipse 7 e 14), vemos que há clara ênfase na profecia ao ‘selo de Deus’. O contexto dessas passagens denota que tal expressão é usada para transmitir três conceitos distintos mas interligados: caráter, propriedade e o sábado. …
“Os selados são propriedade de Deus. Comparar II Tim. 2:19 com Apoc. 7:1-8; 14:1-5 e Ezeq. 9:4-6. ‘Assim como nos tempos antigos o selo sobre um objeto indicava a quem ele pertencia, o selo de Deus sobre o Seu povo proclama que Ele os reconhece como sendo Seus.’ – SDABC, vol. 7, pág. 782. …
“A observância do sábado – um sinal característico. Visto que o anjo com o selo [Apoc. 7:13] representa o mesmo movimento que o terceiro anjo, o qual acautela as pessoas contra a ‘marca da besta’, é evidente que o ‘selo de Deus’ abrange uma verdade que está sendo ensinada em contraste com o erro. A mensagem do primeiro anjo convida o mundo a retornar à adoração do Criador e faz alusão ao quarto mandamento (Apoc. 14:7; comparar com Êxodo 20:8 e 11). Os que atendem às três mensagens angélicas são apresentados como ‘os que guardam os mandamentos de Deus’ (Apoc. 14:12). O enfoque é o mandamento do sábado e a obediência a ele, como fator que distingue os verdadeiros adoradores de Deus dos adoradores da besta.
“Deus restringe os ventos da guerra total até que a mensagem do selamento tenha realizado a sua missão – a apresentação da verdade do sábado e a advertência acerca da aceitação do falso dia de repouso.” – LES893, p. 60 e 61.
O sinal de Deus – “Dado ao mundo como o sinal do Criador, o sábado é também o sinal de Deus como nosso Santificador. [Ver Êxodo 31:13.] O Poder que criou todas as coisas é o que torna a restaurar a alma à Sua própria semelhança. Para os que guardam o sábado, esse dia é o sinal da santificação. A verdadeira santificação consiste na harmonia com Deus, na imitação de Seu caráter.” – Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 17.
“Compare a descrição dos 144.000 nesta passagem com a de Apocalipse 6:14 a 7:4, que retrata um terrível período pouco antes e durante o tempo do seu livramento. João conseguiu ver “quem poderá subsistir” (Apoc. 6:17). O capítulo 7, versos 1 a 8, revela que, daqueles que estiverem vivendo quando Jesus vier, os que poderão subsistir serão os 144.000. Este número é simbólico porque se acha contido numa profecia que é distintamente simbólica. Os ‘quatro anjos’, os ‘quatro ventos’, ‘o Oriente’’, e ‘o selo’ são símbolos proféticos (Apoc. 7:1-3). As doze tribos representam a última geração de crentes fiéis que participaram da experiência de justiça pela fé em Cristo. (Comparar com Gál. 3:27-29.) As tribos literais não existem mais, e é inconcebível que só 144.000 judeus ‘poderão subsistir’ (Apoc. 6:17) na segunda vinda de Jesus.” – LES893, p. 58.
14:2 E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas.
Música – “O apóstolo João ouve música celestial quando os remidos e os anjos se reúnem para juntos começarem a eternidade.” – LES893, p. 60.
14:3 E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra.
Ninguém podia aprender – “Os 144.000 cantam algo de sua experiência, que outros não tiveram. ‘Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante.’ – O Grande Conflito, pág. 654. Eles se alegraram com o livramento quando viram a nuvem no oriente. Sua últimas horas de horrível perseguição, quando se achavam diante da morte e o mundo se colocou contra eles, deram lugar a indescritível exultação.” – LES893, p. 61 e 62.
“A experiência é de natureza tão pessoal que somente os que passam por ela podem apreciar a sua significação. Para eles o cântico é o valioso e abrangente resumo das experiências pelas quais eles passaram nas etapas finais do conflito entre o bem e o mal.” – SDABC, vol. 7, p. 826, citado em LES893, p. 63.
“Comunhão que influi sobre o caráter. T. H. Gibson escreveu o seguinte: ‘Os membros do grupo que se acha em pé sobre o monte Sião atingiram o clímax da comunhão com o Salvador iniciada durante os dias de sua vida terrestre. O que tem especial interesse para nós agora, é essa comunhão, a qual conduz hoje a alegria indizível e possibilitará amanhã que entoemos o cântico de louvor que outros não podem aprender.’ – ‘Os Companheiros do Cordeiro’, Our Firm Foundation (Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1953), vol. 2, págs. 405 e 406.” – LES893, p. 57.
Comprados da Terra – “O caráter piedoso deste profeta [Enoque] representa o estado de santidade que deve ser alcançado por aqueles que hão de ser ‘comprados da Terra’ (Apocalipse 14:3), por ocasião do segundo advento de Cristo.” – Patriarcas e Profetas, p. 85.
Ver Apêndice: “Semelhanças entre os 144.000 e Cristo” e “Comunhão”.
14:4 Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro.
Comprados da Terra – “O caráter piedoso deste profeta [Enoque] representa o estado de santidade que deve ser alcançado por aqueles que hão de ser ‘comprados da Terra’ (Apocalipse 14:3), por ocasião do segundo advento de Cristo.” – Patriarcas e Profetas, p. 85.
Não estão contaminados com mulheres – “Os 144.000 resistiram às investidas de ‘Jezabel’ e suas filhas (Apoc. 2:20-23). Ou, mudando de figura, eles não se deixaram atrair pela grande meretriz – Babilônia e suas filhas (Apoc. 17:1-6). São espiritualmente ‘sem mancha’ porque rejeitaram a contrafação de Satanás.” – LES892, p. 102.
“Uma mulher é muitas vezes usada nas Escrituras para representar uma igreja: uma mulher pura, a Igreja verdadeira; e uma mulher imoral, a igreja apóstata (ver cap. 12:1). No capítulo 17:1-5, … a Igreja de Roma e várias igrejas apóstatas que seguem as suas pegadas são simbolizadas por uma mulher impura e suas filhas. É a essas igrejas que o profeta certamente se refere aqui.
”Visto que toda a passagem é figurada, a virgindade literal, quer de homens ou de mulheres, não é o ponto que está sendo considerado. Se fosse, esta passagem contradiria outras passagens que enaltecem o casamento e a relação matrimonial (… I Cor. 7:1-5). Os santos são aí chamados virgens porque permaneceram afastados de Babilônia ou não tem mais nada que ver com ela… . Eles romperam toda ligação com Babilônia e suas filhas quando estas se tornaram as instrumentalidades de Satanás em seu derradeiro esforço para extirpar os santos.” – SDABC, vol. 7, p. 826, citado em LES893, p. 63 e 64.
“… as ‘mulheres’ de Apoc. 14:4, … devem referir-se à coalizão de elementos religiosos – cristãos professos – que usarão de pressões e seduções para levar os santos a renunciarem a Deus e Seus mandamentos.” – LES893, p. 64.
“São [as dez virgens da parábola] chamadas virgens porque professam fé pura.” – Parábolas de Jesus, p. 406.
“A fé pura inclui não somente o conhecimento da verdade, mas também o ato de dar permissão ao Espírito Santo (simbolizado pelo azeite) para transformar a verdade numa experiência viva e pessoal nas coisas de Deus, semelhante à de Cristo.” – LES893, p. 64.
Seguem o Cordeiro – “Não precisamos esperar até sermos trasladados para seguir a Cristo. O povo de Deus pode fazer isto aqui na Terra. Só seguiremos o Cordeiro de Deus nas cortes celestiais se O seguirmos aqui. Segui-Lo no Céu depende de guardarmos os Seus mandamentos agora. Não devemos seguir a Cristo de modo esporádico ou inconstante, só quando isso nos é vantajoso,” – Comentários de Ellen G. White, SDBAC, vol. 7, p. 978, citado em LES893, p. 66
Cristo, a primícia dos que dormem (I Cor. 15:20 e 23) – “S. Mateus 17:1-8 apresenta a Moisés vindo do Céu para estar com Jesus no monte da transfiguração. Ele fora ressuscitado mais de catorze séculos antes da ressurreição de Jesus. Estivera no Céu, com Jesus, por muito tempo. Mas os seus privilégios antes da ressurreição de Cristo só lhe foram concedidos porqueCristo seria ressuscitado. (Ver I Cor. 15:17 e 18; Heb. 9:15.) Neste sentido, Cristo é realmente as primícias de todos os que seriam ressuscitados como ‘santos’, quer vivessem antes ou depois da cruz. As ressurreições de Moisés, do filho da viúva de Naim, da filha de Jairo e de Lázaro dependiam da ressurreição de Cristo.” – LES893, p. 65.
14:5 E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis.
E na sua boca não se achou engano – “’O evangelho de Cristo transforma o homem pecaminoso e errante em alguém que não tem presunção, fingimento, dolo e pecado.’ – SDABC, vol. 7, pág. 827. Lembramo-nos das palavras de Sofonias: ‘Os restantes de Israel não cometerão iniqüidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa.’ Sof. 3:13. Os 144.000 são vivos exemplos do nono mandamento (Êxo. 20:16). Ellen White declara: ‘O selo de Deus … jamais será colocado à testa de homens e mulheres de língua falsa ou coração enganoso.’ – Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 71.” – LES893, p. 65..
Estes…são irrepreensíveis – “O vocábulo grego que aparece nesse trecho significa ‘irrepreensíveis’, ‘sem mácula’, ‘sem defeito’. A mesma palavra é usada em I S. Pedro 1:19 para descrever a Jesus – ‘sem defeito e sem mácula’. Como poderia ser melhor retratado o caráter dessas ‘primícias para Deus e para o Cordeiro’, do que pelo uso de alguns termos idênticos aos que são utilizados para descrever o nosso Senhor? Eles receberam a justiça de Cristo e refletiram a glória do Seu caráter….
“Os que morrem crendo têm perfeição atual às portas da morte. (ver Col. 2:10.) Os fiéis que viverem Até quando Jesus vier experimentarão initerrupta vitória em virtude da contínua habitação do espírito Santo no coração deles.” – LES893, p. 66
“Cristo quer que os crentes vivos entrem numa relação com Ele que suporte o escrutínio (ou exame minucioso) do Universo…. O juízo que precede o Segundo Advento não terminará antes que os servos de Deus sejam selados definitivamente (Apoc. 7:3). Então o caráter deles estará inteiramente de acordo com a vontade de Deus (Apoc. 14:1). Eles cumprirão o que é declarado em Apocalipse 14:5: ‘Não se achou mentira em sua boca; não tem mácula’.” – LES892, p. 74 e 75.
14:6 E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,
A tríplice mensagem – “As mensagens dos três anjos estão ligadas ao assunto dos 144.000. A última geração vivente do povo de deus se compõe dos que atenderam às mensagens dos três anjos.
“Os três ‘anjos’ são simbólicos, pois os cristãos – e não os anjos – foram incumbidos de pregar o evangelho eterno. (ver Apoc. 14:6; S. Mat. 28:16-20.) Eles simbolizam o testemunho e a pregação cristã. O tempo para essa atividade especial pode ser determinado pela própria profecia. Numa extremidade está o anúncio de que chegou a hora do juízo de Deus (Apoc. 14:6). Na outra extremidade encontra-se a Segunda Vinda de Cristo (Apoc. 14:14). Visto que as profecias de Daniel (capítulos 7 a 9) indicam que a fase inicial do juízo começou em 1844, as mensagens desses anjos simbólicos são transmitidas com a máxima clareza e urgência entre 1844 e a volta de Cristo.” – LES893, p. 71.
“Estes anjos evidentemente são simbólicos, pois lhes foi confiada a tarefa de pregar o Evangelho eterno às multidões. Essa tarefa não foi confiada por Deus a anjos literais, mas aos seres humanos. Portanto, deve ser entendida como símbolo de um grupo de crentes anunciadores dessas mensagens.” – SRA/EP, p. 77
A mensagem do primeiro anjo – “Ao estudarmos … a mensagem do primeiro anjo, note que ela trata de questões muito significativas para a humanidade. Deus está apelando para o coração dos homens, no tempo do julgamento final. Note também o apelo para reverência e lealdade, numa época em que a maioria dos habitantes do mundo se volta para a adoração de outro poder (Apoc. 13:8).” – LES893, p. 71.
Outro anjo – “Este ‘anjo’ ou ‘mensageiro’ representa ‘os santos de Deus empenhados na tarefa de proclamar o evangelho eterno’ (SDABC, vol. 7, pág. 827). A palavra grega para ‘anjo’ às vezes significa um mensageiro humano (S. Mat. 11:10;S. Luc. 9:52). Indubitavelmente, anjos do Céu se acham intensamente envolvidos na mesma obra, mas a proclamação do evangelho foi confiada a crentes cristãos.” – LES893, p. 72.
Voando pelo meio do céu – “Mensagem mundial. O rápido movimento do anjo pela atmosfera denota a importância da mensagem e a urgência com que é transmitida. Voar pela atmosfera que circunda a Terra representa a amplitude mundial da mensagem. Isto também é indicado pela declaração de que a proclamação do anjo deve atingir todos os povos. Em grande voz [verso 7] significa que Deus quer que Seu último convite seja ouvido por todos.
”Alguns estudantes da Bíblia crêem que esse quadro profético está se cumprindo literalmente pela difusão da mensagem do evangelho pelo rádio e pela televisão.” – LES893, p. 75.
Evangelho eterno – “A ‘mensagem do primeiro anjo’ é ‘o evangelho eterno’ (verso 6). É o anúncio do juízo que precede o Segundo Advento, e o apelo mundial para adorar o Deus verdadeiro. Esta mensagem de salvação, advertência e adoração deve ser transmitida a toda a humanidade nestes últimos dias.” – LES893, p. 72.
“…as pessoas nos tempos do Antigo Testamento eram salvas pelo mesmo evangelho que salva as pessoas no tempo em que vivemos…(ver Heb. 1:1 e 2; 4:1 e 2; S. João 8:56; Gál. 3:8.)
“O mesmo evangelho antes e depois da cruz. Alguns cristãos crêem que aqueles que viveram antes do primeiro advento de Cristo eram salvos por sua obediência à lei de Deus, mas agora os cristãos são salvos pela graça. A Bíblia mostra, porém, que só há um Deus, o qual tem o mesmo plano de salvação para todas as pessoas. A natureza do pecado é a mesma em todas as épocas: transgressão da lei de Deus (I S. João 3:4), e o plano da redenção sempre constituiu na justiça pela fé no Redentor que expiou os nossos pecados por Sua morte substituinte.
“A obra do primeiro anjo é proclamar por todo o mundo esse mesmo evangelho eterno que não sofre alterações; a saber: que Cristo Jesus veio ao mundo salvar os pecadores que O aceitam como Senhor e Salvador.” – LES893, p. 73.
“Estas passagens indicam que o plano da redenção foi elaborado na eternidade, antes da criação deste mundo. Isto explica por que o evangelho é ‘eterno’.
“1. Rom. 16:25; I Cor. 2:7 – um segredo divino guardado no coração de Deus.
“2. II Tim. 1:9 – graça estendida a nós por meio de Cristo.
“3. I S. Ped. 1:18-20 – a morte expiatória de Jesus.
“4. Efés. 1:4 e 5 – a Divindade resolve aceitar os que recebem a Cristo.
“5. Tito 1:2 – vida eterna prometida aos que crêem.
“6. S. Mat. 25:34 e 41 – o reino preparado para os remidos; destruição do diabo e seus anjos.
“’A divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado. Que linha pode medir a profundidade deste amor?’ – Conselhos Sobre Saúde, pág. 222.” – LES893, p. 74.
“Já ouviu você falar do Evangelho do Apocalipse? Embora não haja nenhum livro com esse nome, existe esta realidade.
Deus previu e planejou – “O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Foi a revelação ‘do mistério encoberto desde tempos eternos’. Rom. 16:25. Foi um desdobramento dos princípios que têm sido, desde os séculos da eternidade, o fundamento do trono de Deus. Desde o princípio Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás, e da queda do homem mediante o poder enganador do apóstata. Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergência.” – O Desejado de Todas as Nações, ed. popular, p. 17 e 18. (Grifo acrescentado.)
Cumprimento inicial – “A profecia da primeira mensagem angélica, revelada na visão de Apocalipse 14, teve o seu cumprimento no movimento do advento de 1840-44. Tanto na Europa como na América, homens de fé e oração tiveram sua atenção profundamente movida para as profecias, e, examinando o Registro Inspirado, viram convincentes evidências de que o fim de todas as coisas estava ás portas.” – História da Redenção, p. 356.
Proclamação contínua – “Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como atalaias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da palavra de Deus. Confiou-se-lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção.” – Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 288. (Grifo acrescentado)
“É nossa obra revelar aos homens o evangelho de sua salvação. Toda empresa em que nos empenhemos, deve ser um meio para esse fim.” – A Ciência do Bom Viver, p. 148, citado em LES893, p. 75.
“Desde o Pentecostes, a fé cristã sempre tem sido mais bem-sucedida como movimento de obreiros voluntários. Por meio de estudos bíblicos pessoais, distribuição de literatura, seminários de diversos tipos e outros meios de testemunho, somos convidados individualmente a partilhar a graça de Cristo.” – LES893, p. 75.
14:7 dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.
A mensagem do primeiro anjo – “… inclui a redenção, a obediência fiel, a posição certa no juízo, lealdade na adoração a Deus e testemunho diligente. É a mensagem que abre a porta para fazermos parte dos 144.000.” – LES893, p. 80.
Temei – “A palavra grega é phobeo. Ela ‘não é usada aí com o sentido de ter medo de Deus, mas com a acepção de achegar-se a Ele com reverência e respeito. Transmite o pensamento de absoluta lealdade a Deus, de completa submissão à Sua vontade.’ – SDABC, vol. 7, pág. 827. A Bíblia reconhece duas espécies de temor de Deus. (ver Êxo. 20:20.)
“Esta admoestação especial é muito oportuna. Solicita lealdade e completa entrega a Cristo nos últimos dias. ‘Por isso ficai também vós apercebidos’ (S. Mat. 24:44), estando cada dia preparados para a segunda vinda do Senhor.” – LES893, p. 76.
“Reverência pelo Criador. A primeira ênfase dessa tríplice mensagem é o apelo para que a família humana ponha o Deus Criador no centro de sua vida. Não se trata de medo servil ou de terror abjeto, mas de ‘respeito’, ‘reverência’ e ‘honra’. ‘Correta atitude para com Deus é o fundamento da religião verdadeira.” – SDABC, vol. 1, p. 987, citado em LES893, p. 76.
“Apropriado respeito e reverência pelo criador significa amorosa e voluntária obediência a Sua vontade. Isto requer uma atitude de supremo amor a Deus e de amor imparcial pelos semelhantes, da maneira indicada pelos Dez mandamentos. Damos glória a Deus quando vivemos física, mental e espiritualmente com o Seu desígnio a nosso respeito.” – LES89, p. 76
É chegada – “’É chegada (ou chegou) a hora do Seu juízo.’ O tempo do verbo grego nessa passagem indica que começou o juízo.” – LES893, p. 77.
“A mensagem da salvação tem sido pregada em todos os séculos; mas esta mensagem é uma parte do evangelho que só poderia ser pregada nos últimos dias, pois somente então seria verdade que a hora do juízo havia chegado… . Semelhante mensagem jamais foi apresentada nos séculos passados. S. Paulo … não a pregou; indicara aos irmãos a vinda do senhor num futuro então muito distante. Os reformadores não a proclamaram. Martinho Lutero admitiu o juízo para mais ou menos trezentos anos no futuro, a partir de seu tempo.” – O Grande Conflito, p. 355 e 356.
Hora do juízo – “Dois fatos importantes sobre esse juízo:
“* O anúncio do começo do juízo faz parte da mensagem do evangelho. É-nos declarado que o anjo está proclamando ‘o evangelho eterno’ (verso 6.)
“* Esse juízo ocorre antes da Segunda vinda de Jesus, pois o evangelho será pregado por todo o mundo antes que Ele venha. (Ver S. Mat. 24:24.) Há duas outras mensagens para o mundo que vêm depois do anúncio do juízo. Por isso, o juízo de Apocalipse 14:7 precede o advento.” – LES893, p. 77.
Ver Apêndice: “A hora do juízo”.
Instâncias de juízo– “Três instâncias de juízo aparecem aqui [em Apocalipse 14]: Uma durante a mediação de Jesus, nosso advogado (I São João 2:1), quando Ele intercede enquanto é investigada a conduta dos crentes; outra instância é quando se fecha a porta da graça e o Senhor vem para ceifar a messe da terra, Seu povo redimido (Apocalipse 14:15, 16); e a terceira aparece nos versículos seguintes quando as uvas são lançadas no lagar da cólera de Deus (Apocalipse 14:17-20), o que ocorrerá com a destruição dos ímpios.” – SRA/EP, p. 75.
“Quando a Santa Bíblia fala do juízo final, se refere pelo menos a três etapas ou fases: 1. Juízo Investigativo, antes da segunda vinda de Cristo, o qual tem a ver com os fiéis. 2. Juízo de Comprovação, que será realizado pelos santos no Céu, durante o milênio. 3. Juízo Executivo, que será aplicado sobre os ímpios, Satanás e seus anjos no fim do milênio.” – SRA/EP, p. 77.
Adorai o Criador – “Três ordens na mensagem do primeiro anjo. O apelo do primeiro anjo contém três ordens: 1)Temer a Deus; 2) Dar-Lhe glória; e 3) adorá-Lo por ser o Criador. Esta última ordem recomenda que a família humana reconheça o seu Criador e faz alusão à fraseologia do quarto mandamento: ‘Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas.’ Apoc. 14:7; comparar com Êxo. 20:11.” – LES893, p. 77.
“Essa mensagem é o oposto da teoria da evolução, pois exige a adoração a Deus nos termos do mandamento do sábado (Êxodo 20:8-11) e adquire grande solenidade na época do juízo que João viu em progresso no santuário do Céu.” – SRA/EP, p. 131.
“Enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. …A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, ‘Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas’. Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento.” – O Grande Conflito, p. 437 e 438.
“O apelo para observar o sábado de Deus faz parte da mensagem do primeiro anjo. Somos convidados a adorar o Criador no dia que constitui o monumento comemorativo de Sua obra criadora. Isto também faz parte do evangelho eterno.
“A adoração e lealdade de muitos apenas é superficial. Segundo é ensinado pela parábola das dez virgens (S. Mat. 25:1-13), o que é genuíno e verdadeiro precisa tornar-se evidente.
“’O ser defeituosa a lei pronunciada pela própria voz divina, o haverem sido certas especificações postas à margem, eis a pretensão apresentada agora por Satanás. É o último grande engano que ele há de trazer sobre o mundo. Não necessita atacar toda a lei; se pode levar os homens a desrespeitar um só preceito, está conseguindo seu objetivo… . Consentindo em transgredir um preceito, são os homens colocados sob o poder de Satanás.’ – O Desejado de Todas as Nações, ed. Popular, págs. 733 e 734.” – LES893, p. 79.
14:8 Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.
A mensagem do 2º anjo – advertência aos que não atenderam à mensagem do 1º anjo – “Quando alguém rejeita a mensagem do evangelho, as instâncias do Senhor não cessam imediatamente. São enviadas advertências a fim de despertar o indivíduo para sua grande necessidade e para a capacidade de Cristo para supri-la. A mensagem do segundo anjo é uma advertência mundial aos que não atenderam à mensagem do primeiro anjo. O maior inimigo da humanidade nos últimos dias é a ‘Babilônia’ mística ou antitípica. Como o Senhor nos ama infinitamente, Ele revela a iniqüidade desse falso sistema religioso e recomenda que não tenhamos nada que ver com ele.” – LES893, p. 83.
“A mensagem do segundo anjo denuncia a apostasia e se complementa com a dramática advertência de Apocalipse 18, onde Deus diz a Seu povo que deve sair das igrejas doutrinariamente equivocadas a fim de são ser cúmplice nos seus pecados nem participar de seus flagelos (18:4).” – SRA/EP, p. 131.
Paralelismo de três colunas – “Compreender a significação da segunda mensagem Angélica requer um paralelismo de três colunas. A primeira coluna trata de Babilônia literal, da maneira como existia nos tempos do Antigo Testamento, com os seus objetivos e pretensões. A segunda coluna contém a mensagem do segundo anjo, do modo como foi interpretada e proclamada por Guilherme Miller, em 1844. A terceira coluna constitui um quadro do cumprimento final da segunda mensagem Angélica pouco antes da volta do Senhor. …
“As Escrituras contém muitas advertências e apelos decisivos. Pouco antes do Dilúvio, Deus advertiu uma geração corrupta e perversa (Gen. 6:3). Ao antigo povo de Israel foram concedidos 490 anos de advertências e apelos (Dan. 9:24-27). Esse período terminou em 34 A.D. Eles também rejeitaram a direção do Espírito Santo.
“A mensagem do segundo anjo (Apocalipse 14) salienta uma advertência final” – LES893, p. 83.
Ver Apêndice: “A aplicação da Segunda Mensagem Angélica por Guilherme Miller em suas pregações em 1844”.
Seguiu – “O verbo grego traduzido por ‘seguiu-se’ nos versos 8 e 9 encerra a idéia de ‘acompanhar’ ou ‘seguir em companhia de’. Assim, depois de ser transmitida a primeira mensagem, é acrescentada a segunda e, finalmente, a terceira – formando desse modo, com o tempo, por assim dizer, um acorde musical de três notas, e continuando a ser uma mensagem unida e harmoniosa até o fim do tempo.” – LES893, p. 71
Babilônia Antiga usada como símbolo – “O Apocalipse foi escrito perto do fim do primeiro século da Era Cristã. As aplicações de suas numerosas profecias se estendem ao futuro, a partir do tempo do apóstolo João. Nesse tempo não havia mais uma cidade literal com esse nome, nem haveria outra no futuro. Precisamos, portanto, encarar o uso dessa palavra, pelo apóstolo, como simbólico. No contexto em que ele a emprega, ela se aplica ao fim do tempo. (Ver Apoc. 17 e 18.)” – LES893, p. 84.
Origem da Babilônia Antiga – “As origens de Babilônia são primeiro mencionadas na descrição das tentativas de Ninrode para fundar uma cidade na planície de Sinear (Gen. 10:8-10). Ele e seus seguidores opuseram-se à ordem de Deus para se espalharem pela Terra. Comparar a ordem de Deus (Gen. 9:1, 7, 18 e 19) com o espírito de oposição que se desenvolveu na planície de Sinear (Gen. 11:1, 4, 8 e 9). Assim, desde o começo a cidade representou descrença e rebeldia. Foi uma cidadela de rebelião contra Deus. Após o juízo divino que confundiu as línguas das pessoas, o povo de Deus chamou a cidade de Babel, que significa ‘confusão’.
“A maioria das referências a Babilônia, na Bíblia, dizem respeito ao Império Neobabilônico desenvolvido por Nabucodonosor, perto do fim do sétimo século A.C. Caracterizou-se pelo orgulho e cruel opressão. Estas características: confusão, orgulho e opressão – se refletem no símbolo de ‘Babilônia’ empregado por João.” – LES893, p. 85 e 86.
“No idioma babilônico, o nome Bab-ilu (Babel ou Babilônia) significava ‘porta dos deuses’ … . Desde o começo, a cidade era um símbolo de descrença no Deus verdadeiro e de desafio a Sua vontade, … e sua torre foi um monumento á apostasia, uma cidadela de rebelião contra Ele.” – SDABC, vol. 7, p. 828 e 829, citado em LES893, p. 84
“Gênesis 11:9 indica que o nome Babel significa ‘confusão’. Para os hebreus, esse nome provinha evidentemente do verbo hebraico balal, que quer dizer ‘confundir’. É possível que originariamente o nome Babel proveio do verbo babilônico babalu, que significa ‘espalhar’ ou ‘desaparecer’. (Ver SDA Bible Dictionary, págs. 108 e 109.)” – LES893, p. 84
A destruição da Babilônia Antiga – “Babilônia manteve o povo judeu em cativeiro por setenta anos, de 605 a 536 A.C. Pouco tempo do fim desse período, em 539 A.C., os persas tomaram Babilônia. Depois da tomada da cidade e do estabelecimento de seu império, Ciro promulgou um decreto permitindo o retorno dos judeus a sua pátria (Esdras 1). É por isso que nas Escrituras, Ciro e seus exércitos (reis do Oriente) são usados como símbolo de Cristo e Seus anjos, os reis antitípicos do “oriente”. Como Ciro libertou o povo de Deus da Babilônia antiga, assim, no Segundo Advento, Cristo e os anjos libertarão finalmente os fiéis das perseguições da Babilônia antitípica. (Comparar Isa. 41:2; 44:28 com Apoc. 16:12; 17:14; 19:11-16.)
“Embora os persas, nessa ocasião, deixassem a cidade intacta, após diversas rebeliões contra o domínio persa nos reinados de Dario I e Xerxes, por volta de 480 A.C. eles destruíram os palácios, templos e muros de Babilônia. Nos tempos modernos, ‘a cidade tem servido de fonte de tijolos’ (SDA Bible Dictionary, pág. 111).” – LES893, p. 85.
Babilônia no NT – “Babilônia também é mencionada no Novo Testamento. Pedro enviou saudações da igreja em ‘Babilônia’ (I S. Pedro 5:13). Os comentaristas, em geral, admitem que, com essa expressão, ele se referiu a Roma, e não ao insignificante lugarejo que era tudo quanto restava de Babilônia literal… . No Apocalipse, Babilônia constitui um símbolo de oposição a Cristo e Seus seguidores (Apoc. 14:8; 16:19; 17:18).” – SDA Bible Dictionary, p. 113, citado em LES893, p. 85.
Babilônia no Apocalipse – “No livro do Apocalipse, ‘Babilônia’ é a união religiosa (do papado, do protestantismo apostatado e do espiritismo; Apoc. 16:13 e 14) que estabelece a imagem da besta e persegue o fiel povo de Deus (Apoc. 13:15-17; 17:6). Essa união religiosa que se opõe a Cristo e Sua verdade, é amparada pelo governo secular. Em Apocalipse 17, a grande besta escarlate pode ser encarada como o poder secular dominado por Satanás; e a mulher sentada sobre a besta, como a união religiosa: ‘Babilônia’.” – LES893, p. 86.
Identificação da Babilônia atual – “1. No Antigo testamento a nação de Babilônia é comparada a uma mulher (Isa. 47:1 e 7-9).
“2. A mulher descrita em Apocalipse 17:1-6 é uma ‘meretriz’. Isto denota que antes ela era pura e virtuosa. Seu nome atual é ‘Babilônia, a Grande’ (verso 5).
“3. Em certa época, a mulher de Apocalipse 12:1 e a mulher do capítulo 17:1 foram uma só: o povo de Deus, a Igreja de Cristo da maneira descrita em Atos e nas Epístolas do Novo Testamento.
“4. O apóstolo Paulo predisse que a apostasia se manifestaria de tal modo na Igreja Cristã que se transformaria no ‘homem do pecado’ – o sistema papal (ver II Tess. 2:3).
“5. O cristianismo formou uma união com o paganismo. (Ver O Grande Conflito, págs, 47 e 48.)
“6. No Antigo Testamento, o povo de Deus, Israel, é retratado como estando desposado com Deus (Ezeq. 16:8). Quando Israel começou a ter ligações com os egípcios, assírios e caldeus, isto corrompeu sua fé. A idolatria e os costumes pagãos impregnaram e alteraram sua experiência religiosa. As uniões ilícitas de Israel são, portanto, consideradas como prostituição (ver Ezeq. 16:15, 26 e 28-38). Deus encarou a nação como ‘meretriz’.
“7. Semelhantemente, nos primeiros séculos da Era Cristã, o cristianismo transigiu com o paganismo por meio de suas ligações ilícitas com o mundo. Em Apocalipse 12:1 uma mulher pura é o símbolo dos leais crentes em Cristo. Em Apocalipse 17:1, a mulher corrupta é um símbolo do cristianismo apostatado.
“8. Essa apostasia cristã é chamada ‘Babilônia’ por duas razões: 1ª Suas crenças são uma confusão de paganismo e cristianismo (verso 4). 2ª Ela persegue e oprime a outros cristãos (versos 6 e 18). A ‘Grande Babilônia’ ou ‘Babilônia, a Grande), apresentada como uma mulher montada numa besta, representa a união da Igreja e do Estado (versos 3-5). É o grande perseguidor dos santos de Deus (verso 6) e um poder religioso que influi sobre as questões políticas da Terra (verso 18). Esse poder é o papado, o mesmo poder retratado pelo símbolo da besta em Apocalipse 13:1-10 e da ponta pequena em Daniel 7:25. A ‘Grande Babilônia’ do fim do tempo abrange todo o conjunto de religiões falsas que se levantam contra Deus. …
“Quando as corporações religiosas abandonam a verdade de Deus, quando substituem as doutrinas da Palavra de Deus pelas doutrinas de homens, quando resistem às admoestações do Espírito Santo e se aliam para promulgar os seus erros, usando a autoridade civil para impor as suas idéias, eles estão se tornando Babilônia.” – LES893, p. 87 e 88. (destaque acrescentado)
“Aqui está falando de uma babilônia mística ou simbólica, pois a literal já havia sido destruída nos tempos do Antigo Testamento e Isaías 13:19-21 declara que nunca mais seria habitada. É interessante notar que a Bíblia de Jerusalém (tradução católica com imprimatur), comentando Apocalipse 17:5 diz que ‘Babilônia é o nome simbólico de Roma’. Devido ao sentido iminentemente religioso da mensagem dos três anjos, devemos interpretar esta caída como espiritual ou religiosa. O comentário da Bíblia de Jerusalém diz que Roma arrastou todas as nações à idolatria.” – SRA/EP, p. 117.
Igrejas protestantes, partes de Babilônia – “O protestantismo no passado e agora.Apocalipse 16:19 indica que a ‘Grande Babilônia’ abrange muito mais do que o papado, embora esse sistema de religião constitua o seu coração. Nessa passagem Babilônia é simbolizada por uma cidade de três partes.
“O capítulo 17, verso 2, menciona que ‘os reis da Terra’ estão em união ilícita com Babilônia. O verso 5 diz que ela é ‘a mãe das meretrizes’. Suas filhas são outras igrejas que tem algumas semelhanças cm a mãe. Estas só podem ser as igrejas protestantes que surgiram na reforma do século dezesseis e que romperam com Roma, na tentativa de estabelecer verdadeira base bíblica para a crença. Infelizmente, as igrejas reformadas não se desfizeram de todos os erros defendidos por Roma. Pela graça de Deus, fizeram, porém, grande progresso – algumas mais, outras menos. A direção, em geral, foi para as verdades bíblicas e a pureza do evangelho. No começo, as grandes denominações protestantes permaneceram firmemente sobre a elevada plataforma da autoridade da Bíblia, da personalidade de Deus, da divindade de Cristo, da expiação pelo Seu sangue e do Segundo Advento de Cristo.” – LES893, p. 89.
“Declara-se que Babilônia é ‘mãe das prostitutas’. Como sua filhas devem ser simbolizadas as igrejas que se apegam às suas doutrinas e tradições, seguindo-lhe o exemplo em sacrificar a verdade e a aprovação de Deus, a fim de estabelecer uma aliança ilícita com o mundo. A mensagem de Apocalipse 14, anunciando a queda de Babilônia, deve aplicar-se ás organizações religiosas que se corromperam.” – O Grande Conflito, p. 382.
“Quando a verdade é repelida, é recebido e acariciado o erro.” – História da Redenção, p. 366.
“A visão do Apocalipse [Apoc. 17:5] revela que Roma é a igreja-mãe. Esta tem filhos que a deixaram e filhas que saíram dela, mas apesar de havê-la abandonado conservam muito de seus vícios e da sua conduta religiosa equivocada. Saíram da casa da mãe meretriz, mas embriagados com o vinho doutrinário que ela havia adulterado. Este versículo nos ajuda a entender que evidentemente Babilônia é uma espécie de sobrenome ou nome de família e que a grande Babilônia inclui Roma e as outras guardadoras do domingo, etc. Isto pode causar admiração, mas Deus o revela com clareza.” – SRA/EP, p. 122,
Caiu Babilônia – “Babilônia é um termo abrangente que João emprega para descrever todas as corporações e movimentos religiosos que abandonaram a verdade. Esse fato requer que encaremos essa ‘queda’ como gradual e cumulativa.” – SDABC, vol. 7, p. 830, citado em LES893, p. 86.
Tem dado a beber – “Há três formas básicas pelas quais Babilônia, como a personificação do mal e da confusão, conseguirá unir as pessoas: lisonja, decepção e força. A mensagem do segundo anjo focaliza a terceira estratégia ao dizer que Babilônia ‘tem dado a beber’ (forçado) às nações a se intoxicar com o vinho de suas falsas doutrinas. ..
“Embora Deus seja soberano, Ele não força a vontade das pessoas. … Em nossa obra de espalhar as singulares mensagens dos três anjos temos de ser cuidadosos no sentido de deixar que as pessoas tenham liberdade para escolher. Em vez de prescrever exatamente o que a pessoa tem de fazer, talvez o melhor caminho seja dizer-lhe: ‘Vamos ver o que a Bíblia tem a dizer sobre isso? Depois de estudar a Palavra de Deus você mesmo irá perceber o que Deus deseja.” – LES963, lição 7, p. 5A.
“Quando alguém faz que realizemos alguma coisa, ele está usando a força, a coerção ou compulsão. Isto suscita um sentimento de revolta. No entanto, a maior parte do mundo aceitará o sinal (ou marca) da besta quando for usada a força para impô-lo (Apoc. 13:16 e 17). O mistério em conexão com o ato de Babilônia compelir todas as nações a fazerem o que ela quer é o fato de que essas nações parecem deleitar-se em beber o seu vinho! Isto nos leva a duas conclusões: 1ª O diabo está sendo bem-sucedido na execução de seus planos. 2ª O ato de as nações beberem o vinho de Babilônia é o resultado de alguma forma de engano. Parece que elas não sabem que o vinho é o da ira final. Esse vinho não é bom, mas as nações bebem-no assim mesmo.” – LES893, p. 88 e 89.
Vinho da fúria da sua prostituição – “Uma figura da conexão ilícita entre a Igreja e o mundo ou entre a Igreja e o Estado. A Igreja deve estar desposada com o seu Senhor, mas quando busca o apoio do Estado, ela abandona o seu legítimo esposo. Por sua nova ligação, comete fornicação espiritual.” – SDABC, vol. 7, p. 831, citado em LES893, p. 90
“Esse vocábulo pode abranger qualquer relação ilícita que Babilônia tenha com o mundo, com falsas doutrinas, com a idolatria e com o poder civil. Parece ser evidente que ela finalmente se envolverá em tudo isso.” – LES893, p. 90
“[Babilônia] tem desprezado o único mandamento que aponta para o Deus verdadeiro, e desarraigou o sábado, o memorial da criação efetuada por Deus… . Na Palavra de Deus isso é chamado ‘sua fornicação’.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol.7, p. 979, citado em LES893, p. 90.
“O antigo Testamento fala muitas vezes [II Crôn. 21:5 e 11; Ezeq. 16:26] da apostasia de Israel e de seu afastamento de Deus – seu Noivo ou Marido. Israel buscou outros deuses, praticou a idolatria e manteve ligações proibidas com outras nações. Tudo isso é chamado ‘fornicação’, ou ‘prostituição’. A mesma palavra se aplica à aceitação dos erros de ‘Babilônia’ pelas nações modernas.” – LES893, p. 90.
“Isto realça indiscutivelmente a tremenda importância que tem para Deus a necessidade de manter as doutrinas puras, como Ele as deu e respeitá-las.” – SRA/EP, p. 122.
Vinho – “Pode-se dizer que o cálice da comunhão, de puro suco de uva, que Cristo ofereceu aos apóstolos como ‘a nova aliança no Meu sangue’ (I Cor. 11:25) simboliza todas as verdades de que se compõe o plano da salvação. A Igreja de Cristo deve continuar oferecendo esse cálice ao mundo. Mas Babilônia, a apostasia cristã, só pode oferecer vinho fermentado.
“Lemos em Jeremias 51:7: ‘Do seu vinho beberam as nações, por isso enlouqueceram.’ (Ver também O Grande Conflito, págs. 388 e 389.) Eis algumas das doutrinas que se encontram no cálice de Babilônia papal:
“1. A tradição e a autoridade da Igreja estão acima da Bíblia.
“2. O batismo infantil.
“3. Adoração de Maria e dos santos.
“4. A imortalidade da alma; o tormento eterno no inferno.
“5. A missa e a transubstanciação.
“6. Confissão dos pecados ao sacerdote.
“7. A penitência.
“8. O purgatório.
“9. A infalibilidade do papa.
“10. O caráter sagrado do domingo.
“Dois desses erros – a imortalidade da alma e a santidade do domingo – contribuirão para unir a confederação total da apostasia que comporá a grande cidade da Babilônia mística no conflito final com o erro. (Ver O Grande Conflito, pág. 592.)“- LES893, p. 90 e 91.
“Esta taça de veneno que ela oferece ao mundo representa as falsas doutrinas que aceitou, resultantes da união ilícita com os poderes da Terra. A amizade mundana corrompe-lhe a fé, e por seu turno a igreja exerce uma influência corruptora sobre o mundo, ensinando doutrinas que se opõem às mais claras instruções das Sagradas Escrituras.” – O Grande Conflito, p. 387 e 388.
Ver Apêndice: “Vinho: doutrina adulterada”.
Ira – “A ira não é o objetivo de Babilônia ao oferecer seu vinho às nações. É isso que constitui um de seus maiores enganos – fazer as pessoas pensarem que ela lhes está oferecendo paz e bênção. Traz-nos à lembrança de Jeremias quando Israel ofendeu a Deus sendo desleal e dizendo ‘Paz, paz; quando não há paz.’ Jer. 8:11.
“A ira é o desagrado de Deus. Beber do cálice de Babilônia não trará paz à humanidade, mas a ira de Deus. A ira da prostituição de Babilônia será a ira de Deus sobre todos os que aceitaram a religião deturpada por Babilônia. (ver Apoc. 14:10.)” – LES89, p. 90
O tempo da queda – “Contudo, não se pode dizer ainda que ‘caiu Babilônia, …que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição’. Ainda não deu de beber a todas as nações… .
“A Escritura Sagrada declara que Satanás, antes da vinda do Senhor, operará ‘com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça’; e ‘os que não receberam o amor da verdade para se salvarem’ serão deixados à mercê da ‘operação do erro, para que creiam a mentira’. I Tessalonicenses 2:9-11. A queda de Babilônia se completará quando esta condição for atingida, e a união da igreja com o mundo se tenha consumado em toda a cristandade. A mudança é gradual, e o cumprimento perfeito de Apocalipse, capítulo 14, verso 8, está ainda no futuro.” – O Grande Conflito, p. 389.
Sai dela, povo meu – “O capítulo 18 do Apocalipse indica o tempo em que, como resultado da rejeição da tríplice mensagem do capítulo 14, versos 6-12, a igreja terá atingido completamente a condição predita pelo segundo anjo, e o povo de Deus, ainda em Babilônia, será chamado a separar-se de sua comunhão. Esta mensagem é a última que será dada ao mundo, e cumprirá a sua obra. Quando os que ‘não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade’ (II Tessalonicenses 2:12), forem abandonados para que recebam a operação do erro e creiam a mentira, a luz da verdade brilhará então sobre todos os corações que se acham abertos para recebê-la, e os filhos do Senhor que permanecem em Babilônia atenderão ao chamado: ‘Sai dela, povo meu.’ Apocalipse 18:4” – O Grande Conflito, p. 390.
Decadência de Babilônia – pecados acumulados – “Da verdade para o secularismo e para o espiritismo. Desde o desapontamento em 1844, a teoria da evolução e a influência da crítica destrutiva da Bíblia têm causado muita descrença na cristandade. No pensamento de grande número de pessoas não há lugar para milagres ou para a intervenção sobrenatural de Deus.
“Muitos cristãos deixaram de lado a oração a um deus pessoal. A divindade de Cristo, Seu nascimento virginal, ações miraculosas, ressurreição literal e corpórea têm também sido rejeitados.
“O quadro tornou-se mais confuso com a vasta difusão do espiritismo e o volver de muitos cristãos para religiões orientais e numerosas seitas. O Movimento da Nova Era, com suas raízes no ocultismo e no misticismo oriental, impregna todos os níveis da sociedade, influenciando as pessoas nos negócios de saúde, na educação e nos entretenimentos. Não é de admirar que Deus nos advirta da queda de Babilônia e apele para que Seu povo se retire dela (Apoc. 18:4 e 5).” – LES893, p. 92.
“Babilônia mística se destaca consideravelmente no estudo dos acontecimentos finais da história terrestre. Os adventistas que participaram do movimento de 1844 viram as atuações iniciais dos elementos que caracterizarão a ‘Babilônia’ do fim do tempo. Hoje vemos muito mais do que eles, pois a apostasia doutrinária mundial está vagarosa mas obstinadamente levantando a pavorosa cabeça. As nações estão bebendo do vinho de Babilônia. O ponto de total intoxicação assinalará a queda total de Babilônia.” – LES893, p. 92 e 93.
14:9 Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão,
A besta – “Esta besta é descrita em Apocalipse 13:1-10. ‘Pela primeira besta é representada a Igreja de Roma, uma organização eclesiástica revestida de poder civil, tendo autoridade para punir todos os dissidentes.’ – História da redenção, pág. 381. A segunda besta de Apocalipse 13 (versos 11-18) ordena que a humanidade adore a primeira besta, semelhante a leopardo.
“Sete pontos de identificação nos habilitam a identificar a primeira besta de Apocalipse 13 com o papado:
“a) É um poder blasfemo (13:1, 5 e 6).
“b) Sua elevação dependeu de outro poder (13:2).
“c) Houve determinado tempo na História durante o qual Deus permitiu que atuasse como supremo poder eclesiástico (13:5).
“d) Amparada pelo poder civil, ela estabeleceu um sistema de culto que se opõe ao cristianismo bíblico (13:4, 7 e 8).
“e) É um poder perseguidor (13:7).
“f) Tem influência mundial (13:7).
“g) Seu número é 666 (13:18).” – LES893, p. 99.
O tempo da mensagem – “O cumprimento de Apocalipse 14:9 só se dará quando houver sido formada a imagem à primeira besta e for imposta a marca ou sinal da besta. Quando ocorrer o cumprimento dessas medidas, e grande número de pessoas adorar a besta e sua imagem, e receber o seu sinal, o fim do tempo da graça estará próximo.” – LES893, p. 99.
“Assim como a primeira e a segunda mensagens angélicas, a terceira também é colocada no Apocalipse dentro do contexto dos acontecimentos finais, antes da volta de Jesus. A ‘ceifa’ [Apoc. 14:14] vem logo em seguida.” – LES893, p. 97
“A mensagem do terceiro anjo, abrangendo as mensagens do primeiro e do segundo anjo, é a mensagem para este tempo.” – Testimonies, vol. 8, p. 197, citado em LES893, p. 71
“Encerrando-se o ministério de Jesus no lugar santo, e passando Ele para o lugar santíssimo [1844] e ficando em pé diante da arca, a qual contém a lei de Deus, enviou um outro anjo poderoso com uma terceira mensagem ao mundo… . Esta mensagem estava destinada a pôr os filhos de Deus de sobreaviso, mostrando-lhes a hora de tentação e angústia que diante deles estava. Disse o anjo: ‘Serão trazidos em cerrado combate com a besta e sua imagem. Sua única esperança de vida eterna consiste em permanecer firmes.’” – Primeiros Escritos, p. 254.
“A terceira mensagem angélica e o sábado. O começo e a terminação da mensagem do terceiro anjo estão dentro do período de tempo abrangido por Apocalipse 11:15-19. A cena se desenvolve depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844, e culmina no fim do tempo da graça, quando os ímpios e os justos são separados para sempre (Apoc. 22:11).
“Quando Deus abriu o Lugar Santíssimo, no Céu, em 1844, foi chamada a atenção para a arca. Ela contém a lei, inclusive o sábado do quarto mandamento. Esse quadro profético se cumpriu na ênfase dada à lei e ao sábado depois de 1844. A questão do sábado verdadeiro contra o sábado espúrio é fundamental para a compreensão dessa parte do Apocalipse. (Ver Apoc. 11:19; 12:17; 13:14-17; 14:9-11; 14:12.) Todas estas passagens referem-se ao mesmo período de tempo. A História cumpre a profecia, revelando a restauração da verdade do sábado depois de 1844. Outro cumprimento envolverá a exaltação do domingo, no estabelecimento da imagem à besta e de sua marca ou sinal. O clímax será a exigência mundial de que seja honrado o caráter sagrado do domingo. Isto requererá que os habitantes da Terra tomem uma decisão que significará vida ou morte para eles.” – LES893, p. 98.
Ver Apêndice: “O ministério de Cristo no segundo compartimento”.
A Imagem da besta – “A formação dessa imagem é trabalho daquela besta, cujo calmo surgimento e suave profissão traduzem um notável símbolo dos Estados Unidos. Aqui pode ser encontrada uma imagem do papado. Quando as igrejas do nosso país, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apóie as instituições, a América Protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana. Então será a verdadeira igreja assaltada pela perseguição, como o foi o antigo povo de Deus.” – História da Redenção, p. 381 e 382. (Destaque acrescentado.)
A marca ou o sinal da besta – “É a da primeira besta do capítulo 13, imposta pela segunda besta. ‘Que é, pois, a mudança do sábado se não o sinal da autoridade da Igreja de Roma ou o *sinal da besta*?’ – O Grande Conflito, pág. 449. Os pioneiros da década de 1840 chegaram lentamente a essas conclusões corretas.
“O sinal da autoridade papal. A Igreja Católica Romana tornou a não-observância do domingo um pecado mortal. No começo da Idade Média, os sacerdotes ‘descobriram’ cartas do Céu para assustar as pessoas e levá-las a observar o domingo em lugar do sábado. Em 1504 o Papa Leão IX excomungou toda a Igreja Ortodoxa Oriental, em parte porque os ortodoxos celebravam o sábado. De todas as principais ramificações da cristandade, a Igreja Católica tornou-se a que mais se opõe ao sábado do sétimo dia.
“’O papa pode modificar a lei divina’, disse Petrus de Ancharano.
“’O sábado, o mais glorioso dia na lei, foi mudado para o dia do Senhor… pela autoridade da Igreja’, declarou o arcebispo de Régio no decisivo Concílio de Trento.
“’Nós observamos o domingo em lugar do sábado porque a Igreja católica transferiu a solenidade do sábado do sábado para o domingo’, declara The Convert’s Cathecism.” – LES893, p. 101.
Ver Apêndice: “Mudando a Lei de Deus”.
“Deus não mudou Sua lei, mesmo para dispensar Jesus do Getsêmani e da crucifixão … . Mas um grupo de dirigentes cristãos sentiu-se livre para altera-la e para molestar, perseguir e excomungar milhões de cristãos que resolveram obedecer à lei. A responsabilidade é muito grave.” – C. Mervyn Maxwell, God Cares (Pacific Press, 1985), p. 379 e 380, citado em LES893, p. 101.
Tempo /Quando será recebida essa marca ou sinal? – “E somente depois que esta situação esteja assim plenamente exposta perante o povo, e este levado a optar entre os mandamentos de Deus e os dos homens, é que, então, aqueles que continuam a transgredir hão de receber ‘o sinal da besta’.” – O Grande Conflito, p. 101.
“A imposição da marca da besta por lei ainda não ocorreu. No futuro alguns observarão o domingo porque, apesar das adequadas evidências em contrário, estarão convencidos de que é isso que devem fazer. Muitos intérpretes da profecia chegaram á conclusão de que são esses que receberão a marca simbólica na fronte. Outros só aceitam a observância do domingo por causa das penalidades civis que teriam de sofrer se não o fizessem. Acredita-se que estes são os que receberão o sinal na mão direita.” – LES893, p. 101
A imutabilidade da Lei –“Deus não mudou Sua lei, mesmo para dispensar Jesus do Getsêmani e da crucifixão … . Mas um grupo de dirigentes cristãos sentiu-se livre para alterá-la e para molestar, perseguir e excomungar milhões de cristãos que resolveram obedecer á lei. A responsabilidade é muito grave.” – C. Mervyn Maxwell, God Cares (Pacific Press, 1985), p. 379 e 380, citado em LES893, p. 101.
Anjo do selamento x terceiro anjo – “Qual é a relação entre o anjo do selamento (Apoc. 7:1-3) e o terceiro anjo (Apoc. 14:9-11)?
“Dois aspectos da mesma mensagem. Nessas duas cenas temos dois anjos simbólicos ministrando ao mesmo tempo – pouco antes do Segundo Advento. Um aplica o selo do Deus vivo, o que resulta no selamento dos 144.000. O outro adverte as pessoas de que não devem receber a marca ou o sinal da besta. Isto resulta num grupo leal que estará livre dessa marca, mas guardará os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Esse grupo se compõe dos 144.000, com o nome do Pai escrito na fronte. O fato é que, nessas duas profecias, vemos o mesmo anjo ou movimento e dois aspectos correlatos da mesma mensagem. ‘O anjo com o selo do Deus vivo, mencionado no capítulo sete, é, portanto, o mesmo que o terceiro anjo do capítulo catorze.’ – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 115.” – LES893, p. 59.
Estamos dispostos a fazer o que Deus ordena? – “A verdadeira questão é a quemprestaremos obediência e culto. O inimigo é Satanás e seus agentes (Efés. 6:10-12). Primeiro ele batalhou contra Deus e Seu povo por meio dos poderes do paganismo. Mais tarde, usou o cristianismo apostatado para fazer isso. No conflito final, coligará todas as forças da apostasia e o poder político para eliminar os seguidores de Deus que continuam a proclamar o ‘evangelho eterno’ com suas advertências contra a ‘marca da besta’. A questão é se obedeceremos a Satanás e às forças confederadas do mal, quando os governos se unirem para impor a observância do domingo. Na realidade, não há terreno neutro. Precisamos colocar-nos de um lado, ou do outro. (ver O Grande Conflito, págs. 610 e 611.)” – LES893, p. 102.
14:10 também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.
Beber “do vinho da cólera de Deus” – “The New International Version traduziu esse trecho desta maneira: ‘Beberá o vinho do furor de Deus, derramado com toda a intensidade na taça de Sua ira’. Haverá terrível punição por adorar a besta e sua imagem e receber o seu sinal.” – LES89, p. 101.
Ira de Deus – “A Bíblia retrata nosso amoroso Deus (I S. João 4:8) junto à porta do coração humano, pedindo entrada (Apoc. 3:20). Chegará, porém, o tempo em que aqueles que recusaram atender aos Seus convites e rejeitaram Sua verdade sofrerão o ‘estranho ato’ de Deus (Isa. 28:21). Com o maior amor e tristeza, Ele livrará o Universo do pecado e dos que se identificam com aquele que o originou.” – LES893, p. 102.
Será atormentado – “Os que rejeitarem a Deus e receberem o sinal da besta serão atormentados. Eles sofrerão as pragas. Quando Jesus voltar, no fim das pragas, os ímpios que ainda estiverem vivendo, morrerão. Permanecerão mortos por mil anos (Apoc. 20:5 e 6). Depois disso, serão ressuscitados e viverão por pouco tempo. Então serão lançados no lago de fogo, com o diabo e seus anjos. Esta é a ‘segunda morte’. (Ver Apoc. 20:9, 10 e 14.)
“A revelação divina é impressionantemente clara e nos adverte que, se não abandonarmos o erro e a rebelião, sofreremos as pragas e estaremos irremediavelmente perdidos.” – SRA/EP, p. 131.
Dois enganos fatais – “Satanás induziu-os a crer que o pecador viverá em eterno estado de miséria… . Outro extremo que Satanás tem levado o povo a adotar consiste em não tomarem em nenhuma consideração a justiça de Deus e as ameaças de Sua Palavra, e representa-Lo como sendo todo misericórdia, de modo que ninguém perecerá, mas que todos, tanto santos como pecadores, serão finalmente salvos em Seu reino.” – História da Redenção, p. 389.
14:11 A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome.
Não tem repouso/descanso – “Assim foi também descrita a destruição de Sodoma e Gomorra em Gênesis 19:24. Judas diz que essas duas cidades sofreram ‘a pena do fogo eterno’ (S. Jud. 7). Os ímpios que viviam nessas cidades foram completamente destruídos pelo fogo, mas não foram atormentados além da morte. Nosso Deus é sempre um fogo consumidor para a iniqüidade e o pecado. É Verdade que os ímpios não têm descanso em sua iniqüidade. Eles não terão descanso ‘nem de dia nem de noite’, durante as pragas e ao serem lançados no lago de fogo, no fim dos mil anos. (Ver O Desejado de Todas as Nações, ed. Popular, págs. 94 e 734.)” – LES893, p. 102 e 103.
Para todo o sempre/pelos séculos dos séculos – “A frase grega é eis aionas aionon, e transmite a idéia de que algo durará enquanto durar a natureza daquilo a que se refere. Deus vive para todo o sempre porque é imortal (I Tim. 6:16). A vida eterna dos justos durará para todo o sempre porque eles receberão a imortalidade na segunda vinda de Jesus (I Cor. 15:51-54).
“A palavra aion, usada em Apocalipse 14:11, muitas vezes designa períodos de duração limitada. Por exemplo, S. Mateus 13:39 fala da ‘consumação do século [aion]’. (Comparar com II Tim. 4:10; I Cor. 2:7.) Visto que os ímpios são mortais, eles serão inteiramente consumidos no fogo do último grande dia. O aion dos justos e o dos ímpios serão diferentes porque suas naturezas serão diferentes. Como seres mortais e perdidos, os ímpios serão completamente destruídos pelo fogo e reduzidos a cinzas (Mal. 4:1-3; comparar com Sal. 37:10 e 20; 68: 1 e 2). …
“Embora a punição dos que rejeitam a graça de Deus seja severa, como sabemos que ela não consistirá no tormento eterno? (Comparar Apoc. 14:10 e 11 com S. Judas 7; II S. Ped. 2:6; Apoc. 20:14 e 15; 21:1 e 5.)
“’Para sempre’ não tem sempre a significação de ‘por toda a eternidade’. Nas versões em português, ‘para sempre’ e ‘pelos séculos dos séculos’, são traduções do substantivo grego aion e do adjetivo aionios, e não designam automaticamente algo que nunca tem fim. A idéia básica transmitida por eles é a de duração initerrupta.
“O fator que determina a duração do substantivo aion ou do adjetivo aionios é a natureza daquilo com o que eles são relacionados. Deus é imortal por natureza (I Tim. 6:15 e 16). Ele é a fonte de vida (Sal. 36:9). Portanto, ao serem aplicadas a Deus, essas palavras gregas sempre significam algo que é eterno. Os remidos são mortais por natureza (Jô 4:17), mas pela fé em Jesus Cristo como seu Salvador, eles receberão o dom da imortalidade (II Tim. 1:10; I Cor. 15:51-54). Portanto, quando aio e aionios são aplicados a eles, também significam algo que é eterno ou interminável, porque sua natureza tornar-se-á imortal pela dádiva e poder de Deus.
“Os impenitentes são mortais por natureza (Jô 4:17), e rejeitaram a salvação provida pelo Céu; portanto, não Têm a promessa da vida eterna. (Ver I S. João 3:15; 5:11 e 12; Rom. 6:23.) Serão punidos de acordo com as ações que praticaram, e privados de sua existência (Rom. 2:6). ‘Para sempre’ ou ‘para todo o sempre’ em relação aos impenitentes só podem designar um período de tempo ininterrupto até que sua vida mortal deixe de existir. ‘A lâmpada dos perversos se apagará.’ Prov. 24:20.” – LES893, p. 103 e 104.
Advertência – “O Objetivo das mensagens de advertência é salvar. Johan Bengel, teólogo alemão do século dezoito, declarou que Apocalipse 14:9-12 constitui a ‘mais terrível ameaça que a Bíblia contém’. Ellen White faz uma observação similar: ‘A mais terrível ameaça que já foi dirigida aos mortais, acha-se contida na mensagem do terceiro anjo. Deverá ser um terrível pecado que acarretará a ira de Deus, sem mistura de misericórdia.’ – O Grande Conflito, pág. 450.
“Como podemos harmonizar essa mensagem ameaçadora com o que está escrito em S. João 3:17: ‘Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele?’?
“O Senhor nunca envia mensagens de advertência simplesmente para condenar pecadores. Toda mensagem de advertência tem o mesmo objetivo que o primeiro advento de Cristo: salvar pecadores! (Ver Ezeq. 18:23.)
“A mensagem do terceiro anjo também oferece o ‘evangelho eterno’ (Apoc. 14:6). Duas classes de pessoas se distinguirão na crise final: 1ª Os que adoram ‘a besta e sua imagem’ e recebem a sua ‘marca’ (verso 9); e 2ª Os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo, que adoram a Deus e recebem o Seu selo.” – LES893, p. 97.
14:12 Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
Identificação dos santos – “As pessoas que serão arrebatadas na Segunda Vinda para estarem com Jesus incluem os que serão simbolizados pelo número 144.000 e os que ressuscitarem na primeira ressurreição. (Ver S. João 5:28 e 29; I Cor. 15:51-53; I Tess. 4:16; Apoc. 20:6, prim. parte.) Aqueles que suportam pacientemente as provações desta vida, guardam os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus serão ‘santos’ por toda a eternidade.
“Apocalipse 14:12 foi traduzido deste modo em The New International Version: ‘Isto requer paciente perseverança da parte dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus.’ Nosso estudo das três mensagens angélicas de Apocalipse 14 salienta que, em vista de tudo que está para acontecer no futuro, nossa única segurança está na paciente confiança no Senhor Jesus Cristo e na rigorosa obediência a Sua vontade, ao vivermos diariamente pela fé nEle.” – LES893, p. 104.
“[O] Apocalipse revela que o código moral que deve reger a conduta dos que foram salvos pela graça, é a Lei dos Dez Mandamentos (Apocalipse 14:12).” – SRA/EP, p. 52.
Os não perseverantes – “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. … Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos.” – o Grande Conflito, p. 614.
Relação entre a justificação pela fé e as mensagens dos três anjos [Comparar Tito 3:5-7 com Apoc. 14:6] – “Várias pessoas me escreveram perguntando se a mensagem da justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e respondi-lhes: ‘É verdadeiramente a mensagem do terceiro anjo.’ “ – Evangelismo, p.190.
“Esta declaração não se aplica somente à advertência de Apocalipse 14:9-11. Ela se aplica a todas as três mensagens angélicas. Provém de um artigo publicado na revista Review and Herald de 1º de abril de 1890, intitulado: ‘Arrependimento, o Dom de Deus.’ As três mensagens angélicas foram dadas por Deus a fim de preparar um povo para o encontro com o seu Senhor nas nuvens do Céu. O simples conhecimento dessas verdades não salvará a pessoa alguma. A salvação é nossa quando participamos da experiência do ‘evangelho eterno’ descrita em Apocalipse 14:6. Esta é a relação pessoal com Cristo à qual conduzem as três mensagens angélicas. Quando Jesus se torna nosso Amigo e Salvador pessoal, recebemos Sua graça habilitadora para amar a verdade e obedecer-Lhe. Este é o caminho para o reino eterno.
“O mesmo objetivo. ‘A mensagem da justificação pela fé e a mensagem do terceiro anjo são as mesmas no objetivo, na intenção e nos resultados… . A justificação pela fé é o meio de Deus para salvar pecadores; Seu meio de convencer pecadores de sua culpa e condenação, e de sua condição de pessoas completamente perdidas. Também é o meio de Deus para cancelar essa culpa, livra-los da condenação da lei divina e conceder-lhes nova e correta posição diante dEle e de Sua santa lei. A justificação pela fé é o meio de Deus para transformar débeis, pecaminosos e derrotados homens e mulheres em cristãos fortes, justos e vitoriosos.’ – A. G. Daniels, Christ Our Righteousness, págs. 64 e 65.” – LES893, p. 104 e 105.
Todos terão de tomar uma decisão crucial – “A Bíblia dá a entender que o julgamento dos vivos ocorrerá no auge do conflito final a respeito da lei de Deus – o conflito do selo de Deus contra o sinal da besta. Quando, diante de penalidades civis impostas pela confederação político-religiosa da terra, a última geração que viver no mundo deparar com a prova de desobedecer a Deus observando o sinal da besta, terão de ser tomadas decisões de vida ou morte.
“A última geração terá de escolher entre o Estado e Deus, entre os critérios dos homens e os critérios de Deus. Parece lógico que, então, os que optarem pelo sinal da besta serão julgados, com base nessa decisão. Os que decidirem permanecer leais a Deus serão selados no juízo como leais a Ele. O juízo terminará assim na última geração viva (Apoc. 22:11 e 12).” – LES893, p. 105.
Duas classes de pessoas –“No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grande classes – os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal.” – O Grande Conflito, p. 450 e 451.
“Haverá duas classes de pessoas sobre a Terra no fim do tempo: 1ª Os que adoram a besta e recebem sua marca; e 2ª Os que, pela fé em Jesus, perseveram pacientemente e guardam os Seus mandamentos. A qual destas classes pertencerá você?” – LES893, p. 105.
14:13 Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham.
Bem-aventurados os mortos – “Apocalipse 14:13 é uma das sete bem-aventuranças no livro do Apocalipse (1:3; 14:13; 16:15; 19:9; 20:6; 22:7 e 14). Refere-se aos santos descritos no verso 12 e aponta para a ceifa nos versos que se seguem.
“Os que morrem em Cristo antes de Sua volta experimentam um descanso temporário. Mesmo na morte, sua vida piedosa e boas obras continuam a dar testemunho da fé. Enquanto dormem tranqüilamente na sepultura, sua vida passada exorta muitos que ainda vivem a decidirem-se por Cristo e pela eternidade.” – LES893, p. 110.
Desde agora – “Estas palavras identificam o período de tempo geral durante o qual morrem esses santos. É o mesmo espaço de tempo abrangido pelas mensagens dos três anjos, ou de 1844 em diante. Eles descansam até haver passado o tempo de angústia. …
“A morte antes do tempo de angústia – um ato de compaixão. Visto que essa bênção é proferida imediatamente após a mensagem do terceiro anjo, a expressão ‘desde agora’ parece referir-se aos que aceitam essa mensagem especial que os prepara para a vinda de Cristo, mas morrem antes de Seu advento.” – LES893, p. 111.
“[O Senhor] conhece o fim desde o princípio. Muitos serão levados a repousar antes que a prova de fogo do tempo de tribulação venha sobre o nosso mundo. Essa é outra razão por que deveríamos dizer no fim de nossa fervorosa petição: ‘Todavia não se faça a minha vontade, mas a Tua.’ S. Luc. 22:42. Tal súplica jamais será registrada no Céu como uma oração falta de fé.” – Conselhos Sobre Saúde, p. 375, citado em LES893, p. 111. (Grifo acrescentado.)
“O Senhor muitas vezes me instruiu de que muitos pequeninos hão de ser removidos antes do tempo de angústia. Havemos de ver de novo nossos filhos. Havemos de encontrar-nos com eles e reconhece-los nas cortes celestiais. Ponde vossa confiança no Senhor, e não temais.” – Mensagens Escolhidas, vol.2, p. 259, citado em LES893, p. 259.
Suas obras os acompanham/seguem – “Os justos serão tidos em memória eterna.” – LES893, p. 110.
“Quando um homem morre, com ele não morre sua influência; ela continua a viver, reproduzindo-se. A influência do homem que era bom, puro e santo, continua a viver depois de sua morte, como o brilho do Sol poente lança as suas glórias através dos céus, iluminando os picos das montanhas muito depois de haver o Sol mergulhado atrás da colina… .
“Mas que contraste com isto apresenta a vida dos que são terrenos, sensuais, diabólicos! Transigiu-se com o prazer sensual. À luz do Juízo, o homem aparece como é, despido das vestes do Céu. Aparece diante dos outros como é à vista de um Deus santo. Pense seriamente cada um de nós se as obras que nos seguirão serão a luz suave do Céu, ou as sombras das trevas, ou se o legado que transmitimos à posteridade é de bênçãos ou maldições.” – Testemunhos Para Ministros, p. 429, citado em LES893, p. 110 e 111.
14:14 E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro, e na mão uma foice afiada.
E olhei, e eis uma nuvem branca – “Os crentes fiéis olharão para cima, a fim de ver Jesus vindo nas nuvens. Atos 1:11 apresenta mais claramente o significado da expressão usada. As nuvens de Sua ascensão consistiram do ‘carro de nuvem de anjos’ (O Desejado de Todas as Nações, pág. 795). Dois desses anjos detiveram-se durante alguns momentos para dizer aos discípulos que olhavam para cima que Jesus ‘virá do modo como O vistes subir’.
Cristo, o Filho do Homem – “Jesus é descrito como sendo semelhante a um membro da família humana. Embora tenha agora um corpo glorificado, Cristo ainda é reconhecido como membro da raça humana.” – LES893, p. 112.
“O Filho do Homem é a figura central [de Apoc. 14:13-20] … . Durante o Seu ministério na Terra Ele contou a parábola do trigo e do joio (S. Mat. 13:36-43). Nesta parábola Jesus ensinou que a ‘ceifa’ dar-se-á no fim do mundo. Em Apocalipse 14:13-20 chegou o tempo da ceifa, o trigo e o joio são separados, a salvação eterna é dada aos crentes, e a rejeição eterna aos incrédulos. A questão de suma importância … é a seguinte: Você fará parte da colheita dos salvos, ou estará entre os perdidos? O ardente desejo de Cristo é salvar a todos (II S. Pedro 3:9). Queremos ser salvos? …
“A história terrestre dirige-se rapidamente para o seu grande clímax. Absortos em suas atividades terrenas, muitos não percebem que o final ajuste de contas para todos está próximo.
“Lamentavelmente, mesmo entre os cristãos, há muita indiferença para com os eventos prestes a ocorrerem no mundo. A Igreja possui as Escrituras, nas quais são revelados os principais acontecimentos do futuro. Além disso, a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi muito favorecida pelo cumprimento moderno do dom de profecia – um precioso dom do Espírito Santo (Efés. 4:11-13). Milhares de páginas de orientação e conselho não deixam nenhuma desculpa para o desconhecimento dos eventos programados por Deus. Os livros da série ‘O Conflito dos Séculos’, que constituem indubitavelmente o melhor conjunto de literatura espiritual fora a Bíblia, pintam um quadro do futuro que desmascara os embustes de Satanás e revela claramente o plano de Deus para o livramento de Seu povo.
“Precisamos perguntar a nós mesmos: Estamos despertos, atentos e preparados? Estamos livres da cegueira espiritual de que foi advertida a Igreja de Laodicéia? Estamos examinando diligentemente a Bíblia? Preparamo-nos diariamente para o encontro com o nosso Senhor?” – LES893, p. 109.
“A profecia destina-se a exaltar a Cristo. Os cristãos não devem olvidar que a profecia não é somente uma revelação da parte de Jesus, mas também uma revelação a Seu respeito, destinada a confirmar a fé e confiança nEle. ‘Até que o dia clareie e a estrela da alva [Cristo] nasça em vossos corações.’ II S. Ped. 1:19. Cristo é o grande centro de atração em todas as partes das Escrituras.
“ ‘De todos os professos cristãos, devem os adventistas do sétimo dia ser os primeiros a levantar a Cristo perante o mundo. A proclamação da terceira mensagem Angélica pede a apresentação da verdade do sábado. Esta verdade, juntamente com outras incluídas na mensagem, tem de ser proclamada; mas, o grande centro de atração, Cristo Jesus, não deve ser deixado à parte. É na cruz de Cristo que a misericórdia e a verdade de encontram, e a justiça e a paz se beijam. O pecador deve ser levado a olhar ao Calvário; com a fé singela de uma criancinha, deve confiar nos méritos do Salvador, aceitando Sua justiça, confiando em Sua misericórdia.’ – Obreiros Evangélicos, págs. 156 e 157. (Grifo acrescentado.)
“Cristo está no centro da profecia das duas ceifas. Ele é o grande Ceifeiro na colheita final da Terra.” – LES893, p. 110.
Ver Apêndice: “Figuras de linguagem e símbolos para descrever a Segunda Vinda de Cristo”.
Tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro – “Esta é uma coroa de vitória. Que contraste com a coroa de espinhos usada por Ele no dia em que morreu por nós! Essa coroa representava a crueldade daqueles que O rejeitam. A coroa que Ele usará no Segundo Advento representa a vitória espiritual ganha para a humanidade a um preço tão elevado na cruz do Calvário (Ver Apoc. 5:5; 9 e 10.) – LES893, p. 112.
Na mão uma foice afiada – “Esta é a ocasião em que o Juiz (S. João 5:22 e 23) executa o juízo. Primeiro Ele salva os que Lhe são fiéis e amam a verdade (II Tess. 2:10), e cujo amor os impeliu e habilitou a guardarem os Seus mandamentos (S. João 14:15). Foram tão transformados pela graça que são ‘semelhantes a Ele’ (I. S. João 3:2). O trecho que vem em seguida retrata o juízo de Cristo sobre os que recusaram demonstrar sua lealdade adorando só a Ele.” – LES893, p. 112.
14:15 E outro anjo saiu do santuário, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice e ceifa, porque é chegada a hora de ceifar, porque já a seara da terra está madura.
Duas colheitas – “Deste versículo em diante, até o fim do capítulo, são descritos dois eventos distintos. O primeiro é a colheita dos justos, que são comparados ao cereal maduro. O verso 15 apresenta a seara da Terra como plenamente amadurecida. O segundo evento (versos 17-20) se refere à colheita dos ímpios, que são simbolizados por cachos de uvas maduras.” – LES893, p. 113.
“A profecia da ceifa terrestre se baseia no ano agrícola da Palestina, o qual, em termos gerais, tinha duas importantes temporadas de colheita: 1ª A colheita dos cereais (a começar com a cevada, em abril, e terminando com a safra do trigo, em junho/julho); 2ª A colheita das frutas(uvas e azeitonas, no fim do verão e começo do outono). Assim, a colheita dos cereais e a colheita das uvas não ocorriam ao mesmo tempo, mas com um intervalo de vários meses. Este pormenor não deve, porém, ser salientado em demasia. Certamente não significa que o tempo da graça terminará mais cedo para os justos (o trigo), do que para os ímpios (as uvas)! Na realidade, a ceifa significa o fim do tempo da graça para todos os seres humanos. O Espírito Santo tinha outras razões para representar os justos pelo trigo e os ímpios pelas uvas, segundo indica a profecia.” – LES893, p. 114.
Seara madura – “Nas terras bíblicas a chuva temporã caía por ocasião da semeadura, para que a semente pudesse germinar. A chuva serôdia caía perto do fim do período de crescimento, para amadurecer o cereal e prepara-lo para a ceifa.” – LES893, p. 113 e 114.
“O Senhor emprega essas operações da natureza para representar a obra do Espírito Santo. Como o orvalho e a chuva são dados primeiro para fazer com que a semente germine, e então para amadurecer a colheita, assim é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a terminação do trabalho da graça de Deus na alma…
“A chuva serôdia, amadurecendo a seara da terra, representa a graça espiritual que prepara a igreja para a vinda do Filho do homem.” – testemunhos Para Ministros, p. 506, citado em LES893, p. 114.
Ver Apêndice: “A importância da chuva serôdia“.
Ceifa – “As Escrituras falam de uma colheita de pessoas simbolizada pela ceifa dos cereais. Estude estas passagens, e note a linguagem figurada em cada uma delas:
“Jer. 8:19 e 10
“Joel 3:12 e 13
“S. João 4:28-30 e 35
“S. Mat. 13:30 e 39
“Estas e outras passagens apontam para a colheita final, com recompensa para os bons e punição para os maus. Apocalipse 19 focaliza o mesmo assunto.” – LES893, p. 114
Seara madura – “Estamos orando pela chuva serôdia? Jesus recomendou que Seus primeiros discípulos esperassem e orassem pelo derramamento especial do Espírito Santo (S. Luc. 24:49; At. 1:4 e 5). A resposta veio quando o Espírito Santo desceu sobres os crentes no dia do Pentecostes (At. 2:1-4). Quando o Espírito for derramado sobre o povo de Cristo que hoje se mantém vigilante e continua orando, toda a Terra se iluminará ‘com a Sua glória’ (Apoc. 18:1). A Igreja nunca necessitou mais dessa bênção do que agora. Deus está muito desejoso de conceder-nos o Espírito Santo.” – LES893, p. 114.
14:16 Então aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a sua foice à terra, e a terra foi ceifada.
Ceifa dos cereais – “Os anjos de Deus recolherão a todos os escolhidos ou fiéis. Os que morreram amparados pela graça de Deus, havendo aceitado a Jesus como Seu Salvador e Mediador, ressuscitarão (I Tessalonicenses 4:13-16), e formarão um mesmo grupo com os fiéis crentes em Jesus que estarão vivos. Todos ascenderão nas nuvens para estar para sempre com o Senhor (I Tessalonicenses 4:17). A ascensão será possível porque o Senhor transformará nosso corpo à semelhança do que Ele tinha ao ascender ao Céu (I Coríntios 15:51-54; Filipenses 3:20, 21).” – SRA/EP, p. 41.
Ceifa dos cereais: transladação de companheiros – “Podemos ter o que teve Enoque. Podemos ter a Cristo como nosso companheiro de todos os momentos. Enoque andou com Deus, e quando assaltado pela tentação, ele podia conversar com Deus a respeito disso. Ele não possuía uma lei escrita como possuímos, mas conhecia seu Companheiro celestial. Ele fez de Enoque o seu Conselheiro, e tinha muita afinidade com Jesus. Por isso Enoque foi honrado. Ele foi transladado para o Céu sem ver a morte. E os que forem transladados no final dos tempos, serão os que mantiveram comunhão com Deus na Terra.” – Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 1, p. 1.087, citado em LES963, lição 10, p. 2.
14:17 Ainda outro anjo saiu do santuário que está no céu, o qual também tinha uma foice afiada.
O anjo ceifador – “A punição final dos rebeldes. Parece haver acentuada distinção entre a representação da ceifa dos justos e a da ceifa dos ímpios. Jesus mesmo faz a colheita dos remidos (I Tess. 4:16), ao passo que um anjo é encarregado de fazer a colheita dos perdidos. É como se o Céu estivesse dizendo para eles: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniqüidade.’ S. Mat. 7:23.” – LES893, p. 117.
14:18 E saiu do altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo, e clamou com grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Lança a tua foice afiada, e vindima os cachos da vinha da terra, porque já as suas uvas estão maduras.
Vindima – “A figura das duas colheitas é tomada emprestada do antigo ano agrícola da Palestina, que consistia de duas colheitas principais: a ceifa dos cereais [na primavera] e a vindima [no outono]… . Aqui a vindima representa os ímpio colhidos para destruição.” – SDABC, vol. 7, p. 834, citado em LES893, p. 117.
“A parábola do trigo e do joio, contada por Jesus (S. Mat. 13:24-30 e 36-43). E as ceifas de que fala Apocalipse 14 enfatizam as mesmas lições? …
“Na parábola ‘a boa semente são os filhos do reino’ (S. Mat. 13:38). Eles representam, portanto, a Igreja de Deus na Terra. O joio é semeado entre a boa semente (verso 25) e cresce no meio do trigo. Assim Cristo indicou figurativamente que a igreja se compõe de crentes genuínos e de falsos crentes. Essa condição continuará até que a colheita final os separe.
“A profecia do Apocalipse apresenta um quadro mais amplo. A ceifa do cereal simboliza todos os verdadeiros filhos de Deus (os mortos, bem como os vivos) que já viveram sobre a Terra. No simbolismo da colheita do Apocalipse, os que foram retratados como joio são considerados como fazendo parte da vindima dos perdidos, completamente separados do verdadeiro cereal, e identificados com os inimigos de Deus.
14:19 E o anjo meteu a sua foice à terra, e vindimou as uvas da vinha da terra, e lançou-as no grande lagar da ira de Deus.
A vindima – “Esta é a fase executiva do juízo. Assim como em Apocalipse 14:15, 16, no fim do juízo investigativo sai do santuário o anjo com a ordem de ceifar a messe (juntar os fiéis redimidos), nos versículos 17 a 20 sai do templo a ordem de completar a purificação pela erradicação do pecado (e dos pecadores rebeldes) para sempre. As uvas são lançadas no lagar da cólera de Deus, e o diabo, seus anjos e os seus adeptos são destruídos no lago de fogo, que é a segunda morte (Apocalipse 20:14). A promessa é que o mal não se levantará novamente (Naum 1:9; Apocalipse 21:1-6).” – SRA/EP, p. 81
Lagar – “As uvas são lançadas ‘no grande lagar da cólera de Deus’ (Apoc. 14:19). Isto se refere à execução da sentença contra os impenitentes no fim da fase executiva do juízo final.” – LES893, p. 117.
“…esse lagar da ira de Deus começa antes da Segunda Vinda, ao serem derramadas as sete últimas pragas.” – LES893, p. 118.
A ira de Deus – “Alguns ficam perturbados com o pensamento de um Deus de ira e punição. Lembremo-nos, porém, do Dilúvio (Gen. 6:5-7 e 17), dos 185.000 assírios mortos por um anjo em uma só noite (II Reis 19:35), da história de Ananias e Safira por haverem mentido (Atos 5:1-11). E II Tessalonicenses 1:7-10 fala da punição dos ímpios em conexão com a colheita final da Terra.
“A ira de Deus explicada. Como devemos encarar estes exemplos de ira e destruição da parte de Deus? Conhecemos diversos fatos fundamentais a respeito de nosso Deus:
“a) Ele ‘é amor’ (I S. João 4:8). Dizemos que Ele tem amor. O fato é, porém, que Ele éamor. Sempre age por amor. Deus é a própria ‘justiça’. (Ver Neemias 9:33; Isa. 45:21.) O grande conflito foi iniciado por um anjo que antes era perfeito, mas acusou o Deus justo de ser injusto.
“b) Deus concedeu a todo ser humano a oportunidade de estar do lado certo na colheita. (Ver S. João 3:16.) Ele não pode dar a vida eterna aos que rejeitaram a Fonte da vida. Os remidos cantarão: ‘Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das Nações!’ Apoc. 15:3.
“c) Há fatores que conduzem à destruição pela qual Deus não é responsável:
“* Ele não causa arbitrariamente a perdição de quem quer que seja. Cada pessoa, usando seu livre-arbítrio, decide por si mesma se amará e servirá a Deus, ou se desobedecerá e se perderá eternamente. Sem dúvida, era isso que Ellen White queria dizer ao afirmar: ‘Deus não destrói a ninguém. Todo aquele que for destruído ter-se-á destruído a si mesmo.’ – Parábolas de Jesus, pág. 84.
“* Deus não é responsável pelas conseqüências de um estilo de vida pecaminoso. Colhemos o que semeamos (Gál. 6:7). ‘O pecador mesmo acarreta sobre si a punição. Suas próprias ações dão princípio a uma cadeia de circunstâncias que trazem o resultado seguro.’ – Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 235.
“* Deus não é responsável pela destruição causada por Satanás e seus seguidores. Quando as pessoas se afastam de Deus, Ele retira Sua proteção, e elas tornam-se vítimas daquilo que é praticado pelo diabo. O rei Saul é um exemplo deste fato.
“d) Depois do fim do tempo da graça, o ‘estranho ato’ de Deus (Isa. 28:21) abrange a punição judicial de Satanás e dos ímpios. As sete últimas pragas ocorrerão por ação direta de Deus (nelas se consumirá a cólera de Deus. Apoc. 15:1; comparar com 16:5-7). A destruição dos ímpios que estiverem vivos por ocasião do Segundo Advento e a punição final de Satanás e de todos os seus seguidores, no fim do Milênio, também ocorrerão por ação direta da parte de Deus. Não devemos comparar Sua ira com a ira humana. A ira de Deus é Sua reação justa e santa contra o pecado.” – LES893, p. 116 e117.
Deus lança a destruição sobre Satanás e seus seguidores. “Satanás precipita-se para o meio de seus seguidores, e procura instigar a multidão à atividade. Mas fogo do Deus, procedente do Céu, derrama-se sobre eles e os grandes homens, e os homens poderosos, os nobres, e os pobres e miseráveis, todos são juntamente consumidos. Vi que alguns foram destruídos rapidamente, enquanto outros sofreram mais tempo. Foram castigados segundo as ações feitas no corpo. Alguns ficaram muitos dias a consumir-se e, precisamente enquanto houvesse uma parte deles a ser consumida, permaneceu toda a sensação de sofrimento. Disse o anjo: ‘O verme da vida não morrerá; seu fogo não se apagará enquanto houver a mínima partícula para ele devorar.’ “ – Primeiros Escritos, p. 294. (ver também a página 291; O Grande Conflito, p. 666 e 679.) – Textos citados em LES893, p. 117.
O amor e a justiça de Deus – “O amor de Deus é santo. O amor divino e a justiça divina são dois lados da mesma moeda. Eles são atributos do mesmo Deus. A justiça requer adequada punição da transgressão, e não é invalidada pela verdade de que o pecado destrói a si mesmo.
“Um homem iníquo pode morrer do uso de drogas, contrair uma doença fatal por não cuidar do corpo, ou ser morto num tiroteio com a polícia. E diremos que ele destruiu a si mesmo. Mesmo assim, terá de enfrentar o julgamento no tribunal do Deus-Criador. Terá de prestar contas (Rom. 14:10-12; Atos 24:25). E será punido de acordo com as suas ações, e destituído então do dom da vida (II Cor. 5:10; Rom. 2:6; 6:23). A execução dos ímpios será um ato do Deus criador. De modo algum se pode dizer que será simplesmente a retirada de Sua bênção e proteção. A fase executiva do juízo final abrangerá tanto os anjos caídos como os seres humanos impenitentes. (Ver O Grande Conflito, págs. 542-545.) “ – LES893, p. 118 e 119.
14:20 E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até os freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios.
Fora da cidade – “A alusão aqui é à destruição dos inimigos de Deus descrita pelos profetas do Antigo Testamento. Ela deveria ocorrer fora da cidade de Jerusalém. (ver Joel 3:12 e 13.) – LES893, p. 118.
“Visto que são mencionadas só duas cidades no Apocalipse – A Grande Babilônia (Apoc. 16:19; 17:18) e a Nova Jerusalém (Apoc. 21:1) – o pisotear das uvas no lagar ‘fora da cidade’ (Apoc. 14:20) refere-se à destruição dos ímpios no fim do Milênio, fora da Cidade Santa (Apoc. 20:9 e 11-15). O esmagamento das uvas é uma metáfora que completa a figura da colheita. Descreve a mesma e triste realidade: a punição e destruição dos impenitentes.” – LES893, p. 117.
O que pisa as uvas – “Aquele que pisa as uvas não é simbolizado em Apoc. 14:20. mas Ele é mencionado em Apocalipse 19:11-16: Cristo, o Rei dos reis. ‘Pessoalmente pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-poderoso.” Apoc. 19:15.” – LES893, p. 117.
Muito sangue – “A enorme quantidade de ‘sangue’ que sai do lagar (Apoc. 14:20) acentua o deplorável fato de que ‘o número… [dos perdidos será] como a areia do mar’ (Apoc. 20:8). Todo esse quadro do esmagamento das uvas é extraído de Isaías 63:1-4, onde o Messias é retratado como poderoso guerreiro – poderoso para salvar e poderoso para pisotear os Seus inimigos no lagar do juízo.” – LES893, p. 117.
“O pensamento central é que os inimigos da Igreja de Deus serão derrotados de modo completo e definitivo. A Igreja pode aguardar, portanto, total e completo livramento de todos os seus inimigos e jubiloso triunfo no reino de Deus.” – LES893, vol. 7, p. 835, citado em LES893, p. 118.
Sumário dos capítulos 12 a 14 – “O período de tempo abrangido é principalmente o que se estende de 1798 até à Segunda Vinda de Cristo. Os eventos de 1844 até o fim do tempo da graça são muito importantes. João retrata a Igreja sendo perseguida antes de 1798, e o ‘remanescente’, depois disso. Ele descreve a apostasia papal da Idade Média como antecedente da enganosa união religiosa dos últimos dias (papado, protestantismo apostatado e espiritismo), que opera sinais e maravilhas. Os característicos espirituais dos crentes que viveriam no tempo do fim e as mensagens destinadas a prepará-los para o Céu, são apresentadas com clareza. Finalmente, somos lembrados do desígnio de Deus, de redimir os que crêem e de destruir os que não crêem.” – LES893, p. 118.
Abreviaturas utilizadas
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-14_6.html
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TEXTO BÍBLICO APOCALIPSE 13 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 13 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
APOCALIPSE 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ap/13
Apocalipse 13 explica a perseguição à mulher (Ap. 12:14; 13:5-8) e ao restante da sua descendência (Ap. 12:17; 13:11-17). A descrição da besta do mar que recebe o poder, o trono e grande autoridade do dragão, é retirada dos animais de Daniel 7. Ela é semelhante ao leopardo, Grécia, indicando uma forte influência da filosofia grega. Os pés como de urso, Medo-Pérsia, apontando para a influência da religião persa, o mitraísmo, sobre ela. A boca como de leão relembrando a arrogância de Babilônia, especialmente a de seu rei Belsazar. Após a cura da ferida mortal ela terá o apoio da besta da terra (Ap. 13:12), para que todos adorem a imagem da besta (Ap. 13:15).
As perseguições anunciadas em Apocalipse 13 estão relacionadas diretamente com a questão da adoração (Ap. 13:4, 8, 12, 15). No final só haverá dois grupos, os que adoram a Deus e os que adoram o dragão e a besta. A quem você está adorando? A quem você dedica seus bens, seus talentos, seu tempo? Há alguma coisa te impedindo de adorar a Deus em espírito e em verdade? Não espere a crise final para se posicionar no Grande Conflito, escolha hoje mesmo adorar a Deus.
Flávio da Silva de Souza
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1426
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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“Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos” (v.10).
Ontem estudamos sobre o grande conflito que começou no Céu e se estendeu para a Terra, quando Satanás lançaria a sua ira contra a igreja de Deus. O capítulo treze apresenta os dois poderes que, aliados ao dragão, irão se unir com o objetivo de dizimar o povo de Deus da Terra. Besta ou animal, em profecia, significa “reino ou poder” (Dn.7:17). Portanto, a besta que emerge do mar e a besta que emerge da terra são dois poderes diferentes, mas que, unidos, se tornarão potencialmente perigosos, principalmente no desfecho da história deste mundo.
Existe uma associação inconfundível entre este capítulo e Daniel capítulo sete. Ambos apresentam uma sequência de animais e destacam a figura de uma besta ou animal “terrível e espantoso” (Dn.7:7). Esses animais, na sequência da profecia de Daniel, bem como na estátua do sonho do rei Nabucodonosor, representam, respectivamente: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Mas de todos estes impérios, o último, descrito como um animal medonho, deixaria registrado na história um reinado de medo e descaso para com a Palavra de Deus. João, por sua vez, viu uma besta que saiu do mar. Ou seja, uma besta que surgiria de “povos, multidões, nações e línguas” (Ap.17:15). Observem que João apresentou um regresso histórico, uma ordem contrária dos animais citados por Daniel (v.2), corroborando com o fiel cumprimento da profecia referente aos reinos que já haviam passado.
Findo o período da supremacia política dos impérios, Roma passou a reger as nações através do poder político e religioso do papa. Considerado líder supremo, o pontífice tornou-se a figura mais importante do globo e sua palavra passou a ter vigor em todas as esferas da sociedade. Existem diversas semelhanças entre o chifre pequeno da profecia de Daniel e a besta que emerge do mar. Ambos, portanto, representam o mesmo poder: Roma Papal. Vimos que este tempo de apogeu durou “quarenta e dois meses” (v.5), 1260 anos, tendo o seu fim em 1798 com a prisão do papa Pio VI. A profecia apresenta, porém, um período no futuro em que este poder recobraria as suas forças, quando diz: “essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (v.3). Ou seja, Roma Papal reassumirá o controle do poder civil e religioso e revelará ao mundo um discurso que atrairá multidões, “aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (v.8). Será que o cenário mundial atual já não revela indícios suficientes de que esta profecia já está se cumprindo?
A besta que surge da terra, ao contrário de mar, representa um poder que surge de um lugar deserto ou pouco povoado. Fugindo da perseguição, muitos cristãos desbravaram os mares à procura de viver com liberdade a sua crença. Foi assim que surgiu a nação dos Estados Unidos da América, com seus ideais protestantes de liberdade civil e religiosa. Como os “dois chifres” não possuem coroas ou diademas como na descrição da besta anterior, eles não se referem a reinos, mas podem se referir a esses dois ideais de liberdade, já que parece um cordeiro, isto é, aparenta ser uma nação cristã, mas que no fim revelará a sua verdadeira face, “como dragão” (v.11). Há alguns anos, seria impossível fazer qualquer ligação ou conexão entre a nação norte-americana e o Vaticano. Hoje, vemos que as relações estão cada vez mais estreitas e que as portas estão sendo abertas para um diálogo cada vez mais amistoso e uma associação cada vez mais íntima.
A besta que sobe do mar representa as duas fases de Roma: pagã e papal. Partindo do princípio de que ela emerge do meio de povos e nações, as sete cabeças representam os seguintes reinos: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma pagã e Roma Papal; os povos que representam os piores inimigos do povo de Deus ao longo da história. A profecia indica que Roma adquiriu características peculiares de alguns desses povos: da Grécia (leopardo) a semelhança no sistema religioso de culto a imagens e invocação de santos; da Medo-Pérsia (urso), a instituição do domingo como dia de guarda, pois os persas dedicavam o primeiro dia da semana como um dia de culto ao deus Sol; e da Babilônia (leão), Roma copiou a soberba, o orgulho e o descaso para com a Lei de Deus (Is.13:11; Is.14:10-14).
O início da cura da ferida mortal se deu no ano de 1929, quando Benito Mussolini assinou uma concordata concedendo ao papado 44 hectares de terra, que, mais tarde, se tornaria o menor país do mundo, o Estado do Vaticano. A partir daí, os pontífices voltaram a ter um prestígio que só vem crescendo, e a nação norte-americana aclamada como grande potência mundial, mostrando que caminha para dar as mãos à primeira besta. Logo, nos será tolhida a liberdade de crença, a liberdade econômica (v.17) e até o direito fundamental de ir e vir (algo que a pandemia já vem ensaiando). Além do inevitável decreto de morte a todos os que se recusarem a adorar “a imagem da besta” (v.15).
Uma marca será imposta “a todos […], sobre a mão direita ou sobre a fronte” (v.16). Uma contrafação ao que o Senhor determinou para o Seu povo (Dt.6:8), que é “a perseverança e a fidelidade dos santos” (v.10). Como está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Será, portanto, uma questão de decisão voluntária (fronte) em obedecer os mandamentos de Deus ou mandamentos de homens (mão direita). A necessidade atual é de cristãos que reconheçam a sua incapacidade de enfrentar a grande prova final e, como Jacó, agarrem-se firmemente à destra da Onipotência até que do alto sejam revestidos de poder.
A compreensão dos símbolos de Apocalipse, porém, não pode ser maior do que o desejo por conhecer Aquele a quem este livro revela: Jesus Cristo. Pois “a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). A grande controvérsia final é uma guerra entre verdadeiros adoradores e falsos adoradores, e “o número da besta” (v.18) é a representação de uma falsa adoração. Enquanto o número sete significa perfeição e aponta para o Criador, o número seis é considerado número de homem e na antiga Babilônia era usado para definir a hierarquia das divindades pagãs (6 = deus menor; 60 = deus maior; 600 = todos os deuses). Portanto, o número da besta não aponta simplesmente para um indivíduo, mas para um sistema de falsa adoração.
A questão é: De que lado estamos hoje? Logo as restrições que serão impostas “para que ninguém possa comprar ou vender” (v.17) serão tão reais quanto o fato de estarmos enfrentando uma pandemia que, há dois anos atrás, ninguém cogitaria. Se há dois anos eu dissesse a vocês que logo todos seríamos obrigados a usar máscaras, e que as maiores cidades do mundo obrigariam seus cidadãos a ficar dentro de casa e que fechariam suas fronteiras, provavelmente arrancaria alguns risos de uns e escárnios de outros. Mas tudo isso aconteceu e permanece em nosso contexto atual, com muito mais implicações, como um lembrete bem claro de que as profecias bíblicas que apontam para o desfecho do grande conflito entre o bem e o mal “são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6).
Lembrem-se, amados: “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap.1:3). Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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APOCALIPSE 13 – O futuro não é desconhecido para Deus, Ele sabe quais serão as decisões humanas.
Por conseguinte, o objetivo deste capítulo é exortar “aos crentes a discernir sobre a falsidade e a não participar em falsas adorações propagadas pelos demônios e seus aliados terrestres, e a manter-se firmes na fé” (G. K. Beale).
Observe que o capítulo supracitado possui duas partes: A besta que subia…
• …do mar (vs. 1-10);
• …da terra (vs. 11-18).
O que significam estas bestas?
Iniciemos pelos 42 meses em que a besta do mar recebeu uma boca para blasfemar, o equivalente a tempo, tempos e metade de um tempo.
“O fato de que o símbolo de tempo ‘1.260 dias’ e seus equivalentes nos são dados 7 vezes (2 em Daniel e 5 no Apocalipse) indica que é um período de importância crucial… A frase ‘um tempo, e tempos e metade de um tempo’ em Apocalipse 12:14 é tomada diretamente de Daniel 7:25 e 12:7, como geralmente se reconhece. Mas poucos comentadores conectam Apocalipse 12 à sua raiz principal em Daniel 7. Porém, aqui jaz a chave secreta para descobrir os 3 ½ tempos proféticos em sua relação com o ‘chifre pequeno’ da quarta besta de Daniel” (Hans K. LaRondelle).
Além disso, as características desse primeiro animal relacionam-se aos os animais de Daniel 7: Leopardo, urso e leão, indicando poderes políticos.
• O quarto animal de Daniel 7 é terrível e espantoso, representando ao Império Romano. Em Apocalipse 13, Roma é religiosa e perseguiu por 1260 dias/anos. Unindo poder político com religioso, a igreja Católica Apostólica Romana assumiu a perseguição aos que discordavam dela, até receber uma ferida mortal numa das cabeças – fato ocorrido quando prenderam o Papa Pio VI em 1798 e a igreja perdeu autoridade.
• Se “águas”em profecia significa povos, a besta que emerge da terra refere-se a uma nação que surgiu do nada e logo adquiriu poder num continente distante. Após a morte do Papa em 1798, os Estados Unidos começam a criar corpo, mesmo tendo declarado independência somente em 1776.
• Então, a besta marítima refere-se ao poder religioso: catolicismo; a besta terrestre, ao poder político: EUA.
Antes da volta de Jesus, estas duas potências mundiais se unirão para promover adoração falsa. Fique alerta, estude, busque sabedoria divina! – Heber Toth Armí.
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8447 palavras (incluindo texto bíblico e referências)
As bestas que emergem do mar e da terra – o número 666
“Apocalipse 13 fala de forças satânicas que estão tentando obter a adesão de todo ser vivente. A decisão de cada pessoa determinará o seu destino eterno. Cristo assegura a Seu povo o vigilante cuidado e a aprovação divina. A fidelidade dos seguidores de Cristo em resistir à tirania de Satanás será reconhecida e recompensada pelo Céu.
“O Apocalipse deixa claro que há dois poderes no Planeta, cada um com um plano específico para unir a raça humana. Esses dois planos globais ou projetos são essencialmente incompatíveis um em relação ao outro, de tal forma que um tem de eliminar o outro.” – LES963, lição 8, p. 5A.
“Os capítulos 13 e 14 confrontam duas grande questões: 1) O capítulo 13 retrata a atuação do diabo por meio de poderes terrestres para exigir a nossa ‘adoração’. O capítulo 14 apresenta o convite de Deus para que ‘adoremos’ só a Ele. A questão correlata, tanto no capítulo 13 como no capítulo 14, é a quem prestará a humanidade total lealdade, mesmo em face da morte.
”…Os capítulos 13 e14 são o coração do livro do Apocalipse.
“…Uma advertência para todos. O objetivo de nosso estudo não é condenar ou difamar alguma pessoa ou organização religiosa. O propósito é chamar a atenção de todos para a importância de descobrir a verdade, e de submeter-se ao Senhor. Precisamos estar certos de que os nossos nomes se encontram no ‘livro da vida’. Nossa fé tem de ser suficientemente forte para evitarmos a blasfêmia contra Deus e o sistema de tirania que logo encherá a Terra.
“Quem é o verdadeiro inimigo? Fomos advertidos: ‘O diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.’ Apoc. 12:12.” – LES893, p. 30.
13:1 Então vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas [coroas], e sobre as suas cabeças nomes de blasfêmia.
Vi subir do mar – “O texto grego favorece a versão: ‘E ele se pôs em pé …’ A ideia é que o dragão, o qual acabou de ser apresentado pelejando contra o remanescente, ficou em pé na praia, esperando que surgisse essa nova besta que ele investiria de seu poder e autoridade (verso 2).
“A besta do verso 1 surge onde há multidões de pessoas. A besta ‘parecendo cordeiro’ … surge onde a população é mais esparsa.” – LES893, p. 30.
Sete cabeças – “Em nosso estudo do capítulo 12, verificamos que o dragão representa primariamente a Satanás, e secundariamente o Império Romano, o qual foi usado por Satanás para perseguir a Cristo. (Ver Apoc. 12:4 e 9.) Alguns comentaristas consideram as sete cabeças como sete poderes que combateram a verdade e o povo de Deus: Egito (Êxo. 5 a 14); Assíria (II Reis 17:1-8); Babilônia (Dan. 7:4); Média-Pérsia (Dan. 7:5); Grécia (Dan. 7:6); Roma pagã (Dan. 7:7) e Roma papal (Dan. 7:8, 21, 24 e 25). A opinião corrente é que as sete cabeças do dragão são as mesmas sete cabeças da besta semelhante a leopardo (capítulo 13) e da besta escarlate do capítulo 17.” – LES893, p. 31.
Os dez chifres – “O Império Romano do tempo de João dividiu-se mais tarde. A comparação com Daniel 7:7, 8 e 24 denota que os dez chifres das três bestas do Apocalipse (12, 13 e 17) representam as divisões nacionais em que se fragmentou o Império Romano.” – LES892, p. 32.
13:2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade.
Leopardo/urso/leão – “Visto que a besta semelhante a leopardo tem certas peculiaridades dos três animais de Daniel 7 (o leão, o urso e o leopardo), o poder representado por ela possuiria características que se destacaram nos reinos de Babilônia, Pérsia e Grécia (SDABC, vol. 7, pág. 817). ” – LES893, p. 32.
O dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade – “Historicamente há só um poder que recebeu a sede e a autoridade da Roma dos Césares., tal como havia sido profetizado, e este poder é Roma papal.” – SRA/EP, p. 101.
“No capítulo 13 (versos 1-10), descreve-se a besta ‘semelhante ao leopardo’, à qual o dragão deu ‘seu poder, o seu trono, e grande poderio’. Este símbolo, como a maioria dos protestantes tem crido, representa o papado, que se sucedeu no poder, trono e poderio uma vez mantidos pelo antigo Império Romano… . [Citação de Apoc. 13:5-7] Esta profecia, que é quase idêntica à descrição da ponta pequena de Daniel 7, refere-se inquestionavelmente ao papado.” – O Grande Conflito, p. 438.
“No século sexto tornou-se o papado firmemente estabelecido. Fixou-se a sede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de Roma a cabeça de toda a Igreja. O paganismo cedera lugar ao papado.” – O Grande Conflito, p. 52.
Ver Apêndice: “Um Sistema de apostasia religiosa”.
“A questão é a lealdade a Deus. Três passagens bíblicas retratam o mesmo poder: o anticristo. São as que tratam da ‘ponta pequena’ (Daniel 7:25), da besta semelhante a leopardo’ (Apoc. 13:1-10) e do ‘homem do pecado’ (II Tess. 2:1-8).
“Um ponto no simbolismo de cada uma dessas profecias é muito importante para o estudo desta lição a saber: a alteração dos Dez mandamentos e a instituição da observância do domingo. Note o seguinte:
“1. A ponta pequena: ‘Cuidará em mudar os tempos e a lei.’ Dan. 7:25.
“2. O homem do pecado (ou da iniquidade): assenta-se no templo de Deus, ‘ostentando-se como se fosse o próprio Deus’ (II Tess. 2:4).
“3. A besta semelhante a leopardo: Impõe a marca ou sinal da besta (Apoc. 13:17; 16:12).
“Foi o papado que cuidou em mudar os Dez Mandamentos introduzindo a observância do domingo em lugar do sábado do sétimo dia. Este ato exalta o papado acima de Deus e o coloca no lugar que pertence ao Senhor. (ver O Grande Conflito, pág. 445.)” – LES893, p. 44.
“A besta semelhante ao leopardo de Apocalipse 13:1-10 representa o papado, tanto em sua fase medieval quanto no final dos tempos.” – LES963, lição 9, p. 2.
13:3 Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta,
Ferida mortal curada – “No ano 1798, ao terminarem os 1.260 anos de poder perseguidor (538 + 1.260 = 1.798), o general napoleônico Berthier fez uma ferida mortal no papado. Anulou o código de Justiniano, desapropriou o papado dos cinco Estados que este tinha no centro da Itália e tirou-lhe os poderes temporais. A ferida foi tão profunda que parecia que o papado não se recuperaria mais dela. O papa Pio VI foi levado para o cativeiro (Apocalipse 13:10) e seus sucessores se autorecluíram no cativeiro, negando-se a aparecer em público até que se lhes restituíssem os poderes temporais. …
“Em 1929 Benito Mussolini assinou a célebre concordata com o papado, dando-lhe os 44 hectares que hoje constituem o Estado do Vaticano, recuperando-se assim o poder temporal dos papas. Desde aquela época voltaram-se a mostrar-se em público com poder e autoridade crescentes, fazendo viagens e sendo aclamados por multidões, inclusive em países protestantes como os E.E.U.U., em outros do bloco comunista e mesmo das Nações Unidas.” – SRA/EP, p. 103.
“Embora Napoleão negociasse um tratado com o papado em 1801, que deixou o papa na posse de seu principado italiano, o papado foi outra vez malsucedido em 1870, quando o recém-unificado reino da Itália tomou os territórios papais. O papa continuou sendo ‘prisioneiro voluntário do Vaticano’ até 1929, quando um tratado com Mussolini lhe deu hegemonia sobre a cidade do Vaticano, bem como outros direitos. O jornal San Francisco Chronicle noticiou o evento em manchete: ‘Mussolini e Gasparri Assinam Histórico Pacto Romano… Curando Ferida de Muitos Anos.’ – 12 de fevereiro de 1929. Citado em SDA Student’s Source Book, vol. 9, pág. 706.” LES893, p. 38.
Cura completa – “A cura completa da ferida mortal ainda está no futuro.” – LES893, p. 36.
“Houve uma restauração gradual da vida papal nos anos que se seguiram à revolução na França. O papado sofreu novo revés quando em 1870 lhe foram tirados os Estados papais. Em 1929 ocorreu um evento significativo quando o Tratado de Latrão restaurou o poder temporal do papa, o qual recebeu o domínio da Cidade do Vaticano, uma parte da cidade de Roma, medindo cerca de 108,7 acres ou 0,44 km2 de superfície. O profeta previu, porém, uma restauração muito maior. Ele viu a ferida completamente curada, segundo indica o texto grego. Depois dessa cura, ele viu ‘todos os que habitam sobre a Terra’, exceto alguns fiéis, adorando a besta (v. 8; comparar com O Grande Conflito, pág. 584). Isto ainda está no futuro. Embora o papado receba homenagem de certos grupos, vastas populações não lhe mostram deferência. Mas isso irá mudar.” – SDABC, vol. 7, p. 817 e 818, citado em LES893, p. 36.
“Embora os versos 5 e 6 indiquem que a obra blasfema da besta continuaria por 42 meses (ou 1.260 anos), os versos 3 e 4 demonstram que, após a cura da ferida mortal, seria avivado esse processo blasfemador.” – LES893, p. 37.
13:4 e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela?
Quem poderá batalhar com ela? – “Como a besta pode ser vencida. Aí é predita reverência e adoração tanto à besta como ao poder por trás dela. Os seguidores de Cristo que rejeitam essa falsa adoração serão atacados. Mas as palavras de Jesus são muito confortadoras. (ver S. João 16:33.) O segredo da vitória sobre o poder da besta é dado em Apocalipse 22:11. ‘Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.’” – LES893, p. 37.
13:5 Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por quarenta e dois meses.
Blasfêmia – “A palavra grega blasphemia significa ‘calúnia, difamação, linguagem injuriosa’. … Todo indivíduo, exceto os Membros da Divindade, que afirma possuir o poder e o direito de perdoar pecados é blasfemador.” – LES893, p. 33.
“Essencialmente, a blasfêmia envolve a usurpação de poderes divinos. O papado efetua isso por meio de suas afirmações audaciosas de que exerce na terra a autoridade de Deus, como Sua voz infalível, e por intermédio de seu sacerdócio e sacramentos.” – LES893, p. 34 e 35.
“Há algumas ‘arrogâncias’ do papado que para Deus são blasfêmias. Por exemplo: sua pretensão de perdoar pecados. Depois da ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo, São Pedro deixou claro que ele (Pedro) não tinha poder para perdoar pecados, que essa é atribuição de Deus (Atos 8:20-23). Evidentemente ele conhecia o princípio bíblico de que só Deus tem poder de perdoar pecados e que, quem pretende fazê-lo, blasfema. (São Marcos 2:7.) Outros exemplos: ao fazer-se chamar ‘Santo Pai’ adotou um nome que corresponde a Deus. Jesus: ‘A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, Aquele que está no Céu’ (São Mateus 23:9). Proclama ser cabeça da igreja, usurpando assim a função de Cristo, que é o cabeça do corpo da Igreja (Efésios 5:23). Também aceita homenagens que na Santa Bíblia são um ato de adoração que corresponde só a Deus. Referimo-nos à prática de ajoelhar-se perante o papa. São Pedro proibiu a Cornélio que o fizesse por considerar-se (Pedro) um mero ser humano (Atos 10:25, 26). Note que o santo anjo de Deus, apesar de ser superior a um santo apóstolo, proibiu a João que se ajoelhasse diante dele, explicando que isso era um ato de adoração que só corresponde praticar perante Deus (Apocalipse 19:10; 22:8, 9). Agora entendemos melhor o que quis dizer São Paulo quando escreveu na Santa Bíblia que ‘o homem da iniqüidade, o filho da perdição,… a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus’. (II Tessalonicenses 2:3, 4.) Por isto é ele o anticristo (ANTICRISTO, quer dizer que se põe no lugar de Cristo, e também se opõe a Cristo).” – SRA/EP, p. 102.
42 meses – “A História demonstra que esses 42 meses proféticos ou 1.260 dias proféticos (1.260 anos literais) começaram no ano 538 quando entrou em vigência o Edito de Justiniano, dando a Roma o poder legal para perseguir e entregar até à pena de morte os cristãos dissidentes. Ao findarem os 1.260 anos, cumpriu-se a outra parte da profecia.” – SRA/EP, p. 101.
“Os 42 meses de Apocalipse 13:5 constituem o mesmo período que ‘um tempo, dois tempos, e metade dum tempo’ de Daniel 7:25. Apocalipse 13:2, 3 e 5 identificam os 42 meses com 1260 dias (ou anos). E os versos 6 e 14 do capítulo 12 identificam os 1.260 dias com ‘um tempo, tempos, e metade de um tempo’. Portanto, os 42 meses são iguais aos três tempos e meio. Este é o período de 1.260 anos da supremacia papal (538 A.D. a 1798 A.D.).
“Por volta de 538 A.D., o papado havia desarraigado as nações de bárbaros conhecidos por Hérulos, Vândalos e Ostrogodos, e atingira uma posição dominante. ‘Só quando foi quebrado o domínio dos godos, pôde o papado ficar livre para desenvolver completamente o seu poder. Em 538, pela primeira vez desde o fim da sucessão imperial do Ocidente, a cidade estava livre do domínio de um rei ariano. Nesse ano, o reino dos ostrogodos recebeu o seu golpe fatal (embora os ostrogodos subsistissem mais alguns anos como um povo). – SDABC, vol. 4, pág. 827. Depois de 538 A.D., o papado continuou a obter poder e popularidade durante séculos.
“Com a chegada da Reforma do século dezesseis, o poder do papado enfraqueceu-se consideravelmente em muitos países europeus. Alguns países rejeitaram a Reforma, retendo a dominância eclesiástica e a influência política papal até o século dezoito. A França foi um desses países. A crescente oposição ao poder da Igreja papal constituiu uma das causas da Revolução Francesa (1789). Em 1798, Berthier desferiu-lhe um golpe de morte ao aprisionar o papa. O papado continuou depois de 1798, mas com poder diminuído. Em 1870, os Estados Papais foram absorvidos pelo reino unido da Itália. O poder temporal do papado chegou ao fim.” – LES893, p. 35 e 36.
13:6 E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e do seu tabernáculo e dos que habitam no céu.
Blasfemar do Seu nome – “O próprio poder representa pela besta semelhante a leopardo adotou títulos divinos. (Comparar com II Tess. 2:4.) Historicamente, ele foi responsável pela rejeição do sábado do sétimo dia, o qual chama especialmente a atenção para o nome e autoridade de Deus. (Comparar com Dan. 7:25.) Desde o segundo século Roma tem sido o centro da veneração do domingo. Como Criador, Supremo Governante, e Santificador, Deus tem o direito de receber nossa adoração ao honrarmos o Seu dia sagrado.” – LES893, p. 37.
Blasfemar do tabernáculo – “Desde a ascensão de Cristo tem sido dada muita atenção ao ministério que Deus e Cristo realizam no santuário celestial. (Ver Hebreus 7 a 10.) O ‘sacerdócio de todos os crentes’ é importante e significativo. (ver Apoc. 1:6.) Todo ser humano tem o privilégio de dirigir-se diretamente a Deus e, pela fé no sacrifício todo-suficiente realizado por Cristo, receber perdão e cabal aceitação na família de Deus.
“O poder da besta de Apocalipse 13:1-10 estabeleceu seu próprio ‘templo’ na Terra, e por meio do seu ritual tem procurado desviar a atenção das pessoas das coisas sumamente importantes e vitais que Deus está efetuando no Céu. ‘O ministério celestial do sacrifício de Cristo é menosprezado, sendo substituído pelo sacrifício da missa, na terra.’ – SDABC, vol. 7, pág. 818.” – LES893, p. 37 e 38.
Blasfemar dos que habitam no Céu. “isto certamente se refere à blasfêmia contra os membros da Trindade ou aos anjos que auxiliam os seres humanos. Em certo sentido, constitui uma blasfêmia dizer que estão no Céu determinados seres que não se encontram ali. A adoração dos santos é blasfêmia porque só Deus deve ser adorado. (ver Apoc. 19:10.)” – LES893, p. 38.
“O papa atual ‘defende os ensinos que separaram o protestantismo do catolicismo romano. As principais verdades protestantes de só as Escrituras, só Cristo, só a graça e só a fé ainda são inaceitáveis para Roma e o catolicismo.
“’Em suas mensagens João Paulo II tem reiterado seu forte apego à interpretação das Escrituras pelo magisterium da Igreja, à função intercessora de Maria e dos santos, à transubstanciação, à infalibilidade papal, à função sacramental dos sacerdotes, ao perdão só através do sacramento da penitência, à salvação pela fé mais obras meritórias e às missas pelos mortos. Estes são alguns dos ensinos católicos que João Paulo II encara como não sendo negociáveis.’ – Samuele Bachiochi, Signs of the Times (dezembro de 1987), pág. 21. (Ver O Grande Conflito, pág. 602.)” – LES893, P. 39.
13:7 Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação.
Guerra aos santos – “A História registra abundantes atos sanguinários produzidos pelo poder papal durante os 1.260 anos em que legalmente teve poder de perseguir. Por exemplo, os ciclos de perseguições contra os valdenses, nos vales de Piemonte; a cruel noite de São Bartolomeu, que se prolongou em Paris por sete dias e no país por cerca de dois meses. Pereceram, na ocasião 70.000 pessoas.
“Mas a Inquisição não só foi terrível na França, Espanha e Europa. Chegou a atuar com mão de ferro em lugares distantes como nas colônias americanas. No México e em Lima, Peru, funcionaram tribunais do ‘Sant-Ofício da Inquisição’. Quem vai a Lima pode visitar o Museu da Inquisição, onde se conservam instrumentos de tortura e os arquivos do dito tribunal.” – SRA/EP, p. 102.
13:8 E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Escritos ou não no livro da vida – “Ao adorar a besta, também se adora o dragão, do qual é instrumento (Apocalipse 13:4) e de quem recebe seu poder (Apocalipse 13:2). Não estar inscrito no livro da vida, significa estar perdido. Por isso é que nosso Senhor Jesus Cristo disse que por cima de toda alegria deveríamos regozijar-nos porque nossos nomes estão escritos no Céu (São Lucas 10:20).” – SRA/EP, p. 104.
“Nossa relação com Cristo determina a questão.” – LES893, p. 39.
“Os nomes de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus são escritos no livro da vida, e seu caráter está agora sendo examinado perante Ele. Anjos de Deus estão avaliando o valor moral. Observam o desenvolvimento do caráter naqueles que vivem agora, para ver se os seus nomes podem ser retidos no livro da vida. É-nos concedido um tempo de graça para lavarmos e alvejarmos as vestes de nosso caráter no sangue do Cordeiro.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 960, citado em LES893, p. 39. (Ver ainda Heb. 12:23; Luc. 10:20; Apoc. 3:5.)
“O poder representado pela besta semelhante a leopardo, em Apocalipse 13, será o grande inimigo do povo de Deus até que Jesus venha. Mas aqueles cujos nomes permanecerem no livro da vida experimentarão a vitória final e verão a volta e Cristo para levá-los ‘ao lar’.” – LES893, p. 40.
Morto desde a fundação do mundo – “Todo o que se salvar, será salvo por Jesus (São João 14:6). Não houve um plano de redenção para o Antigo Testamento , pois o sacrifício que Jesus faria já estava disponível desde o princípio do mundo. E São Pedro declara que já estava destinado desde antes da fundação do mundo (I São Pedro 1:18-20). …
“Os crentes do Antigo Testamento se salvaram por meio do sangue que Cristo haveria de derramar na Cruz (simbolizado pelo sangue dos sacrifícios desde os dias de Adão, incluindo os serviços do Santuário), e os neotestamentários são salvos pelo mesmo sangue de Cristo que já foi derramado na cruz (Atos 15:10, 11). ‘Porque é impossível que sangue de touros e bodes remova pecados’ (Hebreus 10:4).” – SRA/EP, p. 30 e 31.
13:9 Se alguém tem ouvidos, ouça.
13:10 Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a perseverança e a fé dos santos.
Ver Apêndice: “Semelhanças entre a ponta pequena de Daniel 7 e a besta de Apoc. 13:1-10”.
13:11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão
“A segunda metade de Apocalipse 13 prediz os enganos e a perseguição que o povo de Deus enfrentará nos últimos dias. Poder-se-ia esperar que a besta semelhante a leopardo realizasse tal coisa, mas não uma besta ‘parecendo cordeiro’. Isto é surpreendente.” – LES893, p. 43.
Subiu da terra – “A segunda besta de Apocalipse 13 ‘emergiu da terra’. Os quatro animais de Daniel 7 e a primeira besta de Apocalipse 13 emergiram do mar (verso 1). Na profecia bíblica simbólica, o ‘mar’ representa uma região muito povoada. (Ver Apoc. 17:15.) Visto que o mar simboliza os povos e nações do mundo, a terra deve simbolizar uma região relativamente pouco povoada.” LES893, p. 44.
Lugar – “Mas a besta de cornos semelhante aos do cordeiro foi vista a ‘subir da terra’. Em vez de subverter outras potências para estabelecer-se, a nação assim representada deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente. Não poderia, pois, surgir entre as nacionalidades populosas e agitadas do Velho Mundo – esse mar turbulento de ‘povos, e multidões, e nações, e línguas’. Deve ser procurada no Continente Ocidental.” – O Grande Conflito, p. 439.
“Se o mar representa povos e nações (Apoc. 17:15), a terra representa uma região menos povoada. Isto desvia a atenção da Europa para o Novo Mundo.” – LES893, p. 45.
“Sobre a besta que sobe da terra, em Apocalipse 13:11, convém notar: Essa é a única besta das visões apocalípticas que sobe da terra. Temos interpretado a palavra terra nesse texto como região pouco povoada. Isso é verdade, mas observando melhor essa imagem usada por João e procurando um paralelo na Bíblia pode-se chegar a Gênesis 1:24, onde diz que Deus criou bestas e animais fazendo-os sair da terra, pela Sua Palavra.
“Uma besta que brota da terra sugere um ato divino de criação. Foi Deus quem criou essa besta, Lamentavelmente, entretanto, quando ela começou a falar, falou como um dragão. Essa besta se apostatou e se transformou no falso profeta a serviço da besta que surgiu do mar e a serviço do dragão. (Apoc. 16:13). O símbolo representa apropriadamente os Estados Unidos como nação protestante, que surgiu como se fosse por Deus. Desafortunadamente, essa nação protestante se tornou parte de Babilônia, traindo o propósito de sua existência.” – LES963, lição 8, p. 5A.
Parecendo cordeiro – “O Cordeiro representa a Cristo (Apoc. 5:6 e 9). Por causa de sua aceitação do evangelho, os primitivos colonos americanos chegaram a refletir a pureza de Cristo. ‘Seu pequeno Estado [de Roger Williams] – Rhode Island – tornou-se o refúgio dos oprimidos, e cresceu e prosperou até que seus princípios básicos – a liberdade civil e religiosa – se tornaram as pedras angulares da República Americana.’ – Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 295.” – LES963, lição 8, p. 6.
Chifres semelhantes aos de cordeiro – “Nas Escrituras, chifres ou cornos são muitas vezes símbolo de força. (Ver Deut. 33:17; I Sam. 2:1.) Em Daniel e no Apocalipse, os chifres às vezes se referem a nações que emergiram de outras nações. (Ver Dan. 7:8; Apoc. 12:3;17:3.) Evidentemente, em Apocalipse 13:11 eles são usados para representar os dois meios pelos quais é manifestada a força da besta semelhante a um cordeiro. (Comparar com os chifres do Cordeiro em Apocalipse 5:6.) Esses dois chifres não são nações separadas que precederam da besta, mas importantes características da própria besta que a tornam uma nação diferente das outras. Como os chifres são semelhantes aos de um cordeiro, podemos deduzir que representam a força que advém da liberdade civil e religiosa. (Ver O Grande Conflito, pág. 440.)” – LES893, p. 45.
Voz de dragão– “Que contraste entre a aparência da besta e sua maneira de falar! ‘Na aparência ela é delicada e parece ser inofensiva, mas na ação é perseguidora e cruel, segundo revelam os versos 12 a 18.’ – SDABC, vol. 7, pág. 820. Ela fala como o dragão que Apocalipse 12:9 identifica com Satanás.” – LES893, p. 45.
Fala – “A ‘fala’ da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política. A predição de falar ‘como o dragão’, e exercer ‘todo o poder da primeira besta’, claramente anuncia o desenvolvimento do espírito de intolerância e perseguição que manifestaram as nações representadas pelo dragão e pela besta semelhante ao leopardo.” – O Grande Conflito, p. 441.
“Uma nação ‘fala’ por meio de suas leis. Nesse país que ama a liberdade serão promulgadas leis perseguidoras. A opressão não parece ser possível numa nação protegida por um documento como a Constituição dos Estados Unidos, com sua Declaração de Direitos. O contraste entre os característicos semelhantes aos de um cordeiro e os semelhantes aos de um dragão é impressionante. A erosão de liberdades civis e religiosas, acompanhada de modificações repentinas, poderá resultar na supressão de liberdades da minoria, por ordem da maioria.
“A profecia indica que leis opressivas não advirão necessariamente de pressões políticas e militares, mas de pressões religiosas, para causar a destruição dos fiéis seguidores de Deus (Apoc. 12:17; 13:11-17).” – LES893, p. 47.
Identificação – “Que nação do Novo Mundo se achava em 1798 ascendendo ao poder, apresentando indícios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte.” – O Grande Conflito, p. 439.
“Todas as características da segunda besta assinaladas na profecia se cumprem nos Estados Unidos. Surgiram como nação em 1776 em um território não habitado por outra nação civilizada (na profecia surge da terra e não do mar, o qual em Apocalipse 17:15 simboliza zonas densamente povoadas). Em seu começo fala como cordeiro, belo símbolo de seus ideais de liberdade, porém chegará o momento em que a profecia diz que falaria como dragão.” – SRA/EP, p. 107.
“J. N. Andrews foi o primeiro adventista do sétimo dia a sugerir que essa profecia está sendo cumprida pelos Estados Unidos. Desenvolvendo-se como nação na América do Norte, que então era pouco povoada, os Estados Unidos começaram a ser regidos pela Constituição em 1789 e aceitaram sua Declaração de Direitos em 1791. De governo republicano, sua autoridade está na mão do povo, é um país em que a maioria dos habitantes não adota a religião católica, e sua fonte de poder se encontra na prática da liberdade civil e religiosa – um Estado sem rei;uma Igreja sem papa.” – LES893, p. 46.
“A besta semelhante ao cordeiro (Apoc. 13:11-18) representa o protestantismo apostatado, o qual, em cooperação com o papado, irá provocar o governo dos Estados Unidos para aprovar leis religiosas em oposição às verdades bíblicas.” – LES963, lição 9, p. 2.
13:12 Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.
Tempo – “Apocalipse 13:12 dá a entender que a segunda besta começou a atuar depois de 1798, quando a primeira besta recebeu a ferida mortal. Que grande nação iniciou sua existência nacional perto do fim do século dezoito, como defensora da liberdade religiosa e política? Visto que a cura da ferida mortal ocorre quando é restaurada a religião papal e restabelecida a união da Igreja e do Estado (verso 12), podemos deduzir que será então que a segunda besta desempenhará seu principal papel profético” – LES893, p. 45.
Religião – “Essencialmente, não é católica, porque acabará exercendo a autoridade para levar seu povo a adorar a primeira besta (o poder católico). Não precisaria fazer isso se a nação já pertencesse a essa comunidade religiosa (Apoc. 13:12).” – LES893, p. 45.
Cuja ferida mortal fora curada – “As últimas palavras deste versículo revelam a identidade da ‘primeira besta’. É aquela ‘cuja ferida mortal fora curada.’ O poder da besta semelhante a um cordeiro pressiona as pessoas em todas as partes da Terra a adorarem essa besta (Apoc. 13:1-10), cujo poder terá sido restaurado. Visto que a besta semelhante a leopardo representa Roma papal, a besta semelhante a um cordeiro estará profundamente envolvida em atividade religiosas. Ela imporá supremo respeito por Roma papal e exigirá que todos os habitantes da Terra prestem culto de acordo com os ditames papais.” – LES893, p. 46.
“A profecia aponta aí para a aprovação de alguma medida religiosa cuja observância seria considerada um ato de adoração, pois que o adorador, observando-a, reconhece a autoridade da primeira besta em assuntos de religião.” –SDABC, vol. 7, p. 821, citado em LES893, p. 46.
“A profecia prediz que os Estados Unidos irão finalmente imitar e cooperar com o poder da primeira besta (Apoc. 13:1) para estabelecer uma união entre igreja e Estado que imponha o tipo de culto que caracterizou a igreja medieval da Europa Ocidental. A última frase de Apocalipse 13:12 (‘cuja ferida mortal fora curada’) demonstra que essa segunda besta age depois de 1798, ocasião em que a primeira besta foi mortalmente ferida. A cura maravilhosa ocorre quando a religião papal é restaurada e a união igreja-Estado é restabelecida. Seguramente essa segunda besta vai cumprir o seu papel profético… Ao ‘falar com dragão’ (Apoc. 13:11), a besta que já foi parecida com um cordeiro apóia o culto apóstata, realizando milagres para persuadir a todos para que apoiem e ‘adorem a imagem da besta’ (verso 15). As igrejas apóstatas irão convencer o governo a aprovar leis para reforçar o culto não-bíblico.” – LES963, lição 8, p. 6.
13:13 E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens;
Sinais – “A profecia é clara. Espíritos de demônios dominarão esses poderes [a besta semelhante a leopardo e a besta de dois cornos] e serão a fonte da operação de prodígios. O espiritismo moderno originou-se nos Estados Unidos em 1848, por meio da família de John D. Fox, em Hydesville, Nova Iorque. A partir daí, ele desenvolveu-se cada vez mais até transformar-se num gigantesco movimento mundial.
“’O espiritismo…, que conta centenas de milhares, e na verdade, milhões de adeptos, que teve ingresso nos meios científicos, invadiu igrejas e alcançou favor nas corporações legislativas e mesmo nas cortes reais, esse grande engano – não é senão o reaparecimento, sob novo disfarce, da feitiçaria condenada e proibida na antiguidade.’ – O Grande Conflito, pág. 562.
“Em anos recentes, o espiritismo tem-se popularizado na América por meio do difundido Movimento da Nova Era – uma mistura de ocultismo ocidental e misticismo oriental. Ele se desenvolveu nos Estados Unidos nas duas ou três últimas décadas. De acordo com a Ênfase mais recente, o médium afirma ser um conduto entre este mundo e o além. O ‘condutor’ declara que algum espírito está transmitindo uma mensagem baseada numa fonte de sabedoria antiga.” – LES893, p. 49
Fogo do céu – “O teste do Monte Carmelo será falsificado. Satanás fará parecer que através de um teste bíblico sua divindade fique comprovada.
“’Sabeis que Satanás virá para enganar, se possível, os próprios escolhidos. Ele alega ser Cristo, e se apresenta, pretendendo ser o grande médico-missionário. Ele fará com que desça fogo do céu à vista dos homens, para provar que é Deus.’ – Ellen G. White, Medicina e Salvação, págs. 87 e 88.
“’Impossível é dar qualquer idéia da experiência do povo de Deus que estiver vivo na Terra quando as tribulações passadas e a glória celestial se mesclarem. Eles andarão à luz procedente do trono de Deus. Haverá, por intermédio dos anjos, constante comunicação entre o Céu e a Terra. E Satanás, rodeado de anjos maus, e pretendendo ser Deus, operará milagres de toda espécie para enganar, se possível os próprios escolhidos. O povo de Deus não encontrará sua segurança na operação de milagres, pois Satanás havia de falsificar qualquer milagre que fosse feito.” – Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 54 e 55.” – LES963, lição 10, p. 5.
13:14 e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.
Sinais – tempo – “Precisamos lembrar-nos de que essas formas de engano estão vinculadas às considerações do apóstolo João sobre a formação de uma ‘imagem à besta’ (verso 14, última parte). A segunda besta não impõe a adoração de índole papal até que seja curada a “ferida mortal” (verso 12). A cura dessa ferida resultará na restauração da união da Igreja e do Estado que constituía a fonte da influência papal no período de 538 A.D. a 1798 A.D. Não podemos esperar que os sinais ou milagres mencionados aí ocorram até que tenha sido restaurado o poder da Igreja-Estado.
“Atualmente, estamos vendo, porém, certos acontecimentos que convergem para esse ponto. O Movimento da Nova Era, o misticismo oriental, o espiritismo e o espiritualismo estão contribuindo para levar o mundo à aceitação dos enganos de que fala Apocalipse 13.” – LES893, p. 47 e 48.
Sinais – genuinidade – “Milagres não são prova de genuinidade cristã” – LES893, p. 48.
“Não se acham aqui preditas meras imposturas. Os homens são enganados por sinais que os agentes têm poder para fazer, e não pelo que pretendam realizar.” – História da Redenção, p. 395.
“Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentiras, fazendo mesmo descer fogo do céu, à vista dos homens. (Apocalipse 13:13.) Assim os habitantes da Terra serão levados a decidir-se.” – O Grande Conflito, p. 617. (Grifo acrescentado.)
“Simples conhecimento da verdade não protege necessariamente a humanidade contra o engano. De acordo com II Tessalonicenses 2:10, os que serão protegidos ‘amam a verdade’.” – LES893, p. 48.
“A teoria da verdade não acompanhada do Espírito Santo, não pode vivificar a alma, nem santificar o coração. Pode estar-se familiarizado com os mandamentos e promessas da Bíblia, mas se o Espírito de Deus não introduzir a verdade no íntimo, o caráter não será transformado. Sem a iluminação do Espírito, os homens não estarão aptos para distinguir a verdade do erro, e serão presas das tentações sutis de Satanás.” – Parábolas de Jesus, p. 408 e 411. (Grifo acrescentado.)
“Fica evidente que poucas vezes Satanás se apresentará abertamente. Sua estratégia mais bem-sucedida consiste em cobrir-se de um manto de piedade, inclusive milagrosa. Devemos cuidar-nos para que não tenha vantagem sobre nós. (Ver II Coríntios 2:11.) …
“Satanás é tão sutil em seus enganos que inclusive é capaz de citar as Santas Escrituras, isolando-as de seu contexto, como fez com Cristo nas tentações do deserto. Porém ali Jesus demonstrou que o correto uso das Escrituras é a arma que nos dará a vitória. Já no Antigo Testamento Deus dizia: ‘À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva’ (Isaías 8:20).” – SRA/EP, p. 26.
“Você se surpreende com a idéia de que Satanás tratará de enganar a respeito da segunda vinda de Cristo? Ele já o fez quando ocorreu o primeiro advento. Apesar de existirem não menos de trezentas profecias do Antigo Testamento sobre a primeira vinda de Cristo, Satanás conseguiu fomentar a ignorância, o erro e o desinteresse, e o povo foi tomado de surpresa, sem se preocupar.” – SRA/EP, p. 39.
Os que habitavam sobre a Terra – “Apocalipse 13:14 deixa claro que a obra da besta semelhante ao cordeiro é mundial. ‘Seduz os habitantes sobre a terra.’ Todas as classes da humanidade ao redor do mundo são confrontadas com a ordem de receber a marca da besta (verso 16).”
Fonte de autoridade – “Forma republicana de governo. Ela pede que seu povo faça ‘uma imagem à besta’ (Apoc. 13:14.)” – LES893, p. 46.
Que é a imagem da besta? – “A imagem da primeira besta seria uma organização que operasse mais ou menos de acordo com os mesmos princípios que os da organização representada por essa besta. Entre os princípios de acordo com os quais atuava a primeira besta pode ser mencionado o uso do poder secular para apoiar instituições religiosas. Como imitação disso, a segunda besta repudiará seus princípios de liberdade. A Igreja induzirá o Estado a impor os seus dogmas. O Estado e a Igreja se unirão, e o resultado será a perda de liberdade religiosa e a perseguição das minorias dissidentes.” – SDABC, vol. 7, p. 821 e 822, citado em LES893, p. 50.
“União da Igreja e do Estado. A profecia indica claramente que as maravilhas realizadas pelo poder do espiritismo visam a persuadir o povo dos Estados Unidos a formar uma imagem da besta que representa o papado. A profecia é simbólica, e isso significa que essa nação estabelecerá uma organização semelhante à que constitui o papado. Este, em seu desenvolvimento completo, é a união da Igreja e do Estado. Mesmo em sua forma reduzida, o papa continua a ser reconhecido como chefe de Estado e como dirigente religioso do catolicismo romano.
“A profecia predisse a confederação de três forças poderosas, a qual fará com que seja estabelecida nos Estados Unidos uma união da Igreja com o Estado, que resultará nas últimas perseguições. Outras nações do mundo seguirão o seu exemplo. Dois erros espirituais tornam essa união um movimento natural: a imortalidade da alma e a santidade do domingo. (Ver O Grande Conflito, pág. 592.)” – LES893, p. 51.
Ver Apêndice: “Os perigos da união da Igreja e do Estado”.
13:15 Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
A fala da imagem da besta – “O profeta fala em nome de outra autoridade. Assim, a profecia prediz um tempo em que influências religiosas nos Estados Unidos impelirão suas legislaturas a ‘falarem’ em defesa do papado e promoverem seus interesses. Por muitos anos temos visto indicações dessa espécie de cooperação. Quando isso se cumprir plenamente, a América protestante mostrar-se-á infiel ao seu encargo e poderá ser considerada apropriadamente como ‘falso profeta’.” – LES893, p. 49.
Adoração à imagem da besta – “O livro do Apocalipse, de modo coerente, faz distinção entre a adoração da besta e a adoração da imagem da besta. (ver Apoc. 14:9 e 11; 15:2; 16:2; 19:20; 20:4.) A dedução é que não somente o papado estará envolvido no estabelecimento da ‘imagem’, mas também outras corporações que professam ser cristãs, as quais, como o papado, estarão coligadas com o governo. Apocalipse 19:20 refere-se à segunda besta de Apocalipse 13 chamando-a de ‘falso profeta’. Falso profeta é aquele que pretende falar em nome de Deus, mas aceita a orientação de um poder estranho. O ‘falso profeta’ é o poder religioso na ‘imagem’ que está ligado ao poder político. Visto que esse ‘falso profeta’ é distinguido no Apocalipse da primeira besta do capítulo 13 (o papado), e como é um falso sistema cristão, podemos dizer que representa o protestantismo apostatado.”
“Igreja unidas influenciarão o Estado. ‘A imposição da guarda do domingo por parte das igrejas protestantes é uma obrigatoriedade do culto ao papado – à besta… . Mas, no próprio ato de impor um dever religioso por meio do poder secular, formariam as igrejas mesmas uma imagem à besta; daí a obrigatoriedade da guarda do domingo nos Estados Unidos equivaler a impor a adoração à besta e à sua imagem.’ – O Grande Conflito, pág. 449.
“’Quando as igrejas de nosso país, unindo-se em tais pontos de fé que elas mantém em comum, influenciarem o Estado a impor seus decretos e amparar suas instituições, então a América protestante terá formado uma imagem da hierarquia romana. Nesse tempo a Igreja Verdadeira será atacada pela perseguição, como sucedeu com o antigo povo de Deus.’ – Ellen G. White, Spirit of Prophecy, vol. 4, pág. 278.” – LES893, p. 50.
13:16 E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte,
Marca – “Quem responde à voz do Espírito, aceitando a Cristo como seu Salvador e Senhor e faz Sua vontade conforme revelada nas Escrituras, recebe o selo de Deus do tempo do fim. Quem aceita o controle dos demônios em sua vida, dá as costas a Cristo, rejeita Sua lei e recebe a marca da besta.” – LES963, lição 9, p. 1.
“Satanás escolheu uma contrafação do dia de adoração como o sinal ou marca de sua autoridade. A observância do domingo é considerada pelo papado como a marca de sua autoridade religiosa.” – LES963, lição 9, p. 3.
“Os católicos romanos reconhecem que a mudança do sábado foi feita pela sua igreja, e declaram que os protestantes, observando o domingo, estão reconhecendo o poder desta. No ‘Catecismo Católico da Religião Cristã’, em resposta a uma pergunta sobre o dia a ser observado em obediência ao quarto mandamento, faz-se esta declaração: ‘Enquanto vigorou a antiga lei, o sábado era o dia santificado, mas a igreja, instruída por Jesus Cristo e dirigida pelo Espírito de Deus, substituiu o sábado pelo domingo; assim, santificamos agora o primeiro dia, e não o sétimo dia. Domingo quer dizer, e agora é, dia do Senhor.’ “ – Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 447 e 448.
Mão-testa – “A alternativa à marca da besta é o selo de Deus (Apoc. 7:1-8; 14:1-5). O selo de Deus é colocado apenas sobre a testa dos fiéis. A ‘mão’ faz contraste com a ‘testa’ (Apoc. 13:16) e isso indica que algumas pessoas estarão aceitando mentalmente a legislação que apóia a marca da besta e outras não. Alguns irão aceitar as exigências por medo de represálias.” – LES963, lição 9, p. 2.
“A testa representa a mente, com a qual servimos a Deus (Romanos 7:25). A mão é símbolo de trabalho (Eclesiastes 9:10). Os que aceitam o domingo intelectualmente receberão o símbolo em sua mente, aqueles que trabalharem no sábado para não serem boicotados ou mortos, receberão o sinal em sua mão. A marca será imposta quando se decretar uma lei proibindo comprar ou vender àqueles que não tiverem a marca da besta. É lógico que quem viola o sábado na realidade é culpado de violar a santa lei de Deus e, portanto, está em pecado (I São João 3:4). Aqueles que conscientemente aceitam a substituição do sábado pelo domingo se encontram em rebelião contra a lei divina, com a mesma responsabilidade que terão aqueles que receberem a marca da besta na crise final que precede o retorno de Cristo.” – SRA/EP, p. 108.
13:17 para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
“Daniel 7:25 e Apocalipse 13:1-10 se referem ao papado. A profecia declara que o poder papal cuidaria ‘em mudar os tempos e a lei’ (Dan. 7:25).
“A besta ‘parecendo cordeiro’ (Apoc. 13:11-17) impõe a observância dessas leis modificadas. A lei de Deus será posta de lado, e um decreto civil emitido pelo poder representado pela segunda besta imporá práticas religiosas inventadas pelo homem. Os Dez Mandamentos não serão mais honrados, pois esse poder ordenará que o mundo aceite a substituição religiosa efetuada por Roma.(Comparar com II Tess. 2:3-12.)” – LES893, p. 46.
Consequência de receber o sinal ou nome da besta – “O livro do Apocalipse trata do tema da marca da besta com uma seriedade impressionante e, quando fala daqueles que a recebem, usa a linguagem mais forte e ameaçadora que poderíamos imaginar. Se você quiser tirar as dúvidas, leia as três mensagens angélicas (Apocalipse 14:6-12), especialmente a terceira. Segunda a revelação, os que receberem a marca da besta se perderão. O mais terrível é que a maioria das pessoas a receberá, a menos que saiba do que se trata e decida colocar-se ao lado de Deus, custe o que custar.
“Outro fato que se torna claro no Apocalipse, é que a humanidade se está dividindo rapidamente em dois grupos: aqueles que seguirão a besta e sua imagem e que receberão sua marca, e ‘os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus’. Deus o ajude a estar entre estes últimos, pois eles receberão a vida eterna.” – SRA/EP, p. 106.
Preparação para a possível perda de liberdade religiosa – “É fácil ir a extremos nessa questão. Isto deve ser evitado. Jesus disse: ‘Ocupai-vos até que Eu venha’ (S. Luc. 19:13, KJV). Os cristãos devem continuar a ser fiéis em suas profissões seculares, aproveitar as oportunidades para obter boa educação, estabelecer o lar e criar os filhos no temor do Senhor. A melhor preparação que podem fazer para o conflito final é manter comunhão diária com Jesus por meio da oração e do estudo da Palavra de Deus (Apoc. 12:11).
“Precisamos lembrar-nos também de que os conflitos acerca da liberdade religiosa podem prover oportunidades para que a Igreja dê testemunho da verdade.” – LES893, p. 53
“’Não vem muito distante o tempo em que, como os antigos discípulos, seremos forçados a buscar refúgio em lugares desolados e solitários. Como o cerco de Jerusalém pelos exércitos romanos era o sinal de fuga para os cristãos judeus, assim o arrogar-se nossa nação [EUA} o poder no decreto que torna obrigatório o dia de repouso papal será uma advertência para nós. Será então tempo de deixar as grande cidades, passo preparatório ao sair das menores para lares retirados em lugares solitários entre as montanhas.’ – Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 166. (Comparar com O Grande Conflito, págs. 30 e 31.)” – LES963, lição 10, p. 6.
União de religiões falsas – “Em Apocalipse 13:11-18 são apresentadas algumas das forças que Satanás lançará contra o povo de Deus nos últimos dias: 1) Milagres enganosos realizados por diversas formas de espiritismo (Apoc. 13:13 e 14;II Tess. 2:9 e 10); 2) leis opressivas que imporão falsas crenças religiosas contrárias à Palavra de Deus, sob pena de boicote e morte (Apoc. 13:15-17); e 3) as ‘mulheres’ de Apoc. 14:4, que devem referir-se à coalizão de elementos religiosos – cristãos professos – que usarão de pressões e seduções para levar os santos a renunciarem a Deus e Seus mandamentos.” – LES893, p. 64.
13:18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.
Número da besta – “Esse número místico representa um sistema, antes que um homem. O dragão, ou a serpente – o paganismo – deu à besta ‘o seu poder, e o seu trono, e grande poderio’. Apoc. 13:2
“O paganismo é em grande medida uma religião de culto à natureza, ao Sol e à Lua, estes como divindades preeminentes; o Sol, geralmente divindade masculina, e a Lua feminina. Na mitologia antiga a serpente era universalmente o símbolo do Sol. O culto ao Sol e o culto à serpente começaram lado a lado, sendo o Sol considerado como a fonte de toda vida física e a serpente de toda vida espiritual. …
“Depois que o império babilônico caiu, todo o sistema de mitologia egípcia e babilônica foi transferido para Pérgamo na Ásia Menor. … Não admira que o Senhor, escrevendo à igreja de Pérgamo, disse: ‘Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás’. Apoc. 2:13. …
“Os mistérios babilônicos, sempre envolvidos em segredos, desde os mais antigos tempos têm desafiado a verdade de Deus. …
“Quando este sistema foi estabelecido em Roma, a ‘cidade das sete colinas’, Itália se tornou a terra de mistérios ocultos e foi por séculos conhecida como ‘Terra Satúrnia’, ou Terra de Mistério.” – O Apocalipse Revelado, p. 142, 144 e 145.
Número de um homem. A besta representa uma organização humana. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 911.
– “O número 666 é um número ‘humano’ (RSV). O texto grego básico pode ser traduzido corretamente ‘o número de um homem’ ou ‘o número de homem.’…Será que 666, com seus três 6, aponta então para o homem voltado para si mesmo e para sua própria maneira de realizar as coisas …?
“Em contraste com isso, o dia culminante da Criação é o sétimo dia, em que Deus Se deleita em Sua obra (Êxodo 31:17) e convida o homem a participar de Sua alegria (Isaías 58:13 e 14) – em que Deus descansa (Gênesis 2:2) e o homem entra no Seu descanso (Hebreus 4:10).” – Maxwell, God Cares, vol. 2, p. 415, citado em LES893, p. 52 e 53.
“Há muito tempo, desde a igreja primitiva, tem-se demonstrado grande interesse em identificar quem é o 666. Tem havido nomes cuja soma dos valores numéricos de suas letras dá esse valor. Mas não podemos ignorar que o 666 não é a única característica do anticristo. Se não se cumprissem todas as outras características teríamos que aceitar que não se trata de uma coincidência. No caso do poder papal, tendo em conta que se cumpriram todas as outras características que as profecias apresentam como identificadoras do anticristo, não estaríamos diante de mera casualidade, e sim frente ao poder representado em Apocalipse 13.” – SRA/EP, p. 103.
“Sendo que o anticristo se coloca em lugar de Cristo e se opõe a Ele, é lógico supor que a marca, o selo ou sinal do anticristo seja oposta à de Cristo, ou uma substituição dela.” – SRA/EP, p. 106.
Seiscentos e Sessenta e seis. Uma interpretação que ganhou força no período subsequente à Reforma é que 666 significa Vicarius Filii Dei, expressão que significa “Substituto do Filho de Deus”, título que seria atribuído ao papa. O valor numérico das letras que compõem o título coma 666. Essa interpretação se baseia na identificação do papa como o anticristo, um conceito histórico da Reforma. O principal expoente desta visão foi Andreas Helwig (c. 1572-1643; ver L. E. Froom, The Profetic Faith of Our Fathers, vol. 2, p. 605-608). Muitos, desde então, adotaram a interpretação. Este Comentário identifica a besta como o papado; mas, ao mesmo tempo, reconhece, que o número 666 deve ter mais implicações do que o indicado por essa interpretação popular. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 911.
“Desde o começo do século dezessete, a interpretação usual tem sido que 666 representa o valor numérico das letras de um dos títulos do papa: Vicarius Filii Dei.
V … 5, I … 1, C … 100, A … 0, R … 0, I … 1, U … 5, S … 0
F … 0, I … 1, L … 50, I … 1, I … 1
D … 500, E … 0, I … 1
Total = 666” – LES893, p. 52.
“O latim é a língua oficial da Igreja Católica. O papa, na teologia católica, representa toda a Igreja. Um dos títulos do papa é Vicarius Filii Dei (‘Vigário do Filho de Deus.’) Em resposta à pergunta de um leitor, a revista católica Our Sunday Visitor para 18 de abril de 1915, declarou: ‘As letras inscritas na mitra do papa [sua coroa sacerdotal] são estas: Vicarius Filii Dei, que é a forma latina para Vigário do Filho de Deus. Os católicos afirmam que a Igreja, a qual é uma sociedade visível, precisa ter uma cabeça visível.’” – C. Mervyn Maxwell, God Cares (Boise, Idaho: Pacific Press, 1985), vol. 2, p. 413 e 414., citado em LES893, p. 52.
“O Comentário Bíblico Adventista, volume 7, pág. 823, diz que o diário católico Our Sunday Visitor, de 18 de abril de 1915, respondendo a uma pergunta, publicava o seguinte: ‘Qual é a inscrição que se encontra na coroa do papa, e que significa, se é que tem algum significado? As letras escritas na coroa do papa são: Vicarivs Filii Dei, que em latim quer dizer Vigário do Filho de Deus. Os católicos sustentam que a igreja que tem uma sociedade visível deve ter uma cabeça visível.’ Algumas vezes se tem argumentado que a inscrição não está na tiara, mas que aparece na mitra. Isto não faz diferença.” – SRA/EP, p. 103.
“Visto que a besta é o papado medieval, renovado nos últimos dias, não é desarrazoado supor que o número seria proveniente de um dos títulos dados ao papa na Idade Média. Um desses títulos era, de fato, Vicarius Filii Dei, e a forjada Doação de Constantino foi um documento medieval que usou esse título. (Ver Henry Bettenson, ed., Documents of the Christian Church [Londres: Oxford University Press, 1943 e 1963], pág. 138.)” – LES893, p. 52.
Referências
Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.
Seventh Day Adventist Bible Commentary.
White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.
White, Ellen G. Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
Originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-13_6.html
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TEXTO BÍBLICO APOCALIPSE 12 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ap/12
Apocalipse 12 apresenta o tema do Grande Conflito a partir de Gênesis 3. Observe que há uma mulher com dores de parto e sofrimento (v. 2; Gn. 3:16), há o filho desta mulher que vencerá (v. 4; Gn. 3:15) e a antiga serpente (v. 9; Gn. 3:15). Apocalipse 12 nos relembra a promessa dada aos nossos primeiros pais e nos assegura que ela será cumprida. Mas, até a derrota final da serpente, a igreja seria perseguida (v. 13). Contudo Deus esteve ao lado dela, e assim como Deus protegeu o povo de Israel no deserto, também protegeu sua igreja nos 1260 dias proféticos (v. 14).
Hoje olhamos para um mundo no qual a antiga serpente exerce seu poder, um mundo que para muitos já não tem solução. Apocalipse 12 está nos dizendo que Deus não se esqueceu da promessa dada aos nossos primeiros pais. O Resgatador já veio, já derrotou a Satanás na cruz e muito em breve dará fim à antiga serpente e ao pecado. Mas, enquanto isso, Ele cuida de você. Por mais difícil que seja o dia de hoje, mesmo que se pareça com uma jornada pelo deserto, lembre-se, Deus está ao seu lado.
Flávio da Silva de Souza
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1425
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar” (v.17).
As cenas de uma acirrada perseguição compõem o conteúdo deste capítulo; batalhas no Céu e na Terra, que simbolizam o grande conflito cósmico desde o início até o tempo em que as forças do mal arrojarão os seus maiores esforços contra o povo de Deus. Ao contrário dos capítulos anteriores, os capítulos centrais de Apocalipse não apresentam cenas sequenciais da história, mas símbolos e mensagens que relembram relatos passados, que se aplicam ao presente e que apontam para o futuro. Estamos diante das mais relevantes verdades apocalípticas.
“Houve peleja no Céu” (v.7). A Bíblia descreve a rebelião de Satanás e seus anjos contra “Miguel e os Seus anjos” (v.7). O nome Miguel, na verdade é uma pergunta que só tem uma resposta: “Quem é semelhante a Deus?”. Ninguém, a não ser Jesus! E todas as vezes que Satanás é citado na Bíblia em alguma cena de batalha, é Miguel, ou o Anjo do Senhor, que aparece para pelejar contra ele (Dn.10:13 e 21; Zc.3:1-5; Jd.1:9). O mesmo anjo de luz que um dia presidiu a corte celeste e fazia parte da ordem dos querubins cobridores do trono de Deus (Ez.28:14), foi aquele que se insurgiu contra o Altíssimo, desejou estar acima dEle e assumir o lugar de Cristo (Is.14:14).
Após a sua expulsão do Céu, juntamente com “terça parte das estrelas do céu” (v.4), isto é, dos “seus anjos” (v.9), “o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás” (v.9), transferiu toda a sua fúria contra a humanidade, especialmente contra a igreja de Deus. A figura que simboliza a igreja verdadeira revela a plenitude de Cristo nesta igreja. Sabendo que mulher em profecia significa “igreja” (Is.54:1 e 5; Jr.6:2; 2Co.11:2; Ef.5:22-24), analisemos a sua descrição:
1. “Vestida do sol” (v.1): É uma igreja que reflete a Cristo, “o Sol da Justiça” (Ml.4:2) e que cumpre a sua função de iluminar o mundo (Mt.5:14), refletindo a luz de Cristo (Jo.8:12);}
2. “com a lua debaixo dos pés” (v.1): Assim como a lua reflete a luz do sol, a igreja verdadeira não tem luz própria, não advoga por si, mas calça “os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15). Ou seja, é portadora da luz que emana da Palavra de Deus (Sl.119:105);
3. “uma coroa de doze estrelas na cabeça” (v.1): Tanto coroa quanto o número doze se referem ao reino de Deus. O fato de serem doze estrelas também se refere à totalidade do povo de Deus: as doze tribos de Israel, os 12 apóstolos, os 144 mil das doze tribos de Israel.
Esta mulher representa as duas fases da igreja de Deus: igreja judaica e igreja apostólica. Apesar de Cristo, o “filho varão” (v.5), ter nascido da linhagem de Israel, Sua genealogia também abrange outras nacionalidades e Sua vida foi a maior prova de que o Seu amor não conhece fronteiras. É por isso que o grupo dos 144 mil não se restringirá a um povo específico, mas será “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap.7:9). Enquanto Satanás nos “acusa de dia e de noite” (v.10), Cristo efetua a Sua obra de constante intercessão por nós. A fúria do grande dragão sempre foi dirigida para Jesus, mas como quem não conseguiu destruí-Lo, esta fúria foi redirecionada para a igreja de Deus.
O derradeiro conflito já começou a mostrar grandes e inúmeras evidências de que o diabo está entre nós “cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (v.12). Ele sabe que há um remanescente que está sendo preparado e selado para resistir à última hora, e, a fim de ferir o coração de Deus, lançará toda a sua fúria contra este grupo de fiéis, assim como no passado usou agentes humanos para ferir milhares de cristãos. “Um tempo, tempos e metade de um tempo” (v.14) se refere ao mesmo tempo que vimos no capítulo anterior e em Daniel 7:25, ou seja, o período dos 1260 anos de supremacia papal e perseguição religiosa.
Lutero, Calvino, Jerônimo, dentre outros reformadores, além da irrefutável colaboração de povos sinceros, como os Valdenses, ergueram firme a bandeira das Escrituras e abriram mão da própria vida por amor ao Senhor que os salvou. Precisamos resgatar esta fé, a fé de nossos pais, a fé daqueles que não hesitaram ofertar a própria vida se fosse para ganhar alguém para o reino de Deus. Oh, quanto precisamos despertar de nossa letargia! Deus sempre teve um povo para chamar de Seu e assim o será nos últimos instantes do relógio que marca o fim deste mundo de pecado. Após o desapontamento de 1844, Deus suscitou uma igreja, um atalaia para proclamar ao mundo as verdades que por tanto tempo ficaram esquecidas. Os adventistas do sétimo dia possuem um dever, uma responsabilidade de anunciar o evangelho eterno a todos, e incidir uma luz sobre a importância da obediência aos mandamentos do Senhor, inclusive ao mandamento esquecido: o sábado (Êx.20:8-11).
Só existem dois caminhos amados. E num universo de mais de quarenta mil diferentes denominações cristãs, fica bem claro que placa de igreja não salva, mas, certamente, existe aquela cuja placa indica o caminho certo. E a todos que, sinceramente, invocarem o nome do Senhor clamando por sabedoria, saberão por onde andar:
“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Vigiemos e oremos!
Bom dia, restantes do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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APOCALIPSE 12 – Você se lembra do livro de Apocalipse 5? Ele não é o mesmo do capítulo 10! O livrinho aberto aponta para as profecias inteligíveis de Daniel entendidas no tempo do fim, o que ocorreu desde 1840. E quanto ao livro esplendoroso selado com sete selos?
Observe estes tópicos extraídos de Ranko Stefanovic:
• Prólogo (Apocalipse 1:1-8);
• As mensagens às 7 igrejas (Apocalipse 1:9-3:22);
• A abertura do livro selado (Apocalipse 4-11);
• O conteúdo do livro com 7 selos (Apocalipse 12:1-22:5);
• Epílogo (Apocalipse 22:6-21).
O capítulo 12 é introduz o conteúdo do livro selado. Jacques B. Doukhan destaca: Após apresentar “as densas tormentas da história da igreja, as nuvens agora se dissipam para revelar as cores da esperança (Mateus 16:2). Ao dragão da terra, que ataca à mulher (primeiro sinal, Apocalipse 12), e convoca às forças do mar e da terra (segundo e terceiro sinal, Apocalipse 13), lhe respondem, desde os céus que ainda ressoam com hinos de esperança (interlúdio, Apocalipse 14:1-5), três anjos que portam a mensagem de esperança (quarto, quinto e sexto sinais, vs. 6-13). Ao término deste triple clamor, a presença de Deus invade os céus (sétimo sinal, Apocalipse 14 a 20).
Observe estas verdades extraídas do capítulo 12:
• A mulher representa a igreja. Por ser pura, ela representa a igreja verdadeira. Essa igreja foi o povo judeu, de onde nasceu o Messias através de Maria. As dores de parto referem aos muitos desafios vividos pelo menino Jesus, como a fuga ao Egito para não ser morto por Herodes (vs. 1-2).
• O dragão representa ao diabo, o qual levou a terça parte dos anjos de Deus para suas ideologias quando foi expulso do Céu por promover a guerra naquele ambiente perfeito. Por isso, ao nascer Jesus para salvar a humanidade, Satanás O atacou de todas as formas; contudo, Jesus venceu (vs. 3-5);
• Como Satanás não conseguiu nada com Cristo, focou na mulher: A igreja instituída por Cristo. Entretanto, as providências divinas não permitiram a derrota da igreja (vs. 6-17).
Sabendo que falta pouco tempo para seu fim, Satanás atira toda sua ira contra a igreja verdadeira no tempo do fim. Esta igreja tem suas características no versículo 17; e seus membros vencem pelo sangue do Cordeiro, pela Palavra e, pelo testemunho. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.