Reavivados por Sua Palavra


COMENTÁRIO APOCALIPSE 21 – Pr. Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
12 de janeiro de 2022, 0:40
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APOCALIPSE 21 – O lago de fogo queima de verdade. Enquanto existir o que queimar, ele agirá, até que raiz e ramo da maldade se extingam (Malaquias 4:1-3). Para que a vitória sobre o mal seja completa, tudo o que estiver relacionado com ele deverá ser completamente destruído.

O Deus de muita gente não é tão poderoso assim, pois alegam a existência de um inferno eterno, onde Satanás estará eternamente com os pecadores ardendo e gemendo no fogo. O Deus da Bíblia enviará fogo do Céu e consumirá tudo o que não presta, o bem será plenamente vencedor (Apocalipse 20:9, 15).

O fogo arderá na Terra que, após purificada, será totalmente restaurada à sua originalidade. Visto isso, adentramos à parte final da revelação apocalíptica. Grant R. Osborne sintetiza:
1. O advento do novo Céu e da Nova Terra (21:1-8);
2. A nova Jerusalém como o lugar santíssimo (21:9-27);
3. A nova Jerusalém como o último Éden (22:1-5).

Após observar esta síntese, reflita: “Com a destruição de Satanás e dos não arrependidos no lago de fogo, Apocalipse 20 conclui o círculo de juízo que começou com o capítulo 17. A cena muda repentinamente da execução do juízo à visão do novo Céu e da nova Terra e sua capital, a nova Jerusalém, que desce do Céu. A seção tem duas partes: Apocalipse 21:1-8 é um panorama geral da nova Terra, e 21:9-22:5 proporciona uma descrição da nova Jerusalém” (Ranko Stefanovic).

Alguns pontos para nossa reflexão:
· O Céu, na Casa do Pai, é apenas um lugar temporário em que os salvos estarão até que seu destino final, o Planeta Terra seja plenamente restaurado.
· Como no julgamento os salvos se lembrarão das pessoas ao investigarem os livros durante mil anos, a ideia de que ninguém se lembrará de nada não é bíblica. As lágrimas enxugadas será por ver os perdidos conhecidos serem consumidos pelas chamas (ver Apocalipse 20:7-21:8).
· Como tudo será perfeito, não haverá lugar para indecisos, incrédulos, abomináveis, assassinos, impuros, feiticeiros; somente terá lugar aos que trocaram seus pecados pela presença de Deus.
· Com a instalação da Nova Jerusalém na Nova Terra, o ambiente dos salvos será melhor que o ambiente de Adão e Eva. Nosso Planeta terá a capital do Universo!

Pensando nessas promessas, reavivamo-nos intensamente! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 21 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by Jeferson Quimelli
12 de janeiro de 2022, 0:30
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3668 palavras

O novo Céu e a nova Terra – A nova Jerusalém

“O livro do Apocalipse e a Bíblia terminam da maneira que era de se esperar: com o pecado eliminado do Universo e a terra restaurada a sua perfeição edênica. As dificuldades desta vida, por mais severas que possam ser, são insignificantes em comparação com a autêntica alegria e realização da vida por vir. ‘Por que para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós.’ Rom. 8:18. …

“Escrevendo a respeito do fim do mundo, Isaías exclamou: ‘Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de Ti, que trabalha para aquele que nEle espera.’ (A versão inglesa diz: ‘o que Ele preparou para aquele que nEle espera.’) O mundo obscureceu a visão da Nova Terra para alguns de nós? De certo modo, temos sido cegados pelas coisas desta vida – nosso trabalho, amizades, interesses, negócios, televisão, etc? O estudo … [do livro do Apocalipse] renovou a sua esperança nas belas coisas que estão para ocorrer em breve?” – LES893, p. 176.

“’Um receio de fazer com que a herança futura pareça demasiado material tem levado muitos a espiritualizar as mesmas verdades que nos levam a considera-la nosso lar.’ – O Grande Conflito, pág. 681.

“Peça que o Espírito Santo lhe abra os olhos para ver o que Deus quer que veja e compreenda … [com o estudo de Apoc. 21 e 22].” – LES893, p. 176 e 177.

Inspirados pelas visões da glória futura – “…o livro do Apocalipse contém dois capítulos que tratam da vida futura… essa profecia é tão importante para a experiência cristã como as profecias anteriores sobre o conflito final acerca da marca da besta… (Ver Rom. 8:24 e 25; II Cor. 4:16-18; Heb. 11:13.) …

Compare a experiência dos cristãos com a de Cristo. Que susteve o Filho de Deus durante Sua vida de labuta e sacrifício? Ele viu os resultados ‘do penoso trabalho de Sua alma’, e ficou satisfeito (Isa. 53:11).” – LES893, p. 179

“Podemos ter uma visão do futuro, da felicidade no Céu. Na Bíblia estão reveladas visões da glória futura, cenas pintadas pela mão de Deus, e que são uma preciosidade para Sua Igreja. Pela fé podemos chegar até o limiar da cidade eterna e ouvir as afáveis boas-vindas dadas aos que, nesta vida, cooperaram com Cristo, considerando uma honra sofrer por Sua causa.’ – Atos dos Apóstolos, p. 601.

“Apocalipse 21 e 22 nos exortam a renovar os nossos votos ao Senhor enquanto ainda há tempo. Estes capítulos revelam claramente quem será salvo e quem se perderá. Constituem um apelo para despertarmos de nossa sonolência espiritual. Descrevem a eternidade para todo aquele que é iluminado pelo Espírito Santo.” – LES893, p. 187.

21:1 E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe.

Novo – “’O fogo que consome os ímpios, purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido.’ – O Grande Conflito, pág. 680. Cremos que a Palavra que trouxe todas as coisas à existência no passado (S. João 1:3), falará novamente para tornar tudo novo. Haverá purificação e nova criação.” – LES893, p. 177.

A Terra será renovada. Jesus prometeu que ‘os mansos’ herdarão a Terra, embora no presente ela não esteja sob o domínio deles (S. Mat. 5:5). Semelhantemente, foi prometido que Abraão e sua descendência espiritual seriam herdeiros ‘do mundo (Rom. 4:13). A palavra grega usada por João para o ‘novo’ céu e a ‘nova’ Terra é kainos, que significa novo em qualidade; e não neos, que encerra a idéia de novo no tocante ao tempo. Em outras palavras, o novo céu e a nova Terra constituem uma recriação – uma nova formação com elementos existentes, e não uma criação procedente do nada.

“Podemos ver esta idéia em II S. Pedro 3:3-13. O Apóstolo comenta: 1) O mundo antediluviano foi destruído pela água (versos 5 e 6), mas o planeta não desapareceu; 2) os céus e a Terra que agora existem serão destruídos pelo fogo (versos 10-12); 3) Os céus e a terra serão renovados (v.13).” – LES893, p. 178 e 179.

21:2 E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.

Nova – “Em Apocalipse 21:2, a Cidade Santa também é chamada ‘nova’. A velha Jerusalém e seu templo chegaram a tal ponto de decadência que Jesus chamou o Templo de ‘covil de salteadores’ (S. Mat. 21:13). Os dois caíram em poder dos romanos em 70 A.D. (S. Luc. 19:43 e 44). Agora foi preparada a Nova Jerusalém – a noiva pura de Cristo. Apocalipse 21:2 e 10 falam da Nova Jerusalém descendo à Terra.” – LES893, p. 177.

Nova Jerusalém – “Em Hebreus 11:16 Deus diz que preparou uma cidade para os Seus fiéis e Apocalipse 3:12 nos revela o seu nome: Nova Jerusalém. Esta descerá à Terra no fim do milênio (Apocalipse 21:2, 10; Zacarias 14:1, 4, 5, 10).

“Tentar imaginar o que será habitar na Nova Jerusalém é um verdadeiro desafio à imaginação. Mas essa cidade é real. Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu um lugar para cada crente fiel quando disse: ‘Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando Eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também’ (São João 14:1-3).

“São Paulo, que teve várias visões (II Coríntios 12:1-5), também diz: ‘Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam’ (I Coríntios 2:9). Só o fato de pensar que ‘nela nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica a abominação e mentira’ (Apocalipse 21:27) já fala de um ambiente pelo qual ansiamos, embora nos pareça incomum.” – SRA/EP, p. 124.

“A Nova Jerusalém, símbolo do remanescente fiel, é a esposa de Cristo.” – SRA/EP, p. 135.

Descia – “A Santa Cidade descerá sobre o monte das Oliveiras, que se abrirá em dois, produzindo um grande vale (Zacarias 14:4, 10).” – SRA/EP, p. 46.

21:3 E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.

Deus habitará com os homens – “Que torna atrativo o Céu? As portas de pérolas, ou as ruas douradas? Não. O Céu nos atrai porque ali poderemos ver Aquele que nos amou tanto que deu o Seu Filho unigênito para morrer por nós.” – SRA/EP, p. 42.

“Adão e Eva andavam com o Seu Criador no jardim. Abraão encontrou-se com o Senhor debaixo de um carvalho (Gen. 18:1 e 2). Moisés esteve na presença de Deus no Monte Sinai (Êxodo 20). Multidões andaram com Jesus durante os trinta e três anos que esteve na Terra. Mas na Nova Terra os remidos falarão com o Criador face a face. As expressões ‘com os homens’ e ‘com eles’ são usadas três vezes em Apocalipse 21:3. O trono de Deus estará na Nova terra (Apoc. 22:3 e 4).” – LES893, p. 178.

Deus eternamente unido com Seu povo. No Sinai o Senhor disse a Moisés: ‘E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles.’ Êxo. 25:8. O tabernáculo e, mais tarde, o Templo enfatizam a impressionante verdade de que Deus estava presente entre Seu povo de maneira incomparável e íntima, mas não pôde haver comunhão face a face.

“Por mais de 33 anos o Salvador habitou com a família humana, mas a Sua divindade permaneceu velada. No sentido espiritual, Deus, o Espírito Santo, habita no crente, bem como na igreja em geral (II Cor. 6:16; I Cor. 6:19 e 20).

“Estas experiências são promessas e antecipações da realidade que se cumprirá na Nova Jerusalém que descerá aterra. Então grande voz anunciará ao Universo: ‘Eis op tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles.’ Apoc. 21:3. Assim, finalmente, o povo de Deus desfrutará comunhão direta e plena união com o seu Criador (Apoc. 22:4).

“A habitação de Deus com Seu povo também estava intimamente relacionada com o Seu concerto de graça. (Ver Lev. 26:9-12.) A essência do concerto pode ser expressa resumidamente nestas palavras: ‘Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo.’ Este conceito é apresentado ou insinuado em toda declaração do concerto divino (Gen. 17:7 e 8; Jer. 11:1-4; 31:33 e 34; Heb. 8:10; Apoc. 21:3 e 7).” – LES893, p. 177.

Veremos a Deus. ‘O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. ‘Agora vemos por espelho em enigma.’ I Coríntios 13:12. Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da Natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de permeio. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.” – O Grande Conflito, p. 178.

21:4 Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

Não haverá mais – “Deus eliminará para sempre toda tristeza, dor e aflição. Com o corpo e mente perfeitos, possuindo imortalidade, e vivendo num mundo em que não haverá nenhuma causa de dano ou destruição, os remidos sentir-se-ão plenamente felizes e realizados.” – LES893, p. 178.

As causas da tristeza removidas. Como Deus enxugará ‘toda lágrima’ dos olhos dos remidos? Ver Isa. 25:7 e 8.) Deus remove as lágrimas dos remidos removendo as causas dessas lágrimas, isto é, o pecado e a morte (Rom. 5:12). ‘A dor não pode existir na atmosfera do Céu. No lar dos remidos, não haverá lágrimas, nenhum cortejo fúnebre, nenhuma exteriorização de luta. …Uma rica maré de felicidade fluirá e aprofundar-se-á ao avançar a eternidade.’ – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 433.” – LES893, p. 179.

“Os dias de dores e prantos acabaram-se para sempre. O Rei da glória enxugou as lágrimas de todos os rostos; removeu-se toda a causa de pesar.’ – O Grande Conflito, p. 655.

Não haverá mais morte – “Em São João 3:16 o Senhor promete vida eterna só aos que nEle crêem. O diabo é tão mentiroso que quer nos fazer crer que mesmo não crendo em Cristo é possível viver eternamente, ainda que seja no inferno! …

“Àqueles que O aceitarem, Jesus prometeu ressuscita-los no último dia (São João 6:54), quando sairão ‘para a ressurreição da vida’ (São João 5:28, 29). A ressurreição do Senhor Jesus é nossa garantia de que Ele tem poder para cumprir o que prometeu.” – SRA/EP, p. 70

21:5 E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.

Estas palavras são fiéis e verdadeiras – “Cristo torna bem claro que Suas palavras verdadeiras e que podemos crer no que é prometido por Ele. Sua Palavra nunca falhou, e nunca falhará. Por certo, todos nós temos pensado na ‘impossibilidade’ de que um dia chegue ao fim tudo que agora existe. Milhões de pessoas não crêem que Deus criou este mundo, e não acreditam que a ‘Terra e as obras que nela existem’ (II S. Ped. 3:10) serão destruídas. Eva duvidou das infalíveis palavras de Deus. Não devemos fazer a mesma coisa.” – LES893, p. 179 e 180.

21:6 Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida.

21:7 Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.

Será Meu filho – “No ensino da justificação pela fé encontra-se a idéia de adoção, isto é, de tornar-se filhos e filhas de Deus. Na oração do Senhor, Jesus recomendou que chamássemos Seu Pai de nosso Pai (S. Mat. 6:9). …

“Que podemos aprender destas passagens sobre a adoção de homens e mulheres, rapazes e moças na família de Deus? S. João 1:12[; ] Gál. 4:5

“Como resultado do pecado, estamos separados de Deus e somos órfãos por natureza. Mas, como resultado de aceitarmos a Cristo como nosso Salvador pessoal, somos justificados e considerados como justos porque a justiça de Cristo nos é dada pelo Espírito Santo (Rom. 8:9 e 10). Somos adotados por Deus como filhos e filhas. Em Apocalipse 1:7 nos é assegurado que se cumprirmos a condição estabelecida por Ele, seremos Seus filhos e filhas para sempre. A condição é que retenhamos nossa genuína fé nEle, até que venha conceder-nos a imortalidade. (ver S. Mat. 24:13; S. João 15:9; Gál. 6:9; Heb. 12:1.)” – LES893, p. 180.

21:8 Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.

Só da maneira indicada por Deus. “A racionalização leva muitas pessoas à ruína. Deus explicou com clareza quem herdará a Nova Terra. Quantos dos princípios dos Dez Mandamentos se encontram nos versículos … [Apoc. 21:8 e 27; 22:15]? Estude I S. João 2:1-6 em relação com isso. A singela declaração de S. João 3:16: ‘Para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’, é fundamental para a esperança de estar na Nova Terra. A vida eterna é a recompensa dos que são salvos pela graça, mediante a fé (Efés. 2:8), e que, pelo Seu poder no íntimo, seguem os Seus passos (I S. Ped. 2:21). Devemos estar bem inteirados de que só podemos herdar o reino de Deus da maneira indicada por Ele.” – LES893, p. 178.

21:9 E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.

Um anjo falou comigo – “Um dos sete anjos que tinham as sete últimas pragas aproximou-se de João para mostrar-lhe a gloriosa Cidade Santa (Apoc. 21:9). Esse anjo encontra-se numa posição ideal para ver o fim do pecado e o começo da eternidade.

21:10 E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a santa cidade de Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus,

Levou-me a um grande e alto monte – “O apóstolo foi colocado (em visão) numa posição vantajosa, para que pudesse ver devidamente a Cidade Santa.” – LES893, p. 180.

21:11 tendo a glória de Deus; e o seu brilho era semelhante a uma pedra preciosíssima, como se fosse jaspe cristalino;

 

A Cidade tinha a glória de Deus – “A cidade é iluminada pela glória de Deus.” – LES893, p. 181.

Esplendor que supera a imaginação. ‘Nem olhos viram’ (I Cor. 2:9). Depois de ver o Céu e a cidade e ser conduzida de volta a ‘este mundo escuro’, Ellen White declarou o seguinte: ‘Algumas vezes penso que não mais posso permanecer aqui; todas as coisas da terra parecem demasiado áridas. Sinto-me muito solitária aqui, pois vi uma Terra melhor.’ – Primeiros Escritos, pág. 20. Oxalá [o estudo de Apoc. 21 e 22] … nos dê uma visão assim, para que as coisas terrestres não sejam tão atraentes para nós! Por que somos tão propensos a apegar-nos às coisas materiais, se Deus quer dar-nos o que mostrou a Seu servo?” – LES893, p. 180

Brilho semelhante a pedra preciosíssima – “O fulgor da cidade, ‘como pedra de jaspe’ (Apoc. 21:11), faz-nos lembrar da glória de que Deus Se acha rodeado: ‘semelhante no aspecto a pedra de jaspe e sardônio’ (Apoc. 4:3).” – LES893, p. 181.

21:12 e tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.

Nas portas doze anjos  – “Anjos do Céu são os porteiros.” – LES893, p. 181.

Nomes nas doze portas – “Os nomes das doze tribos de Israel estão nas doze portas da sólida muralha. As cidades antigas eram protegidas por muros bem altos. João compreenderia portanto o que lhe foi mostrado.” – LES893, p. 181.

21:13 Ao oriente havia três portas, ao norte três portas, ao sul três portas, e ao ocidente três portas.

Três portas de cada lado – “Havia três portas de cada lado da cidade vista por Ezequiel, e nelas estavam os nomes das tribos de Israel (Eze. 48:31-34). As doze tribos foram mencionadas em Apocalipse 7:4-8. As três portas de cada lado da Cidade Santa também contêm os nomes das tribos (Apoc. 21:12). Estes fatos dão a entender que tanto o Israel literal como o Israel espiritual são considerados como ‘tribos’ na Bíblia.” – LES893, p. 181.

21:14 O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Nomes nos doze fundamentos – “Os nomes dos doze apóstolos nos doze fundamentos representam o fato de que a Igreja do Novo Testamento foi edificada sobre o fundamento de Cristo e Seus apóstolos. (ver Efés. 2:20.)” – LES893, p. 181.

21:15 E aquele que falava comigo tinha por medida uma cana de ouro, para medir a cidade, as suas portas e o  seu muro.

21:16 A cidade era quadrangular; e o seu comprimento era igual à sua largura. E mediu a cidade com a cana e tinha ela doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais.

Dimensões – “Apocalipse 21:15-17 não diz se os 2.200 quilômetros (ver SDABC, vol. 7, pág. 892) constituem a medida de um lado ou dos quatro lados da cidade. O fato importante é que haverá espaço suficiente para todos.” – LES893, p. 181.

“No Apocalipse temos uma fascinante descrição da cidade, inclusive suas dimensões (Apoc. 21:16). Freqüentemente, na antiguidade mediam-se as cidades pelo seu perímetro. Se esse tivesse sido o critério de Apocalipse 21:16, a cidade teria 12.000 estádios de perímetro. Cada estádio teria cerca de 180 metros, o que nos daria 2.160 quilômetros de perímetro, ou seja, 540 quilômetros de cada lado. Isto nos daria uma cidade espetacular, nunca vista antes. Mas o Comentário Bíblico Adventista diz que o texto (referindo-se ao texto em grego) não estabelece se a medida corresponde ao perímetro ou a cada lado. Isto quer dizer que até poderia ser de 2.160 quilômetros de lado,o que a faria mais grandiosa do que podemos imaginar. Existem pessoas que se preocuparam em calcular a capacidade habitacional de uma cidade com as medidas da Nova Jerusalém, e tais pessoas dizem que nela poderiam viver dez vezes o total da população mundial atual.” – SRA/EP, p. 124.

As três dimensões da Cidade são iguais – “É declarado que as três dimensões da cidade são ‘iguais’ (Apoc. 21:16). Isto sugere que a forma de cubo do Lugar Santíssimo no tabernáculo e nos templos posteriores – que era, por assim dizer, a sala do trono de Deus. Ninguém podia entrar nesse cubo, exceto o sumo sacerdote, uma vez por ano. Na eternidade os remidos terão pleno acesso a Deus e ao Cordeiro. ‘Contemplarão a Sua face.’ Apoc. 22:3 e 4.” – LES893, p. 181.

21:17 Também mediu o seu muro, e era de cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida de homem, isto é, de anjo.

21:18 O muro era construído de jaspe, e a cidade era de ouro puro, semelhante a vidro límpido.

21:19 Os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento era de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda;

21:20 o quinto, de sardônica; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; o duodécimo, de ametista.

21:21 As doze portas eram doze pérolas: cada uma das portas era de uma só pérola; e a praça da cidade era de ouro puro, transparente como vidro.

Ouro e pedras preciosas – “A magnificência da cidade é representada pelo ouro e pelas pedras preciosas (versos 18-21).” – LES893, p. 181.

21:22 Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.

Não vi santuário/templo – “Quando tiver sido removido o pecado, a Igreja poderá novamente habitar na Sua presença, e não será necessário nenhum edifício (como o santuário e o Templo do Antigo Testamento) para simbolizar a habitação de Deus.” – SDABC, vol. 7, pág. 893, citado em LES893, p. 182.

“O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho.” – O Grande Conflito, p. 682.

21:23 A cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, porém a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

21:24 As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória.

Nações e reis – “O povo de Deus de todas as épocas estará entre os habitantes da Nova Terra.” – LES893, p. 181.

“Isaías esclarece qual é o tipo de pessoas que andarão ali … Apoc. 221:24-26; Isa. 35:8-10 …

“Os ‘remidos’ virão de todas as nações, tribos, povos e línguas. (ver Isa. 60:3 e 5; Apoc. 1:6; 7:9.) Todas as outras pessoas terão sido destruídas no lago de fogo. A figura de ‘reis’ é extraída do Antigo Testamento. (ver Isa. 60:11.)” – LES893, p. 182.

21:25 As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá;

Portas abertas – “As portas abertas (Apoc. 21:25) – três de cada lado, doze ao todo – lembram o amplo convite de Deus aos pecadores para que venham a Ele. ‘O Espírito e a noiva dizem: Vem.’ Apoc. 22:17. O Céu nos convida ao arrependimento. Há uma porta para todos, quer venham do norte ou do sul, do leste ou do oeste, desta ou daquela cultura. A cidade de Deus está aberta para todos. Cristo morreu por todos. O grande tamanho da cidade denota que há abundante espaço para cada pessoa que aceitar o convite. Ninguém precisa ficar de fora por falta de espaço. Jesus assegurou-nos: ‘Na casa de Meu Pai há muitas moradas.’ S. João 14:2. (Ver O Grande Conflito, pág. 682.)” – LES893, p. 181.

21:26 e a ela trarão a glória e a honra das nações.

21:27 E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.

Inscritos no livro da vida – “Quais os nomes que são retidos no livro da vida?Precisamos manter profunda relação pessoal com Cristo para ter o nome no livro da vida. (ver Heb. 12:23.) Por Sua graça precisamos vencer as tentações, pecados e enganos para que os nossos nomes permaneçam nesse admirável livro de Deus. (Ver Apoc. 3:5.) O conhecimento das verdades bíblicas é vital (II Tim. 3:15-17). É necessário desenvolver e manter o amor da verdade (II Tess. 2:10). A experiência do ‘primeiro amor’ não deve desaparecer (Apoc. 2:4 e 5). Precisamos ter adequado suprimento de ‘azeite’ para manter as ‘lâmpadas’ bem acesas (S. Mat. 25:1-13). Então nenhum engano penetrará em nossa vida, e poderemos apegar-nos confiantemente às promessas de salvação eterna feitas pelo Senhor.” – LES893, p. 141.

 

Abreviaturas utilizadas

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

 

Publicado anteriormente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-20.html



APOCALIPSE 20 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
11 de janeiro de 2022, 1:00
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TEXTO BÍBLICO APOCALIPSE 20 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 20 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

APOCALIPSE 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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11 de janeiro de 2022, 0:55
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ap/20

Apocalipse 19 termina com a destruição da besta e do falso profeta no lago de fogo e a morte dos ímpios. Apocalipse 20 descreve a destruição de Satanás e a segunda morte dos iníquos. Satanás é chamado aqui de antiga serpente , reminiscente de Gênesis 3, porque o que vai acontecer com ele é o cumprimento do que Deus havia prometido a Adão e Eva em Gênesis 3:15: esmagar a cabeça da serpente (Romanos 16:20). Enquanto Satanás está na prisão por mil anos, aqueles que não adoraram a besta reinam com Cristo (v. 4). Ironicamente, aqueles que a adoraram para preservar suas vidas (Ap 13:15) agora estão mortos (Ap 19:20-21; 20:5). Os mártires que clamaram por julgamento (Ap 6:9-10) agora não apenas recebem justiça, mas também estão sentados em tronos para julgar (v. 4).

Apocalipse 20 nos assegura que todas as promessas de Deus serão cumpridas e em breve haverá a erradicação final do pecado e da morte. Então teremos novos céus e uma nova terra (Ap 21:1), não haverá mais maldição (Ap 22:3) e teremos acesso novamente à árvore da vida (Ap 22:14). O que poderia ser melhor que isso? Não troque a vida eterna pelas ilusões do mundo. Lembre-se, Deus quer passar a eternidade com você.

Flávio da Silva de Souza
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1433
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara



Apocalipse 20 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
11 de janeiro de 2022, 0:45
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 “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos” (v.6).

Continuando a narração do retorno de Jesus, como o Cavaleiro que “Se chama Fiel e Verdadeiro” (Ap.19:11), da derrota da besta e do falso profeta e  da destruição dos ímpios, João viu “descer do céu um anjo” tendo “na mão a chave do abismo e uma grande corrente” (v.1). As cadeias deste anjo vingador representam a prisão de Satanás (v.2), que ficará nesta terra destruída durante mil anos sem ter a quem tentar, já que “os restantes dos mortos” permanecerão nesse estado até que se completem “os mil anos” (v.5). Já estudamos o que as Escrituras dizem sobre o estado dos mortos: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito [Ruach, fôlego], volte a Deus, que o deu” (Ec.12:7). Somos a junção de pó da terra mais fôlego de vida. Portanto, nós não temos uma alma, somos “alma vivente” (Gn.2:7).

Nesse contexto, entendemos melhor sobre a ressurreição. De forma geral, haverá duas ressurreições: “os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”, disse Jesus (Jo.5:29). Enquanto isso, os mortos estão em um estado de sono, como bem falou Jesus antes de ressuscitar a Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Ora, se Lázaro estivesse desfrutando do Céu ao lado de Deus, será que Jesus o teria trazido de volta a este mundo de pecado? Certamente que não. O sábio Salomão também escreveu: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5).

Quando Jesus voltar em glória, com os Seus santos anjos, soada a trombeta de Deus, “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” e os vivos serão transformados e todos levados para junto de Cristo nas nuvens, dando início à viagem intergaláctica até à Cidade Santa, a Nova Jerusalém (1Ts.4:16-17). Os ímpios serão mortos e os que já estavam mortos (ímpios), permanecerão em seus túmulos até que se passem os mil anos. “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão” (v.7), haverá a segunda ressurreição (ressurreição dos ímpios) e ele reunirá aquela multidão “como a areia do mar” (v.8) a fim de guerrear contra “o acampamento dos santos” (v.9), “a santa cidade, Jerusalém, que [descerá] do Céu, da parte de Deus” (Ap.21:9). Mas antes que haja cumprido o seu diabólico objetivo, descerá “fogo do céu”, que o destruirá, juntamente com seus anjos e com todos os ímpios, de uma vez por todas (v.9). Cumprir-se-á a “obra estranha” de Deus (Is.28:21).

Antes disso, haverá um julgamento, um acerto de contas. Cristo, Aquele que Se assenta no trono de Deus (v.11), julgará a cada um “segundo as suas obras, conforme o que se acha escrito nos livros” (v.12). Existem registros no santuário celeste. A obra de expiação de Cristo no lugar Santíssimo, desde 1844, tem sido uma obra de purificação dos registros dos santos, dos que verdadeiramente se arrependeram e daqueles que hão de se arrepender de seus pecados antes que termine o período de graça. Ninguém escapará do juízo divino, até o mar dará “os mortos que nele estavam” (v.13). Serão “julgados, um por um, segundo as suas obras” (v.13).

O Senhor virá para destruir definitivamente o pecado e toda a maldade e, todo aquele que não for “achado inscrito no Livro da Vida” (v.15), que não aceitou o chamado de amor do Salvador, procurando viver como o antigo Israel, como quem não tem Rei, cada um fazendo o que acha ser correto a seu próprio critério sem o temor do Senhor (Jz.21:25), terá de sofrer o dano da “segunda morte, o lago de fogo” (v.14). Esta nunca foi a vontade de um Deus que pacientemente espera por nós “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). O nosso tempo de espera pelo retorno de Jesus nunca poderá ser comparado ao tempo em que Deus espera até o último inscrito no Livro da Vida! Mas, no tempo determinado, Ele terá de dar fim ao pecado e cumprir Sua derradeira promessa. E está perto, meus irmãos! Está muito perto o Dia em que nossos olhos contemplarão a Redenção! Que, até lá, avancemos, perseverando em buscar “as coisas lá do alto, onde Cristo vive” (Cl.3:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, inscritos no Livro da Vida do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



APOCALIPSE 20 – Comentário Pr. Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
11 de janeiro de 2022, 0:40
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APOCALIPSE 20 – O problema do pecado é mais complexo do que imaginamos; todavia, por mais complicado que seja solucionar esse problema universal, o bem terá a palavra final sobre o mal.

Observe o desenvolvimento da solução:
• A primeira parte da solução: Expulsar Satanás do Céu (Apocalipse 12:7-9);
• A segunda parte consistiu em avisar Adão e Eva após a queda que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente-Satanás (Gênesis 3:14-15; Gálatas 4:4; Apocalipse 12:1-5).
• A terceira parte é a segunda vinda de Cristo com Seus anjos em glória, para retirar os salvos de mundo para um período de mil anos na Casa do Pai (João 14:1-3; Filipenses 3:20-21; Apocalipse 19:1-20:1-4).

O crente fiel aguarda com expectativa o cumprimento total das promessas divinas espalhadas pela Bíblia; esperam o momento quando a existência e a presença do pecado serão definitivamente erradicadas, evidenciando a vitória total do Soberano do Universo.

O Deus misericordioso derramou Seu amor através de Jesus para que, ao aceitarmos Seu amor, sejamos mais que vencedores no Senhor.

Da perspectiva correta, o milênio é mais positivo que negativo. Leia o capítulo 20, depois considere estes pontos:
• O milênio provê um período necessário ao amadurecimento da problemática do mal e desenvolvimento de uma congruência universal de apoio absoluto à solução provida pela Trindade na questão do pecado.
• Como um tempo de reflexão e análise universal, na Terra como no Céu, se dedicará tempo suficiente a repassar as decisões do Conselho da Corte Celestial. Nenhuma reflexão discordará da conclusão comum. Satanás e seus anjos serão os próprios objetos de análise e reflexão; no Céu, os salvos participarão na avaliação dos rebeldes e corruptos (I Coríntios 6:2-3).
• As duas reflexões (a demoníaca no mundo caótico e, aquela que acontecer nos procedimentos judiciais no Céu) convergirão na aceitação de que as decisões judiciais da Trindade são verdadeiramente justas. Ninguém terá qualquer dúvida (Filipenses 2:9-11; Apocalipse 16:5).

A quarta parte da solução acontece no final do milênio! Ainda que Deus esteja interessado em resolver o problema do pecado, não o fará de forma arbitrária nem autoritária, ou sem dar qualquer explicação. Seu intuito maior não é aniquilar pecadores, mas salvá-los. Contudo, Ele respeita a decisão de cada um.

O milênio será bênção para os salvos! Então, prepare-se!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
11 de janeiro de 2022, 0:30
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6545 palavras

O milênio – O fim do grande conflito

‘Apocalipse 20 descreve o julgamento dos ímpios pelos justos que estarão no Céu, durante o Milênio. Satanás e os anjos maus ficarão retidos na Terra desolada. No fim do Milênio, o pecado e os pecadores serão eliminados do Universo.” – LES893, p. 172.

“O estudo dos mil anos de Apocalipse 20 é essencial por diversas razões: 1ª Ele aumenta nossa compreensão da vindicação final do caráter de Deus no fim do grande conflito; 2ª Indica a recompensa dos justos e sua obra depois da Segunda Vinda de Jesus; e 3ª Correta compreensão do Milênio evita que aceitemos ensinos que se opõem ao que diz a Bíblia, tais como a doutrina do arrebatamento secreto antes do Milênio e a teoria da ‘segunda oportunidade’ durante o Milênio.

“Precisamos estudar muito bem o assunto de Apocalipse 20, para ter plena certeza do que cremos a esse respeito.” – LES893, p. 162 e 163.

20:1 E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão.

20:2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos.

Prendeu o dragão – “O Apocalipse descreve alguns acontecimentos impressionantes que acompanharão o momento do retorno de Cristo, em que será preso Satanás (Apocalipse 16:18, 20, 21). Com os fiéis no Céu e os ímpios mortos (II Tessalonicenses 1:7, 8, 2:8), a Terra ficará como no princípio (Gênesis 1:2), sem forma e vazia, sem luz nem vida, como a descreve Jeremias 4:23-28. Esse é o abismo no qual ficará Satanás durante o milênio. …

“Como num dia de chuva o pedreiro que devia levantar-nos as paredes nos diz: ‘Estou atado de pés e mãos’, a cadeia das circunstâncias enumeradas … será o instrumento com o qual o anjo prenderá a Satanás durante o milênio.” – SRA/EP, p. 46.

Milênio – “Não há razão para interpretar os mil anos como tempo profético, aplicando o princípio do dia-ano, porque o Milênio ocorrerá após o tempo histórico.” – LES893, p. 171.

O ensino sobre o Milênio abrange importantes doutrinas bíblicas. … as considerações bíblicas sobre este assunto se acham contidas em Apocalipse 19:11 a 20:15. A seqüência começa com a Segunda Vinda de Cristo e termina na fase executiva do juízo final em que os ímpios são destruídos no lago de fogo. Portanto, as doutrinas bíblicas que fazem parte deste assunto são as seguintes:

“1) A volta visível e pessoal de Cristo; 2) a ressurreição dos justos no começo do Milênio, e a dos ímpios no fim dos mil anos; 3) o estado dos mortos; 4) o juízo final; 5) Satanás; 6) a destruição dos perdidos; 7) a Nova Terra e a Nova Jerusalém, o lar dos remidos.” – LES893, p. 163.

O MILÊNIO

(Mil Anos Entre as Duas Ressurreições)

Tempo Presente Primeira Ressurreição MILÊNIO Segunda Ressurreição Eternidade
Era Cristã

Últimos dias

Conclusão da mensagem de Apoc. 14:6-14

Cristo vem buscar os santos

Ressuscitam os justos mortos

Os santos são levados para o Céu

Ímpios morrem

Satanás é preso

Os santos reinam com Cristo no Céu

Terra desolada

Satanás preso

Cristo vem com os santos

Desce a cidade Santa

Ímpios mortos ressuscitam

Satanás é solto

Destruição dos ímpios

Nova Terra

Os santos possuem o reino para sempre

Diagrama que “expõe os acontecimentos que ocorrerão no começo e no fim do Milênio, e também as condições que existirão durante esse período de tempo”, segundo LES893, p. 163 e 164.

20:3 Lançou-o no abismo, o qual fechou e selou sobre ele, para que não enganasse mais as nações até que os mil anos se completassem. Depois disto é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.

Satanás lançado no abismo – “Note que é o anjo de Deus que tem a chave. Portanto, Satanás não conseguirá evitar ser lançado no abismo e retido ali.” – LES893, p. 166

Prisão desolada. Como vimos, a Terra ficará completamente desolada, sem nenhum habitante humano. Quando a palavra hebraica usada para designar o estado da Terra em Gênesis 1:2 foi traduzida para a Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento), usou-se o vocábulo abussos (‘abismo’.) A mesma palavra foi usada em Apocalipse 20:1. A Terra será reduzida a seu estado de desolação anterior.

No livro do Apocalipse o diabo é identificado como rei do ‘abismo’ ou do ‘poço do abismo’ (Apoc. 9:1, 2 e 11; 11:17; 17:8). O diabo e os anjos maus habitam no ‘abismo’. É o lugar do qual surgem os enganos satânicos. Visto que a terra é o campo de ação do diabo, deduzimos que ela é o ‘abismo’ em que ele será confinado durante o Milênio. O diabo e seus demônios ficarão ‘presos’ no sentido de que não terão ninguém para tentar durante mil anos.” – LES893, p. 167.

“Na septuaginta (a versão grega, antes da Era Cristã, da Bíblia Hebraica), abussos(abismo) é usado para designar o oceano primitivo (Gen. 1:2), as profundezas do mar (Jô 28:14) e as profundezas da Terra (Deut. 8:7; Sal. 71:20). Paulo usa uma vez a palavra abussos para designar a sepultura (Rom. 10:7).

“Das nove vezes que abussos aparece no Novo Testamento, sete ocorrem no Apocalipse. Abussos é um lugar que pode ser aberto ou fechado com uma chave (Apoc. 9:1 e 2; 20:1-3); poderes do mal residem ali (Apoc. 9:2 e 3); um governante dirige esses poderes (Apoc. 9:11); a besta surge desse abismo, o que sugere que também retornará a ele (Apoc. 11:7; 17:8).

“O uso de abussos no Apocalipse denota que esse vocábulo é empregado para descrever a habitação de Satanás na Terra. Como ele é simbolizado pelo dragão vermelho e pela besta escarlate (Apoc. 12:3 e 9; 17:3, 7 e 8), precisa de uma toca ou covil – o abismo. E visto que o ‘dragão’ foi atirado para a Terra (Apoc. 12:9), a Terra é na realidade o seu covil.” – LES893, p. 166.

“A Terra tinha a aparência de um deserto solitário. Cidades e vilas, derribadas pelo terremoto, jaziam em montões… . Aqui deverá ser a morada de Satanás com seus anjos maus por mil anos. Aqui estará ele circunscrito, para errar para cá e acolá, sobre a superfície da Terra, e para ver os efeitos de sua rebelião contra a lei de Deus.” – História Redenção, p. 415, citado em LES893, p. 167.

Que simbolismo do Antigo Testamento representa a prisão de Satanás durante o Milênio? Lev. 16:7-10 e 20-22.” – LES893, p. 167.

Lev. 16:7-10 e 20-22: “Também tomará os dois bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da revelação. E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por Azazel. Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá como oferta pelo pecado; mas o bode sobre que cair a sorte para Azazel será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto para Azazel.”

“Quando Arão houver acabado de fazer expiação pelo lugar santo, pela tenda da revelação, e pelo altar, apresentará o bode vivo; e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para uma região solitária; e esse homem soltará o bode no deserto.”

“A remissão do pecado e a eliminação dos registros do pecado no santuário eram efetuados nos serviços diários e no serviço anual, em virtude do derramamento de sangue. A responsabilidade pelo pecado era colocada sobre a cabeça do bode emissário, que representava a Satanás. E então esse bode era levado para o deserto.

Devido aos crimes contra Deus e a humanidade. ‘Ocorre agora o acontecimento prefigurado na última e solene cerimônia do dia da expiação. Quando se completava o ministério no lugar santíssimo, e os pecados de Israel eram removidos do santuário em virtude do sangue da oferta pelo pecado, o bode emissário era então apresentado vivo perante o Senhor; e as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados’, pondo-os sobre a cabeça do bode. Lev. 16:21. Semelhantemente, ao completar-se a obra de expiação no santuário celestial, na presença de Deus e dos anjos do Céu e do exército de remidos, serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de Deus; declarar-se-á ser ele o culpado de todo o mal que os fez cometer. E assim como o bode emissário era enviado para uma terra não habitada, Satanás será banido para a Terra desolada, que se encontrará como um deserto despovoado e horrendo.’ – O Grande Conflito, págs. 663 e 664. (Grifo acrescentado.)“ – LES893, p. 167 e 168.

Não mais engane as nações – “Que acontecerá com os ímpios que estiverem vivos por ocasião da segunda Vinda de Jesus? Apoc. 19:20 e 21; comparar com II Tess. 1:7 e 8; 2:8.” – LES893, p. 164.

II Tess. 1:7 e 8: “e a vós, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus;

II Tess. 2:8: “e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda;”

“As Escrituras não dizem que haverá uma ressurreição geral dos ímpios na Segunda Vinda de Jesus. Haverá uma ressurreição especial de alguns ímpios e de alguns justos, pouco antes da volta de Cristo. (ver Dan. 12:2; Apoc. 1:7; S. Mar. 14:62; O Grande Conflito, pág. 643; Primeiros Escritos, pág. 285.) Visto que os ímpios vivos serão destruídos por ocasião da volta de Jesus, podemos deduzir que durante o Milênio não haverá ímpios vivendo aqui na terra. (ver também Apoc. 6:14-17.)” – LES893, p. 164.

20:4 Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.

Julgamento – “Jesus foi preparar lugar para os salvos no Céu, para onde Ele os levará (São João 14:1-3). Portanto, o juízo de que está falando a Bíblia ocorrerá no Céu.

“Esse juízo não afeta os justos, os quais foram julgados antes da segunda vinda de Cristo … . Neste juízo são julgados os ímpios que participarão da segunda ressurreição (Apocalipse 20:12, 13), ao diabo e a seus anjos, e se lhes determina o castigo que merecem.

“Este juízo também serve para que os santos compreendam por que não se salvaram algumas pessoas que eles consideravam justas. Tal juízo desfará toda a dúvida da mente dos redimidos acerca da malignidade do pecado e a justiça e o amor de Deus.

“O Todo-poderoso ficará vindicado ante o Universo, e a compreensão de Sua justiça garantirá a estabilidade eterna da criação.” – SRA/EP, p. 45.

A segunda fase do julgamento.  Desde 1844 até o fim do tempo da graça, o julgamento no Céu abrange a investigação dos registros das pessoas que aceitaram a Cristo nalguma ocasião da história terrestre. Todos aqueles cuja profissão de fé for considerada genuína serão levados para o Céu por ocasião do Segundo Advento de Cristo. Durante o Milênio, na segunda fase do julgamento, serão investigados os registros dos que rejeitaram a Cristo. Este será o julgamento dos ímpios mortos. O verso 4 nos diz que aqueles a quem for ‘dada autoridade de julgar’ estarão com Cristo durante mil anos.

Quem serão aqueles que irão julgar? São mencionados dois grupos especiais em Apocalipse 20:4. Primeiro há os mártires de todas as épocas; e, depois, os que aceitaram a mensagem do terceiro anjo e rejeitaram a imagem e o sinal da besta nos últimos dias (Apocalipse 13). Ambos os grupos demonstraram corajosamente sua total lealdade a Deus, em face de terríveis provações e ameaças. Apocalipse 20:6 indica que os remidos de todas as épocas ‘reinarão’ com Cristo durante o Milênio.

Quem será julgado por eles? O apóstolo Paulo diz que ‘os santos hão de julgar o mundo’ e ‘os anjos’. (Ver I Cor. 6:2 e 3; comparar com S. Judas 6.) A obra dos salvos, durante o Milênio, será julgar os ímpios de todas as épocas, incluindo os anjos maus.

“’Em união com Cristo julgam os ímpios, comparando seus atos com o código – a Escritura Sagrada, e decidindo cada caso segundo as ações praticadas no corpo. Então é determinada a parte que os ímpios devem sofrer, segundo suas obras; e registrada em frente ao seu nome, no livro da morte. Igualmente Satanás e os anjos maus são julgados por Cristo e Seu povo.’ – O Grande Conflito, pág. 666.

“Esta fase do juízo abrange aquele que não se achou inscrito no livro da vida (Apocalipse 20:15). Será realizado pelo Senhor junto com os redimidos durante o milênio (Apocalipse 20:4; I Coríntios 6:2, 3). Este juízo é para benefício dos santos que glorificaram a Deus ao comprovar a justiça de Deus expressa nos Seus juízos.” – SRA/EP, p. 80.

Qual é o propósito mais amplo dessa segunda fase do julgamento? No começo do grande conflito, Satanás acusou a Deus de ser injusto. No decorrer desse conflito na Terra, a humanidade muitas vezes expressou as acusações de Satanás. A segunda fase do julgamento é de capital importância para os santos. Ao ser examinado cada caso, ficará bem claro que Deus concedeu a cada pessoa a oportunidade de salvar-se; Ver-se-á que elas rejeitaram os Seus convites e que Ele foi totalmente justo ao excluí-las do reino eterno. Pelos séculos intermináveis da eternidade ninguém terá dúvida alguma quanto à misericórdia e justiça de Deus. Ninguém quererá rebelar-se contra Ele. Os registros do grande conflito terão provado definitivamente que Seu amor é infinito.” – LES893, p. 168 e 169.

Questões elucidadas para os remidos e para os perdidos.  De acordo com Apocalipse 22:11 e 12, o tempo da graça para os seres humanos terminará antes da Volta de Cristo. Podemos supor que isto se dará quando for concluído o juízo que precede o Segundo Advento. A prova mundial no tocante ao sinal da besta e ao selo de Deus, dividirá a última geração em dois grupos. Assim será determinado o destino de todas as pessoas – vivas ou mortas – antes que Cristo volte com o Seu galardão. Ninguém poderá ser salvo no julgamento durante o Milênio ou na fase executiva do juízo final, que se seguirão à volta de Cristo.

“O juízo que precede o Segundo Advento proporcionará aos seres celestiais que não caíram amplas informações sobre as questões do grande conflito (Dan. 7:10); e o julgamento durante o milênio e a fase executiva do juízo final elucidarão as questões para os remidos e para os perdidos, respectivamente. Esses processos do julgamento nos dizem muita coisa sobre o caráter de nosso Criador. Ele quer que os seres inteligentes do Universo compreendam cabalmente a natureza do pecado e como o Céu lidou com ele. Todos verão e reconhecerão que Deus foi infinitamente misericordioso e justo.” – LES893, p. 168

Julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros – “Quais são os três benefícios que resultam do juízo investigativo que precede o Segundo Advento?

1 – Ele é para benefício de Deus. Naturalmente, não Lhe revelará quem será salvo. Isso Ele já sabe. A principal finalidade do juízo investigativo é vindicar o caráter de Deus, defasando as dúvidas que Satanás suscitou acerca da justiça de Suas leis e de Seu trato com os seres criados. Ele demonstra claramente que Deus não destruirá seres rebeldes ou pecaminosos sem conceder a essas pessoas todas as oportunidades e recursos que o Céu pode prover para reconciliá-las com Deus. O Senhor precisa demonstrar que tratou a todos com imparcialidade, antes de excluir alguém da primeira ressurreição. E também que um número significativo de seres humanos mostrou-se sensível a tudo que Ele fez para salvá-los, sendo habilitados por Sua graça a guardar os Seus mandamentos.” – LES892, p. 75.

“[2 ] O juízo que precede o Segundo Advento é para o benefício dos habitantes do Universo que não caíram. O objetivo é que, ’pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida agora pelos principados e potestades nos lugares celestiais’ (Efés. 3:10). Daniel viu a presença de ‘milhares de milhares …, e miríades de miríade’ (Dan. 7:10) no julgamento celestial que precede o Segundo Advento. O desígnio de Deus é que ‘a angústia’ não se levante ‘por duas vezes’ (Naum 1:9). Por isso, é essencial que nenhum habitante do Universo tenha qualquer dúvida da justiça de Deus.

[3 -] Esse julgamento é também para aqueles que agora vivem sobre a Terra. Cristo quer que os crentes vivos entrem numa relação com Ele que suporte o escrutínio (ou exame minucioso) do Universo.” – LES892, p. 74.

20:5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição.

As duas ressurreições – “A primeira parte de Apocalipse 20:5 deve ser considerada como estando entre parêntesis. A última parte do verso 5 e todo o verso 6 se acham ligados ao assunto do verso 4. A ressurreição da vida, que Jesus predisse em S. João 5:29, é a ressurreição dos ‘bem-aventurados e santos’, no começo dos mil anos. A ressurreição da condenação é a ressurreição dos ‘restantes dos mortos’, no fim dos mil anos.

As duas ressurreições. É importante notar que Apoc. 20:5 e 6 está em harmonia com as outras partes das Escrituras que falam sobre o estado dos mortos. Estes permanecem inconscientes na sepultura até serem ressuscitados. (ver I Reis 2:2 e 10; Atos 2:29 e 34; Jó 14:12-15; Sal. 146:3 e 4; Ecles. 9:5, 6 e 10.) Tanto os justos como os ímpios vão para a sepultura ao morrer. Na Bíblia não existe o que se chama de ‘Purgatório’. (ver Jô 3:11-19.)

“Haverá duas ressurreições: uma dos justos, e outra dos ímpios. Jesus, que ressuscitará ambos os grupos, ensinou esta verdade (S. João 5:28 e 29), e o apóstolo Paulo reafirmou-a (Atos 24:15).

“Apocalipse 20:4-6 declara que essas ressurreições gerais dos justos e dos ímpios não ocorrerão ao mesmo tempo, mas estarão separadas pelo período de mil anos. A primeira ressurreição – a dos justos – dar-se-á por ocasião da Segunda Vinda de Cristo. Os ímpios mortos ressuscitarão na ressurreição geral no fim dos mil anos.

“Depois de referir-se aos mártires, a Bíblia na Linguagem de Hoje traduziu Apocalipse 20:4 e 5 desta maneira: ‘Tornaram a viver e reinaram com Cristo durante os mil anos. (Os outros mortos não tornaram a viver até terminarem os mil anos.) Esta é a primeira ressurreição.’ “ – LES893, p. 169 e 170.

Visto que todos os ímpios estarão mortos e todos os justos estarão no Céu, não haverá nenhum ser humano durante o Milênio. Qual será a condição da terra durante esse tempo? Apoc. 16:18 e 20; II S. Ped. 3:10; Jer. 4:23-27.” – LES893, p. 165.

II S. Ped. 3:10 – “Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas.”

Jer. 4:23-27 – “Observei a terra, e eis que era sem forma e vazia; também os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e eis que não havia homem algum, e todas as aves do céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e todas as suas cidades estavam derrubadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira. Pois assim diz o Senhor: Toda a terra ficará assolada; de todo, porém, não a consumirei.”

“O grande terremoto final certamente deixará o mundo num estado de caos e destruição. Jeremias estava predizendo a vinda dos babilônios para destruir o Israel apóstata e seu país. Mas a visão que ele teve também se aplica ao fim do tempo, quando os acontecimentos daquela época se repetiriam em escala mundial.

“Nos escritos dos profetas do Antigo Testamento há muitas passagens que falam de destruição, devido ao pecado, no dia do Senhor, seguida de um período de desolação e, depois, por um tempo de restauração. Embora não haja outras passagens na Bíblia – além de Apocalipse 20 – que falem de um período de mil anos em que a terra ficará completamente desolada, há muitas passagens que descrevem a desolação da Terra. Note algumas:

Dia do Senhor                    Desolação da terra                           Restauração

Isa. 64:1-3                           Isa. 64:10-12                                      Isa. 65:9, 10 e 17-25

Isa. 66:14-16                       Isa. 66:24                                            Isa. 66:22 e 23

Eze. 33:21 e 27                   Eze. 33:28 e 29                                   Eze. 34-11-16 e 22-24

Sof. 1:2-18                           Sof. 2:4-7, 9, 11, 13-15; 3:6 e 8      Sof. 2:9; 3:9-20

“As passagens acima têm uma aplicação histórica que era um tipo da situação que existirá no fim do tempo. Nem todos os aspectos da situação inicial se aplicam à situação secundária. Mas as semelhanças são consideráveis. Dias do Senhor locais e históricos apontavam para o Dia do Senhor do fim do tempo.” – LES893, p. 166

20:6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.

Santo – “De acordo com a revelação bíblica, quem é santo? No sentido etimológico da palavra, que dizer separado. É por isso que a Bíblia Sagrada diz que a igreja deve ser santa, sem mácula nem ruga (Efésios 5:27). Os santos, dos quais fala a Bíblia Sagrada, não são mortos nem são estátuas. São os membros de igreja que se separam do pecado e seguem a Cristo, respeitando os princípios da Palavra de Deus. Você, eu, todos nós somos chamados por Deus para ser esses santos. (I S. Pedro 1:15-16; II S. Pedro 3:11; I S. Pedro 2:9; Colossenses 1:22).” – SRA/EP, p. 45

Primeira ressurreição – “Quais são as duas ressurreições sobre as quais nosso Senhor Jesus Cristo falou quando esteve na Terra? São João 5:28, 29. Resp.: a. ‘Os que tiverem feito o bem para a ressurreição da vida; …’ (São João 5:29 p.p.). b. ‘…Os que tiverem praticado o mal para a ressurreição da condenação’ (São João 5:29 ú.p.). …

“Este versículo [Apoc. 20:6] diz que são os justos que voltarão à vida (ressuscitarão) e reinarão com Cristo mil anos. Este é o milênio bíblico que começa com a primeira ressurreição. …

“A primeira ressurreição ocorrerá quando Jesus voltar em glória e majestade.” – SRA/EP, p. 44.

“A profecia a respeito do milênio (Apoc. 19:11 a 20:15) profere uma bênção sobre os que ressuscitam na ‘primeira ressurreição’, pois não morrerão nunca mais (segunda morte), mas reinarão com Cristo (Apoc. 20:6). Nesta passagem não é declarado quando se dará a ‘primeira ressurreição’. Para obter esta informação precisamos volver-nos para outros textos, como I Tess. 4:16-18 e I Cor. 15:51-54, que situam essa ressurreição na Segunda Vinda.” – LES893, p. 165.

I Tess. 4:16-18: “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”

I Cor. 15:51-54: “Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória.”

“’Os mortos em Cristo’ (I Tess. 4:16) abrangem os justos que morreram desde o tempo de Abel até o fim do tempo. ‘Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.’ I Cor. 15:22 e 23. Esse ‘todos’ inclui os santos do Antigo Testamento, bem como os do Novo Testamento.” – LES893, p. 164.

A vida depois da morte começa na ressurreição. A Segunda Vinda de Cristo é o grande dia da vitória para o Céu. Cristo, o Salvador que possui a natureza humana, virá buscar os Seus, conforme prometeu (S. João 14:1-3). Os anjos, que formam os ‘carros de fogo’ mencionados na Bíblia (II Reis 2:11; Sal. 68:17), reunirão os remidos ‘para o encontro do Senhor nos ares’ (S. Mat. 24:31; I Tess. 4:17).

“A Bíblia nunca recomenda que o crente encontre conforto na idéia de que na ocasião da morte ele passará a desfrutar as glórias do Céu. A ênfase incide sempre sobre a esperança da ressurreição. (Ver S. João 11:24). A ressurreição de Jesus consolidou a esperança cristã de que Ele despertará os crentes falecidos quando voltar à Terra (S. João 6:40).

Os justos terão corpo imortal. ‘Nossa identidade pessoal é preservada na ressurreição, se bem que não as mesmas partículas de matéria ou substância material que foram para a sepultura. … Nenhuma lei de Deus na natureza demonstra que Ele restitui as mesmas partículas de matéria que compunham o corpo antes da morte. Deus dará aos justos mortos o corpo que Lhe aprouver.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol.6, pág. 1.093. (Ver I Cor. 15:35-49.)” – LES893, p. 165.

Para onde serão levados os justos ressuscitados e os justos que estiverem vivos por ocasião da Segunda Vinda de Jesus? S. João 14:1-3; Apoc. 7:9-17.

“Jesus chamou o lar dos salvos após a Sua volta de ‘casa de Meu Pai’. Ele disse que voltaria para levar-nos ao lugar para o qual ascenderia em breve (S. João 14:2 e 3).

“O apóstolo João viu os remidos, logo depois de ter sido completada a redenção deles, em pé ‘diante do trono de Deus’, servindo-O ‘de dia e de noite no Seu santuário’ (Apoc. 7:15). O trono de Deus está dentro do Seu templo no Céu. (Ver Apoc. 4:1 e 2; 11:19; 15:5.) No fim do Milênio, o trono de Deus  será estabelecido na terra.” – LES893, p. 164 e 165.  

“A ressurreição de Cristo torna possível a ressurreição dos justos mortos. Se Ele não tivesse Se levantado dentre os mortos ‘os que dormiram em Cristo pereceram’ (I Cor. 15:18). Fiéis que viveram antes ou depois da cruz não teriam esperança de vida se Jesus não tivesse ressuscitado.” – LES963, lição 12, p. 6.

20:7 Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,

Solto – “Ao ressuscitarem os ímpios, desaparecem as circunstâncias que impedem Satanás de atuar, pois terá a quem tentar. Apocalipse 20:8 demonstra que apesar dos mil anos de prisão, Satanás não mudará.” – SRA/EP, p. 46.

“Durante mil anos Satanás não terá ninguém para tentar ou enganar. Com a ressurreição dos ímpios (verso 5), a qual é a segunda ressurreição de Apocalipse 20 e S. João 5, ele reassumirá sua atividade. O ‘pouco tempo’ de que fala o verso 3 certamente indica que esse período será limitado. ‘Os que tiverem praticado o mal ressuscitarão para serem condenados.’ S. João 5:29, NIV.

A segunda ressurreição. ‘Com majestade terrível e pavorosa, Jesus chama então os ímpios mortos; e eles surgem com o mesmo corpo fraco, doentio, que foram à sepultura. Que espetáculo! Que cena! Na primeira ressurreição todos saem com imortal frescor, mas na segunda, os indícios da maldição são visíveis em todos. Os reis e os nobres da terra, os vis e desprezíveis, os doutos e os ignorantes, surgem juntamente. Todos contemplam o Filho do homem.’ – Primeiros Escritos, pág. 292.” – LES893, p. 170.

20:8 e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha.

Gogue e Magogue – O juízo executivo. O quadro apresentado em Apocalipse 20:7-9 é extraído de Ezequiel 38 e 39, que descrevem as forças de ‘Gogue, da terra de Magogue’, vindo como tempestade sobre Israel, nalgum ponto depois do seu retorno do exílio em Babilônia. O ataque nunca aconteceu porque Israel se afastou de seu concerto com Deus e rejeitou o Messias.

“Em visão, o apóstolo João previu forças do mal de aspecto semelhante atacando o Israel espiritual (os remidos) e a Nova Jerusalém no fim do Milênio. São organizadas pelo derrotado Satanás, o qual faz a última tentativa física para destruir o povo de Deus. Os salvos estarão novamente sobre a Terra, mas protegidos pelos muros da Cidade Santa. (Comparar Apoc. 21:2 com 20:9.)” – LES893, p. 171.

20:9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou;

Cercaram Nova Jerusalém – “Aquilo que ele fará no fim do Milênio, procurando tomar a Cidade Santa e arrebatá-la de Deus, não é diferente do que esteve fazendo anteriormente. Sua história consistiu em batalhar contra Deus e acusa-Lo, atacar a Cristo, e enganar as pessoas, levando-as a servirem e adorarem a ele e aos poderes do mal por meio dos quais tem atuado.” – LES893, p. 170.

“Que cena do julgamento final ocorrerá pouco antes da destruição dos ímpios? Apoc. 12:11-13; comparar com Zac. 14:9.” – LES893, p. 170.

Zac. 14:9 – “E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome.”

A recompensa dos justos. “Jesus e toda a hoste Angélica, e todos os santos, com as brilhantes coroas sobre as cabeças, ascendem ao cimo do muro da cidade. Jesus fala com majestade, dizendo: ‘Eis, pecadores, a recompensa do justo! E contemplai, Meus remidos, a paga dos ímpios!’“ – Primeiros Escritos, p. 293 e 294.

O Rei é coroado. “Na presença dos habitantes da terra e do Céu, reunidos, é efetuada a coroação final do Filho de Deus.” – O Grande Conflito, p. 272.

“Que cena impressionante ocorrerá então? Rom. 14:11; Fil. 2:9-11.” – LES893, p. 171.

Rom. 14:11 – “Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus.”

Fil. 2:9-11 – “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”

Todo joelho se dobrará. “Como que extasiados, os ímpios contemplaram a coroação do Filho de Deus… . Prostrando-se, adoram o Príncipe da vida… . E agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença.” – O Grande Conflito, p. 675-677.

Fogo do céu os devorou – ‘As forças do mal serão devoradas pelo fogo que descerá do céu (Apoc. 20:9). O elemento destruidor produzirá ó lago de fogo’ no qual os ímpios serão punidos e consumidos. (Ver Apoc. 20:14 e 15.) O diabo também será ‘lançado para destro do lago de fogo e enxofre’ (Apoc. 20:10).” – LES893, p. 171.

“II São Pedro 3:10-12 leva-nos a crer que este fogo incendiará toda a Terra.” – SRA/EP, p. 114.

20:10 e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.

Fogo eterno – “Um fogo que não se apaga é um fogo que arde enquanto lhe resta uma partícula de combustível. Quando tudo o que pode ser queimado estiver consumido, o fogo desaparece. Isto é o que diz Malaquias 4:1-3, onde é dito que os ímpios arderão como restolho; que não ficaria deles nem raiz nem ramo; e que serão reduzidos a cinzas. Exatamente o mesmo explica Apocalipse 20. O fogo que cairá sobre o diabo, seus anjos e os adeptos do pecado, arderá sem cessar até que os consuma (20:9); ou seja, até terminar com eles. Por isso se diz que esta é ‘a segunda morte’ (20:14). Terminado o combustível, terminará o fogo. Por isso esse fogo será de conseqüências eternas, irreversíveis. Será a segunda morte.” – SAR/EP, p. 115.

“Quando o Apocalipse fala do fogo eterno, o faz numa linguagem que confunde aqueles que crêem que este durará toda a eternidade. Felizmente, no mesmo livro se explica o que Deus quis dizer, para que não fique dúvida a este respeito. Deus não está dizendo que por 80 anos de pecado alguém terá de arder milhões de anos na eternidade sem fim, pois quando o Senhor vier, dará ‘a cada um segundo as suas obras’ (Apocalipse 22:12). O sentido é que desse fogo não se poderá escapar, porque é um fogo de conseqüências eternas (Exemplo: Isaías 47:14). …

“A Bíblia Sagrada mostra antecedentes para ajudar-nos a entender bem este assunto. Por exemplo, São Pedro diz que o castigo de Deus sobre Sodoma e Gomorra é ‘posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente’. (II S. Pedro 2:6). São Judas 7 diz especificamente que ‘Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas… são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição’.

“O próprio São Pedro diz que foram reduzidas a cinzas (II S. Pedro 2:6), não continuam ardendo hoje, o que mostra que esse castigo ilustrativo não é eterno em duração, mas é eterno em conseqüências.

“Eles não sobreviveram ao fogo, o qual foi irreversível em suas conseqüências.” – SRA/EP, p. 114.

Atormentados pelos séculos dos séculos – “As versões correntes dão a entender que a besta e o falso profeta estiveram queimando durante todo o período dos mil anos. Mas não há evidências bíblicas em defesa desse conceito. É melhor traduzir Apoc. 20:10 dando-lhe o sentido de que o diabo foi lançado no lago de fogo e enxofre onde foram lançados a besta e o falso profeta. (O verso é omitido no texto grego e precisa ser suprido.) Esse triunvirato (o dragão, a besta e o falso profeta) sofrerá a mesma espécie de destruição. Os três serão destruídos pelo fogo que durará até que seja cumprida sua missão de punição e morte.” – LES893, p. 172.

20:11 E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles.

20:12 E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.

“O julgamento perante o grande trono branco, a fase executiva do juízo final (Apoc. 20:11-15) abrange o mesmo aspecto que Apoc. 20:9. Simplesmente declara de modo mais pormenorizado que acontecerá entre o ataque à Cidade Santa por Satanás e as hostes dos perdidos, e sua destruição pelo fogo. A fase executiva do juízo final é descrita por Jesus de outra perspectiva (S. Mat. 25:31-46). Tanto os salvos como os perdidos receberão sua recompensa ou retribuição. Os justos herdarão o reino eterno (S. Mat. 25:34). Os ímpios sofrerão destruição – a segunda morte.” – LES893, p. 172.

20:13 O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o além entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras.

20:14 E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.

Por que não haverá ressurreição da ‘segunda morte’? Apoc. 20:9, 10, 14 e 15.

“A certeza dada aos cristãos em todas as épocas é a de que a derrota de Satanás é inevitável. O Calvário significou a sua ruína. Se lançamos a nossa sorte com Cristo, é-nos assegurado o livramento e a vida eterna. (Ver Apoc. 12:10; Heb. 2:14; S. João 12:31.)” – LES893, p. 171.

Heb. 2:14 – ”Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo;”

João 12:31 – “Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.”

“Só os vencedores em Cristo não sofrerão o dano da segunda morte (Apocalipse 2:11). A diferença entre a primeira morte e a segunda é que da segunda não há ressurreição. É a morte eterna. Como diz Ezequiel 28:19 sobre o altivo rei de Tiro, figura de Satanás (que também será lançado no lago de fogo): ‘jamais subsistirás’. Neste dia se cumprirá de forma irreversível a penalidade do pecado, que é a morte (Romanos 6:23). A Bíblia diz: ‘A alma que pecar, essa morrerá’ (Ezequiel 18:4).” – SRA/EP, p. 114.

20:15 E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.

 

Lançado no lago de fogo – “Jesus mencionou a João no Apocalipse, 15 vezes o lago de fogo, a fim de que compreendêssemos que isto constituía uma parte necessária do plano da salvação, para abolir o pecado e preparar um lugar seguro para o remanescente fiel. São Pedro também fala disto ao declarar: ‘Porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos, e reservar, sob castigo, os injustos para o dia do juízo’ (II São Pedro 2:9). Quando São Pedro diz que serão castigados no dia do juízo, está destacando que Deus é justo. Não lança ninguém no fogo sem que primeiro haja sido julgado e condenado. Isto coincide com o que diz nosso Senhor Jesus Cristo (São Mateus 13:40-42) e com Apocalipse 20, onde fica claro que o fogo não é agora, mas depois do milênio.” – SRA/EP, p. 113.

“O JUÍZO EXECUTIVO será o fim da rebelião e da trágica aventura do pecado. O Senhor extirpará para sempre Satanás, seus anjos, os adeptos de sua rebelião e todo vestígio do pecado. Esta fase do juízo é necessária para dar lugar aos ‘novos céus e nova Terra, nos quais habita justiça’ (II São Pedro 3:13).”

“Assim como o câncer tem de ser eliminado ou do contrário se multiplicará até causar a morte e a destruição, o pecado, que é a transgressão da lei (I São João 3:4), tem de ser erradicado, do contrário transtornaria o Universo. Se insisto em contaminar-me com o pecado, é lógico que serei destruído com ele. Deus não pode permitir que o pecado contamine o novo reino que Ele estabelecerá, por isso acabará com o pecado, com seu instigador e com seus adeptos.” – SRA/EP, p. 114.

Abreviaturas utilizadas

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

 

Publicado anteriormente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-20.html



APOCALIPSE 19 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
10 de janeiro de 2022, 1:00
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TEXTO BÍBLICO APOCALIPSE 19 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 19 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

APOCALIPSE 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



APOCALIPSE 19 by Jobson Santos
10 de janeiro de 2022, 0:55
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ap/19

Apocalipse 19 começa como uma resposta ao apelo de Apocalipse 18:20. O louvor em Apocalipse 19:1-10 é dado porque Deus cumpriu o que anunciou em Apocalipse 14:9-11, respondendo ao clamor de Apocalipse 6:9-10. Este louvor exalta a vitória de Deus sobre os poderes do mal, o uso da palavra aleluia quatro vezes demonstra a intensidade da celebração. A descrição de Jesus como um cavaleiro, Rei dos reis e Senhor dos senhores que vence o Grande Conflito (v. 11-15) traz imagens da visão das sete igrejas de Apocalipse, o que indica que este cavaleiro que julga e peleja com justiça é o mesmo que cuida da igreja em cada período da história. Apocalipse 19 nos assegura que o plano da redenção será cumprido (v. 13).

A cada dia nossos pensamentos são direcionados para futuras conquistas como estudos, emprego e aquisições. Em Apocalipse 19 Deus nos convida a pensarmos a respeito de algo acima de tudo isso, a união final dos fiéis com Cristo e a restauração de todas as coisas, aguardada desde Adão. A chegada das bodas do Cordeiro (v. 6-9) é o grande anúncio de Apocalipse 19.

Flávio da Silva de Souza
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1432
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara



Apocalipse 19 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
10 de janeiro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Dai louvores ao nosso Deus, todos os Seus servos, os que O temeis, os pequenos e os grandes” (v.5).

Antes da sua morte, Moisés proferiu um cântico especial contido no capítulo trinta e dois do livro de Deuteronômio, conhecido como “o cântico de Moisés”. E o final do cântico é justamente o que diz a “grande voz de numerosa multidão” (v.1), no início do capítulo de hoje. É um brado de vitória. Não mais a vitória apenas sobre os inimigos desta terra, mas a vitória final contra Satanás, o grande adversário. Também encontramos outros ecos do Antigo Testamento: Isaías 34:10 (v.3) e 63:3 (v.15); Salmo 115:13 (v.5) e 2:9 (v.15); Ezequiel 1:24 (v.6), 1:1 (v.11) e 39:4, 17-20 (v.18); Daniel 10:6 (v.12); Joel 3:13 (v.15). Uma verdadeira junção de antigas profecias que, além de terem sido aplicadas ao antigo Israel, hoje, apontam para a vitória de todo o “Israel de Deus” (Gl.6:16) através da vitória do “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (v.16).

Estas palavras em forma de louvor também apontam para as palavras de Jesus, quando proferiu a parábola das dez virgens, quando o Seu retorno à Terra é comparado a uma cerimônia de casamento: as “bodas do Cordeiro” (v.9). O noivo é Cristo, as virgens representam a igreja dividida entre o joio (néscias) e o trigo (prudentes), e a noiva, vestida “de linho finíssimo, resplandecente e puro” (v.8) é a “santa cidade, Jerusalém” (Ap.20:10). Proferidos os cânticos e confirmadas as palavras de Jesus, o anjo que falava a João “acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus” (v.9). Ou seja, tudo isto é verdadeiro; tudo o que está escrito, que os profetas já haviam pronunciado, é fato e é verdade.

Não sabemos porque exatamente neste momento João se prostra a fim de adorar o anjo, mas, certamente, tudo aquilo lhe soou aos ouvidos como uma expressão da glória de Deus. Mas quando o anjo ordenou que ele levantasse e adorasse somente a Deus, logo após ele proferiu a seguinte declaração: “Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (v.10). Estamos diante da revelação de uma das características do remanescente dos últimos dias. Em Apocalipse 12:17, vimos que a igreja de Deus possui duas características: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. A guarda dos mandamentos é um ponto claro: se amamos a Deus, guardamos todos os Seus mandamentos (Jo.14:15; Tg.2:10-12). Mas a afirmação de que os verdadeiros adoradores são detentores do testemunho de Jesus precisava ser esclarecido.

Em cada período da história de Seu povo, Deus suscitou pelo menos um profeta ou profetisa, a fim de orientá-los e transmitir Suas palavras. Nem todos possuem livros no Cânon Bíblico, a exemplo de Elias, Eliseu, Micaías, dentre outros, contudo, certamente, foram homens de Deus escolhidos para uma obra que até hoje encontra eco nos corações sinceros. As palavras finais do anjo no versículo dez revelam que a igreja remanescente deveria ter um profeta no tempo do fim. Além de ser uma igreja profética, como vimos no capítulo dez, também deve ter e manter “o espírito da profecia” (v.10). Meus irmãos, assim como de tempos em tempos Deus precisava esclarecer ao Seu povo a Sua vontade através dos profetas, quanto mais no tempo do fim, após dois mil anos da cruz, Ele precisava suscitar alguém que exaltasse a Palavra de Deus como a nossa única regra de fé e prática.

Observem a seguinte escala:

1. Em Gênesis 15:13-14, Deus declarou a Abraão um período de quatrocentos anos de cativeiro para o povo de Deus até que viesse um libertador. Isso aconteceu quando Israel foi escravizado pelos egípcios, e libertos por Moisés após 400 anos de escravidão;

2. Jeremias profetizou setenta anos de cativeiro Babilônico. O que ocorreu, com precisão, até que uma nova profecia de tempo foi dada a Daniel;

3. Daniel profetizou as setenta semanas, 490 anos sobre Israel, que se cumpriu cabalmente. E nesse período Deus suscitaria João Batista, preparando o povo para receber o Messias;

4. Ainda em Daniel, há a profecia dos dois mil e trezentos anos (Dn.8:14), que, como estudamos, culmina no ano de 1844. Foi neste ano, após o terrível desapontamento (Releia o comentário do capítulo dez de Apocalipse), que uma jovem de apenas dezessete anos de idade, chamada Ellen Harmon, teve a sua primeira visão. Ela viu o povo do advento andando por um longo caminho até o Céu. Aqueles que mantinham seus olhos fixos no Salvador continuavam firmes a jornada, mas os que olhavam para trás caíam em densas trevas.

Ellen Gould Harmon, após casar-se com o jovem pastor Thiago White, passou a se chamar Ellen Gould White. Seu ministério público tornou-se um precioso legado. Longe de intitular-se uma profetisa de Deus, esta mulher se autodenominou serva do Senhor. Apesar de suas limitações físicas e poucos anos de estudo, devido a uma pedrada que levou na face aos nove anos de idade, Ellen teve um ministério de setenta anos e escreveu mais de cem mil páginas sobre assuntos diversos, como educação, saúde, relacionamento, profecias dentre outros, além de ter tido mais de duas mil visões e sonhos. Uma de suas obras, “O Desejado de Todas as Nações”, foi considerada a maior biografia já escrita sobre Jesus Cristo. Seus livros não são um padrão para se estudar a Bíblia, mas, em todo tempo, ela mesma deixou bem claro que a Bíblia deve ser o padrão para que seus livros sejam estudados. Com veemência, Ellen defendeu o princípio da “Sola Scriptura”, assim como Moisés (Dt.4:2), como João (Ap.22:18-19) e como os santos mártires que derramaram seu sangue em defesa deste princípio.

Não foi sem razão que logo após o anjo declarar que nos últimos dias a igreja de Deus seria detentora do espírito da profecia, João vislumbrou o Cavaleiro vitorioso, Cristo Jesus. Da boca dEle saiu “uma espada afiada” (v.15), “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17), confirmando a autoridade da Bíblia. Deus suscitou um povo que, como João Batista, possui a mensagem de salvação, um convite para que todos, em todos os lugares, se arrependam e estejam prontos para o “grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap.16:14). O fato de fazermos parte de uma igreja profética não faz de nós melhores do que os outros, antes, aumenta a nossa responsabilidade.

Ellen White foi uma pessoa como você e eu, assim como foi Elias (Tg.5:17) e os demais profetas. Se estudarmos a história, veremos que homens foram chamados antes dela para esta mesma obra, mas não a aceitaram. Daquela frágil mulher, Deus suscitou forças, não porque ela fosse melhor do que ninguém, mas porque seu coração se curvou diante da vontade de Deus. Que, hoje, nosso coração se encontre na mesma posição de humildade, aguardando o nosso Senhor e Salvador regressar. Porque o mesmo Deus que habita “no alto e santo lugar”, também habita “com o contrito e abatido de espírito” (Is.57:15). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo da profecia!

Rosana Garcia Barros

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Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100