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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1tm/1
“A Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus” (v. 2, NVI). Esta não era apenas a maneira formal de Paulo começar suas cartas. É a sua declaração de que é somente pela obra da graça de Cristo que podemos viver e realizar o que Deus nos pede.
“Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (v. 15, NVI). Com estas palavras Paulo expressa a sua permanente surpresa por sua salvação. Seus pensamentos podiam ser traduzidos assim: “Como Jesus Cristo é longânimo! Eu queria matar aqueles que acreditavam nEle, mas Ele trabalhou pela minha salvação. Eu precisava de misericórdia. Alcancei misericórdia. Com tudo isso, você ainda acha que Deus não quer você em Seu reino? Ele quer, Ele certamente quer.
Minha experiência prova o quanto Ele quer você no reino dEle”.
A conversão de Paulo, seu ministério incansável, seus escritos, não foram registrados para trazer honra para ele mesmo. “Ao Rei eterno, o Deus único, imortal e invisível, sejam honra e glória para todo o sempre. Amém” (v. 17, NVI).
O exemplo de Paulo é um convite para que nós também louvemos a Deus por Sua Graça em nossa vida e, como fruto de nossa gratidão, nos dediquemos ao Seu serviço aonde quer que Ele precise de nós!
David Manzano
Pastor aposentado
Collegedale, Tennessee, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1366
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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818 palavras
Esta epístola foi escrita a Timóteo enquanto era pastor da igreja de Éfeso, e é composta principalmente de instruções dirigidas a ele como líder da igreja. Por isso, é classificada como epístola pastoral. … Esta epístola reflete um plano bem desenvolvido de organização e administração da igreja. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 291.
3 Quando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso. Timóteo acompanhou Paulo em sua primeira viagem pela Macedônia (At 16:1-12; 20:1-4). Aqui, o apóstolo se refere a uma viagem posterior, depois de sua primeira prisão em Roma (ver vol. 6, p. 89. 90). CBASD, vol. 7, p. 294.
No verso 3, Paulo lembra a Timóteo por qual razão pediu-lhe para ficar em Éfeso. Éfeso era uma importante cidade comercial. A cultura grega e o culto à deusa “Diana” com sua imoralidade formavam a cultura de Éfeso. Alguns crentes judeus insistiam em ensinar as exigências legalistas da lei que haviam aprendido na infância. Talvez alguns destes crentes judeus podiam traçar sua genealogia até Davi ou o sumo sacerdote Josué e afirmavam que isso lhes dava autoridade para ensinar. Disputas, falsas doutrinas e conversa fiada estavam causando dano à igreja. Timóteo devia ensinar a palavra e treinar outros a fazer o mesmo. David Manzano, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/11/i-timoteo-1/ ,(pesquisa em 03/08/2018).
Não ensinem outra doutrina. Ou seja, qualquer ensino contrário à verdade proclamada pelos apóstolos (ver com. de Gl 1:8). CBASD, vol. 7, p. 294.
4 Fábulas. Talvez Paulo aqui se refira às invenções rabínicas, como as que mais tarde foram incorporadas à Mishnah e outros escritos judaicos (ver vol. 5, p. 83-87). No entanto, ele provavelmente também esteja advertindo contra uma forma incipiente de gnosticismo (ver vol. 5, p. 168, 169; vol. 6, p. 40-45). CBASD, vol. 7, p. 294.
Genealogias. Uma possível referência à prática judaica de rastrear a linhagem familiar para comprovar que existia descendência do rei Davi ou de alguma família sacerdotal. Muitos dos ensinos e pregações dos judeus se baseavam em rebuscadas alegorias que agradavam a imaginação das pessoas, porém sem nutrir espiritualmente. CBASD, vol. 7, p. 294.
Que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé. …”que geram mera especulação, em lugar de administração das coisas de Deus, que é [alcançada] pela fé”. CBASD, vol. 7, p. 294.
7 Mestres da lei. Comparar com Lc 5:17. Aparentemente, esses mestres eram judeus. CBASD, vol. 7, p. 295.
8 Lei. Paulo aqui se refere a preceitos morais, o que se torna evidente nos v. 9 e 10, que sintetizam vários princípios do decálogo (cf. Êx 20:1-17). CBASD, vol. 7, p. 295.
9, 10 O propósito do mandamento é amar com um coração puro. Os comportamentos mencionados nos versos 9 e 10 são condenados pela lei e são também condenados pelo “glorioso evangelho” (v. 11). A mentira, o assassinato, a rebeldia, o tráfico de escravos e outras transgressões da lei são mencionadas pelo apóstolo como exemplos do que o evangelho também rejeita. David Manzano, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/11/i-timoteo-1/ (pesquisa em 03/08/2018).
10 Raptores de homens. Ou, “sequestradores”, “comerciantes de escravos”. A escravidão tem sido uma maldição sobre a humanidade desde a antiguidade. Deus agiu, por meio de Israel, para restabelecer a dignidade individual (ver com. de Êx 21:16; Dt 24:7). Paulo amplia o verdadeiro valor do indivíduo. CBASD, vol. 7, p. 295.
17 Rei eterno. Ao contrastar sua nova vida em Cristo com sua vida anterior de intolerância e ódio, Paulo prorrompe em uma gloriosa doxologia de gratidão (sobre semelhantes hinos de gratidão, ver Rm 11:36; 16:27; Gl 1:5; Ef 3:21; Fp 4:20; 1Tm 6:15, 16). CBASD, vol. 7, p. 297, 298.
19 Boa consciência. Qualquer que fosse o problema que Timóteo enfrentasse, sua forma consistiria num esforço sincero para proceder de acordo com os princípios estabelecidos por Paulo e pela Palavra de Deus. Igualmente, os obreiros cristão de hoje também descobrirão que suas convicções mais profundas se apagam e se tornam ineficazes se sua conduta pessoal não confirma a mensagem que pregam. CBASD, vol. 7, p. 298.
Naufragar. Se o capitão de um navio deixar de lado a bússola e passar a confiar em seu próprio julgamento, causará um desastre. Da mesma forma, o cristão naufraga na fé quando se desvia da Palavra de Deus e confia em seu próprio julgamento, ou no de outra pessoa. CBASD, vol. 7, p. 298, 299.
20 Entreguei a Satanás. Como em 1 Coríntios 5:3 a 5, essa expressão se refere à remoção da igreja e era a última medida de disciplina que a comunidade da igreja poderia aplicar a um membro ofensor. Como o transgressor havia rejeitado um ou mais dos fundamentos da fé cristã (1Tm 1:19), por seus próprios atos ele havia se separado do espírito e do corpo da igreja. … A pessoa que renuncia a servir no reino de Deus, automaticamente se coloca a serviço do reino de Satanás. A igreja não faz essa transferência, apenas ratifica a escolha feita pelo pecador (ver com de 1Co 5:5). CBASD, vol. 7, p. 299.
Blasfemarem. Talvez Paulo se refira aos atos perversos daqueles que fazem uso indevido da lei (ver com. dos v. 3-7). A lei é uma expressão da vontade e do caráter de Deus e, por essa razão, qualquer uso ilegítimo dela desonra a Deus e deturpa Seus propósitos. Tudo que desonra a Deus é uma blasfêmia. CBASD, vol. 7, p. 299.
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“Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (v.15).
Iniciamos as cartas de Paulo dirigidas não mais às igrejas, mas cartas pessoais destinadas a irmãos na fé. Filho de pai gentio e mãe judia, Timóteo foi educado, desde a infância, por sua mãe e por sua avó, nas Sagradas Letras. Dentre os contemporâneos de Paulo, provavelmente ele foi o que mais viajou com o apóstolo, tornando-se uma companhia sobremodo confortante. E sendo ainda jovem, Paulo não poderia deixar de orientá-lo e confirmá-lo na fé, para que tudo o que aprendera desde menino continuasse progredindo e dando muito fruto. Timóteo, que aos olhos dos judeus era considerado um bastardo, foi o exímio exemplo de que o “verdadeiro filho na fé” (v.2), não é o herdeiro de um título religioso, mas o eleito pela herança da graça de Cristo Jesus.
A confissão de Paulo demonstra o seu profundo apreço e grande consideração pelo jovem Timóteo e por todos “quantos hão de crer [em Jesus] para a vida eterna” (v.16). Além de grato pelo ministério que lhe foi confiado, Paulo confessou a sua indignidade ao chamado de Deus, pois que “era blasfemo, e perseguidor, e insolente” (v.13). Seu título de doutor da lei e sua privilegiada instrução religiosa, portanto, não teriam nenhuma razão de ser não fosse a sua experiência pessoal com Jesus. Paulo precisou ficar cego para enxergar. E foi quando seus olhos se abriram para contemplar a transbordante “graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus” (v.14), que compreendeu “que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”, e, olhando para dentro de si, declarou-se o principal dentre eles (v.15).
É “por esta mesma razão” (v.16) que Deus concede misericórdia aos que julgamos como casos perdidos. Foi por esta mesma razão que Cristo conviveu com “publicanos e pecadores”, porque a Sua graça os atraía (Lc.15:1). Jesus exalava amor e, ao mesmo tempo, declarava as verdades de Sua Palavra. A lei que o povo ouvia da boca dos mestres da lei era a mesma que ouvia da boca do Salvador. A diferença estava em que aqueles declaravam a lei com a finalidade de acusar os que julgavam estar perdidos, e Jesus lhes apresentava a real finalidade da lei: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10).
Quando Paulo disse que “a lei é boa” (v.8), e, logo após, que “não se promulga lei para quem é justo” (v.9), confirmou a fiel palavra “e digna de toda aceitação” (v.15), de que Cristo veio salvar os “transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros” e a todos “que se opõem à sã doutrina” (v.9-10). Jesus assumiu sobre Si todos estes pecados e os encravou na cruz, a fim de nos oferecer a cura para todos eles. Ninguém que pratica tais pecados entrará no reino dos céus, mas todo aquele que os confessa e os abandona, serão perdoados e salvos.
Ao expor o naufrágio na fé de “Himeneu e Alexandre” (v.20), Paulo não tornou público os pecados destes, mas falou do que a igreja já estava ciente. A expressão “os quais entreguei a Satanás” (v.20) não se refere à rejeição a esses irmãos, mas ao respeito pelo livre arbítrio deles. Assim como o pai permitiu que o filho pródigo seguisse o caminho que escolheu para si, Deus não nos impede de viver em pecado, e espera pacientemente que os terríveis resultados de nossa insanidade nos façam cair em si e voltar para o lugar do qual nunca deveríamos ter saído (Lc.15:17-18).
Aos que estão segurando firme na esperança adventista, o Senhor diz: “Este é o dever de que te encarrego, ó filho(a) _______, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado(a) nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (v.18-19). Mas o Senhor ainda possui ovelhas e dracmas que ainda precisam ser encontradas, e filhos pródigos que ainda precisam cair em si e voltar para os braços do Pai. Quem sabe, muitos “Himeneus” e “Alexandres” que estão sofrendo os castigos de suas más escolhas, mas que, no devido tempo, como Paulo, através de uma grande queda, terão o encontro com Jesus que mudará para sempre as suas vidas. Que Jesus reine em nosso coração e que o Espírito Santo faça de nós verdadeiros filhos na fé.
“Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (v.17). Vigiemos e oremos.
Bom dia, verdadeiros filhos na fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Timóteo1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I TIMÓTEO 1 – Timóteo era jovem quando pastoreava a grande metrópole de Éfeso, capital da Ásia Menor. Ele era natural de Listra, região da Licaônia. Seu pai era grego e sua mãe judia.
Embora fosse fruto de um casamento caracterizado de jugo desigual e não ter sido circuncidado como todo menino judeu, Timóteo foi educado na religião bíblica por sua mãe, Eunice, e sua avó, Loide.
Apesar de ter recebido excelente educação, o jovem pastor era tímido. Ele não era destemido, ousado e dinâmico; era sensível e acanhado. Consequentemente, tinha tendência ao desânimo.
• Nesta carta, temos o legado de Paulo de como os líderes experientes e os administradores eclesiásticos devem lidar com líderes espirituais jovens, sensíveis e tímidos como Timóteo.
• Também, os jovens obreiros encontram nesses relatos inspirados o que realmente Deus espera de Seus ministros aqui no mundo.
O primeiro contato de Paulo com Timóteo foi durante sua primeira viagem missionária (Atos 16:1-3), que resultou em companhia para o apóstolo em outras viagens. Teve um tempo em que se separaram, mas logo se encontraram novamente em Atenas, de onde saiu com mensagem do apóstolo aos tessalonicenses. Depois, mestre e pupilo encontraram-se em Corinto.
Na sequência, na terceira viagem missionária do apóstolo, Timóteo o acompanhou durante três anos em Éfeso, de onde Paulo o enviou aos cristãos problemáticos de Corinto. Ao retornar, acompanhou Paulo na visita à Grécia fazendo parte da sua equipe missionária.
Observe o início da primeira carta de Paulo a Timóteo, conforme George W. Knight:
1. Saudação (vs. 1-2);
2. Mandamento de Paulo a Timóteo para que resista diante das falsas doutrinas e impulsione o evangelho e seu objetivo, que é o amor:
• O mandamento, o objetivo e uma descrição dos falsos mestres (vs. 3-7);
• Uso legítimo da Lei (vs. 8-11);
• A comissão e conversão de Paulo como exemplo da verdade do evangelho (vs. 12-17);
• Responsabilidade de Timóteo com o exemplo negativo de Himeneu e Alexandre (vs. 18-20).
Introvertidos podem parecer inadequados ao padrão de líder conforme o mundo (e até para muitos membros da igreja), mas não para Deus.
Quem desvaloriza os introvertidos revela desinformação ou desprezo pela diversidade criada por Deus. Assim como as digitais, cada pessoa tem seu jeito de ser; e Deus pode usar a todas!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO II TESSALONICENSES 3 – Primeiro leia a Bíblia
II TESSALONICENSES 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II TESSALONICENSES 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/2ts/3
“Embora tivéssemos o direito de pedir que nos alimentassem, queríamos lhes dar o exemplo.”(v. 9, NVT).
Superficialmente, o problema era o trabalho. “Quem não quiser trabalhar não deve comer” (v. 10, NVT – Observe que Paulo não disse “se alguém não trabalha”, porque alguns podem ter algum impedimento físico ou mental … o que é uma questão totalmente diferente.)
Paulo também disse: “O trabalhador é digno do seu salário” e “Não amordaçarás o boi que pisa o grão”, e escreveu que aqueles que compartilham o evangelho com as pessoas merecem compartilhar seu bem material. No entanto, naquele contexto e para enfatizar um ponto importante, Paulo renunciou ao seu “direito”. Essa era a questão principal.
Jesus também renunciou a alguns direitos. Certa vez, oficiais de cobrança do templo desafiaram Pedro: “Seu mestre paga o imposto do templo?”
“Ah sim! Jesus faz o que deve fazer! Ele certamente o faz!”
Bem. Não era tão simples assim. Como profeta, Jesus não era obrigado a pagar o imposto do templo e, fazê-lo, significaria admitir que Ele era um cidadão comum.
Então, para não ofender a ninguém, Jesus enviou Pedro para pegar um peixe, encontrar a moeda em sua boca e pagar o imposto “tanto por você quanto por mim”. Ele pagou o imposto e deixou claro que era ainda mais do que um profeta.
Virginia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais,
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1365
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1030 palavras
No coração do último capítulo de II Tessalonicenses está a preocupação de Paulo com os “desordeiros” ou pessoas “ociosas” na congregação. Mas a palavra grega aqui (ataktos, vs. 6, 11) não é sinônimo de preguiça. Tem mais a ver com atitude irresponsável. Os membros desordeiros de Tessalônica não estavam apenas ociosos, eles estavam indo de um lugar a outro para criar perturbação. Eles passavam o tempo discutindo teologia ou criticando o comportamento dos outros, em vez de ganhar o seu sustento: “não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia” (v. 11, NVI). Eles estavam se metendo na vida de todo mundo em vez de cuidar da própria! O fato de Paulo ter abordado este assunto outras vezes (ver tb 1Ts 4:9-12) indica que era um grande problema na igreja em Tessalônica. Jon Paulien, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/10/ii-tessalonicenses-3
1 Orai por nós. O apóstolo acabara de registrar uma oração pelos conversos para que fossem consolados e confirmados (2Ts 2:17). Agora pedem que se lembrem dele e de seus companheiros de ministério (cf. 2Co 1;11; Fp 1:19; 1Ts 5:25). Paulo sempre sentiu sua insuficiência e era consciente da necessidade do poder divino (ver 2Co 2:16; 3:5). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 283.
Se propague. Parece que palavra de Deus na cidade de Corinto não estava “correndo”tão livre como o apóstolo desejava. Possivelmente, houve uma firme oposição dos judeus (ver com. de 1Tm 3:7. … Sob condições normais, a “palavra do Senhor”, ativada pelo Espírito Santo, progride com rapidez. CBASD, vol. 7, p. 283.
Seja glorificada. A palavra do Senhor é glorificada na vida transformada daqueles que são guiados por ela. Diz-se que o evangelho é adornado pela vida piedosa até mesmo dos cristãos mais humildes: escravos convertidos, que não furtavam, mas eram completamente honestos e fiéis no serviço (Tt 2:9, 10; cf. com. de Mt 5:16). CBASD, vol. 7, p. 283.
2 Sejamos livres. Embora este segundo pedido tenha um sabor pessoal distinto, a preocupação principal do apóstolo não é a segurança pessoal, ms assegurar que sua equipe evangélica ficará livre para realizar a obra divina. CBASD, vol. 7, p. 283.
Maus. O grego contém o artigo definido, indicando que Paulo se refere a classes específicas de oponentes, sem dúvida, aos judeus que o atacaram e o levaram diante de Gálio, o governador romano (ver com. de At 18:9-17). Aqueles judeus eram mais perversos que muitos pagãos. Resistiram obstinadamente aos apelos da Santa Escritura e aos milagres feitos pelo Espírito Santo em demonstração do poder de Deus. Alguns deles foram longe demais e chegaram a ponto de blasfemar. CBASD, vol. 7, p. 283, 284.
A fé não é de todos. Alguns, ao fechar a mente contra a evidência levada ao coração pelo Espírito Santo, colocam-se além do alcance do evangelho. Quando o Senhor, por meio de Suas obras maravilhosas na carne evidenciou Sua divindade de modo inequívoco, houve aqueles que endureceram o coração para não crer na Sua messianidade e para atribuir o poder de operar milagres a Satanás. Deste modo, o Senhor alertou, estavam em perigo de cometer o pecado imperdoável, caso já não o tivessem cometido (ver Mt 12:22-32). CBASD, vol. 7, p. 284.
4 Confiança em vós no Senhor. … embora o apóstolo tenha encorajado crentes humanos, deixou claro que a base de sua confiança estava “no Senhor” e não neles (cf. Gl 5:10). CBASD, vol. 7, p. 284.
As coisas. Não identificadas neste versículo, mas alistadas nos v. 6 a 15. CBASD, vol. 7, p. 284.
5 Coração. Necessitamos de guia contínua do Senhor quanto aos pensamentos e emoções. Ele prometeu lembrar-nos das verdades a respeito das quais temos sido ensinados, revelar-nos seu significado e a guiar-nos a uma compreensão total de Sua vontade (ver Jo 14:26; 16:13). CBASD, vol. 7, p. 284, 285.
Ao amor de Deus. … que possuam ou compartilhem o amor de Deus. CBASD, vol. 7, p. 285.
6 Nós vos ordenamos. Na primeira epístola, [Paulo] apelou à igreja para se acautelar das facções fanáticas em seu meio (1Ts 5:14). O apelo parece ter tido êxito parcial, porque ele recorre a medidas mais fortes e emite ordens (cf. com. de 1Ts 4:2, 11). CBASD, vol. 7, p. 285.
Desordenadamente (ARA; NVI: “ociosamente”). Do gr. ataktos (ver com. de 1Ts 5:14). CBASD, vol. 7, p. 285.
7 Imitar-nos. Se [os tessalonicenses] considerassem a conduta de Paulo (humilde, cuidadosa, semelhante a Cristo) saberiam o que o Senhor exigia deles. Todo ministro deveria viver para que sua vida fosse consistente com seu ensino. CBASD, vol. 7, p. 285.
Nunca nos portamos desordenadamente. O comportamento desordenado ao qual Paulo faz alusão (v. 6) parece ter sido à ideia fanática de que, como o Senhor estava prestes a vir, era muito tarde para continuar com ocupações mundanas. Aqueles que estavam imbuídos com esse pensamento motivaram o princípio de comunhão de bens na igreja por razões egoístas, para tirar proveito do trabalho dos outros. Paulo denunciou esses agitadores indolentes (v. 11), mas antes lembrou aos irmãos que seu exemplo tinha sido positivo. Estava apto a apelar para a vida ocupada que tinha diante deles. CBASD, vol. 7, p. 285.
9 Direito. O apóstolo desejava deixar claro que não era contrário a um ministério sustentado pela igreja. … No entanto, em Tessalônica ele renunciou seu direito ao sustento da igreja, para dar aos membros um exemplo digno de imitação. CBASD, vol. 7, p. 286.
10 Ordenamos. A abrangência das instruções dadas por Paulo aos tessalonicenses foi surpreendente. No pouco tempo que passou com eles, o apóstolo parece ter abordado todos os assuntos vitais e dirigido seu ensino às necessidades imediatas dos tessalonicenses. CBASD, vol. 7, p. 286.
Não quer trabalhar. Paulo se refere àqueles que, na expectativa do retorno imediato de Cristo, recusavam se desenvolver no trabalho normal, justificando que era desnecessário em vista da segunda vinda. CBASD, vol. 7, p. 286.
Também não coma. O cristão deve fazer tudo que estiver ao seu alcance para evitar ser um peso para os outros. Deve trabalhar para que, além de se sustentar, consiga ajudar os necessitados (Ef 4:28). CBASD, vol. 7, p. 286.
11 Antes, se intrometem. No grego há um jogo de palavras evidente, que pode ser comunicado como “não ocupados, mas ocupados com a vida alheia” (Wodsworth). Os bisbilhoteiros estão ocupados com coisas sem importância, que não lhes dizem respeito, nas questões alheias e não nas questões pessoais. O labor honesto é a melhor cura para esse tipo de gente, pois aqueles que são meticulosos no cumprimento de suas tarefas não encontrarão tempo sem se intrometerão nas questões alheias (cf. com. de 1Ts 4:11; 1Tm 5:13, 14; 1Pe 4:15). Tagarelar e falar mal são passatempos dos bisbilhoteiros. CBASD, vol. 7, p. 286.
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“Todavia, o Senhor é fiel; Ele vos confirmará e guardará do Maligno” (v.3).
Ainda que ciente da fidelidade e do amor dos irmãos tessalonicenses, Paulo ficou sabendo que estava infiltrando-se no meio deles, irmãos que viviam desordenadamente, “porque a fé não é de todos” (v.2). A desordem quanto ao labor e ao serviço cristão provoca ociosidade, que é preenchida com preguiça e maledicência. Quando Paulo pediu oração para que o Senhor os livrasse “dos homens perversos e maus” (v.2), não se referia aos incrédulos, mas aos falsos crentes que disseminavam uma forma de vida contrária aos ensinamentos paulinos. Ao dizer: “convém imitar-nos” (v.7), Paulo não usou de soberba, mas da autoridade de quem vivia o evangelho de Cristo.
Notem que Paulo não os exortou, nem os aconselhou, mas lhes deu uma expressa ordem, em nome de Jesus, para que eles se apartassem dos irmãos que não estavam buscando viver o evangelho; não somente com a finalidade de não sofrerem influência, mas também para que os irmãos infiéis, envergonhados, pudessem reconhecer o seu pecado. Paulo não os considerava como inimigos, mas como irmãos que necessitavam ser advertidos acerca de seu mau procedimento (v.15). A genuína conversão dos tessalonicenses os faziam viver piedosamente conforme o exemplo que encontramos no livro de Atos: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” (At.2:44). Isto os unia, mas também era um risco à medida que alguns, aproveitando-se da generosidade dos fiéis, deixavam de trabalhar para viver às custas da liberalidade de outros, e ainda se achavam no direito de intrometer-se “na vida alheia” (v.11).
Precisamos levar em grande consideração o pedido inicial de Paulo, quando disse: “orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada” (v.1), para que não só oremos pelos pastores e obreiros de nossa igreja, como também a nossa vida seja uma manifestação das verdades do evangelho, “por termos em vista” oferecer ao mundo “exemplo em nós mesmos” (v.9) para nos imitarem assim como buscamos imitar a Cristo. Eu sei que este é um padrão no qual nenhum de nós cogita conseguir alcançar, mas é justamente por isso que precisamos que “o Senhor conduza o [nosso] coração ao amor de Deus e à constância de Cristo” (v.5). E esta é uma obra do Espírito Santo. A nossa parte é apenas aceitar esta obra em nossa vida, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5). “Quando, porém, vier o Consolador, que Eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dEle procede, Esse dará testemunho de Mim”, disse Jesus (Jo.15:26).
Quanto a nós, não nos cansemos “de fazer o bem” (v.13), procurando seguir o incomparável exemplo de Cristo. E tendo em mente que todos nós somos pecadores e que, igualmente, carecemos da graça de Jesus, nos acheguemos, “portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4:16). Pois ali, no lugar Santíssimo do santuário celestial, Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, intercede por todos nós, de onde está a assinatura de Deus, “de próprio punho” (v.17). “Este é o sinal” (v.17), que o Criador nos deixou nas “tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx.31:18). Que quando for revelado “o homem da iniquidade” (2Ts.2:3), nossa fé prática seja um testemunho de nossa aceitação e obediência “a toda a verdade” (Jo.16:16) e, seguindo os passos do Salvador (Jo.15:10), façamos parte do seleto grupo dos “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
“A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós” (v.18). Vigiemos e oremos!
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Tessalonicenses3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II TESSALONICENSES 3 – O cristianismo não é um chamado para a preguiça. Servos inúteis na Terra não terão parte no serviço do Céu. Precisamos permitir que esse último capítulo de Paulo aos crentes de Tessalônica impacte profundamente nosso coração a tal ponto de injetar diligência espiritual em cada uma de nossas tarefas diárias.
Ser verdadeiramente cristão exige muita dedicação a fim de que a preparação para a vinda de Cristo realmente aconteça. “Não devemos buscar e esperar descanso e facilidades em um mundo onde aquele a quem amamos enfrentou apenas dores e sofrimentos” (Horatius A. Bonar).
Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreve com maestria. Leia o capítulo supracitado e depois retorne para esta reflexão:
1. O cristão não deve ter preguiça de orar, não é possível ser cristão à altura do que Cristo espera de nós sendo negligentes na oração (vs. 1-5). “Por que será que há tão pouca ansiedade para orar? Reservamos tempo para tudo, menos para orar. Por que é que se fala tanto enquanto há tão pouca oração? Por que tanta pressa nos negócios, e tão pouca oração? Por que tantas reuniões com nossos colegas, e tão poucos encontros com Deus?” (Bonar).
2. Os versos 6-15 a Bíblia de Estudo Andrews intitula de “Conselhos práticos”, e os subdividem assim:
• A disciplina dos desordeiros (vs. 6-10);
• Aos desordeiros em si (vs. 11-12);
• Retirada dos desordeiros da comunhão (vs. 13-15).
3. A carta termina com uma bênção curta (vs. 16-18).
Os ministros precisam da oração perseverante da igreja a fim de proclamar com destreza e ousadia a Palavra de Deus. Além disso, os crentes não devem ser obstáculo à pregação do evangelho. Um testemunho contrário ao poder do evangelho dilui a capacidade do Espírito Santo convencer e converter pecadores. Por isso, Paulo adverte aos crentes para que…
• …não sejam desordeiros; se persistirem, que se afastem/desliguem da igreja;
• …não sejam intrometidos, mas comprometidos em fazer o bem; senão, afastem-se de tais pessoas;
• …não sejam preguiçosos, mas que trabalhem diligente e honestamente; se não trabalha, que fique sem comida;
• …exortem antes de disciplinar os indisciplinados.
Após ser brando em I Tessalonicenses 4:11-12; 5:14-15 e não obter resultados, Paulo precisou ser enérgico no fechamento desta carta. Até quando vamos ser morosos para aprender?
“Senhor, reaviva-nos constantemente!” – Heber Toth Armí.
Três capítulos… conte-nos: como foi estudá-los nestes três últimos dias?